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  • Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços

    Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços

    As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à Aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids).

    No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento.

    Em todo o mundo foram registradas 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por Aids no ano passado chegou a 570 mil.

    Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento.

    O relatório foi divulgado antes da abertura da 26ª Conferência Internacional de Aids, maior evento global sobre a doença, que começou nesta segunda-feira (27) no Rio de Janeiro. Esta é a primeira edição da conferência no Brasil.

    Fim da pandemia de Aids

    A diretora-executiva da Unaids Winnie Byanyima ressaltou que o fim da epidemia de Aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia pré-exposição (prep) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses.

    “Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a Aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles”, enfatizou.

    A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à prep injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a Aids como ameaça de saúde pública até 2030. O compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas.

     

    “Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais”, ressalvou Winnie.

    “A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a Aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 2 milhões de novas infecções, e 1,3 bilhão de mortes relacionadas à Aids”, complementou a diretora-geral da Unaids.

    O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas.

    Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA) caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

    Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.

    Estigmatização

    Outro aspecto destacado pela Unaids é o recrudescimento da discriminacão contra pessoas LGBTI+ e populações vulneráveis, como trabalhadores sexuais e usuários de entorpecentes. Pela primeira vez, a criminalização de pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo aumentou em 2025 ao invés de diminuir, chegando a 66 países.

    A organização também identificou 14 países que criminalizam pessoas trans, além de 168 países onde diferentes aspectos do trabalho sexual são proibidos, e 152 que punem a posse de pequenas quantidades de drogas.

    “Quando as pessoas temem a prisão, a violência, a discriminação, o estigma, elas evitam os serviços de saúde. O HIV se espalha quando direitos são negados. Os direitos humanos não estão separados da resposta ao HIV, eles são a resposta ao HIV” destacou a diretora-executiva da Unaids.

  • Manaus ultrapassa 374 mil metros quadrados regularizados com Habite-se no primeiro semestre de 2026

    Manaus ultrapassa 374 mil metros quadrados regularizados com Habite-se no primeiro semestre de 2026

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), segue fortalecendo a regularização das edificações na capital amazonense. De janeiro a junho de 2026, o município emitiu 310 certidões de Habite-se, correspondentes a mais de 374 mil metros quadrados de área regularizada, consolidando o crescimento do licenciamento urbanístico e garantindo mais segurança jurídica aos proprietários de imóveis.

    Com o resultado do primeiro semestre, a atual gestão municipal alcança 3.861 certidões de Habite-se emitidas entre janeiro de 2021 e junho de 2026, totalizando 4,9 milhões de metros quadrados de edificações regularizadas na capital.

    O Habite-se é o documento oficial expedido pela Prefeitura de Manaus que atesta que a obra foi executada de acordo com o projeto aprovado e em conformidade com as normas técnicas, urbanísticas, ambientais e de segurança previstas na legislação municipal. A certidão confirma que o imóvel está apto para ocupação e uso regular, proporcionando mais segurança aos proprietários e valorizando o patrimônio imobiliário.

    Segurança jurídica

    Além de comprovar que a edificação atende as exigências legais, o Habite-se é indispensável para diversos procedimentos relacionados ao imóvel, como averbação em cartório, financiamentos imobiliários, contratação de seguros e transferência de propriedade. Sem a certidão, a edificação permanece irregular perante o município, podendo sofrer restrições legais e desvalorização no mercado.

    O documento também é fundamental para a regularização de condomínios e empreendimentos residenciais e comerciais, assegurando que a construção atende os requisitos de acessibilidade, prevenção contra incêndios, instalações sanitárias, ocupação do solo e demais parâmetros definidos pela legislação urbanística.

