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  • Comércio eletrônico em compras federais é regulamentado

    Comércio eletrônico em compras federais é regulamentado

    O governo federal regulamentou nesta segunda-feira (24) o uso de plataformas de comércio eletrônico nas compras públicas de bens e serviços padronizados.

    A medida foi oficializada por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cria as bases do Sistema de Compras Expressas (Sicx), que pretende tornar as contratações mais rápidas e simplificar a participação de empresas.

    A ideia é permitir que fornecedores usem plataformas digitais que já fazem parte de suas operações comerciais para vender ao poder público. Com isso, o governo espera aproveitar estruturas tecnológicas existentes no mercado e reduzir custos e etapas burocráticas nas compras. O decreto será publicado no Diário Oficial da União.

    Cadastro simplificado

    O novo sistema também prevê um credenciamento digital permanente dos fornecedores, integrado ao Registro Cadastral Unificado (RCU). O cadastro deverá valer para diferentes oportunidades dentro do Sicx, evitando que empresas tenham de apresentar os mesmos documentos a cada nova contratação.

    O lançamento do RCU está previsto para o último trimestre de 2026.

    O Sicx integra a Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP), que busca usar as compras do governo para estimular a economia e promover práticas de desenvolvimento sustentável.

    Mais espaço para MEIs

    Além da regulamentação do Sicx, o governo anunciou mudanças no Contrata+Brasil, plataforma que aproxima Microempreendedores Individuais (MEIs) de órgãos públicos interessados em contratar pequenos serviços.

    A ferramenta passa a contar com a adesão formal de empresas públicas, estatais e autarquias. Entre elas estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Correios, Petrobras e INSS.

    Ministérios como Defesa, Saúde e Educação já participavam do programa.

    Atualmente, a plataforma reúne oportunidades para MEIs que atuam em 272 atividades econômicas de prestação de serviços.

    Dinheiro nas escolas

    Uma das novidades é o incentivo ao uso da plataforma nas compras feitas por escolas públicas com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

    Segundo o governo, cerca de 109 mil escolas recebem recursos do programa. A proposta é ampliar a participação de pequenos empreendedores nesse mercado.

    Mercado de R$ 933 milhões

    O governo também aposta no Contrata+Brasil como ferramenta de inclusão produtiva. O país tem 13,7 milhões de MEIs ativos, mas uma parcela ainda pequena desse grupo vende para o poder público.

    Dados do Sebrae citados pelo governo indicam que 51,6% dos MEIs têm interesse em vender para órgãos públicos. No entanto, apenas 13,6% já realizaram algum negócio com a administração pública.

    Como o MEI participa

    O empreendedor pode entrar na plataforma com a conta Gov.br, completar o cadastro e informar quais serviços oferece. Depois, pode pesquisar oportunidades disponíveis em sua região e apresentar uma proposta com preço e prazo de execução.

    Se for escolhido, o MEI pode ser contratado diretamente pelo órgão público por meio do sistema, sem a necessidade de participar de processos com editais complexos.

    A plataforma está disponível no portal oficial do Contrata+Brasil.

  • Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027

    Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027

    O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027, disse nesta segunda-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

    O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

    O reajuste tem impacto direto nas contas públicas porque o salário mínimo é usado como referência para benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o poder de compra de trabalhadores e beneficiários que recebem o piso.

    “Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, afirmou Durigan nesta noite.

    Inflação define valor

    Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

    A regra atual combina a inflação medida pelo INPC com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo governo poderá alterar o valor final.

    A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da inflação, o que significa aumento real da renda para quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva fique dentro das estimativas consideradas no cálculo.

    Pressão sobre gastos

    O reajuste também representa aumento das despesas do governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao salário mínimo.

    A alta afeta pagamentos como aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.

    Esse efeito torna o salário mínimo uma variável importante para o planejamento das contas públicas. Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa do governo com benefícios vinculados ao piso.

    Efeito na economia

    O aumento também pode estimular o consumo, principalmente entre famílias de menor renda, que tendem a destinar uma parcela maior dos recursos recebidos para despesas básicas.

    Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do governo para ampliar outras despesas. O reajuste do mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre aumento da renda, preservação do poder de compra e controle das contas públicas.

    Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será elaborado levando em conta esse cenário e destacou que o governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outros gastos obrigatórios.

    “Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, argumentou o ministro.

    Orçamento no Congresso

    O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos parlamentares.

    O valor definitivo do salário mínimo só será conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027.

    Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das principais variáveis do Orçamento do próximo ano.

  • Saiba os sintomas e os tratamentos para a febre do Nilo Ocidental

    Saiba os sintomas e os tratamentos para a febre do Nilo Ocidental

    Febre, mal-estar, falta de apetite e manchas na pele estão entre os sintomas da febre do Nilo Ocidental, infecção transmitida principalmente pela picada do pernilongo comum (gênero Culex).

    O estado de São Paulo confirmou os primeiros casos humanos em sua história: uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto (já curada após viagem à região amazônica), e uma adolescente de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos.

    Em todo o país, a vigilância epidemiológica e laboratorial do Ministério da Saúde segue reforçada após a confirmação de outros dois casos em Santa Catarina — com um óbito registrado — e um caso provável no Piauí.

    Sintomas

    Estima-se que apenas 20% das pessoas infectadas desenvolvam manifestações clínicas, que costumam surgir de forma leve, mas podem evoluir.

    Os sintomas mais frequentes da doença incluem:

  • Sinais iniciais e gerais: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos
  • Dores no corpo: dor de cabeça, dor muscular e dor nos olhos
  • Sinais visíveis: manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas)
  • Em uma parcela menor dos infectados, a doença pode evoluir para quadros graves, como encefalite ou meningite.

    Nesses casos, aparecem sintomas como confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões. Diante de qualquer um desses sinais neurológicos, a busca por atendimento médico imediato é indispensável.

    Tratamento

    Por não existir uma vacina ou remédio antiviral específico para combater o vírus do Nilo Ocidental em humanos, o tratamento é totalmente focado no alívio dos sintomas e no suporte ao organismo:

  • Casos leves: o manejo é feito em casa com repouso rigoroso, hidratação abundante e medicamentos sintomáticos receitados por um médico
  • Casos graves: podem exigem internação hospitalar imediata, com suporte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), hidratação intravenosa, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias
  • Diagnóstico e prevenção

    O diagnóstico combina a avaliação dos sintomas com exames de laboratório específicos, considerando também se o paciente esteve em áreas com circulação do vetor.

    A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), Tatiana Lang D’Agostini, destaca que o monitoramento é constante.

    “A confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção.”

    A principal medida preventiva é evitar a reprodução e a picada de pernilongos, com o uso de repelentes, telas nas janelas e eliminação de focos de água parada.

  • Entenda Doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnóstico do piloto Lito Souza

    Entenda Doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnóstico do piloto Lito Souza

    A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil e ganhou atenção pública após o diagnóstico do piloto e youtuber Lito Souza.

    A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. Por isso, a DCJ é um dos tipos das chamadas doenças priônicas. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal.

    De acordo com a professora do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tuane Vieira, em uma minoria de casos, isso ocorre devido à mutação genética. Ela é uma das principais pesquisadoras sobre a doença no país. 

    Também há registros raros de pacientes que desenvolveram DCJ após exposição a príons durante procedimentos médicos invasivos ou que adquiriram uma variante após consumir carne de animais contaminados com o chamado “mal da vaca louca”.

    Ação cerebral

    No entanto, na maior parte da ocorrências, ainda não se sabe por que as células cerebrais passam a acumular os príons. Uma das hipóteses é que seja um efeito colateral drástico a infecções virais, mas ainda não há comprovação.

    “O vírus ele se utiliza da maquinária da célula para se replicar e isso causa um estresse para a célula. Alguns vírus, quando fazem isso, matam a célula, outros conseguem se multiplicar e sair sem matar. A gente tenta entender se esse estresse tem relação com o acúmulo dessas proteínas”, explica a professora.

    De acordo com a especialista, essas partículas também são infectantes, o que ajuda a explicar a rápida evolução dos danos cerebrais.

