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  • Relatório expõe casos chocantes de violência sexual no conflito Russia-Ucrânia

    Relatório expõe casos chocantes de violência sexual no conflito Russia-Ucrânia

    Um relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU publicado nesta sexta-feira afirma que a violência sexual tem sido utilizada contra civis e prisioneiros de guerra na Ucrânia, desde a invasão em larga escala pela Rússia, há mais de quatro anos.

    O documento identifica “um padrão chocante de tortura, intimidação e coerção”.

    89% dos casos atribuídos a autoridades russas
    Cerca de 1.004 casos foram documentados entre 24 de fevereiro de 2022 e o final de julho deste ano.

    Dentre eles, 89% foram atribuídos a autoridades russas, incluindo membros das forças armadas, do serviço penitenciário e do serviço de segurança nacional. Os 11% restantes foram atribuídos a autoridades ucranianas.

    O relatório é baseado em entrevistas com centenas de vítimas e sobreviventes de violência sexual cometida por ambas as partes, bem como documentos judiciais e registros oficiais.

    O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, disse estar “profundamente alarmado com a prevalência desses atos abomináveis”. Ele afirmou que é quase certo que as práticas continuam, em meio à violência incessante do conflito.

    Atos degradantes
    A maioria das vítimas é composta por homens, particularmente em locais de detenção, mas mulheres e crianças também foram afetadas, principalmente nos territórios ocupados da Ucrânia.

    As violações cometidas incluem estupro coletivo, mutilação genital, choques elétricos e espancamentos nos genitais, além de outros atos degradantes de natureza sexual.

    A vítima de estupro mais jovem documentada foi uma menina de quatro anos, e a mais velha, uma mulher de 82 anos; ambos os casos foram perpetrados por autoridades russas.

    Muitos dos homens sobreviventes relataram ter sofrido choques elétricos nos genitais causados ​​por um telefone de campanha militar da era soviética, conhecido como “tapik”. Essa forma de violência foi usada em pelo menos 27% dos atos contra prisioneiros de guerra ucranianos e profissionais de saúde detidos.

    Experiências traumáticas das vítimas
    Vítimas individuais relataram “experiências profundamente traumáticas” ao Escritório de Direitos Humanos da ONU. Um prisioneiro de guerra ucraniano descreveu ter sido estuprado com um cassetete. Outro relatou ter sido penetrado à força com chaves de celas, e um civil ucraniano disse ter sido estuprado com o cabo de uma pá.

    Uma mulher relatou que um soldado russo passou a morar em sua casa, em Zaporizhzhia, e a estuprou várias vezes por semana durante um mês, prometendo garantir um tratamento melhor para seu marido detido em troca.

    Outra mulher relatou que um soldado russo invadiu sua casa em Kherson e a estuprava todas as noites. Ele também a ameaçava repetidamente com estupro coletivo.

    Em outro caso, uma mulher descreveu como dois soldados russos invadiram a casa de sua família na região de Kyiv, em 2022, e a estupraram coletivamente após matarem seu marido a tiros, ameaçando atirar nela na frente de seu filho de quatro anos caso ela resistisse.

    Apelo para que casos sejam investigados
    Quase metade das violações atribuídas às autoridades ucranianas contra prisioneiros de guerra russos e de outras nacionalidades consistiu em ameaças de violência sexual. Os demais casos incluíram nudez forçada, choques elétricos e espancamentos nos genitais, tratamento sexualmente degradante, bem como duas agressões sexuais e duas tentativas de estupro.

    Turk afirmou que todas as formas de violência sexual devem parar imediatamente e ambos os lados devem investigar as denúncias, levando os responsáveis à justiça.

    Ele ressaltou que dada a alta prevalência de casos atribuídos às suas forças, a Rússia, em particular, deve tomar medidas concretas e visíveis para proteger civis e prisioneiros de guerra de todas as formas de tortura, incluindo a violência sexual

    O chefe de Direitos Humanos da ONU também reiterou seu apelo para que a Rússia cesse imediata, total e incondicionalmente o uso da força contra a Ucrânia e retire todas as suas forças militares do território ucraniano.

  • Exposição inédita em Apuí mostra jornada do café “do grão até a xícara”

    Exposição inédita em Apuí mostra jornada do café “do grão até a xícara”

    Uma viagem pelos aromas da agrofloresta será apresentada nos dias 27 e 28 de novembro, no Selvec Club, no município de Apuí, no sul do Amazonas. A Expo Café: Do Grão à Xícara – Narrativas Cafeinadas levará os visitantes a sentir a potência do café produzido em agroflorestas, estimulando os cinco sentidos de diferentes formas e revelando como a diversidade da floresta faz parte da identidade do café de Apuí.

    A imersão é uma contrapartida prevista no projeto Do Grão à Xícara: Narrativas Caféinadas, realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Citi, apoio da Prefeitura de Apuí, Bemol, TikTok, IRI Brasil, e realização do Idesam, Amazônia Agroflorestal e Ministério da Cultura.