    Além das edificações licenciadas durante a execução da obra, o serviço de emissão de Habite-se também contempla imóveis passíveis de regularização posterior, desde que cumpram os critérios estabelecidos pelo Plano Diretor e pelo Código de Obras e Edificações do Município. Previsto no artigo 33, Lei nº 673/2002, o documento representa o reconhecimento formal da Prefeitura de Manaus de que todas as etapas da construção foram concluídas conforme as exigências legais e técnicas, desde a emissão do alvará até a finalização da obra.

    Atendimento

    Os serviços relacionados ao Habite-se estão disponíveis no portal do Implurb. No endereço eletrônico, o cidadão encontra a relação completa da documentação necessária para abertura dos processos, modelos de requerimentos e orientações sobre os procedimentos de licenciamento, regularização e consultas técnicas.

    Além da plataforma digital, o atendimento pode ser realizado junto à Divisão de Aprovação de Projetos (Diap), pelo telefone (92) 98855-1630, em dias úteis, exceto feriados e pontos facultativos.

  • Manaus inicia reposição de piso tátil no Terminal de Integração 1 para reforçar acessibilidade

    Manaus inicia reposição de piso tátil no Terminal de Integração 1 para reforçar acessibilidade

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), iniciou, nesta segunda-feira, 27/7, os serviços de manutenção e reposição do piso tátil no Terminal de Integração 1 (T1), localizado na avenida Constantino Nery, zona Centro-Sul. A ação faz parte do cronograma de manutenção da infraestrutura dos terminais de transporte coletivo da capital e será ampliada, nos próximos dias, para outros terminais e estações de transferência.

    Os trabalhos consistem na substituição de peças danificadas e na reposição de pisos táteis que estão ausentes em alguns trechos, garantindo que a sinalização esteja em perfeitas condições de uso para orientar pessoas com deficiência visual.

    O gerente de Manutenção e Obras do IMMU, Igor Fernandes, destaca que a iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Manaus com a acessibilidade e a inclusão no transporte público.

    “A manutenção do piso tátil é fundamental para assegurar que as pessoas com deficiência visual possam se deslocar com mais autonomia e segurança dentro dos terminais. Estamos realizando a reposição das peças danificadas e das que estão em falta, para manter essa sinalização acessível e eficiente. Esse trabalho será levado também aos demais terminais e estações de transferência, garantindo mais qualidade e segurança para todos os usuários do sistema”, afirmou Igor Fernandes.

    O piso tátil é um importante recurso de acessibilidade, pois orienta pessoas com deficiência visual durante a circulação, indicando rotas seguras, mudanças de direção, obstáculos e áreas que exigem maior atenção. A manutenção periódica desse equipamento contribui para preservar sua funcionalidade e fortalecer a inclusão e a mobilidade urbana nos espaços públicos.

  • Arte no Busão abre inscrições para levar obras às ruas de Manaus

    Arte no Busão abre inscrições para levar obras às ruas de Manaus

    Estão abertas, de 27 de julho a 30 de setembro de 2026, as inscrições para a segunda edição do Arte no Busão, projeto que transforma ônibus do transporte coletivo de Manaus em galerias de arte itinerantes.

    Nesta edição, com o tema “Entre Rios e Rotas”, serão selecionadas 10 obras de artistas amazonenses para circular pela cidade, aproximando a arte do cotidiano da população.

    “A arte também precisa ocupar os espaços por onde as pessoas passam todos os dias. Ao transformar os ônibus em galerias itinerantes, aproximamos a produção dos artistas amazonenses da população e ampliamos o acesso à cultura de forma gratuita, inclusiva e conectada à realidade da cidade”, afirma Sarah Campelo, idealizadora e coordenadora do projeto.

    O projeto busca democratizar o acesso à arte ao ocupar um dos espaços públicos mais utilizados da capital. As obras serão aplicadas na parte externa de dez ônibus, que percorrerão diferentes bairros de Manaus durante um período mínimo de 30 dias, alcançando milhares de pessoas diariamente.

    A iniciativa também fortalece a produção artística local e promove o acesso à cultura de forma gratuita e inclusiva.

