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  • Barezinho Sub-8 e Sub-10 define campeões em finais disputadas no Carlos Zamith

    Barezinho Sub-8 e Sub-10 define campeões em finais disputadas no Carlos Zamith

    O Campeonato Amazonense Sub-8 e Sub-10 chegou ao fim nesta sexta-feira (11), com as finais realizadas no Estádio Carlos Zamith. Ao todo, foram 10 jogos entre decisões e disputas pelo terceiro lugar, reunindo as Séries Ouro, Prata e Bronze.

    SUB-8

    Pelo Sub-8, a Série Prata teve a Escola Chenko como campeã. Na final, a equipe venceu o MEC por 4 a 1. Na disputa pelo terceiro lugar, a Inter Academy derrotou o Corinthians por 1 a 0.

    Na Série Ouro, o Amazonas conquistou o título ao vencer o Nacional por 4 a 0. A Onça-Pintada levantou a taça após uma campanha de destaque na decisão.

    SUB-10

    No Sub-10, a Série Bronze terminou com o Botafogo Academy campeão. Na final, o Fogão venceu o Jovens Guardiões por 1 a 0. Antes da decisão, o Fast Clube garantiu o terceiro lugar ao derrotar a Escola Chenko por 2 a 0.

    Pela Série Prata, o MEC ficou com o título após vencer o Guerreirinhos por 2 a 1. Na disputa pelo terceiro lugar, o Amazon City superou o Corinthians por 2 a 0.

    Já na Série Ouro, o Real Amazonas conquistou o terceiro lugar ao vencer o São Paulo por 2 a 0. Na grande final, Nacional e Amazonas fizeram uma decisão equilibrada. Após o empate no tempo regulamentar, o título foi definido nos pênaltis, com o Leão vencendo por 4 a 3 e conquistando a Série Ouro do Sub-10.

  • Preços da energia elétrica e dos alimentos caem, e país tem deflação em agosto

    Preços da energia elétrica e dos alimentos caem, e país tem deflação em agosto

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto foi de -0,32%, 0,39 ponto percentual (p.p.) abaixo do 0,07% registrado em julho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a variação havia sido de -0,11%.

    Habitação (-1,87%), Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%) tiveram deflação. As altas oscilaram entre 0,12% de Vestuário e 1,30% de Despesas pessoais.

    A queda em Habitação (-1,87%), o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, veio da contribuição de -0,33 p.p. da energia elétrica residencial que recuou 7,63% no mês, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Em agosto, permanecia em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Houve, também, a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (-7,42%), a partir de 04 de julho; 6,89% em Vitória (-3,13%), vigente desde 07 de agosto e 5,42% em São Luís (-8,51%) a partir de 28 de agosto. Em Fortaleza (-7,84%) e Rio Branco (-5,92%), as tarifas foram reduzidas em, respectivamente, 6,65% e 5,20%, com vigência em 26 de agosto.

    Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação de 1,74% no gás encanado, que se deu devido aos reajustes nas tarifas de 10,21% e 1,80%, em Curitiba (9,89%) e no Rio de Janeiro (1,69%), respectivamente, ambos a partir de 1º de agosto. A taxa de água e esgoto (0,11%) reflete o reajuste de 3,55% em Salvador (2,21%), vigente desde 20 de julho.

    Alimentação e bebidas variou -0,34%, após o recuo de 0,67% em julho, por influência da alimentação no domicílio (-0,61%). As principais quedas foram na batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%). A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto, com o lanche saindo de 0,76% para 0,62%, e a refeição de 0,42% para 0,18%, no mesmo período.

    A deflação em Transportes (-0,86%) reflete as quedas de 13,17% nas passagens aéreas e 0,91% nos combustíveis, com recuos no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%). O gás veicular subiu 2,62%. O subitem táxi (0,62%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (6,33%) vigente desde 08 de agosto. Já a queda de transporte por aplicativo (-4,57%) contempla, além da variação apurada em agosto, parte do resultado de julho que, indevidamente, não foi apropriado no referido mês.

    Despesas pessoais foi o grupo de maior variação (1,30%) e impacto (0,13 p.p.), impulsionado pela alta no preço do cigarro (19,59%), que apresentou o maior impacto positivo no resultado do mês (0,11 p.p.).

    Em relação aos índices regionais, a menor variação ocorreu em Curitiba (-0,64%), por conta dos recuos da passagem aérea (-15,34%) e da energia elétrica (-7,73%). Na variação de -0,02% em Brasília destaque para a alta da gasolina (3,91%) e do cigarro (22,89%).

    O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 31 de julho de 2026 a 31 de agosto de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (base).

    INPC fica em -0,32% em agosto

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,32% em agosto, 0,31 p.p. abaixo de julho (-0,01%). O INPC acumula alta de 3,17% no ano e de 3,98% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,10% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,21%.

    Produtos alimentícios saíram de -0,74% em julho para -0,34% em agosto. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,23% em julho para -0,31% em agosto.

