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  • STJ mantém condenação da ex-deputada Flordelis a 50 anos de prisão

    STJ mantém condenação da ex-deputada Flordelis a 50 anos de prisão

    A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a condenação da ex-deputada Flordelis a 50 anos de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo de Souza, em 2019, quando ele era seu marido.

    A Corte concordou com decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, em 2022, já havia mantido a condenação da ex-deputada a 50 anos de prisão.

    Em 2022, Flordelis dos Santos de Souza foi condenada pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio triplamente qualificado consumado, homicídio duplamente qualificado tentado, associação criminosa armada e uso de documento falso.

    A ex-deputada foi considerada culpada por planejar o assassinato, ocorrido na casa da família em Niterói (RJ). A motivação, segundo a acusação do Ministério Público, foi o controle das finanças da família e a forma rígida como o pastor administrava os conflitos entre os integrantes.

    Segunda instância

    A defesa de Flordelis recorreu ao STJ, após a 2ª Câmara Criminal TJRJ negar, por unanimidade, recursos de apelação. 

    À segunda instância, os advogados alegaram diversas nulidades processuais, entre as quais a não apresentação de alegações finais na fase de pronúncia e a falta de fundamentação das qualificadoras do crime.

    A relatora do caso, desembargadora convocada Nilsoni de Freitas, contudo, entendeu não ter ficado demonstrado o prejuízo concreto para a defesa da ex-deputada.

    A Sexta Turma manteve também a decisão que anulou a absolvição de Rayane dos Santos, Marzy Teixeira e André Luiz de Oliveira – a neta biológica e os dois filhos adotivos da ex-deputada que são acusados de participar do crime. 

  • Aposentado ou pensionista que votar não precisará fazer Prova de Vida

    Aposentado ou pensionista que votar não precisará fazer Prova de Vida

    Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem para votar nas eleições de outubro não precisarão fazer a verificação da Prova de Vida neste ano.

    De acordo com o Ministério da Previdência Social, a verificação vai ocorrer de forma automática a partir do cruzamento das informações da Justiça Eleitoral com a base de dados do INSS.

    A Prova de Vida é um procedimento anual cujo objetivo é identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos.

    O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que a medida facilita a vida dos pensionistas. 

    “A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou.

    Segundo a pasta, o procedimento abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

    Além disso, desde 2019, como forma de reduzir filas e custos para processo de Prova de Vida, o comparecimento presencial deixou de ser regra, estabelecendo que o INSS busque, de forma proativa, dados que confirmem a condição de vida do cidadão.

  • Prêmio reconhece pesquisas brasileiras sobre mudanças climáticas

    Prêmio reconhece pesquisas brasileiras sobre mudanças climáticas

    Pesquisadores que estudam os impactos das mudanças do clima em diferentes áreas podem se inscrever, até 2 de outubro, no Prêmio iCS de Economia e Clima.

    A iniciativa é promovida pelo Instituto Clima e Sociedade, em parceria com a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec).

    O objetivo é reconhecer estudos sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no Brasil. Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente. O resultado será divulgado em novembro.

    Podem participar pesquisadores com título de doutorado que tenham publicado estudos entre maio de 2024 e maio de 2026 em periódicos científicos nacionais e internacionais, além de artigos apresentados em seminários da Anpec.

    De acordo com a organização, o objetivo é fortalecer a produção científica brasileira sobre o tema, em um momento em que os efeitos da crise climática já impactam diferentes setores da economia e da sociedade.

  • Documentário YANUNI, sobre a luta indígena na Amazônia, está disponível gratuitamente no YouTube

    Documentário YANUNI, sobre a luta indígena na Amazônia, está disponível gratuitamente no YouTube

    O documentário YANUNI, protagonizado pela cacica indígena Juma Xipaia, já está disponível gratuitamente no YouTube. A produção, que tem coprodução brasileira e indígena e participação do ator Leonardo DiCaprio, apresenta a trajetória de Juma na defesa dos territórios indígenas e dos povos da Amazônia.

    O filme pode ser assistido no canal de DiCaprio e conta com legendas em inglês, alemão, francês, português, espanhol, catalão, italiano e tailandês. A disponibilização gratuita amplia o acesso à produção para espectadores de diferentes partes do mundo.

