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  • Anvisa proíbe venda de cosméticos e manda recolher gel falsificado

    Anvisa proíbe venda de cosméticos e manda recolher gel falsificado

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (2) medidas para recolher lote falsificado e proibir a fabricação, comercialização e uso de diversos cosméticos e saneantes sem regularização sanitária. 

    As medidas foram publicadas nesta sexta-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU).

    Gel intravaginal

    A partir da determinação da Agência, o Lote 2 2511006 do Hidrafemme Gel Hidratante Intravaginal precisará ser retirado de comercialização. O produto não pode ser distribuído, importado, divulgado ou usado.

    A medida foi adotada após a Helianto Farmacêutica Ltda., detentora do registro do dispositivo médico, identificar unidades comercializadas em plataforma de comércio eletrônico com características diferentes das observadas na embalagem original.

    Cosméticos

    Em outra medida, a Anvisa determinou a apreensão dos lotes 614323 e 614326 do Perspirex Strong Antitranspirante Axilar.

    A empresa Megalabs Farmacêutica S.A. informou à agência que desconhece a fabricação dos produtos, que usam indevidamente dados cadastrais da companhia. Por esse motivo, a fabricação, importação, venda, distribuição, divulgação e utilização dos itens foram proibidas.

    A mesma resolução alcança os produtos MAV C-22 Solvente Removedor de Cola Mega Hair e GhostBond XL With Extra Moisture Control Cola para Próteses Capilares. De acordo com a agência, ambos são fabricados por empresas desconhecidas e não podem ser comercializados nem usados.

    Produtos de limpeza

    A Anvisa também proibiu a fabricação e a comercialização dos saneantes Desincrustante Ácido DX 1:40 Mult-Cap Mult Jet e Água Sanitária Mult Jet, produzidos pela Ramos Indústria e Comércio de Materiais de Limpeza Ltda.

    Segundo a agência, os produtos estão em desacordo com as exigências sanitárias e não podem permanecer no mercado.

    Empresa suspensa

    Em outra medida, a Anvisa suspendeu a fabricação, a venda e a distribuição de todos os saneantes produzidos pela LGR Indústria e Comércio de Produtos de Limpeza Ltda.

    De acordo com a Anvisa, inspeção feita entre 14 e 18 de setembro constatou o descumprimento da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 47/2013, que estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes.

    A agência também determinou o recolhimento dos produtos Medicpro Zime, Medicpro Zime Ultra e Lapzyme, fabricados pela empresa. Os saneantes, segundo a fiscalização, não detêm regularização sanitária.

    Outros produtos

    A Anvisa proibiu ainda a comercialização dos produtos Bio Lavanda Limpador de Uso Geral Biojet e Bio Água Sanitária Biojet, fabricados pela Biojet Indústria de Produtos Químicos. A agência informou que os itens não têm regularização sanitária.

    Além disso, os saneantes produzidos pela BR Mega Limp Ltda. deverão ser apreendidos, por ausência de registro junto à Anvisa.

  • Barezinho Sub-18: Tarumã goleia Sul América no fechamento da 1ª rodada

    Barezinho Sub-18: Tarumã goleia Sul América no fechamento da 1ª rodada

    O Tarumã estreou no Campeonato Amazonense Sub-18 com vitória no estádio Ismael Benigno, a Colina. Na manhã desta sexta-feira (02), o Lobo do Norte goleou o Sul América pelo placar de 5 a 2. Weyllon, duas vezes, Diego, Marcus e Pedro Brasil anotaram os gols do Tarumã. Iago e Rian fizeram para o Sulão.

    O jogo

    O Tarumã abriu o placar aos 31 da etapa inicial, com gol de Diego. Aos 39, foi a vez de Weyllon marcar. Dois minutos depois, Marcus balançou a rede. 3 a 0 Lobo no primeiro tempo tempo.

