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  • Manaus monitora preços e identifica variação entre combustíveis em junho

    Manaus monitora preços e identifica variação entre combustíveis em junho

    Manaus monitora preços e identifica variação entre combustíveis em junho

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Serviço de Atendimento e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), divulgou, nesta quinta-feira, 25/6, o resultado da Pesquisa Mensal de Preços dos Combustíveis referente ao mês de junho. O levantamento identificou redução de 4,12% no diesel S500 e aumento de 1,45% na gasolina aditivada, em comparação com maio.

    “A pesquisa mensal realizada pelo Procon Manaus tem como objetivo ampliar o acesso da população às informações de consumo e estimular escolhas mais conscientes no momento do abastecimento. O monitoramento dos preços permite que o consumidor compare valores entre diferentes regiões da cidade e busque opções mais vantajosas. Além disso, esse acompanhamento contínuo contribui para fortalecer as ações de fiscalização e garantir maior transparência nas relações de consumo”, declarou a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu.

    Realizada na segunda-feira, 22/6, a pesquisa abrangeu 40 postos de gasolina em diferentes pontos da cidade de Manaus, contemplando todas as zonas da capital. O levantamento inclui os preços da gasolina comum, gasolina aditivada, etanol hidratado, óleo diesel S500 (comum) e óleo diesel S10 (aditivado).

    Nos valores pesquisados, a gasolina comum apresentou o valor de R$ 6,99 em todos os postos pesquisados, enquanto a gasolina aditivada apresentou variação entre R$ 6,99 a R$ 7,19. Em relação ao mês de maio, a gasolina aditivada apresentou um aumento de R$ 0,10, passando de R$ 6,89 para R$ 6,99, o que representa uma alta de 1,45%. Já a gasolina comum se manteve sem redução de preço, no entanto, todos os postos pesquisados praticam o valor de R$ 6,99.

    Entre os combustíveis pesquisados, o diesel S500 (comum) e o diesel S10 (aditivado) ficaram no mesmo valor, variando entre R$ 6,99 e R$ 7,59. Em comparação ao mês anterior, o preço do litro do diesel S500 sofreu uma redução de R$ 0,30, o que representa uma queda de 4,12%, considerando que em maio o menor valor encontrado foi de R$ 7,29. O diesel S10 (aditivado), por outro lado, permaneceu estável considerando o mês de anterior, variando entre R$ 6,99 a R$ 7,59.

    O preço do litro do combustível etanol encontra-se no valor de R$ 4,89 a R$ 5,29. Observando o mês anterior, há uma redução de R$ 0,10, uma vez que em maio o menor valor pesquisado foi de R$ 4,99.

    A divulgação dos preços oferece informações à sociedade, permitindo que os cidadãos tenham acesso às diferenças de preços entre postos de combustíveis em diferentes bairros da capital o que facilita a escolha mais consciente do local de abastecimento, ainda, o monitoramento subsidia a atuação do Procon Manaus.

    Confira a pesquisa completa

  • Manaus realiza nova ação para remover faixas, banners e lambe-lambes instalados em locais proibidos da capital

    Manaus realiza nova ação para remover faixas, banners e lambe-lambes instalados em locais proibidos da capital

    Manaus realiza nova ação para remover faixas, banners e lambe-lambes instalados em locais proibidos da capital

    A Prefeitura de Manaus volta a intensificar as ações de combate à poluição visual na capital, promovendo a retirada de engenhos publicitários irregulares espalhados por toda a cidade. Nesta quinta-feira, 25/6, sob coordenação do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), mais uma ação de retirada foi realizada desde a avenida São Jorge até a avenida Jacira Reis, passando pela Darcy Vargas, removendo faixas, banners, windbanners, cartazes e lambe-lambes instalados sem autorização, em descumprimento ao Código de Posturas de Manaus.

    Participaram dos serviços as equipes das secretarias municipais de Limpeza Urbana (Semulsp) e de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), com a Guarda Municipal, além do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

    O objetivo é combater a poluição visual, ordenar o espaço público e valorizar a paisagem urbana, deixando Manaus mais limpa, bonita e organizada. Para o diretor-presidente do instituto, Antônio Peixoto, o trabalho tem caráter permanente e busca conscientizar a população sobre a importância do cumprimento do ordenamento urbano, para o bem de todos e para deixar uma cidade mais limpa.

