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  • Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê

    Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê

    Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve suspensa a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê. A medida publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15) se aplica a desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos. 

    Segundo a Anvisa, a ação foi motivada pelo descumprimento de requisitos previstos na RDC nº 47/2013, identificado durante inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.

    Lotes afetados

  • Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido – antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.
  • Análises e restrição

    De acordo com a agência, os laudos apresentados pela empresa indicaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após essas datas, o que levou à restrição da medida apenas aos lotes mais antigos.

    Para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026. Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.

    Monitoramento no mercado

    A agência informou ainda que os produtos atingidos que já tenham sido distribuídos e estejam disponíveis no mercado devem seguir as tratativas acordadas com a empresa quanto à manutenção de ações de monitoramento sanitário.

    Entenda o caso

    A crise começou no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo.

    A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.

    O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.

    Bactéria

    A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, normalmente não causa problemas graves.

    No entanto, ela pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.

    Por isso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.

  • Guindaste AC 500 Terex desembarca em Parintins para montagem das alegorias do Boi Caprichoso

    Guindaste AC 500 Terex desembarca em Parintins para montagem das alegorias do Boi Caprichoso

    Guindaste AC 500 Terex desembarca em Parintins para montagem das alegorias do Boi Caprichoso

    A estrutura que dará suporte à montagem das alegorias do Boi Caprichoso para o Festival de Parintins começou a chegar neste domingo (14) à Praça de Concentração. O comboio percorreu as ruas da cidade transportando equipamentos que serão utilizados na montagem e nas apresentações do bumbá na arena.

    Entre os equipamentos desembarcados estão seis carretas com o guindaste AC500 Terex, manipuladoras, plataformas elevatórias e outros recursos necessários para a execução dos trabalhos.

    O conselheiro de arte, Zandonaide Bastos, destacou o início de uma nova etapa dos preparativos.
    “Já estamos com toda a logística pesada na Praça de Concentração para iniciar a montagem das alegorias. O Caprichoso vem que vem para ganhar esse festival”, afirmou.

    A chegada dos equipamentos foi acompanhada pelo presidente Rossy Amoedo, pelo engenheiro David Alencar e por Fábio Peso, responsável pelas operações de içamento. Segundo o presidente, a ampliação da estrutura busca assegurar mais agilidade durante o período de montagem.

    “Desembarcamos com mais equipamentos do que no ano passado. Isso vai ajudar nossos artistas a finalizar o trabalho com mais eficiência e segurança”, destacou Rossy.

    Pelo quarto ano consecutivo, a Tomiasi Logística de Projetos integra a operação do Boi Caprichoso. Especializada em içamento de cargas e projetos especiais, a empresa disponibiliza equipamentos e profissionais qualificados para atuar na montagem das alegorias.

    Representando a empresa, Lucélio Lobato ressaltou a parceria construída ao longo dos anos com o bumbá azul e branco.
    “É uma grande satisfação participar desse projeto mais uma vez. Agradecemos ao Boi Caprichoso pela confiança em nosso trabalho”, disse.

    Assessoria de Comunicação Boi Caprichoso

  • Mexilhões podem acumular microplásticos e transmiti-los a humanos

    Mexilhões podem acumular microplásticos e transmiti-los a humanos

    Mexilhões podem acumular microplásticos e transmiti-los a humanos

    Os mexilhões podem ser uma porta de entrada de microplástico no corpo humano, sugere estudo científico da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) publicado nesta segunda-feira (15). Esses moluscos vivem em costões rochosos na beira do mar e são apreciados em diversas receitas na gastronomia brasileira.

    A contaminação acontece porque esses seres, que fazem parte da dieta humana, se alimentam filtrando a água e não conseguem distinguir microalgas ─ seus alimentos naturais ─ de microplásticos, elementos poluidores de mares e rios.

    O estudo da Unirio foi publicado pela revista científica Ocean and Coastal Research (Pesquisa Oceânica e Costeira em inglês).

    Apesar de ser em língua estrangeira, a Ocean and Coastal Research é um periódico brasileiro editado pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). A divulgação foi feita em parceria com a Agência Bori, voltada a estudos científicos.

