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  • Homem é preso com armas e munições durante operação em São Gabriel da Cachoeira

    Homem é preso com armas e munições durante operação em São Gabriel da Cachoeira

    Um homem de 52 anos foi preso em flagrante por suspeita de comércio e posse ilegal de armas de fogo no município de São Gabriel da Cachoeira, a 852 quilômetros de Manaus. A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) da cidade.

    A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado no bairro Thiago Montalvo. No local, os agentes encontraram diversas armas de fogo, grande quantidade de munições de diferentes calibres e dinheiro em espécie.

    De acordo com as autoridades, os valores apreendidos podem ser provenientes da comercialização ilegal das armas e munições.

    As investigações da Polícia Civil apontam ainda que o suspeito fornecia munições para traficantes envolvidos no transporte intermunicipal de entorpecentes pelos rios da região. Segundo a apuração, os materiais eram vendidos tanto para atividades de caça quanto para a utilização em escoltas de rotas do tráfico fluvial.

    Após a prisão, o homem e todo o material apreendido foram encaminhados à sede da DIP de São Gabriel da Cachoeira, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

    O suspeito permanece à disposição da Justiça.

  • Idoso de 63 anos é morto a tiros dentro de comércio em Iranduba

    Idoso de 63 anos é morto a tiros dentro de comércio em Iranduba

    Pedro Cláudio dos Santos Rodrigues, de 63 anos, foi morto a tiros dentro de um estabelecimento comercial na Rodovia Estadual AM-070, quilômetro 30, comunidade Lago do Limão, município de Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus).

    O crime ocorreu no interior de um comércio conhecido como ‘Castanheira’, localizado ao lado da quadra de esportes da comunidade.

    De acordo com testemunhas, a ação foi rápida e causou pânico nos clientes presentes. Um homem armado invadiu o local, aproximou-se da vítima e efetuou quatro disparos, que atingiram a cabeça e as costas do homem. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Após a execução, o atirador fugiu sem ser identificado.

    O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção do corpo. O crime deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestro (DEHS).

  • Homem armado aborda jovem e rouba celular em rua da Zona Leste de Manaus

    Homem armado aborda jovem e rouba celular em rua da Zona Leste de Manaus

    Um homem, aparentemente armado, abordou uma jovem e roubou um celular na rua São Paulo, no bairro São José, Zona Leste de Manaus. O crime aconteceu neste sábado (8) e foi registrado por uma câmera de segurança.

    Nas imagens, o suspeito aparece entrando em um trecho da via e observando a movimentação. Em seguida, ele retorna e permanece no local à espera da vítima.

    Quando a jovem se aproxima, o homem inicia uma conversa, aparentemente como se estivesse pedindo uma informação. Momentos depois, ele saca uma arma e anuncia o assalto.

    Sem reagir, a vítima entrega o que aparenta ser um celular ao suspeito. Após o roubo, a jovem retorna pelo mesmo caminho, enquanto o homem deixa o local caminhando em outra direção.

    O caso deverá ser investigado pelas autoridades. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou eventual prisão do suspeito.

  • Homem em situação de rua é encontrado morto em Manaus

    Homem em situação de rua é encontrado morto em Manaus

    O morador em situação de rua identificado apenas como Carlos que foi encontrado na manhã de sábado (8), em um terreno baldio, no Conjunto Osvaldo Frota, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus estava com as mãos amarradas e apresentava sinais de extrema violência. Ele ainda teve amputação dos órgãos genitais.

    De acordo com as primeiras informações repassadas pelas autoridades, a vítima estava com as mãos amarradas e apresentava lesões severas pelo corpo, incluindo a amputação dos órgãos genitais.

    Segundo o relatório de ocorrência do Instituto Médico Legal (IML), o laudo preliminar confirmou que as causas da morte foram choque hemorrágico, traumatismo torácico e trauma por ação perfurocortante.

    O caso foi registrado e será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

  • Câmeras registram roubo de motocicleta em avenida no Distrito Industrial, em Manaus

    Câmeras registram roubo de motocicleta em avenida no Distrito Industrial, em Manaus

    Nas imagens, dois suspeitos chegam ao local em outra motocicleta. O homem que estava na garupa desce do veículo e se aproxima da moto que estava estacionada. Pouco depois, ele consegue levar o veículo, enquanto o comparsa permanece aguardando na motocicleta utilizada pela dupla.