    O quarto gol foi marcado por Pedro Brasil aos 10 do segundo tempo. O Sul América diminuiu em cobrança de pênalti de Iago, aos 25. Weyllon, novamente, fez o quinto aos 28. Já na reta final, aos 42, Rian diminuiu o prejuízo para o Trem da Colina. Final, 5 a 2.

    Panorama e próximas partidas

    Nacional, RB do Norte e Tarumã começaram o campeonato com vitórias. O Manauara folgou.

    A 2ª rodada do Barezinho Sub-18 vai ocorrer na próxima semana. Confira os duelos:

    Sul América x Manauara, quinta-feira (08), 15h30, Colina.

    Tarumã x Nacional, quinta-feira (08), 15h30, Carlos Zamith.

    Itacoatiara x Manaus, quinta-feira (08), 15h30, Floro de Mendonça.

  • Memória de vila histórica do Amazonas vira aventura em quadrinhos

    Memória de vila histórica do Amazonas vira aventura em quadrinhos

    A história de Paricatuba, vila localizada no município de Iranduba, no Amazonas, a menos de 40 minutos de Manaus, ganhou uma nova forma de ser contada. O cartunista, escritor, quadrinista e roteirista, Romahs Mascarenhas, transformou elementos históricos e culturais do local em uma aventura protagonizada por um menino de Manaus que viaja até a vila para conhecer a avó e acaba descobrindo histórias, personagens e aspectos da identidade do território.

    O gibi “Paricatuba, a Vila das Mil Histórias” foi lançado no último sábado, dia 26 de setembro, durante uma programação especial que marcou o lançamento da Rota Turística Paricatuba, iniciativa que reúne ações voltadas ao Turismo de Base Comunitária (TBC), à valorização da história local e à criação de oportunidades para os moradores. As atividades integram o Viva Paricatuba, projeto desenvolvido pelo Impact Hub Manaus nas áreas de turismo, capacitação, infraestrutura, comunicação e fortalecimento comunitário.

    A publicação elaborada por Romahs Mascarenhas, que faz parte do time da Mauricio de Sousa Produções e escreve histórias da Turma da Mônica, utiliza a linguagem dos quadrinhos para aproximar crianças, jovens, moradores e visitantes do patrimônio e da cultura local. Na trama, o protagonista mora com o pai em Manaus e sabe que tem uma avó em Paricatuba. Depois de perceber que o pai não encontra tempo para levá-lo até a vila, o menino decide fazer a viagem sozinho. Ao chegar, encontra a avó, um primo e outros personagens que passam a fazer parte de sua jornada.

    Ao longo da aventura, o leitor conhece referências ao antigo leprosário, ao período em que o espaço foi utilizado como cadeia para presidiários e à fase em que funcionou como liceu de artes e ofícios. A história também apresenta moradores, costumes e elementos da cultura local.

    “O gibi acaba sendo uma declaração de amor a Paricatuba, não apenas por contar a história do leprosário, mas por mostrar a cidade de hoje, sua gente e seu modo de vida. A mensagem é também sobre esse amor pelo lugar de onde você veio e a importância de se reconectar com as próprias raízes e com a sua história. Isso aparece na trajetória da família, em que o pai sai da cidade e nunca mais volta, mas o filho faz o caminho de volta para conhecer a avó e reencontrar esse lugar de onde a família veio. É essa relação com as raízes e com a história de Paricatuba que a gente tentou levar para dentro do quadrinho”, declara Romahs.

    Da pesquisa aos personagens
    Para criar a publicação, o cartunista combinou pesquisa histórica, observação do território e ficção. Os personagens foram construídos a partir de diferentes períodos da trajetória de Paricatuba e de características observadas pelo artista durante o contato com a vila.

    “Fui criando os personagens a partir de diferentes referências. Há figuras históricas que fizeram parte da trajetória de Paricatuba e da região, como governadores, prefeitos de Manaus e médicos que atuaram entre o final do século XIX e o início do século XX, além de personagens dos tempos atuais. Outros são ficcionais, criados a partir da observação da comunidade e de características percebidas durante o contato com a cidade. A professora Vera, moradora de Paricatuba que me ajudou nas pesquisas, é a única moradora retratada como ela mesma na história. A reunião dessas referências históricas e das vivências em Paricatuba ajudou a construir os personagens e a narrativa de ficção”, explica o ilustrador.

