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  • Maracatu Pedra Encantada chega ao Sairé 2026 para apresentação em Alter do Chão

    Maracatu Pedra Encantada chega ao Sairé 2026 para apresentação em Alter do Chão

    No ano em que completa uma década de atuação em Manaus, o Maracatu Pedra Encantada chega a Alter do Chão para integrar a programação do Sairé 2026. O grupo se apresenta nesta segunda-feira, 21 de setembro, às 20h, no Palco Ludimar Lobato, na Praça do Sairé.

    A apresentação reúne cortejo, loas, percussão e dança, com o baque virado conduzindo a participação dos batuqueiros. O grupo apresenta também seu novo figurino, criado a partir da técnica de upcycling.

    Dez anos de maracatu em Manaus
    Fundado em 2016 por Erika Tahiane e Marcelo Rosa, o Maracatu Pedra Encantada atua na difusão e formação em maracatu de baque virado.

    Neste ano, o grupo completa dez anos de trajetória na capital amazonense e mantém uma linhagem direta com a Nação do Maracatu Porto Rico, de Recife (PE).

    A relação com Pernambuco teve início nos primeiros anos do coletivo, quando os fundadores viajaram para vivenciar o Carnaval e conheceram as nações Encanto do Pina e Porto Rico.

    Posteriormente, receberam do Mestre Chacon Viana o convite para que o grupo fosse reconhecido como filho da Nação Porto Rico. A partir dessa relação, o Pedra Encantada passou a fortalecer em Manaus o trabalho com os fundamentos e os toques do maracatu de baque virado.

    Além das apresentações, o grupo desenvolve ações de formação por meio de oficinas de baque virado, abertas a pessoas iniciantes e com experiência em percussão. As atividades trabalham instrumentos como tambores, caixas, agbês, atabaque e gonguê, além das loas e dos fundamentos rítmicos que conduzem o cortejo.

    Ao longo de sua trajetória, o Pedra Encantada também circulou por espaços culturais, universidades, ruas e eventos públicos de Manaus.

    Maracatu amazonense encontra o Sairé
    A participação no Sairé amplia a circulação do maracatu produzido em Manaus e cria um encontro entre diferentes expressões da cultura popular em território amazônico. Ao levar seu baque para Alter do Chão, o Pedra Encantada se junta a uma programação que reúne artistas e grupos ligados à cena cultural regional.

    Para o grupo, a apresentação também marca um novo deslocamento em uma trajetória construída entre diferentes territórios: a tradição do maracatu de baque virado, os vínculos estabelecidos com Pernambuco e a experiência desenvolvida em Manaus chegam agora ao Pará.

    O que é o Sairé?
    Realizado em Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), o Sairé reúne espiritualidade, ancestralidade indígena, cultura popular e o espetáculo dos botos em uma celebração às margens do rio Tapajós.

    Segundo a organização, a tradição surgiu do encontro entre a cultura indígena, relacionada à natureza, à espiritualidade, aos cantos e às danças, e a fé cristã trazida pelos jesuítas durante o século 17. Ao longo de sua história, também incorporou elementos da cultura africana.

    A Lei Federal nº 14.997/2024 reconhece oficialmente a Festa do Sairé, realizada em Alter do Chão, como manifestação da cultura nacional. A lei foi sancionada em 15 de outubro de 2024 e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte.

    A programação do Sairé também inclui o Festival dos Botos, com apresentações das agremiações Boto Cor de Rosa e Boto Tucuxi. O espetáculo reúne música, dança e artes cênicas no Lago dos Botos e conta com a participação de moradores de Alter do Chão.

  • PSG Academy Manaus conquista o Campeonato Amazonense de Fut7 na categoria Sub-12

    PSG Academy Manaus conquista o Campeonato Amazonense de Fut7 na categoria Sub-12

    A PSG Academy Manaus conquistou, neste sábado (19), o título do Campeonato Amazonense de Fut7 Society na categoria Sub-12. A equipe teve uma grande campanha na competição e garantiu o troféu estadual.

    Além da conquista, o título assegurou à PSG Academy Manaus uma vaga na competição nacional da modalidade em 2027, ampliando a oportunidade para os jovens atletas representarem o Amazonas em âmbito nacional.