    Coleta na praia

    Para chegar às conclusões, os pesquisadores coletaram na Praia Vermelha, na zona sul do Rio de Janeiro, a espécie mexilhão marrom (Perna perna), muito popular na culinária.

    Os mariscos foram levados para um laboratório da universidade, onde foram simuladas condições ambientais.

    Para avaliar como os mexilhões filtrariam a água e se alimentariam de microalgas e microplásticos, eles foram divididos em três grupos.

    Foram oferecidas aos grupos três opções de solução na água: apenas de microalgas; apenas de microplásticos; e misturada de microalga e microplástico.

    A equipe analisou a água dos aquários após uma hora e constatou que os mexilhões consumiram os materiais de forma indiscriminada, conforme explicou à Agência Brasil a bióloga marinha e professora Raquel de Almeida Ferrando Neves, uma das coautoras do estudo.

    “A gente conseguiu identificar que eles não têm percepção, não conseguem diferenciar partículas naturais e partículas de plástico”.

    No tanque que continha a mistura, os mexilhões deixaram sobrar cerca de 48% das microalgas e 52% das esferas de plástico. Para os pesquisadores, os índices semelhantes comprovam a ausência de seletividade da espécie.

     

  • Confira os jogos desta segunda-feira pela Copa do Mundo 2026

    Confira os jogos desta segunda-feira pela Copa do Mundo 2026

    Confira os jogos desta segunda-feira pela Copa do Mundo 2026

    Copa do Mundo de 2026 terá, nesta segunda-feira (15), mais quatro partidas. Duas delas são válidas pelo Grupo H: Espanha e Cabo Verde se enfrentam em Atlanta, às 13h; e Arábia Saudita e Uruguai completam a rodada, às 19h, em Miami.

    Em Seattle, a Bélgica encara o Egito, às 16h, pelo Grupo G. Irã e Nova Zelândia fecham a rodada da chave em Los Angeles, às 18h.Grupo H

    Com dois campeões mundiais (Espanha e Uruguai) e duas de menor tradição (Arábia Saudita e Cabo Verde), o Grupo H tem como favorita a atual campeã europeia com seu elenco jovem e talentoso.

    A Espanha joga um futebol baseado em posse de bola, por meio do qual costuma impor ritmo e controle de jogo.

    A disputa mais acirrada será pela segunda colocação do grupo, o que dá ainda mais relevância para o confronto entre Arábia Saudita e Uruguai. Quem sair na frente terá boas chances de conquistar uma das vagas do grupo.

    Grupo G

    O Grupo G também tem uma equipe favorita: a Bélgica, por seu histórico recente em copas e torneios internacionais, além da qualidade ofensiva. Esta pode ser a última Copa para alguns integrantes da chamada “geração dourada” desse país.

    As demais equipes apresentam nível equilibrado, o que dificulta apontar favoritos. O Egito, de forte organização tática, costuma depender de alguns valores individuais. Irã e Nova Zelância têm, na defesa, seu espaço de maior qualidade.

  • Crimes contra a humanidade: Argentina quer extradição de ex-coronel suspeito da Venezuela

    Crimes contra a humanidade: Argentina quer extradição de ex-coronel suspeito da Venezuela

    Crimes contra a humanidade: Argentina quer extradição de ex-coronel suspeito da Venezuela

    O ex-coronel Ephraín Enrique Verdú Torrelles, que integrou o comando da Guarda Nacional Bolivariana, GNB, teve a extradição solicitada por um tribunal federal argentino.

    A medida decorre da investigação conduzida pela Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos sobre a Venezuela, que investiga abusos cometidos durante os protestos de 2014.

    Jurisdição universal

    Segundo a Missão, trata-se do primeiro pedido de extradição consequência de uma investigação sobre crimes contra a humanidade relacionados às manifestações contra o presidente Nicolás Maduro.

    O ex-coronel está detido na Espanha e enfrenta acusações de abuso e homicídio.

    O processo segue o princípio da jurisdição universal, que permite tribunais de outros países investigar e julgar crimes internacionais cometidos fora de seu território.

    Crimes contra humanidade

    Os relatórios produzidos pela missão documentam violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade ocorridos desde 2014.

