Blog

  • Linha de ônibus A032 volta a atender o bairro Nova Cidade e técnicos de transporte acompanham retorno da operação

    Linha de ônibus A032 volta a atender o bairro Nova Cidade e técnicos de transporte acompanham retorno da operação

    Linha de ônibus A032 volta a atender o bairro Nova Cidade e técnicos de transporte acompanham retorno da operação

    Em visita à zona Norte da cidade, técnicos do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) acompanharam o retorno da operação da linha A032 à comunidade Itaporanga, no bairro Nova Cidade, nesta quinta-feira, 18/6. A medida integra as ações da Prefeitura de Manaus para a infraestrutura de mobilidade urbana da capital.

    O diretor de Transporte do IMMU, Antônio Costa Neto, acompanhou o retorno da linha e conversou com moradores para registrar demandas e avaliações sobre a prestação do serviço.

    “A linha A032, que atende a comunidade Itaporanga, passa pelos bairros João Paulo e Manoa, ligando até a Estação 4, na avenida Max Teixeira. A partir desse ponto, a comunidade tem acesso a toda a cidade de Manaus. É mais uma ação da prefeitura para levar o transporte coletivo para todos que precisam”, afirmou o diretor.

    Com a ampliação do percurso, os residentes locais passam a contar com mais uma opção de acesso ao sistema de transporte coletivo. A medida foi viabilizada após o recapeamento executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), como parte da manutenção da malha viária urbana da região.

    “Eu moro aqui perto e meu filho depende desse ônibus, porque ele chega mais ou menos a esta hora. Quando estávamos sem o transporte, ele precisava vir a pé no sol, na chuva, mesmo com febre e gripado”, comentou a moradora Jucélia dos Santos.

    Segundo o IMMU, a iniciativa resulta da atuação integrada dos órgãos municipais voltada à qualificação dos serviços públicos, com o objetivo de garantir acessibilidade à população.

  • Sisu+: inscrições para concorrer a vagas do 2º semestre terminam hoje

    Sisu+: inscrições para concorrer a vagas do 2º semestre terminam hoje

    Sisu+: inscrições para concorrer a vagas do 2º semestre terminam hoje

    Os candidatos interessados nas vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu+), a etapa inédita e complementar do Sisu, podem se inscrever até as 23h59 desta sexta-feira (19), no horário de Brasília.

    Os estudantes devem ter participado de uma ou mais edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e ter concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026.

    O sistema amplia as chances de acesso à educação superior pública dentro do mesmo processo seletivo, porque oferece eventuais vagas disponíveis para ingresso no segundo semestre de 2026 em instituições públicas de ensino superior que aderiram ao processo

    Nesta primeira edição do Sisu+, 34 instituições, como universidades e institutos federais, aderiram ao processo seletivo.

    Inscrições

    Para se inscrever no Sisu+, os interessados devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

    No momento da inscrição, o candidato poderá escolher até dois cursos, de modo independente das escolhas feitas em janeiro deste ano.

    Se necessário, os estudantes que participaram da etapa regular podem atualizar informações socioeconômicas e alterar modalidades de concorrência.

    É preciso indicar a primeira e segunda opção de preferência dos cursos. Até o fim do período de inscrição, o candidato pode alterar sua inscrição quantas vezes quiser.

    Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.

    Confira o passo a passo para inscrição informado pelo Ministério da Educação (MEC):

    – acesse o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior;

    – faça o login na plataforma com a sua conta Gov.br;

    – informe todos os dados de cadastro, como informações de contato, nome social e endereço;

    – preencha o questionário de informações sociais e econômicas para que o MEC possa identificar as modalidades de cotas disponíveis;

    – escolha o curso e a instituição desejadas;

    – o sistema considerará a maior nota desde o Enem 2023 para classificar o candidato;

    – com curso e opções definidos, e após verificar as modalidades de vagas disponíveis, é só confirmar a escolha e a inscrição no Sisu+ estará concluída.

    Notas de corte

    As notas de corte para a vaga pretendida já podem ser consultadas diretamente nas páginas do Sisu Aluno e do Sisu Vagas. As notas devem ser utilizadas pelos candidatos apenas como uma referência da situação em que se encontram para a vaga selecionada e não como uma garantia de seleção, avisa o MEC.

    Restrições

    Se o candidato aprovado na chamada regular do Sisu 2026 estiver matriculado em curso de graduação de instituição pública de ensino superior, pode participar normalmente do Sisu+, desde que opte por apenas uma das vagas, pois a legislação proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente.

