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  • Sancionada a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação

    Sancionada a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação

    Sancionada a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação

    O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou com vetos parciais o Projeto de Lei nº 1.049, de 2026, que institui a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD). A nova legislação (Lei 15.436/2026) também cria o Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação e estabelece mecanismos para apoiar a identificação e o desenvolvimento desses estudantes no sistema educacional brasileiro.

    A política tem como objetivo promover a identificação precoce, assegurar o atendimento educacional especializado e ampliar as condições para o desenvolvimento integral dos estudantes com altas habilidades ou superdotação. O texto também prevê ações voltadas à formação de profissionais da educação e ao fortalecimento de estruturas de apoio especializadas.

    A adesão de estados, Distrito Federal e municípios será voluntária, mediante termo de adesão firmado com o governo federal. Nos casos de adesão, a União poderá prestar apoio técnico e financeiro para implementação das ações previstas na legislação, observada a disponibilidade orçamentária.

    A lei prevê estratégias como enriquecimento curricular, aceleração parcial em áreas específicas do conhecimento e aceleração integral da trajetória escolar, de acordo com as necessidades de cada estudante. Também autoriza a criação de centros de referência especializados para apoiar estudantes, famílias e profissionais da educação.

    Vetos

    Foram vetados dispositivos que vinculavam a formalização da identificação dos estudantes à realização de procedimentos específicos de avaliação. De acordo com as razões apresentadas pelo Poder Executivo, os trechos poderiam criar exigências adicionais capazes de retardar o acesso ao Atendimento Educacional Especializado.

    Também foi vetado dispositivo que geraria aumento de despesa sem a correspondente estimativa de impacto orçamentário e financeiro, em desacordo com a legislação fiscal vigente.

  • Turismo de aventura tem regras estabelecidas; falta fiscalização

    Turismo de aventura tem regras estabelecidas; falta fiscalização

    Turismo de aventura tem regras estabelecidas; falta fiscalização

    A comoção com a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante a prática de rope jump em uma ponte desativada no município de Limeira (SP), levanta algumas dúvidas sobre a segurança da prática de turismo de aventura no país. Principalmente, sobre quem são os responsáveis pela regulamentação da atividade e como os praticantes podem evitar empresas irregulares.

    A referência central no setor é o Cadastur, cadastro de prestadores do Ministério do Turismo. A inclusão nesse órgão é obrigatória para todas as empresas de turismo de aventura no Brasil, e impõe o respeito a uma série de normas fiscais, além da indicação dos responsáveis pelas atividades. Por meio do site, com o número da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e nome, é possível verificar se a prestadora de serviço está regularizada.

    Outra referência é o Decreto 7.381/10 que, desde 2010, exige sistema de gestão de segurança para toda atividade oferecida. A regra tem por base a norma NBR ISO 21101, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

    “Isso significa que a empresa tem procedimentos escritos, checklist de equipamentos, treinamento de equipe e plano de emergência. Pergunte: ‘vocês seguem a ISO 21101?’ Se a pessoa não souber responder, é sinal de alerta”, explica Vinicius Viegas, Diretor de Mercados da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) e empresário do setor.

    Segundo ele, a forma como a empresa permite o pagamento pelo serviço também é um sinal de alerta. Empresas sem CNPJ não emitem nota e não fazem contrato de prestação de serviços. Esse é um indício de pouca experiência e profissionalização.

    Além do Cadastur, a ABNT também mantém cadastro de prestadores que seguem as regras para suas atividades, além de manter mais de 50 normas técnicas para atividades de turismo de aventura, das quais 27 têm creditação ISO. Tais normas servem de referência para o próprio setor, governos e podem ser referência também para os viajantes.

    Segundo a ABNT, as próprias empresas fazem questão de divulgar que seguem as normas da entidade, pois é uma validação do serviço prestado.

    Consumidor atento

    A percepção de informalidade é uma constante no meio, segundo Viegas, e tem relação com a pouca estrutura de fiscalização dos órgãos públicos e por uma percepção generalizada de que esse tipo de atividade não exige tanto rigor quanto outros setores da economia.

