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  • OMS afirma que até 45% do risco de demência pode ser prevenido ou adiado

    OMS afirma que até 45% do risco de demência pode ser prevenido ou adiado

    Mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência em todo o mundo, mais de 60% delas em países de baixa e média renda, e quase 10 milhões recebem um novo diagnóstico da doença a cada ano.

    Embora ainda não exista cura, a Organização Mundial da Saúde, OMS, diz que até 45% dos riscos podem ser atribuídos a fatores modificáveis. Entre eles, a OMS destaca o tabagismo, consumo de álcool, isolamento social, falta de atividade física, poluição do ar e doenças não transmissíveis, como hipertensão e diabetes.

    Países podem proteger a saúde cognitiva da população

    A demência é uma condição causada por doenças que afetam o cérebro e compromete a memória, o pensamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Além da saúde, a demência afeta a independência, a dignidade e a segurança da pessoa.

    A OMS divulgou novas diretrizes sobre a redução do risco de declínio cognitivo, com recomendações para ajudar a prevenir ou retardar o surgimento da demência ao longo da vida. A doença de Alzheimer é a forma mais comum e representa, segundo estimativas, entre 60% e 70% dos casos.

    Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, hoje sabemos muito mais do que nunca sobre os fatores que aumentam o risco de demência. E estas diretrizes transformam esse conhecimento em ações concretas.

    Agora, de acordo com ele, os países dispõem de recomendações claras e baseadas em evidências que podem ser implementadas imediatamente para proteger a saúde cognitiva da população.

    O que pode ser feito para prevenir a demência?

    O documento da OMS reúne orientações para enfrentar comportamentos prejudiciais à saúde, controlar condições médicas e reduzir a exposição a fatores ambientais que podem contribuir para o declínio cognitivo e a demência.

    As diretrizes recomendam, por exemplo, treinamento e estimulação cognitivos e participação em atividades sociais para adultos com cognição preservada ou com comprometimento leve.

    Dentre as recomendações também estão intervenções que reduzam o risco de doenças não transmissíveis, como aumentar a prática de atividade física, parar de fumar, reduzir o consumo de álcool, ter uma alimentação saudável e reduzir a exposição à poluição do ar.

    Controlar condições cardiometabólicas, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado também pode contribuir para diminuir o risco. Além disso, aparelhos auditivos podem ser oferecidos como parte das estratégias de redução desse risco.

    O que não é recomendado

    As diretrizes da OMS não recomendam a suplementação com vitaminas B e E, ácidos graxos poli-insaturados, ômega-3 nem multivitamínicos e suplementos minerais na ausência de deficiência diagnosticada. Isso se dá devido à falta de evidências de benefícios que superem possíveis efeitos adversos inesperados.

    Compreender os fatores de risco e adotar medidas para prevenir a demência pode melhorar a saúde e a qualidade de vida, ajudando as pessoas a viver por mais tempo, com mais saúde e maior independência.

    Custo humano e econômico

    A demência compromete a capacidade das pessoas de viver de forma independente, trabalhar e desempenhar suas atividades cotidianas, além de impor uma carga significativa às famílias e aos cuidadores.

    A doença também gera um enorme impacto econômico, estimado em US$ 1,3 trilhão por ano para a economia global. Cerca de metade desse valor decorre dos cuidados não remunerados prestados por familiares e amigos.

    As novas diretrizes da OMS refletem as evidências científicas mais recentes e os avanços na redução do risco de demência, apresentando intervenções comprovadas.

    Elas representam uma importante oportunidade para reduzir a carga da doença nas próximas décadas, por meio de uma integração mais sólida entre os serviços voltados às condições crônicas e à saúde mental.

    *Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.

  • Financiamentos de projetos rurais sustentáveis terão juros mais baixos

    Financiamentos de projetos rurais sustentáveis terão juros mais baixos

    Produtores rurais que investirem em projetos de sustentabilidade terão acesso às menores taxas de juros dos Fundos Constitucionais de Financiamento na safra 2026/2027. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para as operações de crédito rural com recursos dos fundos do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).