    Após o roubo, os dois deixam o local juntos, cada um seguindo em uma das motocicletas. A ação ocorreu rapidamente e foi registrada pelas câmeras de segurança da região.

    As imagens devem ser utilizadas pelas autoridades para auxiliar na identificação dos suspeitos e na localização da motocicleta roubada. O caso foi comunicado à polícia e deverá ser investigado.

  • Familiares celebram legado de primeira medalha paralímpica do Brasil

    Familiares celebram legado de primeira medalha paralímpica do Brasil

    O Brasil encerrou a Paralimpíada de Paris (França), em 2024, entre as cinco potências do esporte adaptado pela primeira vez. O país já foi 462 vezes no pódio no maior evento paradesportivo do planeta. A trajetória começou há 50 anos, quando Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a primeira medalha brasileira na história: a prata no lawn bowls, uma modalidade já extinta, semelhante à bocha, embora a tradução literal do inglês signifique “boliche de gramado”.

    As medalhas estiveram expostas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, nessa quinta-feira (6). Uma homenagem simbólica. Foi justamente em um dia 6 de agosto, em 1976, em Toronto (Canadá), que Robson e Luiz Carlos abriram a contagem de pódios do Brasil em Paralimpíadas.

    “É o resgate de uma história que não era contada. Se hoje temos tudo isso [no esporte paralímpico], com televisão, entrevistas, esse momento de comemoração, é porque alguém lá no passado lutou para que isso acontecesse”, destacou Noêmia Almeida, sobrinha de Robson, à reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Criada como filha pelo medalhista paralímpico, Noêmia acompanhou de perto a trajetória do tio/pai, fundador do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, em 1958. Falecido em 1987, Robson criou a instituição, que abrigava pessoas com deficiência sem recursos para reabilitação, com a indenização do acidente que sofreu três anos antes e o deixou paraplégico – ele trabalhava em uma fábrica de papéis nos Estados Unidos e teve a coluna comprimida por um rolo.

    “Naquela ocasião, não tinha recursos como hoje. O paradesporto não era uma política pública, então, tinha que sair batendo de porta em porta. Ele [Robson] batia na porta de deputados, de quem estava no poder, para ajudar a comprar uniforme, passagens, para representar o Brasil lá fora”, afirmou Noêmia.

    Noêmia Almeida (sobrinha de Robson Sampaio de Almeida), Yohansson Nascimento (vice-presidente do CPB) e Paulo Robson de Almeida (sobrinho de Robson Sampaio de Almeida), em homenagem no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo – Foto: Marcello Zambrana/CPB

    Luiz Carlos foi justamente um dos atendidos pelo Clube do Otimismo, onde estabeleceu uma grande amizade com Robson. “Curtinho”, como é conhecido, tem 79 anos e está em tratamento de Alzheimer.

    “Eles sempre formaram essa dupla dinâmica no esporte. Quando se formaram os primeiros times de basquete [em cadeira de rodas], meu tio foi o primeiro cestinha brasileiro, e o Luiz Carlos acompanhou. Foi um grande escudeiro do Clube do Otimismo. Ele [Luiz Carlos] também trabalhava com técnicas para recuperação das rodas das cadeiras. Nas disputas internacionais, dava sempre o apoio técnico para conserto”, recordou Paulo Robson de Almeida, sobrinho de Robson, em entrevista à EBC.

    Robson e Luiz Carlos foram aos Jogos de Toronto competir no basquete em cadeira de rodas e acabaram convidados para o lawn bowls – na época, era possível participar de mais de uma modalidade. A dupla brasileira fez bonito no Etobicoke Lawn Bowling Club e assegurou o segundo lugar, atrás dos australianos Eric Magennis e Bruce Thwaite. Os britânicos David Avis e Michael McCreadie completaram o pódio.

    “O Robson jogava o boliche tradicional, com a pista de madeira. E fazia vários strikes [quando todos os pinos são derrubados em uma única jogada]. Então, ele já tinha certa prática para segurar a bola. Mas o Luiz Carlos foi de primeira””, contou Paulo Robson.