    Segundo ele, o processo de criação incluiu visitas à vila, registros fotográficos, pesquisas, elaboração do roteiro, conversas com a equipe do projeto e revisões. A experiência no território ajudou a incorporar aos quadrinhos características dos espaços, das pessoas e do cotidiano local.

    Turma da Mônica
    Nascido em Parintins,no interior do Amazonas, Romahs Mascarenhas começou a carreira profissional em 1996, produzindo charges e ilustrações para jornais de Manaus. Em 2011, passou a integrar a equipe de roteiristas da Mauricio de Sousa Produções. Ele também participou da coletânea MSP 50, projeto que reuniu artistas de diferentes regiões do país para reinterpretar personagens criados por Mauricio de Sousa. Romahs é ainda autor da graphic novel A Última Flecha, indicada a prêmios como o HQMix e o Prêmio ABERST de Literatura, e do livro infantojuvenil Todos os Meus Gatos de Volta, que concorreu ao Prêmio Jabuti.

    Quadrinhos para preservar a memória
    Um dos coordenadores do Viva Paricatuba, que também é conhecido como Paricatuba Lab, Marcus Bessa, afirma que a escolha dos quadrinhos permite apresentar informações históricas e culturais de forma acessível, incorporadas à trajetória dos personagens e à própria aventura. Em vez de apenas reconstituir acontecimentos, de acordo com ele, a publicação aproxima passado e presente e mostra a relação entre patrimônio, natureza, cultura e vida comunitária.

    “A publicação também estabelece uma relação entre patrimônio, natureza, cultura e memória, mostrando como esses elementos fazem parte da identidade do território. O gibi integra as ações do Viva Paricatuba, iniciativa construída com participação dos moradores para valorizar o patrimônio histórico, a cultura e a natureza, além de fortalecer empreendedores, organizar a atividade turística e criar novas oportunidades de geração de renda a partir das características do território”, comenta Bessa.

  • Pesquisa encontra resíduos de plástico em tartarugas no Rio

    Pesquisa encontra resíduos de plástico em tartarugas no Rio

    Estudo feito com tartarugas-verdes (Chelonia mydas) no estado do Rio de Janeiro constatou que a espécie compartilha os mesmos tipos de bactérias encontradas nos resíduos de plástico no ambiente. 

    A pesquisa foi feita pelo professor Filipe Berbeti e orientada pelo coordenador Henrique Fragoso dos Santos, do Laboratório de Microbiologia Ambiental e Microbiotecnologia da Universidade Federal Fluminense (UFF),

    Também participaram pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do projeto Aruanã, que se dedica à conservação das tartarugas-marinhas da Baía de Guanabara.

    Berbeti analisou os microorganismos que vivem no corpo das tartarugas, na praia de Itaipu, em Niterói (RJ), e comparou com as bactérias encontradas nos pedaços de plástico, na água do mar e nas algas da região.

    A pesquisa concluiu que as bactérias das tartarugas eram mais semelhantes àquelas encontradas no plástico do que as recolhidas das algas (que servem de alimento para os animais) e da água (onde os quelônios vivem a maior parte do tempo).

    “Era esperado que a microbiota da tartaruga parecesse mais com a microbiota do próprio alimento dela [a alga]. É o que diz a literatura. Mas quando comparamos os tipos de bactérias, vimos que lembravam mais as dos plásticos. Foi um primeiro indício de que, provavelmente, a conectividade entre tartaruga e plástico está muito mais próxima do que a gente achava”, destacou o pesquisador.

    O resultado indica que a ingestão de plástico e o contato desse material com as tartarugas-verdes podem representar uma importante fonte de exposição dos animais a micróbios.