    “Quando essa forma alterada encontra uma proteína com a forma certa, ela muda essa proteína certa para a forma errada. Aí vira um efeito dominó. Isso vai se aglomerando, o que leva à morte dos neurônios e consequentemente à neurodegeneração.”

    Os sintomas podem variar, a depender da região do cérebro mais afetada, mas geralmente começam com o declínio da memória e de outras funções cognitivas, avançando para dificuldades motoras, de comunicação e perda visual.

    O influenciador e especialista em aviação Lito Sousa foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob. Foto: Lito/ Instagram

    De acordo com relatos publicados pela esposa de Lito, Mila Seidl, o piloto se mantém lúcido, mas já não consegue se movimentar normalmente, e perdeu parte da visão. Em um vídeo publicado no último fim de semana, Lito aparece em um leito hospitalar, falando com dificuldade. 

    Ainda de acordo com a professora e pesquisadora, é mais comum que a doença ocorra em pessoas idosas. No entanto, há também registros em pessoas mais novas. Lito Souza, por exemplo, tem 59 anos.

    “Quando a gente envelhece, a nossa célula também envelhece, então, a capacidade dela de corrigir esses erros, que já não é 100% originalmente, vai diminuindo, por isso aumenta a probabilidade de ter essas doenças”, explica.

    Pesquisas clínicas

    Não há cura para a DCJ, nem sequer tratamento que possa retardar ou deter sua progressão. Dois possíveis medicamentos estão sendo testados nos Estados Unidos, um pela farmacêutica Ionis e o outro pelo Broad Institute, ligado à Universidade de Harvard. A família de Lito tenta incluí-lo nos estudos. A esposa Mila tem publicado vídeos sobre a rápida evolução do quadro. Lito é especialista em aviação e criador do canal Aviões e Músicas, no Youtube.

    Apesar de diferentes, as duas substâncias que estão sendo estudadas demonstraram potencial de diminuir a produção da proteína priônica normal, o que teoricamente reduziria a matéria-prima que poderia ser infectada pela proteína anormal, e consequentemente o acúmulo e a progressão da doença.

    O estudo mais avançado é o da Ionis, com um oligonucleotídeo antissenso (molécula de DNA) aplicado diretamente na medula, por meio de pulsão lombar. A empresa fez testes com 56 participantes em 2024.

    Em março de 2026, iniciou novo recrutamento para testar uma dosagem diferente. Os primeiros resultados só serão divulgados em 2027.

    Segundo a professora, as substâncias em teste tem potencial de reduzir a quantidade de matéria-prima necessária para o surgimento de novos príons, mas podem não ter efeito sobre os estoques acumulados. Isso significa que poderiam retardar a doença, mas não reverter os danos já causados.

    “A gente só tem 100% de certeza que isso funciona depois dos testes. Pode ser que não funcione ou pode ser que não cure, mas prolongue o tempo de vida e melhore a qualidade de vida do paciente.”

    Pesquisas no Brasil

    Pesquisadores brasileiros também buscam tratamento para a DCJ. Parceria do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ com a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal de Goiás investiga os efeitos de dois compostos extraídos da moringa oleífera, conhecida popularmente como acácia-branca. In vitro, os resultados foram animadores.

    “O extrato da planta inibiu essa capacidade que a proteína errada tem de converter a proteína certa. Depois, a gente ligou essa proteína a umas bolinhas magnéticas para pescar quais as moléculas do extrato capazes de interagir com essa proteína e no final chegamos a dois compostos, o ácido clorogênico e o ácido neoclorogênico”, explica Tuane Vieira.

    A alternativa brasileira apresenta ainda uma vantagem: os compostos foram capazes de desagregar os príons que já estavam acumulados. Isso significa que um futuro medicamento à base da substância pode não somente evitar a progressão da doença, mas também desfazer os acúmulos que já causaram danos cerebrais.

