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  • Alimentação e bebidas pesam mais do que o próprio ingresso no orçamento de 32% dos consumidores;
    ● Para conseguir participar de um evento, 14% já deixaram de pagar alguma conta básica;
    ● 52% gastaram mais de R$ 600 em seu último evento musical e 33% passaram de R$ 1 mil;
    ● Eventos musicais também se tornam uma oportunidade de renda extra para 22% do público.
  • Ir a um show ou festival começa muito antes de as luzes do palco se acenderem, viver essa experiência exige organização financeira. Uma pesquisa da Serasa em parceria com o Mapa dos Festivais e realizada pelo Instituto Opinion Box mostra que 83% dos frequentadores dos eventos musicais se planejam financeiramente para viver essa experiência e 45% começam esse processo de um a três meses antes da data.

    Por outro lado, 33% já contraíram dívidas por causa de shows e festivais, outros 33% recorreram à reserva de emergência e 14% deixaram de pagar uma conta básica para conseguir participar dos eventos.

    Esse impacto no orçamento pode ser explicado com os próprios dados: o planejamento tende a se concentrar no ingresso, enquanto o restante da experiência é subestimado. Quando questionados sobre o que mais pesa, 32% apontam alimentação e bebidas, à frente da entrada, citada por 29%. Hospedagem corresponde por 18% e transporte, por 13%.

    “Quando o planejamento se concentra no ingresso, o custo real deixa de ser contabilizado”, explica Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. “O deslocamento, a alimentação e a hospedagem devem ser somados, pois representam parte significativa de toda essa experiência.”

    Ainda de acordo com a pesquisa, 52% dos frequentadores afirmam terem gastado mais de R$ 600 em seu último evento musical, enquanto 33% desembolsaram mais de R$ 1 mil.

    Quando a conta continua depois do show

    Apesar do planejamento, o custo também pode vir acompanhado de frustração: 39% dos entrevistados já se arrependeram de algum gasto relacionado a esses eventos. Entre eles, 40% afirmam que a experiência não correspondeu às expectativas e 27% gastaram mais do que haviam planejado.

    “A possibilidade de parcelar pode ajudar na organização, mas é preciso lembrar que as prestações continuam fazendo parte do orçamento mesmo depois que o evento termina. Se a compra exigir deixar uma conta básica em aberto ou comprometer a reserva de emergência, o consumidor deve reavaliar se aquele gasto cabe, de fato, em sua realidade financeira”, complementa Aline.

    Para ajudar nesse cálculo, a Serasa disponibiliza uma planilha financeira gratuita voltada especificamente para shows e festivais, que pode ser baixada em https://www.serasa.com.br/blog/como-organizar-o-orcamento-para-show-e-festival/.

  • Moto furtada no bairro Mauzinho

    Moto furtada no bairro Mauzinho

    Uma motocicleta foi furtada durante a madrugada desta segunda-feira (14), na rua União, esquina com a rua São José, no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus. A ação foi registrada por câmeras de segurança instaladas nas proximidades.

    De acordo com o relato de uma moradora, a motocicleta pertencia à filha dela. O veículo teria sido levado por um homem por volta das 4h20.

    As imagens de segurança registraram a movimentação do suspeito durante o momento em que a motocicleta foi retirada do local.

  • Eleições 2026: TRE-AM intensifica preparativos a menos de 20 dias do primeiro turno

    Eleições 2026: TRE-AM intensifica preparativos a menos de 20 dias do primeiro turno

    Faltando menos de 20 dias para a realização do primeiro turno, dia 4 de outubro, o trabalho no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) entra em uma fase ainda mais intensa, envolvendo a preparação e a distribuição das urnas eletrônicas, a capacitação das equipes, a organização dos locais de votação, a fiscalização da propaganda eleitoral e o planejamento da segurança.

    No Amazonas, cerca de 2,8 milhões de eleitores estão aptos a participar do pleito. Para garantir a votação nos 62 municípios, o TRE-AM planeja todas as rotas conforme as condições de acesso, as distâncias e as características de cada localidade.

    A presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis, ressalta que a realização das eleições no estado exige planejamento antecipado e atuação integrada. “Costumo falar que a preparação de uma eleição no Amazonas começa muito antes do dia da votação. São meses de trabalho para definir rotas, transportar equipamentos, capacitar equipes e assegurar o funcionamento das seções nos 62 municípios. Agora, a menos de 20 dias do primeiro turno, entramos em uma fase de execução, onde cada servidor, magistrado, mesário e instituição parceira tem um papel fundamental para que o eleitor encontre sua seção preparada e possa votar com segurança e tranquilidade”, afirma a presidente.

