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  • Homem é preso por tentativa de feminicídio contra ex-companheira em Manaus

    Homem é preso por tentativa de feminicídio contra ex-companheira em Manaus

    A Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul cumpriu, na quarta-feira (29), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 31 anos investigado por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, de 30 anos. A prisão ocorreu no bairro Alvorada, na zona Centro-Oeste de Manaus.

    De acordo com a Polícia Civil, o casal manteve um relacionamento por cerca de nove meses. Após o término, o suspeito aparentou aceitar o fim da relação. No entanto, no dia 22 de junho deste ano, ele teria invadido a casa da vítima enquanto ela dormia.

    Segundo as investigações, o homem passou a agredi-la com socos e golpes de arma branca. Durante o ataque, a mulher conseguiu se refugiar no banheiro da residência e, em legítima defesa, utilizou uma faca para atingir o suspeito na região do peito.

    Ainda conforme o relato da vítima, antes de deixar o imóvel, o investigado a ameaçou de morte, afirmando que retornaria para matá-la.

    Após o registro da ocorrência, equipes da DECCM Centro-Sul iniciaram diligências para localizar o suspeito. Com a expedição do mandado de prisão preventiva pela Justiça, ele foi encontrado no bairro Alvorada, onde a ordem judicial foi cumprida.

    O homem foi encaminhado às autoridades competentes e permanecerá à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de tentativa de feminicídio.

    A Polícia Civil informou que o caso seguirá sob investigação e será analisado pelo Poder Judiciário. Durante o processo, o investigado terá garantidos os direitos ao contraditório e à ampla defesa, conforme previsto na legislação brasileira.

    A corporação reforça a importância de que vítimas de violência doméstica procurem uma delegacia especializada ou acionem os canais oficiais de emergência ao se sentirem em situação de risco. O registro da ocorrência e a solicitação de medidas protetivas são instrumentos essenciais para prevenir novos episódios de violência.

  • Suspeito de assaltos sobe em árvore para fugir da PM, mas acaba preso em Maués

    Suspeito de assaltos sobe em árvore para fugir da PM, mas acaba preso em Maués

    Um homem suspeito de envolvimento em assaltos foi preso na noite de terça-feira (28), após uma perseguição policial que terminou de forma inusitada em Maués, no interior do Amazonas. Na tentativa de escapar da Polícia Militar, ele subiu em uma árvore e permaneceu escondido entre os galhos até ser localizado pelos policiais.

    Segundo a Polícia Militar, a ocorrência começou durante um patrulhamento de rotina, quando uma equipe tentou abordar uma motocicleta ocupada por um casal. O condutor ignorou a ordem de parada, acelerou o veículo e iniciou uma fuga por diversas ruas da cidade.

    A perseguição terminou quando o motociclista entrou em um beco, perdeu o controle da moto e abandonou o veículo. Em seguida, ele e a passageira fugiram a pé por terrenos baldios para tentar escapar do cerco policial.

    Algumas horas depois, a PM recebeu denúncias anônimas informando que um dos suspeitos estava escondido no alto de uma árvore, na Avenida Dr. Pereira Barreto, no Centro de Maués.

    Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o homem escondido na copa da árvore. De acordo com a corporação, antes da chegada da equipe, ele havia sido agredido por moradores que o reconheceram como suspeito de praticar assaltos no município.

    Os policiais impediram novas agressões e encaminharam o suspeito ao Hospital Geral Raimunda Francisca Dinelly, onde ele recebeu atendimento médico devido aos ferimentos.

    Após receber alta, o homem foi conduzido ao 48º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde permaneceu à disposição da Justiça. A motocicleta utilizada durante a fuga foi apreendida e será submetida à perícia.

    A mulher que estava na garupa da motocicleta conseguiu fugir durante a perseguição e, até o momento, não foi localizada. A Polícia Civil investiga a participação da suspeita e apura se a dupla tem ligação com outros crimes registrados em Maués.

  • Unicef: Escalada da violência no Sudão deixa mais de 300 crianças mortas ou feridas em 2026

    Unicef: Escalada da violência no Sudão deixa mais de 300 crianças mortas ou feridas em 2026

    No Sudão, pelo menos 330 crianças terão sido mortas ou feridas devido ao conflito no primeiro semestre de 2026. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

    A agência sublinha que, desde a escalada dos confrontos, no final de maio, em torno da capital do estado de Cordofão do Norte, El Obeid, pelo menos 23 crianças terão sido mortas e outras 25 terão ficado feridas.