    O edital e formulário de inscrição estão disponíveis no Link: https://l1nq.com/y7wifri

    A primeira edição do Arte no Busão percorreu mais de 27 bairros da cidade e teve potencial para impactar mais de 500 mil pessoas por dia, além de alcançar ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa.

    Nesta nova edição, o tema “Entre Rios e Rotas” convida artistas a refletirem sobre a relação entre a cidade, os rios, os deslocamentos cotidianos e as múltiplas formas de viver o Amazonas.

    A proposta é transformar o ônibus em um espaço de criação e encontro, levando arte contemporânea para além dos espaços tradicionais de exposição. Podem participar artistas maiores de 18 anos, nascidos no Amazonas ou residentes no estado há pelo menos dois anos.

    As inscrições são gratuitas, individuais e cada participante poderá inscrever até três obras, sendo selecionada apenas uma.

    Não há restrições quanto às linguagens artísticas, desde que as obras sejam enviadas em formato digital com qualidade adequada para impressão.

    As dez obras selecionadas receberão remuneração de R$800 cada. A exposição está prevista para iniciar em novembro de 2026, com circulação até dezembro.

    As inscrições e todas as informações sobre o edital estão disponíveis no instagram oficial do projeto: @artebusão.

    Sobre o Arte Ocupa
    O Coletivo Arte Ocupa é uma iniciativa artística, cultural e social fundada em Manaus (AM), em 2021, que constrói projetos de transformação social com foco em potencializar territórios periféricos como espaços de criação e resistência.

    Atuando nas periferias da cidade, o coletivo reúne artistas, agentes culturais e educadores da Amazônia, e desenvolve ações que promovem o acesso à arte, valorizam saberes comunitários e estimulam a expressão crítica e poética de crianças, jovens e adultos.

    Entre suas atividades estão exposições de artes visuais, oficinas, rodas de conversa, palestras e intervenções culturais, com destaque para a atuação na comunidade Mossoró, onde realiza diversas ações, como muralismo nas casas dos moradores, sessões de cinema, distribuição de cestas básicas e oficinas diversas voltadas a vivências afetivas, culturais e de livre expressão.

  • Decreto define prazos para plataformas digitais retirarem do ar conteúdo misógino

    Decreto define prazos para plataformas digitais retirarem do ar conteúdo misógino

    Desde a última segunda-feira (20/7), está em vigor o Decreto nº 12.976, que estabelece diretrizes para a proteção de mulheres na internet e para o enfrentamento da violência contra mulheres no ambiente digital.

    A medida entrou em vigor 60 dias após a data de sua publicação, 21 de maio de 2026, fortalecendo a resposta do Estado brasileiro a uma realidade que afeta a liberdade, a segurança, a saúde mental, a participação pública e a dignidade de meninas e mulheres.

    O decreto tem como fundamento legal a Lei do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), que disciplina a responsabilidade de provedores por conteúdo publicado por terceiros, detalha deveres de prevenção, remoção, transparência e resposta que passam a valer para plataformas digitais.

    O que é considerado violência digital?

    O decreto define violência contra mulheres em ambiente digital como qualquer crime ou ato ilícito, motivado pela condição de ser mulher, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual, psicológico, político ou econômico, incluindo danos patrimoniais, quando cometido, incentivado, facilitado ou agravado pelo uso de tecnologias digitais.

    Entre as condutas listadas estão:

    • violência doméstica cometida por mensagens
    • perseguição ou vigilância on-line (stalking digital)
    • violência política contra a mulher
    • divulgação não consentida de imagens, vídeos ou registros de nudez, sexo ou atos íntimos
    • registro não autorizado de cena íntima
    • importunação sexual por meios digitais
    • criação de montagens ou conteúdo sexual com uso de inteligência artificial
    • disseminação de discurso de ódio ou aversão às mulheres

    Cinco princípios que orientam a aplicação da norma

    Não discriminação em razão da condição do sexo feminino; Centralidade da vítima, com acolhimento adequado, preservação de provas e canais acessíveis de denúncia e adoção de medidas para a cessação ou a mitigação do dano; Proteção de dados pessoais e da privacidade; Não revitimização; Reconhecimento de que a discriminação por múltiplos critérios (raça, classe, orientação sexual etc.) agrava a violência sofrida.

