Blog

  • Guia da OMS ensina a enfrentar calor extremo na Europa

    Guia da OMS ensina a enfrentar calor extremo na Europa

    Guia da OMS ensina a enfrentar calor extremo na Europa

    Nos últimos quatro anos, mais de 200 mil pessoas morreram na União Europeia em decorrência de ondas de calor.

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, indica que esses eventos deixaram de ser isolados e se tornaram uma crise recorrente, responsável por sobrecarregar sistemas de saúde e infraestrutura.

    Objetivo ambicioso

    A OMS apresentou a segunda edição da Orientação para Planos de Ação sobre Calor e Saúde, elaborada para a Europa, mas aplicável em escala global.

    O documento oferece um quadro científico para que governos organizem medidas eficazes de proteção contra o calor extremo, que já provoca doenças, agrava problemas cardiovasculares e causa mortes prematuras.

    Segundo a OMS, ações individuais como evitar exposição ao sol, manter ambientes frescos e hidratar-se ajudam, mas não bastam diante de uma crise sistêmica. A resposta precisa ser coordenada e institucional.

    Os planos permitem que cidades e países antecipem, se preparem e respondam ao calor extremo de forma organizada, com medidas como arborização urbana, criação de centros de resfriamento, monitoramento de idosos, capacitação de professores e cuidadores, adaptação de jornadas de trabalho e reforço das equipes de saúde durante ondas de calor.

    O objetivo da OMS é ambicioso: zero mortes relacionadas ao calor.

    Para a organização, planejamento e cooperação internacional podem tornar essa meta possível.

    Desafios provocados pelo clima

    O ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Carsten Schneider, destacou que o calor é um dos maiores desafios trazidos pelas mudanças climáticas, sobretudo para populações urbanas vulneráveis.

    Já o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, lembrou que o continente é o que mais rapidamente aquece no mundo e que o calor é um assassino silencioso, mas não inevitável.

    Autoridades de Berlim ressaltaram que grandes cidades são especialmente vulneráveis e que a capital alemã já implementa medidas como comunicação pública, manutenção de parques e redes de apoio no setor de saúde.

    A nova orientação da OMS reúne elementos centrais para fortalecer sistemas de alerta, comunicação de riscos e proteção de grupos, atualizando diretrizes publicadas pela primeira vez em 2008.

  • Governo federal dá nova destinação a 1,9 mil imóveis abandonados

    Governo federal dá nova destinação a 1,9 mil imóveis abandonados

    Governo federal dá nova destinação a 1,9 mil imóveis abandonados

    O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou nesta quinta-feira (11) que quase 1,9 mil imóveis de propriedade da União estão em processo de destinação para regularização de fundiária em áreas urbanas e rurais, construção de moradias populares, transformação em equipamentos de saúde e educação, além da venda no mercado imobiliário com o objetivo de compor um fundo de investimentos administrado pelo próprio governo.

    As medidas fazem parte do programa Imóvel da Gente, que se tornou uma ferramenta de mapeamento e destinação social de imóveis e áreas públicas federais.

    Um evento no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, gestores municipais e movimentos sociais, apresentou balanço das ações do programa desde 2023.

    “Você pega o centro velho de São Paulo, o centro velho do Rio de Janeiro, de Salvador, de Recife, todas essas capitais, há muito tempo, têm prédios abandonados, casas abandonadas, lojas abandonadas. E muitas vezes são abandonadas com processos na Justiça”, disse o presidente, ao explicar a ideia de buscar uma função social para áreas públicas ociosas.

    Segundo dados da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao MGI, as destinações realizadas desde 2023 têm potencial para beneficiar cerca de 400 mil famílias, em todos os estados. Ao todo, as áreas destinadas somam mais de 18,5 mil quilômetros quadrados, cerca de três vezes o tamanho do Distrito Federal.

    “A gente está transformando imóveis abandonados em moradias, em títulos de propriedade, em escolas, em hospitais, em oportunidades. O patrimônio da União voltou a cumprir sua função social e socioambiental e voltou a servir ao povo brasileiro”, destacou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

    Titulação de bairros

    Segundo a ministra, os imóveis não são apenas casas ou apartamentos, envolvem áreas extensas abrangidas por  bairros inteiros. À frente do programa de regularização fundiária, disse a ministra, a SPU cruzou os dados e identificou 370 áreas da União onde há ocupação habitacional ainda não titulada.