    A história brasileira no movimento paralímpico mudou significativamente desde a medalha histórica de 1976. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi criado em 1995. Três anos depois, a entidade foi incluída no Sistema Nacional do Desporto por meio da Lei 9.615, conhecida como Lei Pelé.

    A medida possibilitou a entrada do CPB na Lei 10.264, chamada Lei Agnelo Piva, de 2001, que passou a distribuir 2% (atualmente 2,7%) dos recursos de loterias federais para financiamento do esporte. Desse percentual, 15% são direcionados ao paradesporto. Os demais 85% vão para o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

    Em 2016, surgiu o CT Paralímpico, uma das principais estruturas esportivas do país, considerada um legado dos Jogos do Rio de Janeiro. Além do impacto direto na evolução dos resultados do Brasil em Paralimpíadas, o centro de treinamento se tornou um polo de formação de atletas por meio da iniciação em modalidades adaptadas, de forma gratuita, a jovens de 7 a 17 anos com deficiências física, visual e intelectual.

    “Ele [Robson] lutava para as empresas admitirem [pessoas com deficiência], que tivessem uma política de acreditar que aquela pessoa era capaz de trabalhar. A gente teve nele o exemplo desse espírito, e o esporte foi a consequência. O que estamos comemorando é a realização de um sonho. A luta dele é a de todos nós”, concluiu Noêmia.

  • Votos em branco e nulos não interferem no resultado das urnas

    Votos em branco e nulos não interferem no resultado das urnas

    Uma dúvida frequente em períodos eleitorais é o que acontece quando o eleitor vota em branco ou nulo. Embora exista diferença formal entre os dois, votos em branco e votos nulos não entram no cálculo dos votos válidos e não interferem no resultado das eleições. E não existe possibilidade de cancelamento do pleito, caso mais da metade dos eleitores decida anular seu voto.

    Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele no qual o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Tecnicamente, o voto em branco ocorre quando o eleitor pressiona a tecla “branco” e depois a tecla “confirma” na urna eletrônica. Antes do surgimento do sistema eletrônico, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco.

    Já o voto nulo é registrado quando o eleitor digita um número inexistente na urna e confirma a operação.

    O consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni explica que esses votos não entram na contagem dos votos válidos, utilizada para definir o resultado das eleições. Segundo ele, essas opções não produzem efeitos sobre o cálculo eleitoral.

    — A diferença, nesses casos, se refere apenas à forma como cada eleitor deseja invalidar o próprio voto. Pode-se afirmar, do ponto de vista político, que o voto em branco traduz mais o desinteresse do eleitor pelas eleições, enquanto o voto nulo simboliza a rejeição a todos os candidatos apresentados. Mas, do ponto de vista prático, os dois votos são considerados não válidos e não afetam o resultado das eleições — disse o especialista em entrevista à Agência Senado.

    Revogação

    Até 1997, os votos em branco afetavam os resultados das eleições proporcionais (para deputados federal, estadual e distrital, além de vereador). Segundo Guerzoni, esses votos eram considerados válidos para o cálculo do quociente eleitoral. Ou seja, podiam pesar para excluir um partido político da distribuição das vagas.

    A previsão foi revogada pela Lei 9.504, de 1997, e os votos em branco, assim como os nulos, deixaram de ser contados para esse fim.

    — Igualmente, os votos brancos e nulos não são contados para a realização do segundo turno das eleições para presidente da República, governador e prefeito, que foi instituído pela Constituição de 1988. Assim, o eleitor que vota branco ou nulo está, efetivamente, se abstendo de participar do resultado das eleições, deixando a decisão para os demais eleitores.

    Guerzoni esclarece também que o resultado da eleição não é alterado caso mais de 50% do eleitorado decida anular o voto. Segundo o consultor, a definição do resultado eleitoral considera apenas os votos válidos.

    — Do ponto de vista do direito eleitoral, nada acontece se metade dos eleitores anular seu voto. Claro que, do ponto de vista político, se isso ocorrer, poderá gerar debate sobre a legitimidade dos eleitos. Vale registrar que o Código Eleitoral prevê a anulação da eleição quando a Justiça Eleitoral declarar a nulidade de mais da metade dos votos dados a candidatos em um determinado pleito. Esse comando, entretanto, somente se aplica aos votos anulados pela Justiça Eleitoral por algum tipo de vício. Não se aplica aos votos nulos depositados pelo eleitor.