    O grupo faz agora experimentos em células humanas e busca financiamento para progredir com os testes em animais em parceria com pesquisadores da França. Por enquanto, a pesquisa está sendo financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e pela Fundação Carlos Chagas de Amparo à pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

    Mas novamente Tuane Vieira ressalva que a pesquisa está num estágio inicial e não descobriu que a moringa pode curar a DCJ. Ela enfatiza que essas substâncias podem interagir de forma danosa com o organismo. Por isso, todas as fases de teste, em animais e em humanos, são necessárias.

    Diagnóstico

    O exame mais avançado para confirmar a DCJ se chama RT-QuIC. No Brasil, ele é feito apenas no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. Como os príons tem capacidade infectante e podem causar uma doença letal, apenas laboratórios com alto nível de biossegurança podem manipulá-los.

    “A gente pega a proteína normal e coloca em contato com uma amostra de líquor do paciente. Depois de uma série de experimentos, a gente consegue detectar se aquela amostra converteu ou não a estrutura da proteína normal em anormal. Esse é o padrão ouro para diagnosticar essa doença ainda em vida”, explica Tuane.

    A realização do RT-QuIC ainda não faz parte das diretrizes brasileiras sobre a doença. No Sistema Único de Saúde, o diagnóstico é feito após exames de imagem como ressonância magnética e tomografia e análise de um biomarcador no líquor. Mas Tuane defende atualização dessas orientações.

    “Esse biomarcador pode aparecer em outras patologias também, e essa é uma doença de progressão rápida, então a gente precisa fechar o diagnóstico rapidamente. A gente está falando de sintomas que evoluem a cada dia. O ideal é que esse resultado seja dado em até cinco dias úteis.”

  • Lei cria Junho Vermelho para incentivar doação de sangue

    Lei cria Junho Vermelho para incentivar doação de sangue

    O mês de junho passará a integrar o calendário de ações de incentivo à doação de sangue. De acordo com a Lei 15.491/2026, o poder público produzirá materiais educativos e campanhas com foco no aumento dos estoques nos hemocentros do país. Outra medida prevista é a iluminação de prédios públicos na cor vermelha.

    A lei estabelece ainda que a implementação das ações deverá respeitar a disponibilidade orçamentária e ocorrer de forma articulada entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

    As atividades também deverão estar alinhadas às diretrizes do Ministério da Saúde.

    Segundo o texto, a campanha busca fortalecer as iniciativas de conscientização sobre a necessidade de doações regulares de sangue. 

    Tais medidas são consideradas essenciais para o atendimento de pacientes em tratamentos médicos, cirurgias, emergências e outras situações que demandem transfusões.

  • Barezão Série B Sicredi: sexta rodada começa com três jogos nesta quarta-feira

    Barezão Série B Sicredi: sexta rodada começa com três jogos nesta quarta-feira

    A disputa pelo topo do Campeonato Amazonense Série B Sicredi ganha novos capítulos nesta quarta-feira (26). A sexta rodada começa com três partidas: CDC Manicoré x RB do Norte, Penarol x Fast Clube e Cliper x Operário. Serão dois jogos no interior e um na capital, movimentando a competição em diferentes frentes da tabela.

    Bacurau x Boto

    Valendo a liderança, CDC Manicoré e RB do Norte se enfrentam às 15h30, no estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, em Manacapuru. As equipes somam dez pontos, e quem sair de campo com a vitória assume a primeira colocação.

    O Bacurau, atual vice-líder, chega ao confronto após empatar em 1 a 1 com o Fast Clube. O Boto, líder da competição, folgou na rodada anterior.

    Leão x Rolo

    Também às 15h30, o Penarol recebe o Fast Clube no estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara. O Leão da Velha Serpa ocupa a sexta posição e vem embalado pela vitória por 2 a 1 sobre o Cliper na rodada passada.

    Do outro lado, o Tricolor aparece na quarta colocação e busca voltar a vencer após empatar em 1 a 1 com o CDC Manicoré.

    Águia x Sapo

    Em Manaus, o estádio Carlos Zamith será palco do duelo entre Cliper e Operário, às 20h. A Águia Dourada ainda busca a primeira vitória na competição e ocupa a última posição.