    Com entrada gratuita, a expo tem classificação livre e conta, na programação, com sessões de degustação guiadas dos cafés especiais finalistas do concurso de qualidade do Café Apuí Agroflorestal, conduzidas por especialistas. Uma oportunidade para conhecer os aromas, sabores e atributos que fazem de Apuí uma referência em cafés de alta qualidade.

    Tocar, sentir e conectar-se por meio de diversas texturas e elementos táteis que representam o ciclo de produção do café, desde as folhas das árvores até as embalagens finais, também fazem parte da experiência.

    Fotografias, uma linha do tempo e uma experiência em realidade virtual revelam a trajetória do café agroflorestal de Apuí. Os óculos de realidade virtual convidam o público a contemplar a floresta e refletir sobre sua importância.

    Durante o evento, também será realizada a 5ª edição do Campeonato de Qualidade do Café Apuí Agroflorestal, que reconhece e valoriza a excelência dos cafés produzidos no município.

    “Nosso objetivo é despertar o orgulho de ser de Apuí, a capital amazonense do café, aproximando moradores da cidade e do campo de uma cultura que está transformando o município. A exposição mostra que é possível produzir café em harmonia com a floresta e apresenta ao público as razões pelas quais Apuí vem conquistando reconhecimento como um território do café sustentável”, disse Ana Maria, Coordenadora Geral do projeto.

    “De crianças a idosos, queremos que cada visitante saia com a certeza de que café e floresta crescem juntos e que essa história merece ser conhecida, celebrada e compartilhada com o mundo”, disse Vanilse Constante, apuiense e parte da equipe.

    Mulheres, crianças e jovens terão protagonismo na programação

    A programação também abre espaço para diferentes gerações e públicos de Apuí. Mulheres que participaram de um ciclo de capacitações colocarão seus conhecimentos em prática em um Campeonato de Baristas, que vai reconhecer talentos femininos ligados à cultura do café. Crianças participarão por meio de trabalhos desenvolvidos nas escolas, em parceria com a Prefeitura, abordando café, floresta e sustentabilidade. Já os jovens serão convidados a atuar como Embaixadores de Apuí, após uma oficina de redes sociais que os preparará para produzir conteúdos sobre a exposição e ajudar a contar e divulgar, a partir de seus próprios olhares, a história do café agroflorestal do município.

    Serviço:
    O quê: Expo Café: Do Grão à Xícara – Narrativas Caféinadas
    Quando: 27 e 28 de novembro de 2026
    Onde: Selvec Club – Apuí (AM)
    Entrada: Gratuita
    Classificação: Livre

  • Polícia Federal realiza diligências em dois pontos de Manaus durante investigação de possíveis crimes eleitorais

    Polícia Federal realiza diligências em dois pontos de Manaus durante investigação de possíveis crimes eleitorais

    A movimentação de equipes da Polícia Federal chamou a atenção em dois pontos de Manaus na tarde desta sexta-feira (18). As diligências foram realizadas com acompanhamento da Justiça Eleitoral e estão relacionadas à apuração de possíveis crimes eleitorais.

    No conjunto Vieiralves, na Zona Centro-Sul da capital, os agentes estiveram em um estabelecimento localizado dentro de um centro comercial. O local, que funciona como uma agência de viagens, foi vistoriado durante a ação.

    Viaturas da Polícia Federal foram registradas nas proximidades do endereço enquanto as equipes realizavam os procedimentos.

    Diligência também ocorreu na Zona Sul
    A atuação dos agentes também ocorreu no bairro Betânia, na Zona Sul de Manaus. Uma equipe realizou diligências em um imóvel localizado em uma das ruas da região.

    Até o momento, as autoridades não divulgaram a identificação completa do endereço onde a ação foi realizada.

    Investigação ainda não teve detalhes divulgados
    Ainda não há informações oficiais sobre o nome da operação, a quantidade de mandados cumpridos ou a identidade de possíveis investigados.

    Também não foram detalhados quais crimes eleitorais estão sendo apurados pelas autoridades.

    Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral não haviam divulgado informações adicionais sobre a investigação.

    Novos detalhes podem ser divulgados pelas autoridades responsáveis conforme o avanço das diligências.

  • Família pede respostas após morte de jovem autista de 25 anos vítima de agressões em Manaus

    Família pede respostas após morte de jovem autista de 25 anos vítima de agressões em Manaus

    A família de Iago Victor Nascimento Colares, de 25 anos, busca respostas e pede a responsabilização dos envolvidos na morte do jovem, vítima de graves agressões em Manaus. O caso é investigado pela Polícia Civil.

    Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e em tratamento para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Iago havia recentemente realizado o sonho de conseguir um emprego como corretor de imóveis. Para comemorar a conquista, ele saiu com amigos para um evento no Centro da capital amazonense.

