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  • Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões em oito meses

    Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões em oito meses

    O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.

    Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação.

    De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas.

    Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados.

    Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.

  • Sistemas alimentares resilientes podem combater choques do clima, diz relatório

    Sistemas alimentares resilientes podem combater choques do clima, diz relatório

    A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO considerou a resiliência do sistema agro alimentares  como crucial para conter os crescentes choques climáticos em África.

    A conclusão consta do roteiro para 2036, uma avaliação sobre o estado da adaptação agrícola realizada em 46 dos 53 países Africanos entre 2016–2026.

    Iniciativa para a Adaptação da Agricultura 

    A apresentação do relatório ocorreu na sede da FAO num evento de alto nível que assinalou o 10º aniversário da Iniciativa para a Adaptação da Agricultura Africana, também designada AAA.

    A iniciativa estima as necessidades de adaptação climática dos países analisados ​​em 566 mil milhões de dólares, 80 mil milhões dos quais refere-se à agricultura.

    O relatório propõe apoio mais robusto aos países na elaboração de projectos de investimento e que seja canalizado à instituições já existentes.

    Para o diretor-geral adjunto da FAO, a Iniciativa AAA não podia ser mais relevante numa altura em que as alterações climáticas afetam a produtividade agrícola, a disponibilidade de água, a saúde do solo, os meios de subsistência rurais e a segurança alimentar na África.

    Protagonismo das nações

    Godfrey Magwenzi ressalvou que uma ação coordenada em grande escala, impulsionada pelo protagonismo das nações e bem alinhada entre políticas climáticas, agricultura, água e desenvolvimento  pode gerar resultados concretos.

    A ação deve ser fundamentada na ciência, inovação e soluções adaptadas às realidades locais, e o financiamento, acessível, previsível e responsivo.

    Os planos nacionais de clima e adaptação dos governos africanos apontam vias para adaptar a agricultura a um clima em transformação, mas a integração do sistema, através da articulação dos instrumentos com políticas e financiamento é um desafio.

    O projeto apoio a sistemas agroalimentares resilientes ao clima, inclusivos e de baixas emissões da FAO assistiu os países a integrarem soluções orientadas nos seus planos.

    Dos planos aos investimentos

    A ideia é ligar  a ação climática ou os sistemas agroalimentares ao financiamento e aos investimentos.

    A Iniciativa AAA foi lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas de 2016, COP22, em Marrocos.

    O propósito era fazer ouvir a agricultura africana e em meio a apresentação do relatório, a fundação considera a avaliação verificável  e o guião mensurável.

    Ações e atuação 

    O embaixador do Reino de Marrocos e representante permanente junto da ONU em Roma, Youssef Balla, diz que o apelo à acção sobre a adaptação agrícola em África já não é uma voz isolada em Marrocos.

    A iniciativa assegura a presidência do Conselho de Administração da Fundação da Iniciativa AAA, continua empenhado em apoiar o esforços.

    A atuação da Parceria Alimentação e Agricultura para a Transformação Sustentável também destacou-se no reforço de capacidade, identificação de soluções financeiras e mobilização de recursos para os sistemas agro alimentares.

    O evento de alto nível acolheu igualmente a Semana de Política e Financiamento Climático, workshop sobre perdas e danos nos sistemas agro alimentares e debateu o acesso das mulheres agricultoras ao financiamento.

    *Amatijane Candé é correspondente da ON News em Bissau.

  • “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula em discurso na ONU

    “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula em discurso na ONU

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania dos países, citando especificamente os cenários da América Latina e do Brasil, onde, segundo o presidente, há tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais.

    Lula disse que a região da América Latina e do Caribe convive com pressões decorrentes da proximidade com grandes potências.

    “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou durante discurso na cerimônia de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22) em Nova York.

    “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, destacou, ao citar contextos recentes registrados na Venezuela, na Nicarágua, no Haiti e em Cuba.

    Segundo o presidente, a região percorreu um longo caminho para consolidar regimes democráticos após períodos de ditadura e autoritarismo. Nesse contexto, ele defendeu maior integração regional e o respeito à autodeterminação dos povos.

