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  • Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa

    Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa

    Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa

    Quando estrear na Copa do Mundo de futebol no sábado (13), o Haiti não exibirá mais na camisa a ilustração de um episódio emblemático da história moderna: a revolução que levou à abolição da escravidão e à independência do país (1791–1804). 

    A seleção caribenha teve que modificar seus uniformes de jogo depois do veto da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A entidade argumentou que era uma manifestação política, algo proibido em seu regulamento.

    O desenho mostrava um grupo de pessoas segurando uma bandeira vermelha e branca. Em entrevista ao The Athletic, jornal dos Estados Unidos ligado ao The New York Times, um representante do Haiti disse que era uma referência à Batalha de Vertières. Ocorrida em 1803, a rebelião foi decisiva para a derrota francesa no território.

    A inclusão da imagem valorizava um símbolo de orgulho nacional, mas também explorava uma coincidência. A batalha aconteceu em 18 de novembro de 1803. A seleção de futebol se classificou para a Copa do Mundo no dia 18 de novembro de 2025, ao vencer a Nicarágua por 2 a 0, em jogo válido pelas Eliminatórias.

    O professor e mestre em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Gabriel Léccas pesquisa sobre a memória da revolução haitiana. Ele lembra que não é a primeira vez que uma entidade esportiva censura imagens históricas de uma delegação haitiana.

    Em fevereiro deste ano, nos Jogos de Inverno na Itália, o Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu uma ilustração de Toussaint Louverture, um dos líderes da revolução, no uniforme que o Haiti usaria na abertura do evento. O argumento também foi de que era um elemento político.

    “São demonstrações do silenciamento histórico e político da memória da revolução e dos sujeitos históricos que a construíram. Esse silenciamento se deu no século XIX pelos discursos escravistas, quando as elites temiam uma nova revolução escrava.”

    Segundo Léccas, esse processo evidencia-se por discursos racistas, cuja visão de mundo não reconhece o protagonismo de sujeitos históricos não brancos na luta por seus direitos e pelo questionamento das hierarquias raciais.

    Colonização

    Segundo o historiador Marco Morel, no livro A Revolução do Haiti e o Brasil Escravista (2017), a ilha caribenha era habitada pelo grupo indígena Taïno (ou Arawak), que chamava o local de Haïti (terra montanhosa), antes da chegada dos europeus. Em 1492, Cristovão Colombo desembarca no local e batiza a ilha de Hispaniola.

    A população indígena, estimada entre centenas de milhares a um milhão de pessoas, foi dizimada em poucas décadas devido a massacres, doenças europeias e ao trabalho nas minas imposto pelos espanhóis.

    Para suprir a carência de mão de obra, o rei Carlos V da Espanha autorizou, em 1517, a importação de africanos escravizados para a ilha. Os espanhóis concentraram sua colonização na parte ocidental. A parte oriental foi cedida para a França em 1697 e passou a ser chamada de Saint-Domingue (São Domingo).

    A economia nessa área era baseada em um tripé de agricultura de exportação: cana-de-açúcar, café e anil. Em 1789, a colônia representava dois terços do comércio exterior da França e era o maior mercado individual para o tráfico negreiro europeu. A sociedade era dividida entre uma minoria de brancos e negros libertos, e uma maioria de africanos e descendentes escravizados.

    A vida dos escravizados era regulada pelo Code Noir (Código Negro) de 1685, que previa castigos corporais severos e estratégias para evitar rebeliões. O que acabou não se mostrando suficiente para evitar o colapso do sistema colonial.

    Revolução

    No livro Os Jacobinos Negros: Toussaint L’ouverture e a Revolução de São Domingos, o historiador caribenho C. L. R. James explica que o enfraquecimento do poder da França e a circulação de ideais iluministas de liberdade e igualdade na ilha criaram um quadro favorável para a revolta.

    A rebelião foi organizada por lideranças de origem africana, como Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e Henri Christophe. Foram chamadas pelo pesquisador de “jacobinos negros”, pela semelhança com os jacobinos da Revolução Francesa (1789–1799), que representavam camadas mais pobres da população e tinham posição mais firme de defesa da igualdade social.

    Em São Domingos, o levante armado começou efetivamente na noite de 22 de agosto de 1791, quando foram destruídas centenas de engenhos e plantações, e colonos brancos foram mortos. A ilha entrou em uma guerra que durou 12 anos.

    Embora a França tenha decretado formalmente a abolição da escravidão em suas colônias em 1794, o governo liderado por Napoleão Bonaparte enviou uma expedição militar em 1802 com o objetivo de restabelecer o regime escravista na ilha. A medida provocou a união das forças rebeldes locais em uma guerra total pela independência.

    Batalha de Vertières

    O confronto decisivo contra as tropas francesas ocorreu em novembro de 1803, nas proximidades do Cabo Francês (atual Cabo Haitiano). Forças rebeldes integradas por negross, sob a liderança de Jean-Jacques Dessalines, concentraram a ofensiva contra o exército comandado pelo general francês Donatien de Rochambeau.

