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  • Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo

    Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo

     taxa de jovens brasileiros que não estudam, não trabalham nem estão em treinamento ou formação teve queda de 4,4 pontos percentuais entre 2016 e 2024, aponta o relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance), divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O índice de pessoas de 18 a 24 anos nessa condição caiu de 26,8%, em 2016, para 22,4%, em 2024.

    Em nota à imprensa, o Ministério da Educação (MEC) destaca que a estatística brasileira é “quase o dobro da redução média (2,3 pontos) registrada pela OCDE no mesmo período”.

    O superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, reconhece os avanços, porém, destaca que ainda são insuficientes, já que mais de um quarto dos jovens adultos ainda não têm educação básica completa.

    “A tarefa é construir uma trajetória em que o jovem consiga permanecer, aprender, concluir a formação e encontrar uma inserção profissional digna. Isso depende de educação, proteção social e políticas de trabalho atuando de forma articulada”, sugere.

    Queda de jovens sem ensino médio

    Outro dado positivo do Brasil no estudo é que a proporção de jovens de 25 a 34 anos sem ensino médio completo diminuiu de 35%, entre 2016, para 26%, em 2024. Mas o percentual brasileiro ainda é superior aos 12% da média verificada pela OCDE nos demais países analisados.

    O Ministério da Educação (MEC) associa os avanços à implementação de programas públicos como o Pé-de-Meia (incentivo financeiro-educacional para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes do ensino médio público) e o Bolsa Família (transferência de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e extrema pobreza).

    Conclusão do ensino médio

    O relatório da OCDE mostra também a diferença de gênero na conclusão do ensino médio. No Brasil, as mulheres têm 7 pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir esta etapa da educação básica do que os homens, uma diferença maior do que a observada na maioria dos outros países com dados disponíveis nesta edição.

    A organização internacional aponta que, no Brasil, entre todos os estudantes que entraram no ensino médio, 20% abandonam a escola sem se formar.

    Outro dado do estudo indica que 79% dos novos alunos que entraram no ensino médio concluíram esta etapa em até dois anos após o tempo regular de estudo previsto, contra a média de 85% de conclusão, entre os países considerados no levantamento.

    Após este período (dois anos) previsto para a conclusão, apenas 1% ainda continuava matriculado na escola tentando se formar.

    Quando considerados os adultos de diferentes gerações (25 a 64 anos) com ensino médio completo, em 2024, a proporção de 40% do Brasil é semelhante à média de 39% dos países da OCDE.

    Ensino superior

    Segundo os dados, em 2024, 22% dos adultos brasileiros em idade ativa (25 a 64 anos) tinham ensino superior completo, pouco mais da metade da média de 43% dos países da OCDE.

    Para Ricardo Henriques, a distância entre o Brasil e os países da OCDE é fruto de um passivo educacional histórico e superar suas consequências exige ações integradas em diferentes frentes para garantir a trajetória contínua. Entre elas, fortalecer o ensino médio e ampliar o ingresso no ensino superior com a oferta de cursos mais flexíveis para adultos de diferentes gerações, apoio financeiro e articulação entre formação técnica e acadêmica.

    “A expansão do acesso [ao ensino superior] precisa vir acompanhada de qualidade e de políticas de permanência, especialmente para quem enfrenta dificuldades para conciliar estudo, trabalho e responsabilidades familiares”, disse.

    À Agência Brasil, ele explicou que, quando o acesso à formação se concentra em uma parcela da população, o país desperdiça talentos e restringe as possibilidades de mobilidade social. Para a economia, esse gargalo limita a capacidade de elevar a produtividade, inovar e incorporar tecnologias. “Podemos transformar mais escolaridade em melhores oportunidades para as pessoas e maior capacidade de desenvolvimento para o Brasil”, defendeu.

    Transição escolar

    A OCDE considera as transições de um nível de ensino para o seguinte como momentos importantes na trajetória de um estudante, com grande influência nos resultados educacionais.

