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  • Anvisa registra nova vacina trivalente contra vírus A e B da influenza

    Anvisa registra nova vacina trivalente contra vírus A e B da influenza

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (13/7) o registro da Fluprevli, vacina influenza trivalente (fragmentada e inativada). O imunizante é destinado à imunização ativa a partir de 6 meses de idade contra cepas dos vírus influenza A e B presentes na formulação.

    Em estudos clínicos de suporte, foram observadas elevadas taxas de soroproteção (presença de níveis adequados de anticorpos no sangue, geralmente adquiridos por vacinação ou infecção prévia) e soroconversão (momento em que o organismo começa a produzir anticorpos detectáveis no sangue em resposta a uma infecção ou vacinação), além de eficácia de até 73% na prevenção de influenza em adultos e de até 65% em crianças.

    A influenza é uma infecção viral respiratória de elevada relevância em saúde pública, responsável por surtos sazonais, hospitalizações e óbitos, especialmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades.

    Confira a Resolução 2.743/2026 medida no Diário Oficial da União (DOU).

  • Tempestades de areia causam devastação em comunidades do deserto

    Tempestades de areia causam devastação em comunidades do deserto

    Este 12 de julho é o Dia Internacional de Combate às Tempestades de Areia e Poeira. A iniciativa pretende sensibilizar para as ameaças destas tempestades e impulsionar os esforços internacionais para mitigar as consequências deste fenômeno.

    De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, as tempestades de areia afetam cerca de 330 milhões de pessoas em todo o mundo desde a África Subsaariana ao norte da China e à Austrália.

    Tempestades mais frequentes e intensas

    O Pnuma afirma que o número de pessoas afetadas pelas tempestades pode subir. As alterações climáticas e a má gestão do território estão a retirar vegetação das zonas semiáridas, contribuindo para a desertificação e tempestades mais frequentes e intensas.

    Segundo Doreen Robinson, chefe do ramo de Biodiversidade e Terras do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a restauração de paisagens degradadas e a redução das emissões de gases de efeito estufa podem diminuir a probabilidade de tempestades e melhorar a vida de dezenas de milhões de pessoas.

    Atividades humanas como a desflorestação, o sobre pastoreio e o uso excessivo de água estão a expandir os desertos e a aumentar a probabilidade destas tempestades. As alterações climáticas amplificam estes fatores, com secas e temperaturas mais extremas e frequentes.

    Consequências para a economia e saúde

    As tempestades de areia ocorrem quando ventos fortes encontram solo seco ou exposto, levantando grandes quantidades de areia e poeira para a atmosfera. Uma vez no ar, estas partículas podem ser transportadas por centenas ou até milhares de km.

    As principais fontes destas poeiras minerais são regiões secas do Norte de África, da Península Arábica, da Ásia Central e da China. A Austrália, as Américas e a África do Sul contribuem em menor escala, mas ainda assim de forma relevante.

    Estas tempestades podem provocar vários problemas respiratórios, como asma ou pneumonia, e transportar doenças infeciosas. As partículas mais finas podem penetrar ainda mais profundamente no organismo, atingindo a corrente sanguínea e afetando todos os órgãos do corpo humano.

    Além dos efeitos na saúde, estas tempestades podem ter consequências desastrosas para a agricultura e a indústria, nomeadamente ao destruir colheitas, matar gado, danificar maquinaria e obrigar à suspensão de voos.

    Alerta precoce pode salvar vidas

    O Pnuma aconselha os países afetados por estas tempestades à adoção de uma utilização eficiente da água, à proteção de solos frágeis e ao aumento da cobertura vegetal, de modo a reter água no solo e reduzir a formação de poeira.

    O departamento sublinha ainda que é essencial reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, uma vez que o aumento das temperaturas favorece secas e cria condições propícias a mais tempestades, nota o departamento.

    A par da produção agrícola sem recorrer à desflorestação e ao sobre pastoreio, o Pnuma sublinha que os países podem investir em sistemas de alerta precoce para avisar populações vulneráveis, salvando vidas e reduzindo danos económicos.

