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  • Brasil não é menor nem menos competitivo do que ninguém, diz Lula

    Brasil não é menor nem menos competitivo do que ninguém, diz Lula

    Brasil não é menor nem menos competitivo do que ninguém, diz Lula

    Ao inaugurar a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado (23), que esse tipo de entrega dá ao país a certeza de não ser menor ou menos competitivo que nenhum outro.

    “Esse centro tecnológico dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém, de que a gente não é menos competitivo do que ninguém. Basta a gente ousar, ter coragem e fazer.”

    Segundo ele, fazer investimento em pesquisa é algo que nem todo mundo gosta de fazer. “Porque o resultado da pesquisa pode não ser positivo. Aí você pensa: ‘Joguei dinheiro fora’. Não. Você não encontraria petróleo se não fizesse pesquisa. Para tudo tem que ser feito pesquisa”, completou.

    Em sua fala, Lula também falou sobre os entraves para investimentos em pesquisa. “Normalmente, o que a gente ouve muito no governo é ‘Ah, custa muito. É muito caro. Não tem dinheiro’. Isso é o que a gente mais ouve. As pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer”.

    Centro Tecnológico

    Em nota, o governo federal informou que a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde figura como uma estrutura estratégica voltada para o desenvolvimento de tecnologias, medicamentos, vacinas, diagnósticos e soluções inovadoras para o Sistema Único de Saúde (SUS).

    Criado em 2002 com apoio do Ministério da Saúde, o centro atua na conexão entre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, acelerando projetos voltados à criação de vacinas, biofármacos, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias estratégicas para o SUS.

    A nova sede do centro possui 15 mil metros quadrados e, de acordo com o comunicado, foi concebida para funcionar como um hub de inovação em saúde, reunindo pesquisadores, universidades, centros de pesquisa e parceiros nacionais e internacionais.

  • Manaus oferece implante subdérmico contraceptivo em 25 unidades de saúde

    Manaus oferece implante subdérmico contraceptivo em 25 unidades de saúde

    Manaus oferece implante subdérmico contraceptivo em 25 unidades de saúde

    A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), ampliou o número de unidades da Atenção Primária à Saúde (APS) que realizam a inserção do implante contraceptivo subdérmico liberador de etonogestrel na capital. O procedimento, que era ofertado em 11 unidades, atualmente está disponível para o público prioritário em 25 estabelecimentos da rede municipal, distribuídos nos cinco Distritos de Saúde (Disas), Norte, Leste, Oeste, Sul e rural.

    A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, Lúcia Freitas, relata que a ampliação na oferta do implante contraceptivo ocorre após o treinamento das equipes de saúde nas novas unidades da referência. Ela destaca que a secretaria segue atuando para capacitar profissionais, com o objetivo de ampliar ainda mais a oferta da inserção do implante na rede municipal.

    “Com a ampliação da oferta desse método, buscamos qualificar o acesso da população ao planejamento familiar e fortalecer a prevenção da gravidez não planejada, assim contribuindo para a redução da mortalidade materna”, informa a gestora.

    O público prioritário para a oferta do implante em Manaus inclui pessoas com útero de 14 a 49 anos, sendo adolescentes de 14 a 19 anos, e mulheres e homens trans em situação de rua, quilombolas, ribeirinhos, pessoas vivendo com HIV, indígenas, pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sexo, além de pessoas em uso de talidomida ou com dificuldades ou contraindicação para uso do dispositivo intrauterino (DIU).

    “Priorizamos essas pessoas porque uma gestação não planejada pode expô-las a uma gravidez de risco ou agravar sua vulnerabilidade social”, observa.

    Eficácia e longa duração

    O implante subdérmico incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos métodos contraceptivos mais seguros e eficazes, impedindo a ovulação por até três anos, conforme a bula do produto. A aplicação do bastão liberador de etonogestrel é feita sob a pele do braço, e a remoção pode ser feita a qualquer tempo, por meio de procedimento simples, permitindo à usuária retornar rapidamente à condição fértil.

    “O implante previne a fecundação, mas não as infecções sexualmente transmissíveis, as ISTs. Por isso é importante a ‘dupla proteção’, que é o uso combinado com a ‘camisinha’, o preservativo externo ou interno, a fim de assegurar uma vida sexual saudável”, observa Lúcia.

    Para receber o implante, as usuárias dos grupos prioritários devem se dirigir a uma das 25 unidades de referência da Semsa para avaliação clínica e inserção do produto.