    As iniciativas de agricultura de baixo carbono, preservação ambiental, inovação tecnológica, geração de energia renovável para consumo próprio e ampliação da capacidade de armazenagem terão juros a partir de 7,52% ao ano.

    As condições passam a valer de 15 de julho de 2026 a 30 de junho de 2027. Elas também estabelecem taxas diferenciadas conforme a região, o porte econômico do produtor e a finalidade do financiamento.

    Projetos sustentáveis

    As linhas voltadas à sustentabilidade terão os menores encargos financeiros entre todas as modalidades de crédito rural financiadas pelos fundos constitucionais.

    Nas operações com taxas prefixadas e bônus de adimplência (bônus para quem paga em dia), os juros serão de:

  • 7,52% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE);
  • 7,64% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO);
  • 8,14% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).
  • Nas modalidades com taxas pós-fixadas, os encargos poderão ser ainda menores.

    Demais financiamentos

    Para as demais operações de investimento, os juros variam conforme o fundo, a finalidade do crédito e o porte do produtor.

    No FNE e no FCO, as taxas efetivas prefixadas com bônus de adimplência ficarão entre 7,65% e 12,45% ao ano.

    No FNO, os encargos vão de 7,80% a 10,20% ao ano.

    Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é oferecer condições de financiamento compatíveis com o perfil do produtor e estimular investimentos nas diferentes regiões do país.

    Nova classificação

    A resolução também altera a forma de enquadramento dos produtores rurais.

    Até agora, produtores com receita bruta anual de até R$ 16 milhões eram tratados em uma única faixa. Com a mudança, o grupo passa a ser dividido em duas categorias:

  • Produtores com faturamento de até R$ 4,8 milhões;
  • Produtores com receita entre R$ 4,8 milhões e R$ 16 milhões.
  • A medida busca direcionar de forma mais precisa os recursos dos fundos constitucionais, adequando as condições de financiamento ao porte econômico dos beneficiários.

    Fundos regionais

    Os Fundos Constitucionais de Financiamento foram criados para estimular o desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste por meio da oferta de crédito com condições diferenciadas para investimentos produtivos, incluindo o setor agropecuário.

    As diretrizes foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão responsável por definir as políticas de crédito, câmbio e moeda no país. Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

  • TSE promove Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação

    TSE promove Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoverá, de 3 a 9 de agosto, a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. A iniciativa reunirá ações para aproximar a sociedade da Justiça Eleitoral e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento, a transparência, a segurança e a auditabilidade do processo eleitoral brasileiro. Os 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) do país foram convidados a participar da Semana.

    Durante a Semana, a população poderá conhecer de perto as etapas do sistema eletrônico de votação, os mecanismos de segurança adotados pela Justiça Eleitoral e os procedimentos de auditoria que garantem a integridade das eleições.

    As ações da Semana vão abordar, entre outros temas, a evolução do sistema eletrônico de votação, a história do voto no Brasil e o combate à desinformação. Os TREs desenvolverão programação própria voltada ao público local.

  • Justiça manda Prefeitura de Itacoatiara cumprir acordo e criar programa para crianças vulneráveis

    Justiça manda Prefeitura de Itacoatiara cumprir acordo e criar programa para crianças vulneráveis

    O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio da 2.ª Vara da Comarca de Itacoatiara, deferiu pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) de execução de multa e obrigação de fazer para cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a Prefeitura de Itacoatiara – Município localizado a 270 quilômetros de Manaus. O objetivo é assegurar a implantação do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes e do Programa Família Acolhedora. A decisão objetiva garantir o cumprimento das obrigações assumidas pelo Município e a implementação de políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, até então não cumpridas no prazo estabelecido no TAC.

    Na decisão, a juíza Mychelle Martins Auatt Freitas, titular da 2.ª Vara da Comarca de Itacoatiara, recebeu a ação de execução proposta pelo Ministério Público, determinou o prosseguimento do processo, intimando o Município para informar, de maneira detalhada, quais medidas já foram adotadas para implantar cada um dos serviços previstos no acordo. As informações também subsidiarão a análise do pedido do MPAM para aplicação de multa diária, caso seja constatado o descumprimento das obrigações previstas no TAC.

    Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que os argumentos apresentados pelo Município não eram suficientes para comprovar o cumprimento do acordo firmado entre as partes. Por esse motivo, determinou o prosseguimento da execução para acompanhar a efetiva implantação dos serviços e verificar se as medidas assumidas estão sendo cumpridas.

    Na decisão, a juíza destaca que compete ao Poder Judiciário acompanhar o cumprimento do acordo e garantir a efetivação das medidas previstas na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assegurando a proteção integral de crianças e adolescentes.

    “Recebemos o pedido de execução de multa e de obrigação de fazer em razão do descumprimento do TAC firmado entre as partes. Após a análise do caso, deferimos o pedido para assegurar a implementação da política pública de proteção da infância e da adolescência, até então inexistente em Itacoatiara. Temos trabalhado de forma incessante para criar e ampliar os mecanismos de garantia de direitos desse público. Desde a criação do ECA, a população aguarda a implantação desses dois importantes serviços de acolhimento e proteção”, relatou a magistrada.

    O Termo de Ajustamento de Conduta foi firmado em 2025, após articulação entre as instituições que integram a rede de proteção da infância e da adolescência no Município. O compromisso prevê a implantação do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes e do Programa Família Acolhedora, destinados ao atendimento de crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente do convívio familiar em razão de abandono, negligência, violência e/ou de outras situações de violação de direitos.

    O Programa Família Acolhedora consiste na preparação e no acompanhamento de famílias da comunidade para receber temporariamente crianças e adolescentes até que possam retornar ao núcleo familiar de origem ou sejam encaminhados para uma família substituta. Já o Serviço de Acolhimento Institucional prevê a criação de um espaço adequado para acolher crianças e adolescentes quando o acolhimento familiar não for possível.

    Em maio de 2026, ao verificar que as obrigações previstas no acordo ainda não haviam sido integralmente cumpridas, o Ministério Público ingressou com a ação de execução. No ensejo, o Município informou que o Serviço de Acolhimento Institucional ainda não havia sido implantado e que havia iniciado apenas as providências para colocar em funcionamento o programa Família Acolhedora, criado pela Lei Municipal n.º 519, de março de 2025.

    Atualmente, como Itacoatiara ainda não dispõe dessas estruturas de acolhimento, crianças e adolescentes que necessitam do atendimento são encaminhados para instituições localizadas em outros Municípios. A atuação do MPAM, acompanhada pelo Poder Judiciário, busca assegurar que os serviços sejam efetivamente implantados em Itacoatiara, permitindo que o atendimento ocorra mais próximo da família, da comunidade e da rede local de proteção.

     

     

    #PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada do Fórum de Justiça Desembargador José Rebelo de Mendonça, em Itacoatiara. Em destaque, o prédio de formato curvo e pintura branca, com a identificação da unidade em letras metálicas. À frente, há um caminho de concreto cercado por gramado, jardins e uma grande árvore à esquerda.

  • Autorizado, importado, experimental ou falsificado? Quais diferenças entre os medicamentos

    Autorizado, importado, experimental ou falsificado? Quais diferenças entre os medicamentos

    O crescimento do uso de medicamentos análogos ao GLP-1, popularmente conhecidos com canetas emagrecedoras, no Brasil também ampliou as dúvidas da população sobre a origem e a regularidade desses produtos. Termos como medicamento autorizado, falsificado, experimental e importado irregularmente passaram a fazer parte do debate, mas nem sempre são compreendidos corretamente.

    Para esclarecer essas diferenças, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reuniu as principais definições. Conhecer a classificação de cada produto é fundamental para que pacientes façam escolhas mais seguras e reduzam os riscos à saúde decorrentes do uso de medicamentos sem garantia de qualidade, segurança e eficácia.

    O que é um medicamento autorizado?