    “Hoje em dia, a gente já sabe que o plástico causa vários problemas. Seja poluição visual, animais se alimentando do material ou presos neles. A interação da microbiota e do plástico, quando ingerido, a gente ainda não sabia muito”, afirma Berbet

    Entre os gêneros de bactéria encontrados tanto no plástico quanto nas tartarugas, estão Vibrio, Pseudomonas, Bacillus, Staphylococcus, Streptococcus, Chryseobacterium e Clostridium.

    Esses grupos de microorganismos incluem espécies que provocam doenças tanto em animais quanto em seres humanos. Apesar disso, não foram feitas análises para associar essas bactérias a doenças nas tartarugas-verdes. Tampouco foi feita a identificação mais aprofundada para identificar a espécie e confirmar se algumas delas seriam patogênicas

    “É difícil chegar à identificação da espécie quando falamos da avaliação de microbioma. Pegamos uma parte do DNA para amplificar e tentar descobrir o organismo. Só conseguimos chegar até o nível de classificação para gênero. Então, não podemos afirmar com certeza que aquela espécie ali estava causando uma patogenicidade”, afirmou Berbeti.

    Segundo o estudo, os resíduos plásticos podem representar uma fonte potencial de micróbios associados à relevância patogênica. As tartarugas-verdes, por sua vez, podem servir como potenciais dispersores de bactérias marinhas, conectando ambientes contaminados com áreas remotas através de sua migração natural.

    A pesquisa envolveu cinco tartarugas coletadas pelo projeto Aruanã. Os resultados foram publicados na revista Environmental Pollution, em agosto deste ano.

  • Polícia Federal atua no combate a crimes eleitorais durante as eleições

    Polícia Federal atua no combate a crimes eleitorais durante as eleições

    A Polícia Federal atua, no âmbito de suas atribuições legais, na prevenção e repressão a crimes eleitorais e na apuração de fatos de competência da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2026.

    No próximo domingo (4/10), data do primeiro turno, a PF manterá atuação em todo o país para atendimento de ocorrências relacionadas às suas atribuições, em articulação com a Justiça Eleitoral e com os demais órgãos envolvidos na segurança do pleito.

    A atuação da Polícia Federal em matéria eleitoral envolve diferentes áreas da instituição, de acordo com a natureza de cada ocorrência, incluindo atividades de polícia judiciária, inteligência, combate a crimes cibernéticos e perícia criminal.

    Dados de 2026

    Até primeiro de outubro, a Polícia Federal havia instaurado 1.224 novos inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026.

    Entre as investigações, estão casos de violência política contra a mulher. Na mesma data, havia 94 investigações em andamento relacionadas a esse tipo de crime, das quais 77 foram instauradas em 2026.

    O valor de bens apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais alcançou mais de R$ 33 milhões dos quais cerca de R$ 21 milhões correspondem a dinheiro em espécie.

    Os números são dinâmicos e podem sofrer alterações em razão de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição.

    Segurança dos candidatos à Presidência

    Outra frente de atuação da Polícia Federal nas Eleições 2026 é a segurança dos candidatos à Presidência da República. A operação é coordenada nacionalmente pela PF e contempla o acompanhamento das agendas dos candidatos que solicitaram proteção da instituição.

    A segurança é planejada individualmente, com base em análise técnica de risco e nas características de cada agenda. As avaliações consideram, entre outros fatores, eventuais ameaças, vulnerabilidades, características dos locais, deslocamentos e o contexto de segurança de cada região.

    A operação segue critérios técnicos e busca assegurar tratamento isonômico às candidaturas, preservadas as particularidades de cada agenda. Informações relacionadas a itinerários, avaliações de risco, composição das equipes e outros aspectos operacionais são tratadas de forma restrita por razões de segurança.

    A estrutura conta ainda com uma Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, destinada ao acompanhamento das equipes e das agendas e ao suporte à atuação dos policiais em campo.

