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  • Projeto permite coletar depoimento de testemunha em cartório

    Projeto permite coletar depoimento de testemunha em cartório

    O Projeto de Lei 143/26, do deputado Sérgio Santos Rodrigues (Pode-MG), permite que testemunhas prestem depoimento em cartório, em vez de ir à audiência judicial. A medida vale para processos sobre direitos disponíveis, como questões de propriedade e contratos.

    O texto, em análise na Câmara dos Deputados, altera o Código de Processo Civil.

    Pela proposta, as partes podem combinar de coletar os depoimentos em cartório, pagando os custos do serviço. O tabelião ou pessoa autorizada por ele fará a coleta.

    A ata produzida valerá como prova em processos judiciais ou administrativos.

    Avaliação do juiz

    O juiz poderá aceitar a ata como prova e dispensar a audiência se o documento for suficiente para esclarecer os pontos em discussão. Mas o magistrado continua com poder para avaliar a prova. Se achar necessário, poderá chamar as testemunhas para novo depoimento em audiência.

    Como funcionará

    O depoimento será feito no cartório da cidade onde tramita o processo. Se a testemunha morar em outra cidade, poderá ir ao cartório mais próximo de sua casa.

    Todo o depoimento será gravado em áudio e vídeo. As gravações ficarão disponíveis para as partes e para o juiz.

    O projeto também permite que o cartório faça a coleta por videoconferência, seguindo as regras do Conselho Nacional de Justiça.

    As partes deverão avisar o juiz sobre o acordo feito, informar quais testemunhas serão ouvidas e qual cartório fará o serviço.

    O advogado, por sua vez, deverá avisar a testemunha sobre o dia, a hora e o local do depoimento com pelo menos cinco dias de antecedência.

    Se a testemunha faltar sem justificativa, o ato será remarcado. O responsável pela ausência da testemunha pagará os custos da remarcação.

    O depoimento será público, exceto em processos que correm em segredo de justiça.

    Soluções mais rápidas

    Para Rodrigues, a proposta estimula soluções mais rápidas. “A escolha do tabelião de notas como agente responsável pela colheita do depoimento assegura imparcialidade, fé pública e segurança jurídica ao ato.”

    Rodrigues destacou que o projeto não retira poder do juiz, apenas oferece uma alternativa. Segundo ele, a iniciativa ajuda a reduzir a quantidade de audiências e a tornar os processos mais rápidos, sem prejudicar o direito de defesa das partes.

    Próximos passos

    A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Golpista que roubou aposentadoria de idoso de 72 anos em Manaus fugiu em carro de placa TAC9F97

    Golpista que roubou aposentadoria de idoso de 72 anos em Manaus fugiu em carro de placa TAC9F97

    O aposentado Lourival Sidney Souza da Silva, de 72 anos, foi vítima de um golpe seguido de roubo na manhã desta segunda-feira, entre 7h30 e 8h, na Rua Itacoatiara, ao lado de uma agência bancária, em Manaus.

    Segundo informações, o idoso estava na fila do banco quando foi abordado por um homem ainda não identificado, que se ofereceu para ajudá-lo. Durante a ação, o suspeito teria realizado um empréstimo em nome da vítima sem sua autorização.

    Após deixar a agência, o criminoso continuou acompanhando o aposentado. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito empurra o idoso e foge levando sua bolsa.

    Dentro da bolsa estavam o dinheiro da aposentadoria, documentos pessoais e outros pertences da vítima. Após o crime, o suspeito fugiu em um veículo de placa TAC9F97, informação que pode ser fundamental para a identificação do golpista e o avanço das investigações.

    A família pede a colaboração da população para identificar o autor do crime. Quem tiver qualquer informação que possa auxiliar nas investigações pode entrar em contato pelo telefone (92) 98471-0938.

    O caso será investigado pelas autoridades, que também irão analisar as imagens das câmeras de segurança e a identificação do veículo utilizado na fuga para localizar o suspeito.

  • Morte de investigador em Manaus: 5 presos, líder morto e uma tonelada de drogas apreendida

    Morte de investigador em Manaus: 5 presos, líder morto e uma tonelada de drogas apreendida

    Cinco pessoas foram presas por suspeita de integrar a organização criminosa investigada pela morte do investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos. O policial foi assassinado durante uma operação contra o tráfico de drogas realizada na última sexta-feira (24), no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus.