    Durante os combates, destacou-se a atuação do oficial haitiano François Capois (conhecido como Capois-la-Mort), que liderou o avanço de sua coluna militar sob fogo de artilharia. A vitória das tropas comandadas por Dessalines forçou a evacuação e a rendição definitiva dos soldados franceses no território.

    Independência e impacto

    Em 1º de janeiro de 1804, Dessalines proclamou oficialmente a independência de São Domingos, que foi rebatizada com o nome de origem indígena Haiti. O ato marcou a fundação da primeira república negra do mundo e o primeiro Estado nacional das Américas a abolir legalmente a escravidão desde a sua origem.

    O processo revolucionário haitiano gerou repercussões internacionais, influenciando movimentos emancipacionistas e debates sobre direitos civis e raciais em outros territórios das Américas, inclusive no Brasil durante o período imperial.

    Para o historiador Gabriel Léccas, um dos elementos mais importantes da Revolução foi o fato de ela ter sido a primeira a combinar a luta anticolonial com um programa político abolicionista.

    “O traço que contribui diretamente para esse pioneirismo foi o protagonismo de negros, libertos e escravizados nas lutas de independência.”

    O professor explica que a revolução fundou um império abolicionista em que os cidadãos – de qualquer cor – eram denominados negros, ressignificando o termo negritude como uma identidade política.

    “Esse aspecto questionou a ideia de humanidade elaborada por movimentos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, que inicialmente não reconheceram a cidadania de negros e mestiços.”

  • Regulamentação da profissão de protesista segue para sanção

    Regulamentação da profissão de protesista segue para sanção

    Regulamentação da profissão de protesista segue para sanção

    O Plenário aprovou nesta quarta-feira (10) o projeto de lei que regulamenta as profissões de protesistas e ortesistas ortopédicos. O PLC 121/2015, do ex-deputado Onix Lorenzoni, ganhou parecer favorável da relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). O texto será encaminhado agora à sanção presidencial.

    O projeto define o protesista ou ortesista ortopédico como aquele que toma medidas e confecciona órteses e próteses, bem como palmilhas e calçados ortopédicos, sempre de acordo com prescrição de médico, fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.

    O profissional poderá ainda instruir pacientes e cuidadores quanto aos cuidados de higiene, manutenção e uso correto de equipamentos e acompanhar e manter registro de todos os dados sobre o aparelho.

    A proposta permite que o protesista/ortesista seja técnico de nível médio. Podem ainda exercer a profissão aqueles com mais de cinco anos de atividade, desde que demonstrada a participação em cursos de formação ou atualização na área no mesmo período.

    A formação profissional deve incluir conhecimentos de anatomia, fisiologia, patologia, biomecânica, psicologia, além de conhecimentos sobre os materiais e equipamentos usados na confecção das próteses e órteses.

    As próteses substituem total ou parcialmente um membro, órgão ou tecido. Já as órteses são feitas para auxiliar as funções de um membro, órgão ou tecido, evitando deformidades ou compensando insuficiência funcionais. Ambas podem ser permanentes ou provisórias, externas ou implantadas.

    O projeto já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), mas precisou ser reavaliado por conta da apresentação de duas emendas — ambas rejeitadas. A emenda do ex-senador Ronaldo Caiado (GO) restringia aos médicos a prescrição de órteses e próteses. A segunda emenda, do senador Humberto Costa (PT-PE), permitia que a prescrição de órteses e próteses também fosse realizada pelos demais profissionais de saúde de nível superior, desde que devidamente habilitados para tal atividade.

    Depois de ser aprovado na CAS e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto seguiu para apreciação do Plenário.

    Fonte: Agência Senado

  • Terapia CAR-T Cell mostra resposta de 87,5% em pacientes com linfoma

    Terapia CAR-T Cell mostra resposta de 87,5% em pacientes com linfoma

    Terapia CAR-T Cell mostra resposta de 87,5% em pacientes com linfoma

    Um estudo com a terapia celular CAR-T Cell para o tratamento de linfoma e leucemia conseguiu obter uma resposta de 87,5% em pacientes com linfoma não Hodgkin que já haviam passado por outros tratamentos sem sucesso, como quimioterapia, radioterapia e transplante. 

    A pesquisa foi desenvolvida no Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde.

    Os resultados são preliminares e foram apresentados nesta quarta-feira (10) pelo Ministério da Saúde, que investiu R$ 100 milhões na pesquisa.

    “Os resultados são muito animadores e trazem uma esperança para os pacientes que precisam desse tratamento. O Comitê de Inovação, formado pelos diretores da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] reforçou que vai tratar desse produto como um dos produtos inovadores e, com isso, acelerar a avaliação e o acompanhamento que já são feitos permanentemente pela equipe técnica da Anvisa”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O ministro explicou que, como o estudo ainda está em andamento, novos pacientes continuarão sendo recrutados, seguindo os padrões internacionais.