    Quanto aos índices regionais, a menor variação ocorreu em Curitiba (-0,67%), influenciada pelos recuos em energia elétrica residencial (-7,68%) e emplacamento e licença (-4,83%). Na variação de -0,03% de Fortaleza, destaque para cigarro (16,41%) e cursos regulares (1,63%).

    O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 31 de julho de 2026 a 31 de agosto de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (base).

  • Devastação na Amazônia pode quebrar maior “máquina de chuva” do mundo

    Devastação na Amazônia pode quebrar maior “máquina de chuva” do mundo

    Uma máquina silenciosa trabalha constantemente para que milhões de pessoas na América do Sul tenham acesso a água, rios e plantações. Esse mecanismo se chama Amazônia e funciona da seguinte maneira: a umidade vinda do oceano produz chuva sobre a floresta; essa água é absorvida do solo pelas árvores, e lançada de volta na atmosfera em forma de vapor; o vento, então, espalha, esse vapor por todo o continente, fazendo chover em diversas regiões. 

    De acordo com a pesquisadora Julia Valentim Tavares essa é a principal infraestrutura hídrica da América do Sul e a maior “máquina de chuva” do planeta. Uma árvore adulta na Amazônia pode liberar para a atmosfera de 200 a 300 litros de água todos os dias.

    Marielos Peñaclaros destaca a importância do bioma durante TEDXAmazônia. Diego Aguilar/Divulgação

    “Imaginem 400 bilhões delas trabalhando juntas todos os dias. Se pudéssemos tornar essa umidade possível, veríamos rios gigantes voando no céu. É o que nós cientistas chamamos de rios voadores.”

    Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, entidade que reúne mais de 350 cientistas dedicados a estudar o bioma, destaca que a floresta é a coluna vertebral dos ciclos de água, nutrientes e carbono a níveis local, regional e global.

    “Em outras palavras, a Amazônia sustenta a vida, não só na região amazônica, mas no planeta como um todo.”

    As duas pesquisadoras participaram da última edição do TEDxAmazonia, no final de agosto, no Equador. 

    Alerta

    Além de frisar a importância desse sistema hídrico, as cientistas fizeram um alerta: a devastação da Amazônia já está afetando a “máquina de chuva”, e sua “quebra” seria catastrófica para todo o planeta.

    De acordo com Marielos, atividades como a mineração e o narcotráfico, em conjunto com o desmatamento e as queimadas têm atingido diretamente a conectividade amazônica, fator central para a conservação do bioma.

    “A Amazônia é um mosaico vivo de ecossistemas terrestres e aquáticos interconectados entre si, que abriga uma grande diversidade de culturas. Essas comunidades têm um relacionamento profundo e interdependente com os ecossistemas através dos seus modos de vida, práticas de manejo e conhecimento.”

    Segundo ela, os efeitos no clima já são mensuráveis, com evidências de que o desmatamento na Amazônia brasileira resulta em menos chuva em regiões do Brasil e da Bolívia. Em regiões desmatadas, a temperatura tem aumentado, e as épocas de seca estão ficando mais intensas e mais cumpridas.

    Durante o TEDXAmazônia, Julia Valentim explica o chamado arco do desmatamento. Rodrigo Duarte/Divulgação

    Julia Valentim Tavares também está medindo esses efeitos a partir do interior das árvores da borda sul da Amazônia, o chamado arco do desmatamento, onde o volume de chuvas já diminuiu e a temperatura aumentou na última década. Ela investiga por quanto tempo essas árvores podem resistir às secas, antes que suas “cordas” internas sejam danificadas.

    “Se o solo tem água, essa corda permanece intacta. Numa estação seca, o solo deixa de ter água e essa corda é tensionada. A atmosfera puxa para cima, o solo puxa para baixo, até a hora que essa corda se rompe. Se isso acontecer muitas vezes, em várias partes da árvore, essa árvore começa a literalmente morrer de sede.”

    Aquecimento global

    Nos últimos anos, a região também tem sofrido com os efeitos do aquecimento global. Em 2024, a Amazônia enfrentou a pior seca da sua história, por consequência do El Nino, fenômeno natural de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera a circulação atmosférica, e tem se tornado mais intenso.

    Marielos destaca que 88% da bacia amazônia sentiu os efeitos dessa seca, que também interferiu na “máquina de chuva”. A capital da Colômbia, Bogotá, localizada na região dos Andes, sofreu desabastecimento de água. Em Quito, capital do Equador, que também está fora da Amazônia, a falta de água levou à cortes no fornecimento de energia elétrica.

    “A pergunta que todos deveríamos estar fazendo é:  De onde nasce a água de inúmeras cidades latinoamericanas? De onde nasce a água que usamos na agricultura, pecuária, indússtria, produção de alimentos?”, provocou a copresidente do Painel Científico pela Amazônia.

    Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte – REUTERS/Bruno Kelly/Proibida reprodução

    A seca também deixou a Amazônia mais vulnerável às queimadas, que foram recordes naquele ano. Julia Valentim Tavares lembra que a fumaça dos incêndios chegou a se espalhar pelo país e alcançar até a Região Sudeste.

    “Esse fato revelou duas coisas muito importantes. Primeiro: a Amazônia nunca esteve distante, o que acontece na floresta não permanece na floresta. E segundo: milhões de pessoas dependem da Amazônia, mas ainda assim não se sentem conectadas com ela.”

    A previsão de que um super El Niño ocorra este ano alarmou as pesquisadoras. “Quando existem essas secas, a floresta ou tem mortalidade por falha hidráulica, ou para de crescer, somado com os eventos de fogo. Então, a Amazônia deixa de funcionar como um sumidouro de carbono e passa a ser um emissor, aumentando o aquecimento global”, alerta Julia.

    “A gente está esperando que seja tão ou mais forte do que em 2024, mas a principal diferença é que da outra vez aconteceram coisas que ninguém estava esperando. Como um rio poderia secar na Amazônia? Agora, todo mundo está falando sobre isso”, enfatizou Marielos.

    De acordo com ela, a solução definitiva só será alcançada com a diminuição drástica das emissões de gases do efeito estufa, que depende sobremaneira da substituição dos combustíveis fósseis por fontes menos poluentes de energia.

    “Temos também que investir na conectividade. Restaurar as áreas degradadas, recuperar aquelas que foram desmatadas para produção, fazer essa reconexão ecológica. Porque a Amazônia já está se aproximando do ponto de não retorno, e a perda total dessa conectividade seria catastrófica para o mundo todo.”

  • Embrapa apoia cidades para sistemas alimentares mais saudáveis, sustentáveis e circulares

    Embrapa apoia cidades para sistemas alimentares mais saudáveis, sustentáveis e circulares

    Transformar a maneira como os alimentos chegam às cidades, são adquiridos, consumidos e, muitas vezes, desperdiçados exige conhecer melhor o comportamento das famílias e, ao mesmo tempo, apoiar os governos locais na construção de soluções adequadas às diferentes realidades urbanas. Com esse propósito, a Embrapa Alimentos e Territórios desenvolverá, ao longo de 24 meses, o projeto “Sistemas alimentares circulares: envolvendo as cidades na transição”, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

    Liderado pelo analista de Pesquisa e Desenvolvimento Gustavo Porpino, com participação da pesquisadora Flávia Galvão Cândido como colíder, o projeto articula pesquisa, capacitação de gestores públicos e mobilização de instituições parceiras. A iniciativa pretende gerar evidências para apoiar a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional nas Cidades – Alimenta Cidades e a II Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos no Brasil (Estratégia PDA), além de contribuir diretamente com programas e planos desenvolvidos pelos municípios.

    “A Embrapa tem colaborado com a Estratégia Alimenta Cidades e a Estratégia PDA desde a fase de planejamento e, com este novo projeto, fortalecemos nossa capacidade de contribuir com a implementação das ações em parceria com governos locais e outras instituições. As pesquisas irão gerar dados empíricos relevantes para o aprimoramento das políticas públicas e a frente de capacitação irá incentivar cidades e parceiros a colocar em prática ações concretas para o fortalecimento de sistemas alimentares urbanos sustentáveis”, afirma Gustavo Porpino, representante da Embrapa no Comitê Gestor da Estratégia PDA e líder do projeto.

    Dados para compreender consumo e desperdício

    O projeto está organizado em quatro frentes complementares. A primeira vai investigar como diferentes barreiras influenciam as decisões de compra e o consumo de alimentos. A segunda analisará fatores comportamentais, culturais e ambientais relacionados ao desperdício de alimentos nas residências. A terceira apoiará governos locais na elaboração e implementação de planos para redução de perdas e desperdício e melhoria do ambiente alimentar. A quarta será dedicada à mobilização de atores e à comunicação dos resultados para gestores públicos e sociedade.

    As duas pesquisas terão abrangência nacional e buscarão avançar em questões ainda pouco conhecidas, com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para estimar o consumo e o desperdício de alimentos. Uma delas vai investigar até que ponto barreiras como preço, acesso, disponibilidade, falta de tempo, praticidade, hábitos, preferências familiares, ambiente alimentar e publicidade interferem nas escolhas dos consumidores. A outra buscará identificar fatores que contribuem para o desperdício de alimentos nas residências brasileiras e gerar informações capazes de orientar políticas e ações de prevenção.

    “Vivemos um cenário em que o Brasil volta a sair do Mapa da Fome, mas enfrenta um desafio ainda mais complexo para as políticas alimentares: fome, elevado consumo de ultraprocessados e desperdício de alimentos coexistem e afetam especialmente populações em situação de vulnerabilidade social”, explica Flávia Galvão Cândido, pesquisadora e colíder do projeto.