    Cronograma do Sisu+

    A divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados será feita em 24 de junho na página eletrônica do Sisu.

    Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.

    De acordo com o edital, o processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho.

    Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.

    O que é o Sisu+

    Coordenado pelo MEC, o Sisu regular tem o objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior em instituições públicas que aderiram ao processo seletivo.

    Já o Sisu+ não constitui novo processo seletivo, mas sim uma extensão do Sisu 2026. Foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente a fim de aperfeiçoar a seleção de candidatos a vagas no ensino superior.

    O ministério projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, onde o estudante é admitido, mas desiste da vaga ou muda de área, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas.

    Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.

  • Plataformas passam a exigir autorização para remunerar menores

    Plataformas passam a exigir autorização para remunerar menores

    Plataformas passam a exigir autorização para remunerar menores

    Crianças e adolescentes agora precisam de autorização judicial em casos de exposição comercial nas redes sociais, tanto em rede própria quanto em canais de adultos. A determinação começou a valer nesta semana e está prevista no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.

    A norma determina que, caso os chamados influenciadores mirins não tenham o alvará, os conteúdos devem ser suspensos imediatamente pelas plataformas digitais, enquanto a situação não for regularizada.

    Além disso, as redes digitais, como YouTube, Instagram, Facebook, TikTok, Twitch e Kwai, não podem monetizar (pagar por visualizações/anúncios) ou impulsionar conteúdos que explorem, de forma habitual, a imagem ou a rotina de crianças e adolescentes sem autorização judicial.

    Apesar de o ECA Digital estar em vigor desde março, a legislação deu três meses para a estas normas relacionadas às plataformas digitais começarem a valer.

    O ECA digital também proíbe que os serviços de tecnologia da informação veiculem, monetizem ou impulsionem conteúdos que exponham crianças ou adolescentes a situações violadoras, erotizadas, vexatórias, degradantes ou publicidade vedada.

    Na última sexta-feira (12), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) encaminhou um ofício às principais plataformas digitais com recomendações para adequação à nova legislação, na parte que trata das atividades artísticas online de crianças e adolescentes.

    Entre as recomendações, está a de que as plataformas notifiquem todos os perfis sobre a obrigatoriedade de autorização judicial para conteúdos remunerados e adotem meios de verificação dos que já possuem alvará para atividade artística de crianças e adolescentes.

    Porém, nos primeiros meses de vigência da norma, admite-se, temporariamente, o comprovante de protocolo do requerimento para justificar a regularização em curso.

    Padronização

    Instituído em abril deste ano para criar propostas de regularização e fiscalização da atividade artística de crianças e adolescentes em ambientes digitais, o Comitê Consultivo elaborou relatório com diretrizes para garantir que a exposição virtual não prejudique o desenvolvimento do menor.

    Além disso, na próxima terça-feira (23), o Comitê Consultivo apresenta uma proposta para a padronização de alvarás será votada no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    A minuta de resolução prevê a criação do Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD), gerido pelo próprio poder público para permitir a fiscalização pelas autoridades e o controle social.

    Primeiramente, o juiz responsável pela concessão da autorização judicial poderá estabelecer condições para proteger a saúde física, mental e emocional da criança ou do adolescente e preservar sua privacidade e dados pessoais. 

    Entre as novas regras sugeridas ao CNJ no documento estão:

  • A solicitação deve ser feita na Vara da Infância e da Juventude da cidade onde a criança mora, para facilitar a fiscalização local
  • Alvarás não são mais vitalícios ou por tempo indeterminado. Os documentos passam a ter validade máxima de 12 meses para crianças e até 18 meses para adolescentes
  • Alvarás emitidos antes da entrada em vigor da norma permanecerão válidos até o término da vigência
  • as condições previstas na autorização judicial, como frequência escolar, devem ter o cumprimento acompanhado
  • as regras valerão para todas as crianças brasileiras, mesmo que morem fora do país;
  • O Ministério da Justiça destaca que os alvarás podem ser revistos ou cancelados a qualquer momento pelo juiz na Vara da Infância e da Juventude.