    Manifestação legítima

    Guerzoni ressalta que votos em branco e nulos não produzem efeitos sobre o resultado eleitoral. Segundo ele, essas opções podem representar uma forma de manifestação política do eleitor.

    — Formalmente, os candidatos serão eleitos pelos votos dos demais eleitores, independentemente da sua quantidade. Ou seja, votar branco ou nulo é um registro político absolutamente legítimo, mas, no nosso sistema eleitoral, significa abrir mão de decidir quem será eleito. Entendo que essa decisão só cabe ao eleitor. Só acho importante que ele saiba do significado e dos limites de tomar essa decisão — afirma.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    Fonte: Agência Senado

  • Carreta com mais de 500 kg de skank é interceptada em Parintins

    Carreta com mais de 500 kg de skank é interceptada em Parintins

    Uma operação da Polícia Militar resultou na apreensão de mais de **500 quilos de maconha do tipo skank escondidos na estrutura de uma carreta, no município de Parintins, no interior do Amazonas. Segundo a corporação, esta é a maior apreensão de drogas já realizada pelo 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

    A Polícia Militar estima que a apreensão tenha causado um prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões às organizações criminosas.

    Denúncia levou policiais até a carga

    De acordo com a PM, a operação teve início após os policiais receberem informações de que uma grande quantidade de drogas estaria sendo transportada em uma embarcação com destino à região de Parintins.

    Com base na denúncia, as equipes montaram uma operação e interceptaram a carga logo após uma balsa atracar em uma comunidade próxima ao município.

    A carreta foi conduzida até a sede do 11º BPM, onde passou por uma inspeção detalhada.

    Droga estava escondida na estrutura da carreta

    Durante a vistoria, os policiais encontraram os tabletes de skank escondidos em diferentes compartimentos da estrutura metálica da carreta.

    Para retirar todo o material, foi necessário o apoio do Corpo de Bombeiros, que utilizou equipamentos para cortar partes da estrutura do veículo. Conforme a PM, a droga estava prensada e distribuída em diversos pontos da carreta, em uma tentativa de dificultar a fiscalização.

    Proprietário será ouvido

    O proprietário da carreta deverá prestar depoimento à polícia para esclarecer como o veículo foi utilizado no transporte da carga ilícita.

    Segundo a Polícia Militar, caso seja comprovado que ele tinha conhecimento e participação no transporte da droga, poderá responder criminalmente por delitos relacionados ao tráfico de drogas.

    A apreensão é considerada a maior já registrada pelo 11º BPM de Parintins. Ainda conforme a corporação, a segunda maior apreensão de entorpecentes da história da unidade também ocorreu em 2026.

  • Empresas devem facilitar vacinação de trabalhadores contra o sarampo

    Empresas devem facilitar vacinação de trabalhadores contra o sarampo

    Após o registro de 16 casos de sarampo em São Paulo, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) divulgou alerta reforçando a importância da vacinação entre os trabalhadores, para prevenir surtos em ambientes laborais e nas comunidades onde vivem. 

    A entidade também pediu que as empresas facilitem o acesso dos profissionais aos serviços de vacinação e promovam campanhas educativas, com informações baseadas em evidências científicas.

    O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível, cuja prevenção depende, fundamentalmente, da vacinação. Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus, casos importados e surtos localizados continuam sendo registrados, o que demonstra a importância de o país manter altas coberturas vacinais. Este ano, 19 registros já foram confirmados.

    A entidade recomenda que todos os trabalhadores verifiquem sua situação vacinal e procurem uma unidade básica de saúde caso não tenham comprovante de vacinação contra a doença ou tenham dúvidas sobre o esquema recebido.

    Um alerta também foi feito aos médicos do trabalho. Durante consultas ocupacionais, exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho ou demissionais, esses profissionais devem orientar os trabalhadores sobre a importância da vacinação e esclarecer dúvidas, especialmente entre profissionais da saúde e outros grupos com maior risco de exposição.

    Vacinação

    A principal vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra a caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. O Programa Nacional de Imunizações prevê que todas as crianças recebam uma dose aos 12 meses de idade. Aos 15 meses, devem ser vacinadas com a tetra viral, que previne também contra a varicela.