    O Operário, por sua vez, chega em alta. O Sapão da Terra Preta é o terceiro colocado e vem de uma vitória por 4 a 2 sobre o Unidos do Alvorada.

  • Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática

    Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática

    Invisíveis a olho nu e espalhados em um sistema subterrâneo complexo, fungos são a aposta de um grupo de cientistas para restaurar terras degradadas, combater a desertificação e a crise climática.

    A possibilidade foi apresentada pelas pesquisadoras Toby Kiers e Burenjargal Otgonsuren, que lançaram o resultado de estudos recentes, durante encontro na Embaixada da França em Ulaanbaatar, Mongólia, no contexto da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17).

    Conhecidos como fungos micorrízicos, por estabelecerem simbiose com raízes das plantas, esses organismos formam extensas redes no solo. Enquanto recebem carbono produzido pelas plantas durante a fotossíntese, ajudam-nas a obter água e nutrientes como fósforo e nitrogênio.

    Pesquisadoras usam fungos para recuperar solo e conter crise climática. Foto: Tomas Munita/SPUN

    As redes também contribuem para agregar as partículas do solo, reduzir a erosão e aumentar a resistência das plantas à seca e a outros estresses ambientais.

    A estratégia testada durante os estudos na Mongólia é simples: pequenas áreas de pastagem são cercadas para impedir temporariamente a entrada de animais e a ação humana.

    Essas áreas protegidas podem funcionar como refúgios de biodiversidade subterrânea e, no futuro, como fontes de fungos locais para projetos de restauração de terras degradadas, explicou a bióloga evolucionista Toby Kiers, diretora-executiva da Society for the Protection of Underground Networks (SPUN).

    “É como um banco de sementes, mas de fungos. Eles criam uma infraestrutura viva subterrânea que mantêm o solo unido. São como um sistema circulatório que conecta a vida acima e abaixo do solo.”

    Um solo mais estável e com uma comunidade microbiana saudável oferece melhores condições para o retorno das plantas, que, por sua vez, alimentam novamente os fungos com carbono.

    “É um ciclo. Você perde a diversidade de fungos, perde o carbono que está entrando no solo e perde parte da capacidade de manter o solo unido. Isso dificulta o crescimento das plantas e pode alimentar ainda mais a degradação”, disse Toby Kiers.

    Pastagens em recuperação

    A estratégia ainda está em fase experimental, com a liderança da pesquisadora local Burenjargal Otgonsuren. Ecóloga especializada em micorrizas (associação entre fungos e raízes das plantas), ela cresceu em uma região rural da província de Uvurkhangai e passou parte da infância acompanhando os avós, que eram pastores.

    A experiência também influenciou sua escolha profissional. Ela contou que o avô conhecia as plantas das pastagens e sabia identificar aquelas associadas à qualidade do campo ou utilizadas para fins medicinais. “Tornei-me uma ecóloga que pode ajudar a tratar o planeta.”

    A especialista instalou seis áreas cercadas em regiões de estepe e deserto para interromper temporariamente a pressão do pastoreio. Os primeiros resultados, obtidos em 2025, são promissores: a vegetação dentro das áreas protegidas já apresentava maior altura do que as plantas encontradas fora das cercas.

    A pesquisadora pretende acompanhar os experimentos por pelo menos três anos. Entre as possibilidades futuras está a criação de corredores ou áreas de refúgio mais amplas para conservar os fungos.

    Segundo Burenjargal Otgonsuren, pesquisas indicam que até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas em algum grau. Para isso, porém, não basta replantar a vegetação.

    “Para recuperar a pastagem, a questão mais importante é ter um solo saudável. E, quando falamos de solo saudável, precisamos também proteger a biodiversidade que vive dentro dele.”

    Biodiversidade ainda desconhecida

    A dimensão da biodiversidade encontrada nas estepes mongóis surpreendeu as pesquisadoras. Nas amostras coletadas, cerca de 90% das sequências de DNA fúngico analisadas pertenciam a espécies ainda desconhecidas pela ciência.