    No Brasil, um ano após concluir os anos finais do ensino fundamental:

  • 87% dos alunos prosseguem estudos no ensino médio;
  • 4% repetem o último ano letivo do fundamental 2; e
  • 8% saem do sistema formal de ensino, percentual superior aos 5% de estudantes que não se matricularam no ensino médio, entre os 22 países e economias com dados disponíveis sobre essa questão, nesta edição do relatório.
  • Segundo Ricardo Henriques, a OCDE recomenda aos gestores o monitoramento rigoroso da frequência escolar e da queda no desempenho dos estudantes, assim como o apoio pedagógico com foco individualizado.

    O especialista em educação orienta a escola a agir preventivamente, antes de um eventual abandono dos estudos, com a recomposição da aprendizagem direcionada em leitura e matemática, diálogo com as famílias, orientação sobre o ensino médio e recepção estruturada do estudante nas primeiras semanas da nova etapa educacional. “Uma boa gestão da transição acompanha a trajetória até que o jovem esteja frequentando, aprendendo e construindo vínculos na nova escola.”

    Ele ainda destaca a criação, em março deste ano, do Identificador Nacional Único do Estudante (Inue), o mecanismo legal que unifica o registro da trajetória escolar dos alunos no Brasil, a partir do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do estudante, acompanhada da devida capacitação dos profissionais de educação.

    “A grande questão é como apoiar os professores e gestores para que possam fazer uso desses dados de modo a fazer um melhor diagnóstico das necessidades de cada estudante, atuando para que todos consigam progredir em sua aprendizagem”, pontuou o superintendente executivo do Instituto Unibanco.

    Panorama da Educação 2026

    No Brasil, anualmente, os dados nacionais que subsidiam o cálculo de indicadores do Panorama da Educação 2026 têm como fontes estatísticas o Censo Escolar da Educação Básica, o Censo da Educação Superior e outras pesquisas, como do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os dados da pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    As informações completas do relatório podem ser consultadas no site da OCDE.

  • Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta

    Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta

    O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. Com a mudança, o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, que continuarão sujeitos às regras de segurança de cada conta.

    A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance (mecanismo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras).

    Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente.

    O que muda

    Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500.

    A partir de 1º de outubro:

  • o teto fixo de R$ 500 deixa de existir;
  • o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites;
  • os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que estejam dentro dos limites da conta;
  • o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo;
  • as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.
  • Não haverá, portanto, um novo teto único para substituir os R$ 500. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação se o limite de sua conta permitir.

    Como ajustar

    A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. A ferramenta deverá permitir que o cliente gerencie os valores autorizados para esse tipo de operação.

    O procedimento pode variar conforme o banco, mas a lógica será:

    1. acessar o aplicativo da instituição;
    2. localizar as configurações do Pix;
    3. acessar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
    4. pedir o aumento ou a redução do valor permitido;
    5. seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.

    A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.

    Como funciona

    O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados.

    Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

    Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço.

    Para ativar

    1. abra a carteira digital do celular;
    2. escolha a opção de vincular uma conta;
    3. aplicativo do banco será acionado;
    4. autorize a vinculação do Pix por aproximação.

    Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular.

    Para pagar

    1. informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix;
    2. confira os dados e o valor da cobrança;
    3. aproxime o celular da máquina;
    4. faça a autenticação exigida;
    5. confirme o pagamento.

    Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão.

    Atenção aos golpes

    A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção redobrada do usuário. Como o celular pode concluir a operação sem que seja necessário abrir o aplicativo bancário em determinadas situações, é importante conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento.

    Entre os principais cuidados estão:

  • conferir o valor exibido na maquininha e no celular;
  • verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho;
  • manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos;
  • não entregar o celular desbloqueado a terceiros;
  • acompanhar as notificações das transações;
  • revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.
  • Modalidade em expansão

    Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.

    O Pix por aproximação, no entanto, ainda engatinha para conquistar o interesse do usuário. Em agosto, a modalidade registrou apenas 2 milhões de transações, apenas 0,06% do total de operações no mês.

    Apesar da baixa adesão, o volume de transações do Pix por aproximação cresce de forma expressiva. Em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão.

  • Coronel Vinícius Almeida é alvo de operação da PF na SSP-AM

    Coronel Vinícius Almeida é alvo de operação da PF na SSP-AM

    A Polícia Federal (PF) realiza, nesta quinta-feira (1º), uma operação na sede da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para cumprir mandados de busca e apreensão. O ex-secretário da pasta, Coronel Vinícius Almeida, está entre os alvos da investigação.