    A conquista marca mais um resultado importante para a formação de atletas da PSG Academy Manaus, que agora terá pela frente o desafio de se preparar para a disputa nacional no próximo ano.

    Os jovens jogadores encerram a competição celebrando uma importante conquista e já projetam os próximos desafios no cenário do Fut7.

  • Espetáculo ‘Casa D’Água’ revisita a grande enchente de 1953 e memórias da Amazônia

    Espetáculo ‘Casa D’Água’ revisita a grande enchente de 1953 e memórias da Amazônia

    A Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas – Arte&Fato, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e o Ministério da Cultura apresentam “Casa D’Água”, espetáculo teatral de drama com dramaturgia e direção de Douglas Rodrigues, em parceria com Leonel Worton. A montagem revisita a grande enchente de 1953, um dos episódios marcantes da história da Amazônia, para abordar memória, deslocamento humano, abandono e as transformações sociais provocadas pelo ciclo da borracha. A circulação começa em São Paulo, com apresentações em 25 de setembro, no Teatro Elis Regina, em São Bernardo do Campo, e em 26 de setembro, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na capital paulista.

    A dramaturgia de Casa D’Água parte de acontecimentos históricos que antecedem a enchente de 1953. Em 1943, uma das maiores secas enfrentadas pelo Nordeste brasileiro contribuiu para o alistamento compulsório de milhares de nordestinos que encontraram na chamada “Batalha da Borracha” uma possibilidade de sobrevivência diante da crise no sertão. Mais de 100 mil homens foram mobilizados para a Amazônia como “soldados da borracha”, destinados ao trabalho de extração do látex.

    Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, também terminou a demanda comercial que havia impulsionado a produção da borracha amazônica. A expansão da borracha sintética contribuiu para o declínio da atividade e para o abandono de milhares de trabalhadores que, após o término dos contratos, não tiveram cumprida a promessa de retorno às suas famílias.

    Muitos desses trabalhadores permaneceram na Amazônia sem condições para reconstruir suas vidas ou se integrar à capital do Estado, espalhando-se pelos rios e comunidades da região. Dez anos depois, em 1953, as águas avançaram sobre a Amazônia e passaram a ocupar o centro da narrativa do espetáculo.

    Enredo

    Em “Casa D’Água”, uma casa flutua em meio à enchente histórica do Rio Amazonas. Dentro dela, mãe, filha e um homem vivem encurralados pela chuva incessante, pela subida das águas e pela precariedade de um pequeno casebre de dois cômodos. Conforme o rio avança, novos assoalhos e marombas precisam ser construídos para manter a família acima da água.

    Entre as inúmeras palafitas às margens dos rios, uma permanece solitária, amarrada a um tronco frondoso por um fio de sisal. Ao longe, um barco fantasma atravessa o rio sem ser afetado pelo caos, como se pertencesse a outra realidade. A família observa a embarcação e deseja partir, mas permanece aprisionada pelas águas.

    A enchente também invade o espaço de trabalho do homem. Com o matadouro tomado pelas águas, ele é obrigado a improvisar o abate dos animais dentro da própria casa. Munido de terçado e porrete nas mãos, ele desmancha os animais enquanto os sons do trabalho ecoam pelo ambiente. O sangue atravessa as fissuras das tábuas e se mistura às águas barrentas do Amazonas. Entre um desmanche e outro, ele visita a filha.

    A partir de depoimentos, jornais, relatos de ribeirinhos e elementos do imaginário lendário amazônico, “Casa D’Água” entrelaça realidade e ficção para construir um drama dos rios amazônicos. A obra revisita uma Amazônia marcada pelas grandes águas, pelo deslocamento humano, pelo abandono e pelas transformações sociais provocadas pelo ciclo da borracha.

    A montagem também estabelece um diálogo com determinadas visões consolidadas na literatura brasileira sobre o imaginário amazônico, entre elas referências associadas a Câmara Cascudo, propondo uma perspectiva construída a partir das experiências e memórias da própria região.

    A dramaturgia nasce ainda de uma memória pessoal de Douglas Rodrigues, construída a partir de sua relação com os rios amazônicos e de uma infância em que a água fazia parte da vida cotidiana. “Na aldeia da minha infância o tempo todo se podia ir ao rio. No quente verão ou debaixo da forte chuva, as crianças viviam ensopadas dentro d’água. Não era mistério para nós. Nada supera a beleza dos rios da minha terra”, comenta ele. É dessa reminiscência que surge outra frase que atravessa a criação. “Os igarapés da minha infância já não existem mais”, complementa.