    Crianças sudanesas correm risco de perder a vida

    O Unicef adverte que as crianças sudanesas suportam o maior impacto de mais de três anos de conflito entre as Forças Armadas Sudanesas, SAF, e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido, RSF.

    Para além da instrumentalização da violência, do assédio e dos abusos sexuais por ambos os grupos, os ataques recentes têm visado infraestruturas e alvos civis, expondo adultos e crianças a maior risco de perder a vida.

    O incidente mais recente ocorreu na sexta-feira na área de Burbur, a sul de El Obeid. Pelo menos dois meninos e duas meninas, com idades entre os oito e os 16 anos, terão sido mortos, elevando para oito o número de vítimas fatais menores de idade no mês de julho.

    Unicef apela à proteção de menores

    O agravamento do conflito no Sudão tem vindo a provocar níveis sem precedentes de fome, desnutrição infantil e deslocação forçada, culminando numa das piores crises humanitárias da história.

    Ainda no mês de maio, cerca de 41% da população do Sudão, quase 20 milhões de pessoas, enfrentava níveis elevados de insegurança alimentar aguda. A ONU estima que 825 mil crianças com menos de cinco anos venham a sofrer de desnutrição aguda grave em 2026.

    O representante do Unicef no Sudão, Sheldon Yett, alertou para os impactos do conflito na vida de milhões de famílias. Ele sublinhou que as crianças continuam a ser as principais vítimas e que sua segurança e seus direitos têm de ser protegidos.

    À luz do direito humanitário internacional, a agência insta todas as partes à tomada de precauções para poupar as crianças dos efeitos dos confrontos e proteger as infraestruturas e serviços de que dependem, incluindo escolas, unidades de saúde e sistemas de abastecimento de água.

  • Mais de 50% das mulheres dizem ter sofrido violência de parceiros

    Mais de 50% das mulheres dizem ter sofrido violência de parceiros

    Mais da metade das brasileiras (54%) que já tiveram relacionamento com homens declararam ter sofrido algum tipo de violência. No entanto, apenas 11% dos homens que já tiveram relacionamento com mulheres admitem ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras.

    Os resultados constam na pesquisa 20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira, feita pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com o apoio da Uber, divulgada nesta quarta-feira (29).

    O objetivo do estudo, que ouviu 1,5 mil pessoas a partir de 16 anos de todas as regiões do país, em abril de 2026, é apresentar um retrato atualizado de como a sociedade brasileira percebe a violência doméstica e familiar.

    “A violência contra a mulher no Brasil segue em patamares alarmantes e crescentes: em 2025, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou mais de 1 milhão de atendimentos, um aumento de 45% em relação ao ano anterior, e 155 mil denúncias de violência, o que equivale a 425 casos por dia”, diz Vera Vieira, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

    Vera avalia que os números revelam não apenas a persistência de agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais no ambiente doméstico, mas os desafios ainda enfrentados para a efetiva proteção das mulheres, mesmo depois de duas décadas da Lei Maria da Penha.

    A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006, é considerada um dos mais importantes marcos legais no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil.

    O principal entrave apontado pelas mulheres para efetivar uma denúncia de violência doméstica e familiar é a sensação de impunidade, mencionada por 56% das entrevistadas. Em seguida, a lentidão da Justiça na condução dos processos relacionados à violência doméstica no Brasil é citada por 39%.

    Além disso, a maioria das mulheres (77%) acredita que os homens ainda não entendem determinadas atitudes como violência, e 82% consideram que muitos homens se omitem diante de outros homens. A violência que as mulheres mais relatam ter sofrido de um parceiro ou ex-parceiro é a psicológica (42%), seguida pela física (25%).

    Ao presenciarem uma situação de violência contra a mulher, as mulheres afirmam com mais frequência que acionariam a polícia ou outras autoridades, enquanto os homens mencionam mais a intervenção direta, com ou sem uso da força. A Delegacia da Mulher é o canal de apoio mais conhecido pelas brasileiras, mencionado por 3 em cada 4 mulheres.