    “Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”, disse.

    Democracia em xeque

    Lula também alertou para o que classificou como retorno de práticas incompatíveis com a ordem internacional contemporânea. “A democracia está novamente em xeque”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o mundo voltou a assistir à “ingerência externa em processos eleitorais”, à divisão de países em zonas de influência e a “investidas neocoloniais” em busca de recursos estratégicos.

    Ao citar países da região, o presidente afirmou que cada povo deve definir seu próprio caminho. Segundo ele, o povo venezuelano deve decidir seu destino sem interferências externas, enquanto a Nicarágua não solucionará seus problemas impedindo a participação da oposição nas eleições.

    Lula também mencionou a crise humanitária no Haiti e voltou a criticar o embargo econômico imposto a Cuba.

    Redes de desinformação

    Lula também citou a atuação de redes de desinformação durante campanhas eleitorais e afirmou que o Estado brasileiro estará atento a possíveis tentativas de interferência.

    “Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha”, afirmou.

    Em seguida, ressaltou a confiança nas instituições e no sistema eleitoral do país.

    “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”, declarou.

    Negacionismo

    Lula destacou ainda os perigos das chamadas fake news, sobretudo no que diz respeito aos achados científicos em temas como saúde e meio ambiente. “Na era da desinformação, os obscurantistas resistem às evidências da ciência”, disse, ao defender o combate ao negacionismo.

    “Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento à covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos estar erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde (OMS) torna todos mais vulneráveis.”

    “Até pouco tempo, a reposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20, fóruns que reúnem os maiores emissores de carbono do mundo. É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.”

    Segurança pública

    Ao tratar da segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado em território nacional e defendeu a cooperação internacional em áreas específicas, como o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.

    “Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou.

    O presidente acrescentou que o enfrentamento ao crime deve ocorrer por meio da cooperação entre governos, e não por ações militares externas.

    “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”, disse.

    Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior.

    O presidente também afirmou que o país vem fortalecendo a coordenação entre os estados e ampliando as ações de combate às organizações criminosas.

  • Jovem de 19 anos é morto a tiros após sair de partida de futebol em Manaus

    Jovem de 19 anos é morto a tiros após sair de partida de futebol em Manaus

    Um jovem de 19 anos, identificado preliminarmente como Gabriel, foi assassinado a tiros na noite desta segunda-feira (21), na rua Geraldo Ferraz, no bairro Compensa, zona oeste de Manaus.

    Segundo informações preliminares, Gabriel estava jogando futebol na região e, após deixar a partida, seguia para casa quando foi abordado por criminosos armados.

    Os suspeitos efetuaram mais de dez disparos contra o jovem. A maioria dos tiros atingiu a região do rosto da vítima.

    O crime será investigado pelas autoridades de segurança, que deverão apurar a motivação do homicídio e identificar os responsáveis pelo ataque.

  • Dupla é flagrada furtando fios elétricos de igreja na zona norte de Manaus

    Dupla é flagrada furtando fios elétricos de igreja na zona norte de Manaus

    Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens furtaram fios elétricos da Igreja Católica Nossa Senhora Rainha da Paz, localizada na rua 19, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.

    Nas imagens, a dupla aparece chegando ao local em uma motocicleta. Um dos suspeitos permanece na rua aguardando, enquanto o segundo desce do veículo e segue até a igreja.

    O homem entra em ação e arranca os fios que estavam instalados no contador de energia elétrica. Em seguida, ele coloca o material dentro de uma sacola branca.

    Após concluir o furto, o suspeito retorna para a motocicleta e os dois deixam o local.

    Denúncias

    A Polícia Civil solicita que qualquer pessoa que tenha informações capazes de ajudar na identificação ou localização dos suspeitos entre em contato com as autoridades.

    As denúncias podem ser feitas pelo 197, da Polícia Civil, pelo telefone (92) 3667-7575, ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

    A identidade dos denunciantes será mantida em sigilo.