    “É preciso acompanhar o paciente por pelo menos um ano a partir da data de aplicação da terapia para analisar os marcadores de segurança e eficácia”, disse Padilha. Como o último paciente foi incluído em maio, estima-se um prazo de cerca de um ano e meio para a conclusão das análises e a possível aprovação do registro.

    Atualmente, um tratamento similar na rede privada custa R$ 2,5 milhões. A expectativa do governo é que, ao ser incorporado ao SUS, o tratamento seja oferecido de forma totalmente gratuita. 

    O custo de aquisição pelo Ministério da Saúde também deve ser reduzido devido à escala de produção e ao fato de envolver instituições públicas e sem fins lucrativos. A fábrica em Ribeirão Preto, apontada como a maior da América Latina e do Sul Global, tem capacidade para produzir até 1 mil terapias desse tipo.

    Foco no público infantojuvenil

    A pesquisa clínica da CAR-T Cell também contempla crianças e adolescentes. No caso da leucemia linfoide aguda, o câncer mais comum na infância, responsável por 70% a 80% dos casos infantis, os pacientes recrutados têm entre três e 25 anos de idade.

    Embora mais de 90% das crianças respondam bem à quimioterapia convencional, a terapia celular surge como uma alternativa vital para os 10% que não apresentam resposta ao tratamento padrão. Já para os linfomas, cuja prevalência é significativamente menor em crianças, o recrutamento é voltado para maiores de 18 anos.

    Programa Genomas

    Padilha disse ainda que o governo federal fez um aporte de R$ 180 milhões para a segunda fase do programa Genomas Brasil. O projeto, que existe desde 2020 e tem a USP de Ribeirão Preto como uma de suas bases, agora incluirá novas universidades, como a Universidade de Brasília (UnB), que terá o primeiro laboratório do gênero na região Centro-Oeste, e mais hospitais do SUS.

    “O projeto Genomas é um orgulho para o país. O Brasil é um dos países com maior diversidade genômica, segundo dados do projeto. Isso faz com que o Brasil seja um país com grande potencial para o desenvolvimento de medicamentos”, destacou o ministro.

    Ele destacou ainda que a nova lei de pesquisa clínica, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desburocratizou e encurtou os prazos de aprovação de estudos no país, o que aumentou a participação do Brasil no cenário internacional de pesquisas clínicas em 30%, no ano de 2025.

    “O mapeamento do exoma, viabilizado por laboratórios parceiros do projeto, passou a ser garantido pelo Ministério da Saúde para todos os centros de especialidades do SUS. Essa tecnologia permite que o diagnóstico de doenças raras em crianças, que antes demorava cerca de sete anos, seja realizado nos primeiros seis meses de vida, antecipando tratamentos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou Padilha.

  • Governo amplia proteção ambiental e prepara recuperação de florestas

    Governo amplia proteção ambiental e prepara recuperação de florestas

    Governo amplia proteção ambiental e prepara recuperação de florestas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, em Brasília, um pacote de iniciativas para a preservação e proteção dos biomas brasileiros e enfrentamento dos impactos causados pelas mudanças climáticas. A cerimônia marca a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

    Entre as medidas, o presidente da República assinou decreto criando novas unidades de conservação e ampliando antigas áreas protegidas; sancionou a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga; e o decreto que simplifica e agiliza os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, tendo em perspectiva a prevenção e combate a incêndios florestais.

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    “Pela primeira vez, a gente está saindo na frente, na luta para combater as possíveis queimadas que virão, porque a perspectiva é de que o El Niño vai ser muito violento, e de que a gente pode ter mais desastres climáticos. Pela primeira vez, nós estamos preparados antecipadamente para enfrentar essa situação”, frisou Lula.

    Para o presidente, o evento no Palácio do Planalto mostra que “o Brasil passa a ser um país com mais credibilidade no mundo para cuidar da questão ambiental.”

    O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo MapBiomas, registrou que, em 2025, o país conseguiu ficar abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados (984,7 mil hectares), fato também inédito.

    Novas unidades de conservação poderão ajudar a conter o desmatamento. Lula assinou decretos para a criação de como o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará.

    Além das novas unidades, foram ampliados os parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí. As medidas ampliam a proteção de ecossistemas estratégicos e fortalecem o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

    Queda no desmatamento

    De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a queda no desmatamento ocorreu em diferentes biomas. Segundo ele, “na Amazônia, a diminuição foi de 50% e segue caindo. No Cerrado, foi de 32%; e no Pantanal, 63%.”

    O ministro avalia que, desde 2023, “o Brasil retomou a governança ambiental e colocou a questão climática e ambiental no centro das políticas públicas nacionais.”

    “Saímos de um período de desestruturação institucional para reconstruir as capacidades do Estado, fortalecer os órgãos ambientais, recuperar instrumentos de planejamento e restabelecer a coordenação entre o Governo Federal, os estados, os municípios e a sociedade. Mas fizemos mais do que reconstruir a estrutura do Estado. Consolidamos a compreensão de que a política ambiental não pode ser tratada como tema do lado”, disse Capobianco.