    Fungos em microscópio. Foto: Tomas Munita/SPUN

    Foram identificadas 541 unidades taxonômicas associadas aos fungos micorrízicos apenas na região do Gobi. Parte desses organismos parece ser altamente adaptada às condições locais e pode não ocorrer em outras regiões do planeta.

    Isso torna a conservação dos fungos locais particularmente importante. A ideia não é simplesmente transportar fungos de outras regiões para áreas degradadas. “Precisamos proteger essas espécies endêmicas e reproduzi-las nós mesmos para depois utilizá-las”, afirmou Otgonsuren.

    Nova agenda de conservação

    Para Toby Kiers, a descoberta reforça a necessidade de mudar a forma como políticas ambientais tratam a biodiversidade. Em geral, esforços de conservação se concentram em plantas e animais visíveis, enquanto os organismos subterrâneos permanecem fora das áreas prioritárias.

    “Precisamos superar esse viés em favor do que está acima do solo e começar a proteger aquilo que não conseguimos ver.”

    Segundo a pesquisadora, cerca de 90% dos hotspots de biodiversidade microbiana identificados pela SPUN estão fora de áreas protegidas. Ela defendeu que fungos passem a ser incorporados às políticas de combate à desertificação e aos instrumentos de monitoramento da degradação da terra.

    A organização já trabalha com pesquisadores e comunidades locais em diferentes partes do mundo para mapear essas redes subterrâneas. A proposta é que o conhecimento produzido localmente seja incorporado a um atlas global e também às políticas públicas.

    “Estamos convidando as pessoas a integrar os fungos às políticas”, ressaltou. “Eles são componentes vitais de como monitoramos e combatemos a desertificação”, completou.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

  • Povos Katxuyana e Kahyana contam retomada de território pela arte

    Povos Katxuyana e Kahyana contam retomada de território pela arte

    A história de retomada dos territórios pelos povos indígenas Katxuyana e Kahyana estará em exposição a partir do dia 25 deste mês no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. A mostra Katxar kum neero | Nossos lugares verdadeiros reúne fotografias, relatos e artefatos produzidos pelos povos desde 1960.

    São memórias e patrimônios dispersados pelo tempo quando parte dos indígenas foram separados e isolados após serem impedidos de permanecer em seu território tradicional.

    Txamatxama estará no centro da exposição. Woltaire Masaki/Divulgação

    “É uma oportunidade de compartilhar nossas histórias de resistência e resiliência diante de um processo marcado pela violência e pela tentativa de apagamento de nossa existência”, diz Angela Kaxuyana, liderança indígena da Associação Indígena Kaxuyana, Tunayana e Kahyana (Aikatuk).

    Os Katxuyana e Kahyana, junto com outros 16 povos, alguns isolados, sempre habitaram a região localizada no oeste do Pará, divisa com o Amazonas. Na década de 1960, foram removidos de seus territórios pelo regime militar em processos de colonização da Amazônia.

    Museu Goeldi recebe exposição sobre as retomadas dos povos indígenas Katxuyana e Kahyana, por Woltaire Masaki/Divulgação

    Sem nunca perder a conexão com o lugar de pertencimento, os povos resistiram até em 2008, quando a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) inicia o processo de demarcação da Terra Indígena Kaxuyana‑Tunayana, um território de 2 milhões de hectares que abrange os municípios de Faro e Oriximiná (PA) e Nhamundá (AM).

    O processo foi finalizado somente em 2025, quando um decreto reconheceu a homologação, última etapa do processo de devolução do território aos indígenas.

    Curadoria

    A manutenção dos vínculos com a terra, os rios, os antepassados e seus modos de existir até o momento da retomada dos territórios, também estão presentes nas obras escolhidas por uma curadoria compartilhada com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e o Museu Paraense Emílio Goeldi.

    “Na exposição, teremos peças dos Katxuyanas e dos Kahyanas, que são contemporâneas, que eles fazem e utilizam atualmente, e vamos ter peças que pertencem à Coleção Etnográfica do Museu Goeldi, coletadas pelo pesquisador Protásio Frikel na década de 1960”, detalha Lúcia van Velthem, museóloga e pesquisadora do Museu Emílio Goeldi.