    Segundo as entidades que produziram a pesquisa, os resultados mostram avanços importantes promovidos pela legislação, mas indicam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural, e concluem que a superação desse cenário exige atuação articulada do Estado.

    Conhecimento sobre a Lei

    “Os dados mostram a Lei Maria da Penha como um mecanismo consolidado e reconhecido pela sociedade como essencial na proteção das mulheres. No entanto, o estudo também acende um alerta: a lei, isoladamente, não é vista como suficiente no enfrentamento à violência doméstica”, afirmou Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva.

    A pesquisa conclui que, após 20 anos, a Lei Maria da Penha é amplamente difundida no Brasil e que praticamente toda a população conhece ou já ouviu falar dela. Metade das mulheres (49%) afirma conhecer bem a legislação. Apesar disso, 82% das brasileiras entendem que, sozinha, ela não é suficiente para enfrentar o problema de forma efetiva.

    Sete em cada 10 mulheres sentem que essa lei tem impacto real na vida das mulheres e mais da metade (54%) se sente mais protegida pela existência da lei. Para 3 em cada 4 brasileiras, a lei faz com que elas se sintam mais conscientes sobre os riscos de sofrer violência.

    A maioria das mulheres avalia que, antes da Lei Maria da Penha, havia maior impunidade e menor proteção às vítimas: 81% acreditam que predominavam a omissão diante da violência e a falta de acolhimento às mulheres, enquanto 64% consideram que as punições aplicadas aos agressores eram brandas.

    Essa legislação é espontaneamente descrita pela maioria das brasileiras como destinada à proteção das mulheres. Nove em cada 10 mulheres (88%) afirmam conhecer a previsão da lei para casos de violência física, mas menos da metade (46%) conhece a inclusão da violência patrimonial entre as formas de violência previstas na lei.

    As medidas protetivas de urgência presentes na lei são conhecidas por oito em cada 10 brasileiras (83%). No entanto, o conhecimento sobre as medidas de proteção patrimonial alcança apenas 38% dessas mulheres.

    A diretora de pesquisa ressalta que uma parcela significativa da população ainda naturaliza comportamentos violentos em relacionamentos, sobretudo aqueles ligados a controle e vigilância.

    “Isso é bastante preocupante porque, como mostra a pesquisa, a violência psicológica é a realidade mais frequentemente enfrentada pelas mulheres.”

  • Inscrições para Olimpíada de Eficiência Energética estão abertas

    Inscrições para Olimpíada de Eficiência Energética estão abertas

    As inscrições para a 5ª edição da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) 2026 estão abertas até 15 de setembro.

    Podem participar alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental e, pela primeira vez, estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio das redes pública e privada de ensino.

    As escolas interessadas podem fazer a inscrição gratuita de professores e estudantes no site oficial da olimpíada. A meta é alcançar 660 mil estudantes inscritos em todo o Brasil.

    Iniciativa da Agência nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética tem o objetivo de promover a conscientização sobre consumo consciente de energia elétrica, estimular o uso seguro, racional e sustentável da eletricidade por meio de desafios educativos, que envolvem gamificação e provas interativas.

    Cronograma

    De acordo com o cronograma divulgado, no período de 6h01 do dia 04 de setembro até 22 horas de 18 de setembro (no horário de Brasília), os estudantes enfrentarão os desafios interativos da primeira fase, em formato de jogos focados em eficiência energética, segurança e sustentabilidade.

    As provas da primeira fase serão realizadas de 21 a 25 de setembro.

    O resultado será divulgado na primeira quinzena de outubro, com anúncios de 54 estudantes finalistas, sendo 27 do ensino fundamental e outros 27 do ensino médio. A cerimônia Nacional de Premiação deles está agendada para 5 de novembro, em Brasília, com participação dos estudantes, professores e autoridades parceiras.

    A Semana Olímpica ocorrerá de 2 a 6 de novembro, com a realização da segunda fase, que corresponde ao desafio final gamificado e uma prova objetiva.

    Esta prova formal será disponibilizada no site e na plataforma oficial da Olimpíada. O resultado desta segunda fase definirá o campeão da edição deste ano.

    Olimpíada de eficiência energética

    Desde a primeira edição, a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética mobilizou mais de 490 mil estudantes, 22 mil professores e 8 mil escolas públicas e privadas em todos os Estados do Brasil.