    “Como parte da equipe de produção do filme, tenho orgulho de termos escolhido disponibilizá-lo gratuitamente no YouTube, para que essa história possa chegar a todos”, afirma Juma Xipaia, que também é produtora do documentário.

    Segundo a protagonista, a obra chega ao público em um momento importante para a discussão sobre a Amazônia. “Neste momento crítico para a Amazônia, a mensagem do filme não poderia ser mais importante. Espero que ela atravesse fronteiras, desperte consciências e inspire o mundo a agir antes que seja tarde demais”, destaca.

    A história de Juma Xipaia

    YANUNI acompanha a trajetória de Juma Xipaia, cacica da aldeia Kaarimã, na Terra Indígena Xipaya, em Altamira, no Pará. A produção mostra sua atuação contra ameaças aos territórios indígenas, incluindo o avanço da mineração e do garimpo.

    Em 2016, aos 24 anos, Juma se tornou a primeira mulher a assumir o cargo de cacique do Povo Xipaia na região do Médio Xingu.

    Sua trajetória também inclui a resistência a grandes projetos de infraestrutura, como a hidrelétrica de Belo Monte, além da oposição à mineração industrial e ao garimpo ilegal.

    O documentário ainda aborda a passagem de Juma pelo governo federal, onde atuou como primeira secretária nacional de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas.

    Vida pessoal e ameaças

    Além da atuação política e da defesa dos territórios indígenas, YANUNI acompanha aspectos pessoais da vida de Juma, incluindo a chegada de seu segundo filho.

    A produção também registra a trajetória de Hugo Loss, marido de Juma e agente ambiental que atuava como coordenador de operações de fiscalização do Ibama. O trabalho de fiscalização é apresentado em meio a ameaças físicas, pressão política e dificuldades relacionadas à falta de recursos humanos e materiais.

    Reconhecimento internacional

    Desde sua estreia, YANUNI passou por importantes festivais internacionais. O filme foi exibido no encerramento do Festival de Cinema de Tribeca e, posteriormente, participou de 35 festivais em 12 países.

    A produção conquistou 21 prêmios, incluindo Melhor Documentário e Melhor Direção no SCAD Savannah Film Festival.

    YANUNI também entrou na shortlist do Oscar 2026 na categoria de Melhor Documentário de Longa-Metragem.

    Agora, com a disponibilização gratuita no YouTube, o documentário amplia seu alcance e leva a história de Juma Xipaia e os desafios enfrentados pelos povos indígenas da Amazônia a um público ainda maior.

  • Justiça determina melhorias estruturais em grupamento policial de São Sebastião do Uatumã

    Justiça determina melhorias estruturais em grupamento policial de São Sebastião do Uatumã

    Em razão da falta de estrutura adequada para funcionamento, a Justiça, a partir de atuação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), determinou a adoção de medidas para melhoria das condições do 5º Grupamento de Polícia Militar (GPM) de São Sebastião do Uatumã, bem como a garantia da regularidade do serviço policial no município. A decisão atende parcialmente a uma ação civil pública (ACP) ajuizada pelo parquet.

    A ação teve início após inspeções realizadas em 2020, quando foram detectados problemas relacionados à estrutura física do prédio, aos equipamentos e às condições dos veículos utilizados no trabalho policial.

    Além disso, foram constatados déficit no efetivo policial, composto por apenas sete policiais e duas viaturas, e dificuldades relacionadas ao material bélico, ao combustível, à manutenção das viaturas e ao atendimento de áreas rurais.

    Em 2025, a Polícia Militar reconheceu que o 5º GPM contava com sete policiais, enquanto o efetivo considerado ideal para a unidade seria de 12 profissionais. Mesmo com providências adotadas posteriormente, permaneceram questões relacionadas à estrutura e às condições necessárias para o funcionamento adequado do grupamento.

    O promotor de Justiça Christian Anderson Ferreira da Gama destacou que a Polícia Militar desempenha um papel fundamental para frear o avanço da criminalidade em municípios isolados do interior estadual.

    “A eficiência do trabalho policial depende do oferecimento de condições operacionais mínimas aos agentes de segurança. O MPAM busca a reforma do grupamento, o aumento do efetivo e o aparelhamento, inclusive com a disponibilização de lancha motorizada, em razão da grande quantidade de comunidades ribeirinhas”, ressaltou o membro do MP.

