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  • Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

    Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20), a ampliação do tratamento de lúpus e esclerose múltipla para para crianças e adolescentes por meio de medicamentos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

    Para crianças a partir de 5 anos de idade com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo, o Benlysta (belimumabe) passa a ser indicado como tratamento complementar. O medicamento é destinado a pacientes que apresentam alto grau de atividade da doença, e que já estejam em tratamento padrão, com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

    A medida abrange as alternativas em caneta aplicadora/autoinjetora, visando reduzir a necessidade de deslocamentos a centros de infusão e o conforto dos pacientes. A formulação intravenosa do medicamento já estava aprovada para pacientes pediátricos

    Outro medicamento que teve ampliação de uso em pacientes a partir de 12 anos e 40 kgs é o Ocrevus (ocrelizumabe), destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR). O produto é um anticorpo monoclonal recombinante, que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença.

    Sobre o lúpus

    O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode levar ao óbito. Entre os principais sintomas estão febre, rigidez muscular e inchaços, lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol, linfonodos aumentados e queda de cabelo.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres entre 20 e 45 anos. O diagnóstico é feito a partir de uma série de exames médicos, como hemograma, biópsia renal, exame de urina, entre outros. O tratamento é principalmente paliativo.

    Sobre a esclerose múltipla

    Já a esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica e autoimune do sistema nervoso central. O sistema imunológico ataca a mielina que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.

    Na forma remitente-recorrente, a doença é caracterizada por episódios de novos sintomas neurológicos ou agravamento dos já existentes, seguidos por períodos de recuperação parcial ou completa. A manifestação dos sintomas antes dos 18 anos é considerada uma condição rara e mais grave da doença.

    Entre os sintomas mais comuns estão fadiga extrema, dormência, formigamento, alterações visuais (como visão turva ou dupla), fraqueza muscular, desequilíbrio e dificuldade de controle da bexiga. As causas envolvem predisposição genética e fatores ambientais que funcionam como gatilhos, como infecções virais, tabagismo e obesidade. O diagnóstico é feito por um neurologista junto a exames complementares.

  • Motorista embriagado é preso após dirigir em alta velocidade no Centro de Manaus

    Motorista embriagado é preso após dirigir em alta velocidade no Centro de Manaus

    Um motorista foi preso por embriaguez ao volante durante uma ação do Grupamento Tático de Apoio com Motocicletas (GTAM) da Guarda Municipal de Manaus, na Avenida Getúlio Vargas, no Centro da capital.

    Segundo a corporação, o condutor trafegava em alta velocidade, colocando em risco a segurança de outros motoristas e pedestres. Durante a abordagem, o teste do bafômetro confirmou que ele estava com índice de álcool acima do permitido por lei.

    O motorista foi encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (1º DIP) para os procedimentos legais. O veículo foi apreendido e permaneceu retido.

    A Guarda Municipal informou que segue intensificando as fiscalizações para reforçar a segurança no trânsito e prevenir acidentes.

     

     

  • Mulher é encontrada morta sob a Ponte do 40, no Crespo em Manaus

    Mulher é encontrada morta sob a Ponte do 40, no Crespo em Manaus

    O corpo de uma mulher ainda não identificada foi encontrado na noite de segunda-feira (20) em uma área sob a Ponte do 40, na avenida Silves, bairro Crespo, zona sul de Manaus. Este é o segundo caso envolvendo uma vítima do sexo feminino registrado na região em menos de dois dias.

    Moradores encontraram o corpo e acionaram as autoridades. Devido ao difícil acesso ao local, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foi chamado para realizar a remoção.

    Segundo a avaliação preliminar, a vítima não apresentava sinais aparentes de disparos de arma de fogo ou ferimentos por objeto perfurante. A causa da morte será confirmada após exames de necropsia.

    O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde aguarda identificação. O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que irá apurar as circunstâncias da morte.