    De acordo com a Polícia Civil, o grupo era monitorado havia cerca de três meses por envolvimento com tráfico internacional de drogas e atuava no transporte e na distribuição de entorpecentes na capital amazonense e em outros estados.

    Investigador foi morto durante abordagem

    Luciano Carvalho de Sena foi baleado durante a abordagem a uma caminhonete na Rua Álvaro Maia, no bairro Alvorada. Segundo a investigação, um dos ocupantes do veículo efetuou disparos contra o policial. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança, o que auxiliou na identificação dos envolvidos poucas horas após o crime.

    Líder do grupo morreu em confronto

    A Polícia Civil apontou Rafael Pereira Freitas como um dos líderes da organização criminosa e autor dos disparos que mataram o investigador.

    Na madrugada de sábado (25), ele foi localizado durante uma operação em uma comunidade de Itacoatiara, no interior do Amazonas. Conforme o delegado Juan Valério, os policiais percorreram cerca de 1,5 quilômetro de mata e avançaram rastejando por aproximadamente 400 metros até a residência onde o suspeito estava escondido.

    Ainda segundo a polícia, Rafael reagiu à abordagem, atirou contra os agentes e foi baleado durante o confronto. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital do município.

    Prisões e funções dos investigados

    Durante as operações, cinco pessoas foram presas por participação na organização criminosa:

  • Mayara Silva da Silva, que estava na caminhonete durante a abordagem que terminou com a morte do investigador. Em depoimento, ela afirmou que Rafael Pereira Freitas foi o autor dos disparos.
  • Bruno Everson Pinto dos Santos, cabo da Polícia Militar, apontado como responsável pelo suporte logístico e pela segurança de Rafael durante o transporte e a entrega das drogas. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Klinger Paiva, o militar já estava afastado das funções e respondia a processo disciplinar, além de já ter sido condenado pela Justiça com perda da função e do porte de arma.
  • Raimundo dos Santos Castro Neto, identificado como o homem que receberia a carga de drogas no momento da abordagem policial.
  • Matheus Lima Assunção, preso no mesmo condomínio onde Mayara foi localizada. Segundo as investigações, ele portava uma arma de fogo e foi responsável por resgatar Mayara logo após o assassinato do investigador.
  • Mayrilane Silva da Silva, investigada por associação ao tráfico. No decorrer das investigações, a Justiça revogou sua prisão domiciliar e decretou a prisão preventiva. Entretanto, de acordo com a Polícia Civil, ela não foi localizada e é considerada foragida.
  • Organização utilizava rotas fluviais

    As investigações apontam que o grupo utilizava rotas fluviais para transportar drogas até Manaus. Durante o monitoramento, os policiais identificaram imóveis utilizados para armazenar os entorpecentes antes da distribuição.

    “Foi possível levantar uma rede de traficantes atuando, escoando droga de forma fluvial até a capital amazonense. Já estávamos conseguindo localizar todos os imóveis que eles frequentavam e guardavam os entorpecentes”, afirmou o delegado Rodrigo Torres.

    Mais de uma tonelada de drogas apreendida

    Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu mais de uma tonelada de drogas em um condomínio de luxo na capital amazonense. O material foi encaminhado para perícia e será incorporado ao inquérito policial.

    Segundo o delegado Rodrigo Torres, as investigações continuam para identificar e responsabilizar outros integrantes da organização criminosa.

    “As investigações vão continuar visando elucidar todos os envolvidos”, destacou o delegado.

  • Justiça revoga prisão domiciliar e determina retorno de suspeita à prisão por morte de policial civil em Manaus

    Justiça revoga prisão domiciliar e determina retorno de suspeita à prisão por morte de policial civil em Manaus

    A Justiça do Amazonas determinou que Meirilany Silva da Silva volte a cumprir prisão preventiva em regime fechado. A decisão foi assinada neste domingo (26) pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

    Meirilany havia sido presa em flagrante durante uma operação contra o tráfico de drogas que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Luciano Carvalho de Sena, em Manaus. Posteriormente, ela passou a cumprir prisão domiciliar por estar grávida.

    De acordo com a Polícia Civil, a suspeita não foi localizada para o cumprimento da nova decisão judicial e é considerada foragida.