    Determinações

    Entre as providências está a apresentação, no prazo de 90 dias, de um plano para reforma ou reconstrução do prédio onde funciona o grupamento. O documento deverá indicar as medidas necessárias para garantir condições de segurança, salubridade e funcionamento adequado da unidade, além de apresentar cronograma para execução das ações.

    O Estado do Amazonas também deverá apresentar planejamento para adequação do efetivo policial, considerando as necessidades do município, além de providenciar equipamentos e materiais indispensáveis às atividades do grupamento e adotar solução operacional para o atendimento de comunidades ribeirinhas e para a manutenção da frota policial.

    Em caso de descumprimento injustificado das determinações, foi fixada multa diária de R$ 1 mil, inicialmente limitada a R$ 50 mil.

  • Barezinho Sub-12: Real Amazonas e Operário são os primeiros classificados às quartas de final

    Barezinho Sub-12: Real Amazonas e Operário são os primeiros classificados às quartas de final

    O Campeonato Amazonense Sub-12 tem seus primeiros classificados para as quartas de final. Na última quinta-feira (17), Real Amazonas e Operário venceram Botafogo Academy e Amazônia, respectivamente, e avançaram de fase. O Real superou o Fogão no estádio Ismael Benigno, por 2 a 0, enquanto, o Sapão goleou por 9 a 0 no estádio Gilberto Mestrinho.

    Botafogo Academy 0 x 2 Real Amazonas

    Só a vitória classificava o Real Amazonas. E ela veio. No segundo tempo, Maurílio Urubatan marcou duas vezes e foi o herói diante do Botafogo Academy.

    Operário 9 x 0 Amazônia

    O Sapão fez o dever de casa e goleou o Amazônia. Antônio fez quatro gols e foi o destaque. Nicolas Marley, com três, também foi um dos grandes nomes da partida. Gabriel e Renan completaram a goleada.

    Próximas partidas

    Confira os outros duelos das oitavas de final do Barezinho Sub-12:

    Sexta-feira (18/09): MEC x Jovens Guardiões, 16h, Colina.

    Sexta-feira (18/09): Amazonas x Manauara, 16h, Carlos Zamith.

    Sexta-feira (18/09): Aguerridos x Chenko 17, 17h, Carlos Zamith.

    Sexta-feira (18/09): Inter Academy x Amazon City, 18h, Carlos Zamith.

    Sexta-feira (18/09): Guerreirinhos x Jovem Cidadão, 19h, Carlos Zamith.

    Domingo (20/09): Estrela do Amanhã x RB Academy, 16h, Colina.

  • Com recorde de público, Mimiso Arena realiza o maior torneio de Pokémon TCG de Manaus

    Com recorde de público, Mimiso Arena realiza o maior torneio de Pokémon TCG de Manaus

    A noite da última quarta-feira (16/09) marcou o cenário geek e de card games na capital amazonense. A Mimiso Arena, localizada no bairro Parque Dez de Novembro, sediou o Torneio em Celebração aos 30 Anos de Pokémon, consolidado oficialmente como o maior torneio da modalidade já realizado em Manaus. O encontro combinou batalhas estratégicas de alto nível técnico com o lançamento presencial da disputada coleção comemorativa de três décadas da marca.

    Com mesas cheias do início ao fim da noite, o espaço registrou recorde local absoluto de participação simultânea. A maciça presença do público destravou a “Meta Suprema” de premiações estabelecida pela organização: a grade de recompensas foi expandida ao patamar máximo, contemplando desde boosters e itens especiais da nova coleção até o 30º colocado do ranking geral.

    Após rodadas de confrontos intensos no formato suíço e eliminatórias, o título de grande campeão ficou com o treinador Ricardo Zima, de 29 anos. Pela conquista invicta do topo do pódio, Zima levou para casa o cobiçado Troféu Pikachu de Campeão e a Elite Trainer Box (ETB) oficial de Celebrações de 30 Anos.

    Colecionador desde a infância e jogador do circuito competitivo há cerca de um ano e meio, o campeão destacou o aspecto integrador e social do card game como o grande diferencial da modalidade.

