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  • Para defender a mãe, filho acerta o pai com pauladas em Iranduba

    Para defender a mãe, filho acerta o pai com pauladas em Iranduba

    O que deveria ser um momento de confraternização familiar terminou em violência no Dia dos Pais, neste domingo (9), em Iranduba, na região metropolitana de Manaus. Um homem identificado como Adamo Ferreira Varães, de 55 anos, sofreu ferimentos após próprio filho agredi-lo durante uma discussão ocorrida enquanto familiares consumiam bebidas alcoólicas.

    O filho, identificado como Kennedy, de 22 anos, afirmou à equipe de reportagem que o pai usou uma faca durante a confusão e tentou atingir a mãe. Segundo o jovem, ele entrou na frente para defendê-la e, durante o confronto, agrediu o pai com várias pauladas.

    “Ele tentou agredir a minha mãe, puxou uma faca para ela. E aí ela se meteu na minha frente e puxou a faca para mim”, relatou Kennedy.

    De acordo com o jovem, a discussão iniciou ainda no começo do dia e se agravou após o pai utilizar a faca. Kennedy disse que a mãe entrou na frente dele e, por isso, decidiu intervir.

    “Eu fui defender ela. Ele tentou furar a minha mãe, ele fez a apunhalada e tudo mais. Aí ele pegou e levou uma porrada na cabeça. Eu não ia deixar ele matar a minha mãe”, afirmou.

    O rapaz também declarou que não se arrepende das agressões, apesar de demonstrar preocupação com as consequências da ocorrência.

    Rixa antiga

    “Eu não queria que isso acontecesse. (…) Eu não vou deixar ele matar a minha mãe, cara. A minha mãe é a mulher que me deu a vida, a mulher que me criou, me ensinou tudo que eu sei”, disse.

    Kennedy afirmou ainda que já havia ocorrido uma discussão anterior entre ele e o pai, mas classificou o episódio deste domingo como mais grave.

    De acordo com o sargento da Polícia Militar que atendeu a ocorrência, a equipe recebeu o chamado após vizinhos denunciarem que uma pessoa sofria agressões.

    “Recebemos aqui a denúncia através da nossa linha direta. Foi repassado lá para o nosso supervisor, que de pronto nos enviou essa ocorrência de que uma pessoa estaria agredindo outra. Não sabiam dizer grau de parentesco, nem nada”, explicou.

    Ao chegar ao local, os policiais constataram que o envolvido era filho da vítima. Kennedy afirmou aos agentes que teria agido para defender a mãe. No entanto, conforme o sargento, a mulher negou ser alvo de agressão do companheiro.

    Mãe negra agressões

    “Ao perguntarmos da vítima, que é o pai, se de fato ele tinha agredido a mãe, o que tinha havido aqui de fato no local, a gente constatou só que a mãe mesmo disse que não houve agressão nenhuma a ela”, afirmou o policial.

    Ainda segundo o relato da equipe, o consumo de bebida alcoólica teria contribuído para o desentendimento entre os familiares.

    “A questão mesmo do desentendimento é bebedeira. A gente percebeu que, apresentando a ingestão de bebida alcoólica, isso levou a esse desentendimento”, explicou o sargento.

    Adamo Ferreira Varães apresentava diversos ferimentos após as agressões e o Samu precisou encaminhá-lo ao hospital.

    Após o atendimento hospitalar, a polícia registrou o caso no 31º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Iranduba, para a adoção das medidas cabíveis. Enquanto isso, as autoridades o encaminharam à delegacia para os procedimentos cabíveis.

    O caso aconteceu justamente no Dia dos Pais, data tradicionalmente marcada por homenagens e encontros familiares. As circunstâncias da agressão e as versões apresentadas pelos envolvidos deverão ser analisadas pela autoridade policial responsável pela ocorrência.

  • Unidades Móveis de Saúde da Mulher atendem em diferentes zonas de Manaus durante agosto

    Unidades Móveis de Saúde da Mulher atendem em diferentes zonas de Manaus durante agosto

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), disponibiliza durante o mês de agosto as Unidades Móveis de Saúde da Mulher em diferentes regiões da capital. A iniciativa busca ampliar o acesso das mulheres aos serviços de saúde, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

    As unidades oferecem consultas médicas e de enfermagem, atendimento inicial de pré-natal, mamografia, coleta e exame preventivo, ultrassonografia, testes rápidos para gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de planejamento familiar e dispensação de medicamentos.

    Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Para utilizar os serviços, é necessário apresentar o Cartão do SUS.

    Confira os locais de atendimento

    Zona Norte
    📍 Rua Maria Olinda Trentini Cruz, bairro Santa Etelvina – Condomínio Manauara 2
    📅 Atendimento: de 3 a 14 de agosto

    Zona Leste
    📍 Rua dos Açaizeiros, nº 802, bairro Grande Vitória, próximo ao Cime Artur Virgílio do Carmo Ribeiro Filho
    📅 Atendimento: de 3 a 14 de agosto

    Zona Oeste
    📍 Rua Olinda, s/n, bairro Redenção – USF Redenção
    📅 Atendimento: de 10 a 21 de agosto

    Zona Sul
    📍 Alameda São Benedito, s/n, bairro Morro da Liberdade – Praça Molhada do Cajual
    📅 Atendimento: de 3 a 21 de agosto

    Zona Rural
    📍 Marina do Davi – Avenida Coronel Teixeira, s/n, Ponta Negra
    📅 Atendimento: de 3 a 21 de agosto

    A programação faz parte das ações da rede municipal para facilitar o acesso das mulheres aos serviços de prevenção, acompanhamento e diagnóstico.

    Posso também adaptar para um formato de portal de notícias, com título mais chamativo e texto otimizado para publicação no site.

  • Avanço da IA corrói financiamento do jornalismo profissional no Brasil

    Avanço da IA corrói financiamento do jornalismo profissional no Brasil

    O avanço da Inteligência Artificial (IA) por meio dos resumos que buscadores oferecem na internet vem derrubando o tráfego direto de internautas em sites jornalísticos, prejudicando o financiamento do jornalismo profissional no Brasil. Isso ocorre porque parte dos usuários tem deixado de clicar nos links diretos dos sites, restringindo a pesquisa aos resumos das IAs.

    Essa mudança vem ganhando força, principalmente, a partir de maio de 2024 com o AI Overviews do Google (resumos gerados por IA, em português). Segundo especialistas, a novidade tem ainda o potencial de prejudicar a integridade da informação que circula no país em meio à proliferação das fake news impulsionadas pelas mesmas plataformas por trás das IAs que dominam o mercado.

    Um projeto de lei (PL 2338 de 2023) em tramitação na Câmara, o Marco Regulatório da IA, prevê que as plataformas digitais paguem pelos direitos autorais das obras e reportagens usadas pela tecnologia, o que poderia fortalecer o jornalismo profissional frente à crise no setor.

    Porém, o tema não avançou no último semestre, apesar da prioridade anunciada ao projeto pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

    A Associação de Jornalismo Digital (Ajor), que presta assessoria a 152 veículos on-line no Brasil, aponta que um de cada quatro desses portais de notícias perdeu, em 2025, mais de 20% da audiência.

    “A queda de tráfego nos sites das associadas advindo de ferramentas de busca, uma preocupação generalizada na indústria jornalística, se mostra verdadeira no contexto das associadas”, concluiu a pesquisa da Ajor.

    A diretora de Relações Institucionais da associação, Carla Egydio, explicou à Agência Brasil que a queda é “preocupante” por prejudicar a atração de publicidade e o financiamento calculado a partir das “métricas de audiência”.

    “O ecossistema jornalístico hoje vive um cenário de crise. Parte da publicidade já migrou, principalmente, para plataformas digitais. Os veículos que se financiavam, sobretudo por publicidade, têm uma dificuldade muito grande de manter seus negócios. Esse resumo da IA aprofunda um contexto de crise do jornalismo”, disse a diretora.

    Integridade da informação

    Carla destacou ainda que os resumos da IA fornecidos pelos buscadores não oferecem todo o conteúdo das reportagens, com impacto para a qualidade da informação.

    “Isso pode gerar descontextualização, com prejuízos para o debate público. Você tem ainda os casos de cópia literal do conteúdo, que configura plágio”, completou a diretora da Ajor.

    Um caso de repercussão internacional foi o do veículo Business Insider, que demitiu, em maio de 2025, 21% dos funcionários em meio a quedas no tráfego de usuários impulsionadas pelos resumos das IAs dos buscadores.