    É aquele que possui registro sanitário ou outra forma de regularização válida concedida pela Anvisa. Isso significa que o produto passou pelas etapas exigidas pela agência e pode ser fabricado, importado, distribuído, vendido e utilizado dentro das condições aprovadas.

    Esses medicamentos atendem aos requisitos regulatórios estabelecidos para assegurar qualidade, segurança e eficácia.

    O que caracteriza um medicamento falsificado?

    É aquele que teve sua identidade, origem, composição, embalagem, rotulagem ou qualquer outra característica adulterada ou fraudada para induzir consumidores e profissionais de saúde ao erro.

    Esses produtos representam um grave risco à saúde pública, pois podem conter substâncias diferentes das informadas, concentrações inadequadas ou até mesmo não possuir o princípio ativo esperado.

    O que é um medicamento experimental?

    O medicamento experimental, também chamado de medicamento investigacional, é utilizado exclusivamente em pesquisas clínicas autorizadas.

    Nesta fase, o produto ainda está sendo avaliado por meio de ensaios clínicos para gerar evidências científicas sobre sua segurança, eficácia e qualidade. Os resultados dessas pesquisas poderão subsidiar um futuro pedido de registro sanitário junto à Anvisa. Enquanto permanece em investigação, o medicamento não é considerado um produto autorizado para uso comercial.

    O que é um medicamento importado irregularmente?

    O medicamento importado irregularmente é aquele que entra no Brasil sem cumprir os requisitos sanitários e regulatórios exigidos pela Anvisa. Isso pode ocorrer quando há ausência de registro, autorização, licença ou qualquer outra condição obrigatória para a importação do produto. Nesses casos, o medicamento ingressa no país fora das normas legais, sem a garantia de que atende aos padrões exigidos para venda e uso.

  • Programa organiza transporte para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida

    Programa organiza transporte para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida

    Eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que precisarem de apoio para chegar ao local de votação nas Eleições Gerais de 2026 deverão solicitar transporte especial com antecedência à Justiça Eleitoral. O pedido faz parte da organização do programa Seu Voto Importa, iniciativa nacional voltada a ampliar as condições de acesso ao voto e reduzir barreiras de deslocamento no dia da votação.

    Pelas regras do programa, a solicitação de transporte individual gratuito deverá ser feita até 20 dias antes da data da eleição. O pedido poderá ser apresentado pela própria eleitora ou pelo próprio eleitor, ou por curadora, curador, apoiadora, apoiador, procuradora ou procurador, no cartório eleitoral ou em outro canal de atendimento definido pelo respectivo tribunal regional eleitoral (TRE).

    A norma assegura que haja ao menos um meio não presencial para a solicitação. Também será necessária autodeclaração ou documentação que comprove a deficiência ou a dificuldade de locomoção.

    O programa foi regulamentado pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.753/2026 e será executado de forma descentralizada pelos TREs, de acordo com a realidade de cada unidade da Federação.

    Cooperação técnica

    A iniciativa prevê que os tribunais regionais celebrem acordos de cooperação técnica para disponibilizar o serviço às pessoas que não dispõem de meios próprios para comparecer aos locais de votação.

    O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou ofício recomendando aos presidentes dos TREs que realizem a celebração de acordos de cooperação técnica com os respectivos Tribunais de Justiça.

    De acordo com o ofício, a celebração das parcerias “contribuirá para promover a inclusão no processo eleitoral, a igualdade no exercício do direito de voto e a equiparação de oportunidades para o exercício da cidadania por eleitoras e eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida, bem como para assegurar o exercício do direito de voto pelas populações indígenas, pelas comunidades remanescentes de quilombos e pelas demais comunidades tradicionais, nos termos dos arts. 1º e 4º da Resolução TSE nº 23.753, de 26 de fevereiro de 2026”.

    Como os acordos de cooperação não envolvem transferência de recursos financeiros, a política não gera impacto orçamentário direto para o TSE.