    A decisão liminar suspendeu o benefício da prisão domiciliar concedido anteriormente e determinou que Meirilany seja encaminhada a uma unidade prisional para cumprir a prisão preventiva.

    O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, que realizam diligências para localizar a suspeita e dar cumprimento ao mandado judicial.

    Denúncias

    A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para a localização de Meirilany Silva da Silva seja repassada de forma anônima pelos seguintes canais:

  • Disque-Denúncia: 181
  • Polícia Militar: 190
  • Polícia Civil: 197
  • WhatsApp de denúncias: (92) 3667-7575
  • O sigilo da identidade do denunciante é garantido.

  • Homem é encontrado morto dentro de oficina mecânica na zona norte de Manaus

    Homem é encontrado morto dentro de oficina mecânica na zona norte de Manaus

     

    O corpo de um homem, ainda não identificado, foi encontrado na manhã desta segunda-feira (27) no interior de uma oficina mecânica localizada na avenida Curaçao, no bairro Nova Cidade, zona norte de Manaus.

    De acordo com as primeiras informações, moradores e trabalhadores da região acionaram as autoridades após localizarem a vítima no estabelecimento. A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia.

    Durante a análise inicial, foram observadas marcas nos braços e nas pernas do homem. No entanto, somente os exames periciais poderão determinar a causa da morte e esclarecer se houve ou não indícios de violência.

    Após a conclusão dos procedimentos no local, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia que também deverão auxiliar na identificação da vítima.

    O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que apura as circunstâncias da morte e aguarda o resultado dos laudos periciais para dar continuidade às investigações.

  • MPAM deflagra operação Usura contra organização criminosa investigada por agiotagem e extorsão em Manaus

    MPAM deflagra operação Usura contra organização criminosa investigada por agiotagem e extorsão em Manaus

    O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta segunda-feira (27/07), a operação Usura, realizada com apoio da Polícia Civil para desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de agiotagem, extorsão e organização criminosa.

    A investigação foi instaurada há cerca de quatro meses, após denúncia apresentada por uma servidora do Poder Judiciário, que relatou a atuação do grupo contra servidores públicos. A partir das diligências realizadas, o Gaeco identificou uma estrutura organizada voltada à concessão de empréstimos com cobrança de juros abusivos e à intimidação de vítimas para garantir o pagamento das dívidas.

    As ações operacionais tiveram início na última quarta-feira (22/07), quando um policial militar investigado por integrar a organização criminosa foi preso. Nesta segunda-feira, foi deflagrada a fase principal da operação, com o cumprimento dos demais mandados judiciais expedidos pela Justiça.

    O coordenador do Gaeco e do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo), promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, informou que as investigações são conduzidas pelo promotor de Justiça André Epifânio, com apoio dos demais membros do Gaeco, e prosseguirão para identificar toda a extensão de atuação dos criminosos e responsabilizar todos os envolvidos.

    Cumprimento de mandados

    Ao todo, 24 pessoas físicas e jurídicas são investigadas. Nesta fase da operação, foram expedidos dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Um mandado de prisão permanece pendente de cumprimento, uma vez que o investigado não foi localizado e é considerado foragido.

    Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus.

    Durante o cumprimento das ordens judiciais, duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas pelo crime de desacato.

    Investigação

    Entre os investigados estão um policial militar e três advogados. Os escritórios dos profissionais também foram alvo das buscas, por serem vinculados diretamente aos investigados.

    As investigações apontam que a organização criminosa concedia empréstimos de até R$ 200 mil por vítima, impondo juros entre 30% e 70% ao mês. Segundo os elementos reunidos até o momento, as cobranças eram realizadas por meio de intimidação psicológica.

    Até o momento, foram identificadas inúmeras vítimas, a maioria servidores do Poder Judiciário. Ainda não é possível estimar o prejuízo financeiro causado pelo esquema nem delimitar o período exato de atuação da organização criminosa.

    Apreensões

    Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias dos investigados. Preliminarmente, cerca de R$ 160 mil em espécie foram localizados durante a operação, valor que ainda será submetido à conferência oficial.

    As investigações prosseguem sob sigilo para aprofundar a apuração dos fatos, identificar a totalidade das vítimas, dimensionar os prejuízos causados pelo grupo criminoso e verificar a eventual participação de outros envolvidos na organização criminosa.