    Deveres impostos às plataformas

    • Indisponibilização de conteúdo íntimo em até 2 horas: contado a partir da notificação, esse prazo vale tanto para conteúdo divulgado sem autorização quanto para material produzido ou manipulado por IA. A notificação pode ser feita pela própria vítima, por representante legal, advogado constituído, autoridade policial, Ministério Público ou Defensoria Pública.

    • Bloqueio de reenvio: uma vez indisponibilizado, o conteúdo precisa ser marcado digitalmente pela plataforma para impedir que seja republicado automaticamente, sem que a vítima precise notificar cada nova tentativa de publicação.

    • Vedação ao uso de IA para gerar conteúdo íntimo: fica proibida a geração ou modificação de conteúdo íntimo de terceiros por inteligência artificial ou tecnologia equivalente que altere imagem ou som da vítima. Serviços que oferecem funcionalidades desse tipo devem adotar salvaguardas técnicas e procedimentais para identificar e bloquear esse uso, de forma escalonada conforme o volume de acessos e o risco envolvido.

    • Ação proativa contra ataques coordenados: as plataformas devem adotar medidas técnicas e proporcionais para reduzir o alcance e a visibilidade de ataques coordenados contra mulheres, mesmo sem notificação prévia da vítima. A atuação é prioritária em casos de violência política ou quando a vítima tem exposição pública por sua atividade profissional, caso de jornalistas, comunicadoras, pesquisadoras, lideranças sociais e parlamentares.

    • Canal de denúncia permanente: é exigido espaço gratuito, de fácil acesso e permanente para recebimento de denúncias sobre conteúdo íntimo, com confirmação de recebimento e acompanhamento do caso. As plataformas também devem divulgar, de forma clara, os canais da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180).

    • Transparência nas decisões; Ao decidir remover ou manter um conteúdo denunciado, a plataforma deve informar os fundamentos da decisão e como contestá-la.

    Responsabilização das plataformas

    Provedores que intermediam conteúdo de terceiros podem ser responsabilizados em caso de “falha sistêmica”, quando não comprovarem ter adotado medidas adequadas para prevenir ou indisponibilizar conteúdo ilícito contra mulheres, especialmente diante de circulação massiva desse tipo de material. A existência isolada de um conteúdo criminoso, isoladamente, não caracteriza falha sistêmica por si só; a norma mira a omissão estrutural e a ausência de mecanismos de resposta.

    A regulação, fiscalização e apuração de infrações previstas no decreto ficam a cargo da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O texto também prevê a criação de um grupo de trabalho interministerial, com participação do Ministério das Mulheres e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, para propor um sistema integrado de prevenção, proteção e acolhimento a mulheres vítimas de violência digital.

    Canais de Atendimento

    Se você foi vítima de violência ou conhece alguém que está nessa situação, denuncie e busque ajuda: Ligue 180. A ligação é gratuita, anônima, com canais de atendimento sete dias por semana, 24 horas por dia, disponível também pelo WhatsApp: (61) 9610-0180, pelo o email: central180@mulheres.gov.br e em libras ( disponível aqui ). Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.

  • Ageman aplica R$ 5 milhões em multas à Águas de Manaus por irregularidades na prestação de serviços no primeiro semestre de 2026

    Ageman aplica R$ 5 milhões em multas à Águas de Manaus por irregularidades na prestação de serviços no primeiro semestre de 2026

    A atuação fiscalizatória da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) resultou na aplicação de R$ 5 milhões em multas à concessionária Águas de Manaus durante o primeiro semestre de 2026. As penalidades são decorrentes de 14 autos de infração lavrados pela agência após a constatação de irregularidades na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na capital.