    Na montagem, a água assume diferentes sentidos: é fonte de sobrevivência, ameaça, isolamento e também metáfora daquilo que permanece enquanto outras paisagens, memórias e modos de vida desaparecem.

    “Casa D’Água” integra o projeto Ações Continuadas 2025 – Teatro, da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A nova obra amplia o repertório da Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas – Arte&Fato e reafirma uma trajetória de 25 anos de atividades ininterruptas, fortalecida pelo prêmio plurianual.

    O projeto oferece subsídios para a manutenção de um trabalho artístico continuado, contribuindo para a produção teatral da instituição e para a circulação e afirmação do teatro produzido na região Norte em âmbito nacional.

    Concepção e equipe

    Com concepção da Arte&Fato, “Casa D’Água” tem direção de Douglas Rodrigues e Leonel Worton. A trilha sonora e a direção musical são de Regina Santos, enquanto a cenografia é assinada pela Arte&Fato. Douglas Rodrigues também responde pelo figurino e pela iluminação.

    A preparação corporal é de Branco Souza e a preparação vocal, de Regina Santos. A trilha sonora conta ainda com cordas e violoncelo de Elson Arcos e percussão de Alan Jones.

    O elenco é formado por Karol Medeiros, no papel da Filha; Leonel Worton, como Homem; e Neuriza Figueira, como Mãe. Acácia Mié, Vânia Rosas e Miramaia Félix interpretam as Mulheres da Vila e Mulheres Indígenas. Miramaia Félix também participa dos cantos indígenas Tikuna.

    A produção geral é de Wesley Almeida, com produção executiva da Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas – Arte&Fato. A coordenação do processo – Módulo I é de Bitta Tikuna Catão. A fotografia e a identidade visual são assinadas por Ranyere Frota; a assessoria de imprensa, por Laynna Feitoza; e a acessibilidade, pela Arte&Fato.

    Serviço

    CASA D’ÁGUA
    Um drama dos rios amazônicos.

    São Bernardo do Campo (SP)
    Data: 25 de setembro de 2026, sexta-feira
    Horário: 20h
    Local: Teatro Elis Regina
    Endereço: Avenida João Firmino, 900, bairro Assunção

    São Paulo (SP)
    Data: 26 de setembro de 2026, sábado
    Horário: 20h
    Local: Centro Cultural São Paulo – CCSP
    Endereço: Rua Vergueiro, 1000, bairro Liberdade

  • Entenda como revalidar diploma estrangeiro no Brasil

    Entenda como revalidar diploma estrangeiro no Brasil

    Os diplomas emitidos no exterior devem passar por um processo de revalidação ou reconhecimento em universidades brasileiras para terem validade no Brasil. O procedimento é realizado pela Plataforma Carolina Bori, sistema disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC) para gerir os pedidos e reunir as informações necessárias aos requerentes. A análise documental, a avaliação acadêmica e o parecer final são de responsabilidade exclusiva das instituições de educação superior competentes, não cabendo ao MEC a avaliação individual dos títulos.

    A plataforma também gerencia o reconhecimento de títulos estrangeiros de mestrado ou doutorado. Para disciplinas de graduação, como bacharelado, licenciatura ou formação superior equivalente, a revalidação é conduzida exclusivamente por universidades públicas que ofereçam cursos reconhecidos na mesma área ou em nível igual, observados os demais requisitos previstos na legislação. Já no caso da pós-graduação, o reconhecimento pode ser realizado tanto por universidades públicas quanto privadas, desde que possuam programas avaliados e reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na mesma área e em nível igual ou superior ao título estrangeiro.

    A revalidação atende tanto brasileiros que se graduaram no exterior quanto estrangeiros que pretendem atuar no Brasil. A validação do diploma é indispensável para o exercício profissional, a continuação dos estudos em instituições brasileiras e a comprovação da qualificação acadêmica em território nacional.