    “Setenta por cento do nosso negócio apresenta algum grau de sensibilidade ao tráfego [de usuários no site]. Precisamos estar estruturados para suportar quedas extremas de tráfego fora do nosso controle, por isso estamos reduzindo o tamanho geral da nossa empresa”, explicou Barbara Peng, da direção executiva da companhia.

    Marco Regulatório da IA

    Presidenta da Fenaj, Samira de Castro diz que lobby das big techs tem dificultado avanço do PL 2338 na Câmara – Foto: Lula Marques/Arquivo/Agência Brasil

    No Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) tem pressionado pela aprovação do PL 2338 na Câmara, onde projeto tramita desde março de 2025.

    A matéria que chegou do Senado prevê que as empresas de IA remunerem pelo uso de conteúdos protegidos pela Lei dos Direitos Autorais, como é o caso do jornalismo.

    “O lobby das big techs é muito forte. Elas querem, para ter uma ideia, tirar toda essa parte que fala de direito autoral. Esse é um dos pontos que têm emperrado esse projeto na Câmara”, revelou a presidenta da Fenaj, Samira de Castro.

    Ela acrescentou à Agência Brasil que, apesar das fragilidades do projeto, o texto traz avanços para garantir a remuneração do produto do trabalho dos jornalistas.

    “O PL também não cria mecanismos específicos de transparência sobre quais conteúdos jornalísticos foram utilizados para treinar modelos de IA, mas isso pode ser objeto de regulamentação posterior”, completou Samira.

    Tema não avança na Câmara

    No início do ano, o presidente da Câmara, Hugo Motta, definiu que o Marco Regulatório da IA seria uma das prioridades do primeiro semestre. Procurada pela reportagem, a assessoria do parlamentar informou que aguarda a manifestação do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

    “A definição de uma data depende de o relator apresentar o parecer. E, diante do atual período eleitoral, o projeto deverá ser votado após as eleições de outubro”, informou, em nota, a assessoria de Motta.

    A comissão especial que analisa o tema não se reúne desde novembro de 2025. Procurada pela Agência Brasil, a presidente do colegiado, deputada Luiza Canziani (União-PR), não retornou o contato até o fechamento desta reportagem.

    O relator Aguinaldo Ribeiro tem defendido que o tema precisa ser mais debatido, em especial, o capítulo que trata da remuneração pelo uso de conteúdos protegidos por direitos autorais.

    “Como é que isso vai funcionar para um artista independente? Como é que funciona? A operacionalidade eu tenho dúvida de como isso vai funcionar”, comentou Aguinaldo a jornalistas antes do recesso parlamentar.

    Empresas de tecnologia criticam projeto

    O texto que chegou do Senado é criticado pelas empresas de tecnologia, que alegam que o dispositivo sobre direitos autorais “na prática, inviabiliza o treinamento de novos modelos locais de IA”.

    “A proposta de legislação brasileira, dessa forma, poderá isolar o Brasil no desenvolvimento da IA, além de impactar investimentos em infraestrutura digital”, diz nota de diversas organizações empresariais, entre elas, a Associação das Empresas de Tecnologia (Brasscom).

    Governo apoia PL

    O governo federal tem defendido a aprovação do PL 2338. O secretário de Direitos Autorais e Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves de Souza, argumentou que tem crescido a judicialização envolvendo direitos autorais.

    “Enquanto esse PL não for aprovado, o uso não autorizado de conteúdo jornalístico, ou qualquer conteúdo protegido por direitos de autor, para o treinamento de sistemas de IA, constitui violação de, ao menos, sete dispositivos da lei de direito autoral”, comentou Souza, em audiência pública do Conselho de Comunicação Social do Congresso, na última semana.

    Ação no Cade e acordos de grandes veículos

    Enquanto o Congresso não vota o marco regulatório da IA, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação, em abril deste ano, sobre a conduta do Google e os impactos do uso da IA no mercado de mídia.

    O conselho avalia se a gigante da tecnologia abusou de sua posição dominante ao utilizar conteúdos jornalísticos em ferramentas de IA sem remunerar os veículos responsáveis.

    Por outro lado, dois grandes jornais brasileiros, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, fecharam acordos privados com a OpenAI e o Google, respectivamente. O acordo da Folha ocorreu após o jornal processar a OpenAI pelo uso dos seus conteúdos jornalísticos.