    Mais investimentos

    Durante o evento, foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Também foram assinados atos que destinam o financiamento de R$ 834 milhões do Fundo Clima para empresas e organizações da sociedade civil que propuseram projetos de restauração da vegetação nativa. Os recursos reembolsáveis são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Para a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, o financiamento é um marco.

    “Além de enfrentar o desmatamento, nós estamos reconstruindo as nossas florestas. E isso é uma coisa que ninguém está fazendo no mundo como nós estamos fazendo. Esses R$ 834 milhões vão gerar R$ 3 bilhões, porque tem dinheiro das empresas que está entrando também para restaurar, para reconstruir nossas florestas”, assinalou a diretora.

    O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela Organização das Nações Unidas durante a Conferência de Estocolmo (Suécia), considerado o primeiro grande evento da ONU sobre o meio ambiente.

  • Centro Cultural Palácio da Justiça celebra 20 anos com programação especial gratuita

    Centro Cultural Palácio da Justiça celebra 20 anos com programação especial gratuita

    Centro Cultural Palácio da Justiça celebra 20 anos com programação especial gratuita

    O Centro Cultural Palácio da Justiça comemora, na sexta-feira (12/06), duas décadas de atuação na preservação da memória e na promoção da cultura amazonense. Para celebrar os 20 anos do espaço, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, preparou uma programação especial gratuita, das 9h às 15h, reunindo exposições, visitas mediadas, apresentações artísticas e atividades educativas voltadas ao público de todas as idades.

    Ao longo do dia, os visitantes poderão participar de visitas guiadas com personagens de época ao Museu do Judiciário e à exposição “Do Crime ao Castigo”, conhecida como Museu do Crime.

    A programação também contará com ambientes instagramáveis e duas exposições fotográficas: “Centro Cultural Palácio da Justiça, 20 anos de Cultura e Memória”, que apresenta a trajetória do espaço desde sua inauguração, e “Manaus: Bastidores da Copa”, que retrata a mobilização da população manauara durante os preparativos para a Copa do Mundo.

    As atividades incluem ainda duas sessões de júri simulado, realizadas por acadêmicos de Direito da Faculdade La Salle e da Fametro Zona Norte, proporcionando ao público uma experiência educativa sobre o funcionamento do sistema judiciário.

    A programação artística terá apresentações do Balé Folclórico do Amazonas, às 10h30, no hall do prédio histórico, e do Madrigal do Amazonas, às 14h30, na Sala de Música, encerrando a celebração com música e dança.

    Inaugurado em 2006 após um processo de restauração, o Centro Cultural Palácio da Justiça é um dos principais equipamentos culturais do Centro Histórico de Manaus. Ao longo de duas décadas, o espaço consolidou-se como referência na preservação da memória do Judiciário amazonense e na realização de atividades culturais, educativas e turísticas.

    Programação

    9h às 15h – Visita guiada com personagens de época ao Museu do Judiciário e à exposição “Do Crime ao Castigo” (Museu do Crime); Ambiente instagramável; Exposição fotográfica “Centro Cultural Palácio da Justiça, 20 anos de Cultura e Memória”; Exposição fotográfica “Manaus: Bastidores da Copa”

    9h – Júri Simulado – Acadêmicos de Direito da Faculdade La Salle
    Local: Tribunal do Júri

    10h30 – Apresentação do Balé Folclórico do Amazonas
    Local: Hall

    13h – Júri Simulado – Acadêmicos de Direito da Fametro Zona Norte
    Local: Tribunal do Júri

    14h30 – Apresentação do Madrigal do Amazonas
    Local: Sala de Música

    15h – Encerramento

  • Senado aprova renegociação de dívidas do agro; projeto volta à Câmara

    Senado aprova renegociação de dívidas do agro; projeto volta à Câmara

    Senado aprova renegociação de dívidas do agro; projeto volta à Câmara

    Produtores rurais do país têm direito a uma linha especial de refinanciamento de dívidas, com carência, juros mais baixos e prazo alongado, decidiu o Senado nesta quarta-feira (10). O governo federal poderá usar parte dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal, e de outras fontes autorizadas, para viabilizar a renegociação das dívidas, conforme o PL 5.122/2023, que agora volta à Câmara para análise das mudanças feitas no Senado.

    O relator do projeto foi o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Segundo ele, não haverá qualquer prejuízo aos recursos do Fundo do Pré-Sal destinados à saúde e à educação.

    Do deputado Domingos Neto (PSD-CE), o texto previa originalmente o financiamento a produtores afetados por eventos climáticos — como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Em seu relatório, porém, Renan ampliou o alcance para abranger também produtores afetados por impactos econômicos negativos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais, como as guerras na Ucrânia e no Irã.

    Renan explicou que “restaram alguns impasses” em relação ao texto final após semanas de negociação entre governo e Congresso — incluindo reuniões nesta quarta-feira no gabinete da Presidência do Senado e com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, no ministério.