    Modelo unificado

    Para que o juiz conceda o alvará, o pedido ao poder judiciário deve preencher os seguintes critérios de proteção, entre eles, direitos trabalhistas e garantias educacionais:

  • Consentimento: a própria criança ou adolescente precisa concordar com a atividade
  • Frequência escolar: comprovação de matrícula no ano letivo e garantia de que a rotina de gravações e publicações é compatível com a de estudos
  • Proteção econômica: os rendimentos financeiros obtidos com a atividade digital devem ser revertidos diretamente em favor da criança ou adolescente para segurança econômica desse público. A sugestão é que os valores sejam depositados em uma conta poupança ou aplicações de baixo risco, como o Tesouro IPCA+.
  • Limites de horas de trabalho e de conteúdo com a definição clara do que pode e do que não pode ser gravado
  • Em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o sistema só vai coletar, armazenar e exibir dados minimamente necessários para cumprir sua função, para proteger a identidade e a intimidade dos influenciadores mirins.
  • Modalidades de alvará

    Com base na proposta do Comitê Consultivo do Ministério da Justiça, a regulação do trabalho de influenciadores infantojuvenis foi dividida em duas modalidades de alvará:

  • Trabalho de publicidade tradicional adaptado à internet
  • Rotina de criação de conteúdo para canais e perfis de redes sociais que monetizam por mecanismos internos da plataforma
  • Fiscalização

    O sistema proposto permitirá a consulta automatizada na internet por plataformas, poder público e sociedade civil.

    As plataformas digitais poderão, por exemplo, checar instantaneamente se um canal que pediu monetização tem o alvará ou o prazo de validade de uma autorização judicial já emitida.

    Por sua vez, o poder público poderá, entre outros, cruzar dados para fiscalizar se as regras e condições do alvará estão, de fato, sendo cumpridas.

    O governo federal destaca que a concessão do alvará pelas varas judiciais da infância e juventude não afasta a atuação dos órgãos de fiscalização do trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho.

    Todos continuam responsáveis pela apuração de supostos casos de trabalho infantil irregular, fraude trabalhista, exploração econômica indevida e demais violações relacionadas às condições de trabalho, à saúde, à segurança e à remuneração.

  • Marcola e Deolane viram réus por lavagem de dinheiro do PCC

    Marcola e Deolane viram réus por lavagem de dinheiro do PCC

    Marcola e Deolane viram réus por lavagem de dinheiro do PCC

    A 3ª Vara de Presidente Venceslau aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e tornou réus a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e um dos líderes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Eles vão responder pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Além deles, outras três pessoas foram denunciadas pelos mesmos crimes: Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. O processo corre sob sigilo.

    De acordo com a denúncia, dois dos denunciados exerciam funções de liderança do PCC, enquanto os demais atuaram em diferentes etapas da engrenagem financeira responsável pela ocultação e circulação do dinheiro.

    Além de torná-los réus, a Justiça determinou ainda o bloqueio de bens de um dos envolvidos, que é apontado como operador de um esquema que usou uma transportadora para dissimular e reinserir recursos ilícitos do PCC na economia formal.

    As investigações identificaram a utilização da transportadora como empresa de fachada para movimentação dos recursos, além do emprego de depósitos fracionados, transferências por Pix, contas de terceiros e empresas interpostas para dificultar o rastreamento dos valores.

    Segundo o Ministério Público, as investigações foram feitas com base em mensagens extraídas de aparelhos celulares, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documentos bancários, comprovantes de depósitos e informações obtidas em operações anteriores relacionadas ao mesmo esquema.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Presos

    Deolane foi presa em maio pela Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro para o PCC. Atualmente, ela está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, a cerca de 667 km da capital paulista.

    Segundo as investigações, a influenciadora recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau, e fazia a lavagem do dinheiro da organização criminosa.

    Já Marco Herbas Camacho, o Marcola, está preso na Penitenciária Federal de Brasília.

    Outro lado

    Por meio de nota, o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, negou as acusações.

    Segundo o advogado, Marco Willians Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior estão custodiados em presídio federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, “submetidos a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia equívoco da acusação”.

    Já os investigados Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho alegam que o fato de terem vínculo familiar com os demais denunciados não poderia “ser confundido com participação criminosa, sendo inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude”.

    “A Defesa, diante da acusação apresentada, adotará todas as medidas processuais cabíveis para demonstrar a fragilidade da narrativa acusatória e a improcedência das imputações atribuídas aos constituintes, confiando que, ao final da regular instrução processual, a verdade dos fatos será devidamente reconhecida pelo Poder Judiciário”, escreveu Bruno Ferullo.