  • Cesta básica reduz 5,18% em agosto segundo pesquisa do Procon Manaus

    Cesta básica reduz 5,18% em agosto segundo pesquisa do Procon Manaus

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Serviço de Atendimento e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), divulga, na sexta-feira, 7/8, o resultado da Pesquisa Mensal de Preços da Cesta Básica referente ao mês de agosto. O levantamento apontou redução de 5,18% no valor médio da cesta em comparação ao mês anterior.

    “O monitoramento mensal realizado pelo Procon Manaus tem como objetivo oferecer informações confiáveis à população e estimular a concorrência entre os estabelecimentos. Quando o consumidor pesquisa preços, ele economiza e contribui para um mercado mais transparente e competitivo”, afirmou a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu.

    A pesquisa foi realizada, na segunda-feira, 3/8, em nove supermercados distribuídos por diferentes zonas da capital. Ao todo, foram analisados 27 itens e oito produtos comercializados com quantidades de referência em peso (quilograma/grama), conforme os parâmetros estabelecidos pelo Decreto Federal nº 11.936/2024, que regulamenta a cesta básica no âmbito da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

    Entre os estabelecimentos pesquisados, o supermercado Nova Era, localizado na avenida Max Teixeira, zona Norte, apresentou o menor valor da cesta básica, totalizando R$ 244,59. Já o Carrefour, na avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul, registrou o maior preço, de R$ 315,86. O valor médio da cesta básica em Manaus foi de R$ 280,58.

    Variação dos produtos

    Na comparação com o mês anterior, os principais responsáveis pela redução foram o tomate e a batata portuguesa, que apresentaram queda de 30,28% e 14,78%, respectivamente. O quilo do tomate passou de R$ 10,87 para R$ 7,58, enquanto a batata portuguesa caiu de R$ 8,18 para R$ 6,97.

    Em contrapartida, o mamão e a cebola registraram alta de 27,55% e 6,91%, respectivamente. O quilo do mamão passou de R$ 5,08 para R$ 6,47, enquanto a cebola subiu de R$ 6,42 para R$ 6,86.

    O Procon Manaus reforça que os preços divulgados correspondem ao dia em que a pesquisa foi realizada e podem sofrer alterações em razão de promoções, descontos ou da disponibilidade dos produtos. Por isso, a orientação é que o consumidor pesquise antes de efetuar as compras e utilize as informações da pesquisa como referência para economizar e planejar melhor o orçamento familiar.

  • 8ª parcela do ISS Fixo vence nesta segunda-feira em Manaus

    8ª parcela do ISS Fixo vence nesta segunda-feira em Manaus

    Profissionais autônomos e sociedades uniprofissionais de Manaus têm até esta segunda-feira (10) para quitar a oitava parcela do Imposto Sobre Serviços (ISS) Fixo 2026. O alerta é da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef).

    O pagamento dentro do prazo evita a incidência de juros e multas. Os contribuintes que utilizam o carnê digital pelo aplicativo Manaus Atende têm direito a 2% de desconto sobre o valor da parcela, desde que a quitação seja realizada nesta segunda-feira.

    O aplicativo é gratuito e está disponível para dispositivos Android e iOS. Outra opção para emitir a guia é o portal Manaus Atende, no endereço manausatende.manaus.am.gov.br. Nessa modalidade, porém, não há concessão do desconto.

    Segundo o subsecretário da Receita da Semef, Arminio Pontes, os serviços digitais oferecem mais comodidade aos contribuintes e facilitam o cumprimento das obrigações fiscais.

    “Temos investido na ampliação dos serviços digitais para tornar o atendimento mais simples e acessível. Além da praticidade, quem utiliza o aplicativo Manaus Atende ainda obtém uma vantagem financeira com o desconto oferecido”, afirmou.

    Arminio Pontes orienta os contribuintes a realizarem o pagamento dentro do prazo para evitar transtornos e acréscimos legais.

    A Semef reforça que a regularidade no pagamento do ISS é importante para manter a situação fiscal em dia e evitar encargos decorrentes da inadimplência.

  • Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

    Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

    Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

    “A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.

    A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.

    Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.

    De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.

    Doenças atreladas

    Jussimara Souza Steglich  defende mais informação sobre a saúde sexual feminina no envelhecimento – Divulgação/Arquivo pessoal

    Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico.

    “Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.

    No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida.