    Pesquisa do Pacto Contra a Fome e do Instituto PENSI mostrou que, embora o conhecimento sobre alimentação saudável esteja amplamente disseminado entre diferentes classes sociais, sua adoção no cotidiano é condicionada por diversas barreiras. Ao mesmo tempo, parte dos alimentos adquiridos não chega a ser efetivamente consumida, seja por problemas de planejamento, armazenamento, preparo, aceitação ou conservação.

    “Nossa pesquisa pretende avançar da identificação dessas barreiras para a quantificação da sua magnitude e importância relativa, buscando compreender também os fatores associados ao desperdício e identificar aqueles que são potencialmente modificáveis por políticas públicas”, complementa Flávia.

    Da pesquisa à ação nos municípios

    Os resultados terão aplicação prática nas cidades. Cinco municípios participantes da Estratégia Alimenta Cidades receberão capacitações e apoio para implementar ações locais voltadas à melhoria do ambiente alimentar e à redução do desperdício. A metodologia das capacitações e dos planos será construída em conjunto com as gestões municipais, levando em consideração as especificidades de cada território.

    Para Priscila Bocchi, do MDS, o protagonismo dos municípios é fundamental nesse processo. “O desafio de construir sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e inclusivos passa necessariamente pelo nível local. É nas cidades que a demanda por alimentos se concentra, que o desperdício se materializa em grande escala, que as desigualdades no acesso à alimentação se tornam mais visíveis e que surgem oportunidades concretas para reconectar os sistemas alimentares ao planejamento territorial”, afirma.

    Ela destaca que a parceria entre o MDS e a Embrapa fortalece a Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos no Brasil, que tem entre suas ações o estímulo a políticas públicas municipais nessa área.

    “Para a redução de perdas e desperdício de alimentos, é necessária uma transição para sistemas alimentares mais sustentáveis e saudáveis, que implica o fomento a circuitos curtos de produção e abastecimento, acesso a alimentos saudáveis, agricultura urbana e periurbana, ampliação da doação de alimentos saudáveis para os bancos de alimentos e gestão correta de resíduos orgânicos, incentivando a compostagem e a biodigestão”, explica Priscila.

    Governança para dar continuidade às ações

    Outro componente do projeto busca ampliar as possibilidades de continuidade das iniciativas para além de uma determinada gestão. A proposta é incentivar os municípios a institucionalizar as ações, incluindo-as em Planos Plurianuais (PPA) ou legislações locais, além de mobilizar conselhos de participação social para contribuir com sua continuidade.

    Segundo Priscila, o projeto também reforça a atuação territorial prevista na Estratégia Alimenta Cidades. “A Estratégia Alimenta Cidades veio para consolidar e reforçar o apoio aos territórios como lócus da transformação social e da construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis. O projeto da Embrapa irá reforçar ações de nível local que podem ser desenvolvidas para conduzir a esses sistemas mais justos, entre elas o apoio aos municípios para a construção de planos e estratégias locais para a redução de perdas e desperdício de alimentos.”

    Experiência anterior orienta nova iniciativa

    O projeto “Sistemas alimentares circulares: envolvendo as cidades na transição” dá continuidade aos aprendizados construídos pela Embrapa Alimentos e Territórios no projeto Cidades e Alimentação, executado entre novembro de 2022 e o primeiro semestre de 2024, com financiamento da União Europeia.

    A iniciativa anterior contou com a participação das cidades brasileiras de Santarém (PA), Rio Branco (AC), Recife (PE), Curitiba (PR) e Maricá (RJ), além das cidades europeias de Valência e Barcelona, na Espanha; Gante, na Bélgica; e Turim e Milão, na Itália.

    “Essa experiência possibilitou um intercâmbio de conhecimentos, a quantificação da geração de resíduos em feiras livres e contribuiu para que as cidades identificassem oportunidades de fortalecer a economia circular”, lembra Porpino.

    Como exemplo concreto desse intercâmbio, Porpino cita o delineamento do projeto “Recolheita”, iniciativa da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Agricultura Urbana, voltada à redistribuição de alimentos e à compostagem de resíduos orgânicos provenientes de feiras e mercados públicos da cidade. De dezembro de 2023 a março de 2026, o projeto recifense recolheu 395,4 toneladas de resíduos orgânicos e produziu 176,5 toneladas de adubo, evitando a emissão de aproximadamente 304 toneladas de gases de efeito estufa.

    Agora, o novo projeto avança ao combinar a produção de dados de abrangência nacional com ações diretamente voltadas à implementação de políticas nos municípios. O objetivo é engajar cidades na execução de planos locais para fortalecer sistemas alimentares urbanos circulares e, ao mesmo tempo, produzir informações sobre comportamento de consumo capazes de subsidiar a Estratégia Alimenta Cidades.

    Mentoria apoia cidades na busca de soluções

    A articulação com a Estratégia Alimenta Cidades também ocorre por meio da mentoria em Economia Circular e Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, que reúne instituições parceiras, entre elas a Embrapa, o WWF-Brasil e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

    A proposta é aproximar conhecimentos técnicos dos desafios enfrentados pelas gestões municipais e apoiar a construção de soluções que possam ser incorporadas às ações das cidades. A iniciativa complementa a atuação prevista no projeto, que também contempla capacitações presenciais e apoio à implementação de planos locais.