    — O ministro [foi] sempre muito cordato, receptivo, mas nós não tivemos com a área técnica do ministério a mesma facilidade que tivemos na discussão com o ministro Dario Durigan — disse Renan no Plenário. — Em restando impasse, outra solução não há senão a que encaminhamos no nosso relatório, infelizmente.

    O Fundo Social do Pré-Sal é abastecido com dinheiro da exploração do petróleo. Financia projetos e programas em diversas áreas, como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

    Segundo o texto aprovado, o Poder Executivo poderá usar, para a linha especial de financiamento, as receitas correntes do Fundo Social de 2026 e 2027; o superávit financeiro apurado no final de 2025 e 2026; o superávit financeiro de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda; e outras fontes definidas pelo próprio Executivo.

    Limites financeiros

    Os beneficiários serão produtores rurais, associações, cooperativas de produção e condomínios que atendam critérios objetivos ligados a calamidades e perdas produtivas. Os financiamentos terão como limites os valores de R$ 10 milhões por beneficiário e de R$ 50 milhões por associação, cooperativa de produção ou condomínio. O prazo para o pagamento poderá chegar a dez anos, acrescidos de três anos de carência, conforme o caso.

    O crédito poderá ser usado para quitação de dívidas de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural contratadas até 31 de dezembro de 2025, renegociadas ou não. Os débitos serão recalculados sem multa, mora e outros encargos por inadimplência.

    Quanto às condições, os juros serão diferenciados por perfil do produtor:

  • 3,5% ao ano para inscritos no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e demais pequenos produtores;
  • 5,5% ao ano para inscritos no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores;
  • 7,5% ao ano para os demais.
  • Os recursos poderão ser operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por outros bancos e cooperativas de crédito. A linha especial de financiamento de crédito terá como limite global valor definido futuramente pelo Poder Executivo.

    Apoio

    Vários senadores, entre eles Luis Carlos Heinze (PP-RS), Tereza Cristina (PP-MS), Weverton (PDT-MA), Rogerio Marinho (PL-RN), Nelsinho Trad (PSD-MS), Lucas Barreto (PSD-AP), Zequinha Marinho (Podemos-PA), Jayme Campos (União-MT), Wilder Morais (PL-GO), Jaime Bagattoli (PL-RO) e Damares Alves (Republicanos-DF), manifestaram apoio à proposta, destacando que a agricultura é uma das maiores forças da economia brasileira.

    Para Rogerio Marinho, a renegociação das dívidas ajudará produtores rurais a minimizarem prejuízos causados por intempéries e variações cambiais.

    — Nós estamos tratando do principal vetor de crescimento econômico do nosso país. Nós estamos falando de pessoas, de cidadãos, de seres humanos, mas estamos falando de um importante segmento econômico do Brasil, que é o setor agrícola — disse Marinho.

    Na mesma linha, Tereza Cristina disse que a agricultura “carrega o Brasil”.

    — A agricultura brasileira passa por um momento terrível: nós temos as commodities em baixa; nós temos os juros em alta; nós plantamos uma safra com o dólar a R$ 6 e estamos colhendo com o dólar a R$ 5. Isso é mortal para os preços dos agricultores — disse a senadora.

    Outros fundos

    O texto autoriza que, dentro de suas disponibilidades e áreas de atuação, o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) sejam usados para implementar o financiamento especial para produtores.

    Se os recursos desses fundos se esgotarem em suas áreas de abrangência, o Fundo Social poderá assumir a implementação das medidas e os custos correspondentes.

    O projeto também autoriza as instituições financeiras a prorrogarem por 180 dias os vencimentos das parcelas de principal e juros das operações abrangidas. Nesse período, ficam suspensas cobranças administrativas, execuções extrajudiciais, judiciais e fiscais, inscrição em cadastros negativos de crédito e respectivos prazos processuais.

    Mudanças

    Em seu voto, Renan afirmou que o uso do Fundo Social é compatível com as finalidades legais do fundo, especialmente no apoio a ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Ele propôs mudanças ao texto por meio de emendas. Entre elas estão a ampliação da abrangência das dívidas para operações contratadas até 31 de dezembro de 2025 (o texto original previa 30 de junho de 2025); a autorização para uso de outras fontes de recursos, além do Fundo Social; a criação de mecanismos adicionais de alongamento e composição de dívidas rurais; e a ampliação, para a área da Sudene, do período de análise de calamidades e perdas produtivas para 2012 a 2025.

    Fonte: Agência Senado

  • Construção empregou 2,5 milhões e pagou média de 2,1 salários mínimos

    Construção empregou 2,5 milhões e pagou média de 2,1 salários mínimos

    Construção empregou 2,5 milhões e pagou média de 2,1 salários mínimos

    A indústria da construção civil no Brasil ocupava 2,5 milhões de pessoas em 2024 e pagava remuneração média de 2,1 salários mínimos. Eram 191 mil empresas que injetavam R$ 95,6 bilhões nos bolsos dos trabalhadores.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O levantamento traz informações de empresas de três grandes grupos de atividade: construção de edifícios (inclui residenciais, comerciais, industriais e reformas); obras de infraestrutura, como pontes, rodovias e praças; e serviços especializados para construção, que englobam pintura e instalação elétrica, por exemplo.