  • Suspeito de aplicar golpes se passando por gerente de empresas é preso em Manaus

    Suspeito de aplicar golpes se passando por gerente de empresas é preso em Manaus

    Um homem apontado pela Polícia Civil como um dos maiores estelionatários do Amazonas foi preso nesta segunda-feira (21), em Manaus. A ação foi coordenada pelo delegado Jorge Arcanjo, titular do 4º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

    De acordo com a polícia, o suspeito é investigado por se passar por gerente de diversas empresas do Distrito Industrial para aplicar golpes. Contra ele, há cerca de 50 boletins de ocorrência registrados por vítimas.

    A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O investigado foi encaminhado à unidade policial e permanecerá à disposição do Poder Judiciário, enquanto as investigações continuam.

  • Rocam apreende drogas e dinheiro após denúncia na zona Centro-Oeste de Manaus

    Rocam apreende drogas e dinheiro após denúncia na zona Centro-Oeste de Manaus

    Policiais da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) apreenderam drogas, uma balança de precisão e R$ 342 em dinheiro durante uma ação no Beco Pedro Teixeira, no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus.

    A operação foi realizada após uma denúncia. Ao perceberem a chegada da equipe, dois suspeitos fugiram do local e abandonaram o material.

    Foram apreendidas três porções médias e uma pequena de substância semelhante à maconha, além de uma balança de precisão e dinheiro em espécie.

    Todo o material foi encaminhado ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A Polícia Civil investiga o caso para identificar e localizar os suspeitos.

  • Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin para pacientes adultos

    Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin para pacientes adultos

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20/7) o registro do medicamento Columvi (glofitamabe). O produto, em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante ou refratário, inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT).

    O linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas.

    O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais . O novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com linfoma agressivo em cenário de necessidade clínica.

    O medicamento é um anticorpo monoclonal biespecífico humanizado que atua por meio da ligação simultânea ao antígeno CD20 presente nas células B tumorais e ao CD3 expresso nas células T. Esse mecanismo promove a ativação das células T e a destruição direcionada das células tumorais.

  • Grande Sertão: Veredas faz 70 anos e permanece instigante

    Grande Sertão: Veredas faz 70 anos e permanece instigante

    Depois de 70 anos de seu lançamento, o livro Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa continua encantando leitores e é comemorado por especialistas. Para o professor, economista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Eduardo Giannetti, é um dos livros mais ousados e inovadores da literatura brasileira.

    Na observação dele, Grande Sertão: Veredas tem “um cuidado e um apuro formal, inexcedível” e, ao mesmo tempo, é resultado de uma entrega criativa de Guimarães Rosa, a ponto de dizer que praticamente transcrevia alguma coisa que vinha de fora dele. “Ele chega a dizer que é um experimento quase mediúnico”, seguiu em entrevista à Agência Brasil.

    “Grande Sertão combina dois elementos. Tem um lado de pesquisa de apuro formal, de um cuidado lapidar com a linguagem hiperconsciente, mas, ao mesmo tempo, é resultado de uma possessão. Ele diz que se sentia tomado por alguma coisa que ele não sabe de onde”, completou.

    Sobre esse assunto, Giannetti lembrou de uma expressão que acha muito boa, usada por Rosa em uma entrevista. “‘De repente, o diabo me cavalga’. O milagre do processo criativo de Guimarães Rosa é justamente essa combinação”.

    O escritor João Guimarães Rosa deu a personagens de Grande Sertão: Veredas, nomes de pessoas do seu conhecimento – Divulgação/ Centro Cultural São Paulo

    Produção dupla

    A criatividade do autor mineiro era tanta que entre 1946 e 1956 produziu paralelamente Grande Sertão: Veredas Corpo de Baile, uma coletânea de novelas. Os dois foram concluídos e lançados em 1956, depois de começarem a ser escritos em Paris, na França; continuarem em Bogotá, na Colômbia; e em 1951, na volta de Rosa para o Rio de Janeiro.

    “O Grande Sertão era uma história do Corpo de Baile, que ele desmembrou e tornou um romance independente”, disse, em entrevista à Agência Brasil, o jornalista Leonêncio Nossa, autor da primeira biografia sobre o escritor mineiro.

    A viagem com um amigo ao interior mineiro foi a inspiração para escrever Grande Sertão: Veredas, obra marcante da literatura brasileira. 