    Segundo informações apuradas pelo g1, a ação é realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e investiga o possível uso de servidores e veículos da estrutura de segurança pública do Amazonas em benefício de campanha eleitoral.

    Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Um deles é realizado na residência do ex-secretário, que é candidato a deputado estadual pelo Podemos.

    Operação suspende atendimentos na SSP-AM

    A operação permanece em andamento na sede da SSP-AM durante a manhã desta quinta-feira. Equipes da Polícia Federal continuam no local para cumprir as determinações judiciais.

    Em razão da ação, servidores foram dispensados e deixaram o prédio. Os atendimentos ao público também foram suspensos temporariamente, afetando serviços como a emissão da carteira de identidade.

    MPAM diz que atuou no apoio à operação

    Em nota, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) informou que o pedido de busca e apreensão foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do próprio MPAM.

    O órgão afirmou que sua atuação se limitou à organização e ao apoio na execução da operação, realizada pela Polícia Federal sob a condução do Ministério Público Eleitoral.

    A investigação pretende esclarecer se a estrutura pública do estado foi utilizada para fins eleitorais e identificar os responsáveis por eventual uso irregular dos recursos e serviços públicos.

  • Voto em candidato irregular pode ser anulado, mesmo com nome na urna

    Voto em candidato irregular pode ser anulado, mesmo com nome na urna

    Eleitores devem verificar a situação dos candidatos antes de votar nas eleições de outubro. Segundo a Justiça Eleitoral, votos dados a candidaturas que tiveram o registro indeferido, cancelado ou cassado podem ser anulados, mesmo que o nome ainda apareça na urna eletrônica.

    Instrumento de cidadania e de participação democrática, o voto é uma ferramenta que possibilita ao eleitor escolher aqueles que ocuparão cargos que afetam diretamente a vida e a rotina da população.

    Nulo involuntário

    Ciente do risco de, ao ser anulado, o voto não produzir o efeito desejado, a Justiça Eleitoral brasileira tem recomendado aos eleitores que, antes de votar, verifiquem se as candidaturas escolhidas estão, de fato, em situação regular.

    Embora pareça incomum, o nome e a fotografia de um candidato podem continuar aparecendo na urna eletrônica, nos casos de candidaturas que tenham sido vetadas durante o processo eleitoral, após a instalação do programa no dispositivo.

    De acordo com a Justiça Eleitoral, votos dados a candidatos que tiveram o registro indeferido, cancelado, não conhecido ou cassado, nas hipóteses previstas na legislação eleitoral, podem ser considerados nulos. 

    Candidaturas irregulares

    Mais de mil candidaturas às eleições gerais de outubro foram indeferidas recentemente pela Justiça Eleitoral.

    Entre as irregularidades apontadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral; falta de condições de elegibilidade, ilegalidades na convenção partidária; e falta de compatibilidade com o cargo público.

    DivulgaCandContas

    Diante desse cenário, a Justiça Eleitoral sugere que, antes de votar, o eleitor consulte a situação das candidaturas no sistema DivulgaCandContas, disponível nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

    A plataforma reúne informações atualizadas sobre os candidatos e seus registros.

    Votos nulos e brancos

    A Justiça Eleitoral esclarece que o voto em candidaturas irregulares não deve ser confundido com o voto nulo exercido de forma voluntária pelo eleitor.

    O voto nulo ocorre quando é digitado um número que não corresponde a uma candidatura válida. Nesse caso, o voto é registrado, mas não entra na contagem dos votos válidos que definem os eleitos.

    Os votos em branco, registrado a partir do clique na tecla específica para esse fim, seguem a mesma lógica: são contabilizados nas estatísticas da eleição, mas não são considerados para a definição do resultado do pleito.

    Tira-dúvidas

    O candidato pode aparecer na urna e não estar apto a concorrer?

    Sim. Em determinadas situações previstas pela legislação eleitoral, o nome pode permanecer na urna eletrônica mesmo após mudanças na situação jurídica da candidatura.

    O que acontece se eu votar em um candidato com candidatura invalidada?