    Os processos envolvem parcerias com estados e prefeituras, que atuam na urbanização do território, parcelamento dos imóveis, identificação de famílias e registro em cartório.

    Cerca de R$ 200 bilhões do PAC Periferia Viva, outro programa federal, estão sendo disponibilizados para custear a titulação, inclusive os custos cartoriais. Do total de 370 áreas, 129 já têm parceria entre governo federal e municípios para viabilizar a regularização, informou Dweck

    A ministra também destacou que, em cidades como Belém, cerca de 15 bairros poderão ter as casas completamente regularizadas em nome das famílias ocupantes a partir do programa. Cerca de 68 imóveis foram destinados para hospitais, unidades básicas de saúde e unidades de assistência social. E outros 141 imóveis, até então ociosos, estão sendo transferidos para a educação pública, incluindo 25 campi de institutos federais.

    Destinação coletiva

    Uma outra parceria semelhante viabilizou o repasse de 196 áreas da União para comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Glebas federais com centenas de hectares, aeroportos abandonados e galpões em zonas urbanas, como os armazéns do antigo Instituto Central do Café, na Vila Carioca, centro de São Paulo, também foram incluídos no programa.

    Os galpões do antigo Instituto Central do Café estão na mira para destinação pelo governo desde 2009, ainda no segundo mandato presidencial de Lula. Durante a cerimônia desta quinta-feira (11), ele contou sua relação com o local, perto de onde viveu na infância.

    “Isso para mim é um sonho, poder entregar ao povo da Vila Carioca esse armazém”, disse Lula.

    A destinação do imóvel ainda deve demorar algum tempo. Após destravar o repasse da propriedade, um projeto arquitetônico para múltiplos usos da área deve ser apresentado e discutido diretamente com os moradores do bairro, por meio de consultas públicas. A ideia do governo é que o local seja um equipamento híbrido, com centro cultural e áreas de lazer.

    Presente ao evento, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, destacou que o governo federal dá exemplo ao transformar “abandono em dignidade”.

    “Um dado que o movimento de moradia sempre reforçou é que, no Brasil, por uma herança histórica de desigualdade, a gente tem mais casa sem gente do que gente sem casa. Aliás, segundo o último censo do IBGE, são 11 milhões de imóveis ociosos e 6,2 milhões famílias sem casa no Brasil”, observou.

  • Nordeste tem maior movimentação aérea da história para o primeiro quadrimestre

    Nordeste tem maior movimentação aérea da história para o primeiro quadrimestre

    Nordeste tem maior movimentação aérea da história para o primeiro quadrimestre

    Os aeroportos do Nordeste registraram a maior movimentação aérea da história para os quatro primeiros meses do ano. Entre janeiro e abril de 2026, 7,43 milhões de passageiros embarcaram em voos domésticos e internacionais com origem na região, crescimento de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025. É a primeira vez que o Nordeste supera a marca de 7 milhões de passageiros em um primeiro quadrimestre desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000. Os dados são do Relatório de Demanda e Oferta da Anac e foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

    Somente em abril, os aeroportos nordestinos movimentaram 1,61 milhão de passageiros, alta de 5,6% em relação ao mesmo mês de 2025 e também o melhor resultado já registrado para o período. Os números reforçam o papel crescente da aviação para a integração regional, o turismo e os negócios no Nordeste. A região reúne alguns dos principais destinos turísticos do país, além de polos econômicos e logísticos que dependem da conectividade aérea para movimentar pessoas, atrair investimentos e impulsionar atividades produtivas.

    Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca , os resultados refletem um conjunto de fatores que inclui expansão da conectividade aérea, modernização da infraestrutura e fortalecimento da atividade econômica na região. “A aviação tem um papel fundamental no desenvolvimento do Nordeste. Quando ampliamos a conexão, aproximamos pessoas, fortalecemos o turismo, estimulamos investimentos e criamos novas oportunidades para a população. Esses números mostram a importância de continuarmos investindo na infraestrutura aeroportuária e na expansão das malhas aéreas regional e internacional”, afirmou.