    “Muita gente cresceu vendo atividades como rapel, tirolesa ou trilha sendo oferecidas sem qualquer qualificação formal. Isso criou a falsa percepção de que é uma atividade simples, que qualquer um pode fazer. O preço baixo vence a segurança.”

    Isso favorece desequilíbrio, pois atuar com equipamento certificado, manutenção adequada, seguros, certificação e qualificação dos profissionais impões custos. Para quem não atua com isso é muito mais simples atrair o consumidor pelo apelo do custo mais baixo.

    Poder público

    A fiscalização pelo poder público também é muito importante. Enquanto a União organiza as regras, por meio dos marcos legais, cabe às outras esferas fazer cumprir. Os municípios, por exemplo, podem exigir o Cadastur para liberar alvarás de funcionamento, como ocorre no município de Brotas (SP).

    “A discussão sobre mecanismos capazes de ampliar a formalização das empresas do setor é legítima e necessária. No entanto, eventuais exigências vinculadas à emissão de alvarás e licenças devem observar a legislação vigente, a autonomia administrativa dos municípios e as diferentes capacidades institucionais existentes no país”, destaca Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

    Ele defende que os municípios exerçam papel relevante, especialmente no planejamento territorial, na gestão dos atrativos turísticos locais, no licenciamento das atividades sob sua competência e na articulação dos atores que compõem a governança do turismo.

    A isso se soma a importância do combate à informalidade, de acordo com a CNM. As soluções passam por implementar políticas públicas integradas, qualificar prestadores de serviços, respeitar normas técnicas e promover a consolidação de instâncias de governança no setor.

  • Congresso inclui política e direitos da cidadania no currículo escolar

    Congresso inclui política e direitos da cidadania no currículo escolar

    Congresso inclui política e direitos da cidadania no currículo escolar

    O senado federal aprovou na tarde desta quarta-feira (17) o Projeto de Lei nº 4.088/2023 que inclui “educação política e direitos da cidadania” como componente curricular obrigatório da educação básica.

    A proposta não indica em que ano os novos conteúdos serão estudados e qual o perfil dos docentes que ministrarão a disciplina.

    O PL altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em seu Artigo 26 (Parágrafo Nono). A lei de 1996 já previa que os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio deveriam abranger estudos sobre a realidade social e política do Brasil.

    A mudança na LDB foi proposta originalmente pela deputada Renata Hellmeister de Abreu (Podemos-SP) e aprovada na Câmara dos Deputados em agosto de 2023.

    A matéria foi aprovada em votação simbólica (turno único) em sessão plenária semipresencial. O PL recebeu apenas um voto contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e a vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

  • Copa 2026: jogos desta quinta-feira abrem 2ª rodada da fase de grupos

    Copa 2026: jogos desta quinta-feira abrem 2ª rodada da fase de grupos

    Copa 2026: jogos desta quinta-feira abrem 2ª rodada da fase de grupos

    A Copa do Mundo Fifa 2026 abre nesta quinta-feira (18) a segunda rodada da fase de grupos. Ao longo do dia, quatro partidas serão disputadas pelos grupos A e B. A primeira, às 13h, coloca frente a frente República Tcheca e África do Sul, em Atlanta.

    Às 16h, a Suíça vai encarar a seleção de Bósnia e Herzegovina em Los Angeles. Na sequência, às 19h, Canadá e Catar se enfrentam em Vancouver.

    A última partida do dia será às 22h, entre México e Coreia do Sul, em Guadalajara.

    Jogos desta quinta-feira, 18 de junho

    13h – República Tcheca x África do Sul (Grupo A)

    16h – Suíça x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)

    19h – Canadá x Catar (Grupo B)

    22h – México x Coreia do Sul (Grupo A)
    ⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

    Grupo A

    Com três pontos obtidos após vencerem suas partidas na primeira rodada, México e Coreia do Sul disputam a liderança provisória do Grupo A. Quem vencer hoje, praticamente garante vaga antecipada na próxima fase.