    Segundo relatos da mãe, o jovem publicou conteúdos nas redes sociais por volta das 22h. Depois desse horário, os familiares perderam o contato com ele.

    As investigações apontam que Iago foi vítima de agressões na região da avenida Leopoldo Peres, nas proximidades do bairro Educandos, na zona Sul de Manaus.

    Jovem foi levado sem documentos para unidade de saúde

    Após ser encontrado ferido, Iago foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Colônia Oliveira Machado.

    Como estava sem documentos, ele deu entrada na unidade de saúde como desconhecido. Apesar do atendimento médico, o jovem não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu às 1h07 do dia 7 de setembro.

    O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde a identificação foi realizada por meio de impressões digitais.

    De acordo com a mãe, a família só conseguiu descobrir o paradeiro de Iago no dia 8 de setembro. O reconhecimento foi feito por meio de uma fotografia.

    Sepultamento foi realizado com caixão fechado

    Familiares relataram que o jovem apresentava marcas de extrema violência provocadas pelas agressões. Diante da gravidade das lesões, o sepultamento precisou ser realizado com o caixão fechado.

    A família agora busca esclarecimentos sobre o que aconteceu nas horas que antecederam a morte e espera que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

    Polícia investiga o caso

    A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer a autoria, a motivação e a dinâmica das agressões que resultaram na morte de Iago.

    Imagens de câmeras de segurança instaladas na região devem ser analisadas pelos investigadores e podem contribuir para a identificação dos envolvidos e para a reconstrução dos últimos momentos do jovem.

    Até o momento, as circunstâncias exatas do crime e a identidade dos responsáveis ainda não foram esclarecidas.

  • Reunião na ONU quer renovar compromisso coletivo com ODS até 2030

    Reunião na ONU quer renovar compromisso coletivo com ODS até 2030

    No dia 18 de setembro, a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, acolhe a realização do “Momento ODS”, uma reunião de alto nível que coloca em foco o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

    Na Assembleia Geral das Nações Unidas, a edição deste ano é convocada sob o tema “Juntos, podemos chegar lá”, refletindo tanto o otimismo como a urgência da implementação desta visão comum para o progresso da humanidade.

    Renovar compromisso com os ODS
    Na reta decisiva até 2030, a reunião visa promover a renovação do compromisso entre os Estados, bem como mobilizar novas fontes de apoio e sustentar o impulso para o cumprimento das 17 metas globais.

    Um estudo da própria ONU destaca que menos de 18% dos ODS estão em bom caminho.

    Participam no diálogo governos, sociedade civil, setor privado, jovens e outros interessados. Eles irão explorar novos caminhos para enfrentar as barreiras estruturais que impedem o progresso.

    Alguns dos obstáculos são o endividamento excessivo, o agravamento das desigualdades e as oportunidades e desafios associados às novas ferramentas de inteligência artificial, IA.

    Num contexto global marcado por crises complexas, este momento assinala que nenhum país, instituição, empresa ou comunidade pode alcançar os ODS sozinho, cujo progresso depende da responsabilidade e ação coletiva.

    Cumprimento dos ODS em risco
    A menos de três anos para o prazo final, o Relatório sobre os ODS 2026 verifica que apenas 36% das 139 metas com dados de tendência disponíveis estão no rumo certo ou registam progressos moderados.

    Apesar dos avanços verificados na última década, o documento sublinha a progressão insuficiente de 49% dos indicadores dos ODS que podem ser avaliados, ao passo que 15% registam uma evolução inferior aos níveis de referência de 2015.

    Vários fatores têm contribuído para comprometer estes progressos, entre os quais o aumento das temperaturas globais, a intensificação dos conflitos violentos e a diminuição recorde da ajuda pública ao desenvolvimento.

    Pressões afetam países mais vulneráveis
    O secretário-geral da ONU, António Guterres sublinhou que estas pressões têm afetado os países vulneráveis, alargando o fosso para alcançar os ODS e ameaçando desfazer décadas de progresso conquistado com dificuldade.

    O relatório sublinha que os ODS continuam a ser o quadro comum mais eficaz do mundo para a paz, a prosperidade e a sustentabilidade e devem regressar urgentemente ao centro da tomada de decisões a nível mundial.

    O Momento ODS deste ano assume-se como uma etapa importante no caminho para a Cimeira dos ODS de 2027.

  • Expedição científica brasileira investiga abismos do Atlântico

    Expedição científica brasileira investiga abismos do Atlântico

    Uma expedição científica partirá neste domingo, 20, de Fortaleza (CE) para mapear e explorar a Zona de Fratura Romanche, uma formação submarina de aproximadamente 1 mil quilômetros de extensão, composta por uma sequência de montanhas e vales, localizada a meio caminho entre a Costa Nordeste do Brasil e Oeste do Continente Africano.