    “Esse livro começou quando ele fez uma viagem pelo interior de Minas com o amigo Pedro Barbosa Moreira e percorreu toda a região de Veredas. Ele passou a usar esse ambiente das veredas e buritizais na obra dele Grande Sertão, porque o primeiro [Sagarana] nem tinha”, informou o biógrafo.

    Assim como Guimarães Rosa, que levou dez anos para concluir Grande Sertão, o jornalista passou esse mesmo tempo estudando e pesquisando a vida do mineiro, que contou em João Guimarães Rosa, biografia, a primeira publicação deste tipo dedicada a ele.

    “Ele é considerado o mais inventivo dos nossos escritores e ninguém nunca escreveu uma biografia dele. Havia uma demanda de biografar o maior escritor brasileiro de todos os tempos”, pontuou.

    Leonêncio Nossa começou a levantar dados e a colher informações para trabalhar na biografia em 2006 e gostou do que conheceu. “A vida dele é muito agitada, apesar de ter sido escritor. Viveu tempos de guerra com riscos de morte e [essa história] não estava descrita. Foi uma surpresa a cada dia”, contou.

    “O que me chamou muita atenção é que desde criança ele tinha um projeto de literatura e a vida toda se dedicou a esse projeto. Era um homem que vivia para contar histórias”, disse, acrescentando que Rosa nasceu em Cordisburgo e depois foi levado pelo avô para estudar em Belo Horizonte.

    Características

    O biógrafo revelou que Rosa deu a personagens de Grande Sertão: Veredas, nomes de pessoas do seu conhecimento, tanto da família e da cultura quanto da política. Entre os jagunços do romance, está, por exemplo, o Dos Anjos, que é referência a Augusto dos Anjos e também parentes: o avô dele, o major Luiz Guimarães.

    “Ele trouxe pessoas com quem convivia, de certa forma, para dentro do romance, que tem um caráter muito autobiográfico, algo que não estava colocado antes da biografia”, comentou.

    Rosa tinha ainda outro comportamento interessante: enquanto escrevia o livro, ele ouvia programas da Rádio Nacional com artistas como as cantoras Marlene, Emilinha Borba, Ademilde Fonseca e Virgínia Lane. O cinema também o inspirava e um dos filmes que assistiu durante a produção de Grande Sertão foi Os Sete Samurais, do diretor Akira Kurosawa.

    Além disso, trabalhava muito na divulgação dos seus livros. No lançamento de Sagarana, foram publicados mil exemplares. O autor ficou com 500 cópias e fez uma lista das pessoas mais importantes que escreviam em jornais do país e mandou o livro para elas.

    “Mandou para Getúlio Vargas, para Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade. O Rosa trabalhava muito na divulgação”, relatou Nossa, informando ainda que o lançamento de Grande Sertão: Veredas foi na Livraria José Olímpio, na Rua do Ouvidor, centro do Rio, no dia 16 de julho de 1956.

    Linguagem

    Quando o livro foi lançado, recebeu muitas críticas, especialmente pela linguagem popular dos personagens usada por Rosa e identificada como “de outro planeta”.

    “Os personagens que os críticos diziam que falavam como em Marte na verdade falavam como o povo do interior do Brasil. Mostrou que parte da intelectualidade desconhecia este ‘outro planeta’, que é o Brasil”, contou Nossa.

    “Rosa disse uma vez que as pessoas achavam que ele tinha inventado uma língua. ‘Eu não inventei uma língua. Os vaqueiros de Minas Gerais, da Bahia, de Goiás falam assim’. Parte da intelectualidade não entendeu o Grande Sertão”, observou o biógrafo.

    Leonêncio reforçou a avaliação lembrando que o começo do livro é com a palavra “nonada”, que muita gente pensa ser um neologismo. 

    “Na verdade, era muito recorrente nos jornais brasileiros que escreviam, por exemplo, ‘o governo acha que “nonada” o que ocorre com a população’. O Rosa usa palavras que não são mais usadas no seu livro e aí acham que é um neologismo”, afirmou, completando que há neologismos na obra do escritor, mas não é só isso.