  • Unesco reconhece Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial Cultural

    Unesco reconhece Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial Cultural

    O Theatro da Paz, em Belém (PA), e o Teatro Amazonas, em Manaus (AM), receberam o título de Patrimônio Mundial Cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A candidatura conjunta foi aprovada na madrugada desta segunda-feira (27).

    Inaugurados no final do século XIX, quando a Amazônia vivia um intenso desenvolvimento econômico em função da extração do látex e comercialização da borracha, os dois teatros reúnem estruturas com materiais europeus e propósitos culturais similares, embora 18 anos separem a inauguração das duas casas.

    Pela proximidade histórica, a candidatura dos dois espaços culturais foi apresentada em conjunto, sob a designação de Teatros da Amazônia.

    Patrimônios brasileiros

    A inscrição é a 26ª inserção de bens culturais, naturais ou mistos brasileiros na lista internacional da Unesco.

    Também receberam esse reconhecimento as cidades Brasília e Ouro Preto,  centros históricos como os de Salvador e São Luís, bens naturais como o Complexo de Conservação da Amazônia Central e bens mistos como as culturas e biodiversidades de Paraty e Ilha Grande.

    Confira mais informações sobre a indicação no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

    Theatro da Paz

    Localizado em Belém, capital do Pará, o Theatro da Paz foi inaugurado em 1878, a partir do projeto arquitetônico do engenheiro José Tibúrcio Pereira Magalhães. Sua principal inspiração foi o Teatro alla Scala, de Milão, na Itália.

    A construção se deu entre os anos de 1869 e 1874, mas, devido a denúncias envolvendo custos e governos, o espaço cultural só pôde ser inaugurado ao final do inquérito que investigava as irregularidades.

  • Nova lei do ‘spray de pimenta’: Defensoria do Amazonas orienta sobre uso responsável e destaca importância da rede de proteção

    Nova lei do ‘spray de pimenta’: Defensoria do Amazonas orienta sobre uso responsável e destaca importância da rede de proteção

    Está em vigor a Lei nº 15.474/2026, que autoriza a comercialização, a aquisição e a posse de aerossol de extratos vegetais para defesa pessoal da mulher, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (24/07). A legislação amplia os mecanismos de proteção, mas não substitui as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha nem a atuação da rede de proteção às mulheres. Diante do novo cenário, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) orienta sobre o uso responsável do dispositivo e reforça que ele deve ser utilizado apenas em situações de risco.

    A medida, aprovada pelo Senado no mês passado e publicada no Diário Oficial da União (DOU), permite que o aerossol seja utilizado para defesa pessoal em casos de agressão ou perigo iminente que coloquem em risco a integridade física ou sexual da mulher.

    A coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), Caroline Braz, avalia que a nova lei amplia as possibilidades de proteção, mas não substitui os mecanismos oficiais já disponíveis.

    “Trata-se de um mecanismo de auxílio para a proteção à integridade física, psicológica e sexual das brasileiras, podendo contribuir para que a mulher consiga interromper uma agressão e buscar um local seguro”, argumentou.

    A defensora pública acrescenta que as mulheres contam com uma rede de proteção que deve ser acionada sempre que necessário.
    “O uso do aerossol não substitui as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, como as medidas protetivas de urgência, o atendimento pela rede de proteção, o acionamento da polícia e o acompanhamento pelos órgãos competentes”, detalhou.

    Cuidados ao usar o spray

    A lei estabelece que a aquisição e a posse do aerossol são autorizadas para mulheres maiores de 18 anos que não tenham condenação criminal por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça. A condição deve ser comprovada por meio de autodeclaração.

    “O aerossol não deve ser utilizado para intimidar, ameaçar, retaliar ou resolver conflitos. O emprego inadequado do dispositivo pode gerar responsabilização civil e penal, a depender das circunstâncias”, alertou a defensora.

    A nova legislação também prevê a criação do Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres. A iniciativa prevê orientações sobre os limites da legítima defesa e o uso proporcional do aerossol, além da divulgação de canais de denúncia, de ações educativas sobre violência doméstica e do incentivo ao uso responsável do instrumento.

  • Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas

    Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas

    Aldeniza Silva e Silva espera o quinto filho. Grávida de sete meses, a moradora da comunidade ribeirinha de Boa Vista, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, na região do Médio Rio Juruá, em Carauari (AM), precisava, até então, se deslocar até a zona urbana do município para conseguir uma consulta médica.