    Lambe-lambe é um tipo de cartaz impresso em papel, geralmente de baixo custo, que é colado diretamente em muros, postes, tapumes, paredes, fachadas e outros espaços públicos utilizando cola ou pasta adesiva.

    Avenidas

    A ação desta quinta contemplou áreas de grandes avenidas e corredores viários muito utilizados. Empresas e pessoas físicas ou jurídicas que fazem publicidade irregular, em locais como postes, árvores, logradouros públicos, calçadas, sinalização de trânsito, pontes, viadutos, passarelas e outros espaços similares, estão sujeitas ainda a aplicação de multas pela infração, variando de 4 UFMs (Unidade Fiscal do Município) até 70 UFMs, conforme o Código de Posturas da cidade, a lei complementar 005/2014. A UFM está em R$ 152,78.

    É proibido, por exemplo, instalar engenhos em leitos dos rios, igarapés, praias; postes de iluminação pública ou rede de telefonia, faixas ou placas acopladas à sinalização de trânsito; obras públicas, como pontes, viadutos, passarelas, além de estátuas, esculturas, monumentos e bancos em logradouros e similares; no passeio público, salvo quando os mobiliários urbanos são regularizáveis e não prejudiquem a mobilidade urbana. A regulamentação dos engenhos é prevista no Plano Diretor.

    Em excesso, a mídia publicitária acaba formando poluição visual, especialmente com o uso de material gráfico em papel e plástico, deteriorando a paisagem urbana.

  • Cabos colocados em rios no Norte levam internet a 6 milhões de pessoas

    Cabos colocados em rios no Norte levam internet a 6 milhões de pessoas

    Cabos colocados em rios no Norte levam internet a 6 milhões de pessoas

    Pelos menos 6,1 milhões de moradores em comunidades de difícil acesso no norte do país já contam com internet de alta velocidade por meio de cabos de fibra ótica instalados em leitos dos rios do norte do país. Os dados fazem parte de um levantamento sobre o programa “Norte Conectado” divulgado nessa quinta-feira (25) pelo Ministério das Comunicações. 

    Esses cabos fazem parte da estrutura de “infovias subfluviais”, como é chamada essa tecnologia. Atualmente existem cinco já implementadas. O governo pretende instalar mais quatro infovias ,ampliar o público beneficiado para 7,5 milhões de pessoas e chegar, ao todo, a mais 70 comunidades nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia e Roraima. Os recursos são de R$ 1,3 bilhão do Novo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.

    Proteção à floresta

    Em evento em Brasília, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que a implementação dos cabos de fibra ótica nos leitos dos rios evita que haja desmatamento.

    “Levar infraestrutura digital por meio das infovias é uma decisão que respeita a floresta e as pessoas que vivem em municípios onde a conectividade ainda enfrenta obstáculos”, afirmou.

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    O conselheiro Edson Holanda, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse que a conectividade ajuda a garantir desenvolvimento e cidadania aos moradores da região.

    “O meio ambiente deixou de ser barreira para ser o caminho da integração do nosso país na conectividade verde”, disse.

    Infovias

    Há cinco infovias em funcionamento. A número 00 liga Macapá (AP) a Santarém (PA), chega a cinco localidades com 769 quilômetros de fibra óptica subfluvial no Baixo Amazonas. A infovia 01 vai de Santarém (PA) a Manaus (AM), por 11 localidades com 1.054 quilômetros de cabos no Médio Amazonas.

    A Infovia 02 Conecta Manaus (AM) a Atalaia do Norte (AM), passa por 20 localidades e soma mais de 2 mil quilômetros de cabos. A de número 03 liga Belém (PA) a Macapá (AP), vai a seis localidades em 779 quilômetros. A de número 04 conecta Manaus (AM) a Boa Vista (RR), por seis localidades com mais de 1,1 mil quilômetros de infraestrutura.

    “Cada trecho de fibra, cada ponto conectado e cada sistema está se transformando em benefício concreto para a população”, afirmou o ministro.

  • Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento

    Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento

    Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira (26) o funcionamento da plataforma Voy, que oferece tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade, mas que não está registrada como dispositivo médico.

    “Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico. Além disso, a empresa não está regularizada como farmácia ou drogaria e por isso não pode comercializar medicamentos de qualquer natureza”, informou a Anvisa.