  • Desmatamento na Amazônia e no Cerrado continua em queda em junho, aponta Deter

    Desmatamento na Amazônia e no Cerrado continua em queda em junho, aponta Deter

    O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicou nesta sexta-feira (10/7), na plataforma Terra Brasilis, os avisos do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER) referentes a junho de 2026. Junho é o 11º mês do calendário de monitoramento 2025/2026, que vai de agosto de 2025 a julho de 2026.

    Houve queda nos avisos de desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

    Amazônia

    Em junho de 2026, os avisos de desmatamento somaram 297,26 km², ante 457,61 km² em junho de 2025 – queda de 35,0%.

    No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos de desmatamento na Amazônia somaram 2.485,90 km², ante 3.959,98 km² no mesmo intervalo do calendário anterior (agosto de 2024 a junho de 2025) – redução de 37,2%.

    Cerrado

    Em junho de 2026, os avisos de supressão da vegetação nativa no Cerrado somaram 481,53 km², ante 508,69 km² em junho de 2025 – queda de 5,3%. O INPE registra que houve significativa cobertura de nuvens durante o mês, o que pode ter dificultado o mapeamento em determinadas regiões.

    No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos somaram 4.689,40 km², ante 5.091 km² no mesmo período do calendário anterior – queda de 7,9%.

    Sobre o Deter

    O Deter emite avisos diários de supressão, desmatamento e degradação da vegetação nativa, produzidos a partir de imagens dos sensores WFI, a bordo dos satélites CBERS-04, CBERS-04A e Amazônia-1. Seu objetivo é subsidiar as ações de fiscalização e controle realizadas pelos órgãos competentes. Por suas características operacionais, os avisos não constituem taxa mensal de desmatamento: eles indicam uma tendência do comportamento do desmatamento no período monitorado.

    Os dados divulgados nesta data abrangem o período de 1º de agosto de 2025 a 30 de junho de 2026 – os onze primeiros meses do calendário de monitoramento 2025/2026 – e, em separado, o mês de junho de 2026. As comparações seguem a metodologia adotada nas divulgações mensais: mesmo intervalo do calendário anterior e médias das séries históricas de cada monitoramento.

    Acesso aos dados

    Os avisos do DETER para os biomas monitorados estão disponíveis, em transparência ativa, na plataforma Terra Brasilis, do INPE, que reúne as séries de dados, mapas interativos e arquivos para download: terrabrasilis.dpi.inpe.br.

  • Barezinho Sub-20: Amazonas vence Manaus no clássico, e Inter Academy supera Sul América

    Barezinho Sub-20: Amazonas vence Manaus no clássico, e Inter Academy supera Sul América

    Nesta terça-feira (14), ocorreram duas partidas do Campeonato Amazonense Sub-20. No estádio Carlos Zamith, em jogo remarcado da 7ª rodada, o Amazonas venceu o clássico diante do Manaus por 2 a 0. Na Ulbra, pela continuação da 8ª rodada, a Inter Academy aplicou 4 a 2 no Sul América.

    Amazonas 2 x 0 Manaus

    A Onça venceu o Esmeraldino com gols feitos no primeiro tempo. Hugo, aos 15, e Carlos Hermano, aos 18, marcaram os gols do triunfo aurinegro.

    Inter Academy 4 x 2 Sul América

    A Inter superou o Sulão de virada. Asaph Juda abriu o placar aos seis do primeiro tempo a favor do Sul América. Com 12, Luan deixou tudo igual. O próprio Luan marcou o da virada, aos 39.

    No segundo tempo, Daniel Morais fez o terceiro da Inter Academy aos 19. Murilo diminuiu aos 36. Nos acréscimos, Luan fez outro, o terceiro na partida, e deu números finais.

    Próximas partidas

    O duelo entre Manauara e Amazonas vai encerrar a 8ª rodada do Barezinho Sub-20 na próxima sexta-feira (17), às 10h, no estádio Carlos Zamith.

    Os detalhes das partidas da 9ª rodada serão divulgados, posteriormente, pela Federação Amazonense de Futebol (FAF).

  • Literatura infantojuvenil aborda vício em apostas online

    Literatura infantojuvenil aborda vício em apostas online

    Em meio ao crescente debate nacional sobre os impactos das apostas online e campanhas de conscientização, como a “Block no Tigrinho”, a literatura infantojuvenil também passa a discutir o tema. O escritor capixaba Maxwell dos Santos lançou o e-book “Pequenos Sherlocks”, uma obra gratuita que aborda, de forma sensível e educativa, os riscos do vício em jogos de apostas.