    Documentação – Para solicitar a revalidação, o interessado deve acessar a Plataforma Carolina Bori,  selecionar a instituição revalidadora e apresentar a documentação exigida pela legislação e pela universidade escolhida. Entre os documentos previstos na Resolução CNE/CES nº 2, de 19 de dezembro de 2024, estão o diploma, o histórico escolar e o projeto pedagógico ou matriz curricular do curso. As universidades revalidadoras podem exigir documentos adicionais referentes às diferentes áreas e aos cursos ofertados, conforme previsto na Portaria MEC nº 1.151, de 19 de junho de 2023. A legislação aplicável e as orientações sobre a documentação podem ser consultadas na página de legislação da Plataforma Carolina Bori .

    O processo de revalidação inclui análise da regularidade e legalidade da instituição e do curso, avaliação do desempenho acadêmico do interessado e do aproveitamento na realização do curso, das condições de organização acadêmica do curso e, em alguns casos, do desempenho global da instituição ofertante, especialmente nas atividades de pesquisa, por meio de indicadores reconhecidos internacionalmente no ambiente de pesquisa stricto sensu .

    Estudantes da pós-graduação que pretendem solicitar a revalidação, devem apresentar um conjunto documental composto por: diploma, tese ou dissertação em formato digital, ata da defesa, histórico escolar com a carga horária e, se houver, as publicações científicas. Quando necessário, a documentação deverá apresentar tradução para o português.

    Destaca-se ainda que são consideradas as características internas o curso emissor do diplima, como o reconhecimento pelas autoridades competentes do país de origem, a organização institucional da pesquisa acadêmica, a forma de avaliação do candidato para integralização do curso, o processo de orientação e o resultado da defesa da tese ou dissertação.

    A universidade responsável pelo reconhecimento pode instituir comitês de avaliação, com a participação de professores ou pesquisadores externos ao corpo docente institucional, desde que possuam perfil acadêmico adequado.

    Medicina –  Os diplomas estrangeiros de medicina seguem procedimento específico. A revalidação deve ser iniciada diretamente em universidade pública brasileira que tenha curso de medicina reconhecido. A universidade analisa a regularidade da documentação apresentada e expede certidão de habilitação do requerente. Após essa etapa, o interessado estará apto a participar do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida), aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), conforme cronograma do órgão.

    O Revalida é uma prova unificada e aplicada em duas etapas. A fase teórica abrange as grandes áreas da medicina, enquanto a fase prática avalia habilidades clínicas divididas em estações com pacientes simulados, segundo as diretrizes de cada instituição. A revalidação de diplomas médicos é formalizada por instituições públicas de educação superior que aderem ao exame.

    Após a aprovação nas duas etapas do Revalida, o interessado deve apresentar os resultados à universidade pública responsável pelo seu processo. As instituições revalidadoras  reconhecem a aprovação no exame como demonstração de competências teóricas e práticas compatíveis com as exigências da formação médica no Brasil, dando prosseguimento à conclusão do processo e, quando cabível, ao apostilamento do diploma.

  • Renda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência

    Renda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência

    O rendimento médio do trabalhador com deficiência (R$ 2.053) representava cerca de 70% do rendimento médio daqueles sem deficiência (R$ 2.890), segundo dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (18).

    “Em todos os grupos de atividades econômicas, as pessoas com deficiência recebiam menos do que as pessoas sem deficiência. Além disso elas também estavam mais concentradas nas atividades que remuneravam menos, que são serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação”, explica o pesquisador do IBGE João Hallak Neto.

    O segmento de administração pública, educação, saúde e serviços sociais era o que concentra os melhores rendimentos. Neste setor, pessoas com deficiência recebem, em média, R$ 3.223, cerca de 78% do valor recebido pelas pessoas sem deficiência (R$ 4.146).

    Nos lares com morador com deficiência, a renda do trabalho representava 55,7% do rendimento médio total do domicílio. Outros 44,3% vinham de outras fontes. Já naqueles lares sem pessoas com deficiência, a renda do trabalho respondia por 78,4%, enquanto 21,6% vinham de outras fontes.

    Ocupação

    O nível de ocupação entre as pessoas com deficiência era de 29%. Isso significa que apenas três em dez pessoas em idade de trabalhar estavam empregadas. Para efeitos de comparação, o nível de ocupação de pessoas sem deficiência era 55,8%, ou seja, quase duas vezes maior.