    Conforme a avaliação de risco e as características de cada compromisso, podem ser empregados recursos especializados e tecnológicos para apoiar a segurança dos candidatos. A atuação também ocorre de forma integrada com forças de segurança locais, especialmente em eventos com maior concentração de público ou que demandem medidas adicionais de proteção.

    Comunicação de possíveis crimes

    O cidadão que tiver conhecimento de possível crime de atribuição da Polícia Federal pode encaminhar as informações por meio do Comunica PF, disponível no site da instituição, ou presencialmente em qualquer unidade da Polícia Federal.

    Para que a informação possa ser analisada de forma mais ágil, é importante apresentar o máximo de detalhes possível: quem praticou a conduta, o que ocorreu, quando e onde aconteceu e, sempre que disponíveis, elementos que possam contribuir para a apuração.

    Documentos, fotografias, vídeos, áudios, mensagens e outros registros relacionados ao fato podem auxiliar na análise. No caso de ocorrências no ambiente digital, é importante preservar os elementos disponíveis, como capturas de tela, e-mails, áudios, mensagens e informações sobre os perfis ou conteúdos envolvidos.

    As informações recebidas são analisadas pela autoridade competente para verificar a existência de indícios da prática de crime e a adoção das providências cabíveis.

    Crimes no ambiente digital

    A atuação da PF também alcança possíveis crimes eleitorais praticados no ambiente digital, quando presentes os requisitos legais para sua atuação.

    Situações envolvendo conteúdos produzidos ou manipulados com auxílio de inteligência artificial, como imagens, vídeos ou áudios, são analisadas de acordo com as circunstâncias de cada caso e com a eventual existência de indícios de crime.

    A utilização de inteligência artificial ou a circulação de determinado conteúdo, isoladamente, não caracteriza necessariamente ilícito penal. Eventuais medidas investigativas ou judiciais são adotadas conforme a legislação aplicável e as características de cada caso.

    A Polícia Federal permanecerá mobilizada durante o período eleitoral para o cumprimento de suas atribuições legais, atendimento das ocorrências de sua competência e adoção das providências de polícia judiciária cabíveis.

  • Violência política no período pré-eleitoral foi a maior da década

    Violência política no período pré-eleitoral foi a maior da década

    Um total de 354 casos de violência política (um a cada 44 horas), entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, representou o mais grave período pré-eleitoral da década, aponta estudo divulgado nessa quarta-feira (30) pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global.  

    Para a coordenadora de incidência política da ONG Terra de Direitos, Gisele Barbieri, o cenário configura grave ameaça não apenas à vida de mandatários, mas à sustentabilidade do regime democrático e das instituições. 

    As mulheres foram vítimas de metade (50,6%) de todos os episódios de violência política. Elas ocupam apenas cerca de 18% das cadeiras legislativas do país, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

    Gisele defende uma atuação conjunta do Estado para enfrentar a situação.

    “Principalmente no que se refere aos casos contra mulheres, cisgêneras, transexuais e travestis que foram metade das vítimas dos episódios de violência política”, afirma.

    A violência física (agressões, atentados e assassinatos) tem homens como alvos em 77,2% dos casos. Já a violência simbólica (ameaças e ofensas) atingiu mais as mulheres (58,3%). 

    Ameaças de violência sexual (31 casos) e episódios com conteúdo de conotação sexual ou comentários sobre o corpo e aparência (67 casos) tiveram 100% dos casos relacionados a mulheres.  O estudo, que chegou à quarta edição, mostra que 96,3% dos episódios ocorreram contra ocupantes de cargos eletivos.

    “A violência política contra as mulheres é sistêmica e evidencia o quanto o nosso sistema democrático impede o acesso das mulheres aos espaços de poder e decisão”, acrescenta a pesquisadora.

    Segundo uma das coordenadoras da pesquisa, Franciele Petry, a violência política pode intimidar novas candidaturas. “A violência política precisa ser enfrentada porque sua reprodução impede justamente uma participação plena e efetiva de determinados grupos e corpos”. Isso inclui, na sua opinião, as mulheres, as pessoas negras , as transexuais e as pessoas LGBTQIAP+.