    Boas práticas

    A construção do programa Seu Voto Importa levou em conta experiências já desenvolvidas pela Justiça Eleitoral nos estados.

    Entre as iniciativas que serviram de referência, estão o Projeto Eleições Acessíveis, do TRE de Pernambuco (TRE-PE), e o serviço Atende+, do TRE de São Paulo (TRE-SP).

    Também contribuíram para a formulação do programa os subsídios apresentados em audiência pública realizada no TSE em fevereiro de 2026.

    Estimativa

    De acordo com a modelagem do programa, a estimativa de pessoas beneficiadas dependerá da abrangência dos acordos firmados por cada TRE e da manifestação dos próprios eleitores interessados, que deverão solicitar formalmente o atendimento dentro do prazo previsto.

    Os dados consolidados sobre o eleitorado apto a votar em 2026, incluindo informações estatísticas sobre pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida por unidade da Federação, têm divulgação oficial prevista para 20 de julho, conforme o calendário eleitoral.

    Acessibilidade

    Além do transporte especial, a Justiça Eleitoral mantém o acompanhamento dos locais de votação com seções acessíveis.

    Como muitos desses espaços funcionam em prédios de redes públicas de ensino ou de parceiros privados, as condições estruturais podem mudar ao longo do tempo. Por isso, os TREs e as zonas eleitorais realizam vistorias periódicas para atualizar o panorama de acessibilidade em cada localidade.

    Após as Eleições 2026, o TSE deverá realizar um diagnóstico global da política pública. A avaliação levará em conta diversos indicadores, tais como:

  • Número de pessoas transportadas no dia da eleição;
  • Percentual de atendimento em relação às solicitações recebidas;
  • Taxa de comparecimento do público beneficiado; e
  • Percepção das eleitoras e dos eleitores sobre acessibilidade e inclusão.
  • Os resultados deverão orientar ajustes e aprimoramentos para os próximos pleitos.

    “O Programa Seu Voto Importa traduz a compreensão de que a democracia se realiza plenamente quando todas as pessoas podem exercer seus direitos políticos em condições reais de igualdade. Como bem tem destacado o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, ninguém será deixado para trás em nossa jornada democrática. Esse é o compromisso que orienta esta iniciativa”, afirmou William Akerman, Diretor de Assuntos Estratégicos do Tribunal Superior Eleitoral.

    “Mais do que remover barreiras de acesso aos locais de votação, o programa representa atuação proativa da Justiça Eleitoral. Trata-se de reconhecer a dignidade política de cada cidadã e de cada cidadão, transformando compromissos constitucionais e internacionais em medidas concretas e reafirmando que a democracia se fortalece quando todas as vozes podem ser efetivamente ouvidas e todos podem participar da construção do destino do país”, completou Akerman.

  • MANGARÁ inicia circulação que leva arte, educação e debate sobre crise climática em escolas públicas e indígenas

    MANGARÁ inicia circulação que leva arte, educação e debate sobre crise climática em escolas públicas e indígenas

    A intervenção performática MANGARÁ dá início, entre os dias 18 e 31 de julho, a uma circulação por escolas públicas e iniciativas educacionais indígenas de Manaus com apresentações e oficinas criativas.

    As atividades integram o projeto contemplado pelo Edital nº 09/2025/FEC – Fomento Cultural Multilinguagens, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC/AM) e do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

    O projeto é idealização da artista Tainá Andes, egressa de Universidade de Estado do Amazonas (UEA) e estudante no programa de pós-graduação no mestrado em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

    A circulação tem como objetivo promover encontros entre artistas e estudantes para refletir sobre as relações entre território, ancestralidade, natureza e memória.

    A nova etapa ocorre após a participação do grupo no Congresso UFBA 80 Anos, em Salvador (BA), entre os dias 6 e 10 de julho, quando a intervenção integrou a programação do evento por meio da curadoria da Escola de Dança.