  • Motocicleta é furtada durante o dia na área externa de empresa no Distrito Industrial de Manaus

    Motocicleta é furtada durante o dia na área externa de empresa no Distrito Industrial de Manaus

    Uma motocicleta foi furtada durante o dia na área externa de uma empresa localizada no Distrito Industrial, na zona sul de Manaus. O proprietário, que preferiu não se identificar, iniciou uma campanha nas redes sociais e em grupos de mensagens na tentativa de localizar o veículo.

    A motocicleta furtada é uma Honda CB Twister 250F, de cor azul, que possui como principal identificação a placa TAD9E88.

    O crime teria ocorrido nas proximidades da empresa TCL. Após perceber o desaparecimento do veículo, o proprietário passou a divulgar informações sobre a motocicleta para ampliar as chances de recuperação.

    Como ajudar

    Pessoas que tenham informações sobre o paradeiro da motocicleta podem entrar em contato pelos telefones (92) 99110-5682 e (92) 9225-4106.

    Caso o veículo seja localizado, a orientação é comunicar imediatamente as autoridades de segurança. Denúncias podem ser feitas à Polícia Militar, pelo número 190, ou de forma anônima por meio do Disque-Denúncia, no 181.

    O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que buscará identificar os responsáveis pelo furto e recuperar o ve

  • Homem morre após ser baleado dentro de embarcação em Tefé, no Amazonas

    Homem morre após ser baleado dentro de embarcação em Tefé, no Amazonas

    Um homem morreu nesta segunda-feira (21) após ser atingido por um disparo de arma de fogo dentro da embarcação Anna Rebeca, no município de Tefé, a 523 quilômetros a oeste de Manaus.

    Informações preliminares apontam que o crime teria ocorrido após um desentendimento envolvendo uma mulher e dois homens. A hipótese, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

    A Polícia Civil e os demais órgãos de segurança investigam as circunstâncias do homicídio e devem esclarecer a motivação, a autoria e a dinâmica do crime.

    Administração da embarcação se manifesta

    Após o ocorrido, a administração do Anna Rebeca divulgou uma nota de pesar e prestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

    Em um trecho da manifestação, a empresa lamentou o episódio e afirmou que o caso já está sendo apurado pelas autoridades policiais competentes.

    A administração também declarou que o proprietário e a gestão da embarcação não possuem responsabilidade pelo ato, atribuído a um terceiro que, segundo a empresa, não teria vínculo com a operação e a administração do transporte público fluvial.

    Investigação

    Após os procedimentos periciais, o corpo da vítima foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

    O caso permanece sob investigação das forças de segurança, que deverão reunir informações e depoimentos para esclarecer o que aconteceu dentro da embarcação e identificar o responsável pelo disparo.

  • 27,6 toneladas de pirarucu ilegal são apreendidas em embarcações no Rio Solimões

    27,6 toneladas de pirarucu ilegal são apreendidas em embarcações no Rio Solimões

    Duas embarcações que transportavam 27,6 toneladas de pirarucu ilegal foram interceptadas na madrugada desta segunda-feira (21), durante uma fiscalização de rotina realizada pela Base Fluvial Arpão II, no Rio Solimões, em Coari, no interior do Amazonas.

    A carga, composta por pescado seco em mantas, estava acondicionada em 667 sacos de fibra. A apreensão foi realizada por equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), responsável pela abordagem.

    Segundo as informações repassadas pelas autoridades, os barcos “Princesa Geovana” e “Águida Lara” chamaram a atenção dos agentes por estarem atracados um ao outro e navegando à deriva, com as luzes e os motores desligados, nas proximidades do posto de fiscalização.

    Durante a vistoria, os dois condutores, de 25 e 44 anos, informaram que não possuíam guia de transporte nem documentação capaz de comprovar a origem legal do pescado.

    Diante da irregularidade, os dois homens receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Coari, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

    Crime ambiental

    A ocorrência foi registrada como crime ambiental, com base no artigo 34 da Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais.