    A Agência Brasil também procurou a defesa de Deolane Bezerra, mas não teve sucesso e está aberta a acrescentar seu posicionamento.

  • Reduzir morte de albatrozes implica mudanças na pesca em alto-mar

    Reduzir morte de albatrozes implica mudanças na pesca em alto-mar

    Reduzir morte de albatrozes implica mudanças na pesca em alto-mar

    Os albatrozes e petréis ocupam o topo da lista de aves mais ameaçadas do planeta. O fato expõe uma crise de conservação sem precedentes, lembrada nesta sexta-feira (19), no Dia Mundial do Albatroz.

    A data marca o dia em que o Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis começou a vigorar. O objetivo é conscientizar o público sobre a biologia única dessas aves marinhas oceânicas e a urgência de protegê-las. Das 22 espécies de albatrozes existentes no mundo, metade frequenta águas brasileiras para buscar alimento e temperaturas mais amenas.

    A redução populacional tem ocorrido de maneira célere e desafia pesquisadores e governos, que tentam conter a captura incidental na pesca de espinhel.

    Essa técnica de pesca passiva usa uma longa linha principal (linha madre) repleta de linhas secundárias e anzóis iscados – geralmente com sardinha, cavalinha ou lula – para atrair peixes comerciais. O problema ocorre quando os albatrozes mergulham para fisgar essas mesmas iscas, acabam presos nos anzóis e morrem por afogamento.

    Cerca de 300 mil aves marinhas são capturadas incidentalmente pela pesca de espinhel todos os anos no mundo, sendo 30 a 40 mil albatrozes e petréis. Desse total, em torno de 4 mil albatrozes morrem no Brasil, capturados pela pesca de espinhel em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, basicamente.

    Segundo a fundadora e coordenadora-geral do Projeto Albatroz, a bióloga Tatiana Neves, a situação deixa claro que as frotas pesqueiras precisam adotar, de forma rigorosa e prática, medidas para mitigar o problema.

    “Muitas das espécies vêm declinando em ritmo muito acelerado, apesar dos esforços feitos em muitos países para reduzir a captura.”

    Projeto Albatroz

    O Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras desde 2006, dedica-se exclusivamente à conservação dessas aves. Apesar de darem a volta ao mundo em busca de alimento, os albatrozes passam todos os anos por águas brasileiras, interagindo com barcos pesqueiros.

    O projeto foi criado em 1990 por Tatiana, ao perceber o impacto global que a morte de cada uma dessas aves poderia causar. Naquela época, centenas de albatrozes eram capturados por embarcações de espinhel que faziam rotas no Sul e Sudeste do Brasil.

    Atualmente, há bases de pesquisa em quatro estados brasileiros. Em 2023, foi inaugurado o primeiro Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha em Cabo Frio (RJ), na Região dos Lagos fluminense. Lá, existem trilhas, ponto de observação e realização de atividades de educação ambiental em uma das regiões com maior ocorrência de albatrozes e petréis da costa brasileira.

    Mitigação

    Entre as medidas mitigadoras, estão:

  • Largada noturna dos anzóis;
  • Uso de pesos de chumbo nas linhas de pesca para que os anzóis afundem mais rapidamente;
  • Adoção do toriline – linha espanta-pássaros com fitas coloridas, colocada na parte traseira do barco, para evitar que os albatrozes se aproximem das iscas enquanto estão na superfície da água.
  • Segundo Tatiana Neves, se aplicadas de forma simultânea, essas medidas conseguem diminuir em até 90% a captura incidental dos albatrozes.

    “Parte dos pescadores implementa. Mas, na verdade, a gente não consegue monitorar se essas medidas estão sendo usadas em alto-mar ou não.”

    De acordo com a bióloga, para que o projeto ganhe força, é preciso que haja mais políticas públicas que implementem essas medidas.

    O Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis é a principal política pública brasileira para proteger essas aves marinhas. Coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e coexecutado pelo Projeto Albatroz, o plano objetiva mitigar a captura acidental pela pesca de espinhel e proteger áreas de reprodução.

    Fiscalização

    Já existem ações de fiscalização do uso dessas medidas, por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    No que se refere ao uso do sistema de pesos na linha, a bióloga afirmou que está dentro da legislação a utilização de um sistema de peso padronizado, que faz o anzol afundar mais rapidamente. Essa medida pode ser fiscalizada no porto.