    “A mentoria de Economia Circular e Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos nos dá oportunidade de contribuir com os municípios na transição do diagnóstico para a implementação de ações concretas, fortalecendo a capacidade local de enfrentar desafios complexos relacionados aos sistemas alimentares. Ao sistematizar informação e conhecimento, podemos impulsionar as equipes municipais a construírem soluções que façam sentido para cada território, considerando suas particularidades, oportunidades e prioridades”, explica Luiza Soares, líder do Brasil Sem Desperdício no WWF-Brasil.

    Para Soares, a parceria entre WWF-Brasil, Embrapa, Pnuma e MDS é uma grande oportunidade para integrar e fazer circular conhecimentos técnicos, promover inovação e ampliar o impacto das iniciativas desenvolvidas no âmbito da Estratégia Alimenta Cidades.

    “Acreditamos que a cocriação de soluções e o fortalecimento da governança local são caminhos essenciais para tornar os sistemas alimentares mais circulares, resilientes e sustentáveis, contribuindo para a segurança alimentar e a qualidade de vida nas cidades”, complementa.

    Parcerias para ampliar o alcance

    Financiado pelo MDS, o projeto tem entre seus principais parceiros o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o WWF-Brasil, a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Pacto Contra a Fome e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Está prevista ainda a participação de pesquisadores de outras instituições e universidades.

    Além das pesquisas e capacitações, estão previstos produtos de comunicação, um encontro final entre gestores e instituições envolvidas e a elaboração de um documento de orientação para políticas públicas, com recomendações para gestores e apoio à replicação das experiências em outras cidades.

    Entre os resultados esperados pelo MDS está a possibilidade de transformar a experiência dos municípios participantes em referências para outras cidades. “A parceria MDS–Embrapa poderá criar modelos de planos locais que conectem redução de perdas e desperdício de alimentos, segurança alimentar e nutricional, redução dos efeitos das mudanças climáticas e a construção de sistemas alimentares mais saudáveis, justos e sustentáveis”, afirma Priscila Bocchi.

    A expectativa é que as informações obtidas sobre consumo, ambiente alimentar e desperdício contribuam tanto para o aperfeiçoamento das políticas nacionais quanto para decisões tomadas no âmbito municipal, capazes de ampliar o acesso à alimentação adequada e saudável, prevenir o desperdício e tornar os sistemas alimentares urbanos mais sustentáveis e circulares.

  • Treinamento prepara coordenadores de uma das maiores zonas eleitorais do Amazonas

    Treinamento prepara coordenadores de uma das maiores zonas eleitorais do Amazonas

    Uma das maiores zonas eleitorais do Amazonas, com cerca de 120 mil eleitores, a 58ª Zona Eleitoral capacitou, neste domingo (13/9), mais de 162 coordenadores de seção que atuarão nas Eleições 2026. Com a continuidade do treinamento nesta segunda-feira (14/9), serão preparados, ao todo, 316 coordenadores.

    Em razão da extensão da área sob responsabilidade da 58ª Zona Eleitoral, os locais de votação foram divididos em quatro grupos, denominados “rotas”, para facilitar o planejamento e a organização das equipes. Uma das turmas, reunida na manhã deste domingo na Associação dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (Affeam), contou com 82 coordenadores da Rota 2. O grupo será responsável por sete locais de votação, que concentram 410 mesários e 31.784 eleitores.

    Integram esse grupo a Escola Estadual Marcantonio Vilaça II – Polícia Militar, a Escola Municipal Engenheiro João Alberto de Menezes Braga, a Escola Estadual Júlio César de Moraes Passos, a Escola Estadual Dr. José Milton Bandeira, a Escola Estadual Marcantonio Vilaça, a Escola Municipal Lucila Freitas e a Escola Municipal Professor Nilton Lins.

    A abertura do treinamento foi conduzida pelo juiz responsável pela 58ª Zona Eleitoral, Matheus Guedes Rios. O magistrado explicou que os coordenadores são, em sua maioria, servidores de diferentes órgãos públicos, além de profissionais da iniciativa privada convocados para colaborar com a realização do pleito.

    “A função deles é coordenar os trabalhos nas escolas, acompanhar o processo de votação, prestar apoio às seções e organizar o trabalho externo nos locais de votação. A principal recomendação é não demonstrar qualquer tipo de partidarismo, além de atuar com equilíbrio e firmeza diante de eventuais irregularidades”, destacou o juiz.

    Durante a capacitação, os participantes receberam orientações sobre organização, comunicação e responsabilidade, além de informações práticas para o dia da votação. O treinamento foi conduzido pelos servidores e líderes de rota Elline Gomes, Izoneide Leite e Richard Cruz.