    Os protestos, iniciados em fevereiro daquele ano, foram impulsionados pela escassez de alimentos, pela inflação e pelos altos índices de criminalidade.

    Com forte adesão de estudantes e líderes da oposição, o movimento tornou-se uma das maiores mobilizações populares da história recente do país.

    As investigações concluíram que a resposta estatal não se limitou a incidentes isolados de uso indevido da força policial, mas fez parte de um padrão de repressão planejado.

    Entre as táticas utilizadas pelo governo estavam o uso desproporcional de violência, a coordenação com grupos civis armados, prisões em massa e tortura.

    As forças de segurança alegadamente chegaram a empregar munição real contra manifestantes desarmados, resultando em mortes, além de permitir que milícias civis atacassem e intimidassem opositores.

    Centenas de estudantes e apoiadores da oposição foram detidos e submetidos a tortura, incluindo casos de violência sexual.

    Sistema de repressão

    De acordo com a missão, essas práticas revelam um sistema institucionalizado de repressão.

    Organizado pelos mais altos escalões do governo, tinham o objetivo de silenciar a dissidência e manter o controle político.

    As investigações também apontam para a existência de uma cadeia de comando que parte do Poder Executivo, com o envolvimento de setores do Judiciário, a participação da GNB, de agências de inteligência civis e militares.

  • Em 2026, milho (1ª safra) tem redução prevista de 58% no Amazonas

    Em 2026, milho (1ª safra) tem redução prevista de 58% no Amazonas

    Em 2026, milho (1ª safra) tem redução prevista de 58% no Amazonas

    A estimativa em maio da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 no Amazonas é de 60,1 mil toneladas. O resultado é 16,1% menor que o de 2025 (71,6 mil toneladas), uma queda de 11,5 mil toneladas. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

    A estimativa da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 é de 60,1 mil toneladas, um decréscimo de 16,1% em relação à safra de 2025. A soja e o arroz respondem por 85,6% da produção, com produção estimada de 51,5 mil toneladas. Em relação ao ano anterior, as culturas com maiores quedas previstas são o milho (1ª safra), com redução prevista de 59,6%; café canephora, com redução prevista de 42% e feijão (1ª safra), com redução de 22,4%. Essas três culturas têm produção prevista para 2026, respectivamente, de 7,5 mil toneladas;1,4 mil tonelada e 1 mil tonelada. Apenas duas culturas têm previsão de aumento na produção: tomate, com aumento previsto de 6,8% (47 toneladas) e laranja, com aumento de 5,6% (3 mil toneladas).

    Já na área a ser colhida, há aumentos previstos de 5,5% na da laranja e 4,1% na do tomate, e declínios em oito das doze culturas pesquisadas, sendo as maiores reduções em área colhida do milho (1ª safra) (58%), do café canephora (47,1%) e do feijão (1ª safra) (20,8%). As culturas com as maiores áreas colhidas previstas são a mandioca (73,7 mil ha), a soja (11,5 mil ha) e a banana (9,5 mil ha).

    Em se tratando de rendimento médio, a previsão é de que duas culturas tenham aumentos significativos: cacau, com aumento previsto de 13,8% (79 kg/ha) e café canephora, com aumento de 9,6% (141 kg/ha). O restante das culturas investigadas tem previsão de aumento no rendimento médio pouco significativo ou nenhum aumento no rendimento, com exceção do milho (1ª safra), que tem redução prevista de 3,5% e feijão (1ª safra), com redução no rendimento médio de 1,9%.

    Sobre o LSPA

    Implantado em novembro de 1972, o LSPA fornece estimativas mensais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento médio dos produtos agrícolas mais importantes. O levantamento permite acompanhamento de cada cultura investigada, desde a intenção de plantio até o final da colheita e, ainda, o prognóstico da próxima safra, com base em levantamentos específicos em outubro, novembro e dezembro. Acesse os dados no Sidra. A próxima divulgação do LSPA, referente a fevereiro de 2026, será em 13 de março.