    Batizada de The Gap, a iniciativa usará um rover e um submarino autônomo, pilotados a partir do navio de pesquisa Falkor (too). Com eles, irão mapear duas áreas distintas e coletar amostras de rochas e vida em suas paredes, em profundidades de até 4mil e 500 metros.

    O grupo investiga a área com ocorrência de um fenômeno conhecido como ressurgência equatorial, que é a elevação de águas mais frias, cheias de nutrientes, para a superfície marinha. Sazonal e provocada principalmente pelos ventos alísios, é comum nas regiões intertropicais e importante pois leva a um aumento nas populações de animais microscópicos, base da cadeia alimentar marinha.

    “Nosso principal foco é identificar e mapear a relação da ressurgência com as comunidades profundas, além de estudar a dinâmica das correntes e a morfologia dos habitats de fundo, observando a influência dessa produção de alimentos na superfície sobre esse fundo”, explica o professor José Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

    Para Perez, que lidera a expedição, é importante conhecer estes mecanismos pois 70% da crosta do planeta está em regiões de oceano profundo, mas paradoxalmente é uma região da qual conhecemos menos de 1%. Ao levantar evidências científicas concretas desta riqueza e do impacto da ação humana, os cientistas pretendem subsidiar estudos futuros e mostrar a importância de áreas de preservação.

    Outro ponto ao qual os cientistas estarão atentos são os impactos das mudanças climáticas nestas comunidades, pois os ventos na região tem apresentado alterações e isso influencia toda a cadeia. Somado ao processo de acidificação dos oceanos, ele ameaça importantes reservatórios de vida marinha, como os recifes de corais.

    O primeiro passo do grupo, que deve chegar na área por volta de 25 de setembro, será mapear o Romanche com uma sonda acústica do navio, por cerca de dois dias. Com este mapa, chega a hora de descer até os paredões e para isso, os cientistas vão usar o SuBastian, um robô operado remotamente (ROV), capaz de mergulhar até 4,5 mil metros de profundidade.

    O equipamento, considerado de alta performance, será responsável por coletar amostras submarinas e é pilotado por cabo a partir do navio de pesquisa. Sua operação será transmitida, ao vivo e com narração, pelo canal do Schmidt Ocean Institute, patrocinador da exposição que cedeu os equipamentos.

    “É uma coisa nova pra mim também, mas acho muito muito gratificante a gente poder trabalhar e mostrar para todo mundo, para o mundo inteiro, cada momento disso”, conta Perez. O grupo também fará algumas chamadas, em tempo real, com instituições de ensino já selecionadas.

    Para as áreas mais promissoras, utilizarão o submarino autônomo, capaz de se aproximar ainda mais do fundo e de detalhar com precisão de centímetros, construindo um mapa com nível de detalhamento muito melhor. A operação será repetida na segunda área, mais próxima da costa da África.

    A expectativa da equipe é que os primeiros resultados sejam sistematizados em cerca de dois anos.

    “Mas é claro que com todos os especialistas a bordo e todos os alunos que estão lá também estarão fazendo seus trabalhos, e podemos dizer que estes resultados devem render ainda por cerca de uma década”, aponta Perez.

    O grupo liderado por Perez é composto por outros 5 professores universitários brasileiros (2 da Univali, 1 da USP, 1 da UFRGS e 1 da UFES), 7 estudantes, 1 pesquisador e a tripulação. No total, 25 especialistas de cinco nacionalidades farão parte da equipe, que deve desembarcar em Gana em 26 de outubro.

    Eles utilizam o navio de pesquisas Falkor (Too), cedido pelo Schmidt Ocean Institute (SOI), instituição que fomenta pesquisas sobre os oceanos. Em 2026 o SOI promove outras oito expedições no Atlântico Sul e Caribe, todas sem fins lucrativos e com o compromisso, por parte das equipes científicas, de disponibilização pública dos resultados das pesquisas.

    A Univali integra o Programa de Mar Profundo, do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo), tendo participado, desde 2009, de expedições desta natureza, com outras expedições nos anos de 2013, 2018, 2019, 2022 e 2025.

  • Pessoas com deficiência vivem em piores condições de moradia, diz IBGE

    Pessoas com deficiência vivem em piores condições de moradia, diz IBGE

    Dados do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as pessoas com deficiência vivem em moradias com menos estrutura do que aquelas sem deficiência.

    Um dos aspectos relevantes é o acesso ao esgotamento sanitário. Apenas 59,8% das pessoas com deficiência vivem em residências com fossas ou ligação à rede coletora de esgoto. Entre aqueles que não têm deficiência, o índice é de 63,1%.

    A desigualdade de repete também no acesso ao abastecimento de água potável e coleta de lixo. Para os que têm deficiência, o acesso à água por rede ou distribuição chega a 82% dos lares e a coleta de resíduos direta ou indireta, a 90,1%. Para os sem deficiência, os indicadores são, respectivamente, de 83,1% e 91,1%.

