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  • Experiências arqueológicas do Médio Solimões (AM) são levadas ao 1º Congresso Internacional de Arqueologia Americana, no Peru

    Experiências arqueológicas do Médio Solimões (AM) são levadas ao 1º Congresso Internacional de Arqueologia Americana, no Peru

    Entre os dias 15 e 19 de julho, a cidade de Lima, no Peru, sediou o I Congresso Internacional de Arqueologia Americana (CIAA 2026), reunindo arqueólogos, pesquisadores e especialistas de diferentes países para discutir as interações socioculturais e espaciais das sociedades pré-hispânicas e originárias das Américas. Entre os representantes do Brasil esteve a arqueóloga do Instituto Mamirauá, Geórgea Holanda. Convidada pela organização do evento, ela ministrou a palestra “Arqueologias no Médio Solimões: saberes construídos com as comunidades tradicionais”, na qual apresentou experiências e resultados de pesquisas arqueológicas desenvolvidas na região.

    O congresso teve como principal objetivo fortalecer o diálogo e a cooperação científica entre pesquisadores do continente, incentivando estudos que ultrapassem as fronteiras nacionais e ampliem a compreensão sobre as conexões históricas, culturais e ambientais que marcaram a antiga América.

    Para Geórgea Holanda, o evento representou uma oportunidade de compartilhar experiências construídas coletivamente no Médio Solimões.

    “A ideia central da apresentação foi mostrar que existem múltiplas arqueologias no Médio Solimões, desenvolvidas por uma equipe diversa, e destacar que nosso trabalho é construído de forma colaborativa com as comunidades tradicionais. São essas pessoas que identificam sítios arqueológicos, nos levam aos locais onde encontram vestígios e nos ensinam sobre como fazer arqueologia na Amazônia. É um trabalho profundamente ligado às pessoas da região e feito com elas.”

    Segundo a arqueóloga, a participação no congresso também permitiu evidenciar um modelo de pesquisa construído a partir da realidade amazônica e da valorização do conhecimento das comunidades tradicionais.

    “Quis mostrar uma arqueologia construída de dentro para fora, com profissionais da própria Amazônia. Nosso trabalho é desenvolvido de forma colaborativa com as comunidades, que identificam sítios arqueológicos, compartilham seus conhecimentos e nos ensinam sobre como fazer arqueologia na Amazônia.”

    Geórgea também destacou a importância de ampliar a presença da arqueologia amazônica em eventos científicos internacionais.

    “Se a gente comparar a arqueologia do Médio Solimões com outras regiões do Brasil, percebemos que, apesar de mais de 40 anos de pesquisas, ela ainda é relativamente pouco conhecida. Por isso, é muito importante apresentar esse trabalho em um evento internacional, ultrapassando as fronteiras e mostrando para outros países o conhecimento que vem sendo produzido na região.”

    Nas últimas décadas, as pesquisas arqueológicas desenvolvidas em parceria com comunidades tradicionais têm sido fundamentais para ampliar o conhecimento sobre a ocupação humana da Amazônia. Os estudos mostram que a região é habitada há milhares de anos por povos indígenas, muito antes da chegada dos colonizadores europeus, contribuindo para a compreensão da história da Amazônia e do Brasil.

    A atuação dos arqueólogos junto às comunidades ribeirinhas do Médio Solimões

    Na Amazônia, muitos vestígios do passado permanecem preservados sob o solo das comunidades que hoje habitam a região. Para revelar essa história, pesquisadores do Instituto Mamirauá desenvolvem pesquisas arqueológicas em parceria com comunidades ribeirinhas e povos indígenas, reconhecendo essas populações como protagonistas na identificação, preservação e interpretação do patrimônio arqueológico.

    “Das comunidades que escavamos aqui na região, muitas já sabiam da importância desses achados. Sabem que ali viveram seus avós, bisavós, tataravós, enfim, seus ancestrais. Então, essas pessoas acabam sendo as protagonistas de suas próprias histórias, porque são elas que encontram esses materiais, nos informam, e é nossa obrigação acolhê-las e valorizar o material encontrado nos sítios arqueológicos que elas chamam de lar”, destacou o arqueólogo Márcio Amaral, do Instituto Mamirauá.