    Todas as pessoas de 1 a 29 anos que não possuam comprovante de vacinação com duas doses devem receber o esquema básico ou completá-lo.

    Entre 30 e 59 anos, a vacinação das pessoas sem histórico comprovado é feita com apenas uma dose. No entanto, os trabalhadores da saúde devem comprovar duas doses da vacina, independentemente da idade, em razão do maior risco de exposição ocupacional.

    Em situações específicas definidas pelas autoridades sanitárias, como ações de bloqueio vacinal, varredura em áreas delimitadas ou viagens para locais com surto ativo, crianças de 6 a 11 meses e 29 dias podem receber a chamada “dose zero”, que não substitui as doses previstas no calendário regular.

    A vacina só é contraindicada para gestantes, crianças menores de 6 meses, pessoas com imunossupressão grave ou com histórico de reação alérgica grave a algum dos componentes.

  • CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai

    CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai

    O indicador que mede a proporção de famílias que têm dívidas, em atraso ou não, chegou a 82% em julho, marcando o maior patamar já registrado pelo sexto mês seguido. Em junho, o índice era 81,6%; enquanto, em julho do ano passado, 78,5%.

    No entanto, a parcela de famílias com dívidas atrasadas, a chamada inadimplência, recuou para 29,8% em julho. No mês anterior, estava em 29,9%, e, há um ano, em 30%.

    O tempo médio de pagamento em atraso das contas ficou em 64,6 dias em julho, mostrando trajetória de queda desde abril, quando estava em 65,1 dias.

    Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    O levantamento é feito com 18 mil famílias de todo o país. São levadas em consideração dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

    Orçamento comprometido

    A pesquisa mostra que as famílias têm, em média, 29,5% do orçamento atrelado a dívidas. O tempo médio de comprometimento com dívida ficou em 7,2 meses. Um ano atrás, era 7,1 meses.

    A CNC ressalta que dívida não é necessariamente um comportamento financeiro negativo, uma vez que é uma forma de direcionar dinheiro para o consumo, o que aquece a economia como um todo.

    No entanto, a instituição adverte que o índice de endividamento preocupa quando as famílias começam a apresentar dificuldade na capacidade de honrar os pagamentos.

    O levantamento revela que o cartão de crédito é o grande responsável pelo endividamento das famílias, chegando a mais de 85% dos endividados. Confira:

  • Cartão de crédito: 85,3%
  • Carnês: 16,1%
  • Crédito pessoal: 13%
  • Financiamento de casa: 9,6%
  • Financiamento de carro: 9%
  • Crédito consignado: 7,1%
  • Cheque especial: 3,4%
  • Outras dívidas: 2,5%
  • Cheque pré-datado: 0,2%
  • Faixas de renda

    Os números da CNC mostram que o endividamento está mais presente nas famílias de renda mais baixa: 84,9% dos lares que recebem até três salários mínimos têm dívidas.

    Já nas famílias com renda superior a dez mínimos, a proporção diminui a 72%.

    Em relação à inadimplência, a condição atinge 38,5% das famílias mais pobres e 15,1% das mais ricas.

    Redução da Selic

    A pesquisa de endividamento foi divulgada no dia seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciar a redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano.

    Os juros estão mantidos em patamar elevado como forma de combater a inflação, uma vez que juro alto encarece o crédito e, consequentemente, desestimula o consumo.

    Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a redução da taxa Selic é um passo importante para melhorar as condições de crédito, mas sem efeitos imediatos.

    “A decisão de reduzir os juros básicos tende a contribuir para a diminuição do custo das novas operações de crédito e para a renegociação de dívidas em condições mais favoráveis”, indica.

    Fabio Bentes pondera que o “elevado comprometimento da renda” mostra que a recuperação da capacidade de consumo das famílias será gradual.

    “A continuidade do processo de flexibilização monetária [queda dos juros], condicionada ao comportamento da inflação, poderá ajudar a aliviar o orçamento doméstico e reduzir a pressão financeira principalmente sobre as famílias de menor renda”, prevê.

    Projeção

    A CNC projeta que o indicador de endividamento das famílias deve seguir em alta nos próximos três meses, atingindo 82,6% em setembro. A mesma trajetória vale para o percentual de inadimplentes, fechando setembro em 30,3%.

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