    A gestora ressalva que o método é contraindicado para mulheres já em gestação, com risco aumentado para acidente vascular cerebral (AVC) ou trombose, ou com histórico pessoal ou familiar de câncer. “Essas e outras condições são verificadas na consulta com a equipe da unidade de saúde, na qual o profissional de saúde vai avaliar se aquela usuária se encaixa no perfil clínico e pode utilizar o implante com segurança”.

    Planejamento reprodutivo

    Afora o implante subdérmico, as unidades da Atenção Primária ofertam outros métodos contraceptivos à população, entre eles preservativos de látex internos e externos, DIU e contraceptivos orais e injetáveis. As pessoas elegíveis para laqueadura ou vasectomia são também encaminhadas para esses procedimentos.

    “Essa oferta faz parte da estratégia da gestão municipal para fortalecer o planejamento reprodutivo entre mulheres e famílias, assegurando a elas maior autonomia para programar quando desejam ter filhos, e possibilitando também reduzir a morbimortalidade materna, infantil e fetal”, conclui Lúcia Freitas.

    Unidades de referência da Semsa Manaus para a inserção do implante subdérmico contraceptivo:

    Zona Norte

    USF Carlson Gracie

    Avenida Curaçao, s/nº, Nova Cidade

    USF Armando Mendes

    Rua Aragarças, nº 786, conjunto Manoa, bairro Cidade Nova

    USF Frei Valério Di Carlo

    Rua Rufino Elizaldo, s/nº, Novo Israel

    USF Arthur Virgílio Filho

    Travessa 10, nº 3.015, bairro Amazonino Mendes

    USF Major PM Sálvio Belota

    Rua Samambaia, nº 786, bairro Santa Etelvina

    Zona Leste

    USF Enfª Ivone Lima dos Santos

    Rua Luís Corrente, s/nº, bairro Coroado

    USF Agnaldo Gomes

    Rua Rio Pirarucu, nº 56, bairro São José

    USF Dr. José Amazonas Palhano

    Rua Antônio Mathias, s/nº, bairro São José

    USF José Avelino Pereira

    Rua Cravinho, s/nº, bairro Jorge Teixeira

    USF Dra. Luiza do Carmo Ribeiro Fernandes

    Avenida Ministro Mário Andreazza, nº 5.585, bairro Mauazinho

    Zona Sul

    USF Theomário Pinto da Costa

    Rua Nazareth Mesquita s/nº, bairro Parque 10 de Novembro

    USF São Francisco

    Rua Jonas da Silva, s/nº, esquina com rua Rodolfo Vale, bairro São Francisco

    USF Dr. Luiz Montenegro

    Rua Pico das Águas, nº 527, bairro Nossa Senhora das Graças

    USF Dr. Antônio Reis

    Rua São Lázaro, nº 10, bairro Betânia

    USF Dr. José Rayol dos Santos

    Avenida Constantino Nery, s/nº, bairro Flores

    Zona Oeste

    USF Mansour Bulbol

    Avenida Desembargador João Machado, nº 741, bairro Alvorada

    USF Adalgiza Barbosa de Lima

    Avenida Laguna, s/nº, bairro Lírio do Vale

    USF Silvio Santos

    Rua Teotônio Vilela, s/nº, bairro Compensa

    USF Parque das Tribos

    Rua Piratapuia, nº 19, bairro Tarumã-Açu

    USF Deodato de Miranda Leão

    Avenida Presidente Dutra, s/nº, bairro Glória

    Maternidade Dr. Moura Tapajóz

    Avenida Brasil, nº 1.335, bairro Compensa

    Zona rural

    USFR Pau-Rosa

    Ramal do Pau-Rosa, s/nº, entrada do quilômetro 21, assentamento Tarumã-Mirim

    USFR Conselheira Ada Rodrigues Viana

    Rua Nova Canaã, rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista), R-10

    USFR Ephigênio Salles

    Ramal Água Branca, quilômetro 45, rodovia AM-010

    USFF Dr. Antônio Levino

    Calha do Rio Amazonas

  • Manaus lança ‘Dívida Zero 2026’ com descontos de até 100% em juros e multas

    Manaus lança ‘Dívida Zero 2026’ com descontos de até 100% em juros e multas

    Manaus lança ‘Dívida Zero 2026’ com descontos de até 100% em juros e multas

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), está com adesão aberta ao “Dívida Zero 2026”, programa de transação tributária que permite a contribuintes pessoas físicas e jurídicas regularizarem débitos inscritos em dívida ativa com condições especiais de desconto de 100% em juros e multas e parcelamento. O prazo final para a adesão é até o dia 20 de agosto.