    O acesso aos três serviços de saneamento básico atinge 56,6% dos lares onde vivem pessoas com deficiência, contra 60,2% das moradias onde só residem pessoas sem deficiência.

    Há ainda 2,4% dos lares de pessoas com deficiência sem banheiro exclusivo do domicílio e 1,4% de casas com paredes externas construídas predominantemente com material não durável. Nas residências onde só vivem pessoas sem deficiência, os índices são mais baixos: de 2,2% e 1,2%, respectivamente.

    Internet e eletrodomésticos

    Apenas 78,9% dos lares onde residem pessoas com deficiência têm acesso domiciliar à internet. Para os sem deficiência, o serviço atinge 90,2% dos imóveis.

    A desigualdade é percebida ainda no acesso a eletrodomésticos. Em 60,4% dos lares onde vivem pessoas com deficiência há uma máquina de lavar, por exemplo. Por outro lado, o eletrodoméstico está presente em 68,9% nos imóveis habitados exclusivamente por pessoas sem deficiência.

    Apenas o indicador de adensamento excessivo no domicílio é favorável às pessoas com deficiência: 3% tinham três ou mais pessoas por dormitório. Entre os sem deficiência, a parcela é 4,8%.

    Segundo o IBGE, isso pode ser explicado pelo perfil etário das pessoas que têm dificuldade de enxergar, ouvir, se locomover, pegar objetos ou questões associadas a funções mentais.

    “Uma boa parte das pessoas com deficiência é idosa. E as pessoas idosas vivem mais em domicílios unipessoais, com apenas um morador”, explica o pesquisador do IBGE Leonardo Queiroz Athias.

    Deslocamentos

    As pessoas com deficiência também têm mais dificuldades para se deslocar de casa para o trabalho. As pessoas com deficiência gastam, em média, 12% mais tempo para chegar ao trabalho (37 minutos) do que os sem deficiência (33 minutos).

    O principal contingente é formado por aquelas que precisam usar ônibus ou BRT (24,7%). Entre os sem deficiência, a parcela é 21%.

    Além disso, as pessoas com deficiência precisam se locomover mais a pé (23,7%) e de bicicleta (7,8%) do que os sem deficiência (17,4% e 6,1%, respectivamente).

    Os sem deficiência, por outro lado, usam mais automóveis e táxis (32,8%) e motocicletas ou mototáxis (17%) do que os trabalhadores com deficiência (22,8% e 14,3%, respectivamente).

    As pessoas com deficiência gastam, em média, 12% mais tempo para chegar ao trabalho (37 minutos) do que os sem deficiência (33 minutos).

    Participação política

     

    Segundo o IBGE, houve uma redução no número de pessoas com deficiência eleitas entre 2020 (578 eleitos) e 2024 (415 eleitos). Os homens eleitos para vereador caíram de 459 para 356 entre os dois pleitos, enquanto as mulheres eleitas para câmaras municipais recuaram de 63 para 35.

    Entre as pessoas com deficiência eleitas para prefeituras, o número de homens diminuiu de 47 para 23 e o de mulheres despencou de nove para uma. Houve ainda recuo nas candidaturas para vereador e prefeito: de 6.409 em 2020 para 4.813 em 2024.

     “A gente vê uma piora na representação das pessoas com deficiência, com diminuição de candidaturas e de pessoas eleitas”, afirma Athias.

    No serviço público federal, o percentual de servidores com deficiência passou de 0,6% em 2019 para 3,1% em 2025. Também houve aumento da participação de pessoas com deficiência em cargos comissionados níveis 1 a 12 (de 0,5% para 2,8%) e cargos comissionados níveis 13 a 17, ou seja, os mais elevados (de 0,2% para 1,5%).

    Houve aumentos consideráveis também de 2024 para 2025: servidores (de 1,9% para 3,1%), comissionados níveis 1 a 12 (1,5% para 2,8%) e comissionados níveis 13 a 17 (de 0,9% para 1,5%). Esse aumento pode ser explicado pelo crescimento do número de servidores identificados com transtorno do espectro autista (TEA).

    Gestão

    Entre os 5.570 municípios brasileiros, 490 deles, onde viviam 34,5% das pessoas com deficiência no país, contavam com adaptação de espaços públicos para facilitar a acessibilidade a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os dados se referem a 2023.

    Legislações específicas para garantir passe livre municipal a pessoas com deficiência no transporte coletivo apareciam em apenas 480 dos municípios do país, onde viviam 46,1% dessa população.

    Além disso, a pesquisa mostrou que 83,8% das pessoas com deficiência viviam em municípios com políticas ou programas de promoção para este público, 18,9% delas viviam em municípios com fundo municipal para os direitos da pessoa com deficiência, 36,5% viviam em municípios que tinham, na prefeitura, pessoal capacitado para atender a pessoas com deficiência.