    Experiência
    Entre as participantes estava a servidora pública Carla Moreira Lima, que atua como coordenadora há sete anos e começou a colaborar com as eleições aos 18 anos, quando foi convocada pela primeira vez para trabalhar como mesária. Ao longo dessa trajetória, exerceu diferentes funções durante os pleitos. “Sou coordenadora de seção há sete anos. Sinto que faço parte desse trabalho de levar a democracia e o acesso ao voto às pessoas. É muito gratificante poder orientar quem chega com dúvidas, especialmente os eleitores idosos”, afirmou.

    O atendimento às pessoas idosas também foi destacado pela coordenadora. Segundo Carla, as equipes são preparadas para acolher esse público, verificar a necessidade de acompanhante e esclarecer os procedimentos da votação, sem interferir na escolha do eleitor. “O atendimento às pessoas idosas é uma parte fundamental do nosso trabalho, principalmente em uma eleição com vários cargos, que pode gerar mais dúvidas. A gente procura orientar da melhor forma, e a colinha também é muito importante para ajudar o eleitor a votar com mais segurança”, acrescentou.

  • Primeira etapa do complexo viário Passarão será entregue na próxima quinta-feira, 17

    Primeira etapa do complexo viário Passarão será entregue na próxima quinta-feira, 17

    A primeira etapa do complexo viário Passarão, em Manaus, será entregue na próxima quinta-feira, 17/9. A liberação contempla a alça viária que conecta a região da Ponta Negra e áreas próximas ao bairro São Jorge, na avenida Coronel Teixeira, zona Oeste da capital amazonense.

    A estrutura faz parte de uma intervenção destinada a melhorar o fluxo de veículos em um dos pontos considerados críticos do trânsito da cidade. Com a conclusão desta primeira etapa, a nova alça viária será liberada para o tráfego, ampliando as alternativas de circulação entre as regiões atendidas.

    A obra do complexo viário Passarão chegou a 49% de execução nesta sexta-feira, 11/9. Nos últimos cinco meses, o empreendimento avançou quase 30%. Para a entrega da primeira etapa, a pavimentação da alça superior já foi concluída, com a aplicação de 460 toneladas de asfalto.

    As equipes trabalham atualmente na sinalização horizontal do trecho, uma das etapas finais antes da liberação da estrutura ao tráfego.

    A primeira etapa deverá contribuir para reduzir os impactos dos congestionamentos registrados nas proximidades da avenida Brasil e da avenida Coronel Teixeira, especialmente nos horários de maior movimento.

    O complexo viário Passarão está sendo construído em três níveis e contará, em sua configuração completa, com uma área subterrânea de quase 300 metros lineares. A obra também prevê 810 estacas, 24 vigas protendidas e sete pilares.

    Nesta primeira etapa, o destaque é a conclusão da alça superior, que permitirá uma nova conexão viária entre a região da Ponta Negra e o bairro São Jorge. A liberação está prevista para a próxima quinta-feira, 17 de setembro.

  • Unidades Móveis de Saúde da Mulher levam atendimento a cinco pontos de Manaus

    Unidades Móveis de Saúde da Mulher levam atendimento a cinco pontos de Manaus

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), reforça o compromisso com as usuárias dos serviços de prevenção, diagnóstico e cuidados com a saúde feminina, apresentando os locais de atendimento das Unidades Móveis de Saúde da Mulher desta semana.

    Na zona Norte, duas unidades estão em funcionamento no bairro Monte das Oliveiras. Uma delas atenderá na rua Xavante, nº 452, nas dependências da escola municipal Professora Marly Barbosa Garganta, até o dia 18 de setembro.

    A segunda estação de saúde estará posicionada na rua Guaiuvira, nº 183, na comunidade Monte Pascoal, no Campo do Gramado, com atendimento previsto de 14 a 25 de setembro.

    Na zona Sul da capital, a unidade estará localizada na paróquia Nossa Senhora de Fátima, na rua Tarumã, s/n, no bairro Praça 14 de Janeiro, onde permanecerá até 18 de setembro.

    Na zona Leste, os atendimentos serão realizados na rua Palmeira do Miriti, s/n, no bairro Gilberto Mestrinho, no Campo do Quebra Molas, também até 18 de setembro.

    Já na zona Oeste, a unidade ofertará os serviços de saúde na rua Wagner, nº 53, no bairro da Paz, nas dependências da Igreja Luterana, até 18 de setembro.

    Os atendimentos nas Unidades Móveis de Saúde da Mulher são realizados de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, sem necessidade de agendamento prévio. As estruturas oferecem serviços voltados à prevenção, ao diagnóstico e ao acompanhamento da saúde feminina, conforme a necessidade de cada usuária e a capacidade assistencial da unidade.