    A maior dificuldade é quando há referência às outras duas medidas, que só podem ser verificadas em alto-mar. O toriline é uma delas. O máximo que o fiscal pode fazer no porto é ver se o toriline está a bordo.

    Uma forma de fazer isso, que já está sendo discutida pelo governo brasileiro, é o sistema de monitoramento por câmeras ou monitoramento eletrônico. O Programa Parceiros, do ICMBio testou, de forma pioneira, câmeras a bordo de barcos de pesca de atum em Natal (RN). O trabalho foi apresentado há cerca de um mês em Madri, Espanha, durante reunião da Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT, do nome em inglês).

    Essa comissão cuida da pesca em alto mar em todo o oceano Atlântico e no mar Mediterrâneo. “O trabalho brasileiro é pioneiro e super necessário que se implemente isso para a gente poder garantir o uso das medidas mitigadoras em alto-mar”, afirmou Tatiana.

    A terceira medida a ser fiscalizada é a largada noturna. O pescador tem que jogar o primeiro anzol depois que anoiteceu, após o crepúsculo náutico.

    Para fiscalizar o cumprimento dessa norma, o Ibama e o ICMBio desenvolveram uma forma de verificar o horário da largada através de satélite, porque as embarcações têm um equipamento que permite que elas possam ser rastreadas por esse sistema. Será usado para isso, com inovações, o Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite.

    Grupo de aves oceânicas mais ameaçadas do mundo, os albatrozes podem chegar a 3,5 metros de envergadura e passam a maior parte da vida em áreas remotas, planando sobre o oceano, e são vistas somente em alto-mar, fazendo parte da rotina de pescadores e pesquisadores. Por esse motivo, muitas pessoas desconhecem as ameaças à sobrevivência dessas aves e os desafios de sua conservação.

  • Projeto fortalece representatividade feminina na arte urbana de Parintins

    Projeto fortalece representatividade feminina na arte urbana de Parintins

    Projeto fortalece representatividade feminina na arte urbana de Parintins

    Mais do que transformar a paisagem urbana de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), o projeto “Parintins Galeria Cidade Aberta” tem se consolidado como um espaço de representatividade e valorização das mulheres na arte urbana. Em sua quinta edição, realizada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, a iniciativa destaca a presença feminina na criação dos murais que integram a programação do Circuito da Cultura 2026, durante o 59º Festival de Parintins.

    Neste ano, artistas mulheres ocupam um lugar de destaque no projeto, assinando obras que abordam ancestralidade, identidade, território e pertencimento.

    Entre os destaques está o mural “Yube e o ventre da sabedoria: a trama da mulher ancestral”, criado pelas artistas Day Cruz e Kamy Wará, que estreiam no projeto. Instalada nas proximidades da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, a obra propõe uma reflexão sobre o papel das mulheres na preservação e transmissão dos saberes tradicionais, inspirada na cosmologia do povo Huni Kuin.

    A participação feminina não se limita à concepção artística dos murais, mas também alcança as equipes envolvidas na execução das obras. Em suas estreias, Day e Kamy produziram o mural junto de uma equipe formada exclusivamente por mulheres.

    “Foi uma experiência muito especial. Trabalhamos com uma equipe formada por mulheres, construindo juntas um mural que fala justamente sobre os conhecimentos e ensinamentos transmitidos entre mulheres. Existe uma força muito grande nesse encontro”, afirma a artista Day Cruz.

    Para a artista, a presença feminina nesta edição tem potencial para inspirar outras jovens a ingressarem no universo da arte urbana. “Acredito que muitas meninas vão se reconhecer nesse processo. É importante ver mulheres assinando obras, liderando equipes e mostrando que esse espaço também nos pertence”, destaca.

    Força ancestral

    A artista indígena Kamy Wará, da etnia Sateré-Mawé, ressalta que sua produção artística está diretamente ligada à identidade de seu povo e à valorização dos saberes ancestrais.

    “Acredito que tudo o que produzo parte da minha vivência enquanto mulher indígena. A arte se tornou uma ferramenta para falar sobre temas que precisam de mais visibilidade e para fortalecer narrativas que, muitas vezes, não ocupam esses espaços”, explica.

    Segundo Kamy, a ampliação da participação feminina no projeto representa uma conquista importante para as artistas locais. “Quando vemos mulheres ocupando espaços que durante muito tempo foram majoritariamente masculinos, percebemos que também podemos alcançar esses lugares. Isso fortalece não apenas quem está participando agora, mas também as meninas que virão depois”, afirma.