    Confluência Criativa
    A primeira ação da circulação será realizada no dia 18 de julho, às 8h, na Casa de Conhecimento Ancestral Jofo Nimairama, projeto educacional do Instituto Witoto coordenado pelas lideranças indígenas Vanda e Erika Witoto, no Parque das Tribos, zona Oeste da capital. O espaço atende cerca de 75 crianças e adolescentes das etnias Kanamari, Mura, Tikuna, Baré, Kokama, Witoto, Tukano, Tariano, entre outras.

    No dia 25 de julho, também às 8h, MANGARÁ será apresentado no Centro Cultural Uka Mbuesara Wakenai Anumarehit, coordenado pela educadora Cláudia Baré, também localizado no Parque das Tribos. A atividade reunirá 30 estudantes das etnias Baré, Baniwa, Karapãna, Kokama, Miranha, Mura, Tukano, Tikuna e Apurinã.

    Já nos dias 30 e 31 de julho, a intervenção chegará à Escola Estadual Cacilda Braule Pinto, no bairro Coroado, para estudantes do 7º e 8º anos, a partir das 8h, sob mediação do professor de Arte Robson Ney e da professora de Arte Cláudia Cardoso.

    Além das apresentações, a oficina Confluência Criativa propõe experiências coletivas entre artistas e participantes, aproximando os estudantes dos processos de criação, da expressão corporal e da atuação. A atividade convida crianças e adolescentes a compartilhar vivências e a construir, por meio da prática artística, novas formas de perceber o mundo e de se expressar.

    Do coração da bananeira à cena
    Criada a partir do encontro entre dança, teatro e música, MANGARÁ denuncia os impactos dos crimes ambientais na Amazônia e parte da compreensão de que o território é um ente vivo, atravessado por memórias e pela relação entre natureza e sociedade.

    O nome da intervenção tem origem na palavra tupi que designa o umbigo da banana, também conhecido como coração da bananeira. Trata-se da estrutura localizada na extremidade do cacho que, sustentada por um eixo semelhante à coluna vertebral, abriga camadas que protegem seu interior.

    A trajetória da terceira edição de MANGARÁ começou no primeiro semestre de 2025, quando a intervenção percorreu os bairros Coroado I, Ramal do Brasileirinho e Centro de Manaus.

    Em seguida, o trabalho foi convidado para o encerramento do 4º Encontro dos Profissionais da Dança do Amazonas (ENPRODAM), cuja edição teve como tema “Corpos-Floresta: Dança por Justiça Climática”.

    Ninguém existe sozinho
    Inspirada no mangará, estrutura que sustenta o desenvolvimento dos frutos da bananeira, a intervenção se desenvolve em diálogo com artistas convidados, que integram diferentes etapas da criação, da pesquisa, da produção e da cena.

    A concepção geral, direção e atuação são de Tainá Andes, que também assina o design gráfico ao lado de Cris Desrosiers. A provocação cênica e a produção executiva são de Viviane Palandi. Em cena, Tainá divide a performance com Jaú Tupinambá, estudante de Dança da Escola Superior em Artes e Turismo da UEA (ESAT/UEA), e Vívian di Oliveira, que também responde pela composição musical, sonoplastia e integra a assistência de produção. Designer de formação, Jaú assina ainda a tipografia do material visual.

    Completam a equipe Cibele Bentes (figurino); Davi Martins (assessoria de máscaras); Adriano Teixeira (fotografia); Joel Michiles (videomaker); Osvaldo Baré (interpretação em Libras); Carla Wisu (monitoria da oficina); e Elias Costa (assistência de produção).

    Além do fomento da PNAB, o projeto conta com o apoio institucional da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA), que cedeu espaço para uma imersão criativa do elenco antes do início da circulação.

    A obra também conta com a parceria do Projeto de Extensão Leitores de Espetáculos Teatrais (LET) e do Laboratório de Pesquisa das Pedagogias da Arte do Espectador (LAPAE), vinculados à Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (ESAT/UEA).