    Preparação e envio das urnas
    Entre as ações deste período estão a geração das mídias, a carga e a lacração das urnas eletrônicas que serão utilizadas na capital e no interior. Os procedimentos começam nesta quarta-feira (16/9).

    A geração das mídias reúne os dados necessários ao funcionamento das urnas em cada seção eleitoral. Em seguida, as informações são inseridas nos equipamentos, que passam por conferência, testes e lacração antes de serem encaminhados aos locais de votação.

    No domingo (20/9), o TRE-AM entra na segunda fase do envio de urnas, desta vez para os municípios do Polo Manaus, subdivisão que integra o planejamento logístico do TRE-AM, considerando a localização geográfica dos municípios, o número de seções eleitorais e os meios de transporte necessários para atender cada região.

    Serão enviadas aproximadamente 583 urnas com carga, além de materiais e suprimentos eleitorais para os municípios de Apuí, Boca do Acre, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Ipixuna, Jutaí, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e Tapauá. Nos dias 21, 25 e 26, outras 300 urnas serão encaminhadas, em remessas distintas, aos demais municípios atendidos pelo Polo Manaus.

    A logística de distribuição das urnas destinadas ao interior do Amazonas foi antecipada como medida preventiva diante da estiagem e da previsão de redução dos níveis dos rios. Na primeira etapa, realizada em agosto, aproximadamente 4 mil urnas, ainda sem carga, foram encaminhadas para 26 polos eleitorais, acompanhadas de mais de 1.000 baterias e 36 toneladas de equipamentos. Para a capital, outras 4.442 urnas — incluindo 303 de contingência — serão distribuídas às seções eleitorais no dia 3 de outubro, véspera das Eleições Gerais de 2026.

    Treinamento
    Enquanto os equipamentos avançam para os municípios, a Justiça Eleitoral segue capacitando as pessoas que estarão na linha de frente da votação. Ao todo, 42.860 mesários e demais colaboradores serão preparados para atuar no Amazonas. Os treinamentos ocorrem na capital e no interior e abordam os procedimentos da votação, o atendimento ao eleitorado, a organização das seções e a atuação diante de possíveis ocorrências.

    Técnicos de urnas também passam por capacitações específicas. Em Manaus, mais de 100 técnicos foram contratados para prestar suporte aos locais de votação e atender eventuais ocorrências relacionadas aos equipamentos. Para o interior, mais de 500 foram treinados e prestarão o serviço, por meio do convênio nº 01/2026, firmado com a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Interiorização do IFAM (Faepi) para apoio às atividades relacionadas à operação das urnas eletrônicas e à transmissão de dados eleitorais.

    Fiscalização
    A preparação também envolve a atuação integrada dos órgãos de segurança. O Pleno do TRE-AM deferiu mais de 30 pedidos de envio de força federal para municípios do interior, considerando as necessidades apresentadas pelas zonas eleitorais.

    Na capital, as equipes de fiscalização externa e virtual intensificam o acompanhamento da propaganda eleitoral. Nas ruas, atuam na orientação de partidos, candidatos e eleitores, além de identificar possíveis irregularidades. No ambiente virtual, o monitoramento inclui as ocorrências encaminhadas pelo Pardal, aplicativo da Justiça Eleitoral que permite ao cidadão denunciar propaganda eleitoral irregular. Até o momento, a plataforma já recebeu mais de 241 denúncias no Amazonas.

  • TRE-AM inicia preparação das urnas eletrônicas para as Eleições Gerais de 2026

    TRE-AM inicia preparação das urnas eletrônicas para as Eleições Gerais de 2026

    O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) iniciou nesta quarta-feira (16/09) as cerimônias de Geração de Mídias, Carga e Lacre das Urnas Eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. A operação envolve a preparação dos equipamentos destinados às seções eleitorais de Manaus e dos municípios do interior do Amazonas que integram o pólo da capital.

    A etapa inclui a geração e o processamento das mídias que serão utilizadas nas urnas, a instalação dos sistemas eleitorais, a realização de testes e, posteriormente, o lacre físico dos equipamentos. Todo o procedimento é realizado em cerimônias públicas, que podem ser acompanhadas por representantes de partidos políticos, do Ministério Público, de entidades fiscalizadoras e por demais interessados.