    “Quando ampliamos a conexão, aproximamos pessoas, fortalecemos o turismo, estimulamos investimentos e criamos novas oportunidades para a população” Tomé Franca.

    Voos domésticos em expansão

    O crescimento da movimentação foi impulsionado principalmente pelos voos domésticos. Entre janeiro e abril, mais de 7 milhões de passageiros viajaram em voos nacionais com origem nos aeroportos nordestinos, aumento de 10,2% em comparação ao primeiro quadrimestre de 2025. Também foi o melhor resultado da série histórica para esse recorte.

    Somente em abril, os voos domésticos movimentaram 1,53 milhão de passageiros, alta de 5,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

    Aviação internacional

    A movimentação internacional apresentou expansão ainda mais intensa. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, os aeroportos nordestinos registraram 390,4 mil passageiros em voos internacionais, crescimento de 32,8% em relação ao mesmo período do ano passado e novo recorde histórico.

    No mês de abril, foram movimentados 77,5 mil passageiros em voos internacionais, alta de 13,2% frente ao mesmo mês de 2025.

    O resultado acompanha o avanço da conectividade internacional da região, que vem registrando aumento no número de rotas, voos e assentos ofertados. Entre 2023 e 2026, o número de rotas internacionais ligando o Nordeste ao exterior passou de 18 para 42, enquanto a quantidade anual de voos internacionais cresceu de 2.430 para 5.390 operações, resultado de ações do Ministério do Turismo e da Embratur, no sentido de promover internacionalmente o Brasil e atrair novos voos estrangeiros para o país.

    O crescimento da movimentação internacional também se reflete na chegada de visitantes estrangeiros. Segundo dados da Embratur, com base em informações da Polícia Federal compiladas pelo MPor, entre janeiro e abril o Nordeste recebeu, por via aérea, 245,2 mil turistas que residem fora do Brasil, alta de 51,28% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Aeroportos mais movimentados

    O Aeroporto Internacional do Recife (PE) liderou a movimentação da região no primeiro quadrimestre, com 1,65 milhão de passageiros. Em seguida aparecem Salvador (BA), com 1,35 milhão; Fortaleza (CE), com 935 mil; Maceió (AL), com 532 mil; e Porto Seguro (BA), com 485 mil passageiros.

    Também se destacaram os aeroportos de Natal (RN), com 441.241; João Pessoa (PB), com 331.037; São Luís (MA), com 292.598; Aracaju (SE), com 233.899; e Teresina (PI), com 198.372, reforçando a capilaridade da malha aérea nordestina e a importância da aviação para a integração econômica e turística da região.

  • Biblioteca Pública do Amazonas promove última etapa da exposição ‘Memórias da Copa’

    Biblioteca Pública do Amazonas promove última etapa da exposição ‘Memórias da Copa’

    Biblioteca Pública do Amazonas promove última etapa da exposição ‘Memórias da Copa’

    A Biblioteca Pública do Amazonas abre, nesta quarta-feira (10/06), a partir das 9h, a quarta e última etapa da exposição “Memórias da Copa”, uma iniciativa que convida o público a revisitar momentos marcantes da história das Copas do Mundo por meio de documentos que integram o acervo da instituição.

    A mostra permanecerá aberta para visitação até o dia 24 de julho, das 9h às 15h, na Biblioteca Pública do Amazonas, localizada na rua Barroso, 57, centro de Manaus. A exposição é promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

    A mostra reúne jornais, revistas, livros e folhetos que registraram a trajetória da seleção brasileira e a paixão do país pelo futebol. Desde março, a exposição vem apresentando diferentes períodos da história das Copas do Mundo, destacando as conquistas e os momentos que marcaram gerações de torcedores.

    Nesta etapa final, o público terá acesso a um panorama mais amplo sobre o maior torneio de futebol do mundo. Além dos jornais históricos que noticiaram as campanhas da seleção brasileira, estarão disponíveis revistas, publicações especializadas e livros que ajudam a compreender a evolução das Copas do Mundo ao longo das décadas.

    Um dos destaques desta fase é a exibição de documentários sobre edições históricas do torneio, ampliando a experiência dos visitantes e proporcionando uma imersão no contexto esportivo, cultural e social que envolve o campeonato.