    De acordo com o Censo 2022, a população em idade de trabalho que apresentava alguma deficiência era de 13,71 milhões, das quais 3,97 milhões estavam ocupadas.

    A pesquisa mostrou ainda que, entre aqueles com deficiência, o menor nível de ocupação encontrava-se no grupo de pessoas com dificuldades associadas a alguma limitação nas funções mentais (12,9%).

    Também apresentavam níveis de ocupação abaixo da média, aqueles com dificuldade de caminhar ou subir degraus (17,2%) e pegar objetos pequenos (17,7%). Aqueles que têm mais de uma dificuldade apresentavam nível de 15,6%.

    Os grupos com mais gente ocupada eram aqueles com dificuldade de enxergar (35,9%) e de ouvir (27,5%).

    Analisando-se por sexo e por cor ou raça, as pessoas pretas ou pardas tinham um nível de ocupação maior que os brancos, tanto entre os homens quanto entre as mulheres: homens pretos e pardos (36%), homens brancos (34,6%), mulheres pretas ou pardas (25,6%) e mulheres brancas (22,7%).

    Em relação à cor ou raça, a tendência é diferente entre aqueles sem deficiência, em que o nível de ocupação era maior entre os brancos.

  • TRE-AM mantém decisões sobre desinformação e propaganda eleitoral antecipada na Internet

    TRE-AM mantém decisões sobre desinformação e propaganda eleitoral antecipada na Internet

    O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) manteve decisões de primeira instância em dois processos relacionados à divulgação de conteúdo político na internet. Os casos envolvem propaganda eleitoral antecipada negativa e desinformação por descontextualização, com decisões que determinaram, respectivamente, a retirada de publicações e a concessão de direito de resposta.

    Os julgamentos foram relatados pela juíza auxiliar Mônica Câmara. Em ambos os casos, o Plenário negou provimento aos recursos apresentados pelo mesmo recorrente e manteve as decisões anteriores.

    As decisões reforçam o entendimento de que a liberdade de expressão e a crítica política são protegidas no debate eleitoral, mas devem observar as regras previstas na legislação eleitoral, especialmente quando o conteúdo divulgado pode caracterizar propaganda antecipada ou apresentar informações de forma descontextualizada.

    A atuação da Justiça Eleitoral nesses casos busca assegurar o equilíbrio do processo eleitoral e o direito dos eleitores ao acesso a informações que permitam a compreensão adequada dos fatos relacionados às eleições.

    Propaganda antecipada

    Em um dos casos, a condenação por propaganda eleitoral antecipada negativa foi mantida em relação à publicação de quatro vídeos nas redes sociais Instagram e Facebook.

    Segundo a decisão, o conteúdo atribuía a pré-candidato ao Senado acusações relacionadas a supostas fraudes financeiras sem a apresentação de elementos que as comprovassem. Em uma das publicações, o recorrente encerrou a manifestação com a expressão “rasgar essa gente do mapa”.

    Ao analisar o caso, a relatora destacou que a caracterização do pedido explícito de não voto não depende necessariamente da utilização de expressões literais como “não vote”. Segundo o entendimento adotado no julgamento, também podem ser considerados os chamados “equivalentes semânticos”, quando a mensagem, pelo contexto e pela forma como é apresentada, produz efeito equivalente.

    Com esse entendimento, o Tribunal considerou que as publicações ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram propaganda eleitoral antecipada negativa. O Plenário manteve a determinação de retirada do conteúdo e a multa de R$ 10 mil, considerando, entre outros aspectos, a quantidade de publicações e o alcance da divulgação.

    Direito de resposta por descontextualização

    Em outro processo relacionado ao mesmo recorrente, o Plenário manteve o direito de resposta concedido a uma candidatura ao Governo do Estado em razão de conteúdo publicado no perfil do Instagram.

    Na publicação, o recorrente afirmou que a candidatura deveria “devolver o dinheiro que o TRE está cobrando da campanha de 2024”, em função da aprovação, com ressalvas, das contas eleitorais do referente ano.

    Na análise do caso, a Corte considerou que, embora existisse decisão de primeira instância pela desaprovação das contas da campanha de 2024, havia também recurso ordinário pendente de julgamento. Para o Tribunal, a apresentação apenas da primeira informação, sem mencionar a existência do recurso e o estágio do processo, retirou do fato elementos relevantes para sua correta compreensão.