  • Safra agrícola de 2026 no Amazonas deve registrar queda na área plantada e colhida

    Safra agrícola de 2026 no Amazonas deve registrar queda na área plantada e colhida

    As estimativas para a safra agrícola de 2026 no estado do Amazonas apontam para um cenário de retração em diversos indicadores. De acordo com os dados mais recentes do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, com os registros de junho, a área plantada total no estado deve sofrer uma redução de 5,7%, caindo de 121.019 hectares em 2025 para 114.095 hectares em 2026. A área a ser colhida também acompanha essa tendência, com queda estimada de 5,4%.

     Desempenho das culturas principais

    A mandioca, principal produto em volume no estado, deve registrar uma leve queda de 3% na produção, estimada em 761.513 toneladas, acompanhada por uma redução de 3,3% em seu rendimento médio.

    A banana também enfrenta retração, com queda de 11,8% no volume produzido e de 12,6% na área colhida. Por outro lado, a cultura da soja mantém-se estável, sem alterações previstas na produção (35.820 toneladas) ou na área ocupada (11.485 hectares).

    Cereais, Leguminosas e Oleaginosas em queda

    O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas é um dos mais impactados, com uma redução prevista de 17,4% no volume de produção, totalizando 59.152 toneladas contra as 71.644 toneladas registradas no período anterior. Essa queda é puxada principalmente pelo desempenho do milho (1ª safra), que apresenta uma retração severa de 64,5% na produção e de 62,5% na área colhida. O café canephora também registrou uma queda expressiva de 43% no volume produzido, apesar de ter apresentado um ganho de 6,7% no rendimento médio por hectare.

    Destaques Positivos e Ganhos de Produtividade

    Apesar do cenário geral de baixa, alguns produtos apresentam crescimento, como a laranja (com alta de 5,4%, tendo produção 57.417 toneladas) e tomate (com crescimento de 3,9% na produção, tendo produção de 719 toneladas). O cacau, mesmo que a área colhida tenha reduzido em 15,7%, o produto se destaca pelo maior ganho de rendimento médio do estado (+15%), o que ajudou a mitigar perdas maiores na produção final.

     O levantamento sinaliza que as variações negativas na produção de culturas como o arroz (-0,8%) e a cana-de-açúcar (-1,3%) estão ligadas a ajustes nas áreas destinadas ao cultivo e pequenas flutuações na produtividade.

     O QUE É O LSPA?

    O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE desde 1972, acompanha a evolução das principais culturas agrícolas do País, fornecendo estimativas de área plantada e colhida, produção e rendimento médio. A pesquisa monitora o desenvolvimento das lavouras ao longo do ano e também antecipa as perspectivas para a safra seguinte, servindo como uma das principais referências para o acompanhamento da produção agrícola no Brasil e nas unidades da Federação.

  • Fim da Moratória da Soja pode ampliar destruição da Amazônia

    Fim da Moratória da Soja pode ampliar destruição da Amazônia

    Um artigo publicado na revista Science alerta que o fim da Moratória da Soja pode resultar no desmatamento adicional de 1,4 milhão de hectares na Amazônia nos próximos dez anos. O número é 14% maior do que as taxas históricas de desmatamento.

    A perda florestal produziria cerca de 745 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Para efeitos de comparação, o volume é semelhante ao total de emissões anuais do Canadá.

    A Moratória da Soja é um acordo voluntário estabelecido entre empresas, sociedade civil e governo que impede a compra de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia a partir de 2008.

    O estudo envolve pesquisadores do WWF Brasil, da Greenpeace Brasil, da Land Conservation Association e de instituições universitárias de Wisconsin e Illinois, nos Estados Unidos.

    A publicação reforça que o fim do acordo também pode aumentar a pressão sobre regiões com potencial de expansão agrícola e vulnerabilidade à especulação fundiária. A estimativa é de que até 28,7 milhões de hectares de florestas públicas podem ser impactadas, especialmente em áreas com potencial futuro de expansão de infraestrutura.

    No artigo, os autores também avaliam os efeitos já observados da Moratória. Nos primeiros dez anos, o mecanismo reduziu em 35% o desmatamento em áreas de risco para expansão da soja. A perda florestal evitada é estimada em 1,8 milhão de hectares.