  • Acnur enfatiza queda inédita de 3% no deslocamento forçado em uma década

    Acnur enfatiza queda inédita de 3% no deslocamento forçado em uma década

    Acnur enfatiza queda inédita de 3% no deslocamento forçado em uma década

    O deslocamento forçado caiu pela primeira vez em uma década, mas quase 118 milhões ainda é um número alarmante. O alerta é feito pelas Nações Unidas no relatório anual “Tendências Globais”, publicado nesta quinta-feira em Genebra.

    O estudo revela que 2025 fechou com 117,8 milhões de pessoas vivendo nessa situação, ou 3% abaixo do total global de pessoas forçadas a deixar suas casas no ano anterior devido a conflitos e perseguições.

    Sinal de esperança

    A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, diz que apesar de ser um sinal de esperança, a crise humanitária global segue em níveis inaceitáveis. A queda foi estimulada pelo retorno às terras de origem e a obtenção de cidadanias.

    Os novos dados abarcam o número cumulativo de refugiados, candidatos a asilo e deslocados internos em nível global no final de 2025. Destes, cerca de 41,6 milhões são refugiados, sendo que 40% deles são crianças.

    No ano passado, estima-se que 5,4 milhões de pessoas cruzaram fronteiras internacionais em busca de refúgio. Destas, 70% vivem no exílio há cinco ou mais anos, a maioria retida em campos improvisados em nações de baixa e média renda.

    Brasil na liderança na América Latina 

    O levantamento cita ainda o Brasil como uma liderança humanitária fundamental na América Latina. É o único país de língua portuguesa que vem mencionado pelo Acnur como “integrante da linha da frente do acolhimento regional de refugiados”.

    No território brasileiro estão abrigados atualmente cerca de 699 mil pessoas deslocadas, consolidando a posição do país como o terceiro maior anfitrião do continente.

    Além disso, o Brasil registou um crescimento expressivo de 11% no número de novos pedidos de asilo individuais, totalizando 75,6 mil solicitações, o que reflete “a confiança internacional nas políticas de acolhimento”.

    Alinhado com os esforços regionais de inclusão, o país foi ativo nas campanhas de registro civil e concessão de identidade legal. Essas ações garantiram a documentação de mais de 32,2 mil nascidos, assegurando direitos básicos e dignidade aos novos cidadãos.

    Novas e antigas guerras

    Mesmo com o declínio global, novas e velhas guerras continuam a arrasar populações civis de forma desigual, segundo a publicação do Acnur.

    No caso do Sudão, a atual guerra civil causou o maior deslocamento interno global ao forçar 9,1 milhões de pessoas a fugir de suas casas. Países como Colômbia, Síria, Iêmen e Afeganistão integram as nações com as maiores populações deslocadas.

    Em relação ao acolhimento, a Colômbia, a Alemanha e a Turquia lideram a lista, abrigando mais de 2 milhões de refugiados cada um. Nas projeções para 2026, a instabilidade contínua faz prever sinais de piora.

    Com a eclosão da guerra no Irã em fevereiro, um total de 3,2 milhões de pessoas se deslocaram até março no país do Oriente Médio. Além disso, até meados de maio, 1 milhão de pessoas foram deslocadas dentro do Líbano.

    Retornos em níveis históricos e peso da apatridia

    O Acnur realça ainda o dilema dos retornos em níveis históricos e o peso da população que continua sem nacionalidade, conhecida como apátrida.

    Em 2025, 4,4 milhões de refugiados voltaram para seus países, sendo que 90% deles regressaram para Síria, Afeganistão e Sudão. Foi o segundo maior movimento de retorno em seis décadas.

    No entanto, a ONU alerta que muitos deles retornaram sob extrema pressão, sem infraestrutura básica ou dignidade.

    Já em relação aos apátridas, milhões de pessoas continuam sem nacionalidade reconhecida. Os rohingya de Myanmar formam o maior grupo. Em 2025, apenas 46 mil cidadãos desta minoria conseguiram adquirir uma cidadania.

    O relatório aponta uma queda drástica no número de refugiados reassentados de forma permanente em países terceiros. São menos de 188 mil. O apelo da ONU é para que os governos criem rotas legais e seguras de migração em nível global.

    A meta do Acnur é, até 2035, baixar pela metade o número de refugiados dependentes de ajuda humanitária de longo prazo, “transformando a sobrevivência em autossuficiência e dignidade real”.