    “Sou apaixonado pela franquia desde criança e coleciono desde pequeno. Quando comecei a jogar e percebi o volume de amizades que construí por meio do jogo, entendi que aquele era um espaço ao qual eu realmente pertencia. É um hobby extremamente sadio e agregador, que reúne desde crianças até adultos das mais diversas profissões, como professores e policiais. Esse contato multigeracional mantém o espírito jovial e cria uma troca muito rica. Dedicar meu tempo ao Pokémon TCG é algo muito especial por causa dessa comunidade”, celebrou Ricardo Zima.

    Para a liderança da Mimiso Arena Card Games, o sucesso do torneio comprova o amadurecimento e a força contínua do público manauara no segmento de entretenimento geek.

    O fundador do espaço, Nilo Alves, enfatizou a relevância do momento para a história da arena.

    “Celebramos o aniversário de 30 anos de Pokémon no mundo inteiro batendo o recorde local de jogadores sentados e competindo na nossa loja. É um marco histórico para nós, tanto pela realização do torneio em si quanto pela chegada dessa coleção especial. Ver a arena lotada e receber todo esse carinho mostra que estamos no caminho certo ao fomentar um ambiente estruturado e seguro para os card games no Amazonas. Nosso compromisso é continuar promovendo eventos desse porte e entregando sempre o melhor para os jogadores”, afirmou Nilo.

    Além da competição, o espaço manteve a comercialização oficial e aberta ao público dos itens recém-lançados da coleção comemorativa, permitindo que a comunidade local tivesse acesso direto às novidades do card game no mesmo dia do lançamento global.

  • Pessoas com deficiência têm menor nível de ocupação e dependem mais de outras fontes de renda no Amazonas

    Pessoas com deficiência têm menor nível de ocupação e dependem mais de outras fontes de renda no Amazonas

    No Amazonas, as pessoas com deficiência enfrentavam diferenças na inserção no mercado de trabalho em 2022. Entre as 250 mil pessoas com deficiência de 14 anos ou mais, 89 mil estavam ocupadas e 41 mil eram ocupadas que contribuíam para a Previdência. O nível de ocupação desse grupo era de 35,8%, enquanto chegava a 47,5% entre as pessoas sem deficiência, diferença de 11,7 pontos percentuais. Entre os ocupados, a proporção de contribuintes para a Previdência também era menor entre as pessoas com deficiência, 46,2%, contra 51,2% entre aquelas sem deficiência.

    O cenário amazonense acompanha uma desigualdade observada no País. No Brasil, o nível de ocupação das pessoas com deficiência era de 29,0%, ante 55,8% entre aquelas sem deficiência, enquanto a proporção de contribuintes entre os ocupados correspondia a 57,9% e 67,7%, respectivamente.

    Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que, em interação com diferentes barreiras, podem dificultar sua participação plena na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

    Trabalho tem menor participação na renda dos domicílios com pessoas com deficiência

    A diferença também aparece quando se observa de onde vem a renda das famílias. O Amazonas possuía 1,082 milhão de domicílios, dos quais 201 mil tinham pelo menos um morador com deficiência e 880 mil não tinham. Nos domicílios com moradores com deficiência, o rendimento médio total do arranjo domiciliar era de R$ 3.341, abaixo dos R$ 3.605 registrados nos domicílios sem pessoas com deficiência.

    Além da diferença no valor, muda a composição desse rendimento. Nos domicílios amazonenses com moradores com deficiência, 65,2% do rendimento total vinha do trabalho e 34,8% de outras fontes. Nos domicílios sem moradores com deficiência, 79,4% vinham do trabalho e 20,6% de outras fontes. Assim, a participação de outras fontes no rendimento era 14,2 pontos percentuais maior nos domicílios com moradores com deficiência.

    No Brasil, essa diferença era ainda maior: o trabalho representava 55,7% da renda dos arranjos com moradores com deficiência e 78,4% daqueles sem moradores com deficiência.

    Rendimento domiciliar per capita era semelhante, mas composição da renda revela diferença

    Quando considerado o rendimento domiciliar per capita, a diferença entre os dois grupos era pequena no Amazonas. O rendimento médio era de R$ 990 entre as pessoas com deficiência e R$ 992 entre aquelas sem deficiência.