    A decisão classificou a situação como desinformação por descontextualização, destacando que a divulgação de uma informação verdadeira, quando acompanhada da omissão de circunstância relevante capaz de alterar sua compreensão, pode induzir o público a uma interpretação equivocada.

    O TRE-AM manteve, assim, o direito de resposta previsto no artigo 58 da Lei nº 9.504/1997, a ser publicado no mesmo perfil da rede social e pelo dobro do tempo de exposição do conteúdo questionado.

  • Produção brasileira de carnes deve ultrapassar 34 milhões de toneladas em 2026 e 2027

    Produção brasileira de carnes deve ultrapassar 34 milhões de toneladas em 2026 e 2027

    A produção de carnes bovina, suína e de aves deverá atingir 34,08 milhões de toneladas em 2026, registrando um crescimento de 2% em relação ao volume obtido em 2025. A tendência de alta também é projetada para 2027, quando a soma das três principais proteínas produzidas é estimada em 34,26 milhões de toneladas, leve incremento de 0,5% em relação ao resultado previsto para este ano. Os resultados esperados para a avicultura e suinocultura influenciam nas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15) pela Companhia durante o evento Perspectivas para a Agropecuária Safra 2026/27. O bom desempenho projetado contribui para manter a estabilidade na disponibilidade interna do total de carnes no país, registrando um volume em torno de 22 milhões de toneladas.

    Em 2026, a produção projetada para carne suína acompanha a expansão do plantel de matrizes e os ganhos de produtividade e deve atingir 5,93 milhões de toneladas, mantendo a trajetória de crescimento em 4,79% em relação ao ano passado. Este resultado permite uma expansão de 6,49% nas exportações sem comprometer o abastecimento do mercado interno. Assim, os embarques estão estimados em 1,58 milhão de toneladas ao final deste ano, enquanto a disponibilidade interna está estimada em 4,36 milhões de toneladas, alta de 4,28%.

    Para 2027, o panorama da carne suína é semelhante com uma nova elevação na produção de 3,7%, prevista em 6,15 milhões de toneladas. Além disso, a Conab também espera a continuidade da trajetória positiva das exportações, com o volume total embarcado estimado em 1,65 milhão de toneladas. Mais uma vez, o aumento nas vendas internacionais não deve impactar o mercado doméstico, já que a disponibilidade interna também deve crescer no próximo ano em 3,6%, estimada em 4,52 milhões de toneladas.

    A Conab também projeta acréscimo de 3,1% na produção de carne de frango em 2026 quando comparado com o ano passado, podendo chegar a 16,3 milhões de toneladas. A recuperação nas exportações neste ano influencia na alta estimada. Se em 2025, as vendas ao mercado externo foram impactadas pelo registro de gripe aviária no Rio Grande do Sul, neste ano os principais importadores retomaram as compras elevando o ritmo dos embarques. As estimativas apontam para uma alta de 11,53% nas exportações, estimadas em 5,76 milhões de toneladas ao final de 2026.

    No ano que vem, espera-se continuidade do crescimento da produção, mas em ritmo moderado e ajustado à evolução das exportações. A projeção da Conab é que sejam produzidas 16,7 milhões de toneladas de carne de frango em 2027. A demanda doméstica deverá ser favorecida com crescimento de 3,2% na disponibilidade interna,saindo de 10,57 milhões de toneladas em 2026 para 10,9 milhões de toneladas em 2027, enquanto as vendas ao mercado internacional tendem a crescer em um menor percentual (0,8%), podendo chegar a 5,8 milhões de toneladas.

    No caso da carne bovina, em 2026 a produção é estimada em 11,84 milhões de toneladas, volume levemente inferior ao obtido em 2025, indicando o início da reversão do ciclo pecuário. Já as exportações devem registrar alta de 4,46%, estimadas em 4,73 milhões de toneladas ao final deste ano. A elevação ocorre mesmo com o término da cota de importação chinesa para 2026, além do embargo europeu para carne bovina brasileira e da tarifação dos Estados Unidos.