  • Degelo da Antártica influencia toda a sociedade brasileira, diz especialista

    Degelo da Antártica influencia toda a sociedade brasileira, diz especialista

    Degelo da Antártica influencia toda a sociedade brasileira, diz especialista

    Apesar de parecer distante do Brasil, a Antártica, o continente gelado, tem uma relação muito forte com o regime de chuvas na nação lusófona da América do Sul.

    Em entrevista para a ONU News, o pesquisador marinho e professor Ronaldo Christofoletti, explicou que com o derretimento cada vez mais rápido do gelo na Antártica, aumenta o nível do mar. Este fenômeno, por sua vez, além de ameaçar zonas costeiras, cria distúrbios no clima brasileiro.

    Desregulação da relação do oceano com a atmosfera

    “Os últimos quatro anos são recordes de degelo da Antártica. E aí isso influencia drasticamente toda a sociedade brasileira. Porque a gente está falando de mais água no oceano e uma desregulação da relação do oceano com a atmosfera, que faz alterar as frentes frias. Frente fria regula o clima no Brasil, regula o agronegócio, regula o ciclo de chuva. Então, seja pela água, seja pelo ar, quando o oceano está mais quente, que é o outro dado que o relatório traz, as ondas de calor no oceano, os momentos dele mais quente estão cada vez mais frequentes e trazem impactos. Basta a gente ver o super El Niño. O El Niño É um fenômeno natural, mas que está vindo agora com muito mais força”.

    Christofoletti foi um dos 25 autores da Terceira Avaliação Global dos Oceanos, WOA-3, divulgada nesta semana pelas Nações Unidas para marcar o 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos.

    O pesquisador enfatizou que existe uma conexão invisível entre Amazônia, Pantanal, Pampas e Antártica.

    Conexões da Amazônia à Antártica

    “A chuva que cai na Amazônia, ela vem da umidade do oceano, que é trazida pelos ventos ali na região norte. Chove na Amazônia. A Amazônia manda água de volta, evapora pelas árvores quando elas transpiram a água para a atmosfera. Essa água, tem um ciclo na atmosfera que ele é anti-horário. Então ele vem descendo, pelo contrário do relógio. E isso é o que forma os chamados rios aéreos da Amazônia. Eles trazem essa umidade e ela vai fazendo chover no Centro-Oeste, no Sudeste, no Sul do país. Mas o que principalmente, faz aumentar a chuva é quando vem lá da Antártica as frentes frias”.

    Christofoletti resumiu dizendo que com mares mais altos e mais quentes, tem mais água na atmosfera. A Amazônia faz seu papel distribuindo essa umidade pelo país, mas quando ela encontra frentes frias, as chuvas podem se tornar tragédias, como ocorreu no Rio Grande do Sul, em 2024, e mais recentemente no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

    Nesse sentido, o pesquisador enfatizou que a desregulação do clima na Antártica traz consequências preocupantes em solo brasileiro, prejudicando o agronegócio, a qualidade do ar e criando condições para novos desastres.

    Ele lembrou que 70% do planeta é água e, dessa água, mais de 97% é oceano, ressaltando que cuidar melhor da saúde dos mares é fundamental para todas as atividades humanas em Terra.

  • Documentário amazonense ‘Anamã, a Veneza da Amazônia’ é finalista da Mostra Oficial Saberes Amazônicos, em Boa Vista

    Documentário amazonense ‘Anamã, a Veneza da Amazônia’ é finalista da Mostra Oficial Saberes Amazônicos, em Boa Vista

    Documentário amazonense ‘Anamã, a Veneza da Amazônia’ é finalista da Mostra Oficial Saberes Amazônicos, em Boa Vista

    O filme “Anamã, a Veneza da Amazônia”, dirigido pelo jornalista amazonense Orlando Júnior, da La Xunga Produções, está entre os finalistas da primeira edição do FestCine Saberes Amazônicos, em Boa Vista. A obra audiovisual, que concorre na categoria “Documentário Nacional” na  Mostra Oficial Saberes Amazônicos, vai ser exibida na noite desta sexta-feira (12/06), no Centro Amazônico de Fronteiras da Universidade Federal de Roraima.