    Confira os locais e datas de atendimento das Unidades Móveis de Saúde da Mulher da Semsa Manaus

    Zona Norte

    Unidade 1

    Rua Xavante, 452, Monte das Oliveiras (Escola Municipal Professora Marly Barbosa Garganta)

    8 a 18/9

    Unidade 2

    Rua Guaiuvira, 183, Comunidade Monte Pascoal, Monte das Oliveiras (Campo do Gramado)

    14 a 25/9

    Zona Sul

    Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Rua Tarumã, s/n, Praça 14 de Janeiro

    31/8 a 18/9

    Zona Leste

    Rua Palmeira do Miriti, s/n, Gilberto Mestrinho (Campo do Quebra Molas)

    8 a 18/9

    Zona Oeste

    Rua Wagner, 53, Bairro da Paz (Igreja Luterana)

    8 a 18/9.

  • Carro capota três vezes na estrada AM 070 e deixa feridos

    Carro capota três vezes na estrada AM 070 e deixa feridos

    Um carro capotou três vezes na manhã deste domingo (13), no km 3 da AM 070 nas proximidades da Estrada Nobel Urbano. O acidente aconteceu diante de testemunhas e mobilizou equipes de atendimento.

    Segundo informações repassadas por pessoas que presenciaram a ocorrência, o motorista teria perdido o controle do veículo, que atravessou a pista. O canteiro central impediu que o automóvel atingisse outros veículos que trafegavam no sentido contrário.

    Dois homens estavam no veículo

    Dois homens estavam no carro no momento do acidente. Conforme relatos iniciais de testemunhas, os ocupantes apresentavam sinais de embriaguez.

    Os dois sofreram escoriações. Um deles teve uma fratura no braço direito, com o membro quebrado em dois pontos.

    As circunstâncias que provocaram a perda de controle do veículo ainda deverão ser apuradas. Até o momento, não foram divulgadas outras informações sobre o atendimento, nem o estado de saúde atualizado das vítimas.

    As autoridades devem investigar as causas do acidente.

  • Forças houthis, no Iêmen, ampliam controle de rotas marítimas estratégicas

    Forças houthis, no Iêmen, ampliam controle de rotas marítimas estratégicas

    A população do Iêmen sofre com uma escalada dos combates entre as forças do governo e os rebeldes houthis desde a semana passada.

    Segundo agências de notícias, o grupo apoiado pelo Irã, agora controla a costa do Iêmen. no Mar Vermelho, após capturar a cidade portuária de Mocha e a ilha de Perim, ambas localizadas no Estreito de Bab el-Mandab.

    © ACNUR/ Gregory Doane Uma menina contempla Taiz, no Iêmen, uma cidade ainda marcada pelo conflito.

    Tomada da costa oeste

    Esse é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, pois liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden. Por ali, passa uma parcela significativa do comércio global, incluindo o fornecimento de petróleo e outras fontes energia.

    Na quinta-feira, o enviado especial da ONU para Iêmen, Hans Grundberg, disse ao Conselho de Segurança que o conflito está entrando numa “fase perigosa”, com combates em múltiplas frentes.

    A sessão de emergência do órgão, solicitada pelo Bahrein e pelo Reino Unido, tinha como objetivo discutir relatos de ataques lançados pelos houthis contra a Arábia Saudita.

    Nos últimos dias, segundo o enviado da ONU, os combates se intensificaram em várias frentes, particularmente na estratégica costa oeste. Os rebeldes lançaram uma grande ofensiva que incluiu a cidade de Mocha, localizada a cerca de 75 km do Estreito de Bab el-Mandab.

    Confrontos intensos em múltiplas frentes 

    O enviado da ONU afirmou que os houthis agora controlam Mocha, o que lhes confere presença direta na entrada de um dos estreitos mais importantes do mundo. Ele destacou preocupações da comunidade internacional com novas ameaça à liberdade de navegação.

    Grundberg afirmou que os acontecimentos em Mocha ocorrem após semanas de escalada da violência. No início de setembro, os Houthis realizaram ataques em larga escala em Taiz e Hodeida, em confrontos cada vez mais intensos com as forças governamentais.

    Desde então, os combates se espalharam para Marib, al-Jawf e al-Bayda.

    Houve relatos de civis mortos em diversas áreas, incluindo crianças, e abrigos destruídos em bombardeios que atingiram campos de deslocados internos.

    Famílias forçadas a fugir

    A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou nesta sexta-feira que pelo menos 46 mil pessoas foram deslocadas.

    A diretora-geral da agência, Amy Pope, confirmou que as famílias iemenitas estão sendo forçadas a fugir pela segunda ou terceira vez durante este conflito.

    Ela adicionou que alcançar os deslocados para fornecer assistência vital está se tornando cada vez mais difícil à medida que os combates continuam se espalhando. A chefe da OIM fez um apelo urgente por acesso humanitário seguro e irrestrito.

    Suspensão de operações da OIM

    A agência afirmou que a costa oeste do Iêmen e a província de Taiz continuam registrando um aumento de deslocados, com relatos de um grande número de moradores deixando a cidade de Mocha com seus pertences durante a noite passada.