  • Safra de grãos 2026/27 deve atingir 366,6 milhões de toneladas. Projeção é da Conab

    Safra de grãos 2026/27 deve atingir 366,6 milhões de toneladas. Projeção é da Conab

    produção brasileira de grãos na safra 2026/27 pode chegar a 366,6 milhões de toneladas. O resultado positivo projetado reflete uma maior área semeada, prevista em 85,3 milhões de hectares, o que compensa a ligeira perda esperada na produtividade média nacional das lavouras, que deve sair de 4.335 quilos por hectares em 2025/26 para 4.296 kg/ha no ciclo 2026/27.

    Os dados estão na 14ª edição das Perspectivas para a Agropecuária, publicada nesta terça-feira (15/9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Banco do Brasil (BB). O documento também traz a contribuição da agricultura e da pecuária brasileira para a regularidade do abastecimento interno e para a oferta de alimentos em quantidade, qualidade e diversidade adequadas.

    Milho – A área de milho apresenta tendência de crescimento, enquanto que o potencial produtivo dependerá do calendário das condições climáticas a serem registradas durante o desenvolvimento da cultura. De acordo com a projeção da Conab, as agricultoras e os agricultores brasileiros deverão elevar pela segunda vez consecutiva a área semeada no primeiro ciclo do cereal, sendo destinados 4,54 milhões de hectares para a semeadura em 2026/27, incremento de 10,7% em relação à temporada 2025/26. Com essa alta, a produção pode chegar a 32,1 milhões de toneladas, maior volume registrado nos últimos 13 anos. A área da segunda safra destinada ao grão também deve crescer em 3,7%, podendo chegar a 18,48 milhões de hectares, resultando em uma estimativa de produção de 113,2 milhões de toneladas. Já na terceira safra do cereal, a projeção de colheita é de aproximadamente 2,6 milhões de toneladas, o que resulta em uma projeção da produção total de milho no ciclo 2026/27 em torno de 148 milhões de toneladas, aumento de 2,8% em comparação ao ciclo 2025/26.

    O maior interesse pelo grão é verificado em todas as regiões e acompanha o aumento na demanda interna pelo cereal, que se mantém aquecida impulsionada pela produção de rações, diante da expectativa de aumento da produção de aves e suínos, tanto neste ano como em 2027, e, principalmente, pelo crescimento da demanda da indústria de etanol de cereais. Além da alta no consumo doméstico, também é esperado uma maior procura do mercado internacional pelo grão brasileiro, com as exportações podendo chegar a 46 milhões de toneladas no ciclo 2026/27.

    Soja – No caso da soja, a perspectiva para a safra de 2026/27 é de crescimento moderado da produção, combinado com um balanço de oferta e demanda mais ajustado. A área cultivada é estimada em 49,3 milhões de hectares, com ligeira expansão de 1,4% em relação à safra anterior, configurando o menor crescimento percentual dos últimos 20 anos. A produtividade média nacional das lavouras da oleaginosa deverá apresentar ligeira redução, em função da elevada base de comparação da safra 2025/26, além dos riscos climáticos associados ao próximo ciclo. Neste cenário, a projeção é que sejam colhidas 181,64 milhões de toneladas.

    Arroz – Já para o arroz, a definição da área do grão para o ciclo 2026/27 ocorre após um ciclo de forte redução da rentabilidade. O excedente formado na safra 2024/25 elevou a disponibilidade interna, pressionou as cotações ao longo da safra 2025/26 e reduziu o retorno econômico da cultura, criando um viés relevante de retração do plantio. Houve recuperação dos preços a partir do fim de julho de 2026, contudo, a melhora não recompõe integralmente as margens, mas traz um novo ânimo para o plantio do grão, principalmente para algumas áreas de cultivo de arroz de segunda safra no centro do país. Diante deste cenário, a área semeada para a cultura é projetada em 1,53 milhão de hectares em 2026/27, ligeiro aumento de 0,9% em relação à safra passada. Já a perspectiva de produção é de 10,76 milhões de toneladas, redução de 2,9% em relação à safra 2025/26, explicada sobretudo pela produtividade média nacional de 7.032 kg/ha, desempenho 3,7% menor que a safra anterior.

    Feijão – Outro importante grão para o consumo dos brasileiros, o feijão deve manter a produção em torno de 2,9 milhões de toneladas. De acordo com as análises da Conab, para a temporada projeta-se um leve aumento na área cultivada que tende a ser contrabalanceado pela expectativa de uma menor produtividade, decorrente principalmente do risco climático associado ao El Niño.

    Algodão – Para o algodão, a projeção da Conab é que a área semeada da fibra retome os patamares registrados no ano safra 2024/25, podendo chegar a 2,09 milhões de hectares, refletindo em uma produção de 4,2 milhões de toneladas apenas da pluma. A demanda externa seguirá como principal sustentação, enquanto o câmbio, a evolução do consumo mundial e as condições climáticas determinarão o comportamento dos preços e da rentabilidade.