    Do total de autos de infração emitidos entre janeiro e junho, cinco foram motivados pela má qualidade dos serviços de recomposição do pavimento asfáltico executados pela concessionária após intervenções nas redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário. As fiscalizações identificaram falhas como recalques, desníveis, afundamentos e outras não conformidades que comprometem a segurança viária e a trafegabilidade das vias.

    Os nove autos de infração restantes referem-se a irregularidades relacionadas à prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, identificadas durante as fiscalizações realizadas pelas equipes técnicas da agência ou a partir de demandas encaminhadas pela população.

    As penalidades aplicadas têm como objetivo assegurar o cumprimento das obrigações previstas no contrato de concessão e estimular a adoção de medidas corretivas pela concessionária, garantindo maior qualidade e segurança na prestação dos serviços públicos.

    O diretor-presidente da Ageman, Ebenezer Bezerra, destaca que a aplicação de multas é uma medida técnica, prevista no processo regulatório, utilizada quando as irregularidades constatadas não são sanadas ou configuram descumprimento das obrigações contratuais.

    “A Ageman atua de forma técnica e imparcial. Nosso compromisso é fiscalizar a execução dos serviços e garantir que a concessionária cumpra os padrões de qualidade estabelecidos no contrato de concessão. Quando são constatadas irregularidades, a agência adota as medidas administrativas cabíveis, sempre observando o devido processo legal e assegurando o direito à ampla defesa”, afirmou.

    Fase de recurso

    Os 14 autos de infração encontram-se atualmente em fase de recurso, conforme previsto na legislação e no contrato de concessão. Durante essa etapa, a concessionária pode apresentar sua defesa, que será analisada pelo Conselho Municipal de Regulação e Fiscalização dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus.

    A aplicação dos autos de infração integra o conjunto de instrumentos regulatórios utilizados pela Ageman para assegurar a adequada prestação dos serviços públicos concedidos, fortalecer o cumprimento das metas contratuais e proteger os direitos dos usuários.

    Além das sanções administrativas, a agência mantém o acompanhamento permanente das obras executadas pela concessionária, especialmente dos serviços de recomposição asfáltica e das intervenções nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, realizando fiscalizações em campo e determinando a correção imediata das irregularidades sempre que necessário.

    A Ageman orienta a população a continuar registrando reclamações, denúncias e solicitações por meio da Ouvidoria da agência. As manifestações dos usuários contribuem para direcionar as ações fiscalizatórias e fortalecer o controle da qualidade dos serviços prestados em Manaus. O órgão fiscalizador recepciona as demandas por meio do WhatsApp 98842-2919, 98410-3247, pelo site www.ageman.manaus.am.gov.br/ouvidoria ou pelas redes sociais @ageman_manaus.

  • Lixo marinho: Cabo Verde lidera a revolução azul contra a ameaça silenciosa

    Lixo marinho: Cabo Verde lidera a revolução azul contra a ameaça silenciosa

    No Oceano Atlântico, o arquipélago de Cabo Verde se destaca por paisagens naturais de grandes horizontes e águas puras do património natural e pela rica biodiversidade marinha. O país lusófono também carrega uma condição geográfica singular: é ponto onde cruzam as grandes correntes marítimas do planeta.

    Esses atributos convivem com toneladas de resíduos plásticos e lixo marinho trazidos de várias regiões do globo e da costa continental africana. Elas desaguam nas praias cabo-verdianas, ameaçando ecossistemas sensíveis e a subsistência das comunidades locais.

    Conferência na Ilha da Boa Vista

    Diante da situação ambiental, a Ilha da Boa Vista tornou-se o epicentro de um apelo urgente das autoridades pela consciência e ação. O pedido foi feito durante a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável que terminou nesta sexta-feira. O lema foi “Economia Azul: Caminhos Sustentáveis”.