    A equipe mexicana tem melhor saldo de gols, já que venceu a África do Sul por 2 a 0 na estreia – ante ao placar de 2 a 1 da partida entre Coreia do Sul e República Tcheca.

    Os resultados adversos para a República Tcheca e a África do Sul na primeira rodada dão, portanto, tom de dramaticidade à partida de hoje entre as duas equipes. Quem perder corre grande risco de ficar de fora da segunda fase da competição.

    Grupo B

    Com dois empates pelo mesmo placar (1 a 1) na estreia, o Grupo B segue totalmente em aberto nesta segunda rodada.

    A Suíça enfrenta a Bósnia e Herzegovina em igualdade de condições, após empatar com o Catar, que agora enfrenta o Canadá.

    Dessa forma, qualquer vitória pode representar a liderança isolada do grupo. No entanto, não garantirá classificação.

    O cenário, portanto, está indefinido, garantindo emoção até a terceira e última rodada da fase de grupos, com todas as equipes dependendo de combinação de resultados e critérios de desempate, como saldo de gols.

  • Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola

    Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola

    Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola

    Na festa junina da escola na última semana, Lúcio, de 4 anos, se divertia, mas, em um momento seguinte, passou a reclamar do barulho da música. Por isso, resolveu não ficar mais no meio da roda. 

    “As professoras respeitaram. Ficaram ao lado e seguraram a mão dele. Depois, ele voltou e continuou. Eu achei tão bonito”, diz a mãe, a esteticista Rosângela Cardoso, de 50 anos. Lúcio tem diagnóstico de transtorno do espectro autista. Ele frequenta o jardim de infância de uma escola pública no Distrito Federal.

    O menino tem esse diagnóstico assim como o irmão dele, João, de 11 anos.  Ambos gostam muito de ir para a escola. Rosângela entende que a cena na festa junina simboliza o que ela quer no ambiente escolar para os meninos: respeito e inclusão. Esses temas estão no centro das preocupações em dias de visibilidade como hoje (18), Dia do Orgulho Autista.

    Legislação

    Respeito e inclusão não são favores prestados por uma escola, seja pública ou privada, em qualquer nível educacional. Trata-se de obrigação prevista na legislação brasileira, conforme explica a advogada  Adriana Monteiro, de 50 anos. Ela é especializada na defesa de pessoas com deficiência.

    A advogada Adriana Monteiro, com os filhos, diz que respeito e inclusão são obrigações previstas na legislação – Foto Adriana Monteiro/Arquivo pessoal

    Nem sempre essa foi a área de atenção dela. A advogada era especialista na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica. Trocou, há duas décadas, de abnegação por uma missão de vida depois que os dois filhos (ambos hoje adultos, uma de 25 e o outro de 23) foram diagnosticados com autismo.

    “Eu descobri o quanto era difícil conseguir qualquer direito para uma pessoa com deficiência. E acabei migrando de área”, recorda. Ficou abismada depois que escolas em Brasília recusaram a matrícula da filha. Sentiu a dor do filho experimentar o bullying no lugar que deveria ser um ambiente de proteção.

    Para a advogada, o Brasil tem excelente legislação voltada para a inclusão de pessoas com deficiência.

    “Acompanhamos de perto o nascer da Lei Brasileira de Inclusão, publicada em 2015. É robusta, mas ainda há ignorância sobre ela”, afirma.

    Além dessa legislação, a Lei Berenice Piana instituiu, na prática, uma política nacional de proteção dos direitos da pessoa com autismo e garantiu direitos ao considerar o transtorno uma “deficiência persistente”.

    Direito de exigir

    A advogada Adriana Monteiro defende que as famílias precisam saber que têm o direito de exigir que a escola se comporte como uma rede de proteção.

     “As famílias têm o direito de cobrar que a criança tenha materiais, provas e avaliações adaptadas. Tudo precisa ser adaptado à forma de aprendizado que vai trazer maiores frutos pedagógicos”, explica.