    Um trajeto que pode levar dois ou três dias de rabeta (pequena embarcação) – dependendo se o rio está cheio ou seco, quando fica mais demorado navegar. A única forma de se deslocar até a cidade é por meio fluvial: em muitas regiões do interior do Amazonas, cercadas pela grandiosidade da floresta amazônica, não há rodovias e o único caminho possível é navegando pelos rios.

    Era somente na cidade – forma como os ribeirinhos chamam a zona urbana de Carauari – que Aldeniza conseguia fazer seu pré-natal. Por causa das dificuldades de acesso, até agora, ela só passou por três consultas, quando o ideal, segundo o Ministério da Saúde, é que as gestantes sejam acompanhadas em um mínimo de seis.

    Essa situação é enfrentada diariamente por milhares de ribeirinhos espalhados pela zona rural de Carauari, uma simpática cidade banhada pelo sinuoso Rio Juruá e que tem cerca de 28 mil habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O extenso território de Carauari está localizado a mais de 1,6 mil quilômetros de distância, em linha fluvial, da capital do Amazonas – uma viagem de aproximadamente 36 horas de lancha expressa, com o rio seco. A parte rural é formada por dezenas de comunidades ribeirinhas, que ficam a dias de distância da zona urbana.

    Assim como Aldeniza, a ribeirinha Maria Valkiane Freitas e Silva, da comunidade de Bauana, também precisa enfrentar um longo trajeto de cerca de 12 horas de rabeta para ir até a cidade para se consultar.

    “Para ir [o preço] é uma botija, R$ 160. Mas para vir é duas ou três”, contou.

    Após a inauguração de dois pontos de atendimento à saúde nas bases da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) nas regiões de Campina e Bauana, ocorrida na última semana, essa distância foi encurtada.

    “Agora [a distância] é só de uma praia”, comemorou Aldeniza, que passou a seguir com o pré-natal no posto de Campina.

    “Eu tinha que ir para Carauari fazer minha consulta, mas graças a Deus, tem esse posto aqui. Aí eu vim hoje me consultar”.

    Ela também aproveitou a vinda ao ponto de atendimento para trazer a filha, de seis anos, que não estava bem de saúde. “O médico falou que podia ser verme”, disse.

    Estrutura

    A estrutura dos dois pontos de atendimento é uma solução adaptada à realidade local, com foco no apoio às equipes de saúde, na realização de atendimentos presenciais e no uso da telessaúde. Cada unidade é equipada com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, sala de triagem, consultório odontológico, conexão à internet, equipamentos de telessaúde e áreas para a permanência das equipes de saúde.

    Todos os serviços oferecidos são integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), embora todo o projeto seja desenvolvido por meio de uma parceria público-privada.

    Chamado de SUS na Floresta, o modelo adotado em Carauari é resultado de um edital do programa Juntos pela Saúde. O projeto é executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Umame, com gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e apoio técnico da prefeitura de Carauari e da Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas.

    “Um princípio fundamental deste projeto e de todos os participantes do Juntos pela Saúde não é criar uma estrutura paralela ao SUS, mas sim reforçá-la. Os pontos de atendimento são implantados em parceria com as prefeituras e as secretarias municipais de Saúde, e os profissionais responsáveis pelo atendimento estão vinculados à rede pública e à Estratégia Saúde da Família”, explicou Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS.

    Nem bem foi inaugurado, rumores sobre a instalação de um ponto de saúde mais próximo das comunidades ribeirinhas já estavam circulando pela região. Na comunidade de São Francisco, próxima à unidade da FAS em Campina, por exemplo, a população já estava sabendo da novidade e se preparando para procurar atendimento.

    “Caso a gente adoeça, tem um meio melhor para a gente ser atendido porque é perto daqui. Não tem nem comparação de ir na cidade, que é muito longe. Às vezes, não dá tempo nem de chegar lá. Que nem uma vez que eu adoeci da coluna e cheguei lá [na cidade], após ficar deitada na palha mesmo, deitada quase no porão, porque eu não aguentava mais ficar sentada”, contou a ribeirinha Cecilia Bispo de Lima, da comunidade São Francisco.

    As novas estruturas devem não só oferecer algum tratamento para as dores nas costas de dona Ceci ou realizar o pré-natal de Aldeniza, mas também ajudar na prevenção de doenças e na estratégia de vacinação, como é o caso de Luana do Carmo da Gama, que levará o filho Antonio Pedro, de apenas quatro anos, para ser imunizado.