    Na reunião, o presidente da República, José Maria Neves, falou à ONU News, dIlha da Boa Vista, reafirmando a posição estratégica de Cabo Verde na linha da frente do combate à poluição plástica nos mares.

    A mensagem promovida além das fronteiras insulares é que a nação africana, cujo território é composto por 99% de mar, não pode assistir passivamente à degradação do seu maior tesouro.

    “O lixo marinho não afeta apenas a biodiversidade e as nossas praias; prejudica todo o processo global de gestão sustentável dos recursos marinhos. É uma ameaça que exige respostas conjuntas.”

    O despertar na reserva natural de Santa Luzia

    A gravidade do desafio ganhou um contorno visual marcante durante alguns eventos que marcaram a Conferência da Década do Oceano, realizados na desabitada Ilha de Santa Luzia.

    Naquela reserva natural, onde a presença humana é inexistente, o cenário de resíduos plásticos trazidos pelas marés serviu como um poderoso e indiscutível testemunho da escala global do problema.

    José Maria Neves enfatizou em Santa Luzia que a poluição dos mares transcende o impacto estético ou local. Trata-se de uma crise sistémica que estrangula a economia azul global, contamina as cadeias alimentares marítimas e põe em risco o equilíbrio climático do planeta.

    Voz de África para a preservação global

    Como Campeão para a Preservação do Património Natural e Cultural da União Africana, Cabo Verde assume o compromisso de erguer o tema ao topo da agenda de liderança do continente.

    O líder defendeu que o combate ao plástico nos oceanos é uma batalha que nenhum país, por mais empenhado que seja, consegue vencer de forma isolada.

    Para materializar essa visão, o arquipélago está a impulsionar uma inovadora plataforma de cooperação entre os países ribeirinhos do Atlântico. Esta aliança visa articular programas conjuntos de recolha, monitorização contínua e mitigação de resíduos.

    Paralelamente, o plano de ação prioriza o fomento da economia circular através do estímulo a startups, iniciativas privadas e projetos inovadores voltados para a reciclagem e valorização de materiais descartados.

    Cinco ilhas numa trajetória de consolidação

    No topo das prioridades africanas defendidas por Cabo Verde está o reforço substancial de ONGs ambientais e instituições universitárias. O investimento direto na investigação científica e nas ações comunitárias é visto como o motor essencial para criar soluções duradouras de preservação marinha.

    A força da liderança de Cabo Verde no cenário internacional é o resultado de uma evolução madura e contínua.

    Ao longo de cinco edições, a Conferência da Década do Oceano percorreu um itinerário geográfico e político simbólico pelo arquipélago, transformando o país em um verdadeiro ecossistema de debate e formulação de políticas públicas ambientais.

    Tudo começou de forma modesta na Ilha de São Vicente, reunindo em uma pequena sala o conhecimento da academia local e o fervor das organizações não-governamentais.

    Alianças e horizonte da Agenda 2030

    Em seguida, a discussão avançou para a capital, Praia, alargando o diálogo ao poder político e às instâncias municipais. A Ilha do Sal marcou a expansão internacional do fórum, aprofundando os debates sobre a sustentabilidade económica do mar.

    Por fim, a Ilha da Boa Vista representou o ponto mais alto dessa caminhada, mobilizando a diplomacia, o setor empresarial e os líderes globais em torno de compromissos concretos.

    Nesta caminhada contínua, o chefe de Estado realçou o papel determinante das parcerias estratégicas firmadas com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, e com todo o Sistema das Nações Unidas.

    Projeção internacional às causas ambientais

    Para o presidente de Cabo Verde, esse apoio tem sido fundamental para dar escala, rigor técnico e projeção internacional às causas ambientais defendidas pelo arquipélago.