    Segundo a procuradora-geral do município em exercício, Carmem Rosa dos Santos, o programa é necessário para ajudar a população a sair da inadimplência e reforçar a arrecadação do município, promovendo mais investimentos nas políticas públicas.

    “O programa ‘Dívida Zero 2026’ foi concebido para oferecer uma oportunidade concreta aos cidadãos e empresários que desejam regularizar sua situação fiscal. Ao facilitar a negociação dos débitos, a Prefeitura de Manaus promove a recuperação financeira dos contribuintes e fortalece a capacidade do município de investir em serviços públicos essenciais para a população”, afirmou.

    Conforme o Edital de Transação por Adesão nº 01/2026, a adesão ao programa pode ser feita de forma totalmente digital, sem necessidade de deslocamento presencial.

    Podem ser negociadas pendências relacionadas ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), Imposto sobre Serviço Retido na Fonte (ISSRF), Multas por Infração à Legislação Tributária (MIF), Taxa de Verificação de Funcionamento (TVF) e Taxa de Localização (TL).

    Descontos

    Os descontos variam conforme a modalidade de pagamento escolhida e incidem sobre multas e juros de mora. Para pagamento à vista, o abatimento é de 100%. Em casos de parcelamento, o desconto é de 70% para pagamentos entre duas e 12 parcelas; 60% para parcelas de 13 a 24; 50% para parcelas de 25 a 36; e 40% para pagamentos entre 37 e 60 parcelas.

    A PGM ressalta que, nos casos envolvendo Multas por Infração à Legislação Tributária (MIF), os descontos incidem exclusivamente sobre os juros e a multa de mora, sem qualquer redução do valor principal da penalidade aplicada.

    A adesão para pagamentos à vista pode ser feita por acesso direto no portal, sem necessidade de cadastro. O pagamento já equivale à adesão ao edital. Em casos de parcelamento, o cadastro é necessário. Somente após essa etapa o contribuinte acessa o Portal do Parcelamento https://semefatende.manaus.am.gov.br/dividazero2026  e pode simular as parcelas.

    Para adesão de pessoas jurídicas, o sócio ou procurador deve realizar cadastro eletrônico de pessoa física, com apresentação digital de documentação comprobatória, como contrato social e procuração, quando for o caso.

    Benefício exclusivo para usuários do DT-e

    Os contribuintes cadastrados no Domicílio Tributário Eletrônico (DT-e) antes da adesão têm direito a 100% de desconto em multas e juros em pagamentos parcelados em até seis vezes. O credenciamento pode ser feito em dme.manaus.am.gov.br.

    Adesão

    Os contribuintes que aderirem ao programa “Dívida Zero 2026” deverão observar que o vencimento da primeira parcela ou da cota única ocorrerá em até dois dias úteis após a formalização da adesão. O edital também estabelece valores mínimos para os parcelamentos, fixados em meia Unidade Fiscal do Município (UFM) para pessoas físicas e profissionais autônomos; uma UFM para empresas enquadradas no Simples Nacional e duas UFMs para as demais pessoas jurídicas. O valor fixado da UFM para 2026 é de R$ 152,78.

    A adesão deverá ser realizada preferencialmente pela internet, por meio do portal de serviços da Prefeitura de Manaus: manausatende.manaus.am.gov.br. Nos casos de parcelamento, será necessário efetuar cadastro eletrônico e encaminhar digitalmente documentos, como CPF, RG, comprovante de residência e uma fotografia atual do rosto do contribuinte segurando o documento de identificação de forma visível.

    O não pagamento da primeira parcela acarretará o cancelamento automático do acordo. Nos casos de parcelamento já formalizado, o atraso de qualquer prestação por período superior a 90 dias resultará na rescisão da transação e no restabelecimento da cobrança pelo valor original atualizado.

    “A adesão eletrônica torna o procedimento mais rápido, seguro e acessível, permitindo que o contribuinte resolva sua situação sem necessidade de deslocamentos. Ao mesmo tempo, a regularização fiscal contribui para reduzir os índices de inadimplência e fortalecer a arrecadação necessária à manutenção das políticas públicas municipais”, destacou a procuradora-geral do município em exercício.