    “Vai ser ótimo para nós. Qualquer coisa, a gente pode vir aqui. Tem o pessoal para ajudar a gente, né?”.

    Distâncias encurtadas

    Antes, para conseguir um atendimento básico de saúde, moradores da zona rural ou das comunidades ribeirinhas de Carauari precisavam fazer um percurso de horas ou dias em uma viagem de lancha para chegar até o posto mais próximo, localizado na zona urbana da cidade.

    Em situações extremas e graves, a prefeitura de Carauari disponibiliza ainda uma lancha de resgaste (as chamadas ambulanchas) para os ribeirinhos – buscando-os em suas comunidades e levando-os até a cidade em percursos que duram horas ou dias, dependendo da distância da comunidade e da condição do rio.

    Na última semana, os dois novos pontos de apoio em saúde foram inaugurados mais próximos das comunidades ribeirinhas da RDS Uacari.

    O primeiro foi inaugurado no domingo passado (19) na comunidade de Bauana e recebeu o nome de Raimundo Ribeiro de Lima (Saborá), em homenagem a um líder comunitário da região. O segundo foi batizado em homenagem à líder comunitária Laice Santos do Nascimento e inaugurado na última terça-feira (21) na região de Campina, também no município de Carauari.

    Os dois pontos estão localizados dentro de duas unidades da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em Carauari. Juntos, eles devem atender 56 comunidades ribeirinhas, beneficiando cerca de 4,7 mil pessoas.

    “O SUS na Floresta é uma iniciativa que busca adaptar e fortalecer a Atenção Primária à Saúde em comunidades ribeirinhas e tradicionais da Amazônia, considerando os grandes deslocamentos, a sazonalidade dos rios, a baixa disponibilidade de profissionais e as particularidades culturais desses territórios”, explicou Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS.

    Somente na semana em que foram inaugurados, os dois pontos já conseguiram evitar diversas chamadas para as lanchas de resgate.

    Só em Campina foram evitadas cinco, entre elas a do jovem Thiago Freitas Andrade, da comunidade de Xibuauzinho, que pisou em um tábua com pregos enquanto jogava bola. Thiago ficou uma semana sofrendo com dores no pé, antes de procurar o ponto de atendimento em Campina.

    “Estava doendo muito, eu passei duas noites sem dormir”, contou ele.

    No ponto de saúde, ele foi atendido por um enfermeiro e uma técnica em enfermagem. “Tomei duas injeções. Como estava muito inflamado, eles cuidaram do meu dedo e aí passaram toda a medicação e também me deram medicamento para desinflamar. E aí aconselharam o repouso”, disse Thiago.

    Além de Thiago, uma criança que se furou com o anzol de uma linha de pesca foi atendida.

    “Chegamos aqui em Campina no dia 12 de julho. E já começamos a atender as pessoas. Atendemos desde atenção a ferimentos graves, que poderia ser uma indicação de resgate, até pré-natal. Já fizemos atendimentos de hipertensos além de outros, que são mais corriqueiros aqui, como gripe. Tem muito caso gripal, principalmente em crianças. São atendimentos que poderiam ser feitos tranquilamente aqui e que as pessoas não precisariam se deslocar até Carauri”, explicou o enfermeiro Antônio Carlos Alves Bezerra.

    Brasília – 25/07/2026 – Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS

    Para o também enfermeiro Jefferson Martins Honorato, que foi deslocado para trabalhar em Bauana, estar mais próximo das comunidades vai fazer muita diferença para a população ribeirinha.

    “Se eles tiverem, vamos supor, uma algia abdominal (dor de barriga), eles não vão querer ir até o município. Eles vão procurar um remédio caseiro. Mas se estiver aqui um profissional, um enfermeiro, um técnico ou um agente de saúde, eles vão nos procurar e vamos aplicar a medicação correta automaticamente. Se estivermos perto deles, eles vão nos procurar”, destacou.

    Além de atendimentos de urgências, os pontos de saúde de Campina e de Bauana vão permitir que os pacientes possam se consultar com os médicos, por atendimento presencial ou teleconsultas. Os profissionais devem visitar os locais em mutirões ou de forma esporádica.