    A edição de 2024 do levantamento absorveu mudanças de metodologia, de forma que o IBGE não aplica comparações com anos anteriores. A série histórica anterior era iniciada em 2007.

    Onde estão os empregos

    O levantamento revela que as empresas classificadas no grupo construção de edifícios são as maiores empregadoras. Nesses empreendimentos estão 894,8 mil pessoas, o que representa 35,7% dos ocupados.

    Logo em seguida figuram as firmas de serviços especializados, com 34,4% da mão de obra do setor. Já as obras de infraestrutura empregavam 29,9% dos trabalhadores em 2024.

    Apesar de estarem no grupo com o menor número de ocupados, as empresas de obras de infraestrutura têm a maior média de funcionários por empresa: 39 pessoas.

    Nos empreendimentos destinados à construção de edifícios, o contingente médio é de 13 trabalhadores. Nos de serviços especializados, oito funcionários.

    Salários

    As companhias que trabalham com obras de infraestrutura são as que pagam maiores remunerações, com média de 2,6 salários mínimos.

    As empresas de atuam na construção de edifícios pagaram 1,9 salário mínimo, à frente das de serviços especializados (1,8). Em 2024, o salário mínimo nacional era R$ 1.412.

    Valor de obra

    Os pesquisadores do IBGE chegaram ao valor total de incorporações, obra e serviços de construção, que alcançou R$ 522,5 bilhões em 2024.

    Veja o valor de obra por segmento:

  • Infraestrutura: R$ 200,9 bilhões;
  • Construção de edifícios: R$ 1989 bilhões;
  • Serviços especializados: R$ 122,8 bilhões.
  • Com os dados sobre valor de obra, a pesquisa chegou ao RC8, indicador que aponta o tamanho do mercado abocanhado (grau de concentração) pelas oito principais empresas do setor, que ficou em 3,1%. Esse patamar indica uma indústria pouco concentrada, sem monopólios.

    Obras entregues

    A pesquisa revela os principais empreendimentos entregues no país pelo setor de construção civil em relação ao valor de obra. Confira o ranking:

  • Rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais: 22,8%;
  • Obras residenciais: 22,2%;
  • Serviços especializados para construção: 19,2%
  • Obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos: 12,8%;
  • Edificações industriais, comerciais e outras edificações não residenciais: 10,7%;
  • Construção de outras obras de infraestrutura: 10,5%;
  • Incorporação de imóveis construídos por outras empresas: 1,9%.
  • Custos

    Sob a ótima dos custos, a mão de obra é o que mais pesa no orçamento das empresas, com 30,7% do total.

    Logo em seguida, a maior fatia ficou com o chamado “consumo intermediário”, que reúne despesas operacionais como combustíveis, manutenção, aluguéis de máquinas e serviços prestados por terceiros (excetuando materiais e empreiteiras), respondendo por 22,5%.

    Os demais custos foram materiais de construção (22,3%), demais despesas ─ compostas por impostos, taxas, custos com terrenos, depreciação e gastos financeiros ─ (14,7%) e obras e serviços contratados a terceiros (9,7%).

    Contratantes de obras

    De acordo com o IBGE, de cada R$ 3 em valor de obra em 2024, R$ 1 foi demandado pelo setor público, ou seja, 33%, cabendo 67% à iniciativa privada.

    No caso específico das obras de infraestrutura, o setor público representa 48,2% da demanda por construção. Na atividade construção de edifícios, a participação dos governos como contratante se reduz a 22,9%. Em serviços especializados, 19,5%.

    Para o analista do IBGE Marcelo Miranda Freire de Melo, esses dados revelam a relevância do setor público para a construção civil no país.

    “Essa demanda está muito concentrada no segmento de obras de infraestrutura, onde quase metade da demanda é feita pelo setor público. Nos outros dois segmentos, essa relevância do setor público é um pouco menor, a grande parte é o setor privado”, avalia.

  • Coletivo faz últimos ensaios para apresentação no Teatro Amazonas, em Manaus

    Coletivo faz últimos ensaios para apresentação no Teatro Amazonas, em Manaus

    Coletivo faz últimos ensaios para apresentação no Teatro Amazonas, em Manaus

    O Coletivo de Artistas Plano Perfeito realiza os últimos ensaios para o espetáculo “Da periferia pro mundo”, que será apresentado no dia 3 de julho deste ano, no Teatro Amazonas, em Manaus.
    A obra, que contará com a participação de 60 artistas em cena e mais de 20 pessoas nos bastidores, aborda o cotidiano da periferia, temas de relevância social, e o poder transformador da arte.