    Para 2027, a tendência é de recuo mais acentuado na produção, consequência da menor disponibilidade de animais para abate, em função da ampliação da retenção de fêmeas e da recomposição de rebanhos. Assim, a estimativa da Conab é que a produção de carne bovina chegue a 11,41 milhões de toneladas no próximo ano. Diante da menor disponibilidade do produto, as vendas ao mercado internacional devem crescer em um menor ritmo, projetada em 4,843 milhões de toneladas.

    Produção de ovos – Já com relação ao quadro de suprimento de ovos, a estimativa da Conab é de uma produção de 49,7 bilhões de unidades em 2026, alta de 1,37% em relação à projeção do volume produzido em 2025. No ano de 2027, a projeção indica um acréscimo de 3,3% na quantidade de ovos produzidos no país, estimada em 51,3 bilhões de unidades. Os resultados previstos mantêm o movimento de alta na disponibilidade do produto no mercado interno pelos próximos anos.

    Outras informações sobre o panorama de mercado projetado para carnes bovinas, suínas e aves para o próximo ano estão disponíveis na publicação Perspectivas para a Agropecuária Safra 2026/27. O documento também traz a projeção para a produção de arroz, feijão, milho, soja e algodão,além de artigo elaborado pelo Banco do Brasil sobre o crédito rural como um importante instrumento de desenvolvimento da agropecuária brasileira.

     

  • Projeto cria protocolo para atendimento de pessoas LGBTQIA+ no SUS

    Projeto cria protocolo para atendimento de pessoas LGBTQIA+ no SUS

    O Projeto de Lei (PL) 3337/26 cria protocolo nacional para orientar o atendimento da população LGBTQIA+ no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do documento, a ser elaborado pelo Ministério da Saúde, é padronizar os fluxos de atendimento, incluindo a transferência entre a atenção primária, os serviços especializados e as unidades de referência.

    A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

    Alguns pontos do protocolo incluem:

    respeito à dignidade da pessoa humana, à identidade de gênero, à orientação sexual e ao nome social;
    atendimento livre de discriminação, constrangimento, violência
    institucional ou exposição indevida;
    garantia de privacidade, sigilo e confidencialidade das informações;
    adoção de práticas baseadas em evidências científicas e em protocolos
    técnicos reconhecidos.
    Para o atendimento de pessoas trans, a proposta estabelece que o SUS deverá assegurar, no mínimo:

    acolhimento sem condutas humilhantes ou desnecessárias;
    respeito à identidade de gênero e ao nome social em consultas, triagens, prontuários e encaminhamentos, para evitar constrangimentos e falhas de identificação;
    fluxos claros para acesso a consultas, exames, terapias hormonais e acompanhamento multiprofissional;
    integração entre os serviços, para garantir a continuidade do cuidado;
    proibição de práticas clínicas sem o consentimento do paciente;
    acesso a acompanhamento psicológico e multiprofissional, quando houver indicação clínica;
    direito a acompanhante, quando solicitado, respeitadas as regras de sigilo e privacidade.
    Segundo a autora, deputada Dandara (PT-MG), a falta de orientações uniformes pode resultar em desrespeito a direitos dessa comunidade.

    “A medida busca enfrentar a ausência de diretrizes clínicas e assistenciais padronizadas, que ainda expõe essa população a atendimentos desiguais, inseguros e, em muitos casos, marcados por constrangimentos e discriminação”, sustentou a deputada.

    Elaboração do protocolo
    Caberá ao Ministério da Saúde elaborar, revisar e atualizar o protocolo, com participação de entidades da sociedade civil, conselhos profissionais, especialistas e instâncias de controle social do SUS.

    O documento deverá estabelecer diretrizes para cada nível de atenção, fluxos de encaminhamento, critérios para acesso a serviços especializados, regras para registros em prontuário e uso do nome social e orientações para capacitação dos profissionais.

    Próximos passos
    O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Defensoria ajuíza Ação Civil Pública após apagão que afetou capital e região metropolitana

    Defensoria ajuíza Ação Civil Pública após apagão que afetou capital e região metropolitana

    A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM), por meio do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a concessionária Âmbar Energia S.A., em razão da interrupção no fornecimento de energia elétrica registrada em 20 de agosto de 2026, que atingiu os municípios de Manaus, Iranduba e Manacapuru.