    Os trabalhos são conduzidos sob a supervisão do juiz auxiliar da Corregedoria Eleitoral e presidente da Comissão de Preparação de Urnas Eletrônicas do TRE-AM, Marcelo Manuel da Costa Vieira.

    As cerimônias do Polo Manaus ocorrem na Seção do Voto Informatizado (SEVIN) do TRE-AM, localizada no Prédio Anexo do Tribunal (Fórum Eleitoral), na Avenida André Araújo, nº 200, bairro Aleixo, em Manaus.

    A coordenadora da comissão, Márcia França, explicou que o procedimento destinado às zonas eleitorais integrantes do Polo Manaus começou nesta quarta-feira e seguirá até sábado.
    “Hoje iniciamos as cerimônias oficiais de Geração de Mídias das zonas eleitorais integrantes do Polo Manaus. São 13 municípios do interior cujas urnas são preparadas na capital, sob a responsabilidade da Comissão de Preparação de Urnas Eletrônicas. Após essa etapa, os equipamentos serão preparados e enviados aos respectivos municípios”, informou.
    Segundo Márcia, a Geração de Mídias consiste na gravação das informações necessárias ao funcionamento das urnas durante a votação.
    “As mídias reúnem os dados dos eleitores, das seções eleitorais, dos partidos e dos candidatos. Posteriormente, elas serão utilizadas em outra cerimônia pública, denominada Carga e Lacre das Urnas Eletrônicas”, explicou.
    Durante a carga, as mídias geradas são inseridas nas urnas, vinculando cada equipamento à respectiva seção eleitoral e acrescentando os dados necessários à votação.
    “Dar carga na urna significa inserir as mídias com os dados da seção, dos eleitores e dos candidatos, incluindo nomes, números e fotografias. Nesse momento, também realizamos o autoteste e verificamos todos os componentes do equipamento para confirmar se estão funcionando regularmente”, acrescentou.

    Acompanhamento

    O cronograma de preparação é feito em duas etapas: nos dias 16 e 17/09 estão previstas a geração das mídias, conforme edital nº 01/2026/Carga e Lacre, publicado em 14/09 no Diário da Justiça Eletrônico (DJE/TRE-AM); e entre 17 e 18/09, a carga e lacre das urnas que integram o polo Manaus, que reúne 730 urnas eletrônicas, destinadas a 13 municípios.

    Na quinta-feira (17/09) será feito um único bloco de carga e lacre contendo quatro municípios: Canutama, Tapauá, Fonte Boa e Jutaí.

    Na sexta-feira (18/09), a partir das 14h30, os veículos de comunicação poderão acompanhar presencialmente a continuidade dos trabalhos de Carga e Lacre das Urnas Eletrônicas destinadas ao Polo Manaus. Na ocasião, serão preparadas urnas destinadas a Guajará, Boca do Acre, Pauini, Ipixuna, Novo Aripuanã, Apuí e Manicoré.

    Já no sábado (19/09), serão as urnas de Anori e Lábrea, totalizando 13 municípios.

    Capital e interior

    Nos demais polos localizados no interior do Estado serão preparadas outras 4.012 urnas, distribuídas por 46 municípios, no período de 21 a 30 de setembro. Em todas as localidades estão previstas cerimônias de Geração de Mídias, Carga e Lacre organizadas por servidores do TRE-AM e acompanhadas pelas autoridades envolvidas no processo eleitoral.

    Em Manaus, serão preparadas 4.451 urnas, incluindo os municípios de Careiro da Várzea, Rio Preto da Eva, além de equipamentos de apoio destinados às seções eleitorais, como baterias, e urnas de contingência.

    A programação segue de forma contínua até o início de outubro, conforme o cronograma estabelecido pelo TRE-AM.