    O elenco é formado por crianças, adolescentes, jovens e adultos, integrantes de forma direta ou indireta do Instituto de Artes Plano Perfeito, que oferta formações artísticas de forma gratuita no bairro Grande Vitória, na Zona Leste da cidade.

    A ideia

    Márcia Vargas, gestora do instituto e do coletivo, detalhou que o processo criativo do espetáculo foi desenvolvido a partir das histórias reais.

    “Nós acompanhamos anualmente as histórias de crianças e de famílias aqui da comunidade, e foi a partir dessas histórias que acompanhamos que nasceu o Da Periferia pro mundo. É uma história de superação. Narra a trajetória de uma família que encontrou na arte o poder para sonhar”, destacou.

    A reflexão clássica de que a vida imita arte é um recorte da realidade vivenciada pela jovem Helena Brandão, de 24 anos, que percebe a mudança na vida dela e de seus familiares a partir do envolvimento com a arte.

    “Tenho uma sobrinha que era do balé e agora tá no urbano. Também tem o meu irmão que dança comigo. É gratificante ver a nossa família fazendo parte. Poder ter um local perto de casa onde as crianças e os jovens têm esse foco, esse futuro, têm como permanecer na arte, em algo produtivo, é muito bom”, enfatizou.

    Realidade das periferias

    Alexandre Ramos, de 25 anos, é o responsável pela coreografia “Da perifa para o mundo”. Ele explicou que o cotidiano na periferia deu o tom dos movimentos usados na última dança da obra.

    “A gente mostra a grande comunidade da periferia encontrando esse lugar viver seus sonhos, de estar nos grandes palcos. No processo coreográfico eu tentei entrar nesse lugar, de como é o nosso dia a dia na comunidade e trouxemos isso para os ensaios. A coreografia mostra essa força da comunidade tendo esperança de um futuro melhor”, destacou Ramos.

    Esperança e força são palavras que Stephany Vargas, de 14 anos, tem carregado para dar vida a sua primeira protagonista. Ela fala do desafio de atuar, cantar e dançar em cena.

    “Tenho achado muito legal a dinâmica dos ensaios. É bem desafiador também. Eu acho que tenho aprendido a ser o meu personagem. Ela (personagem) mora em um lugar periférico, numa realidade muito difícil, e as pessoas não acreditam nos sonhos delas. Ela não, ela sonha demais e acredita que todos podem acreditar e realizar seus sonhos”, contou.

    Para Lorena Melo, de 12 anos, que participa do projeto social desde o ano passado, a preparação no instituto de artes ensina bem mais que dança ou música.

    “É muito legal participar. Aprendo bastante e também me comovo com as histórias, acho muito interessante, e que, às vezes, até me ajuda na minha vida pessoal. Para mim (o espetáculo) vai ser uma coisa bem linda. Estou bastante ansiosa para se apresentar, para estar no palco, que é o que eu gosto”, declarou.

    Sinopse

    “Da Periferia pro Mundo” é um espetáculo de teatro, dança e música autoral que conta a história de uma família da periferia que aprende a enfrentar as dificuldades sem desistir dos seus sonhos. Mais do que um espetáculo, ele representa a realidade de muitas famílias amazonenses e mostra que a arte pode transformar vidas, gerar oportunidades e fortalecer comunidades.

    O espetáculo nasceu a partir das histórias vivenciadas diariamente na Casa de Artes Plano Perfeito, situada na Zona Leste da cidade. Ao longo dos anos, o projeto acompanha crianças, adolescentes e famílias que encontraram na arte um caminho de transformação. ‘Da Periferia pro Mundo’ fala sobre sonhos, propósito, fé, superação e sobre a força que existe dentro das comunidades periféricas.

  • Soberania e trabalho: ‘Brasil está exportando como nunca’, diz ministro da Indústria e Comércio

    Soberania e trabalho: ‘Brasil está exportando como nunca’, diz ministro da Indústria e Comércio

    Soberania e trabalho: ‘Brasil está exportando como nunca’, diz ministro da Indústria e Comércio

    Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, nesta quarta-feira (10/06), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, destacou números que mostram a retomada do setor industrial brasileiro nos últimos anos e os recordes do comércio exterior.

    “Depois de 14 anos, nós assistimos e colecionamos alguns indicadores favoráveis ao crescimento da indústria. Ela cresceu em 2024, com o lançamento da Nova Indústria Brasil (NIB), 3,1%. Neste primeiro quadrimestre, ela já avançou 1,7%”, destacou o ministro ao pontuar que o cenário tem reflexo positivo no mercado de trabalho. O Brasil registrou a menor taxa de desemprego, fixada em 5,6%, e recorde de 103 milhões de pessoas empregadas.

    Para impulsionar o desenvolvimento, a Nova Indústria Brasil (NIB) disponibiliza R$ 713 bilhões, por meio do Plano Mais Produção. Até agora, já foram contratados 428 mil projetos, com potencial de regionalização da política industrial. “O bom é que 61% desses projetos estão no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. É preciso regionalizar e internalizar o desenvolvimento”, avaliou o ministro.