    Segundo ela, a escola tem a obrigação de fornecer material pedagógico, aulas adaptadas e profissionais, inclusive além do professor, para que as crianças possam contar dentro de sala de aula. “Tanto de mediação ou apoio para alimentação, ir ao banheiro e todo suporte emocional que essa criança precisa ter”. 

    Adriana acrescentou que pessoas com autismo podem se desregular dentro de sala de aula e cometem atos que, às vezes, podem ser entendidos como atitudes que precisam ser repreendidas. “Mas há escolas que não fazem o dever de casa de saber como evitar as crises e de como preveni-las”.

    Por isso, se torna importante que a unidade de ensino garanta a contratação de profissional que atue de forma individualizada com essa criança. “Todos nós, enquanto sociedade, somos responsáveis, por aquilo que acontece com essa pessoa, que é vulnerável”. Por isso, os custos devem ser divididos pela comunidade escolar. 

    Outro direito é que nenhuma escola, pública ou privada, pode negar a matrícula a uma criança com deficiência, inclusive autismo, conforme está previsto no artigo 8º da Lei Brasileira de Inclusão. “A escola também não pode suspender, expulsar ou tomar medidas de não inclusão em razão da deficiência”, afirma a advogada.

    Espaços de denúncia

    As queixas de eventuais violações podem ser denunciadas em uma delegacia de polícia, na Defensoria Pública ou no Ministério Público. Na história da família dela e de outras pessoas ouvidas pela Agência Brasil, foi comum a ocorrência de, depois que é identificado que o aluno a ser matriculado tem o espectro autista, a vaga “some”.

    “A família não é obrigada a dar essa informação para a escola no ato da matrícula. Pode deixar para falar sobre isso depois que o aluno estiver matriculado”.

    Também inspirada pela experiência em casa com o Pedro, hoje com 18 anos, a professora de química Joanna de Paoli se transformou em ativista e pesquisadora dos direitos da pessoa com autismo. Ela passou a capacitar professores para promoverem inclusão. “O que eu percebo é como a infraestrutura e a parte material de formação ainda seguem não condizentes com as necessidades com as realidades desses alunos”.

    A escola, um espaço público de direito de todos, ainda não traz, segundo ela, as condições de acesso para todos. “Os alunos que já estão na escola regular, ainda não têm as suas necessidades atendidas. Então, falta suporte”. 

    Joanna de Paoli, com o filho Pedro, diz que escola ainda não traz condições de acesso para todos – Foto Joanna de Paoli/Arquivo pessoal

    Segundo o que ela percebe e pesquisa, um desafio é que muitos alunos não alfabetizados ou com deficiência intelectual estão com dificuldades de serem incluídos nos anos finais da educação básica.

    Adriana lembra que há carência de pedagogos alfabetizadores com especificidade nessas particularidades do desenvolvimento. “Como que eu vou incluir numa aula de física, de química, de biologia, um aluno que sequer está alfabetizado?”. Ela lamenta que a maior responsabilidade está nas costas dos professores, mas entende que falta a participação do Estado para formar equipes que realmente consigam atender a essas necessidades. Pior: há falta de continuidade nos trabalhos nas unidades públicas com a contratação de mais professores temporários e menos concursos, lamenta a professora Joanna de Paoli.

    Depois da decepção

    A administradora Patrícia Bonetti tem duas filhas com autismo (uma de 20 e outra de oito anos) e experimentou a decepção de ouvir da direção de uma escola privada em Brasília que a mais nova estava convidada a se retirar da unidade. “Ela falou que um colégio maior seria melhor para a Bianca a fim de poder correr mais. Eu já tinha feito a matrícula e comprado material escolar”.

    Ela também experimentou negativas. A mais velha chegou ao ensino superior e cursa relações internacionais. Segundo apontam as pesquisadoras no tema, as faculdades também devem prover os recursos de inclusão, como são obrigadas as escolas em qualquer nível. “A faculdade dela é um lugar muito acolhedor e ela está adorando”.