    De acordo com comunicado da agência, a empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios Ltda., não tem autorização de funcionamento para esse tipo de atividade.

    A proibição foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e proíbe a plataforma de oferecer e divulgar os serviços.

    A agência alertou ainda que medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade.

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    Outro lado

    À Agência Brasil, a Revia Gestão de Negócios Ltda. informou que tem ciência da proibição e que “avalia os desdobramentos” da medida internamente para se posicionar sobre o assunto “em breve”:

    “Estamos cientes da notícia divulgada e ela já está sendo acompanhada de perto pela nossa equipe responsável. Neste momento, estamos avaliando internamente os desdobramentos para dar um posicionamento em breve.”

  • Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

    Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

    Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

    Após empatar com a Suécia, o Japão garantiu vaga na próxima fase e será o adversário da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026. Os dois vão se enfrentar na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos, um dos países-sedes da competição.

    A partida marca o início do mata-mata do Mundial, fase que reúne 32 seleções na disputa pelo título.

    A seleção japonesa ficou em segundo lugar no Grupo F, liderado pela Holanda. Na fase de grupo, a equipe asiática goleou a Tunísia, marcando quatro gols contra o time africano, desclassificado da competição. Na disputa contra a Holanda, o placar ficou empatado em 2 a 2, na primeira rodada do Mundial.

    O Japão é uma seleção com nível técnico crescente e o confronto não tem favorito, avalia a comentarista de futebol da TV Brasil e da Rádio Nacional, Luciana Zogaib.

    “[O Japão] É uma seleção que joga em transição rápida, é uma equipe que tem equilíbrio emocional, mesmo quando sai atrás, consegue buscar o resultado, como aconteceu na partida contra a Holanda”.

    Em 2025, o Japão também derrotou o Brasil de virada, em um amistoso, no final de 2025, em Tóquio, por 3 a 2. Na ocasião, o técnico do time brasileiro, Carlo Ancelotti, pediu que os jogadores brasileiros desenvolvessem “resiliência mental” e disse que a equipe precisava aprender com os erros.

    “Os japoneses têm o mental forte e nós vamos colocar o nosso [emocional] à prova neste jogo”, brincou Zogaib.

    A comentarista também lembrou que, desde o confronto com o Brasil, ano passado, o Japão não perdeu nenhum jogo. “Eles chegam motivados à Copa”, frisou.

    A evolução do futebol japonês é nítido, acrescentou Rachel Motta, também comentarista esportiva da TV Brasil. Ela chama atenção para a agilidade do time no contra-ataque.

    “A equipe japonesa pode não ter tantos jogadores habilidosos ou com mais nome, porém, o contra-ataque japonês é a arma deles, que marcam muito bem, e aí, a gente precisa mostrar habilidade”, cobrou.

    “Além do Vini Jr. não temos visto tanta habilidade na seleção brasileira”, criticou.

    Zico e o futebol japonês

    A perspectiva do duelo mexe com os torcedores brasileiros, que viram o crescimento do futebol japonês. O país contou com experts brasileiros, como o jogador Zico, Arthur Antunes Coimbra. Ele contribuiu para a profissionalização do esporte no país asiático e comandou a seleção nipônica na Copa de 2006.

     “Que o flamenguista não fique chateado, mas com o Flamengo foram 20 anos e com o Japão foram 22”, brincou, em entrevista à Agência brasil, em abril.

    Fora de campo, os dois países possuem uma longa relação, considerando como marco a chegada de 800 japoneses no navio Kasato Maru, em 1908, que vieram trabalhar nas lavouras de café, em São Paulo.

    Atualmente, o Japão é um dos principais parceiros do Brasil na Ásia. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os países, nos últimos anos, vêm buscando estreitar parcerias e cooperações na área comercial em ciência e tecnologia.

    Entre as áreas mais promissoras, de acordo com o órgão, destacam-se tecnologias da informação e das comunicações, aeroespacial, robótica, ciências médicas e saúde e energias renováveis.

    O Japão é também um dos maiores investidores do Brasil, com US$ 22,8 bilhões em estoque (investido ou em circulação). Os investimentos japoneses são diversificados e incluem setores como o automotivo, de materiais elétricos e siderurgia.