    Com o fortalecimento dessa parceria ao longo dos anos, as comunidades tradicionais passaram a participar de forma cada vez mais ativa das pesquisas arqueológicas na Amazônia. Esse modelo, conhecido como arqueologia colaborativa, valoriza os saberes locais e reconhece moradores e moradoras como agentes fundamentais na construção do conhecimento sobre a história dos povos que ocuparam a região.

  • Fies 2026: Amazonas registrou 2,9 mil inscritos no segundo semestre

    Fies 2026: Amazonas registrou 2,9 mil inscritos no segundo semestre

     processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2026 recebeu inscrições de 2.973 candidatos do Amazonas. Os estudantes pré-selecionados têm entre 31 de julho e 4 de agosto para complementar as informações da inscrição, na página do Fies Seleção. Aqueles candidatos que não foram pré-selecionados na chamada regular estarão automaticamente inscritos na lista de espera, que ocorre de 7 de agosto a 24 de setembro.

    Após complementar as informações solicitadas, o estudante deverá validar a documentação na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de educação superior para a qual foi pré-selecionado e, depois, em uma agência bancária, observando os prazos de cada etapa até a assinatura do contrato de financiamento.

    Brasil – Nacionalmente, o Fies teve 127.175 inscritos para o processo seletivo do segundo semestre de 2026, que realizaram 315.431 inscrições, já que cada candidato podia escolher até três opções de curso. Desse total, as mulheres representam 67,5%, com 85.867 candidatas, e os homens correspondem a 32,5%, com 41.308 inscritos. Mais de 72 mil candidatos se autodeclaram pretos ou pardos no processo seletivo, que também registrou a participação de 666 candidatos indígenas, 1.808 quilombolas e 5.248 pessoas com deficiência. São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Ceará e Rio de Janeiro são os estados com os maiores números de inscritos, considerando a primeira opção de curso.

    Lista de espera – As chamadas da lista de espera ocorrerão entre 7 de agosto e 24 de setembro. Tendo em vista que não será realizado um novo ranqueamento dos candidatos, os participantes da lista de espera devem, obrigatoriamente, acompanhar sua eventual pré-seleção na página do Fies, disponível no endereço eletrônico do Fies Seleção.

    Fies Social e cotas – O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades. Tanto no Fies quanto no Fies Social, há a reserva de vagas para cotistas com os seguintes perfis: pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas e autodeclarados pretos e pardos.

    Os estudantes pré-selecionados inscritos nas vagas do Fies Social estão dispensados da comprovação da renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas devem comparecer à comissão para validação das demais informações. Caso a CPSA identifique, entre as informações prestadas, discrepância referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.

    Os pré-selecionados para as vagas destinadas às pessoas com deficiência, tanto no Fies quanto no Fies Social, deverão comprovar a sua condição por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).

    Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderirem ao programa e possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

  • Receita adia cronograma de destaque de impostos da reforma tributária

    Receita adia cronograma de destaque de impostos da reforma tributária

    A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) divulgaram nesta sexta-feira (31) um novo cronograma para a obrigatoriedade do destaque dos tributos da reforma tributária nos documentos fiscais eletrônicos. A principal mudança é o escalonamento dos prazos de implementação, antes concentrados na próxima segunda-feira (3).

    Os dois órgãos publicaram ato conjunto no Diário Oficial da União. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) continuam com início obrigatório na próxima segunda, mas outros documentos terão a exigência adiada para outubro, dezembro deste ano e janeiro de 2027.

    Segundo os órgãos responsáveis, o objetivo é permitir uma implantação gradual do novo sistema, dando mais tempo para empresas e desenvolvedores adaptarem seus sistemas fiscais.

    O que muda

    Inicialmente, todos os documentos fiscais eletrônicos passariam a exigir o destaque da Contribuição de Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos criados pela reforma tributária, a partir de 3 de agosto.

    Com o novo ato conjunto publicado pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS, a implementação será feita em etapas.

    Cada tipo de documento terá um prazo diferente para começar a informar os novos tributos.