    Aldeias inteiras estão agora desertas, à medida que os confrontos se aproximam de áreas povoadas. Há também relatos de que uma importante rota de abastecimento entre Mocha e Taiz foi cortada.

    Desde o início do conflito, a OIM tem trabalhado para atender às necessidades dos deslocados por meio de suas equipes de campo, mas, devido à deterioração da situação de segurança, todas as operações foram temporariamente suspensas a partir desta sexta.

  • Fiscalização do TRE-AM orienta eleitores e identifica irregularidades em Manaus

    Fiscalização do TRE-AM orienta eleitores e identifica irregularidades em Manaus

    A equipe de fiscalização integrada do Comitê de Enfrentamento à Desinformação (CED) do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) realizou, neste fim de semana, patrulhamento preventivo em diferentes pontos das zonas Centro-Sul, Oeste, Centro-Oeste e Norte de Manaus, com o objetivo de verificar situações relacionadas à propaganda eleitoral, orientar candidatos, correligionários e eleitores e promover o cumprimento das regras estabelecidas para as Eleições 2026.

    Duas ocorrências resultaram em uma Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral (NIP) e uma, em orientação, que foi sanada no local.

    A primeira notificação ocorreu na sexta-feira (11/9), durante patrulhamento na Avenida Coronel Teixeira, no bairro Ponta Negra, nas proximidades do Buffet Dulcilas Eventos. A equipe de fiscalização identificou uma caminhonete Chevrolet Silverado, estacionada no pátio de um posto de combustíveis. O veículo estava sem o responsável presente e apresentava adesivo de candidatura a deputado estadual em tamanho superior ao permitido pela legislação eleitoral.

    A segunda, ocorreu no sábado (12/9), por volta das 9h30, quando outra Silverado foi notificada por situação semelhante. O veículo estava estacionado na região da Bola do Eldorado, no cruzamento das avenidas Mário Ypiranga Monteiro e Dona Balbina Cordeiro, na entrada do conjunto Eldorado. Também sem a presença do responsável, o automóvel apresentava adesivo de candidato acima da dimensão permitida, de meio metro quadrado.

    Após a autuação e a validação inicial do procedimento, a NIP passa por uma análise de admissibilidade: caso faltem elementos mínimos de prova, o noticiante pode ser intimado para complementar as informações.

    Estando a documentação apta, o notificado é intimado a apresentar defesa ou comprovar a retirada/regularização da propaganda, sob advertência de multa diária. Com base na defesa apresentada ou na falta dela, o juiz eleitoral proferirá a sentença, podendo julgar a denúncia improcedente, extinta por inércia ou procedente com a devida aplicação de multa. Ao final da decisão, é dada ciência ao Ministério Público Eleitoral.

    Obstrução de via

    Ao longo da manhã deste sábado, a equipe percorreu diversos pontos de Manaus, entre eles Bola do Mindu, Parque Dez, Constantino Nery, Dom Pedro, Compensa, entrada da Ponte, Ponta Negra, Lírio do Vale, Redenção, Torquato Tapajós, Max Teixeira, Cidade Nova e Avenida das Torres.

    Nas imediações da Arena da Amazônia, uma placa, estilo cavalete, de candidatura ao cargo de deputado estadual, foi encontrada pela equipe durante o patrulhamento, obstruindo a passagem de pedestres na região do entorno da Arena da Amazônia. Os responsáveis foram orientados a retirá-la.

    Na praça do Dom Pedro, localizada no bairro de mesmo nome, outra orientação foi feita ao condutor de uma carreta tipo “paredão”, que estava estacionada, porém, desligada.
    De acordo com a legislação eleitoral, o funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som, bem como a utilização de carros de som e minitrios, é permitido das 8h às 22h, observadas as condições previstas na legislação.
    Esses equipamentos são proibidos a menos de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; das sedes dos Tribunais Judiciais; dos quartéis e outros estabelecimentos militares; dos hospitais e casas de saúde; e das escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros, quando em funcionamento.
    Além disso, a legislação estabelece regras específicas para a utilização de carros de som e minitrios durante atos de campanha, como carreatas, caminhadas e passeatas, bem como em reuniões e comícios, observados os limites legais.

    Orientações

    O trabalho educativo e preventivo da equipe de fiscalização vem surtindo efeito junto à população. Durante os trabalhos deste sábado (12/09), fiscais do TRE-AM foram abordados por grupos de pessoas que pediram orientação e esclarecimentos, de forma espontânea, na Praça Dom Pedro e na Rotatória do Eldorado.

    O trabalho de orientação é uma ferramenta importante para garantir que candidatos, partidos, correligionários e eleitores conheçam as regras e possam participar do processo eleitoral de forma regular, segura e democrática.

    O objetivo das normas estabelecidas pela legislação eleitoral é evitar o abuso do poder econômico, garantido um pleito diverso e equânime. A consulta pode ser feita por qualquer cidadão no site do TRE, na página voltada às eleições: https://www.tre-am.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026.

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