    Em 2023, o dado mais recente indica que o intercâmbio comercial bilateral foi de US$ 11,7 bilhões, com superávit para o Brasil de US$ 1,5 bilhão. As exportações brasileiras para o Japão foram, na maior parte, de produtos como minério de ferro, frango, café, alumínio e milho, enquanto as importações incluíram autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e controle e circuitos integrados.

    Japoneses escolheram São Paulo

    Desde a chegada do navio Kasato Maru a São Paulo, a comunidade nipônica cresceu. A Embaixada Japonesa estima que 2 milhões de japoneses e seus descendentes vivem no país, a maior população nipônica fora do Japão. E, como não poderia ser diferente, a influência cultural deixou marcas, em diversas áreas, como agricultura, gastronomia e artes marciais.

    São Paulo conta com a maior comunidade japonesa do Brasil. O bairro da Liberdade chega a ter toda a atmosfera do Japão, com fachadas escritas com ideogramas e arquitetura oriental.

    Mas há outras cidades brasileiras também marcadas pela presença desses imigrantes, como Assaí, no Paraná; Ivoti, no Rio Grande do Sul; e Tomé-Açu, no Pará.

    De acordo com o MRE, os japoneses são cerca de quatro em cada dez dos 1 milhão de estrangeiros vivendo no Brasil. Já no país insular, do outro lado do globo, vivem 200 mil brasileiros, nas contas do governo japonês.

    “O elo humano é um dos principais patrimônios das relações Brasil-Japão e fomenta o diálogo e a cooperação”, afirmou o ministério.

  • Mascote da Copa de 2014, tatu-bola deve ganhar novo plano de proteção

    Mascote da Copa de 2014, tatu-bola deve ganhar novo plano de proteção

    Mascote da Copa de 2014, tatu-bola deve ganhar novo plano de proteção

    Mascote da Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) ainda tem o futuro ameaçado pela perda de seu habitat natural. Mesmo após tanta visibilidade, o Fuleco da vida real continua na lista de animais sob risco de extinção, e um novo plano de proteção a essa e outras espécies deve ser lançado neste ano para tentar mudar esse cenário.

    Típico da caatinga brasileira, o animal é encontrado em estados do Nordeste, como Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Mas, para sobreviver, tem precisado driblar empreendimentos energéticos, como a instalação de placas solares e turbinas eólicas, além de estradas e o avanço da agropecuária, lista Flávia Miranda, coordenadora científica do Programa de Conservação do Tatu-bola, da Associação Caatinga.

    “As fazendas solares estão sendo muito utilizadas na caatinga e, infelizmente, ficam no pé de uma montanha, área de que o tatu gosta”, disse. Ela explica que as placas não permitem que a vegetação cresça, atrapalhando o modo de vida do animal. Sem a mata, acrescenta, o bichinho fica ainda vulnerável a incêndios e contaminação.

    A caça predatória e de subsistência, para comer, ambas ilegais, ainda fazem parte da cultura regional e também são um perigo. Com a conscientização, principalmente, após a Copa do Mundo, a prática vêm sendo enfrentada, conta o sertanejo Lourisvaldo Camilo, do Projeto Ecologia e Conservação Participativa do Tatu-Bola, da Chapada Diamantina.

    Hoje, Lourisvaldo é um dos responsáveis por capturar o bichinho, em roteiros de turismo científico, em Sumidouro (BA). “Quando a gente era criança, e a situação era ruim, o custo de vida [era alto], a gente pegava o tatu para se alimentar. Mas agora, não, sabemos da importância dele e trabalhamos para preservá-lo”, contou. “

    Assim como nós [seres humanos], eles têm o direito de existir, são parte da natureza”, defendeu.

    ela combinação de ameaças, o tatu-bola permanece desde 2014 como uma espécie ameaçada de extinção, classificado como “em perigo” na lista de fauna ameaçada, a segunda mais preocupante, na escala oficial atualizada neste mês pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Na Copa do Mundo de 2026, há três mascotes que representam os países-sede: a águia-careca (Estados Unidos), animal que foi salvo da extinção; o jaguar (México); e o alce (Canadá).

    Preservação do habitat

    A ampliação das áreas onde o tatu-bola vive, por meio da criação e expansão de unidades de conservação, é uma forma de protegê-lo, segundo os especialistas.

    No início de junho, o governo federal, como parte do plano de proteger a caatinga, ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, incorporando 92 mil hectares à área total da unidade, de 916 mil hectares, e prometeu a extensão do Parque Nacional de Sete Cidades, duas das mais importantes unidades de conservação do Piauí.