    O curta-metragem de 20 minutos foi gravado em 2021, durante uma das maiores enchentes que aconteceu nos rios da bacia amazônica. A produção mostra a rotina da cidade, que, nos últimos dez anos, vem sofrendo os impactos da cheia do rio Solimões.

    Para o diretor Orlando Júnior, a seleção representa uma importante oportunidade de ampliar a circulação da produção audiovisual realizada na região Norte e fortalecer narrativas construídas a partir do olhar de quem vive na Amazônia.

    “Estar entre os finalistas de uma mostra dedicada aos saberes amazônicos é um reconhecimento muito significativo. O filme conta histórias da nossa gente, valorizando a identidade, a memória e a relação profunda que as comunidades mantêm com o território”, afirma Orlando Júnior.

    “O documentário sobre Anamã no FestCine Saberes Amazônicos leva para novos públicos uma narrativa que evidencia a singularidade de um município marcado pelas águas e pela força de seu povo”, acrescenta o diretor.

    Em 2025, “Anamã, a Veneza da Amazônia” conquistou o prêmio de “Melhor Filme” pelo Júri Popular no 9º Curta Canedo – Festival Nacional de Cinema de Senador Canedo, em Goiás, considerado o maior festival de cinema do Centro-Oeste. A obra também integrou a programação da Mostra Ocupa CCVM – Amazônia em Foco, realizada no Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís, da 2ª Mostra de Cinema Amazônico de Boa Vista e do Cabé – Cinema a Céu Aberto, em Manaus, em 2024.

    Além de Orlando Júnior, que assina a direção, roteiro e direção de fotografia, o projeto tem imagens de Leandro Nunes, captações aéreas de Fernando Crispim, Michael Dantas e Bruno Kelly, que também assina o making of e fotos still. A arte é de Jayth Chaves Neto, montagem e finalização de Fernando Crispim e apoio de Jânio Moraes Braga. A assessoria de imprensa é de Manuella Barros e a gestão das redes sociais fica a cargo de Luana Pedrosa.

    Curadoria

    A Mostra Oficial Saberes Amazônicos reúne produções de diferentes estados da Amazônia Legal e tem como proposta promover o intercâmbio cultural, incentivar a produção independente e ampliar a visibilidade de obras que abordam temas relacionados ao patrimônio cultural, à diversidade e às questões socioambientais da região.

    Segundo Éder Santos, membro da Comissão Organizadora do FestCine Saberes Amazônicos, a seleção reconhece produções audiovisuais que valorizam os conhecimentos, as identidades e os modos de vida dos povos da Amazônia.

    “É o primeiro festival de cinema de Roraima e nós conseguimos, pela chamada pública, receber 90 inscrições de todos os estados brasileiros, de todas as regiões brasileiras, e foi muito importante, do ponto de vista da curadoria e também do júri, encontrar obras maravilhosas de excelente qualidade técnica, a filmografia e também a cinematografia com uma qualidade e com uma estética que vale a pena assistir, contemplar o que os nossos realizadores, com muito esforço, muita qualidade, têm feito e proposto”, pontua Éder Santos.

    “É um privilégio muito grande fazer parte dessa construção histórica, na qual foram selecionados filmes e curtas importantes para representar a imagem positiva dos povos da Amazônia e, notadamente, tratar de temas que nos interessam, das histórias e os dramas do povo que vive na região norte”, completa.

    La Xunga

    A La Xunga Produções foi fundada em fevereiro de 2014 e tem no comando Orlando Júnior, Fernando Crispim e Manuella Barros.  A produtora atua em diversos segmentos do audiovisual, como produção de filmes de ficção, documentário, publicidade, jornalismo, institucionais, lives, shows e videoclipes.

    Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, a La Xunga registrou as dificuldades que surgiram por todo o Amazonas e estados vizinhos, colaborando com diversas agências de notícias nacionais e internacionais.

  • Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

    Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

    Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

    Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

    Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.

    “Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.

    Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”

    Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.

    Renda domiciliar mensal

    Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.

    No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.

    Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.

    O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.

    10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres

    O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.

    Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”

    Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”

    Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda – que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”

    Desigualdade no mapa

    Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).

    As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).

    As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.

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