    A ação judicial é resultado das apurações realizadas no âmbito de um procedimento coletivo instaurado anteriormente para investigar as circunstâncias e os impactos do episódio. Durante o levantamento, o procedimento foi ampliado para abranger também aspectos relacionados à segurança, à adequação e à conformidade técnica da infraestrutura da rede elétrica, incluindo cabos, fiação, medidores, transformadores e demais componentes do sistema.

    Na ação apresentada à Justiça, o Nudecon requer, entre outras medidas, a revisão e a correção dos estudos de proteção e seletividade relacionados ao sistema de 69 kV, a verificação e a correção da função de falha de disjuntor na Subestação Ponta Negra e a implementação de mecanismos de controle remoto e automação em localidades do interior, especialmente Iranduba e Manacapuru, conforme explica o defensor público e coordenador do Nudecon, Christiano Pinheiro.

    “Essas medidas visam responsabilizar e garantir o suporte às demandas dos consumidores amazonenses. Na ação, também foi requerida a apresentação e execução de plano de manutenção preventiva, além de estudos e documentos técnicos relacionados à segurança e à conformidade de cabos, fiação, conexões, medidores e transformadores utilizados na rede de distribuição”, destacou.

    Medidas e informações solicitadas anteriormente pela Defensoria

    Em relação à Âmbar Energia S.A., empresa responsável pela distribuição de energia elétrica no Amazonas, a investigação anterior buscou apurar eventual relação entre as ocorrências e as intervenções, substituições, instalações ou modificações realizadas pela concessionária. Para isso, a Defensoria solicitou informações sobre se os materiais, equipamentos e transformadores utilizados pela empresa atendem às normas técnicas e regulamentações, bem como se apresentam características técnicas compatíveis com a carga e as condições de operação da rede em que foram instalados.

    Ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a Defensoria questionou se existem registros de certificação envolvendo os equipamentos utilizados pela concessionária e se o Inmetro recomenda a realização de inspeções diante das ocorrências noticiadas.

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) também receberam ofícios com solicitação de levantamento de notas técnicas, laudos, relatórios e outros dados que possam auxiliar a Defensoria a identificar e comparar a eficiência dos serviços prestados pela concessionária de energia antes e depois das trocas de fiação.

  • Trilha Verde da Maria Fumaça valoriza patrimônio histórico e turismo de experiência em MG

    Trilha Verde da Maria Fumaça valoriza patrimônio histórico e turismo de experiência em MG

    Localizada em Minas Gerais, a Trilha Verde da Maria Fumaça é um destino para praticantes de caminhada, cicloturismo e turismo de natureza. Com 92 quilômetros de extensão, e duração média de três dias, o percurso ocupa parte do antigo ramal ferroviário que ligava Diamantina a Corinto e oferece aos visitantes uma experiência que combina patrimônio histórico, paisagens naturais e contato com comunidades locais.

    Inserida nos vales dos rios Jequitinhonha e São Francisco, a trilha atravessa áreas da Serra do Espinhaço, reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera. O trajeto percorre os biomas Cerrado e Mata Atlântica e revela cenários de campo rupestre, serras, rios, cachoeiras, formações geológicas, cavernas e sítios arqueológicos datados de 5 mil anos.

    A rota também integra a trilha de longo curso Transespinhaço, em Minas Gerais. O percurso está dividido em quatro trechos: Diamantina–Barão, Barão–Conselheiro Mata, Conselheiro Mata–Rodeador e Rodeador–Monjolos. Ao longo do caminho, os visitantes encontram opções de alimentação, hospedagem e, em alguns casos, áreas para camping.

    Entre os atrativos culturais estão a cidade histórica de Diamantina, reconhecida por seu patrimônio arquitetônico colonial e a culinária mineira, com destaque para a produção de queijos.

    A trilha passa pelos municípios de Diamantina, Datas, Gouveia e Monjolos e cruza áreas protegidas como as APAMs Barão e Capivara, em Gouveia, e APAM Monjolos, além de estar próxima ao Parque Estadual do Biribiri e ao Parque Nacional das Sempre-Vivas.

    No Brasil, existem atualmente 246 trilhas de longo curso que passam por 327 Unidades de Conservação e somam mais de 25 mil quilômetros, ampliando as oportunidades para atividades ao ar livre e o turismo sustentável.

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