    Aliada à Política Nacional para Recuperação da Caatinga — que prevê medidas de preservação e recuperação, também instituída em junho — a ampliação dos parques foi importante para salvar o Fuleco, disse o gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, o agrônomo Emerson Antonio de Oliveira.

    Segundo ele, aquela área é única e concentra, além do tatu-bola, outras espécies ameaçadas, como onças e pássaros.

    “A área da Serra das Confusões, que está próxima à Serra da Capivara, é uma das regiões mais importantes do ponto de vista biológico no Brasil, porque é uma região de contato entre a Caatinga, o Cerrado e floresta densa, há ali um enclave de Mata Atlântica”, explicou. “Ou seja, são três diferentes ecossistemas com uma riqueza de biodiversidade”.

    Os municípios e os estados também podem colaborar protegendo as áreas onde vivem os tatus. Mas não basta criar um parque ou reserva natural, é preciso criar condições para a unidade funcionar, garantindo investimentos e orientando a gestão.

    O biólogo Felipe Melo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi um dos especialistas que lutaram para a criação do Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola, em 2015, a maior unidade de conservação pernambucana, de 110 mil hectares. Pouco depois, no entanto, a área sofreu pressões, por demora na elaboração de um plano de manejo, documento que norteia quais as prioridades para a gestão da unidade.

    Melo, que é coordenador do Laboratório de Ecologia Aplicada da UFPE, denuncia que a unidade só existe no papel.

    “O plano de manejo, por exemplo, se construído de maneira correta, com participação popular, poderia resolver a maior parte dos conflitos com moradores e agricultores na região”, afirma.

    O pesquisador explicou que atividades tradicionais da reserva, de agricultura familiar, são compatíveis com a preservação do tatu no refúgio silvestre e reforçou que desapropriações não foram previstas na área.

    O decreto de criação da RVS Tatu-bola determinava que o plano de manejo e a instalação de um comitê gestor deveriam ser feitos em um ano, o que não ocorreu 11 anos depois. O governo e a Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco, procurados por e-mail e telefone para esclarecer a razão do atraso, não responderam à Agência Brasil.

    Nova estratégia

    Para garantir a sobrevivência do mamífero, está próximo de ser lançado o Plano de Ação Nacional para Conservação do Tamanduá-Bandeira, Tatu-Canastra e o Tatu-Bola, chamado de PAN Tatá. O trabalho é liderado pelo ICMBio e conta com órgãos ambientais, cientistas e organizações da sociedade civil.

    O objetivo é diminuir as principais ameaças a cada espécie do PAN nos próximos cinco anos, por meio de ações como  mapeamento genético e o combate ao atropelamento e à caça.

    Também é prioridade a mobilização de comunidades rurais. O projeto prevê conscientizar agropecuaristas sobre os impactos de agrotóxicos,  ataques de cães e doenças e evitar conflitos com apicultores, no caso do tatu-canastra.

    No planejamento do ICMBio, foram delimitadas as áreas mais importantes para conservação da espécie com a intenção de incentivar os governos a atuarem juntos. A maior parte delas fica no Piauí, onde o governo federal ampliou as unidades de conservação.

    “As áreas foram escolhidas por vários motivos, como por termos vários registros da espécie e mais unidades mais bem conservadas”, explicou a coordenadora do PAN, a analista ambiental do ICMBio Renata Bocorny de Azevedo.

    A priorização, segundo ela, colabora para orientar os órgãos municipais e estaduais, indicando onde os esforços ambientais são mais necessários.

    Na Bahia, também são áreas estratégicas para salvar o Tolypeutes tricinctus o Parque Nacional Boqueirão da Onça e os Parques Estaduais de Canudos, Sumidouro e Morro do Chapéu, acrescentou Flávia Miranda, que é também membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN). Depois, na sequência, listados como mais áreas chave para proteger o tatu-bola estão o Tocantins e Pernambuco.

    Donos de propriedade rurais também podem contribuir para a formação de corredores ecológicos, que ajudam o tatu-bola a circular, transformando fazendas e sítios em Reservas Particulares do Patrimônio Natural, recomenda a especialista em conservação.

     

    “Engenheiro de ecossistema”

    O mascote de 2014 tem comportamento noturno, passa o tempo na vegetação seca da caatinga e só sai para se alimentar.