    “Temos de mobilizar países, instituições, as Nações Unidas, o Banco Africano de Desenvolvimento, organizações não-governamentais, parceiros de desenvolvimento e empresas para desenvolvermos programas comuns de combate ao lixo marinho e resolvermos definitivamente essa questão a nível de Cabo Verde. Já há iniciativas de empresas para reciclagem do lixo e ONGs financiadas para esta causa. Se o mundo andar mais depressa hoje, em 2030 colherá os frutos de um oceano limpo, próspero e cheio de vida.”

    José Maria Neves defende que a reta final para o cumprimento da Agenda 2030 exige um ritmo acelerado.

    No centro desse esforço está o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 defendendo a Vida Debaixo de Água.

    Cabo Verde entende essa meta como o pilar central para transformar a economia azul em uma fonte abundante de crescimento inclusivo, geração de emprego para jovens e sustentabilidade para as futuras gerações.

  • Brasil ampliará esforços por acordo entre Mercosul e Coreia do Sul

    Brasil ampliará esforços por acordo entre Mercosul e Coreia do Sul

    Os governos do Brasil e da Coreia do Sul anunciaram a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de avançar nas negociações entre o país asiático e o Mercosul. O bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de outros países associados.

    “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em declaração à imprensa nesta segunda-feira (27), após receber o presidente sul-coreano, Lee Jae-Myung, no Palácio da Alvorada.

    Segundo Lula, o coordenador do grupo será o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

    O presidente sul-coreano também destacou uma possibilidade de acordo com o Mercosul. Para ele, o acordo será benéfico, tanto para a indústria do seu país quanto para o Brasil no mercado asiático como um todo.

    Em sua fala, ele citou “incertezas no âmbito comercial” ao falar do acordo. Atualmente, o Brasil vive uma tensão comercial com os Estados Unidos, um dos seus maiores parceiros comerciais, devido a tarifas aplicadas pelo país norte-americano. Nesse contexto, Jae-Myung afirmou que a parceria entre Brasil e Coreia é imediata.

    “No momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia.”

    Os dois países assinaram acordos comerciais em várias áreas, como defesa, educação e energia. Lula e Jae-Myung trataram de minerais críticos, e o presidente sul-coreano destacou a oferta que o Brasil tem desse recurso.

    “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje o presidente Lula e eu concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida dos minerais críticos na cadeia de suprimento desses minerais. Por meio desse acordo, vamos criar uma base estável de oferta, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica.”

    O presidente sul-coreano ainda viajará para São Paulo, onde deverá visitar um sindicato de metalúrgicos. O Brasil é o país que mais recebe coreanos na América Latina. E é em São Paulo que reside a maior comunidade coreana no país, com mais de 50 mil pessoas.

    Acordos

    Também houve assinatura de acordo para intercâmbio de experiências em políticas educacionais e a aproximação entre instituições de ensino dos dois países.

    Além disso, Brasil e Coreia assinaram um memorando de entendimento para estabelecer a cooperação entre as agências para a exploração e empreendimento de atividades espaciais pacíficas.

    No âmbito da ciência e tecnologia, foi assinado um acordo para promover a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicados ao setor industrial.

    Na área do esporte, há acordo para o intercâmbio entre atletas e especialistas, além do compartilhamento de experiências em políticas públicas.

    Soberania e paz

    Os dois presidentes, em suas declarações, se manifestaram favoráveis à solução pacífica de conflitos. Enquanto Lula falou em defender a democracia diante de ataques de extremistas, Jae-Myung reforçou a ideia de se estabelecer a paz.

    “Ambos soubemos defender nossas democracias frente aos ataques de setores extremistas. Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, disse Lula.

    “Reitero a crença forte do governo coreano que é importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra. E o presidente Lula concorda conosco nesse sentido”, declarou o sul-coreano.