    De acordo com as autoridades, o valor econômico e ambiental da apreensão foi estimado em R$ 828 mil.

    Após a apreensão, o pirarucu ficou sob custódia administrativa e deverá passar pelos trâmites legais previstos na legislação ambiental. Posteriormente, o pescado poderá ser destinado à doação para instituições de caridade e programas sociais.

  • Justiça Eleitoral leva urna eletrônica às ruas e aproxima eleitorado 70+

    Justiça Eleitoral leva urna eletrônica às ruas e aproxima eleitorado 70+

    Eleitoras e eleitores idosos que passaram pela orla de Maceió neste domingo (20) contaram com uma programação diferente: o “Rolê com a Pilili”, iniciativa promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) para orientar e treinar o eleitorado para as Eleições 2026. A ação levou uma urna eletrônica ao espaço público para que a população pudesse simular a votação, esclarecer dúvidas sobre o processo eleitoral e conhecer de perto o funcionamento do equipamento.

    A atividade em Maceió integrou uma mobilização mais ampla da Justiça Eleitoral voltada especialmente ao público com 70 anos ou mais. No dia anterior, sábado (19), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realizou ação semelhante na Praça Thomé de Souza, no Centro de Salvador, incentivando a participação de eleitoras e eleitores idosos e oferecendo um treinamento prático com a urna eletrônica.

    Na capital alagoana, o evento contou com a presença do ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo, do secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito Nolêto, e do presidente do TRE-AL, desembargador Alcides Gusmão.

    Orientações eleitorais

    Durante a ação, as pessoas puderam simular o voto, conhecer a sequência de cargos que serão votados nas Eleições 2026 e receber orientações sobre a chamada “colinha eleitoral”, recurso que ajuda a organizar previamente os números das candidaturas. Além disso, uma urna eletrônica foi aberta para visitação, permitindo que o público observasse sua estrutura interna e esclarecesse dúvidas sobre a tecnologia utilizada pela Justiça Eleitoral.

    Para a professora Tânia Maria Corrêa, a experiência ajudou a reforçar conhecimentos importantes para o dia da votação: “Gostei… Achei muito interessante explicar aqui, porque às vezes a gente se perde. Eu também queria saber a sequência de votação. Foi muito legal”, afirmou. Segundo ela, o treinamento contribui para tornar o processo mais rápido e tranquilo no dia da eleição. “Agora fica fácil. Já estou afiada”, brincou.

    A receptividade do público também foi destacada por Navarro Machado, de 71 anos. Após participar da simulação, ele ressaltou a importância da colinha eleitoral para organizar os números das candidaturas. “É muita coisa para votar. Eu não quero deixar de votar em ninguém”, disse.

    Navarro foi mesário na época em que a votação era feita com cédulas de papel e relembrou as dificuldades do processo manual de apuração. Para ele, a urna eletrônica trouxe mais segurança ao processo eleitoral. “É mais segura. O cidadão não tem acesso ao que está aqui dentro”, afirmou, apontando para o equipamento.

    Ele também destacou a importância de iniciativas que permitam à população conhecer a urna e esclarecer dúvidas. “É muita mentira e tem muita desinformação, e o evento ajuda a desmistificar as mentiras”, afirmou.

    O presidente do TRE-AL, desembargador Alcides Gusmão, destacou que levar a Justiça Eleitoral para espaços de grande circulação aproxima a instituição da população em geral e contribui para um exercício mais seguro e consciente do voto. Segundo ele, o treinamento antecipado pode facilitar o processo de votação e reduzir dúvidas, especialmente em uma eleição com diversos cargos em disputa.

    O magistrado também ressaltou que iniciativas desse tipo ajudam a ampliar o conhecimento da população sobre a urna eletrônica. “Aqueles que têm dúvidas sobre a confiabilidade da urna têm a oportunidade de conhecer seu funcionamento e conversar com técnicos da Justiça Eleitoral”, observou.

    Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo, ministro substituto do TSE, destacou que a urna eletrônica é um dos principais instrumentos da democracia brasileira e que aproximar a população do equipamento contribui para fortalecer a confiança no processo eleitoral. “Conhecer a urna eletrônica é a melhor forma de compreender como ela funciona e de verificar que se trata de um equipamento seguro, auditável e desenvolvido no Brasil. Quando a população tem a oportunidade de treinar o voto e entender o funcionamento da urna, também compreende melhor como seu voto é registrado e respeitado. A urna é um instrumento fundamental da democracia, porque garante que a vontade do eleitor chegue exatamente ao candidato ou à candidata escolhidos”, afirmou.

    Treinamento também chega a Salvador

    Em Salvador, a ação promovida pelo TRE-BA reuniu eleitoras e eleitores com 70 anos ou mais em torno de uma urna eletrônica programada com candidaturas fictícias. A atividade ocorreu na Praça Thomé de Souza, no Centro da cidade, em parceria com o TSE, o projeto Voto 70+ e o hub de pesquisa Data8.

    Além da simulação, servidoras do TRE-BA orientaram o público sobre os cargos em disputa nas Eleições 2026, o uso da colinha eleitoral e a importância da participação no processo eleitoral.

    Na Bahia, mais de um milhão de eleitoras e eleitores aptos a votar têm entre 70 e 100 anos ou mais. Como o voto é facultativo a partir dos 70 anos, ações como essa buscam reduzir dificuldades que possam desestimular o comparecimento às urnas. Nas Eleições 2022, mais de 522 mil eleitoras e eleitores baianos entre 70 e 89 anos deixaram de votar no primeiro turno.

    Ações em diferentes cidades

    As iniciativas em Maceió e Salvador somam-se a outras ações realizadas pela Justiça Eleitoral para aproximar a população da urna eletrônica, tirar dúvidas e preparar o eleitorado 70+ para o exercício do voto nas Eleições 2026.

    No dia 5 de setembro, em parceria com o TRE-RJ, o TSE levou o equipamento para a orla de Copacabana, onde quem passou pelo calçadão pôde conhecer a urna e experimentar como será a votação nas Eleições 2026.

    Dois dias depois, em 7 de setembro, a Praça Mauá, também no Rio de Janeiro, recebeu a mostra itinerante “O Caminho do Voto”, iniciativa que apresenta ao público a evolução do processo eleitoral brasileiro e aproxima eleitoras e eleitores do sistema eletrônico de votação.

  • Líder da ONU pede que superpotências reconheçam seus limites

    Líder da ONU pede que superpotências reconheçam seus limites

    Ao abrir a reunião de Alto Nível da Assembleia Geral deste ano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a última década foi marcada por uma “crueldade desprezível”.

    Ele ressaltou que o período foi marcado por guerras onde civis e trabalhadores humanitários se tornaram alvos e onde a fome é usada como tática de combate.

    Reconfiguração do poder global

    Segundo Guterres, essa intensificação das divisões geopolíticas caminha de mãos dadas com o aumento da desigualdade, com a crise climática e com o descontrole sobre a inteligência artificial.

    Para o líder da ONU, “o poder está sendo reconfigurado de três maneiras fundamentais”, e essa transformação é o pano de fundo de todas essas crises.

    Ele mencionou uma alteração de poder entre os Estados, com o surgimento de “novos centros de influência econômica, política e tecnológica”.

    Em segundo lugar, o secretário-geral alertou para uma “transferência extraordinária de poder dos governos para um pequeno grupo de corporações privadas e indivíduos”.

    Guterres disse que a influência dessas pessoas agora abrange a política, as economias, os fluxos de informação, o desenvolvimento tecnológico e o espaço cívico do qual as sociedades dependem.

    “Robôs assassinos não devem ter lugar em nosso futuro”

    Em terceiro, ele ressaltou que os seres humanos estão cada vez mais transferindo poder para as máquinas. Esse cenário envolve agentes de Inteligência Artificial agindo de forma incontrolável e armas autônomas letais se tornando realidade.