    A exposição também evidencia a importância dos acervos documentais como instrumentos de preservação da memória coletiva, permitindo que diferentes gerações tenham contato com registros que ajudam a contar a história do futebol mundial e sua relação com a identidade brasileira.

  • Semelhanças entre Brasil e África do Sul vão além do verde e amarelo

    Semelhanças entre Brasil e África do Sul vão além do verde e amarelo

    Semelhanças entre Brasil e África do Sul vão além do verde e amarelo

    çando por cooperações econômicas com o Brasil.

    “Deveríamos [Brasil e África do Sul] cooperar em um nível muito mais alto”, declarou, à época. “Somos os dois países mais industrializados em nossos continentes, e o comércio entre nós precisa ser muito maior”, afirmou Ramaphosa.

    Para o sul-africano, é preciso atuar juntos em setores como agricultura e pecuária, energia, mineração e defesa. Lula acrescentou que o intercâmbio anual entre Brasil e África do Sul está estagnado há quase 20 anos, chegando a US$ 2,3 bilhões.

    “Não existe nenhuma explicação política para que o comércio entre os países não seja de US$10 bilhões”, disse Lula.

    Atualmente, o Brasil exporta para o país africano, majoritariamente, carnes de aves, açúcar e veículos rodoviários, enquanto compra prata, platina e outros minerais.

    Em março, os países fecharam acordo para reforçar a cooperação no turismo, mirando o aumento da conectividade aérea e a promoção de destinos. Depois, vieram parcerias técnicas em agropecuária, com foco no enfrentamento da febre aftosa e no aprimoramento de medidas de vigilância sanitária animal no outro país.

    Apartheid e a guerra no Oriente Médio

    Na visita de Estado ao Brasil, Ramaphosa também endossou o posicionamento internacional do Brasil por uma solução pacífica para as guerras no Oriente Médio. As agressões, afirmou, violam a Carta das Nações e causam mortes e destruição.

    Na avaliação de especialistas, o posicionamento da África do Sul tem um peso importante, diante da autoridade moral do país que enfrentou, por 50 anos, o apartheid. O regime político segregava negros e brancos, privilegiando o segundo grupo.

    “A África do Sul tem autoridade moral, porque viveu um momento interno escabroso e conseguiu superar isso sem guerra civil”, analisou o pesquisador sênior do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia (INCT), William Gonçalves.

    Professor aposentado de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e testemunha de fatos históricos, ele afirma que essa “autoridade” faz com que a  África do Sul se sinta à vontade para condenar Israel por ações em Gaza e no Líbano. “Eles podem dizer: isso é crime de guerra, isso é genocídio”, completou.

    Bem depois do fim do apartheid, em 2015, a África do Sul ajudou a própria ONU a aprovar as Regras Nelson Mandela ─ ex-presidente daquele país detido por sua luta contra o apartheid. A série de normas proíbe a tortura no sistema penal e assegura um julgamento justo, o que Mandela não teve, assim como centenas de pessoas da Palestina detidas nas prisões israelenses, segundo denúncias de entidades de defesa dos direitos humanos.

    A tortura de crianças, mulheres e homens palestinos é sistemática, generalizada e se tornou doutrina de Estado em Israel, segundo as Nações Unidas (ONU).

    Nos anos 1970, quando a nação africana vivia a segregação racial, o Brasil foi um dos países que pressionaram pelo fim do regime, lembrou o professor.

    O país da América do Sul congelou relações diplomáticas e comerciais com Pretória, forçado pela pressão interna do movimento negro e por uma coalizão de países africanos que ameaçavam suspender o envio de petróleo ao Brasil. Naquele momento, o país africano era o maior parceiro comercial brasileiro no continente, e o Brasil produzia menos petróleo.

     

    Exposição Centenário Mandela, no Palácio Itamaraty. José Cruz/Agência Brasil

    Defesa da soberania

    Com a transição para um regime democrático liderado por Nelson Mandela nos anos 1990 , a África do Sul passou por mudanças positivas, como o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), queda do desemprego e da inflação, além de melhorias no sistema de educação e saúde, embora as desigualdades ainda persistam.

    A África do Sul é a principal economia do continente africano e voltou a se aproximar do Brasil nos anos 2000. O interesse não se restringiu a objetivos econômicos de curto prazo, mas incluiu a construção de uma aliança pelo desenvolvimento no sul global.