    “Antes o morador ia lá para a cidade só para ter uma consulta. Agora não, tem teleconsulta aqui no polo”, explicou a técnica de enfermagem Denise de Sousa Brito.

    Em entrevista à Agência Brasil, o secretário municipal de saúde de Carauari, Manoel Brito, explicou que cada uma das unidades contará com um enfermeiro e um técnico em enfermagem, que vão se revezar por 15 dias, até que sejam substituídos por uma nova equipe.

    “E no final de 15 dias, a gente vai ter atendimento de uma demanda pré-agendada para médico e odontólogo. E, se nesses 15 dias tiver necessidade de atendimento médico por teleconsulta, isso será feito com um médico da sede [da cidade]”.

    A tarefa de cada um desses profissionais vai não somente encurtar as distâncias, como também permitir que o atendimento possa ser garantido mesmo para aqueles que não conseguem pagar pelo deslocamento para serem consultados na cidade.

    “Hoje uma paciente veio aqui comigo e enfrentou um ramal [um caminho] de 30 minutos para poder ser atendida aqui, com infecção urinária. Ela estava com muita dor, não tinha dormido a noite. Ou seja, meu trabalho é importante, eu me sinto honrado [de estar aqui]”, disse Honorato.

    SUS na Floresta

    O SUS na Floresta começou a ser estruturado pela FAS ainda em 2020, durante a pandemia do novo coronavírus, quando muitos ribeirinhos chegaram a ficar desassistidos. Com esse projeto, a expectativa é que essas populações não fiquem sem atendimento, mesmo em situações excepcionais provocadas por pandemias ou eventos climáticos.

    “O sistema não estava preparado para as situações que envolvem calamidades públicas, sejam elas por meio de uma pandemia ou por meio de efeitos climáticos, como catástrofes. O mundo não está preparado. Nós não estamos preparados”, ressaltou Mickela Souza Costa, gerente do Programa Saúde na Floresta da Fundação Amazônia Sustentável (FAS). “Estamos fazendo isso em prol da saúde pública, em apoio a manter essas pessoas em pé até porque são elas que cuidam para manter a floresta em pé”.

    Ao todo serão seis pontos de atendimento. O primeiro foi inaugurado em abril deste ano na comunidade do Ubim, em Eurinepé, com apoio do BNDES e Fundo Vale.

    Com a inauguração das unidades de Campina e Bauana, em Carauari, o projeto passa agora a contar com três pontos. Segundo Guilherme Sylos, ainda estão previstos três novos pontos de atendimento: um em Itapiranga e dois em Novo Aripuanã. Também será entregue um alojamento de apoio aos profissionais de saúde em Uarini. Todos esses últimos com apoio de BNDES e Umane.

    “Ao aproximar a Atenção Primária das comunidades, o SUS na Floresta contribui para prevenir agravamentos, dar continuidade aos tratamentos e tornar efetivo o direito universal à saúde de acordo com as necessidades de cada território, que podem variar”, completou Sylos.

  • Mesários têm papel fundamental na garantia do processo eleitoral

    Mesários têm papel fundamental na garantia do processo eleitoral

    A atuação de mesários durante a votação é considerada fundamental para o sucesso das eleições e para a garantia da transparência do processo eleitoral. Cabe a eles a responsabilidade pela condução dos trabalhos nas seções eleitorais, desde a abertura até o encerramento da votação, assegurando que o voto seja exercido de forma organizada, segura e regular.

    Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os mesários continuarão, nas eleições de 2026, a desempenhar funções essenciais nas mesas receptoras de votos (MRVs), estruturas encarregadas de receber os eleitores e viabilizar a votação por meio da urna eletrônica.

    De acordo com o TSE, as mesas são formadas por cidadãos sem vínculo com a Justiça Eleitoral. Eles atuam como agentes públicos convocados para colaborar diretamente com o processo democrático.

    Mesária voluntária

    Com a experiência de mesária em três eleições, a bancária Carolina Carfero, 45, diz que a motivação inicial para trabalhar como mesária foi a curiosidade.

    “Eu queria saber como era. E queria participar do processo eleitoral por dentro”, disse. Desde então, ela passou a prestar o serviço à Justiça Eleitoral de forma voluntária e acabou pegando gosto pela coisa. “Nas duas primeiras, eu fui apenas mesária mesmo. Na eleição passada, fui presidente de mesa, o que significa ter mais responsabilidades na seção de votação.”