    Novo calendário

    3 de agosto

    A obrigatoriedade permanece para:

  • Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)
  • Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e)
  • Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e)
  • CT-e Outros Serviços (CT-e OS)
  • Bilhete de Passagem Eletrônico (BPe), exceto transporte aéreo e semiurbano
  • Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e)
  • Guia de Transporte de Valores Eletrônica (GTV-e)
  • Nota Fiscal de Energia Elétrica Eletrônica (NF3-e)
  • Declaração de Conteúdo Eletrônica (DC-e)
  • Nota Fiscal de Serviços de Exploração de Via (NFS-e Via).
  • 1º de outubro

    Passam a exigir os destaques:

  • Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação Eletrônica (NFCom)
  • Grande parte das Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e)
  • Declaração de Importação de Remessa (DIR)
  • Eventos de tabela da Declaração de Regimes Específicos (DeRE), preenchida por setores com regimes especiais após a reforma tributária.
  • 15 de novembro

    Entram em vigor os eventos mensais da DeRE, incluindo:

  • Balancete mensal;
  • Aplicações financeiras;
  • Deduções utilizadas
  • Operações com títulos públicos
  • Reabertura do período de apuração
  • Fechamento mensal.
  • 1º de dezembro

    A obrigatoriedade passa a valer para:

  • NFS-e de plataformas digitais
  • Empresas de software, processamento de dados e data centers
  • Transporte municipal
  • Locação de imóveis e bens móveis
  • Condomínios
  • Demais serviços ainda não contemplados
  • Bilhete de Passagem Eletrônico para transporte aéreo e semiurbano
  • Nota Fiscal Eletrônica do Gás (NFGas)
  • Nota Fiscal de Água e Saneamento (NFAg)
  • Nota Fiscal Eletrônica para Alienação de Bens Imóveis (NFe ABI).
  • 1º de janeiro de 2027

    A última etapa inclui:

  • Declaração Única de Importação (Duimp)
  • Demais eventos da DeRE
  • Contribuintes do Simples Nacional
  • NF-e para operações sujeitas ao regime monofásico
  • Importações de bens materiais.
  • O que muda

    O destaque do IBS e da CBS nos documentos fiscais faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo.

    Embora os dois tributos tenham começado a ser cobrados em 1º de janeiro de 2026, a obrigatoriedade de informá-los nas notas fiscais está sendo implantada de forma gradual para permitir a adaptação dos sistemas utilizados pelas empresas.

    Em 2026, os tributos continuarão aparecendo apenas em caráter de teste, com alíquota-teste de 0,9% para a CBS e de 0,1% para o IBS. Os percentuais são deduzidos dos tributos atuais.

    As alíquotas-teste servem para validar o funcionamento dos sistemas eletrônicos e preparar empresas e administrações tributárias para a transição ao novo modelo.

    Por que mudou

    Nesta semana, a Receita Federal havia informado que publicaria um novo cronograma após identificar a necessidade de ampliar o prazo de adaptação para alguns documentos fiscais.

    Os órgãos responsáveis anunciaram que os leiautes técnicos dos documentos ainda pendentes deverão ser divulgados, sempre que possível, com antecedência mínima de 60 dias antes do início da obrigatoriedade.

    A mudança atende também a dificuldades apontadas por empresas e desenvolvedores na implementação dos novos campos exigidos pela reforma tributária.

    Dados preocupam

    O adiamento ocorre em meio a dificuldades de adaptação identificadas pela Receita Federal.

    Levantamento do Fisco mostrou que, de 28 de junho a 29 de julho, 21% dos documentos fiscais emitidos por empresas não optantes do Simples Nacional foram transmitidos sem o preenchimento dos campos destinados à CBS.

    O dado reforçou a necessidade de escalonar a implementação para reduzir riscos de falhas operacionais e permitir que contribuintes e fornecedores de sistemas concluam as adaptações exigidas pela reforma tributária.

  • Saiba como declarar online os bens adquiridos em viagem e desembarcar sem burocracia

    Saiba como declarar online os bens adquiridos em viagem e desembarcar sem burocracia

    A Receita Federal informa que foi disponibilizada, na tarde de segunda-feira (27/07), a funcionalidade de registro automático da Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV) para o modal aéreo, acompanhada da publicação de ato normativo que estabelece os procedimentos de controle aduaneiro aplicáveis .

    Com a nova funcionalidade, boa parte das declarações poderão ser registradas automaticamente, conforme critérios de gerenciamento de risco adotados pela administração aduaneira. Nesses casos, o viajante poderá seguir diretamente para o desembarque, sem necessidade de se apresentar ao atendimento aduaneiro para bens a declarar.