    “Não é possível afirmar que estamos em uma democracia plena se os espaços de representação não são ocupados por essa diversidade”, diz Franciele. De acordo com as entidades, os números da campanha eleitoral de primeiro turno serão divulgados na próxima semana. Em 2025, ano sem eleições, houve 225 casos registrados.

    Violência racial

    Entre as mulheres vítimas de violência política, uma em cada três era preta (64 de 179 casos). Entre os homens, um em cada nove. Mulheres representaram 64 dos 84 episódios contra pessoas pretas, e onze delas eram trans ou travestis. Quatro mulheres indígenas e uma amarela também foram vítimas.

    Entre as vítimas, das 32 pessoas que sofreram ataques repetidos ao longo desse período pré-eleitoral, 23 foram mulheres.  

    O levantamento ainda mostra que as quatro ameaças do período assinadas por grupos ou perfis declaradamente neonazistas ou supremacistas tiveram como alvo mulheres pretas, em quatro estados de quatro regiões diferentes: a prefeita Professora Nilda (RN) e as vereadoras Alice Carvalho (RS), Vivi Reis (PA) e Adriana Gerônimo (CE).

    Violência nas cidades

    Pelo menos 63% dos casos se concentraram na política municipal (vereadores e prefeitos), as maiores vítimas da série histórica. Ao menos 24 dos 28 episódios com intenção de matar (incluindo 10 dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados registrados) ocorreram contra políticos que atuam nos municípios.

    “A pesquisa mostra que inclusive grupos criminosos e até mesmo policiais estão entre os responsáveis pelos atos de violência. Estamos diante de um cenário que ameaça não apenas a vida de representantes políticos, mas também o funcionamento das instituições democráticas”, afirma a diretora executiva da Justiça Global, Glaucia Marinho,.

    Vereadores e vereadoras correspondem a 49,6% das vítimas, com 176 dos episódios identificados. Foram registrados, em média, três episódios de violência para cada mil vereadores eleitos em 2024.

    Gisela Barbieri lamenta que a maior parte dos casos de violência política fique impune. “Precisamos de respostas urgentes para esses crimes, exigindo do Estado a aplicação das sanções previstas na Lei 14.192, aprovada em 2021, para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher”.

    Pelo menos 300 episódios (84,5%) tiveram denúncia formal ou pública, mas apenas 46 casos (13%) contam com apuração judicial ou policial em curso e somente nove deles (2,5% do total) resultaram em punição efetiva dos autores.

    A pesquisa indica que em 64 episódios (18,1% do total) o agressor também tinha mandato eletivo ou cargo público. Policiais e outros agentes estatais são os agressores em 29,9% dos casos. Em 52 dos episódios, as agressões ocorreram dentro do próprio local de trabalho parlamentar.

  • MEC disponibiliza relatórios para apoiar municípios na análise do Ideb

    MEC disponibiliza relatórios para apoiar municípios na análise do Ideb

    Gestores e profissionais da educação podem consultar relatórios personalizados disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) para analisar os resultados de municípios e escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. Os materiais reúnem a trajetória do indicador, o desempenho das unidades de ensino e dados de aprendizagem em língua portuguesa e matemática. Os resultados do Ideb foram divulgados em agosto de 2026.

    Os relatórios personalizados integram o Brasil Aprende+, estratégia vinculada ao Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, e utilizam os resultados do Ideb 2025 e os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A proposta é facilitar a leitura das informações e oferecer subsídios para o planejamento e o acompanhamento das ações educacionais.

    Os materiais apresentam a série histórica do Ideb de cada município e permitem comparar o desempenho da rede com o de municípios de mesmo porte e nível socioeconômico, além dos resultados do estado e do Brasil. Dessa forma, é possível analisar o indicador a partir de diferentes referências e compreender o resultado do município dentro de contextos semelhantes.