    Um dos elementos de destaque da exposição é o txamatxama, um artefato plumário usado para diplomacia entre povos e comunicação com outros seres vivos. É considerado de grande importância cosmológica e sociopolítica pelos povos Katxuyana e Kahyana.

    A exposição fica aberta até o dia 30 de abril de 2027, de quarta a domingo, de 9h às 16 h, no Centro de Exposições Eduardo Galvão, localizado dentro do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.

  • Faixa de Gaza tem 3% das terras agrícolas acessíveis e intactas

    Faixa de Gaza tem 3% das terras agrícolas acessíveis e intactas

    A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, publicou uma avaliação geoespacial revelando que apenas 3% das terras agrícolas da Faixa de Gaza permanecem acessíveis e intactas.

    A agência associa o declínio da acessibilidade das terras agrícolas à expansão para oeste da “linha amarela”. O limite separa a zona de cessar-fogo da área sob controlo militar de Israel, reduzindo o acesso às terras agrícolas.

    Palestinos privados de meios de subsistência

    De acordo com a FAO, até 24 de junho deste ano, apenas 4.091 hectares, equivalentes a 27% do total das terras agrícolas na Faixa de Gaza, permaneciam acessíveis às comunidades palestinas.

    Desses, apenas 448 hectares, cerca de 3% do total das terras agrícolas, permaneciam simultaneamente acessíveis e intactos.

    Os restantes 3 643 hectares, ou 24% do total das terras agrícolas, estavam danificados e exigiriam reabilitação antes de poderem ser novamente cultivados.

    Desde o cessar-fogo assinado em outubro de 2025, as terras agrícolas acessíveis e intactas diminuíram de 601 para 448 hectares. Trata-se de uma perda de 153 hectares, equivalente a 25,5% da área agrícola acessível e intacta em Gaza, revela a agência da ONU.

    A cidade de Rafah apresenta os níveis mais elevados de inacessibilidade, com 97,2% das terras agrícolas e 98,4% da área de estufas inacessíveis.

    © WFP/Maxime Le Lijour Alimentos são distribuídos para pessoas que vivem em um acampamento improvisado em Gaza.

    Quadro de deterioração do setor agrícola

    Perante esta última atualização, o diretor do Escriório de Emergências e Resiliência da FAO, Rein Paulsen, alertou para o “quadro sombrio” de progressiva deterioração do setor agrícola na Faixa de Gaza.

    O representante sublinha que a perda de acesso às terras agrícolas tem vindo a reduzir a capacidade de produção dos agricultores palestinos, mesmo quando os ativos agrícolas permanecem fisicamente intactos.

    Sem ações urgentes para apoiar os agricultores e restabelecer o seu acesso seguro às terras, as oportunidades de restabelecer a produção local de alimentos na Palestina continuarão a diminuir, avisa Rein Paulsen.

    Escassez crítica de recursos

    A FAO nota que, para além do acesso limitado à terra, os agricultores palestinos também enfrentam grande falta de sementes, fertilizantes, equipamentos de irrigação, combustível e outros materiais de produção.

    Os criadores de gado também têm dificuldade em obter rações, produtos veterinários e serviços de saúde animal.

    Os recursos necessários para a produção agrícola e pecuária são limitados, de qualidade decrescente e demasiado dispendiosos para a maioria dos agregados familiares.

    Neste sentido, a agência da ONU lançou um apelo urgente para o restabelecimento da produção agrícola em Gaza, apelando a um acesso seguro e desimpedido às terras e aos meios de subsistência dos agricultores palestinos.

  • SouManaus 2026 abre reservas para pulseiras e define sete pontos de retirada

    SouManaus 2026 abre reservas para pulseiras e define sete pontos de retirada

    A Prefeitura de Manaus iniciou nesta segunda-feira (24) o sistema de reservas para o “#SouManaus Passo a Paço 2026”. O primeiro lote de vagas será disponibilizado às 19h, exclusivamente pela plataforma oficial do festival. A programação acontece de 4 a 13 de setembro, no centro histórico da capital amazonense.