  • Relatório aponta ação policial como responsável pela violência armada

    Relatório aponta ação policial como responsável pela violência armada

    Os dados do relatório semestral do Instituto Fogo Cruzado, lançado nessa quarta-feira (29), apontam que as ações e operações policiais, principal estratégia para lidar com as questões de segurança pública no Brasil, consolidaram-se como um dos motores da violência armada no Brasil.

     Os números mostram que houve recorde de participação policial nos tiroteios, eventos que deixaram 901 pessoas baleadas. Ainda assim, os dados indicam um avanço das ações dos grupos armados nos estados mapeados. 

    Os dados do relatório foram levantados entre janeiro e junho de 2026, nas quatro regiões metropolitanas onde o Fogo Cruzado atua: Rio de Janeiro, Recife, Belém e Salvador, em 57 municípios.

    Ao menos 2.511 tiroteios foram registrados, resultando em 2.403 pessoas baleadas, das quais 1.628 morreram e 775 ficaram feridas. As ações policiais foram responsáveis por 39% dos registros, deixando 584 mortos e 317 feridos em seus 989 tiroteios. Em 2025, no primeiro semestre, em 33% dos tiroteios houve participação policial. Apesar da queda nos tiroteios entre os períodos, o relatório mostra que a participação policial nos conflitos cresceu.

    “Há três décadas o Estado repete a mesma fórmula, um modelo de segurança pública incapaz de desarticular os grupos armados e que não garante segurança à população, nem mesmo diante do aumento da participação policial nos conflitos. Não é razoável esperar resultados distintos insistindo em uma estratégia cuja ineficácia já é conhecida. Ao contrário, essa lógica alimenta o alto número de tiroteios, expõe moradores ao fogo cruzado, compromete o funcionamento de escolas e unidades de saúde e não contém o avanço dos grupos armados”, avalia a gerente de Pesquisa do Instituto Fogo Cruzado, Terine Husek Coelho.

    Já o número de baleados em disputas entre grupos armados, como as facções e as milícias, cresceu 12% durante o semestre, aumentando de 181 vítimas em 2025, para 203 em 2026.

    Grande Rio

    Ao menos 976 tiroteios foram mapeados na região metropolitana do Rio. O número segue em tendência de queda, mas as ações e operações policiais já correspondem a quase metade dos registros do primeiro semestre. As forças policiais participaram de 47% dos casos mapeados no Grande Rio, o maior patamar para o período desde 2017. 

    Grande Recife

    Com 645 tiroteios mapeados, houve queda na violência armada na região metropolitana do Recife, sendo o menor índice desde 2019. Apesar da redução, o primeiro semestre de 2026 já acumula o maior número de tiroteios em ações e operações policiais de toda a série histórica, com 60 registros, ou 9% do total mapeado.

    O número de assaltos que terminam com baleados está cada vez mais frequente. Esse agravamento da violência armada em crimes contra o patrimônio fica evidenciado no número de vítimas registradas ao longo do primeiro semestre, quando 53 pessoas foram atingidas, sendo recorde se comparado ao primeiro semestre dos quatro anos anteriores.

    Salvador e região metropolitana

    Nos últimos anos, Salvador e regiões metropolitanas têm acompanhado uma tendência de queda no número de tiroteios ocorridos nos primeiros semestres, chegando em 2026 ao seu menor índice com 656 registros.

    O número de baleados nas ações policiais também acompanha esse aumento, dos 637 atingidos por disparos de arma de fogo no período, 53% deles em contexto de ações policiais, se refletindo também na quantidade de agentes de segurança baleados em serviço. Dos 34 agentes atingidos, 24 estavam em serviço, representando 71% dos atingidos

    Belém

    Durante o primeiro semestre de 2026, 234 tiroteios foram mapeados na região metropolitana de Belém, uma queda de 20% em comparação com os primeiros seis meses de 2025, com 293 casos mapeados.

    A violência na região segue sendo profundamente marcada por ações e operações policiais. Durante o primeiro semestre de 2026, houve a participação dos agentes em 45% dos registros.