    Ele come formigas, cupins, larvas e pequenos insetos, colaborando para o controle de pragas. Na natureza, tem ainda o papel de movimentar nutrientes da terra, regenerar e servir de alimento para animais maiores, como onças.

    “Os tatus, em geral, na caatinga, são o que a gente chama de engenheiros de ecossistema”, disse o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Felipe Melo.

    Ele explicou que o hábito do animal, de cavar e fazer tocas, revolve sedimentos e contribui para a qualidade do solo.

    “Onde o tatu vai, ele regenera”.

    Exclusivamente brasileiro, ele ainda tem uma característica única: para se proteger, ele se enrola completamente, formando uma bola de 30 centímetros, mais ou menos o tamanho de um coco, totalmente coberto por sua carapaça. Esse mecanismo de defesa é quase impenetrável e permite que o Tolypeutes tricinctus se proteja de predadores. Porém, deixa o tatu vulnerável aos humanos, que podem simplesmente apanhá-lo no chão.

  • Comissão aprova política de proteção a operadoras de telemarketing contra automação e IA

    Comissão aprova política de proteção a operadoras de telemarketing contra automação e IA

    Comissão aprova política de proteção a operadoras de telemarketing contra automação e IA

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Nacional de Valorização e Proteção das Trabalhadoras Operadoras de Telemarketing.

    O objetivo é oferecer qualificação profissional e proteger as trabalhadoras de demissões causadas pela automação ou pelo uso de inteligência artificial (IA).

    Entre as medidas, que serão coordenadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estão previstas:

  • reuniões entre governo, empresas e trabalhadoras;
  • a oferta de cursos de qualificação para áreas de tecnologia; e
  • o incentivo ao empreendedorismo.
  • A proposta também determina que as empresas ofereçam condições de trabalho que protejam a saúde das trabalhadoras. Isso inclui jornadas e pausas adequadas, mobiliário apropriado, liberdade para usar o banheiro quando necessário e ações para prevenir o assédio moral e sexual.

    A comissão aprovou a versão da relatora (substitutivo), deputada Erika Hilton (Psol-SP), que mantém os principais pontos do Projeto de Lei 2777/24, da deputada Silvye Alves (União-GO), mas formaliza a criação da política sob a coordenação do MTE.

    O novo texto prevê o acompanhamento do setor de telemarketing com dados sobre raça e salários, reforça a fiscalização com base nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e dá prioridade à capacitação digital das profissionais para enfrentar os impactos da automação e da inteligência artificial.

    A proposta estabelece ainda que as medidas poderão ser aplicadas a atividades semelhantes às do telemarketing.

    Próximas etapas
    A proposta, já aprovada também na Comissão de Comunicação, ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • RD Congo já tem mil casos de ebola, que ameaça 3 milhões de crianças

    RD Congo já tem mil casos de ebola, que ameaça 3 milhões de crianças

    RD Congo já tem mil casos de ebola, que ameaça 3 milhões de crianças

    Com mais de mil casos de ebola confirmados, uma grave crise humanitária se desenrola na República Democrática do Congo, RD Congo.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, emitiu um alerta informando que aproximadamente 3 milhões de crianças e adolescentes até 18 anos estão sob risco direto devido à propagação do vírus e ao colapso dos serviços essenciais na região.

    O impacto sobre os mais jovens

    Os dados revelam que crianças e adolescentes representam aproximadamente 15% dos casos confirmados e mais de 25% das mortes. Os menores infectados têm quase o dobro de chance de morrer em comparação com os adultos.

    Na província de Ituri, epicentro da crise, mais da metade das crianças abaixo de cinco anos já sofriam de desnutrição crônica antes do surto, e os índices de imunização são baixos.

    A desnutrição amplia o risco de letalidade do vírus, enquanto os sintomas iniciais do ebola, que se assemelham a doenças comuns como a malária, atrasam o diagnóstico correto.

    Proteção e serviços

    Segundo o Unicef, há 135 órfãos na região recebendo cuidados psicossociais e encaminhamento para serviços de proteção social da organização.

    A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, destacou o desafio que é para as crianças lidar com a perda dos pais em meio a um cenário de boatos e desinformação online.