    Entre as pessoas com deficiência, também havia diferenças segundo cor ou raça. O rendimento domiciliar per capita médio era de R$ 1.256 entre as pessoas brancas, R$ 895 entre as pretas e R$ 946 entre as pardas. Consideradas conjuntamente, as pessoas pretas ou pardas com deficiência tinham rendimento médio de R$ 906.

    Amazonas tinha 268 mil pessoas com deficiência

    O Censo Demográfico 2022 identificou aproximadamente 268 mil pessoas de 2 anos ou mais com deficiência no Amazonas, correspondentes a 7,0% da população dessa faixa etária no estado. No Brasil, eram 14,4 milhões, ou 7,3% da população de 2 anos ou mais.

    No Amazonas, eram 144 mil mulheres e 124 mil homens com deficiência. Por cor ou raça, havia aproximadamente 181 mil pessoas pardas, 53 mil brancas, 19 mil pretas e 14 mil indígenas com deficiência. A presença da deficiência aumentava com a idade. A proporção era de 1,7% entre pessoas de 2 a 9 anos, 3,1% entre 10 e 17 anos, 3,7% entre 18 e 29 anos, 4,3% entre 30 e 39 anos, 11,2% entre 40 e 59 anos e 24,6% entre aquelas com 60 anos ou mais.

    Menos da metade das escolas tinha recurso de acessibilidade

    Na educação básica, o Amazonas possuía 5.562 escolas em 2025, das quais 41,7% contavam com pelo menos um recurso de acessibilidade e 23,9% tinham banheiro acessível. Os percentuais eram inferiores aos registrados no Brasil, onde 78,5% das escolas possuíam pelo menos um recurso de acessibilidade e 57,0% tinham banheiro acessível.

    A diferença entre as redes era expressiva no Amazonas. Das 5.158 escolas públicas, 37,5% tinham pelo menos um recurso de acessibilidade e 19,9%, banheiro acessível. Entre as 404 escolas privadas, os percentuais eram de 95,3% e 75,5%, respectivamente.

    Em relação ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), 16,1% das escolas amazonenses possuíam sala de recursos multifuncionais para AEE e 12,5% contavam com profissionais de apoio para alunos com deficiência. Na rede pública, os percentuais eram de 15,6% e 13,4%, respectivamente, enquanto na rede privada eram de 22,3% e 2,2%.

    No ensino superior, o estado possuía 5.150 docentes em exercício em 2024, dos quais 10 eram pessoas com deficiência. No Brasil, eram 958 pessoas com deficiência entre 340.817 docentes em exercício. O estudo nacional, dessa forma, aponta a sub representação das pessoas com deficiência também entre os docentes.

    Políticas municipais alcançam parte da população com deficiência

    Os dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais, Munic, permitem observar a presença de políticas voltadas às pessoas com deficiência nos municípios amazonenses. Em 2023, dos 62 municípios do estado, apenas dois possuíam simultaneamente Fundo Municipal para os Direitos da Pessoa com Deficiência e gestão que desenvolvia política ou programa de promoção dos direitos dessa população. Apesar do número reduzido de municípios, eles concentravam aproximadamente 152 mil das 268 mil pessoas com deficiência do Amazonas, ou 56,8% dessa população. O indicador combina informações da Munic 2023 com dados populacionais do Censo Demográfico 2022.

    Em outro indicador, 44 dos 62 municípios amazonenses declararam possuir política ou programa de promoção dos direitos da pessoa com deficiência em 2023. Entre as ações ou medidas informadas, 30 municípios declararam iniciativas para melhoria da acessibilidade a espaços públicos, 8 para geração de trabalho e renda ou inclusão no mercado de trabalho e 40 para inclusão no ambiente escolar. Havia ainda oito municípios com ações para melhoria ou garantia de acessibilidade do transporte público.

    Legislação sobre acessibilidade e passe livre

    Em 2023, seis municípios do Amazonas tinham legislação municipal específica para adaptação de espaços públicos destinada a facilitar a acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Nesses municípios residiam aproximadamente 173 mil pessoas com deficiência, equivalentes a 64,6% da população com deficiência do estado.