    Ao todo, serão cinco lotes de reservas, liberados diariamente às 19h. O segundo lote estará disponível no dia 25 de agosto, seguido pelo terceiro, no dia 26; quarto, no dia 27; e quinto, no dia 28.

    A reserva é gratuita, mas não representa o ingresso para o festival. O procedimento garante o direito de realizar a troca presencial pela pulseira na data e no ponto de atendimento indicados no comprovante.

    Cada CPF poderá reservar uma vaga por dia para cada palco, conforme a disponibilidade de cada lote.

    Retirada começa na sexta-feira

    A retirada das pulseiras do primeiro lote começa na sexta-feira (28) e segue até 1º de setembro. As demais entregas ocorrerão de acordo com o lote reservado: dia 29 para o segundo lote, dia 30 para o terceiro, dia 31 para o quarto e 1º de setembro para o quinto.

    A retirada é pessoal e intransferível. Para receber a pulseira, será necessário apresentar documento oficial original com foto, como RG, CNH ou passaporte. Documentos digitais serão aceitos apenas por meio de aplicativos oficiais, como Gov.br e Carteira Digital. Fotografias ou cópias não serão válidas.

    Além do documento, o participante deverá entregar um quilo de alimento não perecível. Entre os produtos aceitos estão arroz, feijão, açúcar e farinha. O sal não será aceito. Os alimentos precisam estar dentro do prazo de validade e com a embalagem íntegra.

    A troca deverá ser realizada obrigatoriamente na data e no local indicados no comprovante, sem possibilidade de remarcação ou mudança do ponto de retirada.

    Sete locais estarão disponíveis

    A organização definiu sete pontos para a retirada das pulseiras, distribuídos por diferentes regiões de Manaus. Os locais funcionarão em horários distintos, de acordo com cada unidade.

  • Shopping Phelippe Daou – avenida Camapuã, nº 2.939, Cidade de Deus. Atendimento das 15h às 21h.
  • Vitória Supermercado – Coroado – avenida Cosme Ferreira, nº 1.620, Coroado 1, no estacionamento coberto. Atendimento das 15h às 21h.
  • Galeria dos Remédios – rua Miranda Leão, nº 82, Centro. Atendimento das 13h às 19h.
  • Apá Móveis Torquato – avenida Torquato Tapajós, nº 440, bairro da Paz. Atendimento das 13h às 19h.
  • Shopping Manaus Via Norte – Santa Etelvina, entrada G, piso 2. Atendimento das 15h às 21h.
  • Shopping Ponta Negra – avenida Coronel Teixeira, nº 5.705, Ponta Negra, piso L2. Atendimento das 15h às 21h.
  • Apá Móveis – Bola da Suframa – avenida Rodrigo Otávio, nº 2.241, Crespo. Atendimento das 13h às 19h.
  • Regras de acesso

    A entrada no festival terá regras específicas conforme a faixa etária. Crianças menores de 12 anos não poderão acessar o evento, mesmo acompanhadas dos pais ou responsáveis.

    Adolescentes de 12 a 15 anos incompletos poderão entrar somente acompanhados dos pais ou responsáveis, mediante apresentação de documentação oficial com foto.

    O público também estará sujeito à inspeção e revista na entrada. A recusa aos procedimentos de segurança ou à retirada de objetos proibidos impedirá o acesso ao festival.

    Vagas exclusivas para PcDs

    Pessoas com deficiência terão um lote exclusivo de reservas. Para solicitar a vaga, será necessário enviar pela plataforma oficial um laudo médico ou a Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (CIPCD).

    A pulseira será liberada somente após a aprovação da documentação. A entrega do quilo de alimento e a retirada da pulseira para esse público ocorrerão em local específico informado no comprovante de inscrição.

    Com o conceito “Origens, Águas e Manaus”, o #SouManaus 2026 terá mais de 63 mil metros quadrados de ocupação urbana e reunirá atrações nacionais e artistas locais em uma programação que inclui música, cultura, arte, gastronomia e economia criativa.

    Mais informações sobre reservas, lotes, retirada das pulseiras, programação e regras de acesso estão disponíveis na plataforma oficial do festival.

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