  • Testes de vacinas aceleram corrida da ciência contra o ebola na RD Congo

    Testes de vacinas aceleram corrida da ciência contra o ebola na RD Congo

    Com a epidemia do vírus ebola do tipo bundibugyo, laboratórios globais e a Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciaram esta sexta-feira o início de ensaios clínicos urgentes para encontrar uma imunização eficaz.

    O avanço rápido do surto na República Democrática do Congo, RD Congo, que já registra perto de 3.973 casos confirmados e pelo menos 1.801 mortes, desencadeou uma mobilização científica sem precedentes.

    Recomendação de ensaio clínico com vacina Ervebo

    Como a epidemia atual é causada pela estirpe bundibugyo, para a qual ainda não existe uma vacina específica aprovada no mercado, peritos de todo o mundo aceleram os testes de novas tecnologias de imunização.

    Perante a urgência da crise sanitária, o Grupo Técnico Consultivo da OMS recomendou que seja priorizada a Ervebo, a única vacina contra o ebola atualmente licenciada. Ela deve fazer parte de um ensaio clínico a seres humanos no terreno.

    O objetivo é avaliar o grau de proteção cruzada que esta fórmula pode oferecer aos profissionais na linha da frente enquanto novas opções são desenvolvidas.

    Candidatas em teste rápido

    Paralelamente, a comunidade científica global lançou testes em humanos para três candidatas promissoras a uma vacina específica. Uma delas é a tecnologia de mRNA. Usando a plataforma de RNA mensageiro que revolucionou o combate à Covid-19, este ensaio de Fase 1 avalia a segurança e a resposta imunitária contra o vírus bundibugyo.

    Já o vetor viral Chadox Bdbv, indicado pela Universidade de Oxford, é desenvolvida no Reino Unido. A vacina utiliza um vírus modificado e inofensivo para treinar o sistema imunitário a reconhecer e combater suas proteínas.

    Por fim, a plataforma Rvsv dos Laboratórios Hilleman é destacada pela OMS como uma das opções mais promissoras do ecossistema de investigação atual.

    Resposta Comunitária

    Apesar da rapidez com que os ensaios clínicos avançam, peritos em saúde pública e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, África CDC, alertam que levará tempo ter aprovação final e distribuição em larga escala de uma vacina 100% específica.

    Por isso, a OMS e o África CDC lembram que o envolvimento ativo das comunidades no rastreio de contactos são ferramentas mais imediatas e eficazes. Essas ações podem salvar vidas, reforçar laboratórios e proteger profissionais de saúde locais.

  • Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

    Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

    Metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos. 

    A constatação é de estudo do Instituto Nexus. Foram entrevistados 2.013 pessoas de diferentes regiões do país. Um fator que ficou evidente na pesquisa foi a divergência de percepções sobre o papel do pai entre os homens e as mulheres consultadas.

    Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acreditam que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é equivalente, com 44% achando que a participação é maior hoje, enquanto outros 44% afirmam que diminuiu.

    Quanto à importância na paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, em comparação com 73% das mulheres.

    Ao analisar as faixas etárias, observa-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos de idade a consideram importante. Por outro lado, esse reconhecimento reduz-se para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

    O estudo também avaliou a definição prática do que é ser um “bom pai” e aponta que 49% da população considera “ser presente no dia a dia” como a principal característica. Em seguida surge educar/orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

    A presença diária é apontada por 53% das mulheres como o mais relevante para definir um bom pai, superando os 45% registrados entre os homens.

    A imposição de limites na educação e orientação é tida como o principal atributo por 21% do público masculino e 17% do feminino.

    O convívio paterno no dia a dia é visto como mais importante entre a população de 25 a 40 anos (56%) e a de 16 a 24 anos (55%). Os mais velhos consideram a educação a caraterística mais importante. O índice é superior entre a faixa de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

    “O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”, avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

    “O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa”, acrescenta.

  • Itacoatiara encerra participação no Brasileiro diante do Atlético-PI

    Itacoatiara encerra participação no Brasileiro diante do Atlético-PI

    O Itacoatiara encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro Feminino A2 no sábado (8), após ser superado pelo Atlético-PI por 18 a 0, pela última rodada da fase de classificação. A partida foi disputada no Estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara (distante 270km de Manaus).