    Voltado para crianças, pais e educadores, o livro acompanha uma turma de alunos do 5º ano que decide investigar o desaparecimento do dinheiro arrecadado para a festa de formatura. Durante a apuração, os estudantes descobrem que a própria professora perdeu toda a quantia ao se envolver com o chamado “jogo do tigrinho”, uma das plataformas de apostas online mais populares e controversas do país.

    Em vez de transformar a personagem em alvo de julgamentos, a narrativa apresenta uma mensagem de acolhimento e conscientização. A comunidade escolar se mobiliza para apoiar a professora, incentivando que ela busque tratamento para superar o vício, reforçando valores como empatia, solidariedade e responsabilidade.

    A proposta da obra é estimular o diálogo sobre um tema cada vez mais presente na sociedade brasileira e que já afeta milhares de famílias. Ao utilizar uma linguagem acessível e uma história de investigação, o autor busca aproximar crianças e adolescentes de uma discussão importante, oferecendo ferramentas para que pais e professores conversem sobre os perigos das apostas online.

    Disponibilizado gratuitamente em formato digital, “Pequenos Sherlocks” pode ser utilizado como material de apoio em escolas, projetos de leitura e atividades voltadas à educação financeira e ao uso consciente da internet.

  • Tendência de seca nas regiões centrais pode impactar 2ª safra de milho

    Tendência de seca nas regiões centrais pode impactar 2ª safra de milho

    O trimestre Julho-Agosto-Setembro aprofundará a tendência de seca nas regiões centrais do país, com impactos sobre a segunda safra do milho e a renovação das pastagens, segundo o Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Também é esperada a continuidade das chuvas fortes no centro e norte da Regiões Norte e Região Sul e no litoral do Nordeste, áreas com expressivos acumulados de chuva e boa reserva hídrica nos solos.

    Segundo o boletim deste mês, que analisa as condições climáticas no território nacional e dos fenômenos que interferem no clima do país, como o El Niño (aquecimento das águas na região equatorial do Oceano Pacífico), e as variações de temperatura no Atlântico, impactando as principais culturas, como o milho, feijão e algodão, de acordo com a região analisada. A recuperação das pastagens também foi avaliada pelo levantamento do Inmet.

    Conforme previsão do Instituto, os próximos meses serão de predominância de precipitação abaixo da média climatológica em grande parte da Região Norte. É esperado, em áreas do norte do Amazonas, desvio de até 100 milímetros (mm) abaixo da média climatológica.

    Em relação à temperatura, são previstos valores acima da média climatológica para a maior parte da região, com anomalias de até 2 graus Celsius (°C) nos estados do Amazonas, Acre, Pará, de Roraima, do Tocantins e o norte de Rondônia. Essa condição favorece cenários de baixa dos rios e maior fragilidade dos ambientes para incêndios e queimadas, embora a região tenha tido uma boa distribuição de água em parte considerável dos territórios.

    “Mesmo com a previsão de precipitação abaixo da média e temperaturas mais elevadas, os elevados níveis de armazenamento de água no solo nessas áreas tendem a favorecer as lavouras de milho segunda safra e sorgo em fase de maturação e colheita entre julho e agosto, contribuindo para a redução da umidade dos grãos, ampliação das janelas operacionais de colheita e a preservação da qualidade do produto colhido”, aponta o relatório.

    É esperado também impacto nas lavouras tardias de milho e nas pastagens, em setembro, especialmente no Tocantins, Amapá e sudeste do Pará, onde o déficit hídrico pode chegar a 130 mm.

    Chuvas irregulares

    No mês de junho, de acordo com o Inmet, houve uma distribuição irregular de chuvas, concentradas nas áreas já descritas (norte da Região Norte, na faixa litorânea da Região Nordeste e em parte da Região Sul), com totais mensais acima de 150 mm e manutenção de níveis de armazenamento de água no solo acima de 70% da capacidade de água disponível (CAD).