    SERVIÇO

    O QUÊ: Cerimônia de Geração de Mídias, Carga e Lacre das Urnas Eletrônicas
    DATA: sexta-feira, 18 de setembro de 2026
    HORÁRIO: às 14h30
    ONDE: Seção do Voto Informatizado / Prédio Anexo do TRE-AM
    ENDEREÇO: Avenida André Araújo, nº 200, bairro Aleixo, Manaus/AM

  • Quatro réus são condenados por homicídio ocorrido no Novo Aleixo, em Manaus

    Quatro réus são condenados por homicídio ocorrido no Novo Aleixo, em Manaus

    Em julgamento realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus na segunda-feira (14/9), o Conselho de Sentença condenou quatro dos cinco réus denunciados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM) na Ação Penal n.º 0612774-61.2019.8.04.0001, por envolvimento na morte de Ismael Calistro dos Santos Júnior, ocorrida em 2019, no Conjunto Águas Claras, zona Norte de Manaus.

    De acordo com a denúncia formulado pelo MP, o crime foi praticado no contexto de disputas relacionadas ao tráfico de drogas. Foram denunciados os irmãos Douglas Felipe Barbosa dos Santos, Douglas Jhonathan Barbosa dos Santos, Mário Gabriel Barbosa dos Santos e Mário Lucas Barbosa dos Santos, e o tio deles, Maurício dos Santos. Todos negaram a autoria do crime mas, dos cinco, apenas Douglas Felipe Barbosa dos Santos foi absolvido das acusações.

    Maurício dos Santos foi condenado a 22 anos e 6 meses de reclusão, após ter reconhecida a agravante de liderança na empreitada criminosa, somada ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi atropelada e morta a golpes de terçado.

    Douglas Jhonathan Barbosa dos Santos e Mário Gabriel Barbosa dos Santos foram condenados a 19 anos e 6 meses de reclusão cada um, tendo os jurados reconhecido a culpabilidade elevada em razão da premeditação e da crueldade acentuada na execução.

    Mário Lucas Barbosa dos Santos foi condenado a 16 anos e 6 meses de reclusão, sendo beneficiado pela compensação integral entre a atenuante da menoridade relativa (menos de 21 anos na data do fato) e a agravante do recurso que dificultou a defesa.

    Plenário

    Segundo o Ministério Público, os acusados pretendiam se apropriar de entorpecentes que pertenciam à vítima. Ao saber da intenção, Ismael Calistro teria ido à residência dos réus para ameaçá-los caso levassem o plano adiante. Após deixar o local devido à presença policial na área, os acusados passaram a procurar a vítima por vingança. Mais tarde, Ismael Calistro foi atropelado e morto a golpes de terçado, em 11 de março de 2019, por volta das 4h, na Rua Jardim Olinda, Conjunto Águas Claras, bairro Novo Aleixo, zona Norte de Manaus.

    Os réus compareceram ao julgamento e, durante os interrogatórios, negaram a autoria do crime. Nos debates orais, o Ministério Público postulou a procedência parcial da denúncia, pedindo a condenação de quatro réus e, subsidiariamente, o afastamento da qualificadora de motivo torpe, além da absolvição de Douglas Felipe Barbosa dos Santos. Em seguida, a defesa sustentou a tese de absolvição por negativa de autoria e insuficiência de provas.

    A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz de direito Geildson de Souza Lima. Atuaram no caso o promotor de justiça Vivaldo Castro de Souza, pelo Ministério Público, e os advogados Adonay Paes Barreto de Oliveira e Luís Eduardo dos Santos Valois Coelho, na defesa dos réus.

    Na sentença, o magistrado determinou a imediata execução provisória da pena, com a expedição de mandados de prisão para os condenados. Quanto ao réu absolvido, foi ordenada a revogação de quaisquer medidas cautelares impostas durante a instrução processual.

    Da sentença, cabe apelação.

  • Justiça mantém suspensão de repasses de consignados de servidores e segurados da Amazonprev vinculados ao Banco Master

    Justiça mantém suspensão de repasses de consignados de servidores e segurados da Amazonprev vinculados ao Banco Master

    Decisão proferida pela 2.ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus negou o pedido de revogação de liminar deferida em 5/2/2026 que determinou a suspensão dos repasses dos empréstimos consignados dos servidores e segurados da Amazonprev, vinculados ao Banco Master S.A., obtidos por meio de descontos em folha de pagamento.

    A decisão interlocutória foi proferida nesta segunda-feira (15/9), no processo n.º 0027354-14.2026.8.04.1000, pela juíza Etelvina Lobo Braga, mantendo a liminar, considerando que os argumentos utilizados pela parte requerida para pedir a revogação não se sustentam, destacando que a medida deferida não é irreversível, pois os valores permanecem depositados em conta judicial segregada, à disposição do Juízo, podendo ser revertidos ao requerido caso a ação seja julgada improcedente.