    Riscos para quem não aderir

    A Prefeitura de Manaus alerta que permanecer inadimplente expõe o contribuinte a bloqueio judicial de contas bancárias, protesto em cartório, negativação junto ao SPC e Serasa, impedimento de obter certidão negativa de débitos, penhora e leilão de bens, além de eventual inscrição no Cadastro de Inadimplentes Federal (Cadin). Há ainda o ônus de taxas cartoriais e custas judiciais.

    Atendimento

    Os contribuintes que estiverem em dúvida sobre o programa podem entrar em contato pelos canais de atendimento da Semef: telefone 156, Chat Semef Atende (semefatende.manaus.am.gov.br), WhatsApp (92) 3672-1600 ou presencialmente na avenida Japurá, nº 488, Centro.

  • Mulher é presa por aplicar golpe de R$ 100 mil em clínicas de estética

    Mulher é presa por aplicar golpe de R$ 100 mil em clínicas de estética

    Mulher é presa por aplicar golpe de R$ 100 mil em clínicas de estética

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), apresenta, em coletiva de imprensa, detalhes da prisão de Jéssica Rocha de Souza, 34, investigada pelo crime de estelionato.

    Conforme as investigações, a suspeita aplicava golpes em clínicas de estética e estabelecimentos comerciais, utilizando comprovantes falsos de pagamento via PIX, causando prejuízo estimado em aproximadamente R$ 100 mil.

  • Homem que agrediu e tentou matar ex-companheira é preso na zona centro-sul de Manaus

    Homem que agrediu e tentou matar ex-companheira é preso na zona centro-sul de Manaus

    Homem que agrediu e tentou matar ex-companheira é preso na zona centro-sul de Manaus

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) centro-sul, cumpriu, nesta segunda-feira (25/05), mandado de prisão preventiva de um homem, de 51 anos, investigado por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, de 44 anos. O crime foi praticado no dia 18 de maio deste ano, no bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus.

    De acordo com as investigações, o autor e a vítima mantiveram um relacionamento por cerca de 15 anos, marcado por conflitos recorrentes. Na ocasião do crime, a mulher sofreu graves lesões e precisou ser hospitalizada.

    Inicialmente, o homem informou à filha da vítima que ela teria caído de uma escada. No entanto, a versão foi descartada após análises médicas apontarem indícios de agressão física.

    Durante o atendimento hospitalar, a vítima confirmou que as lesões foram provocadas pelo ex-companheiro, o que reforçou os elementos investigativos e resultou na representação pela prisão preventiva do suspeito.

  • Vigas pré-moldadas são instalada para a nova passarela da avenida Torquato Tapajós em Manaus

    Vigas pré-moldadas são instalada para a nova passarela da avenida Torquato Tapajós em Manaus

    Vigas pré-moldadas são instalada para a nova passarela da avenida Torquato Tapajós em Manaus

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), intensificou, na noite desse sábado, 23/5, a obra de construção da nova passarela da avenida Torquato Tapajós, no trecho do conjunto Santos Dumont. As atividades consistem no içamento de vigas pré-moldadas longitudinais e a implantação de pré-lajes, etapa fundamental para a estabilidade da estrutura.

    Esta etapa teve início na noite de sexta-feira, 22/5, onde as equipes da Seminf atuaram no sentido Centro-bairro da avenida, e seguem com as atividades no sentido bairro-Centro.

    “Estamos aqui cumprindo uma determinação do prefeito Renato Junior, avançando com as obras de reconstrução da passarela da Torquato, com a implantação das vigas pré-moldadas. Essa é uma atividade importante para a população, aqui estamos garantindo segurança para as pessoas que irão se deslocar para um sentido ou outro de um dos maiores corredores viários da cidade. Então, estamos firmes nessa missão de trazer melhorias para todos que irão trafegar por aqui”, afirma o secretário municipal de Infraestrutura, Madson Rodrigues.

    O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) executa o desvio parcial do trânsito por meio da abertura feita em dois canteiros centrais para os condutores utilizarem da avenida em mão dupla, garantindo assim a segurança dos condutores da região.

    “Eu acho muito bom a prefeitura ter tomado a iniciativa de estar reconstruindo a passarela, porque vai ajudar muito nós que passamos aqui todos os dias para pegar transporte coletivo, para a passagem de idosos, crianças. Então, vai melhorar muito”, agradece a dona de casa Ediane Pinto, de 24 anos.