  • Unicef alerta para risco a crianças, um mês após terremotos na Venezuela

    Unicef alerta para risco a crianças, um mês após terremotos na Venezuela

    Milhares de crianças na Venezuela estão sofrendo as consequências dos terremotos que abalaram o país, há um mês.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lembra que dentre os impactos dos sismos estão deslocamento forçado, destruição de infraestruturas e a interrupção de serviços essenciais no país.

    Sismos mataram mais de 5 mil

    A agência da ONU afirmou que serão necessários cerca de US$ 65,7 milhões para responder as necessidades humanitárias nos próximos meses.

    Os sismos, de magnitudes de 7.2 e 7.5 na escala de Richter, ocorridos no dia 24 de junho, causaram mais de 5.390 mortes, feriram mais de 16,7 mil pessoas e desencadearam mais de 1,4 mil réplicas nas semanas seguintes.

    Entre as vítimas mais afetadas pela catástrofe, estão as crianças, que continuam a enfrentar episódios de sofrimento psicológico, violência, negligência,  exploração e separação familiar.

    O representante do Unicef na Venezuela, Manuel Rodríguez Pumarol, falou da importância da assistência humanitária contínua, de modo a garantir que as crianças tenham acesso à água segura, cuidados de saúde, proteção e serviços que garantem o seu bem-estar.

    Milhares em abrigos temporários

    De acordo com o Unicef, cerca de 23 mil pessoas encontram-se atualmente em acampamentos temporários nas regiões do centro-norte venezuelano incluindo La Guaira, o estado mais afetado, no Distrito Capital, em Miranda e em Aragua.

    As avaliações de danos continuam a revelar a dimensão do impacto dos terramotos nos espaços e infraestruturas, registando-se pelo menos 856 edifícios afetados, incluindo 190 que desabaram totalmente.

    Os danos em unidades de saúde e em centenas de escolas interrompem os serviços essenciais para milhares de crianças, enquanto as réplicas contínuas representam um risco para as famílias que vivem em abrigos temporários.

    “Próximas semanas críticas”

    Manuel Rodríguez Pumarol afirmou que as próximas semanas serão críticas para garantir um apoio sustentado capaz de evitar cenários de crise a longo prazo, acrescentando que as crianças devem estar no centro da resposta.

    O Unicef tem vindo a distribuir alimentos e bens de higiene, a assegurar cuidados de saúde primários e serviços de nutrição, bem como a disponibilizar apoio psicossocial, promover atividades recreativas e garantir a gestão de casos e serviços espe

  • Série C: De virada, Amazonas vence o Paysandu-PA pela 15ª rodada

    Série C: De virada, Amazonas vence o Paysandu-PA pela 15ª rodada

    O Amazonas FC superou o Paysandu-PA, em duelo nortista válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro Série C. A partida ocorreu neste domingo (26), no estádio Carlos Zamith, e terminou 2 a 1, de virada, para o time amazonense.

    O jogo

    O confronto começou com o Papão marcando logo no primeiro minuto. Edilson foi até a linha de fundo e cruzou para Lucas Cardoso fazer 1 a 0 para o time visitante.

    A Onça mostrou personalidade para reagir e buscou a igualdade aos 20. Rafael Furlan cruzou na medida, Ronaldo desviou de cabeça, a bola sobrou para Nico Schiappacasse dominar, limpar a zaga e finalizar com categoria para deixar tudo igual.

    No segundo tempo, as duas equipes não pararam de buscar o gol. Aos 28, Bernardo Daciolo sofreu a falta dentro da área e o pênalti foi marcado. O artilheiro da noite, Nico Schiappacasse, cobrou e fez o gol da vitória do Amazonas sobre a equipe do estado vizinho.

    Panorama e próxima partida

    A Onça chegou aos 20 pontos e ocupa a 11ª posição. O próximo desafio será fora de casa, diante do Maringá-PR, às 15h (horário de Manaus), no estádio Willie Davids, no dia 9 de agosto.

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