    Dependendo da situação do registro, o voto pode ser considerado nulo ou ficar registrado como anulado sub judice, aguardando decisão definitiva da Justiça Eleitoral.

    O que significa voto anulado sub judice?

    É o voto dado a uma candidatura cuja situação ainda depende de decisão judicial definitiva. O destino desses votos será definido ao final do processo.

    Como saber se um candidato está apto?

    A consulta pode ser feita no sistema DivulgaCandContas, disponível nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

    Votos nulos e votos em branco anulam a eleição?

    Não. Eles não são computados como votos válidos e não anulam automaticamente o resultado do pleito.

    O que é voto nulo?

    É o voto registrado quando o eleitor digita e confirma um número que não corresponde a nenhuma candidatura válida. Esse voto não é atribuído a candidato ou partido.

  • Livro conta como montadoras ajudaram a manter ditadura no Brasil

    Livro conta como montadoras ajudaram a manter ditadura no Brasil

    Em 2015, com base em depoimentos recolhidos pela Comissão Nacional da Verdade, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) aceitou abrir um procedimento para investigar a cooperação de diversas empresas com a ditadura militar brasileira. Entre elas estava a montadora Volkswagen.

    Seis anos depois, o Ministério Público divulgou um relatório que revelou que a Volkswagen “contribuiu intensamente com o aparato repressivo” e que isso ocorreu com conhecimento da direção da empresa.

    Em 2017, a própria empresa contratou um historiador para investigar o papel da Volkswagen durante a ditadura militar brasileira. Em seu relatório, o alemão Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld, escreveu:

    “A VW do Brasil foi irrestritamente leal ao governo militar e compartilhou os seus objetivos econômicos e de política interna.”

    “Está claro que a Volkswagen estabeleceu por disposição própria uma intensa relação de contribuição com os órgãos da repressão política, muito além dos limites da fábrica. A empresa demonstrou vontade de participar do sistema repressivo, sabendo que submetia seus funcionários a risco de prisões ilegais e tortura”, diz um trecho do relatório elaborado pelo Ministério Público de São Paulo.

    Repressão Sociedade Anônima

    A Volks, no entanto, não foi a única. Um livro lançado esta semana, em São Paulo, revela que diversos bancos, metalúrgicas e fabricantes de veículos contribuíram para a manutenção da ditadura no Brasil.

    Escrito por Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli, o livro Repressão Sociedade Anônima apurou como muitos trabalhadores, especialmente da região do Grande ABC Paulista, foram observados, fichados, investigados, perseguidos, demitidos, presos e até torturados como consequência dessa intensa contribuição entre as empresas e o aparelho de repressão.

    A obra é resultado de três anos de pesquisas documentais e de coletas de entrevistas.

    “A gente teve informação de muitas empresas, mas focamos em cinco delas: a Mercedes-Benz, a Volkswagen, a General Motors, a Scania e a Ford. Centramos [o trabalho] na região do ABC e nas grandes metalúrgicas”, explicou Reina, em entrevista à Agência Brasil.

    “Elas financiavam com dinheiro a máquina da repressão. E como a coisa foi surgindo? A gente estava analisando os livros de registro de entrada do Dops [Departamento de Ordem Política e Social] aqui no Largo General Osório [na capital paulista] e ali descobrimos uma lista de ramais. Nessa lista tinha um ramal de um estande de tiro. E descobrimos que algumas empresas financiavam equipamentos para esse estande de tiro tais como munições e até compra de protetor auricular. O protetor auricular era a GM quem financiava”, disse Reina.

    Essa cooperação, explicaram os pesquisadores, não se dava apenas pela compra de materiais ou pelo apoio financeiro à ditadura. Ela também ocorria, por exemplo, pela incorporação de militares dentro das fábricas e até de arapongas, explicou Ferrasoli.

    “Os arapongas eram pessoas que se misturavam ali com os trabalhadores e que depois iam dedurar quem estava fazendo reivindicações”, disse ela.

    “Havia um conjunto de ações que as empresas adotavam para reforçar ou firmar essa cumplicidade com a ditadura e ir expulsando os trabalhadores. Por exemplo, se o trabalhador participava de uma greve, ele não precisava nem ser de um partido de oposição ou de combate à ditadura, se ele participava de uma greve, ele já entrava numa lista. Essa lista, que hoje a gente chama de lista suja, era espalhada para várias outras empresas, então ele nunca mais conseguia emprego”, contou a pesquisadora.