    Intercâmbio cultural

    Além de ampliar a participação feminina, a quinta edição do Parintins Galeria Cidade Aberta também promoveu o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do país. Neste ano, a artista visual paulista Mag Magrela participou pela primeira vez do projeto, assinando o mural “Ilha Encantada” e compartilhando experiências com artistas locais.

    Para Day Cruz, a convivência com a artista convidada representou uma oportunidade de aprendizado e troca de vivências. “Ver esse protagonismo feminino este ano é muito bonito. Tivemos a oportunidade de pintar com a Mag, fomos lá dar uma ajudinha para ela, trocar ideias. Foi uma experiência muito boa ter esse contato com pessoas que têm tantas vivências fora da ilha e, ao mesmo tempo, contar com o apoio dos artistas daqui”, detalha.

    Kamy Wará também destaca a importância da presença de mulheres artistas de diferentes territórios dentro do projeto. “Foi uma grande alegria quando soubemos que, além de nós, uma artista convidada também participaria do projeto. A Mag tem um trabalho maravilhoso e muito singular. Quando mulheres passam a ocupar esses espaços, percebemos o quanto isso influencia outras pessoas e fortalece ainda mais a nossa presença na arte”, disse.

    Em 2026, o Parintins Galeria Cidade Aberta entregou 15 novos murais, produzidos em diferentes pontos da cidade. Com isso, o projeto alcança a marca de 60 obras produzidas, totalizando mais de 9 mil metros quadrados de áreas pintadas e beneficiando diretamente mais de 400 artistas, produtores culturais e trabalhadores da economia criativa.

  • Confira os jogos da Copa do Mundo nesta sexta; Brasil encara o Haiti

    Confira os jogos da Copa do Mundo nesta sexta; Brasil encara o Haiti

    Confira os jogos da Copa do Mundo nesta sexta; Brasil encara o Haiti

    O Brasil entra em campo nesta sexta-feira (19) contra o Haiti, às 21h30, na Filadélfia, em partida válida pelo Grupo C da Copa do Mundo Fifa 2026. 

    A outra partida da chave será um pouco antes, às 19h, em Boston, entre Escócia e Marrocos.

    Pelo Grupo D, jogarão Estados Unidos e Austrália, em Seattle, às 16h; e Turquia e Paraguai, à 0h de sábado (20), em São Francisco.

    Jogos desta sexta-feira, 19 de junho

  • 16h – Estados Unidos x Austrália (Grupo D)
  • 19h – Escócia x Marrocos (Grupo C)
  • 21h30 – Brasil x Haiti (Grupo C)
  • 0h (sábado) – Turquia x Paraguai (Grupo D)
  • ⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

    Grupo C

    Classificação após a primeira rodada:

  • Escócia – 3 pontos
  • Brasil – 1 ponto
  • Marrocos – 1 ponto
  • Haiti – 0 ponto
  • A liderança do Grupo C, após a primeira rodada, é da Escócia, que soma 3 pontos após a vitória sobre o Haiti, por 1 a 0. Brasil e Marrocos têm 1 ponto cada, depois do empate de 1 a 1.

    Uma vitória brasileira sobre o Haiti pode colocar o Brasil na disputa pela liderança do grupo, já que enfrentará a Escócia, atual líder, na última rodada.

    Com isso, a expectativa para a partida de hoje é de que o Brasil apresente uma postura ofensiva desde o início, posicionando sua linha de marcação mais alta, na busca por manter domínio territorial.

    Com uma equipe menos experiente e de menor nível técnico do que a brasileira, o Haiti provavelmente adotará um estilo de jogo defensivo, que buscará, em algumas jogadas isoladas, fazer transições rápidas com bolas longas visando contra-ataques.

    O confronto entre escoceses e marroquinos vale diretamente a liderança do grupo. Um novo triunfo europeu garante matematicamente vaga na segunda fase da Copa do Mundo.

    Quanto às demais equipes, elas dependerão, em maior ou menor grau, da última rodada para avançar na competição.

    Grupo D

    Classificação após a primeira rodada:

  • EUA – 3 pontos
  • Austrália – 3 pontos
  • Turquia – 0 ponto
  • Paraguai – 0 ponto
  • Pelo Grupo D, EUA e Austrália largaram na frente, com vitórias sobre Paraguai e Turquia respectivamente pelos placares de 4 a 1 e 2 a 0.