    O líder das Nações Unidas disse que “robôs assassinos não devem ter espaço em nosso futuro”. Ele defendeu uma estrutura multilateral de gestão de riscos de IA, apoiada por uma supervisão credível e independente.

    O chefe da ONU afirmou que apesar do mundo estar diante de novos desafios, os sistemas de governança global continuam refletindo a realidade de uma era “em grande parte já superada”.

    Guterres declarou que atualizar os mecanismos de ação coletiva é o “desafio decisivo” que a comunidade internacional tem pela frente, neste momento em que o mundo está “claramente se tornando multipolar”.

    Apelo às superpotências

    Ele afirmou que existem diferentes formas de a multipolaridade se concretizar. Uma delas é um mundo de fragmentação, com tensões crescentes e desconfiança cada vez maior, com mercados fragmentados e instituições enfraquecidas.

    Mas Guterres ressaltou que existe outro caminho, que aposta na interdependência, sustentado por uma rede de conexões econômicas, políticas, sociais e tecnológicas.

    Um mundo no qual múltiplos centros de influência coexistem dentro de uma estrutura comum de direito internacional e regras compartilhadas. Um mundo onde as grandes potências reconhecem que não são capazes de resolver sozinhas os desafios que o mundo enfrenta.

    Para o secretário-geral, tal opção pode ajudar a evitar tendências hegemônicas e uma “Grande Fratura”, ou seja, a divisão do mundo em dois blocos rivais, com sistemas econômicos, tecnológicos e de segurança distintos.

    Ele pediu às superpotências que reconheçam que seu poder tem limites, pois a força militar por si só não pode gerar paz e a hegemonia econômica por si só não pode gerar estabilidade.

    Guterres disse que é hora de escolher se o poder será regido pela lei ou pela força, pela cooperação ou pela coerção.

    Superação da desigualdade de gênero

    Ele citou conflitos em Gaza, Cisjordânia, Ucrânia, Sudão, Mianmar, como exemplos do que acontece quando o poder sai de controle, a força se sobrepõe à diplomacia, os orçamentos militares disparam e a prestação de contas é deixada de lado.

    Sobre reformas na própria ONU, Guterres afirmou que um Conselho de Segurança do século 21 sem assentos permanentes para a África é “injusto e indefensável”.

    O líder da ONU lembrou ainda que em toda parte, mulheres e meninas continuam a enfrentar discriminação, violência, exclusão e abuso, com seus direitos estão sendo cerceados e suas vozes, silenciadas.

    Citando a paridade de gênero alcançada pela ONU em todos os cargos de liderança, sedes e categorias profissionais, ele destacou que “a igualdade não é um sonho, é uma decisão”. Guterres adicionou que, se as Nações Unidas podem mudar, governos ao redor do mundo também podem.

    “Poluidores devem pagar pelos danos que causaram”

    Sobre a crise climática ele pediu determinação para garantir que poluidores paguem pelos danos que causaram.

    Guterres ressaltou que durante décadas, as grandes empresas de petróleo trataram a atmosfera como “um esgoto a céu aberto” e lucraram com as consequências.

    Ele pediu a todos os governos que adotem um plano nacional de transição para abandonar os combustíveis fósseis, com cronogramas claros e proteção para os trabalhadores e comunidades afetados.

    A razão de ser da ONU

    Na sequência da abertura, o presidente da Assembleia Geral subiu à tribuna.

    Khalilur Rahman afirmou que desde a sua fundação, a razão de ser da ONU era e continua sendo “evitar uma terceira guerra mundial”.

    Ele declarou que o fato dessa calamidade ter sido evitada é uma das maiores conquistas da organização, no entanto, “a sobrevivência, por si só, não pode ser o único critério de sucesso”.

    O líder da Assembleia Geral lembrou que fora dos muros da sede, as pessoas não estão perguntando se a ONU funciona.

    Ele reconheceu que muitas guerras não foram resolvidas, mas que mesmo nos conflitos em curso as Nações Unidas estão presentes e atuantes, alimentando, abrigando e protegendo as pessoas e reconstruindo comunidades instituições e sociedades.

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