    Além desse monitoramento, havia outro aspecto comum que era o descaso das empresas com as condições de trabalho nesse período.

    “A gente tem um capítulo todo dedicado a mostrar essa questão dos acidentes de trabalho. Em 1975, por exemplo, teve dia em que houve mais de cinco mil acidentes de trabalho registrados no Brasil. E olha que, naquela época, o registro de acidentes era extremamente precário, porque a delegacia do trabalho ou qualquer instância da justiça do trabalho estava na mão dos militares”, ressaltou Reina.

    Situação das mulheres

    Tratadas aos gritos pelos chefes, assediadas e com tempo controlado até para ir ao banheiro, a situação das mulheres trabalhadoras durante a ditadura militar também não foi nada fácil de ser enfrentada.

    Maria Angélica Ferrasoli conta que entrevistou algumas dessas mulheres que começaram a trabalhar com 12 ou 13 anos. Muitas relataram condições ainda mais degradantes no ambiente de trabalho, que chegava até mesmo ao controle de uso do papel higiênico.

    “Elas precisavam pegar uma chave para usar o banheiro. Se demorassem mais do que 3 ou 4 minutos, já tinha gente batendo na porta. Em outras empresas, o papel higiênico ficava em cima da mesa do chefe. Ela tinha que ir lá e pegar uma cota [de papel]. Então, se acabava o rolinho dali, elas tinham que se virar no banheiro, levar de casa ou fazer o que fosse possível”, relatou.

    Dopinho do ABC

    Em suas pesquisas, os dois jornalistas descobriram também a existência de um braço do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) em São Bernardo do Campo, que era o principal polo metalúrgico do Brasil e que integra a região do Grande ABC.

    Segundo os pesquisadores, esse Dopinho do ABC era formado por empresas da região e continha um sistema de vigilância e de controle dos trabalhadores e dos ativistas sindicais. “Uma espécie de controle industrial sobre a sociedade civil”, contam, no livro.

    “A gente descobriu a existência de uma filial do DOPS no ABC que ficava a três ou quatro quadras distante da sede do sindicato. Lá, as pessoas eram presas e torturadas. Para lá iam presos os trabalhadores, pessoas ligadas aos movimentos eclesiais de base ou de movimentos de melhoria nos bairros. A gente conta a história, inclusive, de um menor de idade que foi preso e torturado ali”, disse Eduardo Reina.

    Essas descobertas, reforçam os pesquisadores, demonstram que ainda há muito a ser pesquisado sobre a cooperação das empresas com a ditadura militar brasileira. Principalmente sobre a participação das empresas públicas, o que ainda não aconteceu.

    “Eu acredito que a ditadura sobreviveria [sem a participação empresarial]. Mas ela sobreviveu de uma forma muito mais escalonada com a participação dessas empresas”, diz Ferrasoli.

    “Acho que o livro contribui bastante para mostrar isso”, disse Reina, em entrevista à Agência Brasil.

    “A história da ditadura no Brasil tem milhares de coisas que precisam ser contadas. Muitas coisas foram enterradas e muita coisa desapareceu. Muitos arquivos militares foram destruídos. Mas a gente precisa ter um outro olhar para toda essa documentação e avançarmos com isso para mostrar todas essas coisas que aconteceram e continuam acontecendo. Se a gente fizer um paralelo, a polícia militar age do mesmo modo hoje como agia na ditadura. Se formos para a periferia, então, os pretos e os pobres são as maiores vítimas dessa ditadura hoje, como eram também na época da ditadura. E isso ninguém contou até hoje”, destacou o pesquisador.

    Montadoras

    A Agência Brasil procurou as cinco montadoras citadas no livro, mas até o momento da publicação elas não se manifestaram sobre o tema.

    Em nota enviada aos escritores do livro, a Volkswagen informou que assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público e que foi a primeira empresa estrangeira a reavaliar sua história durante o regime militar no Brasil.

    Já a Scania disse que repudia qualquer tipo de violação aos direitos humanos e que não guarda mais documentos sobre aquele período.