    Já a existência de legislação específica para garantia de passe livre municipal à pessoa com deficiência no transporte coletivo foi informada por três municípios amazonenses. Eles reuniam aproximadamente 160 mil pessoas com deficiência, ou 59,7% do total estadual. Considerando especificamente as pessoas com alguma dificuldade, muita dificuldade ou que não conseguiam caminhar ou subir degraus, 62,1% viviam nos municípios com legislação para adaptação de espaços públicos e 56,9% naqueles com legislação sobre passe livre.

    Nove municípios tinham Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência

    Dos 62 municípios amazonenses, nove possuíam Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência em 2023, dos quais sete estavam ativos. Em 2019, também eram nove municípios com conselho, e os nove estavam ativos.

    A Munic também investigou as condições de acessibilidade na sede dos governos municipais. Em 2023, 50 municípios do Amazonas informaram possuir pelo menos um equipamento para facilitar a acessibilidade. Entre os itens investigados, 43 tinham rampas de acesso, 23 possuíam sanitário acessível e 11 contavam com pessoal capacitado para atender pessoas com deficiência. O levantamento registrou ainda oito municípios com pessoal capacitado para atendimento em Libras.

    Sobre o estudo

    A segunda edição de Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil analisa diferentes dimensões das condições de vida e da participação social das pessoas com deficiência. O estudo utiliza principalmente informações do Censo Demográfico 2022 e incorpora dados de outras pesquisas e registros administrativos, entre eles a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, o Censo Escolar e o Censo da Educação Superior. 

  • ONU alerta para potencial de guerras, clima e IA levarem a caminho sem volta

    ONU alerta para potencial de guerras, clima e IA levarem a caminho sem volta

    Nesta quarta-feira, o secretário-geral, António Guterres, lançou um apelo aos líderes globais sobre a urgência de “cumprirem suas promessas antes que seja tarde demais”.

    Em mensagem, Guterres declarou que o mundo enfrenta a “hora da verdade” na busca incansável pela paz, pela justiça e pelo estabelecimento de regras rígidas para a inteligência artificial, IA.

    Restaurar a confiança

    Em resposta a um jornalista durante o pronunciamento feito às vésperas da Semana de Alto Nível da Assembleia Geral, entre 22 e 28 de setembro, o secretário-geral da ONU ofereceu um diagnóstico alarmante sobre o cenário atual.

    “Eu acho que há 10 anos, ninguém poderia imaginar que chegássemos a uma situação de paz e segurança. Com um nível de desigualdades tão dramático como aquele que nos encontramos, e com um nível de desigualdade tão grave, duas situações que correspondem a riscos existenciais no clima e na inteligência artificial. Seria difícil imaginar um quadro tão ameaçador como aquele que nós enfrentamos neste momento.”

    Este ano, o tema central do encontro global de representantes, incluindo chefes de Estado e de Governo, é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: Uma ONU que apresenta resultados para todos”.

    Com uma declaração aos líderes, o secretário-geral usou o discurso a jornalistas destacando que estes honrem seus compromissos, vivam os valores da Carta da ONU e defendam de forma implacável o direito internacional e princípios humanos para todos.

    Oriente Médio no topo da urgência 

    António Guterres apontou um cenário marcado pelo reposicionamento de poder geopolítico e por incertezas crescentes, enfatizando que a modernização das instituições multilaterais. Para ele, isso não pode significar o abandono dos princípios essenciais da cooperação internacional, mas sim a sua aplicação com determinação ainda maior.

    Na entrevista, ele mencionou que a crise no Oriente Médio está no topo da urgência global, estabelecendo a desescalada imediata, a diplomacia e o diálogo não como opções, mas como as únicas rotas de sobrevivência.

    O secretário-geral exigiu ainda o fim absoluto do derramamento de sangue civil, a garantia inegociável de auxílio total em Gaza e a interrupção imediata da anexação silenciosa da Cisjordânia, reivindicando paz, segurança e dignidade para todos.

    Garantia inegociável de acesso humanitário

    Para o líder da ONU urge restaurar a plena liberdade de navegação nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandab, enfatizando de forma categórica que a estabilidade na região depende, impreterivelmente, da concretização da solução de dois Estados.

    Em relação à guerra na Ucrânia, agora em seu quinto ano marcando imenso sofrimento civil e severas repercussões globais, a mensagem foi de que é imperioso um cessar-fogo imediato como passo inaugural rumo a uma paz justa, duradoura e estritamente alinhada às resoluções das Nações Unidas.