    A reconstrução da passarela da avenida Torquato Tapajós reforça o comprometimento da Prefeitura de Manaus com a qualidade de vida e segurança da população, garantindo acessibilidade para todos que utilizarão da estrutura.

  • Série C: Amazonas é superado por 2 a 1 no Carlos Zamith

    Série C: Amazonas é superado por 2 a 1 no Carlos Zamith

    Série C: Amazonas é superado por 2 a 1 no Carlos Zamith

    O Amazonas foi superado na tarde deste domingo (24), pelo Ferroviária-SP por 2 a 1 no estádio Carlos Zamith, em duelo válido pela oitava rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Denilson marcou os gols da Locomotiva, Ronaldo anotou o gol da Onça-pintada.

    O jogo

    O duelo foi disputado, com poucas chances claras de gols apresentadas por ambas equipes. Nos acréscimos da primeira etapa, Ronaldo abriu o placar no Carlos Zamith de cabeça.

    No final do primeiro tempo, um torcedor foi detido por suspeita de racismo contra o jogador Douglas Skilo da Ferroviária-SP. Diante do ocorrido, o protocolo antirracismo foi ativado pela arbitragem e todos os procedimentos legais foram adotados. O suspeito foi identificado e conduzido à delegacia para as providências necessárias.

    A Federação Amazonense de Futebol (FAF) repudia o ocorrido e reforça o compromisso no combate ao racismo, preconceito e discriminação dentro e fora dos estádios.

    No início da segunda etapa a equipe visitante deixou tudo igual no placar com gol de Denilson de cabeça. Aos 28 minutos, o atacante apareceu para virar o jogo com mais um gol de cabeça no Carlos Zamith, e garantir a vitória da Ferroviária-SP.

    Panorama e próxima partida

    Com o resultado o Amazonas segue com 13 pontos e ocupa a quarta colocação na tabela de classificação da terceira divisão. O próximo compromisso do Aurinegro será diante do Guarani-SP, às 17h (horário de Manaus), no estádio Brinco de Ouro.

  • Profissionais de saúde vencem desafios para vacinação em área indígena

    Profissionais de saúde vencem desafios para vacinação em área indígena

    Profissionais de saúde vencem desafios para vacinação em área indígena

    Na área atendida pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus, unidade descentralizada do Sistema Único de Saúde (SUS), vivem 11 mil pessoas das etnias Apurinã, Jamamadi, Jaminawa, Kaxarari, Kaxinawá, Huni Kuin, Madiha, Kulina e Manchineri.

    São 155 aldeias, com populações que variam de 30 a 300 pessoas, onde idiomas de três troncos linguísticos diferentes dividem espaço com o português, ou dão conta da comunicação por completo.

    A depender da aldeia, se está no Acre, Amazonas ou Rondônia, é possível chegar de caminhonete ou barco quando o clima está bom, ou apenas de quadriciclo, botes ou helicópteros quando as condições são desfavoráveis.

    Há também as peculiaridades culturais. O atendimento é descentralizado, respeitando crenças e práticas tradicionais de cada etnia.

    Evangelista Apurinã, coordenador do DSEI, explica que não dá, por exemplo, para impor um ritmo aos Madijá e Kulina, com os quais é preciso negociar. “E outra coisa: você os segura em um lugar por, no máximo, umas 3, 4 horas. Depois disso, não segura mais”, afirma.

    Os Jamamadi se organizam politicamente ao redor de 11 clans principais, mas um impera sobre os outros dez. “Então, se você acertar algo com um cacique que não é do clã principal, você pode sair do território achando que está tudo combinado e, quando voltar lá, vai ver que voltou à estaca zero”, alerta Apurinã.

    “Se a gente não souber desses detalhes, e de fato entender como é a estrutura de cada povo, a gente vai estar colocando a carroça na frente dos bois, e não vai conseguir fazer o serviço”, conclui o coordenador sobre os desafios de levar uma das principais estratégias de saúde pública – a vacinação – aos territórios indígenas.

    Ainda assim, a turma do Zé Gotinha consegue chegar. Como é inviável manter unidades de saúde em todas as aldeias, cada região tem um polo base, de onde os profissionais saem para atender as comunidades, passando até 40 dias trabalhando de forma itinerante.