    Por que a mudança foi implementada?

    A medida integra a mudança dos procedimentos de despacho aduaneiro de bagagens acompanhadas e está alinhada ao modelo de gestão de riscos utilizado pela Receita Federal.

    O tratamento automatizado das declarações aperfeiçoa o processamento dos registros e contribui para que a atuação da fiscalização seja direcionada às situações que demandem análise específica.

    Acesse a Portaria Coana nº 203, de 24 de julho de 2026
    Acesse o portal e-DBV

    Como funciona?

    O viajante continua responsável por apresentar a e-DBV quando estiver sujeito à declaração de bens, observadas as regras vigentes.

    Após o envio da declaração, o sistema realiza o tratamento das informações com base em critérios de gerenciamento de risco. As declarações enquadradas para registro automático são processadas sem necessidade de atendimento presencial. As demais permanecem sujeitas aos procedimentos de controle aduaneiro previstos na legislação, de acordo com as mensagens apresentadas na tela do sistema e-DBV .

    A implementação da funcionalidade não altera as competências da fiscalização aduaneira. Permanecem preservadas as atribuições relacionadas à seleção, conferência, revisão de declarações, exigência de tributos e adoção das medidas cabíveis, nos termos da legislação aplicável.

  • Bandeira tarifária continuará amarela em agosto

    Bandeira tarifária continuará amarela em agosto

    A bandeira tarifária permanecerá amarela em agosto, informou nesta sexta-feira (31) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz será mantido para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 

    É o quarto mês com a bandeira amarela. Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira se deve ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor, devido ao menor nível dos reservatórios, e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

    “A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, esclarece a Aneel.

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

    As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Os valores cobrados são os seguintes:

  • na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com a tarifa sofrendo acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.
  • Partido Verde oficializa apoio à candidatura de Lula à reeleição

    Partido Verde oficializa apoio à candidatura de Lula à reeleição

    O Partido Verde (PV) oficializou seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. A convenção nacional do partido ocorreu de forma virtual na noite desta sexta-feira (31), com transmissão via internet.

    O PV já havia sinalizado essa posição quando participou da convenção do PDT, na semana passada. Na ocasião, o vice-presidente do partido, Reynaldo Nunes, representou a legenda.

    De acordo com o partido, o objetivo é reforçar “o compromisso da legenda com o diálogo entre as forças democráticas e com a construção de um projeto político voltado à sustentabilidade, à inclusão social e ao fortalecimento das instituições”.

    Apesar do apoio anunciado pelo PV, Lula ainda é pré-candidato. A oficialização do seu nome só deve ocorrer no próximo domingo (2), durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

  • Com o fim do recesso, LDO de 2027 será analisada junto com Lei Orçamentária

    Com o fim do recesso, LDO de 2027 será analisada junto com Lei Orçamentária

    A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 deverá ser enviada pelo governo ao Congresso até 31 de agosto. Antes, porém, outro projeto precisa ser votado: a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), espécie de guia para a elaboração do Orçamento. Neste ano, no entanto, a LDO ainda não foi votada pelo Congresso e deverá ser analisada praticamente ao mesmo tempo que a proposta orçamentária.

    A LDO estabelece as metas fiscais, define prioridades para o gasto público e fixa as regras que irão orientar a distribuição dos recursos no ano seguinte. A série de vídeos Orçamento Fácil, do Senado, faz uma analogia entre o orçamento público e uma pessoa que quer fazer várias coisas ao mesmo tempo: é preciso definir prioridades. No caso do orçamento, a LDO é etapa inicial desse planejamento, enquanto a LOA detalha quanto será destinado a cada programa, obra ou política pública.

    O projeto da LDO é analisado e votado, inicialmente, pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), que foi instalada e teve seu presidente, o deputado Domingos Neto (PSD-CE), definido em junho.

    Um dos itens que despertam mais atenção todo ano no projeto da LDO, que recebeu o número PLN 2/2026, é o valor do salário mínimo. Este ano, o texto enviado pelo Executivo ao Congresso em abril prevê um salário mínimo de pelo menos R$ 1.717 no próximo ano. Isso significa aumento de R$ 96 (5,9%) em relação ao valor atual, de R$ 1.621.