    “A experiência do desenvolvimento do Brasil e sua atuação no cenário mundial contra as desigualdades atrai parceiros com os mesmos objetivos”, afirmou Gonçalves.

    Para o pesquisador, os dois países lutam pelo desenvolvimento, apesar de suas complexidades. “Lutam com dificuldade, mas deram passos significativos”, disse Gonçalves. Ele informa que os sul-africanos conquistaram a autonomia nuclear, sendo o único país do continente africano a produzir energia nuclear em escala comercial, por exemplo.

     

    Foto oficial do Brics com seus membros. Da esquerda para a direita: ministro Sergei Lavrov (Rússia), Khaled bin Mohamed Al Nahyan (Emirados), Prabowo Subianto (Indonésia) Cyril Ramaphosa (África do sul) Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) primeiro-ministro Narendra Modi (Índia) premier Li Qiang (China) Abiy Ahmed (Etiópia) Mostafa Madbouly (Egito)  Abbas Araghchi (Irã) Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

    Hoje, Brasil e África do Sul têm parcerias também em saúde, na luta contra o HIV-AIDS, no combate à pobreza, se posicionam contra o racismo e pelo desenvolvimento sustentável.

    Na Conferência das Partes (COP), em novembro de 2025, no Brasil, a África do Sul apoiou a proposta brasileira de criar o Fundo de Florestas Tropicais, além de publicamente compartilhar valores como a defesa da soberania e independência dos países.

    Na avaliação de Gonçalves, ambos buscam consolidar suas democracias, crescer economicamente e buscar maior papel de influência no cenário global, sendo a aproximação benéfica para os dois lados.

  • Diagnosticar cardiopatias congênitas cedo aumenta qualidade de vida

    Diagnosticar cardiopatias congênitas cedo aumenta qualidade de vida

    Diagnosticar cardiopatias congênitas cedo aumenta qualidade de vida

    Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (12), quando se celebra o Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, destaca que o acesso ao diagnóstico está aumentando no país.

    “Aqui, na Região Sudeste, a gente tem mais acesso do que na Região Norte, por exemplo. Mas, de forma geral, a gente vê que o diagnóstico está sendo feito e o acesso ao tratamento está cada vez melhor”, avalia a cardiologista pediátrica, que é especialista em hemodinâmica de cardiopatias congênitas.

    Considerada uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações, a condição exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes.

    A estimativa mundial é que em torno de 1% de todas as crianças nascidas vivas vão ter algum tipo de cardiopatia, sendo que, desse total, 30% precisam de atenção logo na primeira infância.

    Renata Mattos explicou à Agência Brasil que o nome cardiopatia congênita engloba várias doenças, com diferentes níveis de gravidade.

    “É qualquer malformação no coração da criança que acontece quando o bebê está se formando ainda dentro da barriga da mãe. Então, o coração se forma com algum tipo de estrutura errada”.

    Diagnóstico fetal

    A cardiologista pediátrica explica que, quando o problema é detectado ainda dentro da barriga da mãe, durante a gestação, é possível que haja cirurgias para corrigi-lo em alguns casos. Entretanto, é raro que haja indicação para tal.

    “Na grande maioria das vezes, quando a gente faz o diagnóstico ainda dentro da barriga, no feto, isso serve principalmente para a gente planejar como vai ser o fim da gestação, como vai ser o parto”.

    Se, por exemplo, se detecta um tipo de cardiopatia que pode precisar de tratamento assim que o bebê nascer, esse parto precisa ocorrer em um lugar que tenha uma UTI, para que seja realizada uma cirurgia ou cateterismo. Já se for uma doença menos grave, a mãe pode seguir a gestação normalmente e ter o parto como estava planejado.

    Em algumas doenças muito graves, se não houver tratamento nos primeiros dias de vida, o bebê pode não sobreviver. Já as cardiopatias menos graves podem apresentar sintomas ou alguma repercussão mais tarde.

    Atenção aos sinais

    Quando o bebê não é diagnosticado com uma cardiopatia grave ao nascer, as famílias devem prestar atenção a alguns sinais que podem indicar problemas cardíacos.