    A consulta também pode ser aprofundada até a realidade de cada escola. Os relatórios permitem verificar o Ideb alcançado por cada instituição de ensino, comparar o resultado com a meta estabelecida e acompanhar a evolução dos indicadores. Com isso, gestores podem identificar o percentual de escolas que aumentaram, reduziram ou mantiveram seus resultados.

    A análise é complementada por informações de língua portuguesa e matemática, incluindo a série histórica e os níveis de proficiência do município.

    O Ideb combina informações de rendimento escolar, obtidas a partir das taxas de aprovação, com o desempenho dos estudantes nas avaliações do Saeb.

    Como acessar os relatórios

    Os relatórios podem ser consultados pela página Aqui Tem MEC :

    1. Acesse o site do MEC
    Na página inicial, desça a tela até a seção “Atuação do MEC” .

    2. Clique em “Aqui Tem MEC”
    Na página seguinte, localize a área de relatórios e selecione “Relatório Brasil Aprende+” .

    3. Escolha o estado ou município
    O usuário pode selecionar o estado para consultar os municípios ou acessar diretamente o relatório de um município específico.

    4. Consulte os dados da rede
    O relatório apresenta informações sobre o Ideb, a evolução dos resultados e o desempenho das escolas do município.

    Os relatórios educacionais municipais também têm previsão de integração à Plataforma Nacional de Dados da Educação (EducaDados), que deverá reunir informações educacionais de diferentes etapas e níveis de ensino. A plataforma está prevista na Lei Complementar nº 220/2025, que instituiu o Sistema Nacional de Educação.

  • RD Congo: Violência em Ituri destrói centro de trânsito e atrasa combate ao ebola

    RD Congo: Violência em Ituri destrói centro de trânsito e atrasa combate ao ebola

    Ele destacou que o fechamento forçado representa um grave retrocesso na contenção do vírus, em uma área onde a criação de centros de tratamento já era uma luta imensa. A mobilização de pessoal e a falta de fundos continuam sendo grandes obstáculos.

    Êxodo e nsegurança

    Harneis contou à ONU News que com o ataque perde-se capacidade, investimento e deve-se recomeçar. Acima de tudo, isso significa que as pessoas ficam privadas do acesso aos cuidados de que realmente necessitam.”

    O campo de Kigonze servia de refúgio para cerca de 19 mil pessoas que fugiam da violência no leste do país, uma região rica em recursos próxima à fronteira com Ruanda.

    Nos últimos dias, milhares de civis abandonaram o local após relatos de que militares entraram no perímetro em busca de armas e de membros de grupos armados não estatais, gerando um clima de tensão marcado por trocas de tiros.

    3 mil fugas em 3 dias

    Classificando o ataque como “profundamente decepcionante”, Harneis ressaltou que a equipe médica prestava serviços essenciais e de excelência à população. A ONU colabora agora com as autoridades locais para garantir a proteção das infraestruturas de saúde que restaram, em meio à instabilidade que se estende também ao território de Djugu.

    A escalada do conflito forçou mais de 3 mil pessoas a fugirem do campo de deslocados de Rhoe desde o dia 27 de setembro.

    Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, pelo menos quatro pessoas foram mortas, sete ficaram feridas e várias casas incendiadas na localidade de Blukwa.

    Fontes humanitárias confirmam que mulheres e crianças representam a esmagadora maioria dos deslocados.

    Fuga em massa das populações

    A piora dos combates sufoca a resposta médica ao ebola. O acesso humanitário foi severamente limitado em várias zonas de saúde críticas, como Fataki, Drodro e Lita.

    A insegurança contínua gerou uma série falhas logísticas que comprometem a contenção do vírus. Entre elas está o atraso nos diagnósticos, com o transporte de amostras laboratoriais de Fataki para Bunia sofrendo atrasos significativos, impedindo a testagem em tempo útil.

    Houve ainda a interrupção de tratamentos. A transferência de pacientes com diagnóstico confirmado de ebola para as unidades de cuidado foi suspensa, colocando vidas em risco e aumentando o potencial de contágio.