    Ao mesmo tempo em que era considerado um livro difícil, destacou o jornalista, estava sempre entre os mais vendidos. “Isso já em 56. O que ocorre é que a musicalidade no linguajar dos personagens causa muita empatia, tanto que é um livro que deve ser lido em voz alta porque com a musicalidade é fácil de entender”, apontou.

    Registros

    A cantora e compositora Adriana Calcanhoto que tem nas obras de Guimarães Rosa uma fonte de inspiração, destacou que se não o escritor não tivesse usado a linguagem no livro correria o risco de não ter mais registros daquela forma de falar popular. 

    “É um trabalho extraordinário que ele faz, antes da escrita dele do Grande Sertão, é da compilação que ele faz daquela fala e aí, claro tem o gênio dele na escrita e na história”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    “É uma leitura obrigatória. Grande Sertão é um livro que todo mundo tem que ler pelo menos uma vez. Quando você lê ele mais de uma vez, e é um clássico, por isso, é outro livro e a gente é outra pessoa depois disso”, apontou, destacando ainda a aceitação mundial da obra.

    “É uma coisa louca que seja mundialmente, porque é difícil tradução. É um livro que interessa ao mundo todo, exatamente por ser tão regional e universal. Cada ano que passa, ele só cresce”, observou.

    Cadeira 2

    Ocupar a cadeira 2 que já foi de Guimarães Rosa na ABL não é a única proximidade que Eduardo Giannetti tem com o escritor que aprendeu a admirar ainda na infância. Lendo a biografia de Leonêncio Nossa, descobriu que tem um parentesco com o escritor.

    “Uma coisa que me deixou bastante surpreso e até emocionado lendo a biografia do Leonêncio é que o Guimarães Rosa é meu parente. O pai do Guimarães Rosa se chamava Florduardo e o apelido era Fulô, que era primo do meu bisavô João Pinheiro. Ele chegou a morar na casa do pai do Guimarães Rosa”.

    Esse fato não era de conhecimento da família do acadêmico e isso ele ainda não chegou a conversar com o biógrafo que esclareceu essa linhagem. “O Guimarães Rosa a certa altura, jovem ainda, esboçou o desejo em cartas ao pai, de escrever uma biografia do João Pinheiro que é meu bisavô lá de Caeté. Ele admirava muito João Pinheiro ouvindo as histórias que o pai contava do primo”, apontou Giannetti.

    “Ainda por cima teve isso”, disse satisfeito, confirmando que fechando o círculo, a cadeira 2 tinha que ser ocupada por ele. “Como diria o Guimarães ‘nada nesse mundo é por acaso’. A grande pena é que os meus pais não sobreviveram para saber que o Guimarães vem de uma família mineira muito próxima que é a de João Pinheiro, avô do meu pai”, comentou o acadêmico.

    Ao saber que ocuparia a cadeira 2 se sentiu “um pouco oprimido, um pouco opressivo”, mas reconheceu que foi bom porque suscitou um emprenho renovado de aprofundamento na obra de Rosa, resultando em um ensaio que escreveu para a Revista Piauí, publicado na edição de junho. Fez ainda uma versão compacta do ensaio destinada à publicação da edição comemorativa dos 70 anos de Grande Sertão: Veredas que foi lançada pela editora Companhia das Letras.

    “Fico feliz sempre que me chamam para falar de Guimarães Rosa”, revelou Giannetti.

    “Rosa foi um homem muito obstinado em desenvolver uma grande literatura. Chama atenção que ele transformou o jeito simples do povo brasileiro, especialmente, dos sertanejos em uma linguagem de riqueza universal”, indicou Leonêncio Nossa.

  • Sinais do câncer colorretal devem ser checados com rapidez; saiba mais

    Sinais do câncer colorretal devem ser checados com rapidez; saiba mais

    Apesar de reconhecerem que sintomas como presença de sangue nas fezes e mudança no fucionamento do intestino por mais de um mês podem ser graves, os brasileiros podem estar adiando a busca por assistência médica. A presença desses dois sinais está entre os principais indicativos do câncer colorretal e deve ser investigada o quanto antes.

    Esse é o alerta de um levantamento divulgado pelo Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas.