    Além do salário mínimo, o projeto da LDO também estipula outros indicadores econômicos para o estabelecimento de metas e a elaboração do orçamento. Exemplos disso são a inflação (3,04%), o Produto Interno Bruto (PIB) real (2,56%), o câmbio (R$ 5,47) e os juros (10,55%).

    Validação 

    Segundo o consultor legislativo da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado (Conorf) Bento Monteiro, quando a LDO não é aprovada antes do envio da LOA, o Poder Executivo acaba elaborando a proposta orçamentária utilizando as regras que ele mesmo sugeriu no projeto de LDO encaminhado ao Congresso, mesmo sem que essas diretrizes tenham sido previamente validadas pelos parlamentares. Para Monteiro, um dos problemas que isso pode causar é a impossibilidade de exigir a separação das despesas com determinadas políticas públicas em classificações específicas.

    O consultor ressaltou, ainda, que a votação tardia pode diminuir a participação da LDO na orientação da elaboração da proposta orçamentária, mas não reduz sua importância para a execução do orçamento ao longo do ano. Justificativa disso seria a crescente atenção do Congresso às regras de execução orçamentária.

    — Os parlamentares hoje se preocupam mais em modificar as regras de execução do orçamento do que com as regras de elaboração. Entende-se que as regras de elaboração usadas atualmente atendem bem às necessidades parlamentares, enquanto o processo de execução do orçamento com a participação parlamentar ainda é um mecanismo em evolução no processo orçamentário, sendo alvo, inclusive, de decisões do STF [Supremo Tribunal Federal] ano a ano — analisou.

    Esforço concentrado

    Já prevendo o comprometimento do calendário do Legislativo em razão das eleições em outubro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou duas semanas de esforço concentrado: entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro. Isso deverá coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme acordado com o presidente daquela Casa, deputado Hugo Motta.

    A intenção, segundo o presidente, é garantir a aprovação de proposições pelas duas Casas legislativas na mesma semana.

    Fonte: Agência Senado

  • Violência contra idosos: Amazonas registra índice segue 172% acima do registrado há uma década

    Violência contra idosos: Amazonas registra índice segue 172% acima do registrado há uma década

    O Amazonas apresentou redução nas notificações de violência interpessoal contra idosos em 2024, interrompendo uma sequência de crescimento observada nos últimos anos. Dados do Atlas da Violência 2026 mostram que a taxa caiu de 79,6 para 65,6 casos por 100 mil habitantes entre 2023 e 2024, uma diminuição de 17,6%.

    Apesar da retração no último ano, o cenário ainda preocupa. Em comparação com 2019, quando a taxa era de 50,4 casos por 100 mil habitantes, o estado registra um aumento de 30,2%. Na análise da última década, o crescimento é ainda mais expressivo: a taxa saltou de 24,1 em 2014 para 65,6 em 2024, representando uma alta acumulada de 172,2%.

    No Brasil, a tendência foi diferente. A taxa nacional de notificações de violência interpessoal contra idosos passou de 86,6 para 88,4 casos por 100 mil habitantes entre 2023 e 2024, um crescimento de 2,1%. Em relação a 2019, o aumento chega a 43,5%, enquanto, na comparação com 2014, a alta acumulada é de 129%.

    Os dados indicam que, embora o Amazonas tenha registrado uma redução recente, o número de notificações permanece muito superior ao observado há dez anos, evidenciando que a violência contra a população idosa continua sendo um importante desafio para as políticas públicas de proteção e garantia de direitos.

    O Atlas da Violência também apresenta indicadores sobre as consequências mais graves da violência contra idosos. Em 2024, a taxa nacional de internações hospitalares por agressões foi maior entre os homens (3,0 internações por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (1,7 por 100 mil habitantes), demonstrando uma maior incidência de lesões que demandaram atendimento hospitalar entre a população masculina idosa.

    Especialistas ressaltam que o aumento das notificações ao longo dos últimos anos pode refletir tanto a persistência da violência quanto o fortalecimento dos mecanismos de denúncia e da atuação da rede de proteção. Ainda assim, os números reforçam a necessidade de ampliar ações de prevenção, acolhimento das vítimas e responsabilização dos agressores, especialmente diante do envelhecimento da população brasileira.