    Itacoatiara x Atlético-PI

    O Itacoatiara foi superado pelo Atlético-PI por 18 a 0. Com o resultado, a equipe amazonense encerrou sua participação na competição nacional com quatro pontos conquistados.

    Ao longo da competição, o Itacoatiara enfrentou adversários de diferentes regiões do país e encerrou sua trajetória na Série A2. Com o fim da participação na competição, o clube terá pela frente o Campeonato Brasileiro Feminino A3, que será disputado em 2027.

    A competição representa a continuidade do projeto do Itacoatiara no futebol feminino e mantém a equipe no calendário nacional na próxima temporada.

  • Visibilidade fortalece jovens indígenas do Brasil na luta contra a crise climática

    Visibilidade fortalece jovens indígenas do Brasil na luta contra a crise climática

    A geração atual de jovens indígenas lida diariamente com a perda de seus territórios, devido ao avanço do desmatamento e da crise climática, mas também ganha cada vez mais espaço nas telas, fazendo da visibilidade uma nova frente de batalha.

    O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado neste 9 de agosto, o Podcast ONU News recebeu três jovens brasileiros que estão usando comunicação, música e dança para alcançar milhões de pessoas nas redes sociais.

    Escassez de alimentos nas florestas

    A dançarina e empresária Marciele Albuquerque, do povo Munduruku, a cantora e compositora Kaê Guajajara, do povo Guajajara, e o fotógrafo e comunicador Cristian Wariu, do povo Xavante.

    Os três integram a iniciativa “Verificado” das Nações Unidas, criada para combater a desinformação sobre temas climáticos.

    Marciele nasceu em Juruti, no Pará, em meio a Floresta Amazônica. Ela lembra de uma infância nadando nos rios e colhendo alimentos perto de sua aldeia. Um grande contraste com o que observa hoje, quando vai visitar a família no local.

    “A gente vem sentindo que, cada vez, está mais quente. E também as frutas, a gente já não tem a mesma abundância que tinha de fruta. Antes, a gente conseguia ir, digamos, pelo meio da floresta, pegar as frutas mais perto. Hoje em dia, tem que se andar muito mais longe e já não tem a mesma quantidade. A gente percebe também na cheia e na seca, porque agora, as secas são extremas, as cheias também são extremas.”

    Queimadas mais intensas no cerrado

    Já Cristian Wariu, que é do território Parabubure, no Vale do Araguaia, no Mato Grosso, relatou grande preocupação com o impacto de queimadas cada vez mais intensas na região do cerrado. As mudanças nesses ecossistemas afetam os hábitos e o bem-estar de comunidades inteiras.

    “Hoje em dia, tem se tornado cada vez mais insustentável porque é incontrolável, afetando muito da cadeia alimentar do povo Xavante e isso facilita também a entrada de muitos alimentos que não fazem bem para o nosso povo. Então uma coisa vai impactando na outra e aí acaba chegando na questão da saúde também”.

    A ONU estima que as vidas de mais de 370 milhões de indígenas em todo o mundo são impactadas pela crise do clima. Uma situação que foi se impondo com o passar do tempo e após o aumento da mudança climática.

    Música indígena reflete luta pela sobrevivência

    Nascida em Mirinzal, no Maranhão, a cantora Kaê Guajajara responde a essa crise lembrando que as mudanças são “consequência de um modo de vida imposto aos indígenas”.

    Ela acredita que é cada vez mais importante distinguir entre informações verdadeiras e Fake News, para que as populações em risco consigam se preparar e se proteger. Na música indígena, ela vê uma maneira de reagir a tudo aquilo que ameaça a sobrevivência dos povos originários.

    “Se antes os nossos cantos falavam sobre a beleza da natureza, falavam muito sobre como era essa vivência, hoje a gente vai observar esses mesmos cantos indígenas falando sobre territórios e sobre nós, sendo retirados de territórios forçadamente. A gente vai estar justamente ouvindo o desmatamento sendo falado na música, porque estamos contando essas histórias através dessa música e de jeitos que nós aprendemos também. E nos ressignificando, reexistindo no tempo”.

    Criada na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, Kaê ressaltou que pelo menos 50% da população indígena brasileira vive hoje nas cidades e outros centros urbanos. Ela pediu mais políticas públicas voltadas aos indígenas nesses contextos.

    A cantora percebe uma ascensão indígena no cenário musical, algo que enxerga como oportunidade de superar uma “ferida colonial”, que sempre silenciou essas vozes.