    Durante o acompanhamento com o pediatra, é preciso ver se a criança está crescendo e ganhando peso dentro da curva esperada para ela.

    “Se houver muita dificuldade de ganhar peso, tem que investigar se não é alguma coisa cardíaca”, indica a cardiologista.

    Também é preciso atenção ao bebê que não consegue mamar, que mama pouco e cansa ou que apresenta uma respiração muito acelerada ou cansada.

    “São sinais de atenção para que os pais procurem atendimento cardiológico para o filho”.

    Outro sintoma, no caso de problemas de oxigenação do sangue, é a criança ficar arroxeada, principalmente na ponta do nariz e nos lábios.

    Já crianças mais velhas podem relatar, por exemplo, dor no peito ou sensação de palpitação, que pode ser causada por alguma arritmia.

    Vida normal

    É comum que as cardiopatias congênitas sejam solucionadas com um único procedimento. Mas, em outros casos, o paciente tem que fazer várias cirurgias em sequência, desde o nascimento até a vida adulta.

    “Quando você diagnostica direitinho, a possibilidade de a pessoa ter uma vida normal é imensa”, afirmou Renata Mattos.

    Os profissionais que tratam esses pacientes têm de ficar atentos porque, à medida que eles envelhecem, além da cardiopatia congênita, eles passam a ter “os problemas de adulto”, como hipertensão ou colesterol alto. A médica destaca que os pacientes com cardiopatias estão cada vez mais sobrevivendo, trabalhando e tendo uma vida normal, com acompanhamento médico.

    “Antigamente, a gente achava que essas crianças não podiam fazer nada, não podiam fazer nenhum esporte, e isso não é verdade. Hoje em dia, a gente até estimula que esses pacientes façam exercícios”.

    Três cirurgias

    Nathan Senna Alves foi diagnosticado com cardiopatia congênita grave ao nascer. Sua tia, que era enfermeira, o levou ainda bebê para a instituição Pró Criança Cardíaca, que atende a crianças com esse problema de saúde há 30 anos.

    “A doutora Rosa [fundadora da instituição] me acolheu desde que eu nasci. Fiz meu acompanhamento todo e, com 2 anos, tive que operar pela primeira vez. Sempre me tratei lá. Foi a minha segunda casa, desde que eu nasci”, disse Nathan Senna Alves, hoje com 30 anos, à Agência Brasil.

    Aos 6 e aos 18 anos de idade, ele operou mais duas vezes, para trocar válvulas do coração. “Operei com 18 anos, no dia do meu aniversário, que é 19 de maio”.

    Nathan é casado, tem um filho de 12 anos e não teve complicações depois da terceira cirurgia. Atualmente, ele se trata na Policlínica Piquet Carneiro, vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

    A cardiologista pediátrica Rosa Célia, criadora do projeto, contou à Agência Brasil que histórias como a de Nathan mostram a importância do acesso à saúde.

    “Quando há diagnóstico precoce e acesso ao tratamento adequado, a cardiopatia congênita não precisa definir os limites de uma vida”.

    Ao longo dessas três décadas, a instituição atendeu mais de 16 mil crianças e adolescentes e realizou 130 mil atendimentos, garantindo cuidado completo e gratuito às famílias assistidas.

    Acompanhamento no SUS

    O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento integral às crianças com cardiopatia congênita, desde o ecocardiograma no pré-natal até cirurgias de alta complexidade.

    Os principais pilares de atuação e prevenção no Brasil incluem:

  • Ecocardiograma Fetal: Exame recomendado pelo ⁠Ministério da Saúde para ser realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação para detectar anomalias antes do nascimento;
  • Teste do Coraçãozinho (Oximetria de Pulso): Triagem neonatal obrigatória realizada nos recém-nascidos ainda na maternidade, entre 24 e 48 horas de vida, para identificar precocemente cardiopatias críticas.
  • Linha de Cuidado do SUS: Pacientes diagnosticados são encaminhados para a rede especializada, onde podem receber tratamento clínico ou cirúrgico custeado integralmente pelo Sistema Único de Saúde.
  • Cidade inteligente na prática: como a tecnologia melhora os serviços municipais

    Cidade inteligente na prática: como a tecnologia melhora os serviços municipais

    Cidade inteligente na prática: como a tecnologia melhora os serviços municipais

    O que torna uma cidade inteligente? Como a tecnologia pode ajudar municípios de diferentes portes a melhorar a prestação de serviços públicos? Essas são algumas das questões abordadas no novo episódio do SerproCast, podcast do Serpro que apresenta, em linguagem acessível, temas relacionados à transformação digital e à inovação no setor público.