  • Polícia e familiares procuram adolescentes de 17 anos desaparecidas após saírem de escola em Manaus

    Polícia e familiares procuram adolescentes de 17 anos desaparecidas após saírem de escola em Manaus

    As jovens foram vistas pela última vez nas proximidades de uma escola localizada na Praça Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital amazonense.

    De acordo com Ruberleide Menezes, mãe de Giovanna Menezes, a adolescente foi levada até a escola por um transporte escolar e desembarcou no local por volta das 6h35. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostram que ela não entrou na instituição de ensino.

    As gravações registram o momento em que Giovanna Menezes encontra a colega Giovanna Yasmin. Em seguida, as duas caminham juntas pela Praça Nossa Senhora de Nazaré, seguindo em direção ao bairro Cachoeirinha, até saírem do campo de visão das câmeras.

    Segundo a família, as adolescentes usavam o uniforme escolar de cor verde no momento do desaparecimento. No entanto, existe a suspeita de que elas possam ter trocado de roupa durante o trajeto.

    “A condução deixou ela na escola e, em seguida, chegou a colega. Pelas câmeras de uma escolinha próxima, vi que elas foram para o meio da praça e desceram rumo ao bairro Cachoeirinha. Elas estavam com o fardamento, mas senti falta de uma calça preta e de uma blusa da minha filha, então não sei se ela trocou de roupa”, relatou a mãe.

    Sem qualquer notícia sobre o paradeiro das adolescentes, a família registrou um boletim de ocorrência, e a Polícia Civil iniciou as investigações para localizar as jovens.

    Informações

    Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a localizar Giovanna Yasmin e Giovanna Menezes deve entrar em contato pelos seguintes telefones:

    Família: (92) 99177-7149
    Polícia Militar: 190
    Polícia Civil (Disque-Denúncia): 181

    A polícia reforça que qualquer informação, por menor que pareça, pode ser fundamental para auxiliar nas buscas.

  • Amazonas registra alta de 28,7% na taxa de mortes no trânsito, aponta Atlas da Violência 2026

    Amazonas registra alta de 28,7% na taxa de mortes no trânsito, aponta Atlas da Violência 2026

    Após anos de relativa estabilidade, o Amazonas voltou a registrar um aumento expressivo na mortalidade associada a sinistros de transporte terrestre. Dados do Atlas da Violência 2026 mostram que a taxa de óbitos no estado passou de 10,8 para 13,9 mortes por 100 mil habitantes entre 2023 e 2024, um crescimento de 28,7%, o maior avanço observado no período recente.

    O levantamento, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela ainda que, na comparação com 2019, a taxa cresceu 36,3%, enquanto em relação a 2014 o aumento foi de 8,6%.

    Em números absolutos, o Amazonas também apresentou crescimento significativo. O total de mortes associadas a sinistros no transporte terrestre saltou de 440 óbitos em 2023 para 571 em 2024, uma elevação de 29,8%. Na comparação com 2019, quando foram registradas 400 mortes, o aumento chega a 42,8%.

    O cenário estadual contrasta com a tendência observada no Brasil ao longo da última década. Nacionalmente, a taxa de mortes no trânsito caiu de 21,9 para 17,5 óbitos por 100 mil habitantes entre 2014 e 2024, uma redução de 20,1%. Apesar da queda acumulada, o país também apresentou aumento recente: a taxa nacional passou de 16,5 em 2023 para 17,5 em 2024, crescimento de 6,1%.

    Os dados indicam que, embora o Brasil mantenha uma trajetória de redução das mortes no trânsito quando analisado o período de dez anos, o avanço registrado em 2024 acende um alerta. No Amazonas, o crescimento foi quase cinco vezes superior ao observado na média nacional, interrompendo a estabilidade registrada entre 2020 e 2023.

    Especialistas apontam que a análise desses indicadores é fundamental para orientar políticas públicas voltadas à segurança viária, fiscalização, educação para o trânsito e melhoria da infraestrutura. O Atlas da Violência destaca que o monitoramento contínuo desses dados permite identificar tendências e subsidiar ações capazes de reduzir a letalidade nas vias brasileiras.

    A edição de 2026 do Atlas da Violência marca os dez anos da publicação, consolidada como uma das principais referências nacionais para a análise de indicadores de violência e mortalidade. Além dos estudos atualizados, o relatório apresenta uma plataforma digital reformulada, com ferramentas que ampliam o acesso e a visualização da série histórica de dados.

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