    Essas condições favorecem culturas que estão em momento de consumo de água, com o momento de crescimento dos grãos de milho (segunda safra) e feijão.

    A maior parte de Mato Grosso, Goiás, do Distrito Federal, Tocantins, norte de Minas Gerais, Espírito Santo, interior da Região Nordeste, sul do Pará e de Rondônia, por sua vez, registraram acumulados mensais inferiores a 40 mm e menores níveis de armazenamento de água no solo.

    Estas áreas, assim como o sudeste do Pará, têm níveis de armazenamento de água no solo abaixo de 15% da CAD, o que deve se agravar nos próximos meses. Essa condição também dificulta o crescimento de pastagens, o que terá impactos no curto e médio prazo para os rebanhos.

    Lavoura de algodão: umidade do ar mais fraca favorece a cultura de algodão – CNA/Wenderson Araujo/Trilux

    No centro-oeste a condição de umidade relativa do ar mais fraca favorece a cultura de algodão, em fase de maturação, principalmente em Goiás, mas aprofunda o risco de perda de produtividade na segunda safra do milho, impactando custos de proteína animal no segundo semestre.

    Região Sul

    No Sul, as condições foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho no Paraná, que teve acumulados expressivos de chuvas.

    “De modo geral, as lavouras de inverno apresentam bom desenvolvimento. Entretanto, a persistência de chuvas frequentes, associada à menor disponibilidade de radiação solar, favorece a ocorrência de doenças fúngicas”, alerta o Inmet.

    “Exigindo maior atenção dos produtores, principalmente em lavouras em estádios fenológicos mais avançados, nas quais o impacto sobre a produtividade pode ser mais significativo”, acrescenta.

    Nordeste

    Segundo a previsão a temperatura deverá permanecer acima da média histórica em toda a Região Nordeste, com anomalias variando entre 0,5 °C a 1,0 °C em grande parte das áreas. Os maiores desvios são previstos para o Maranhão, o extremo oeste da Bahia e o sudoeste e centro-norte do Piauí, podendo atingir até 2°C acima da média climatológica.

    A faixa litorânea não deve ter impactos relevantes de seca, com a atuação de sistemas meteorológicos como os Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), que trazem umidade do oceano.

    Em agosto, o déficit será intensificado e vai se expandir para o extremo oeste da Bahia e para áreas do interior da Paraíba e de Pernambuco. Em setembro, a previsão indica déficits superiores a 100 mm em grande parte do interior da região.

    “Esse cenário exige maior atenção às lavouras de milho e feijão terceiras safras, conduzidas em sistema de sequeiro, principalmente aquelas que se encontrarem em estádios reprodutivos ou de enchimento de grãos”, diz o estudo.

    “Nessas condições, o aumento da demanda evapotranspirativa poderá comprometer a floração, a formação de vagens e o enchimento de grãos, com risco de redução do potencial produtivo, especialmente no semiárido oriental e em áreas do eixo Sealba (Sergipe, Alagoas e leste da Bahia)”, explica.

    As lavouras de algodão, por sua vez, terão ganhos de qualidade, o que não se observa com as pastagens, que devem ter queda considerável de produtividade já nesse trimestre vindouro.

    Ar mais quente

    O Centro-Oeste terá anomalia com ar mais quente, variando em torno de 2°C. O bom cenário de chuvas no primeiro semestre tende a garantir boa colheita para a região, nos próximos meses, para o milho, sorgo e algodão. O predomínio de condições mais secas tende a favorecer a conclusão das atividades de colheita e o preparo das áreas agrícolas para a próxima safra.

    A região pantaneira, a previsão é ter um inverno equilibrado, enquanto no norte de Mato Grosso e nordeste de Goiás devem apresentar déficit hídrico ainda neste trimestre.

    Reservatórios

    A Região Sudeste terá manutenção das médias de precipitação, com exceção do Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais, para os quais é esperado déficit hídrico. Toda a região deve ter temperaturas cerca de 1°C acima das médias históricas.

    Como se espera um trimestre com médias de temperaturas altas a cafeicultura, as hortaliças e as culturas de inverno irrigadas devem ter boas condições de produtividade. O Inmet alerta, porém, para a pressão sobre os reservatórios de água da região, que deve ter demanda acima da média.