    Apresentado pelo jornalista Fabrício Janssen, o episódio reúne a coordenadora-geral da Rede Gov.br da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Tacila Mega; a analista de negócios do Serpro, Cristiane Lustosa; e o gerente do Departamento de Soluções Inteligentes para Cidade do Serpro, Gustavo Loyola.

    Rede Gov.br conecta gestores públicos

    Um dos destaques da conversa é a atuação da Rede Gov.br, iniciativa que promove a articulação entre governo federal, estados e municípios para acelerar a transformação digital. Segundo Tacila Mega, a rede já reúne cerca de 2.800 municípios, além dos 27 estados e todas as capitais brasileiras.

    “A rede é um local onde gestores conseguem trocar iniciativas, compartilhar desafios e buscar soluções em conjunto. Eles passam a contar não apenas com o apoio do governo federal, mas também com uma comunidade de pessoas que enfrentam necessidades semelhantes”, explica.

    O que faz uma cidade ser inteligente?

    Para Tacila, o conceito de cidade inteligente vai além da tecnologia. O diferencial está na capacidade de utilizar dados para tomar decisões mais eficientes e melhorar a vida da população. “Uma cidade inteligente é aquela que sabe aproveitar seus dados para fazer uma gestão pública mais eficiente e racional. Ela consegue entender as necessidades dos cidadãos e, muitas vezes, oferecer respostas antes mesmo de ser demandada”, afirma.

    A especialista destaca ainda que a transformação digital se tornou uma necessidade diante das novas expectativas da população. “O cidadão exige dos serviços públicos a mesma agilidade e praticidade que encontra nas plataformas digitais que utiliza no dia a dia”, avalia.

    Soluções na medida certa para cada município

    Durante o episódio, Gustavo Loyola destaca que a transformação digital precisa respeitar a realidade de cada prefeitura. Segundo ele, o trabalho conjunto entre Serpro e Rede Gov.br permite identificar o nível de maturidade digital dos municípios e direcionar as soluções mais adequadas.

    “Nem sempre o município precisa de um sistema complexo. Muitas vezes, automatizar um processo específico já traz ganhos significativos para a gestão e para o cidadão. O importante é entender a necessidade e aplicar a solução correta”, explica.

    Loyola lembra que o Serpro reúne um portfólio com mais de 100 soluções voltadas para estados e municípios, combinando tecnologias desenvolvidas pela empresa e parcerias estratégicas com o mercado para atender diferentes demandas da administração pública.

    Transformação digital também para cidades pequenas

    A conversa reforça ainda que inovação não é privilégio dos grandes centros urbanos. Para Cristiane Lustosa, municípios de pequeno porte também podem avançar na digitalização dos serviços públicos com ferramentas acessíveis e de rápida implementação. “Temos soluções que levam para as prefeituras portais já estruturados, integrados ao Gov.br, além de serviços que facilitam diretamente a vida do cidadão”, afirma.

    Entre os exemplos citados está a plataforma Cidades Gov.br, que permite disponibilizar serviços digitais, realizar agendamentos online e registrar solicitações de zeladoria urbana. “O cidadão pode informar um problema, enviar uma foto, compartilhar a localização e permitir que a prefeitura atue de forma mais rápida e eficiente”, explica Cristiane.

    SerproCast: Sua vida digital em conversa

    O SerproCast integra a campanha “Sua vida digital em conversa”, iniciativa que busca traduzir temas da transformação digital para uma linguagem simples e acessível, mostrando como a tecnologia está presente no cotidiano dos brasileiros e contribui para melhorar a gestão pública.

    Ao longo desse terceiro episódio, os convidados mostram como a combinação entre tecnologia, colaboração e compartilhamento de boas práticas pode ajudar os municípios a oferecerem serviços mais eficientes, reduzir burocracias e fortalecer a relação entre governos locais e cidadãos.