    Outras informações sobre o panorama dos principais grãos cultivados no País estão disponíveis na publicação da Perspectivas para a Agropecuária na Safra 2026/27. O documento também traz a projeção de produção e de mercado para carnes bovinas, suínas e aves para este ano e para 2027, além de artigo elaborado pelo Banco do Brasil sobre o crédito rural como um importante instrumento de desenvolvimento da agropecuária brasileira.

  • Manaus promove programação especial da 20ª ‘Primavera dos Museus’ com ações de arte, memória e patrimônio

    Manaus promove programação especial da 20ª ‘Primavera dos Museus’ com ações de arte, memória e patrimônio

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), promove uma programação especial em participação à 20ª “Primavera dos Museus”, iniciativa coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com participação do Sistema Brasileiro de Museus (SBM) e do Ministério da Cultura. Com o tema “Museus para Todas as Pessoas”, a programação nacional acontece de 21 a 27 de setembro, com as atividades promovidas pela ManausCult concentradas entre os dias 21 e 25.

    A programação reúne oficinas, exposições, visitas orientadas, palestras, mesa-redonda, aula-show e ações audiovisuais, contemplando diferentes públicos e linguagens culturais. As atividades serão realizadas no Museu da Cidade de Manaus, Centro Cultural Óscar Ramos, Centro de Arqueologia de Manaus (CAM) e Museu do Porto de Manaus. A iniciativa reforça o papel da Prefeitura de Manaus com a democratização do acesso à cultura, a preservação da memória e a valorização do patrimônio histórico e cultural da cidade.

    Para o diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, a participação de Manaus na “Primavera dos Museus” representa uma oportunidade de aproximar a população dos equipamentos culturais e ampliar o acesso ao conhecimento e à história de Manaus.

    “Os museus são espaços vivos, onde a nossa história encontra o presente e também ajuda a construir o futuro. Participar da ‘Primavera dos Museus’ é uma oportunidade de aproximar ainda mais a população desses espaços, levando conhecimento, arte, memória e diferentes experiências culturais para todos. Queremos que cada pessoa se reconheça na nossa cultura e perceba que o patrimônio de Manaus pertence a todos nós”, destacou.

    As pessoas interessadas em participar da programação especial podem realizar a inscrição por meio do formulário disponibilizado pela ManausCult:

    Formulário de inscrições – 20ª Primavera dos Museus

    Valorização da história e cultura de Manaus

    No Museu da Cidade de Manaus, a programação começa no dia 21 de setembro, das 9h às 11h, com a oficina “Da Fuligem à Arte: Explorando a Fuligem como Pigmento”, conduzida por Haroldo Ayres. A atividade prática explora a fuligem como pigmento artístico, transformando um resíduo em matéria-prima para desenhos e composições e unindo arte, experimentação e sustentabilidade.

    Também no Museu da Cidade, serão realizadas visitas orientadas de 21 a 25 de setembro, das 9h às 16h, conduzidas por Leonardo Novellino e Pedro Henrique. A atividade apresenta a história, a cultura e a memória da cidade.

    No dia 24 de setembro, das 14h às 16h, o espaço recebe o lançamento do livro infantil “Gravata e a Turma da Educação Fiscal”, de Rodrigo Froés e Paulo Gravata. A programação inclui apresentação da obra e atividade lúdica com crianças, abordando educação fiscal, cidadania e responsabilidade social.

    Já o Centro Cultural Óscar Ramos recebe, de 21 a 25 de setembro, das 9h às 16h, a exposição fotográfica “Vinis e Vilões”, dos Funkeiros Cults. A mostra conecta juventude periférica, música, arte, memória e identidade, aproximando a cultura urbana da riqueza da MPB e dos discos de vinil.

    No mesmo período e horário, o espaço terá visitas orientadas, apresentando a trajetória, a obra e o legado do artista Óscar Ramos, em uma experiência de valorização da arte e da cultura amazonense.

    Memória ancestral

    No Centro de Arqueologia de Manaus (CAM), o público poderá visitar, de 21 a 25 de setembro, das 9h às 16h, a exposição fotográfica “Solo Ancestral do parque Encontro das Águas Rosa Almeida”. A mostra apresenta, de forma cronológica, pesquisas arqueológicas realizadas na área do futuro parque, seus vestígios materiais e a história da ocupação pré-colonial da Amazônia Central, por meio de fotografias, documentários e materiais informativos.

    No dia 22 de setembro, das 9h às 12h, será realizada a palestra “Parque Encontro das Águas Rosa Almeida: Arquitetura, Paisagem e Cidade”, com Pedro Paulo Cordeiro. A atividade aborda a concepção arquitetônica de Oscar Niemeyer e sua integração com a paisagem amazônica, destacando o parque como espaço de contemplação, cultura, lazer, turismo e valorização do patrimônio natural de Manaus.