  • Final do Barezinho Sub-20: FAF confirma VAR pela primeira vez na base amazonense

    Final do Barezinho Sub-20: FAF confirma VAR pela primeira vez na base amazonense

    Inédito! A Federação Amazonense de Futebol (FAF) anuncia que a final do Campeonato Amazonense Sub-20 terá a presença do Árbitro de Vídeo (VAR). Será a primeira vez na história que um jogo de categoria de base amazonense terá a tecnologia à disposição. A partida será na próxima terça-feira (04), às 20h, no estádio Carlos Zamith.

    A FAF adquiriu o próprio equipamento VAR recentemente e fez a estreia na final da Copa da Floresta Bemol 2026, entre Manicoré e Benjamin Constant. Depois de uma partida de futebol não profissional receber o auxílio da tecnologia, será a vez de um jogo de base no estado ter o VAR pela primeira vez. O presidente da FAF, Ednailson Rozenha, exaltou o feito da federação.

    “As categorias de base são de suma importância para a FAF, e poder colocar uma tecnologia como o VAR na final do Sub-20, que é a última categoria antes do futebol profissional, é motivo de muito orgulho. O VAR será uma ferramenta que vai abrilhantar ainda mais o espetáculo, minimizando ao máximo quaisquer erros que possam acontecer”, destacou.

    Barezinho Sub-20

    Para definir os finalistas, quatro equipes vão entrar em campo pelas semifinais nesta quinta (30) e sexta-feira (31). Primeiro, Fast e RB do Norte duelam às 15h, no estádio Ismael Benigno, a Colina. No dia seguinte, será a vez de Amazonas e Manauara se enfrentarem por uma vaga na final, às 15h, no Carlos Zamith.

    Os finalistas têm vagas garantidas na Copa do Brasil Sub-20. Mas o campeão ganhará vaga na Copa São Paulo de Futebol Junior

  • Operação ‘Sucata’ retira veículos abandonados das vias de Manaus

    Operação ‘Sucata’ retira veículos abandonados das vias de Manaus

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), realizou, na tarde desta quarta-feira, 29/7, mais uma etapa da operação “Sucata” voltada à retirada de veículos abandonados em vias públicas da capital. A iniciativa tem como objetivo preservar a segurança viária, melhorar a fluidez do trânsito e evitar que automóveis sem condições de uso ocupem espaços públicos de forma irregular.

    Nesta etapa da operação, as equipes atuaram em dois pontos da cidade, na avenida 7 de Setembro, nas proximidades da feira municipal da Cachoeirinha, zona Sul, e na rua Martinho Lutero, no bairro Nova Cidade, zona Norte, próximo ao campo de futebol do conjunto Carlos Braga, onde três veículos abandonados foram removidos após os procedimentos administrativos previstos na legislação.

    Além de comprometer a mobilidade urbana, veículos abandonados podem servir de abrigo para insetos e animais peçonhentos, acumular lixo, favorecer ações criminosas e comprometer a segurança de pedestres e motoristas.

  • Justiça confirma decisão da Ageman e mantém multa de R$ 273 mil aplicada à Águas de Manaus por atraso em obra de recomposição asfáltica

    Justiça confirma decisão da Ageman e mantém multa de R$ 273 mil aplicada à Águas de Manaus por atraso em obra de recomposição asfáltica

    O juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus confirmou a legalidade da decisão da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) e do Conselho Municipal de Regulação e Fiscalização dos Serviços Públicos Delegados, órgão colegiado da agência, mantendo a multa de R$ 273 mil aplicada à concessionária Águas de Manaus em razão do atraso na recomposição asfáltica em vias da comunidade Alfredo Nascimento, no bairro Cidade de Deus, zona Norte, após a execução de obras de extensão da rede de esgotamento sanitário.

    A decisão judicial foi proferida na manhã desta quarta-feira, 29/7, e reconheceu a regularidade do processo administrativo conduzido pela Ageman, bem como a validade do auto de infração lavrado pela Agência.

    A penalidade foi aplicada após fiscalização constatar que a concessionária não realizou, dentro do prazo estabelecido pela agência, a recomposição do pavimento das vias impactadas pelas intervenções de implantação da rede de esgoto, descumprindo determinação expressa do órgão regulador.

    Ao analisar o caso, o juízo acolheu os argumentos apresentados pela Ageman, que demonstrou não haver qualquer prejuízo ou vício no procedimento adotado. A decisão destacou que a empresa teve pleno conhecimento da autuação e exerceu seu direito ao contraditório e à ampla defesa durante todo o processo administrativo.