    Para ele, um dos grandes resultados da efetividade da NIB é a expressiva atração de investimento privado. Nas seis missões que compõem a política industrial, a iniciativa privada lidera os aportes em quatro delas. Além disso, no programa MOVER, voltado à mobilidade verde e inovadora, o governo reservou R$ 19 bilhões em créditos tributários, o que estimulou R$ 190 bilhões em investimentos anunciados pelos setores automotivo e de autopeças.

    “Nós precisamos continuar desenhando políticas como, por exemplo, a depreciação acelerada, de renovação do parque fabril, e outras que levem a essa indústria mais resiliente e capaz de ser, de fato, mais produtiva e exportadora”, afirmou o ministro.

    Brasil está exportando como nunca

    “O crescimento das exportações e importações, do fluxo de comércio no Brasil, no ano passado, foi de 6,2%, que é o topo da média colecionada pela Organização Mundial do Comércio. Graças ao BNDES, à ABDI e àEmbrapii, nós temos hoje uma expansão viva da nossa base exportadora”, afirmou Márcio Elias Rosa. Em 2025, o Brasil chegou a 29.818 empresas exportadoras, o maior número da série histórica.

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    De acordo com o ministro, a consolidação de novos acordos internacionais, a exemplo do tratado Mercosul-União Europeia e EFTA, posiciona o país de forma estratégica no protagonismo global.

    Para fortalecer os avanços gerados por essa pauta econômica positiva, o ministro Márcio Elias Rosa anunciou que, a partir de junho, iniciará um ciclo de visitas a federações das indústrias e associações comerciais em parceria com a ABDI, ApexBrasil e BNDES. As missões terão o objetivo de difundir os mecanismos de crédito da NIB e os novos acordos internacionais.

    De acordo com o ministro, os encontros também terão como tema central a Política Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa visa engajar o setor produtivo no debate cotidiano sobre a eliminação da violência contra a mulher, combatendo ativamente as repercussões desse problema social dentro do ambiente corporativo e fabril.

    No encontro, o ministro anunciou que a marca Pix será reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como marca de alto renome , se tornando a primeira marca vinculada ao Governo Federal a alcançar o alto renome.

  • Arquidiocese de Manaus recebe títulos definitivos de 10 imóveis e fortalece segurança jurídica de paróquias

    Arquidiocese de Manaus recebe títulos definitivos de 10 imóveis e fortalece segurança jurídica de paróquias

    Arquidiocese de Manaus recebe títulos definitivos de 10 imóveis e fortalece segurança jurídica de paróquias

    A Arquidiocese de Manaus recebeu, nesta quarta-feira (10), os títulos definitivos de 10 imóveis pertencentes à Igreja Católica localizados em diferentes zonas da capital amazonense. A regularização fundiária garante segurança jurídica às paróquias e comunidades beneficiadas, fortalecendo a proteção legal de espaços que há décadas desenvolvem atividades religiosas, sociais e comunitárias.

    A entrega representa uma conquista histórica para a Igreja Católica em Manaus, atendendo a uma antiga demanda de comunidades que aguardavam a formalização de seus patrimônios. Com os documentos em mãos, as instituições passam a contar com maior segurança para desenvolver projetos pastorais, sociais e assistenciais voltados à população.

    Representando a Arquidiocese de Manaus, o bispo auxiliar, Dom Zenildo Lima, destacou a importância da iniciativa para a construção da cidadania e do bem comum. Segundo ele, a regularização dos imóveis reforça a atuação conjunta entre diferentes setores da sociedade em benefício da população manauara.

    “Acho que é muito importante nós termos presente que, no processo histórico da nossa cidade, nós temos atores que constroem a cidadania e o bem comum. A capacidade de estabelecer diálogo com outros atores é muito importante. Atitudes, parcerias e colaborações como estas são marcantes”, afirmou o bispo auxiliar.

    O padre Danival Lopes, responsável pelo patrimônio arquidiocesano, ressaltou que a regularização traz tranquilidade às comunidades beneficiadas e representa um marco para a Igreja Católica local.

    “São 10 comunidades que agora se sentem muito mais seguras, com seus patrimônios regularizados. É um momento histórico e uma conquista importante para todas as comunidades envolvidas”, declarou.

    A regularização foi realizada por meio da modalidade Reurb Específica, destinada a imóveis não residenciais. O procedimento permite a obtenção do registro imobiliário de forma mais ágil, assegurando a legalidade dos espaços e evitando entraves jurídicos futuros.

    Além dos 10 imóveis já regularizados, outros processos seguem em andamento, ampliando o alcance da iniciativa junto às comunidades católicas da capital. A medida fortalece a preservação do patrimônio da Igreja e assegura condições para a continuidade das ações religiosas, educacionais e sociais desenvolvidas pelas paróquias e comunidades da Arquidiocese de Manaus.

    A iniciativa também abre caminho para que outras instituições religiosas situadas em áreas contempladas pelos programas de regularização fundiária possam buscar a legalização de seus templos e espaços comunitários.

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