    Segundo as respostas colhidas no estudo, oito em cada dez entrevistados declararam ter consciência de que esses dois sintomas podem ser graves. Cerca de 67% dos entrevistados concordam que esses sintomas podem indicar a doença, e 24% concordam muito com essa afimação. Ainda assim, quase metade não procura assistência médica com rapidez.

    A pesquisa indicou que 9% dos entrevistados já notaram a presença de sangue nas fezes. Desses, 59% buscaram atendimento médico imediatamente, mas 40% não tiveram essa reação:

  • 19% não fizeram nada e esperaram o sintoma passar;
  • 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um médico;
  • 7% recorreram a remédios caseiros ou mudanças na alimentação;
  • 3% foram à farmácia buscar medicação por conta própria;
  • 1% pesquisou na internet antes de buscar orientação profissional.
  • Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes

    Dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar do exame “Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes” (PSO), o principal recurso para identificar sinais da doença antes de sintomas evidentes. Apenas 11% já realizaram o exame, enquanto 21% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram.

    O desconhecimento chega a 85% entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, e também é maior do que a média entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e que estudaram apenas até o ensino fundamental (72%).

    A pesquisa também mostra que apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve a doença, sendo 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram que nunca tiveram contato com pacientes desse tipo de câncer.

    Diagnóstico precoce

    O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, reforçou que, diante do aumento de casos da doença no Brasil, é importante não ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.

    “Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, ressaltou Aguiar.

    De acordo com dados o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil para o triênio 2026-2028, o que o torna o segundo tumor com maior incidência entre os brasileiros. Esse tipo de câncer é o mesmo que levou á morte da cantora Preta Gil, em julho do ano passado, depois de dois anos de tratamento.

  • Manual do Eleitor: jovens se preparam para participar das Eleições 2026

    Manual do Eleitor: jovens se preparam para participar das Eleições 2026

    Jovens que têm ou que completarão 16 anos até 4 de outubro de 2026 poderão participar das eleições deste ano, desde que tenham solicitado o alistamento eleitoral até o fechamento do cadastro, em 6 de maio. A regra também permitiu que adolescentes com 15 anos requeressem o título, desde que alcançassem a idade mínima até a data do primeiro turno. Para eleitoras e eleitores de 16 e 17 anos, tanto o alistamento quanto o voto são facultativos.

    A obrigatoriedade começa aos 18 anos, ressalvadas para as pessoas analfabetas e aquelas com mais de 70 anos, para as quais o voto também é facultativo. As regras estão reunidas na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral nº 23.759/2026, tema desta edição da série Manual do Eleitor.

    A norma consolida, em um único documento, direitos, deveres, garantias e orientações aplicáveis à participação das eleitoras e dos eleitores no processo eleitoral. Para o público jovem, o texto aborda desde a emissão do primeiro título até os procedimentos no dia da votação e outras formas de acompanhar e colaborar com as eleições.

    Participação em crescimento

    Nas Eleições Gerais de 2018, o Brasil tinha 1.400.617 eleitoras e eleitores com 16 e 17 anos. Quatro anos depois, esse número chegou a 2.116.781, com um crescimento de 51,13%.

    Nas Eleições Municipais de 2024, 1.836.081 jovens dessa faixa etária estavam aptos a votar, quantidade 78% superior à registrada no pleito municipal de 2020. Naquele ano, o eleitorado entre 18 e 24 anos reunia outros 18.328.444 brasileiros.

    Primeiro título

    O alistamento eleitoral pode ser solicitado a partir dos 15 anos. Entretanto, o exercício do voto somente é permitido para quem tiver completado 16 anos até a data do primeiro turno.

    A pessoa menor de idade pode requerer diretamente o título eleitoral, sem necessidade de autorização ou acompanhamento de mãe, pai ou representante legal. Para as Eleições 2026, os pedidos iniciados pela internet deveriam ter sido apresentados até 6 de abril, com posterior comparecimento a uma unidade da Justiça Eleitoral. O atendimento presencial permaneceu disponível até 6 de maio.