    Com maior saldo de gols (3), os EUA estão, ao final da primeira rodada, na liderança do grupo, com o mesmo número de pontos da sua adversária de hoje, a Austrália – também com três pontos. Essa proximidade entre as equipes dá caráter decisivo para a partida de hoje.

    Jogando em casa, diante de sua torcida, os EUA apresentaram na primeira rodada um futebol dominante diante do Paraguai, o que deu à equipe certo favoritismo para uma classificação em primeiro lugar.

    Já Turquia e Paraguai entram em campo com margem reduzida para erro. Quem perder ficará em situação muito difícil na terceira rodada, dependendo de vitória e de combinações de resultados para tentar se classificar entre os oito terceiros mais bem colocados nos 12 grupos da primeira fase da competição.

  • Polpas de frutas e sementes de coco e café brasileiros a caminho de China e Panamá

    Polpas de frutas e sementes de coco e café brasileiros a caminho de China e Panamá

    Polpas de frutas e sementes de coco e café brasileiros a caminho de China e Panamá

    O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos para a China e para o Panamá.

    Na China, as autoridades sanitárias autorizaram a importação de polpas de frutas e frutas congeladas do Brasil, o que contribuirá para agregar valor e ampliar oportunidades para a fruticultura nacional. Em 2025, as exportações agropecuárias brasileiras para o país superaram US$ 55 bilhões, com destaque para proteínas animais, produtos do complexo soja e produtos florestais.

    No Panamá, o Brasil obteve autorização para exportar sementes de coco e de café. O país importou aproximadamente US$ 100 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, em especial produtos florestais, café, cereais, farinhas e preparações.

    Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 642 aberturas de mercado desde o início de 2023.

    Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

  • Governo do Brasil veta projeto de lei que precariza contrato de trabalho para jovens

    Governo do Brasil veta projeto de lei que precariza contrato de trabalho para jovens

    Governo do Brasil veta projeto de lei que precariza contrato de trabalho para jovens

    O Diário Oficial da União desta quinta (18/6) traz a mensagem de veto total ao Projeto de Lei de nº 5.278, de 2019, que tem por objetivo alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei Orgânica da Seguridade Social e criar o denominado “Contrato do Primeiro Emprego” para jovens de 18 a 29 anos de idade.

    O texto vetado exigia a jornada de até 44 horas semanais, o que vai na contramão da proposta de fim da escala 6×1 e da redução da carga semanal de trabalho para 40 horas sem redução salarial que é defendia pelo Governo do Brasil e já foi aprovada na Câmara dos Deputados. Além disso, a adoção da jornada proposta no texto dificultaria a compatibilização da experiência profissional com o prosseguimento dos estudos.

    O projeto de lei vetado ainda concedia aos empregadores benefícios tributários e previdenciários sem vantagens aos jovens trabalhadores, podendo ainda desestimular a contratação por meio da Lei de Aprendizagem – popularmente conhecida como Lei do Jovem Aprendiz -, que hoje garante direitos como a jornada reduzida e a capacitação profissional no ambiente de trabalho.

    Nos últimos 26 anos, a Lei da Aprendizagem abriu portas do mercado formal de trabalho formal para mais de 6 milhões de jovens, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. No mês de março de 2026, mais de 700 mil contratos de trabalho estavam ativos nesta modalidade – o maior número da série histórica.

  • Risco de fome ameaça 13 zonas críticas no segundo semestre deste ano

    Risco de fome ameaça 13 zonas críticas no segundo semestre deste ano

    Risco de fome ameaça 13 zonas críticas no segundo semestre deste ano

    Um novo relatório de agências da ONU alerta que o grande avanço da insegurança alimentar severa requer uma mobilização internacional imediata. As previsões apontam para a piora da fome aguda para milhões de pessoas em 13 países.

    O estudo “Pontos Críticos de Fome” da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, e do Programa Mundial de Alimentos, WFP, foi publicado nesta quarta-feira, em Roma, sede de ambas as agências.

    Crise de financiamento humanitário global

    Entre junho e novembro, tais “pontos críticos da fome” terão um agravamento, marcado pela queda de 59% no financiamento humanitário global para assistência de emergência nas áreas alimentar e agrícola.

    Os efeitos observados nos últimos três anos incluem a redução de recursos disponíveis a patamares de quase uma década atrás. O total de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda disparou para cerca de 266 milhões.