    Para o pesquisador Tiago Reis, da WWF-Brasil, a experiência é bem-sucedida e deveria ser mantida.

    “A Moratória da Soja mostrou que é possível ampliar a produção agrícola mantendo critérios de conservação. O desafio agora é garantir que instrumentos capazes de reduzir o desmatamento continuem fazendo parte da estratégia brasileira de desenvolvimento”, afirma.

    Impactos econômicos

    Os autores analisaram o argumento de que o acordo teria limitado oportunidades econômicas para produtores. Os dados indicam impactos diretos restritos: apenas cerca de 739 mil hectares de áreas aptas à soja foram desmatados legalmente depois de 2008 e a maior parte não estava localizada em propriedades que produzem soja.

    A pesquisa também identifica cerca de 1,7 milhão de hectares de áreas já abertas e aptas para soja na Amazônia. Isso permitiria aumentar a produção sem impactar novas áreas de floresta.

    Outra crítica à Moratória da Soja foi rebatida: a de que o acordo teria provocado distorções de mercado ou funcionado como um cartel entre compradores.Os pesquisadores compararam os preços pagos aos produtores em municípios abrangidos pela Moratória e em regiões vizinhas não submetidas ao acordo. E defendem que o mecanismo não afetou a remuneração dos produtores nem provocou distorções de mercado.

    O pesquisador Tiago Reis defende que o acordo ajuda a construir uma cadeia produtiva mais sustentável e competitiva. Segundo ele, mercados têm ampliado exigências ambientais e de rastreabilidade.

    “Ao adotar compromissos de controle do desmatamento e de rastreabilidade, o setor contribui para proteger a floresta, preservar serviços ecossistêmicos essenciais para a própria agricultura e responder às crescentes demandas dos mercados nacionais e internacionais”, diz o analista da WWF-Brasil.

    “Produzir mais e conservar a Amazônia são objetivos que podem caminhar juntos, desde que haja transparência, responsabilidade compartilhada e mecanismos capazes de orientar a expansão produtiva para áreas já abertas”, complementa.

    Histórico recente

    Em 5 de janeiro de 2026, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa empresas do setor como Cargill, Bunge e ADM, anunciou a desfiliação oficial da Moratória da Soja.

    Quatro ações judiciais sobre o tema estão no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma tentativa de mediação da Corte foi anunciada em março. O objetivo era tentar um consenso entre agricultores, indústria, Ministério Público e ambientalistas. O que não aconteceu.

    Em junho de 2026, as negociações terminaram oficialmente. As quatro ações judiciais que contestam a legalidade do pacto foram devolvidas aos ministros relatores no STF para irem a julgamento.

    O plenário do STF deve começar a analisar as ações no dia 12 de agosto.

    Um dos julgamentos é sobre a decisão liminar do ministro Flávio Dino, que suspendeu todas as ações judiciais e procedimentos administrativos que contestavam ou tentavam barrar a Moratória da Soja.

    A Corte também analisará as Ações Diretas de Inconstitucionalidade, com foco na validade de uma lei do Mato Grosso que retira os incentivos fiscais e doações de terrenos públicos das empresas que assinam a Moratória.

  • Homem é encontrado morto com mãos e pés amarrados na Zona Norte de Manaus

    Homem é encontrado morto com mãos e pés amarrados na Zona Norte de Manaus

    Um homem, ainda não identificado, foi encontrado morto na tarde desta quinta-feira (16), na rua Sucupira, no bairro Terra Nova, Zona Norte de Manaus.

    Segundo as primeiras informações, a vítima apresentava sinais de violência. O homem estava com uma amordaça na boca, as mãos e os pés fortemente amarrados e vestia apenas uma bermuda. Ele não portava documentos de identificação.

    Policiais militares foram acionados para atender à ocorrência e isolaram a área até a chegada da perícia da Polícia Técnico-Científica. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).

    A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investigará o caso para identificar a vítima, esclarecer a motivação do crime e localizar os responsáveis.

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