    Alerta para fungos

    No Sul, a expectativa é de ocorrência de excedentes hídricos significativos, especialmente nos meses de julho e setembro, quando os volumes poderão superar 150 mm. As áreas com maior prevalência serão o norte do Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina.

    A condição favorece as culturas de inverno, mas exige maior cuidado fitossanitário, pois permite maior desenvolvimento de pragas de origem fúngica.

    Além disso, o boletim alerta para a ocorrência frequente de chuvas que poderão reduzir as janelas operacionais para a realização de tratos culturais, como aplicações de fertilizantes e defensivos agrícolas.

    Segundo o Inmet, estas chuvas têm relação já conhecida com o fenômeno El Niño, confirmado pelos padrões adotados pelo instituto, com previsão de se manterem até fevereiro de 2027.

    Este ano, porém, não é esperada uma variação expressiva do gradiente térmico do Atlântico Tropical Dipolo do Atlântico, fenômeno semelhante ao das águas do Pacífico (El Niño). Dessa forma, as condições nos próximos meses no Atlântico tendem a apresentar-se em neutralidade.

    O mesmo não se pode dizer do El Niño, que será intenso e já impacta chuvas na Região Sul, no litoral do Pacífico na América do Sul e nas temperaturas na América do Norte, Europa e leste asiático.

  • Lei inclui educação política e cidadania no currículo da educação básica

    Lei inclui educação política e cidadania no currículo da educação básica

    Conteúdos sobre educação política e direitos da cidadania passarão a integrar o currículo obrigatório da educação básica de todo o país. A inclusão dos temas é determinada em lei sancionada sem vetos pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (14).

    A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) já determina que os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio abranjam o estudo da realidade social e política, especialmente do Brasil. A Lei 15.468, de 2026, inclui a educação política e os direitos da cidadania entre os conteúdos obrigatórios dessa área de estudo.

    A norma tem origem no PL 4.088/2023, aprovado no Senado em junho, com relatório favorável do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

    Segundo o relator, a mudança contribui para que o tema seja abordado em todas as escolas, “fortalecendo o já previsto nos dispositivos mais gerais da LDB”.

    Fonte: Agência Senado

  • Câmara aprova projeto que torna permanentes os incentivos para a indústria da reciclagem

    Câmara aprova projeto que torna permanentes os incentivos para a indústria da reciclagem

    A Câmara dos Deputados aprovou proposta que torna permanentes os incentivos à indústria de reciclagem previstos na Lei 14.260/21. A proposta também aumenta de 1% para 4% a dedução do Imposto de Renda permitida à pessoa jurídica que destinar recursos a projetos do setor.

    O prazo final para que indústrias e entidades dedicadas à reutilização, ao tratamento e à reciclagem de resíduos sólidos produzidos no território nacional usufruam dos benefícios acabaria em 31 de dezembro de 2026.

    De autoria do deputado Ronaldo Nogueira (Republicanos-RS), o Projeto de Lei 1361/25 foi aprovado com substitutivo do relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). O texto será enviado ao Senado.

    Os incentivos foram criados pela Lei 14.260/21, mas a regulamentação que efetivamente permitiu às empresas contarem com os benefícios foi publicada apenas em dezembro de 2024, ocasionando um prazo de apenas dois anos de vigência.

    Essa lei permite que pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real deduzam do Imposto de Renda valores aportados em projetos previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente relacionados ao tema.

    Os projetos podem ser de:

  • capacitação e assessoria técnica, inclusive de intercâmbios;
  • incubação de micro e pequenas empresas ou cooperativas de reciclagem;
  • implantação e adaptação de infraestrutura física desses empreendedores;
  • compra de equipamentos e veículos para a coleta seletiva e beneficiamento de materiais; ou
  • fortalecimento da participação dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas cadeias de reciclagem.
  • Total a deduzir
    Na lei vigente, o total que as empresas incentivadoras podem deduzir é de 1% do imposto devido, e a proposta aprovada pela Câmara aumenta esse percentual para 4%.

    Em razão disso, o relator, deputado Arnaldo Jardim, acatou emenda do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) para condicionar o limite total de renúncia fiscal à previsão constante da Lei Orçamentária Anual (LOA).