    Na parte do saneamento e organização do processo, a magistrada especificou questões relevantes (como a natureza do crédito titularizado pela Amazonprev decorrente das Letras financeiras, a viabilidade da compensação pretendida e os efeitos da futura decisão sobre os valores depositados) e controvérsias (como a existência de vício de vontade apto a ensejar a inviabilidade do negócio jurídico de aquisição das Letras Financeiras e a questão do crédito de R$ 50 milhões titularizado pela Amazonprev) a serem analisadas na decisão de mérito.

    De acordo com a decisão, os descontos em folha seguem sendo efetuados e os respectivos valores depositados em Juízo, de modo que a prestação a cargo dos mutuários continua adimplida, ficando apenas suspenso o repasse à instituição financeira até o fim do processo. “Forte neste sentido, a tutela já contempla salvaguarda expressa dos interesses dos mutuários, ao vedar aos requeridos a adoção de medidas restritivas de crédito em seu desfavor”, afirma trecho da decisão.

    A magistrada também determinou a intimação das partes para especificarem provas que pretendam produzir no prazo legal de 15 dias.

     

  • Manaus informa interrupção temporária do atendimento na USF S 35 nesta quinta-feira, 17/9

    Manaus informa interrupção temporária do atendimento na USF S 35 nesta quinta-feira, 17/9

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), informa a interrupção temporária, nesta quinta-feira, 17/9, do atendimento na Unidade de Saúde da Família (USF) S 35, localizada na travessa Acentor, s/nº, bairro Petrópolis, zona Sul, em virtude da realização de serviços de reparos na rede elétrica na área externa da unidade, conforme aviso prévio enviado pela empresa prestadora do serviço de energia elétrica da capital.

    Os usuários que têm procedimentos agendados para este dia terão seus atendimentos reagendados e serão informados sobre a nova data.

    O atendimento volta a funcionar normalmente na unidade na sexta-feira, 18/9.

  • Atuação da cadela Zaya da Guarda Municipal de Manaus leva à apreensão de 30 quilos de entorpecentes em operação integrada

    Atuação da cadela Zaya da Guarda Municipal de Manaus leva à apreensão de 30 quilos de entorpecentes em operação integrada

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), participou, na manhã desta quarta-feira, 16/9, de uma operação integrada com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no posto de fiscalização localizado na área da Ceasa, zona Sul da capital. A ação contou com equipes da Guarda Municipal de Manaus (GMM), por meio do Grupo de Ações Operacionais com Cães (Gaoc) e da Ronda Ostensiva Municipal (Romu).

    Durante a operação, as equipes realizaram a fiscalização de um ônibus interestadual da empresa Amatur, com destino a Porto Velho (RO). A cadela Zaya, integrante do Gaoc e especializada na detecção de entorpecentes, armas e munições, foi empregada na vistoria cinotécnica das bagagens transportadas no veículo.

    Durante o procedimento, Zaya realizou indicações em algumas bagagens. A partir da sinalização, as equipes intensificaram a vistoria e localizaram aproximadamente 30 quilos de material com características de entorpecentes. O material foi separado e apresentado às equipes responsáveis para os procedimentos legais cabíveis.

    O secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Alberto de Siqueira, ressaltou que o resultado reflete o fortalecimento da capacidade operacional da Guarda Municipal de Manaus.

    “Estamos fortalecendo a Guarda Municipal para que ela tenha cada vez mais capacidade técnica, estrutura e especialização para atuar na segurança pública. O resultado desta operação, com 30 quilos de entorpecentes apreendidos, mostra na prática a importância desse trabalho. Quando investimos nos nossos agentes, nos grupamentos especializados e atuamos de forma integrada com as demais forças de segurança, quem ganha é a população de Manaus”, destacou Alberto de Siqueira.

    A comandante da Guarda Municipal de Manaus, Francilene Bezerra, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições de segurança.

    “A Guarda Municipal de Manaus participou de mais uma operação integrada, somando capacidades com a Polícia Rodoviária Federal. Atuamos por meio do nosso Grupo de Ações Operacionais com Cães, trazendo essa capacidade especializada para a fiscalização, e a operação resultou nesta apreensão. Esse resultado demonstra a importância da integração entre as forças de segurança. Cada instituição traz sua competência e experiência e, quando somamos essas capacidades, fortalecemos o enfrentamento à criminalidade”, afirmou Francilene Bezerra.