    Ainda no CAM, no dia 23 de setembro, acontecem duas palestras. Das 14h às 15h, Saleyna Borges apresenta “Museu em Cena: A 7ª Arte para Todos”, abordando o cinema como instrumento de inclusão, acessibilidade e democratização do acesso à cultura.

    Na sequência, das 15h às 16h, Monik Ventilari conduz a palestra “Óscar Ramos: Uma Expressão Visual no Brasil”, que apresenta a trajetória e a produção artística de Óscar Ramos e sua contribuição para as artes visuais no Brasil e para a identidade artística amazônica.

    Encerrando a programação do CAM, no dia 25 de setembro, das 9h às 11h, será realizada a aula-show “Solo Ancestral do Parque Encontro das Águas Rosa Almeida”, com Vanessa Benedito. A atividade aborda a arqueologia e a memória ancestral do território onde está sendo implantado o parque, aproximando conhecimento científico, território e memória.

    O espaço também terá visitas orientadas de 21 a 25 de setembro, das 9h às 16h, proporcionando ao público contato com o patrimônio arqueológico e cultural da cidade, seus vestígios e processos de pesquisa.

    Museu do Porto promove debate sobre acesso, inclusão e patrimônio

    No Museu do Porto de Manaus, a programação começa no dia 21 de setembro, das 18h às 20h, com a mesa-redonda “Museu para Todos”. O encontro reúne o museólogo Leandro Porto; o diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, e representantes do Iphan e do Ministério da Cultura.

    A atividade discutirá o papel dos museus na promoção do acesso à cultura, da inclusão, da preservação da memória e da valorização do patrimônio, além dos desafios e possibilidades para tornar os espaços museais mais acessíveis, democráticos e conectados à sociedade.

    Nos dias 21 e 22 de setembro, das 18h às 21h, o Museu do Porto recebe a instalação multimídia “Museu do Porto de Manaus”, com curadoria de Alcilânia Lima. A instalação fotográfica digital reúne registros da arquitetura do Museu do Porto realizados, em 2008, pela artista visual Monik Ventilari, revisitando detalhes do edifício e promovendo uma reflexão sobre memória, identidade e patrimônio arquitetônico de Manaus.

    No dia 22 de setembro, das 18h às 20h, será realizado o “Cine Arte no Museu”, ação de valorização da produção audiovisual local dedicada à exibição de filmes, documentários e obras de cineastas e artistas manauaras. A iniciativa busca aproximar o público do cinema produzido em Manaus e dar visibilidade a diferentes narrativas, linguagens e perspectivas sobre a cidade, a cultura e a identidade amazônica.

  • MP identifica problemas em escola municipal, após fiscalização pelo projeto “Sede de Aprender”

    MP identifica problemas em escola municipal, após fiscalização pelo projeto “Sede de Aprender”

    No âmbito do projeto “Sede de Aprender”, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o MP do Amazonas (MPAM) identificou diversos pontos de atenção ao inspecionar a Escola Municipal Sérvulo Campelo, situada na zona rural do município de Carauari, na quarta-feira (16/09). A fiscalização foi realizada em conjunto com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio do Poder Judiciário de Carauari.

    O promotor de Justiça Sandro Crispim Gonçalves Nóbrega Magalhães, que conduziu a ação ao lado do juiz Algomiro Carvalho Júnior, destacou que o ensino adequado e o acesso à água potável e à salubridade são garantias básicas e fundamentais, sob compromisso internacional de atendimento até 2030, segundo a Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU).

    “O Ministério Público tem que garantir que as populações rural e ribeirinha recebam tratamento adequado do Poder Público, ou seja, igualitário ao recebido pela população nos centros urbanos”, comentou.

    Durante a visita, foram identificadas irregularidades como problemas no abastecimento de água; uso de água do rio; uso de hipoclorito de sódio na água; climatização precária; ausência de refeitório para alunos e docentes; sobrecarga funcional; e ausência de fardamento para todos os alunos, principalmente para os estudantes mais velhos.

    Base de dados

    As inspeções seguem as informações disponibilizadas no painel BI do projeto “Sede de Aprender”, que reúne dados do Censo Escolar de 2025 sobre fornecimento de água, de água potável, de saneamento básico e de banheiros nas escolas do Brasil. Até o momento, a Escola Municipal Sérvulo Campelo é a segunda inspecionada pelo MPAM dentre as elencadas no painel BI em Carauari.

    O MPAM também acompanha a questão por meio do Procedimento Administrativo de Acompanhamento de Políticas Públicas nº 175.2026.000034.

    O projeto “Sede de Aprender” é uma iniciativa nacionalizada pelo CNMP, com o objetivo de monitorar e garantir o acesso à água potável, saneamento básico e banheiros adequados nas escolas públicas do país. O intuito é assegurar saúde e condições de ensino adequadas, proporcionando dignidade aos estudantes e profissionais do corpo escolar.

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