    As duas agências ressaltam um panorama global que exige intervenções humanitárias imediatas e preventivas antes que os alertas se transformem em tragédias irreversíveis.

    Para a FAO, o desafio atual não reside na identificação das emergências, mas sim na velocidade e dimensão das ações preventivas. O investimento antecipado na agricultura de subsistência e na resiliência local são vistos como rumo mais eficaz para proteger meios de subsistência e reduzir demandas humanitárias.

    Garantia de acesso humanitário seguro 

    Para ilustrar a urgência da resposta, o WFP enfatiza que os conflitos e desastres climáticos forçam famílias a fazer escolhas sobre a própria sobrevivência. Isso exige a liberação imediata de fundos e a garantia de acesso humanitário seguro para alcançar os afetados antes que a escassez se converta em catástrofe definitiva.

    A Faixa de Gaza, o Sudão, o Sudão do Sul e o Iêmen permanecem na categoria de máxima preocupação mundial devido à gravidade extrema de seus cenários alimentares. Estes contextos enfrentam a persistência ou a ameaça iminente de condições de fome generalizada.

    No Sudão, o risco de fome severa ameaça 14 áreas em Darfur e Cordofão, afetando mais de 19 milhões de cidadãos e projetando que 200 mil pessoas atinjam o nível de catástrofe total nos próximos meses.

    Outro quadro alarmante é o do Sudão do Sul, onde mais da metade da população nacional enfrenta níveis críticos de privação alimentar. Milhares de pessoas já enfrentam condições catastróficas e vários condados sofrem ameaçados diretamente de fome extrema até o final do período avaliado.

    Crise afetando 18 milhões de pessoas

    Já no Iêmen, a crise alimentar se consolida como uma das mais severas do planeta, afetando mais de 18 milhões de pessoas divididas entre áreas controladas por diferentes autoridades governamentais e regionais.

    A rápida piora das condições de vida provocou a inclusão da Nigéria e da Somália neste grupo de vigilância máxima.

    O território nigeriano passou a integrar a lista após novas projeções no estado de Borno, onde partes consideráveis da população enfrentam desnutrição aguda crítica e risco iminente de mortandade por inanição.

    Já a Somália ingressou na categoria alarmante devido ao risco iminente de fome identificado no distrito de Burhakaba, com secas sucessivas, colheitas historicamente baixas e efeitos econômicos de grandes tensões internacionais.

    Zonas de preocupação 

    No primeiro semestre, a estabilização nos Territórios Palestinos foi frágil e localizada após o cessar-fogo do ano passado, mas toda a Faixa de Gaza segue sob risco extremo. Mais de 1,5 milhão de pessoas dependem de ajuda urgente.

    O panorama da insegurança alimentar se estende de forma grave por outras regiões que exigem monitoramento contínuo e preventivo das agências internacionais.

    O Afeganistão se mantém como um ponto crítico de preocupação muito alta pela combinação de secas sucessivas, inflação dos alimentos e instabilidade interna.

    Na República Democrática do Congo, a violência armada nas províncias orientais e o grande deslocamento das populações são agravados por um surto recente de ebola. A conjugação de fatores cria barreiras perigosas ao funcionamento dos mercados locais, à mobilidade humana e ao acesso das equipes de socorro.

    Rotas rodoviárias essenciais

    Por outro lado, o Haiti teve melhoras localizadas e discretas, como a queda da inflação e a desobstrução parcial de rotas rodoviárias essenciais. Esses fatores permitiram a transição da categoria mais grave para o grupo de preocupação muito alta, embora sua infraestrutura social permaneça profundamente fragilizada.

    O cenário da fome global torna-se ainda mais complexo com a inclusão de novas áreas afetadas por choques climáticos e geopolíticos simultâneos. Mianmar e Mali continuam sendo zonas críticas pela vulnerabilidade social agravada pela variação do clima e por fortes pressões econômicas.

    Líbano e Madagascar integram o relatório por causa da escalada de confrontos militares ocorridas no início deste ano e da incidência de padrões meteorológicos adversos e erráticos.

    Em quase todas as 13 zonas críticas, os cenários de fome são impulsionados por conflitos armados e violência. A esses fatores se juntam os choques econômicos globais e as previsões do fenômeno climático El Niño.

    As anomalias climáticas podem desestabilizar ainda mais a produção agrícola global com secas severas e inundações imprevisíveis no segundo semestre do ano.

  • Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com