    A localização das aldeias não impõe um desafio só de percurso, mas também de armazenagem: os frascos de vacina precisam ficar constantemente refrigerados, em uma temperatura entre 2º e 8º celsius para manter sua eficácia. Freezers instalados nos barcos, caixas térmicas e bobinas de gelo é que garantem esse padrão.

    Quem planeja as atividades no DSEI Alto Rio Purus é a enfermeira Kislane de Araújo Dias, responsável técnica pela área de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis do Dsei. Ela explica que todo trabalho é baseado no censo vacinal, uma grande planilha com os dados de todas as famílias, onde as equipes monitoram quem vai precisar tomar qual vacina a cada incursão.

    “É assim que a gente sabe também quantas doses de cada vacina vamos usar em cada aldeia, para transferir só esse quantitativo exato do estoque para a caixa de movimento diário. Geralmente, a equipe escolhe um local central na aldeia, onde as pessoas são atendidas, mas a gente também vai de casa em casa se precisar, e faz busca ativa dos faltosos.”

    Todas as questões logísticas e culturais demandam um planejamento minucioso, de acordo com a enfermeira Evelin Plácido, que atuou em territórios indígenas por muitos anos e hoje oferece capacitações em imunização para outros profissionais de saúde, a frente da CapacitaImune.

    “Ao contrário do contexto urbano em que as pessoas vão até a imunização, nas áreas indígenas é a vacina que precisa ir até as pessoas. Então, a gente tem que conhecer bem os equipamentos, quantas horas vão durar cada percurso e as rotas precisam ser muito bem estabelecidas antes de ir para o território, para que a gente não exponha a vacina a uma temperatura inadequada, por exemplo.”

    No início de maio, Evelin esteve em Rio Branco, capital do Acre, ministrando um curso para profissionais que atendem as populações indígenas do estado, e também outras comunidades de difícil acesso.

    Além de repassar com eles as normas técnicas mais atualizadas e as formas corretas de armazenar, aplicar e descartar os frascos de vacina, a enfermeira compilou uma série de informações, que sentia falta quando atuava na ponta.

    “Um conteúdo essencial são as informações sobre as bases imunológicas, para eles entenderem como cada vacina interage com o sistema imune, e a parte sobre os efeitos adversos. Até para o profissional conseguir explicar para as pessoas que elas são uma parte normal de um processo que está prevenindo uma coisa muito maior”, diz a enfermeira, que também é Diretora da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

    Ela complementa: “Fui percebendo que, ao longo do tempo, que não adianta você ser um profissional excelente, ter o melhor equipamento, conhecer tudo das vacinas, entender sobre técnicas de aplicação, se você não souber se comunicar com as pessoas.”

    Por isso, os profissionais também aprenderam técnicas para comunicar melhor as informações à população. Kislane, responsável técnica do DSEI Alto Rio Purus, diz que isso é especialmente importante na saúde indígena.

    “Eu não posso simplesmente chegar lá e dizer: ‘É isso aqui e você vai ter que aceitar’.  A gente orienta as equipes a fazer uma roda de conversa e explicar para a comunidade que é um imunobiológico que vai conferir proteção contra aquela doença que os povos indígenas estão suscetíveis.”

    O curso é oferecido pela farmacêutica MSD, que fornece quatro vacinas ao Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde: HPV, ⁠Hepatite A, ⁠Varicela e Pneumo-23. A gerente-médica de vacinas da empresa, Aline Okuma, explica que esta é a quarta capacitação oferecida para profissionais que atuam na saúde indígena ou em áreas remotas.

    “Todo mundo precisa de capacitação, só que nas grandes capitais, a chance dos profissionais receberem isso é muito maior do que em áreas mais remotas. A gente identifica muito que algumas práticas não são harmonizadas e acho que essa é a grande valia desse curso: harmonizar práticas, adaptando para o cenário local”

    Até um dos maiores trunfos do Programa Nacional de Imunizações do Sus acaba sendo um desafio para a atualização dos profissionais. O calendário básico de vacinação oferece mais de 20 vacinas e não para de crescer ou de se aperfeiçoar: só nos últimos meses, foram incorporadas as novas vacinas contra a dengue e o vírus sincicial respiratório.

    Grupos vulneráveis, como a população indígena, ainda seguem alguns esquemas diferenciados. Todos os anos devem ser vacinados contra a influenza e a covid-19, por exemplo, independente da idade.

    Uma experiência recente demonstra a importância disso. Em 2024, em meio à seca recorde registrada na região amazônica, que inviabilizou a navegação até das equipes de saúde, uma das aldeias da região viveu um surto de influenza. Duas crianças morreram.