    A Mercedes-Benz escreveu aos autores que não identificou, até o momento, evidências de suporte da empresa com a ditadura militar.

    A GM, por sua vez, negou envolvimento com ações repressivas ou de colaboração com a ditadura, e a Ford também não se manifestou aos autores do livro.

    O livro Repressão Sociedade Anônima é uma publicação da Editora Alameda.

  • Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

    Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

    Com a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República. Para garantir um processo eleitoral tranquilo e dentro das regras, confira abaixo as principais orientações sobre o que é permitido e o que é proibido na hora de votar.

    Posso levar uma “colinha” em papel para a cabine de votação?

    Sim. O eleitor pode levar um papel com os nomes e números de seus candidatos de preferência para consultar no momento do voto, evitando esquecimentos e o uso do celular.

    É permitido entrar com o celular na cabine de votação?

    Não. O uso de celular, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer tipo de equipamento que permita registrar o voto é estritamente proibido dentro da cabine. Caso esteja portando algum desses aparelhos, o eleitor deve deixá-lo com os mesários antes de votar. A regra visa proteger o sigilo do voto e evitar coações ou a compra de votos por meio de comprovação em foto ou vídeo.

    Posso usar camisetas, adesivos ou bandeiras de candidatos no dia da eleição?

    Sim, desde que seja uma manifestação individual e silenciosa. O uso de broches, adesivos, camisetas e bandeiras políticas é permitido. O que não pode é haver aglomerações, manifestações coletivas ruidosas, abordagem a outros eleitores ou qualquer tentativa de aliciamento (boca de urna).

    Qual é a ordem de votação na urna eletrônica?

    No primeiro turno, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, na seguinte sequência:

  • Deputado federal (4 dígitos)
  • Deputado estadual ou distrital (5 dígitos)
  • Senador — primeira vaga (3 dígitos)
  • Senador — segunda vaga (3 dígitos)
  • Governador (2 dígitos)
  • Presidente da República (2 dígitos)
  • Trabalho no dia da eleição. Tenho direito de sair para votar?

    Sim. A legislação garante a todo cidadão o direito de se ausentar do trabalho pelo tempo estritamente necessário para exercer o voto, sem sofrer nenhum desconto no salário.

    Quem tem prioridade e direito a acompanhante na seção eleitoral?

    Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre todos os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada. Já pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm o direito de entrar na cabine acompanhadas por uma pessoa de sua livre escolha para auxiliá-las no momento de votar.

    Qual documento poso apresentar para votar?

    É necessário apresentar à mesa receptora um documento oficial com foto.

    São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital:

  • e-Título
  • carteira de identidade
  • identidade social
  • passaporte
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei
  • certificado de reservista
  • carteira de trabalho física
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
  • Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor.

    Confira mais detalhes sobre as regas na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

  • Em Portugal, associação lança plataforma para travar desperdício alimentar

    Em Portugal, associação lança plataforma para travar desperdício alimentar

    Em Portugal, mais de 180 quilos de comida vão parar ao lixo por pessoa, todos os anos. Uma parte substancial desta perda acontece dentro de casa, mas o problema estende-se a toda a cadeia, incluindo nos campos agrícolas, na restauração, supermercados ou cantinas.

    Para combater esse desperdício, a associação ambientalista Zero acaba de lançar em Portugal o projeto FoodConnect, numa altura que se assinala o Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, instituído pelas Nações Unidas este 29 de setembro.

    Ferramentas gratuitas

    “No conjunto da União Europeia, Portugal é dos que mais desperdiça. Sabemos que isso também decorre em parte do facto de ser um país muito turístico, que agudiza esta tendência para o desperdício alimentar, mas não explica tudo e, portanto, consideramos que é importante trabalhar o tema”, disse à ONU News Susana Fonseca da Zero.

    A aplicação foi desenvolvida pela associação Zero com parceiros de Malta e do Chipre, para transformar a forma como os excedentes são geridos através de ferramentas digitais gratuitas.

    Ao contrário de outras plataformas no mercado que vendem excedentes a preços reduzidos, o FoodConnect assenta exclusivamente na doação sem qualquer custo económico.

    Uma ponte direta para doar comida

    A ferramenta funciona em duas frentes: Do lado do doador, o registo é feito numa plataforma online.