    O guarda municipal Delfino, responsável pelo Gaoc, explicou a atuação da cadela Zaya durante a fiscalização. “Durante a abordagem ao ônibus, realizamos a vistoria cinotécnica com a nossa cadela Zaya, especializada no faro de entorpecentes, armas e munições. Durante o trabalho, ela realizou indicações em algumas bagagens. A partir disso, intensificamos a vistoria até identificarmos uma grande quantidade de material com características de entorpecentes”, explicou Delfino.

    A ocorrência foi encaminhada às autoridades competentes para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

  • Decretos expandem a proteção ambiental na Amazônia e na Caatinga em 675 mil de hectares

    Decretos expandem a proteção ambiental na Amazônia e na Caatinga em 675 mil de hectares

    presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (8), no Palácio do Planalto, uma série de decretos que expandem a área ambiental protegida pelo governo federal na Amazônia e na Caatinga. 

    As medidas anunciadas durante a cerimônia que celebra o Dia da Amazônia (5 de setembro) fortalecem a proteção de uma das mais importantes áreas de floresta tropical do planeta, dando atenção especial ao entorno da rodovia BR-319, que liga Manaus, capital do estado do Amazonas, a Porto Velho, capital de Rondônia, e amplia a preservação da Caatinga no estado do Piauí. 

    No discurso, o presidente Lula destacou a importância da criação das unidades de conservação para o desenvolvimento da região Norte, conciliado com a agenda ambiental. 

    “Nós vamos construir uma estrada. Vai ter uma estrada moderna que vai poder escoar a produção de dois estados brasileiros, mas será uma estrada que será exemplo para o mundo de como é possível a gente combinar o desenvolvimento com a preservação ambiental. E por uma razão muito simples, é porque a questão ambiental virou uma questão econômica”, ressaltou o presidente. 

    No conjunto de novas áreas protegidas criadas pelo governo federal no estado do Amazonas estão as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Mirari (localizada no município de Humaitá), de Canaã (municípios de Autazes e Careiro), Tupana-Igapó I (município de Borba) e Tupana-Igapó II (municípios de Beruri e Tapauá). 

    Além das unidades de conservação criadas, também foi ampliado, em 7.192 hectares, o Parque Nacional de Sete Cidades, localizado nos municípios piauienses de Brasileira e Piracuruca. 

    Desde 2023, o Brasil já acrescentou mais de 2,5 milhões de hectares de território protegido por meio da criação ou ampliação de 26 unidades de conservação. 

    Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, a ação do Governo Federal expressa o compromisso com a pauta socioambiental. 

    “A assinatura desses decretos [de criação e ampliação de UC] é um avanço para a proteção da floresta e das comunidades tradicionais. Cabe ao ICMBio assegurar a efetividade dessa proteção, com presença no território, fiscalização, monitoramento, regularização fundiária e todas as ações de gestão dessas áreas. Para isso, é fundamental que o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento do Instituto se traduza em reforço de orçamento, pessoal e infraestrutura, acompanhando a ampliação de nossas responsabilidades”, afirma Pires. 

    Avanços na proteção da Amazônia 

    A criação das quatro unidades de conservação reforça a estratégia do governo federal de expandir a proteção da floresta em uma região considerada estratégica para a conservação da Amazônia. 

    O conjunto de medidas intensifica o ordenamento fundiário e cria uma barreira de proteção diante do avanço da ocupação, do desmatamento e de outras pressões ambientais associadas à expansão da infraestrutura e da fronteira econômica que devem ocorrer com o asfaltamento da rodovia BR-319. 

    No entendimento do ministro do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Brasil decidiu construir uma solução para uma demanda antiga por meio da rodovia BR-319, que resultou nos decretos assinados.  

    “Desde 2023, o governo federal trabalha de forma integrada para construir uma solução amazônida capaz de permitir a pavimentação da rodovia, assegurando a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico”, explica Capobianco. 

    Este mosaico de criações e ampliações de unidades de conservação firmado pelo presidente Lula está conectado a outras áreas de florestas públicas já protegidas pelo estado do Amazonas e pelo governo federal. 

    A região atravessada pela estrada reúne extensas áreas de floresta ainda preservada e é considerada uma das regiões com maior expectativa de transformação associada à melhoria da infraestrutura de transporte na Amazônia. 