    “Nós mobilizamos o governo federal e o governo estadual e antecipamos em dois meses a vacinação de influenza dentro desse território, com um aparato para levar as vacinas por via aérea, usando canoinhas de madeira pra chegar nas casas, deslocando profissionais de outro polos. Foi um plano de contingência e emergência, porque um agravo desse pode matar uma comunidade inteira”, afirma Kislane.

    Povos indígenas que vivem em áreas de difícil acesso, assim como populações ribeirinhas, quilombola e rurais, também já estão sendo vacinados contra a raiva, por causa do risco maior de adquirir a doença após mordida de animais silvestres.

    Natália Diniz, que atua no polo da cidade de Boca do Acre, no Amazonas, também participou do curso em Rio Branco. Ela reconhece que é desafiador ter que passar mais de um mês longe de casa, a cada incursão, depois de navegar dias para chegar às comunidades, mas também revela uma satisfação especial:

    “No território extramuro, a gente é um convidado. E toda vez que chegamos como convidado na casa de alguém, precisamos pedir permissão, e tem que ter respeito com a rotina dessa casa. Quando a gente faz vacina nos territórios, não é só uma vacina. A gente está dando oportunidade para aquela pessoa ter um futuro com saúde e feliz”

    * Equipe viajou a convite da empresa MSD.

  • Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal

    Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal

    Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal

    As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.

    A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.

    Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.

    A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.

    O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.

    Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia.

    “A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.

    Mapas do Caminho

    Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.

    Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril.

    O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.

    “A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima”, disse o diplomata André Corrêa do Lago.

    Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.

    Autocrítica

    Sobre o chamado “regime climático”, que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.

    A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.

    “O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.

    A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono.

  • Dengo, axé e samba: conheça palavras africanas no dia a dia do Brasil

    Dengo, axé e samba: conheça palavras africanas no dia a dia do Brasil

    Dengo, axé e samba: conheça palavras africanas no dia a dia do Brasil

    O dia a dia dos brasileiros é repleto de palavras derivadas de línguas africanas, principalmente dos troncos linguísticos banto e iorubá. Elas nomeiam comidas, sentimentos, partes do corpo e elementos culturais.

    O dia 25 de maio é o Dia da África, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em referência à criação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963.

    O babalaô (sacerdote de candomblé) Ivanir dos Santos, pedagogo, pesquisador brasileiro, doutor em História Comparada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destaca algumas dessas palavras e seus significados:

  • Aluá: Bebida fermentada
  • Axé: Energia, força vital ou saudação
  • Bagunça: Desordem, confusão
  • Berimbau: Instrumento musical de corda
  • Bunda: Nádegas
  • Caçula: Filho mais novo
  • Cafuné: Carinho na cabeça, acariciar
  • Dengo: Manha, carência
  • Fubá: Farinha de milho
  • Moleque: Menino
  • Quitanda: Pequeno comércio de hortaliças ou mercado
  • Samba: Gênero musical e dança
  • Xodó: Pessoa muito querida, apego
  • O trabalho de Ivanir dos Santos é reconhecido pela defesa dos direitos humanos, pelo combate ao racismo e à intolerância religiosa.

    Ajuste fonético

    O filólogo e linguista brasileiro Ricardo Stavola Cavaliere, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), disse à Agência Brasil que o português do Brasil tem um vasto vocabulário de origem africana que cobre várias áreas da atividade social. Entre elas, citou “vatapá”, “dendê”, “moqueca” e “farofa” na culinária; “berimbau” e “cuíca” na música; “chimpanzé” e “camundongo” na fauna.

    Cavaliere ocupa a cadeira número 8 na ABL, para a qual foi eleito em abril de 2023.

    Segundo ele, normalmente essas palavras mantêm no português o significado da língua de origem, mas há casos como “samba”, que sofreu alteração semântica em português: de um tipo de dança passou a designar um gênero musical.

    “Evidentemente, as palavras de origem africana sofreram ajuste fonético ao ingressar no léxico do português”, comentou.

    No trato familiar, o professor Cavaliere citou a palavra “dengo” para designar a noção de carinho e afeto, além de “caçula”, que se refere ao filho mais novo. Segundo ele, a inclusão de palavras africanas no âmbito da família decorre da intensa presença de mulheres escravizadas nas atividades domésticas a partir do Primeiro Império.