  • Em Tefé, homem é preso em posse de quelônios e arma de fogo

    Em Tefé, homem é preso em posse de quelônios e arma de fogo

    Em Tefé, homem é preso em posse de quelônios e arma de fogo

    A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM), prendeu um homem, de 34 anos, que transportava oito quelônios dentro de uma saca de fibra e uma espingarda. O caso foi registrado na manhã de quinta-feira (11/06), no município de Tefé (a 522 quilômetros de Manaus),

    A ação foi realizada durante patrulhamento por uma rua conhecida como Estrada do Bexiga. Os policiais militares notaram o comportamento suspeito de um homem que estava na garupa da moto de um mototaxista, quando realizaram a abordagem ao veículo.

    O garupa carregava uma saca de fibra onde estavam armazenados oito quelônios da espécie tracajá, o que é considerado crime ambiental. Na mochila dele foi encontrada ainda uma arma de fogo do tipo espingarda, sem nenhuma documentação.

    Por conta da constatação ilegal, o homem foi encaminhado à 5ª Delegacia Regional de Polícia de Tefé.

    Denúncia

    A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar, imediatamente, ao tomar conhecimento da ação criminosa, por meio do disque denúncia 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

  • Dupla é procurada por roubo a ônibus da linha 357 em Manaus

    Dupla é procurada por roubo a ônibus da linha 357 em Manaus

    Dupla é procurada por roubo a ônibus da linha 357 em Manaus

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do Núcleo de Repressão a Roubos no Transporte Coletivo e Rotas do Polo Industrial de Manaus (Nurrc), divulga as imagens de Luiz Paulo de Souza dos Santos e Marcelo dos Santos Ananias, de idades não identificadas, envolvidos no roubo a um ônibus da linha 357. O crime foi praticado na terça-feira (09/06), na rua Antônia Carneiro, bairro Nova Cidade, zona norte.

    De acordo com o delegado Charles Araújo, coordenador do Nurrc, a dupla entrou no transporte coletivo, e após alguns minutos, anunciou o roubo.

    “Os suspeitos portavam uma arma de fogo e uma arma branca. As vítimas foram rendidas e tiveram diversos pertences subtraídos, como aparelhos celulares, uma mochila contendo chave de veículo, cartões bancários e diversos documentos pessoais”, informou o delegado.

    Colaboração

    A PC-AM solicita a quem tiver quaisquer informações sobre o paradeiro de Marcelo dos Santos Ananias e de Luiz Paulo De Souza dos Santos entre em contato pelos números (92) 98827-8814 ou 3667-7543, disque-denúncia do Nurrc; 197 e (92) 3667-7575, da PC-AM; ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

  • Terceira pessoa envolvida condenada por latrocínio praticado contra idoso é preso em Novo Aripuanã

    Terceira pessoa envolvida condenada por latrocínio praticado contra idoso é preso em Novo Aripuanã

    Terceira pessoa envolvida condenada por latrocínio praticado contra idoso é preso em Novo Aripuanã

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 73ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Novo Aripuanã (a 227 quilômetros de Manaus), em ação conjunta com a 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba (a 151 quilômetros da capital), cumpriu, nesta sexta-feira (12/06), mandado de prisão decorrente de sentença condenatória em desfavor de uma mulher, de 33 anos, pelo crime de latrocínio praticado contra um idoso, de 85 anos. O crime ocorreu em 2015, no município de Novo Aripuanã.

    De acordo com o delegado Filipe Nascimento, o crime foi praticado por três pessoas, que invadiram a residência da vítima com o objetivo de subtrair valores provenientes de sua aposentadoria. Um dos envolvidos era conhecido do idoso e se aproveitou da relação de confiança existente entre ambos para facilitar a execução do delito.

    “Após a divulgação da imagem da mulher como procurada, recebemos informações de que ela estaria residindo no município de Borba. Diante disso, com o apoio do delegado Peterson Mello e da equipe da 74ª DIP, efetuamos a prisão dela na manhã desta sexta-feira, no bairro Cristo Rei”, explicou o delegado.

    Conforme a autoridade policial, a mulher foi condenada a 28 anos de reclusão em regime fechado pelo crime de latrocínio.

    Procedimentos

    A mulher permanecerá à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da pena imposta.

  • Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com