    Para obter o título, é necessário apresentar documento de identificação, comprovante de residência atualizado e, quando cabível, comprovante relacionado ao serviço militar obrigatório. Certidões de nascimento ou casamento podem ser utilizadas no alistamento, assim como outros documentos públicos que permitam comprovar a identidade, a nacionalidade e a idade mínima.

    Quem não solicitou o título até 6 de maio não poderá votar nas Eleições 2026. Os serviços de alistamento, transferência e revisão serão retomados após o processamento dos dados do pleito.

    Voto facultativo

    Aos 16 e 17 anos, votar é uma escolha. Por isso, jovens dessa faixa etária que não comparecerem às urnas não precisam justificar a ausência, não recebem multa e não têm a inscrição cancelada em razão de três ausências consecutivas enquanto permanecerem na condição de voto facultativo.

    A facultatividade, no entanto, não reduz a importância da participação. Ao obter o título, a pessoa jovem passa a exercer plenamente os direitos políticos relacionados ao voto e pode participar diretamente da escolha de representantes para os Poderes Executivo e Legislativo.

    A partir dos 18 anos, o alistamento e o voto tornam-se obrigatórios. A legislação prevê multa para brasileiras e brasileiros que não se alistarem até os 19 anos, ressalvadas as exceções legais.

    Documento e local de votação

    A partir de 1º de setembro de 2026, o local de votação poderá ser consultado pelo aplicativo e-Título ou pelas páginas do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs).

    No dia da eleição, a votação ocorrerá das 8h às 17h, no horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h receberá uma senha e poderá votar normalmente.

    Para comprovar a identidade, será necessário apresentar documento oficial com foto. São aceitos, inclusive em formato digital, o e-Título com fotografia, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte, a carteira de categoria profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista e a Carteira Nacional de Habilitação.

    Também pode ser apresentada a carteira de trabalho impressa. A carteira de trabalho digital, porém, não será aceita para identificação na seção eleitoral. Certidões de nascimento ou casamento, embora possam ser utilizadas no alistamento, não servem como documento de identificação no momento da votação.

    Documentos com prazo de validade vencido poderão ser aceitos, desde que permitam identificar a eleitora ou o eleitor.

    Biometria

    A identificação biométrica será utilizada nas seções eleitorais, mas a ausência da biometria cadastrada não impede o exercício do voto. Nesse caso, a habilitação poderá ser feita com a confirmação do ano de nascimento informado pela própria pessoa.

    Se a impressão digital não for reconhecida, novas tentativas serão realizadas. Persistindo a dificuldade, a mesa verificará os dados pessoais e poderá habilitar a eleitora ou o eleitor mediante a confirmação do ano de nascimento. A pessoa será posteriormente orientada a procurar o cartório eleitoral para atualizar seus dados.

    Celular fora da cabina

    Celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e qualquer equipamento capaz de registrar ou transmitir o voto não podem ser levados para a cabina, mesmo que estejam desligados.

    Antes de votar, a eleitora ou o eleitor deverá desligar e depositar o aparelho, junto com os demais pertences, no local indicado pela Mesa Receptora de Votos. Os objetos permanecerão à vista e serão devolvidos após a conclusão da votação.

    Quem se recusar a entregar o aparelho não será autorizado a votar. A medida protege o sigilo e impede que alguém seja obrigado a registrar ou comprovar em quem votou.

    Voto em trânsito

    Jovens que estiverem fora do domicílio eleitoral poderão solicitar o voto em trânsito entre 20 de julho e 20 de agosto. O pedido poderá ser feito pelo Autoatendimento Eleitoral ou em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de documento oficial com foto.

    A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitoras e eleitores. Quem estiver fora do estado de seu domicílio eleitoral poderá votar apenas para presidente da República. Dentro do mesmo estado, será possível votar para todos os cargos em disputa.

    A pessoa habilitada para o voto em trânsito ficará impedida de votar na seção de origem, mesmo que retorne ao município onde está inscrita.

    A Justiça Eleitoral também deverá assegurar o alistamento e o exercício dos direitos políticos por adolescentes que estejam sob custódia em unidades de internação. Nesses casos, a transferência temporária abrangerá necessariamente os dois turnos.