    “A palavra cafuné, por exemplo, vinda do quimbundo e que designa o ato de coçar ou acariciar a cabeça, é típica dessa relação íntima de mulheres africanas no ambiente das famílias brasileiras no século 19”.

    Origens

    De acordo com o filólogo, inicialmente, as línguas que mais forneceram palavras foram o quimbundo, o umbundo e, em menor medida, o quicongo. São as línguas que chegaram com o largo fluxo do tráfico escravagista a partir da segunda metade do século 16. 

    A presença do quimbundo era tão expressiva que motivou o padre jesuíta Pedro Dias a escrever uma gramática dessa língua, publicada em 1697. A finalidade era facilitar seu aprendizado pelos padres que cumpriam missão no Brasil.

    A partir do século 18, intensificou-se o tráfico de pessoas escravizadas de etnia iorubá ou nagô, o que propiciou o aumento de palavras desse tronco linguístico, destacou Cavaliere.

    “Tais palavras são frequentes na denominada língua de santo, presente nos cultos do candomblé, tais como orixá, babalorixá, Ogum etc.”.

    Angola

    O pesquisador angolano Geovany Fernandes-Cattuco, ou simplesmente Gio Cattuco, como é mais conhecido nas redes sociais, é um criador de conteúdo digital que ganhou notoriedade por produzir conteúdos focados na expansão, valorização e divulgação da cultura angolana e africana.

    Um de seus principais focos de trabalho diz respeito à origem das palavras angolanas que acabaram sendo adotadas no vocabulário brasileiro. Alguns exemplos são as palavras “dengo”, que em português significa doçura, carinho, atenção, originária do termo ndengu, falado na língua kikongo, ou quicongo.

    Dessa mesma língua vem a palavra “muvuca”, derivada de mvuca, cujo significado é aglomeração.

    Da língua kimbundu, ou quimbundu, resultaram várias palavras inseridas no vocabulário brasileiro, entre elas “cambada” (do termo dikamba), cujo significado é amigo ou companheiro; “capanga” (kubanga), que significa lutar; “babá” (do verbo kubaba), equivalente a acalentar ou embalar uma criança para adormecer; “beleléu” (mbalale), sinônimo de sepultura ou campa em que se enterram as pessoas mortas; e “caçamba” (kisambu), espécie de cesto grande.

    Herança diária

    O professor de ciências humanas e mestre em ciências da educação Augusto Ribeiro sustenta que a herança africana está não só no vocabulário, mas na cultura brasileira e no jeito de falar do povo. Ele afirma que os brasileiros falam africano todos os dias e não percebem.

    Na avaliação de Ribeiro, “cada palavra é um pedacinho da história, uma resistência que atravessou o tempo e ainda vive na nossa fala”.

    A palavra “banguela”, ou sem dente, da língua kimbundu, é um exemplo do legado africano na língua falada no Brasil, indicou. Outras expressões e gírias são citadas também pelo professor, como mandinga, moleza, xingar, malandra, quindim, miçanga.

    Segundo Augusto Ribeiro, “falar é também resistir”. E acentua que a cultura negra está viva e valorizada no jeito e na fala do brasileiro. “A fala negra é preservada”, afiança.

    Tradição

    Para o professor Gilvan Muller de Oliveira, doutor em linguística pela Universidade de Campinas (Unicamp), a comemoração sobre o Dia da África não deve ressaltar o continente apenas como algo do passado do Brasil, quando havia escravizados.

    Para ele, a data deve ser comemorada mobilizando a nossa tradição como país com mais pessoas de origem africana em todo o mundo fora da África.

    “Mobilizando as nossas tradições oriundas de diversas partes da África, em diferentes momentos, para uma colaboração com o continente africano, para uma relação externa menos colonial que nós só temos com a Europa e Estados Unidos”, disse.

    Segundo o professor, isso pode ser feito por meio das universidades, com o objetivo de dar à população brasileira uma visão do que é a África de hoje, “do que são os países africanos de hoje, quais as oportunidades que eles nos abrem, quais benefícios essa relação bilateral pode nos trazer”. A meta é tornar viva essa tradição também no aprendizado que se faz com a população brasileira.

    O Ministério da Educação (MEC) realiza a partir desta segunda-feira (25), em Brasília, o 1º Fórum de Reitores Brasil-África. O objetivo é consolidar a educação superior como eixo central da relação bilateral entre o Brasil e os países do continente africano.

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