    Do outro lado, as ofertas ficam visíveis numa aplicação móvel utilizada pelos beneficiários. Qualquer pessoa ou instituição de solidariedade pode consultar a comida disponível na sua zona, reservar a caixa pretendida e recolhê-la no local e horário definidos.

    Em entrevista à ONU News, Susana Fonseca explica que a meta é criar uma ligação direta entre quem doa e quem recebe.

    Zero O cartaz amarelo do FoodConnect promove a poupança de alimentos e a redução do desperdício alimentar em Portugal através de uma aplicação de donativos.

    O impacto invisível no ambiente e nos recursos

    “É puramente por doação e os beneficiários podem ser qualquer pessoa, portanto, pode ser uma instituição, um cidadão individual, seja alguém que tem dificuldades, quem não tem dificuldades, o combate ao desperdício alimentar deve ser um desígnio de todos, independentemente da capacidade financeira que se tenha.”

    A par da resposta social, a iniciativa alinha-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU ao mitigar o impacto ambiental associado ao desperdício alimentar. Quando um alimento é deitado fora, perdem-se também todos os recursos naturais e humanos usados para o produzir.

    “Sempre que nós desperdiçamos um alimento estamos a desperdiçar todo o investimento foi feito em energia, em água, em solo, em trabalho humano, muitas vezes em transporte, embalamento. Portanto, tudo isto tem um impacto ambiental muito significativo e económico”, detalha.

    Num país onde a atividade turística também pressiona os volumes de resíduos, grande parte da comida descartada acaba em aterros ou incineradoras, sem passar por processos de compostagem que devolvam nutrientes ao solo.

    Anonimato e acesso universal sem barreiras

    Um dos pilares centrais da FoodConnect é a garantia de anonimato e a ausência de qualquer avaliação de rendimentos ou da situação social do beneficiário. A recolha dos alimentos é efetuada mediante a apresentação de um identificador único no telemóvel, assegurando que o nome de quem recebe não é transmitido a quem doa.

    O objetivo desta abordagem é afastar o estigma de que o aproveitamento de excedentes se destina unicamente a famílias em situação de pobreza ou vulnerabilidade económica.

    “Salvar alimentos é benéfico para todos, enquanto sociedade, independentemente do nosso bem-estar económico, se podemos ou não até comprar esse alimento. O mais importante é evitar que esse alimento seja desperdiçado.”

    A plataforma está aberta a qualquer cidadão movido pela consciência ambiental e pela vontade de evitar a pegada de carbono e o desperdício de água e energia associados à cadeia alimentar.

    *Sara de Melo Rocha é correspondente da ONU News em Lisboa.

  • Manaus tem alta de 30% em vistorias técnicas e acompanhamento de obras para licenciamento urbanístico

    Manaus tem alta de 30% em vistorias técnicas e acompanhamento de obras para licenciamento urbanístico

    O trabalho de acompanhamento técnico realizado pela Prefeitura de Manaus, via Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), ganhou ritmo intenso em 2026. De janeiro a agosto, a Gerência de Levantamento Técnico (GLT) realizou 512 vistorias em Manaus, contra 392 no mesmo período de 2025. O resultado representa crescimento de 30,6% no número de atendimentos realizados em campo.

    As vistorias integram diferentes etapas dos processos analisados pela autarquia e permitem verificar, diretamente no imóvel, se as condições encontradas correspondem às informações apresentadas nos projetos e documentos.

    Segundo a gerente da GLT, arquiteta e urbanista Marcela Brasil, o trabalho funciona como uma conferência técnica entre o que está documentado e o que existe efetivamente no local.

    “A vistoria é fundamental no processo de licenciamento, porque verifica in loco as condições reais do imóvel e da edificação. A gente consegue confrontar as informações constantes no projeto e nos documentos e fazer uma averiguação do que o requerente apresentou ao Implurb”, explicou.

    Visitas

    Durante a visita, as equipes observam diferentes características da edificação, como implantação no lote, uso do imóvel, afastamentos, quantidade de vagas de estacionamento, número de pavimentos e acessos. A análise também permite identificar eventuais divergências entre o projeto aprovado, a documentação apresentada e a situação encontrada no local.