    Para além das fraturas geopolíticas, o alerta do secretário-geral voltou-se para três ameaças existenciais atuais: a escalada da crise do clima, a piora intolerável das desigualdades e os riscos vertiginosos de uma inteligência artificial sem controle.

    Fortalecer sistemas públicos

    Embora reconhecido o vasto potencial da IA para impulsionar o desenvolvimento e fortalecer os sistemas públicos, ele advertiu que o ritmo do avanço tecnológico está atropelando a capacidade internacional de compreender e mitigar seus perigos.

    Diante dessa realidade, ele cobrou responsabilidade direta dos governos, exigindo proteções nacionais robustas e uma coordenação global indispensável.

    António Guterres deixou claro que iniciativas neste campo baseadas apenas em pausas voluntárias ou isoladas já não são suficientes para proteger a sociedade.

    Paridade de gênero

    Questionado sobre o maior legado dos seus dois mandatos, o secretário-geral destacou como histórica a paridade de gênero alcançada na alta liderança das Nações Unidas.

    Ao refletir sobre os obstáculos e inevitáveis reveses que marcaram sua década à frente da organização, ele revelou que sugeriria a quem o suceder que mantivesse a autenticidade e seguisse rigorosamente a própria consciência.

    Como grande lição final, o chefe da ONU alertou que um mundo cada vez mais multipolar, a profunda reforma das instituições globais não é apenas uma escolha, mas uma exigência absoluta para que voltem a ser verdadeiramente eficazes.

  • Portos brasileiros iniciam temporada de cruzeiros em outubro

    Portos brasileiros iniciam temporada de cruzeiros em outubro

    Os portos brasileiros iniciam, em outubro, a operação da temporada de cruzeiros marítimos 2026/2027. Estão previstos oito navios, 187 roteiros e 675 escalas, com oferta de mais de 831 mil leitos, 24% superior à temporada anterior, segundo dados do Ministério do Turismo.

    Na Bahia, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) estima que cerca de 179 mil passageiros desembarquem nos portos de Salvador e Ilhéus durante o ciclo 2026/2027. Em Salvador, a programação começa em 7 de outubro, com a chegada do World Odyssey. Já em Ilhéus, a primeira escala está prevista para 10 de novembro, com a chegada do AIDAsol.

    No Porto de Santos (SP), a primeira atracação da temporada está prevista para 20 de outubro, com a chegada do Buenavista, da Corazul Cruzeiros. O navio, com capacidade para aproximadamente 2 mil passageiros, fará a primeira saída comercial três dias depois, em 23 de outubro. Segundo a Prefeitura de Santos, serão 92 dias de operação até 4 de abril de 2027, com 146 escalas de dez embarcações de sete companhias. Desse total, 142 serão de cabotagem e quatro de longo curso. A expectativa é movimentar cerca de 785 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes, durante a temporada.

    A preparação para o novo ciclo em Santos reuniu representantes do setor, autoridades públicas, companhias marítimas e órgãos envolvidos na operação no Terminal Marítimo de Passageiros (Concais). O encontro, realizado no início de setembro, teve como foco o alinhamento dos processos de embarque, desembarque e trânsito de passageiros.

    Balanço da temporada anterior

    Na temporada 2025/2026, realizada entre outubro e abril, sete navios operaram cruzeiros de cabotagem no Brasil. Ao todo, foram 602.864 cruzeiristas embarcados, redução de aproximadamente 28% em relação ao ciclo anterior, segundo o estudo Cruzeiros Marítimos – Estudo de Perfil e Impactos Econômicos no Brasil, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a CLIA Brasil.

    Além da cabotagem, 21 navios de roteiros internacionais fizeram escalas no país. Essas embarcações passaram por 35 destinos brasileiros e somaram 293.596 visitas de passageiros e 139.108 visitas de tripulantes.

    O impacto econômico da cabotagem foi estimado em R$ 4,28 bilhões na temporada 2025/2026. Desse total, cerca de R$ 2,28 bilhões corresponderam aos gastos das armadoras com operação e logística e R$ 2 bilhões aos gastos de passageiros e tripulantes nas cidades de embarque, desembarque e trânsito. A atividade esteve associada a mais de 64,5 mil postos de trabalho e R$ 166,3 milhões em tributos.

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