    A insegurança motivou ainda a retirada de equipes. As entidades humanitárias estão recuando das áreas mais afetadas devido ao risco extremo de segurança.

    O colapso da infraestrutura de saúde, combinado à fuga em massa das populações, cria um cenário onde o vírus pode se propagar de forma invisível e descontrolada, exigindo uma intervenção imediata para estabilizar a região.

  • BB fará pagamentos via Pix a mesários nas eleições

    BB fará pagamentos via Pix a mesários nas eleições

    Os mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral que atuarão nas Eleições Gerais de 2026 receberão o auxílio-alimentação por meio de Pix processado pelo Banco do Brasil. A instituição firmou acordos de cooperação técnica com os tribunais regionais eleitorais (TREs) de todo o país para operacionalizar os pagamentos do primeiro turno e, se houver, do segundo turno.

    O Banco do Brasil será responsável pelo processamento dos créditos a partir das informações encaminhadas pelos tribunais eleitorais. A operação utilizará sistemas eletrônicos do banco para dar agilidade aos pagamentos e permitir o acompanhamento das transações.

    A expectativa é que aproximadamente 2,3 milhões de mesários e colaboradores da Justiça Eleitoral recebam o auxílio-alimentação em todo o país.

    A utilização do Pix permitirá que os valores sejam transferidos diretamente aos beneficiários, com a infraestrutura digital do banco e mecanismos voltados à segurança e à rastreabilidade das operações.

    Operação nacional

    Os acordos abrangem os TREs de todo o país e permitem a execução dos pagamentos em escala nacional. O Banco do Brasil utilizará soluções já empregadas no atendimento a órgãos públicos.

    A instituição bancária tem experiência em operações eleitorais. Nas eleições de 2024, o banco foi responsável pelo processamento de mais de 2,1 milhões de pagamentos destinados a colaboradores da Justiça Eleitoral.

    A cooperação para este ano busca facilitar a execução dos pagamentos aos trabalhadores convocados para auxiliar na organização das eleições.

    Acordos

    Os acordos de cooperação técnica não envolvem prestação de serviço remunerada para o banco. O objetivo é exclusivamente viabilizar a operacionalização dos pagamentos dos auxílios-alimentação aos colaboradores da Justiça Eleitoral.

    Segundo o Banco do Brasil, a iniciativa reforça a parceria mantida pela instituição com órgãos da administração pública e amplia o uso de soluções digitais em operações de grande escala.

    A instituição destaca ainda sua presença em todo o território nacional e a experiência no atendimento ao setor público como fatores que contribuem para a execução da operação durante as Eleições 2026.

  • Homem de 54 anos é morto a tiros próximo à Feira da Panair, em Manaus

    Homem de 54 anos é morto a tiros próximo à Feira da Panair, em Manaus

    José Augusto Pinheiro da Costa, de 54 anos, foi morto a tiros na Rua 13 de Maio, no bairro Colônia Oliveira Machado, zona Sul de Manaus, nas proximidades da Feira da Panair. O crime ocorreu nesta quarta-feira (30).

    Segundo informações preliminares, a vítima estava na via quando foi surpreendida por dois ocupantes de uma motocicleta. Os suspeitos se aproximaram e efetuaram vários disparos contra o homem.

    Após os tiros, os criminosos fugiram do local.

    Vítima morreu no local

    Policiais militares da 2ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foram acionados para atender à ocorrência.

    Augusto não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Após os procedimentos iniciais, o corpo foi removido pelo Instituto Médico-Legal (IML).

    Polícia investiga o homicídio

    A autoria e a motivação do crime ainda não foram esclarecidas.

    A possibilidade de que o assassinato tenha sido uma execução deverá ser analisada durante as investigações, mas essa hipótese ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

    O caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que deverá buscar informações que possam ajudar a identificar os responsáveis pelo crime e esclarecer a motivação do homicídio.

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