    “Gosto de participar do processo eleitoral. É bastante cansativo, mas também é muito bom.”

    Carolina lembra que, como presidente de mesa, tem de ir ao local de votação um dia antes, para arrumar a sala. “Mesmo assim, eu gosto, já que este é um dia que precisa ser reservado para votação. Não vejo problema em reservá-lo também para participar do processo.”

    Folga

    A mesária destaca que o serviço prestado nos dias de eleições dá direito a folgas. “Cada dia trabalhado na eleição me dá direito a dois dias de folga. O Banco do Brasil, onde trabalho, é muito correto com relação a garantir meu direito”.

    Em geral, segundo Carolina, a equipe das seções sempre é formada pelas mesmas pessoas. “Por sorte, nunca tivemos problemas durante a prestação do serviço. Nem com as urnas eletrônicas, que sempre funcionaram direitinho, nem com as pessoas da seção, que são muito tranquilas.”

    Como funciona

    Segundo o tribunal, cada mesa receptora conta com presidente, mesários e secretários responsáveis pela condução dos trabalhos da seção eleitoral.

    O presidente é a maior autoridade da seção e tem a responsabilidade de manter a ordem no local, podendo solicitar apoio da força pública quando necessário.

    Os primeiro e segundo mesários auxiliam o presidente e o substituem em eventuais ausências. Já o secretário registra as ocorrências do dia na ata da seção eleitoral.

    Entre as atribuições dos mesários estão:

  • conferir os documentos dos eleitores
  • verificar se estão aptos a votar naquela seção;
  • localizar seus nomes nos registros de votação
  • colher assinaturas, organizar o fluxo de pessoas no local e orientar os eleitores durante todo o processo
  • Os integrantes da mesa receptora devem garantir que os procedimentos sigam as normas da Justiça Eleitoral.

    Segundo a assessora-chefe de Gestão Eleitoral do TSE, Sandra Damiani, mais do que acompanhar as atividades, os mesários agem para viabilizá-las.

    “O olhar das cidadãs e dos cidadãos sobre a engrenagem da votação garante a transparência e a universalidade do ato de votar”, disse Damiani.

    O TSE destaca que todos os mesários convocados recebem treinamento específico antes das eleições. A capacitação pode ocorrer presencialmente ou por meio do ambiente virtual de aprendizagem da Justiça Eleitoral.

    Mesmo quem já atuou em eleições anteriores deve fazer novo treinamento a cada ano eleitoral, para atualização das orientações e procedimentos.

    Como ser mesário voluntário nas Eleições 2026

    Quem pode participar

  • Eleitoras e eleitores maiores de 18 anos que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral.
  • Quem não pode participar

  • Candidatos e seus parentes, inclusive por afinidade, até o segundo grau, bem como cônjuges e companheiros;
  • Integrantes de diretórios partidários ou federações que exerçam função executiva;
  • Autoridades públicas;
  • Agentes policiais;
  • Ocupantes de cargos de confiança do Poder Executivo;
  • Pessoas que pertencem ao serviço eleitoral;
  • Eleitores menores de 18 anos.
  • Como se inscrever

  • O cadastro de mesário voluntário pode ser feito de três maneiras:
  • Pelo aplicativo e-Título, na opção “Mesário voluntário”;
  • Pelo portal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado ou do Distrito Federal;
  • Diretamente no cartório eleitoral onde o eleitor está inscrito.
  • Após a inscrição, o cartório eleitoral analisa a disponibilidade de vagas e verifica se o eleitor atende aos requisitos legais. Havendo necessidade e inexistindo impedimentos, a pessoa poderá ser convocada para atuar nas eleições.

    Benefícios

    Quem atua como mesário tem direito a:

  • Dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições;
  • Dois dias de folga para cada dia de treinamento realizado pela Justiça Eleitoral;
  • Auxílio-alimentação de R$ 65 por turno trabalhado;
  • Possibilidade de utilização da atividade como critério de desempate em concursos públicos, quando previsto em edital;
  • A atividade pode contar como horas complementares em cursos universitários, conforme as regras e convênios adotados pelo TRE de cada unidade federativa.
  • A Justiça Eleitoral disponibiliza orientações e cadastro por meio da página oficial de mesários: Mesárias e Mesários – Justiça Eleitoral.

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