    Visibilidade é poder

    Ao analisar a situação dos indígenas brasileiros, Cristian destaca a contribuição de gerações anteriores com a garantia de direitos constitucionais e com a criação de organizações que reforçam a cidadania. Segundo ele, a luta hoje é travada no campo da comunicação.

    “A demarcação, não só no âmbito da política, mas também das telas. E uma coisa acaba fortalecendo a outra, querendo ou não. Então, acho que a maior contribuição dessa geração ao longo desse tempo, e visualizando claro essa engrenagem, que é o movimento indígena, que é a luta dos povos indígenas, eu entendo essa nossa geração atual como a comunicação que trouxe essa visibilidade. E a partir de visibilidade, hoje em dia, a gente entende muito do poder também”.

    Para o jovem Xavante, essa vitrine virtual tem sido crucial para o adentrar de indígenas em espaços de decisão na política e em órgãos de governo.

    “A arte é uma forma de lutar”

    E quem entende bem desta luta é a primeira indígena a se tornar Cunhã-Poranga, uma espécie de destaque principal, no festival folclórico de Parintins, Marciele Albuquerque, que tem usado sua visibilidade para gerar um sentimento de representatividade que fortalece os povos originários.

    Na arena do maior festival a céu aberto do mundo, ela usa a dança como forma de expressar a força da mulher indígena. Este ano, foi campeã com a Agremiação do Boi Caprichoso. A dançarina compartilhou o que sente quando escuta o refrão de uma das toadas que embalaram a vitória, chamada “Guerreira das Lutas”.

    “Tem um refrão que fala de vários povos: ‘Ela é Munduruku, Tupinambá, Kayapó, Atroari, Asurini, Zo’é, ela é Sateré, Hixkaryana, guerreira, poranga-cunhã’. Eu acho que esse trecho da toada é o que mais me deixa inspirada e o que mais me traz força. Porque eu estou ali, na arena, e não represento só o meu povo, mas sim a diversidade cultural, a diversidade indígena que o nosso Brasil tem”.

    A canção foi criada em 2022 em homenagem a Marciele, e se popularizou após a participação da dançarina no programa Big Brother Brasil deste ano.

    Para ela, a “a arte é uma forma de lutar” e na Arena do Bumbódromo as pessoas se conscientizam, de forma leve, sobrem temas importantes para os povos indígenas.

    A inspiração que vem da Sumaúma

    Kaê Guajajara tem uma intenção parecida com suas músicas, mas também busca desconstruir estereótipos, como a percepção de que indígenas que usam celular ou fazem música com ritmos eletrônicos estariam “abandonando sua cultura”.

    Ela explicou que diversos artistas indígenas estão se reinventando em vários ritmos e gêneros e por isso é cada vez mais comum “ouvir o som do maracá junto com sintetizadores”.

    A artista já se apresentou em grandes festivais nacionais e internacionais, com músicas que buscam valorizar também o idioma Ze’egete, do povo Guajajara. Ela compartilhou o significado por trás de uma de suas músicas mais famosas, chamada “Sumaúma”.

    “Eu gosto muito dessa música que ela fala que não importa o quanto de cimento você jogue naquele chão, as raízes, elas sempre vão forçar, sempre vão brotar e vão assim quebrar o concreto, tomando tudo mesmo. E aí eu falo: Aiko heànàm wapyr ikatuahy nezewe mehe azegar wapyr kury Zakyze zo zaiko kury ae wà no arokwaw Aw ywy zanerãpy. Mas você só enxerga o topo, enxerga tão pouco, quando tentar me atingir. Vai ver o escudo, crescendo como uma, Sumaúma. Sumaúma”.

    Kaê enfatizou que a Sumaúma é uma grande árvore centenária, presente e importante em várias histórias de povos indígenas no Brasil e representa uma grande inspiração para resistir diante de qualquer adversidade.

    Neste Dia Internacional dos Povos Indígenas, os três convidados concordam que as ameaças no horizonte, ao invés de abalar os seus povos, estão fazendo com que eles fiquem mais unidos e queiram ocupar cada vez mais espaços, como a raiz de uma grande Sumaúma. A árvore considerada a “rainha da floresta”, símbolo da vida e da resistência.

    *Felipe de Carvalho é jornalista da ONU News.

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