    Diversidade e acessibilidade

    As garantias da Resolução também alcançam diferentes grupos que integram o eleitorado jovem. Pessoas transgêneras têm o direito de incluir no Cadastro Eleitoral o nome social e a identidade de gênero, com preservação dos dados constantes do registro civil.

    Jovens indígenas têm direito a atendimento que considere suas línguas, costumes, crenças e formas próprias de organização. Não é exigida fluência em português para o alistamento eleitoral. Regras análogas também são aplicadas a quilombolas e integrantes de comunidades tradicionais.

    Eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem utilizar recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas. Quando for indispensável, também poderão ser auxiliados, inclusive dentro da cabina, por uma pessoa de sua escolha, desde que ela não esteja a serviço da Justiça Eleitoral ou de partido, federação ou coligação.

    Outras formas de participar

    A participação da juventude não se limita ao voto. A Resolução assegura o acompanhamento público das auditorias das urnas eletrônicas. Após votar, a eleitora ou o eleitor também poderá ser convidado a participar voluntariamente do Teste de Integridade com Biometria.

    Irregularidades como compra de votos, uso indevido da máquina pública, crimes eleitorais e propaganda irregular podem ser comunicadas por meio do aplicativo Pardal. Os dados de quem apresenta a denúncia são protegidos.

    No dia da eleição, é permitida a manifestação individual e silenciosa de preferência política, por meio de bandeiras, broches, adesivos e dísticos. Até o término da votação, entretanto, são proibidas aglomerações com roupas padronizadas ou manifestações coletivas que caracterizem propaganda.

    Jovens que atendam aos requisitos legais também podem colaborar como mesárias, mesários ou integrantes do apoio logístico. A inscrição voluntária pode ser feita no cartório eleitoral, nos sites dos TREs ou pelo e-Título. A cada dia de trabalho ou treinamento, são concedidos dois dias de folga, sem prejuízo do salário ou de outras vantagens.

    Ao reunir essas orientações em um único documento, a Resolução TSE nº 23.759/2026 busca facilitar o acesso às regras eleitorais e ampliar a participação consciente de quem começa a exercer a cidadania pelo voto.

  • Liga das Nações: seleção feminina pega Japão na quarta em 1º mata-mata

    Liga das Nações: seleção feminina pega Japão na quarta em 1º mata-mata

    A seleção brasileira feminina de vôlei volta à quadra na próxima quarta-feira (22) contra o Japão no primeiro três jogos eliminatórios (mata-mata) até a conquista do título da Liga das Nações. Será o segundo confronto das equipes na competição: na fase classificatória, a Amarelinha levou a melhor sobre as asiáticas por 3 sets a 1. O duelo de quartas de final será em Macau (China), a partir das 8h30 (horário de Brasília). A seleção busca o título inédito no torneio.

    Comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, a seleção chega embalada ao mata-mata, com o terceiro lugar na fase classificatória (nove triunfos e três derrotas). Já as japonesas encerram na sexta posição (venceram oito e perderam quatro jogos). Se avançar, o Brasil enfrentará na semifinal o vencedor da outra partida, entre Itália (vice-líder da primeira fase) e Países Baixos (7º), também programada para quarta (22), a partir das 5h.

    Para a reta final da competição, a equipe brasileira terá de lidar com a ausência da central Julia Kudiess, que rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo na vitória sobre os Estados Unidos, na última partida da primeira fase. A atleta passou por cirurgia na última quinta (16) e segue em processo de recuperação. Para a vaga de Kudiess, o técnico José Roberto convocou Larissa Besen (Osasco).

    A sonhada taça da Liga das Nações

    Atual vice-líder no ranking mundial, a seleção está empenhada em finalizar o torneio no topo do pódio, deixando para trás quatro vice-campeonatos. Nos dois últimos (2025 e 2022), o Brasil foi superado pela Itália, atual campeã e líder do ranking. Já em 2019 e 2021, o algoz foi os Estados Unidos.

    Jogos de quartas de final

    QUARTA  (22)

    5h – Itália x Holanda

    8h30 – Brasil x Japão

    QUINTA (23)

    5h – Turquia x Canadá

    8h30 – Estados Unidos x China

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