    A criação das novas Unidades de Conservação (UC) é vista por especialistas e comunidades locais como uma ferramenta para proteger a floresta, fortalecer a presença das populações tradicionais e evitar impactos ambientais decorrentes da expansão da ocupação na região, sem renunciar ao desenvolvimento econômico. 

    “As ações assinadas hoje apontam para uma Amazônia com uma economia baseada na natureza, capaz de gerar emprego e renda, sem destruir as bases que sustentam o seu crescimento. Uma economia que reconhece as vocações locais, transforma a biodiversidade em valor e mantém este valor junto às comunidades da Amazônia”, ressaltou o ministro Meio Ambiente e Mudança do Clima. 

    O processo de criação das quatro unidades de conservação, conduzido pelo ICMBio no âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), foi baseado em estudos técnicos aprofundados e contou com ampla participação social. Comunidades e moradores das regiões envolvidas contribuíram em diferentes etapas, por meio de consultas públicas e de processos de Consulta Livre, Prévia e Informada, apresentando demandas, conhecimentos sobre o território e contribuições para a definição das propostas. 

    A criação das novas unidades de conservação aproxima o Brasil do compromisso global de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. Essa meta faz parte do Marco Global de Kunming-Montreal da Biodiversidade, pactuado na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), e alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 15) da ONU para conter a perda de biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas. 

    Criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mirari

    No sul do Amazonas, o Igarapé Mirari é parte da vida de centenas de extrativistas, pescadores e agricultores familiares que há gerações vivem e protegem ambientes de floresta amazônica, onde se encontram áreas alagáveis e sistemas fluviolacustres associados ao rio Madeira. 

    A categoria permite a conservação dos ecossistemas em conjunto com o uso sustentável dos recursos naturais por populações tradicionais, incluindo atividades como pesca, extrativismo e agricultura de subsistência. 

    Com 22.888 hectares, a criação da RDS Mirari contribuirá para ordenar o uso do território, proteger os modos de vida tradicionais e garantir a permanência das comunidades diante das pressões que ocorrerão com a pavimentação da BR-319. 

    Criação das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Canaã, Tupana-Igapó-Açu I e Tupana-Igapó-Açu II

    A criação das três Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) soma mais de 630 mil hectares de floresta contínua e forma um importante corredor de proteção ecológica ao longo da BR-319, no estado do Amazonas. 

    O conjunto de áreas, consolidado pelo reconhecimento do governo federal, amplia a proteção dos territórios de famílias assentadas que vivem da agricultura e do extrativismo, garantindo o uso sustentável da floresta. 

    A criação das RDS fortalece a conservação da biodiversidade e protege a integridade dos ecossistemas. 

    Ampliação do Parque Nacional de Sete Cidades

    A ampliação do Parque Nacional de Sete Cidades teve estudos técnicos iniciados em 2007 e desenvolvidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com contribuições da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e apoio da Conservação Internacional do Brasil. Com o acréscimo, o Parque passa a contar com 13.502 hectares. 

    A iniciativa busca assegurar a conservação de remanescentes naturais estratégicos para a conectividade ecológica da região, além de proteger nascentes, lagoas e cursos d’água fundamentais para a manutenção dos ecossistemas locais. 

    Criado em 1961, o Parque Nacional de Sete Cidades é a primeira unidade de conservação federal do Piauí. Localizado nos municípios de Brasileira e Piracuruca, o parque protege uma área de transição entre os biomas Cerrado e Caatinga, reconhecida pela elevada biodiversidade, riqueza paisagística, formações geológicas singulares e sítios arqueológicos com pinturas rupestres. 

    A medida também propicia condições de proteção para espécies ameaçadas e vulneráveis presentes na região, como o gato-mourisco, o mocó, o gato-maracajá, a onça-parda e o morceguinho-do-cerrado, espécie endêmica do Cerrado considerada em risco de extinção. A expansão do parque contribui para a manutenção de populações viáveis da fauna silvestre e fortalece o combate a pressões ambientais, como o desmatamento, a caça ilegal e a fragmentação dos habitats. 

  • Mercenários usam alto poder tecnológico para alterar dinâmica das guerras

    Mercenários usam alto poder tecnológico para alterar dinâmica das guerras

    A economia da guerra está mudando rapidamente, e muitas dessas transformações têm a ver com o papel dos mercenários. Antes, eles eram basicamente um grupo de combatentes armados enviados para zonas de conflito por empresas privadas de segurança.