    Arnaldo Jardim afirmou que a elevação do limite de dedução corrige uma “relevante assimetria” com os incentivos a outros setores. “Essa correção restabelece a coerência interna do próprio sistema federal de incentivos fiscais. A legislação brasileira já assegura, aos instrumentos que fomentam o desenvolvimento social e humano, tetos de dedução superiores ao hoje conferido à reciclagem”, disse.

    Jardim reconheceu que o projeto implica renúncia de receita ao tornar permanente um benefício fiscal existente. Mas, segundo ele, o impacto é previsível e limitado. “A medida tende a produzir externalidades fiscais positivas, ao reduzir os custos públicos com a gestão de resíduos sólidos e ao fomentar a atividade econômica e a geração de renda na cadeia da reciclagem”, afirmou o relator.

    Outro ponto ressaltado por Jardim foi a dimensão social da proposta, que beneficia cooperativas e associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis. “Ao direcionar recursos para projetos de reciclagem, cria-se um ambiente favorável ao fortalecimento dessas organizações, aumentando sua capacidade operacional”, disse.

    Segundo o Atlas Brasileiro da Reciclagem 2024, organizações de catadores que dispõem de um “kit básico”, composto, ao menos, por uma prensa, uma balança e uma mesa ou esteira de triagem, alcançam produtividade média de cerca de 2,2 toneladas por trabalhador ao mês.

    Já as que não contam com essa estrutura registram produtividade média de aproximadamente 1 tonelada por trabalhador ao mês. “Os dados indicam que investimentos em infraestrutura podem mais que dobrar a produtividade dessas organizações, ampliando a recuperação de materiais recicláveis, fortalecendo sua sustentabilidade econômica e elevando a renda dos catadores”, declarou Jardim.

    Comissão nacional
    Na composição da Comissão Nacional de Incentivo à Reciclagem (CNIR), que conta com representantes de vários ministérios, da academia, dos empresários e do Parlamento, o texto aprovado pela Câmara inclui dois representantes de entidades nacionais de representação dos municípios.

    Também serão alterados representantes do Ministério da Fazenda, cujos órgãos integrantes da comissão serão da Subsecretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Secretaria de Política Econômica; e da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono.

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que não tinha integrante, passa a ser representado pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria.

    Incentivo à reciclagem
    O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que a proposta vai estimular a reciclagem no Brasil. “O problema do lixo é mundial. Há países que colocam mal o lixo, prejudicando a natureza de forma degradante. Precisamos mudar essa realidade”, afirmou.

    Para o deputado Carlos Gomes (Republicanos-RS), o projeto traz oportunidade de promover justiça social, ambiental e econômica. “Justiça a mais de 1 milhão de trabalhadores que, todos os dias, estão dentro de um galpão colocando a mão em resíduos que quase ninguém quer triar e poderão ter recursos para mudar a realidade de seu trabalho”, declarou Gomes, que já foi catador de materiais recicláveis.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Homem é encontrado morto próximo de escola em Manaus

    Homem é encontrado morto próximo de escola em Manaus

    Um homem, que ainda não teve a identidade divulgada, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (14) em um terreno baldio localizado na Rua Xenxerê, nas proximidades da Escola Municipal Ana Rosa, no bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus.

    A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foram acionadas após moradores encontrarem o corpo na área.

    Até o momento, as circunstâncias da morte e a identidade da vítima permanecem desconhecidas. O caso será investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

  • PF prende mulher com 3,1 kg de entorpecente no Aeroporto de Manaus

    PF prende mulher com 3,1 kg de entorpecente no Aeroporto de Manaus

    anaus/AM. A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (14/7), uma mulher que transportava 3,1 kg de maconha do tipo skunk ocultos junto ao corpo, durante fiscalização de passageiros no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

    A prisão ocorreu durante inspeção realizada por policiais federais. A mulher embarcaria em voo doméstico com destino a Brasília/DF.

    Durante a inspeção, foram encontrados oito volumes presos ao corpo da passageira, contendo skunk, droga conhecida como uma variedade de maconha com alta concentração de THC.

    A suspeita foi presa em flagrante e encaminhada à Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas, onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária cabíveis.

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