    A crise já atravessou fronteiras. No país vizinho, Uganda, 20 casos e duas mortes foram confirmadas. Dentre eles, uma criança testou positivo para o vírus e outras 19 estão em quarentena.

    Financiamento internacional

    Em resposta à crise, a agência está atuando junto aos governos da RD Congo e Uganda, com a coordenação da Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças.

    As ações prioritárias envolvem o controle de infecções, rastreamento de contatos, sepultamentos seguros e engajamento comunitário, além da manutenção emergencial de serviços de saúde, nutrição, água e educação.

    Para garantir a continuidade das operações nos próximos seis meses, o Unicef busca arrecadar US$ 70,7 milhões. Desse total, US$ 20 milhões ainda não foram financiados.

    A agência faz um apelo internacional por recursos financeiros e pela garantia de um acesso humanitário seguro e contínuo às comunidades isoladas.

  • Festival de Parintins 2026: Feira de Artesanato Indígena da Fepiam será o maior evento de empreendedorismo originário do Brasil

    Festival de Parintins 2026: Feira de Artesanato Indígena da Fepiam será o maior evento de empreendedorismo originário do Brasil

    Festival de Parintins 2026: Feira de Artesanato Indígena da Fepiam será o maior evento de empreendedorismo originário do Brasil

    A Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam) realiza, nos dias 26, 27 e 28 de junho, durante o 59º Festival Folclórico de Parintins, a 6ª Feira de Artesanato Indígena, considerada a maior iniciativa de empreendedorismo originário do Brasil.

    O evento reunirá mais de 120 expositores indígenas de diversas etnias do Amazonas, promovendo a comercialização de artesanato tradicional e produtos com grafismos indígenas. Para efeito de comparação, a Feira de Arte dos Povos Indígenas, realizada em São Paulo em abril deste ano, contou com cerca de 100 expositores, até então era considerada o maior feira deste segmento.

    Com a ampliação do número de participantes e a expectativa de crescimento nas vendas e na circulação de visitantes, a Fepiam projeta que esta será a maior edição de sua história, consolidando 6ª feira de Artesanato Indígena como uma das principais vitrines do empreendedorismo indígena no Brasil.

    “Mais do que uma feira, este é um espaço de fortalecimento da autonomia econômica dos povos indígenas. A cada edição, mostramos que o empreendedorismo originário é uma ferramenta poderosa de geração de renda, valorização cultural e desenvolvimento sustentável, destaca o diretor-presidente Nilton Makaxi.

    A expectativa para esta edição é superar os resultados históricos alcançados em 2025. No ano passado, a feira da Fepiam movimentou mais de R$ 950 mil em vendas, registrando crescimento de aproximadamente 50% em comparação a 2024, quando o volume de negócios foi de R$ 630 mil.

    Além de fomentar a economia indígena, a feira se consolidou como um dos principais espaços de promoção da diversidade cultural durante o Festival de Parintins, atraindo turistas, investidores e apreciadores da arte produzida pelos povos originários.

    A 6ª Feira de Artesanato Indígena ocorrerá durante os três dias do 59º Festival Folclórico de Parintins, reforçando o papel dos povos indígenas como protagonistas na preservação da cultura, na geração de renda e no desenvolvimento sustentável do estado.

  • Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena

    Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena

    Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena

    A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, instituiu nesta quarta-feira (24) o Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena. O grupo atuará no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

    O colegiado será responsável por propor diretrizes, estratégias e instrumentos voltados à diminuição da mortalidade materna, fetal e infantil, respeitando as especificidades de cada Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). A atuação inclui o monitoramento de indicadores de saúde, análise de fatores de risco e avaliação das ações desenvolvidas nas regiões atendidas.

    Atribuições

    Entre as principais competências do colegiado estão a elaboração de metodologias estratégicas e do Plano de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena, além do acompanhamento da implementação das medidas nos DSEIs.

    Outra função é promover a articulação entre órgãos públicos, organizações da sociedade civil, comunidades indígenas e especialistas, incluindo representantes das medicinas tradicionais indígenas.

    O grupo ainda poderá recomendar medidas para prevenir riscos epidemiológicos, especialmente em áreas com povos indígenas isolados ou de recente contato.

    Nesses casos, as ações deverão seguir princípios como a precaução, o respeito à autodeterminação dos povos e a não imposição de contato, além da proteção integral à vida, às culturas e aos territórios tradicionalmente ocupados.

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