    Mas hoje em dia, estas mesmas empresas se especializaram em vigilância digital, armas autônomas, satélites e outras tecnologias de ponta, que são desenvolvidas e vendidas com fins lucrativos.

    “Crescente dependência dos Estados”

    O relatório mais recente do Grupo de Trabalho da ONU sobre a “utilização de mercenários como meio de violar os direitos humanos e impedir a autodeterminação dos povos” alerta para as consequências desta transformação. O documento foi apresentado na segunda-feira, no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

    Segundo os autores, empresas privadas de segurança e serviços militares estão entre as primeiras a desenvolver e utilizar tecnologias avançadas de defesa.

    Isso está criando uma “crescente dependência” dos Estados em relação a fornecedores comerciais de inteligência artificial, aparatos de vigilância e capacidades cibernéticas ofensivas.

    Mercenários cibernéticos e drones letais

    Os chamados “mercenários cibernéticos”, por exemplo, usam tecnologias avançadas para realizar sabotagem e espionagem virtuais, bem como a implantação de softwares maliciosos, como malware e ransomware que roubam os dados dos usuários ou até paralisam seus dispositivos.

    Outras frentes exploradas por mercenários são ataques com munições guiadas por laser ou feixe térmico (uma espécie de raio que causa fogo), disparadas por drones pilotados remotamente, além de vigilância geoespacial, definição de alvos e bombardeio aéreo.

    O relatório afirma que empresas privadas realizaram campanhas contínuas de ataques com drones. Uma delas esteve ligada a 141 operações e a pelo menos 1.243 mortes relatadas entre março de 2025 e janeiro de 2026 no mundo.

    Na América Latina e no Caribe, o uso de drones armados para fins letais por grupos criminosos não estatais, alguns dos quais recorrem a mercenários em suas operações, foi documentado em diversos países. As mesmas tecnologias e metodologias foram observadas em ações envolvendo mercenários na África e em outras regiões.

    Inteligência artificial definindo alvos

    Em certos casos, sistemas assistidos por inteligência artificial teriam gerado dezenas de milhares de alvos, com a verificação humana reduzida a questão de segundos.

    Num episódio documentado em 2025, foi relatada uma operação cibernética na qual agentes autônomos de inteligência artificial teriam executado cerca de 90% do ciclo de intrusão, com autorização humana limitada.

    O caso ilustra o potencial para operações ofensivas simultâneas e em larga escala conduzidas por máquinas, contra múltiplos alvos.

    Além disso, o relatório alerta que armas autônomas, impulsionadas por algoritmos discriminatórios possibilitam a criação de “listas de alvos” com base em vieses raciais ou religiosos, ou em agendas ideológicas.

    Vigilância para silenciar vozes

    O relatório também alerta para o uso crescente de tecnologias de vigilância, sistemas de reconhecimento facial, bancos de dados biométricos e ferramentas de monitoramento baseadas em inteligência artificial por essas empresas privadas.

    Em muitos casos, esses recursos são implementados para cercear defensores de direitos humanos, ativistas, jornalistas, estudantes, povos indígenas e comunidades minoritárias.

    Informações coletadas sobre esses grupos são usadas para facilitar prisões e detenções arbitrárias, restringir e limitar a liberdade de movimento, intimidar e silenciar populações e até realizar operações letais.

    As vítimas enfrentam imensas dificuldades para identificar os responsáveis ​​por violações, acessar provas ou obter justiça.  O resultado é o crescimento da impunidade.

    Medidas para conter o mercenarismo com tecnologia

    O texto revela que, em muitos contextos, mercenários e empresas privadas de segurança, juntamente com empresas de tecnologia, planejam e executam operações em “salas de situação” de forças militares e de segurança nacionais.

    Essa realidade ameaça erodir a distinção entre o uso de força regulamentada e a violência letal não regulamentada.

    Para os especialistas, o mercenarismo impulsionado pela tecnologia representa um risco grave e crescente para os direitos humanos, o Estado de direito, a integridade territorial e a autodeterminação dos povos.

    O relatório recomenda que os Estados criem proibições claras em relação a atuação desses grupos privados, regulações mais rígidas das tecnologias com aplicação militar e mecanismos de prestação de contas.

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