    Além disso, a Justiça reconheceu que a concessionária deixou de cumprir a determinação da agência dentro do prazo fixado, configurando descumprimento das obrigações impostas pelo ente regulador e legitimando a aplicação da sanção administrativa.

    Com isso, foi mantida a validade do auto de infração e a exigibilidade do débito, reafirmando a legalidade da atuação da Ageman e das decisões proferidas pelo Conselho Municipal de Regulação e Fiscalização dos Serviços Públicos Delegados.

    Para o diretor-presidente da Ageman, Ebenezer Bezerra, a decisão reforça a legitimidade da atuação técnica e fiscalizatória da agência.

    “A decisão da Justiça confirma que os procedimentos adotados pela Ageman observam rigorosamente a legislação e garantem o devido processo legal. Nosso compromisso é assegurar que as concessionárias cumpram suas obrigações contratuais e que a população não seja prejudicada pela má execução dos serviços. A fiscalização continuará sendo realizada com firmeza e responsabilidade, sempre em defesa do interesse público”, concluiu.

  • Projeto busca restaurar 600 mil hectares de vegetação nativa no Brasil

    Projeto busca restaurar 600 mil hectares de vegetação nativa no Brasil

    Uma coalizão de organizações ambientais lança nesta semana o projeto Restaura Biomas, iniciativa para ampliar a recuperação da vegetação nativa no Brasil. O anúncio ocorre durante a VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE 2026), realizada em Brasília.

    A liderança é da União pela Restauração, articulação criada em 2021 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26). O projeto é executado pelo World Resources Institute (WRI) Brasil em parceria com Conservação Internacional (CI-Brasil), The Nature Conservancy (TNC) Brasil e WWF-Brasil.

    A iniciativa pretende contribuir para que o país alcance o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030, meta assumida em acordos internacionais e prevista na Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg).

    A previsão é colocar 600 mil hectares de vegetação nativa em processo de restauração, promover práticas sustentáveis em 1,2 milhão de hectares, reduzir o equivalente a 34 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂e) e beneficiar diretamente 150 mil pessoas, das quais pelo menos 35% serão mulheres.

    Para alcançar esses resultados, o planejamento inclui fortalecer políticas públicas, ampliar investimentos, estruturar cadeias produtivas, aprimorar a governança e conectar iniciativas já existentes nos territórios.

    Segundo a líder de Restauração do WWF-Brasil, Taruhim Quadros, a iniciativa considera as diferenças entre os biomas brasileiros para ampliar a efetividade das ações.

    “Olhamos para os seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Não existe uma solução única em todo o país. Cada bioma e cada território tem características ecológicas, sociais e produtivas próprias. Por isso, o projeto busca fortalecer essas condições para que a restauração avance em todo o Brasil, respeitando e conhecendo também essas diferenças”, disse Taruhim.

    Ela explica que o WWF-Brasil será responsável pela frente de finanças para restauração, desenvolvendo modelos de negócios, mecanismos financeiros e estudos que apoiem decisões de investimento, além de aproximar governos, empresas, investidores, organizações da sociedade civil e comunidades.

    Para o vice-presidente sênior da Conservação Internacional (CI-Brasil), Mauricio Bianco, ampliar a escala da restauração é uma condição para enfrentar as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade.

    “Nossa estratégia é estruturada em três abordagens complementares: a escala piloto, que implementa projetos diretamente no território e fortalece a cadeia produtiva da restauração em parceria com organizações e comunidades locais; a escala de mercado, voltada para destravar fluxos financeiros e ampliar investimentos na agenda; e a escala de política pública, que apoia a implementação do Código Florestal e da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg)”, explica Bianco.

    O coordenador de Restauração Florestal da TNC Brasil, Julio Tymus, destacou que o projeto foi construído a partir de consultas com representantes da sociedade civil, governos e setor privado.

    “O diferencial do projeto Restaura Biomas é esse olhar integrador, que considera as políticas públicas já estabelecidas, as que devem ser aperfeiçoadas, assim como leva em conta a atuação prática direta de quem realmente está na linha de frente da cadeia da restauração em diferentes escalas. Seja quem está implementando os projetos, quem está financiando, assim como quem está desenvolvendo as políticas públicas e os instrumentos legais”, diz Tymus.

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