    “Por meio da vistoria, a gente consegue identificar algumas divergências entre projeto e documentação e verificar também a implantação da edificação, o uso do imóvel, os afastamentos, a quantidade de vagas de estacionamento, o número de pavimentos e os acessos”, detalhou Marcela.

    Apoio ao licenciamento e à fiscalização

    As informações levantadas em campo são utilizadas como apoio à análise de processos relacionados à emissão de alvarás, certidões de Habite-se e regularização de imóveis. O trabalho também contribui para as ações de fiscalização urbana.

    “A vistoria é também um apoio para a análise que emite os alvarás, as certidões de Habite-se e os processos de regularização, além de sermos um apoio para a fiscalização. A gente verifica se a obra está licenciada ou não e se está sendo construída conforme foi aprovada e licenciada”, afirmou a gerente.

    Antes da vistoria presencial, parte das informações pode ser analisada a partir dos laudos apresentados pelos próprios requerentes. O documento, assinado por profissional habilitado, reúne dados e registros fotográficos da obra ou do imóvel e auxilia a equipe na triagem dos processos.

    Quando são identificadas inconsistências que precisam ser verificadas presencialmente, a equipe realiza a vistoria técnica. A partir das informações levantadas, o processo pode seguir para os setores responsáveis pela análise e pelas providências cabíveis.

    Serviço

    O modelo de laudo de vistorias utilizado nos processos do Implurb está disponível no site do instituto e deve ser preenchido e assinado por profissional habilitado, como engenheiro ou arquiteto.

    Para mais informações sobre os serviços da Gerência de Levantamento Técnico, o atendimento pode ser feito pelo telefone (92) 3625-5025 ou pelo e-mail glt.implurb@manaus.am.gov.br. O atendimento presencial ocorre das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados e pontos facultativos), na sede do Implurb, localizada na alameda Desembargador João Machado, 750, Parque Mosaico, Tarumã.

  • Mulher cai ao tentar fugir de assaltantes durante roubo em Manaus

    Mulher cai ao tentar fugir de assaltantes durante roubo em Manaus

    Uma mulher ficou ferida após ser vítima de um assalto na manhã desta terça-feira (29), na Rua G, no conjunto Canaranas II, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A ação foi registrada por uma câmera de segurança instalada em uma residência da região.

    Nas imagens, a vítima aparece caminhando pela rua quando dois homens se aproximam em uma motocicleta. Ao perceber a aproximação dos suspeitos, a mulher tenta correr para escapar da abordagem, mas perde o equilíbrio e cai no asfalto.

    Suspeito desce da moto e pega bolsa

    Logo após a queda, o homem que estava na garupa desce da motocicleta, se aproxima da vítima e pega a bolsa dela.

    Em seguida, o suspeito retorna para a motocicleta, onde o comparsa o aguardava. A dupla foge do local levando os pertences da mulher.

    Toda a ação foi registrada pela câmera de segurança.

    Vítima fica abalada após o assalto

    Após os suspeitos fugirem, a mulher consegue se levantar. As imagens mostram a vítima bastante abalada e aparentando desespero depois do crime.

    Uma vizinha teria ajudado a mulher após a fuga dos assaltantes.

    Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão dos suspeitos. O caso deverá ser investigado pelas autoridades.

  • Câmera de segurança registra momento em que cachorro é atropelado em rua de Manaus

    Câmera de segurança registra momento em que cachorro é atropelado em rua de Manaus

    Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que um cachorro foi atropelado na tarde desta terça-feira (29), na Rua Marizal, no bairro Santo Antônio, na zona Oeste de Manaus.

    No vídeo, o animal aparece na pista quando um carro passa pela via e o atinge. Após o impacto, o motorista segue pela rua e não para para prestar atendimento.

    Pessoas que estavam nas proximidades ficaram assustadas com a cena e correram para socorrer o cachorro.

    Segundo testemunhas, o condutor teria fugido do local sem prestar socorro ao animal. Até o momento, não há informações confirmadas sobre o estado de saúde do cachorro.

    As imagens da câmera de segurança podem auxiliar na identificação do veículo e do motorista. O caso pode ser comunicado aos órgãos competentes para que sejam tomadas as providências cabíveis.

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