  • Produção global de pescas e aquacultura atinge novos máximos e rivaliza com o comércio de carne terrestre

    Produção global de pescas e aquacultura atinge novos máximos e rivaliza com o comércio de carne terrestre

    Produção global de pescas e aquacultura atinge novos máximos e rivaliza com o comércio de carne terrestre

    O comércio de produtos de origem aquática continua a atingir níveis recorde. Pela primeira vez, a produção de animais aquáticos provenientes da aquacultura ultrapassou a marca das 100 milhões de toneladas em 2024.

    Com um valor inédito de US$ 184 biliões, o comércio de animais aquáticos rivaliza agora com o comércio de carne terrestre, conclui o novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, intitulado “O Estado Mundial das Pescas e da Aquacultura”.

    Produção global atinge novo recorde

    A publicação estima que a produção global de pescas e aquacultura atingiu um recorde de 235 milhões de toneladas em 2024, das quais 195 milhões correspondem a animais aquáticos.

    Este crescimento confirma a centralidade do setor na alimentação mundial: 89% da produção destina-se ao consumo humano, fornecendo, pelo menos, um quinto da proteína animal consumida por 3,1 biliões de pessoas.

    O setor é ainda responsável pela subsistência de 600 milhões de pessoas em todo o mundo.

    Disponibilidade global mantém-se assimétrica

    O relatório nota um aumento da disponibilidade global de alimentos de origem aquática per capita, de 21,1 kg em 2023, subindo para uma estimativa de 21,3 kg em 2024.

    No entanto, a maior acessibilidade é marcada por fortes assimetrias a nível global. Enquanto, na Ásia, o consumo é de 26,3 kg por pessoa, em África é de apenas 9,1 kg por pessoa, bem abaixo da média global.

    Crescimento sustentável e equitativo

    O setor de produtos aquáticos enfrenta pressões relacionadas com as alterações climáticas, a degradação ambiental, choques económicos e mudanças geopolíticas, que comprometem a sua sustentabilidade.

    A agência das Nações Unidas estima uma redução superior a 10% da biomassa piscícola explorável até 2050 em várias regiões do mundo.

    Neste sentido, a FAO destaca que o crescimento sustentável e equitativo dos sistemas de produção aquática constitui uma prioridade central para a gestão sustentável dos ecossistemas marinhos e de águas interiores.

    “O relatório demonstra que, mais do que nunca, um planeta saudável requer oceanos e águas interiores saudáveis”, escreveu, no prefácio, o Diretor-Geral da FAO, Qu Dongyu, que acrescenta a necessidade de “assegurar todos os esforços necessários para inverter o declínio da sustentabilidade e garantir o potencial a longo prazo do setor para as gerações futuras.”

  • IBGE abre nova seleção para preencher 1,4 mil vagas temporárias

    IBGE abre nova seleção para preencher 1,4 mil vagas temporárias

    IBGE abre nova seleção para preencher 1,4 mil vagas temporárias

    As inscrições para o Processo Seletivo Simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a contratação temporária de 1.414 profissionais começam nesta quarta-feira (17) e seguem até as 23h59 de 15 de julho, no horário de Brasília.

    Os aprovados atuarão nas operações do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e também no levantamento do Censo Nacional da População em Situação de Rua.

    As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no portal da banca organizadora contratada, o Instituto Avalia.

    Os contratos são temporários, com duração inicial de até 12 meses, podendo ser prorrogados até o limite de 48 meses, conforme a necessidade das operações.

    Na semana passada, o IBGE abriu as inscrições para outro processo seletivo, que oferece 8.238 vagas para cinco cargos de nível médio: agente censitário administrativo, agente censitário de informática, agente operacional regional, agente censitário regional e agente censitário supervisor.

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    Vagas

    As 1.414 vagas são de nível médio e superior, sendo 1.020 vagas para o cargo de analista censitário e 394 para agente censitário de qualidade. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais para todos os cargos.

    No quadro de vagas, há oportunidades para analista nas áreas de formação, como agronomia, assistência social, biblioteconomia, cartografia, ciência de dados, ciências contábeis, ciências sociais, design educacional, tecnologia da informação, economia, engenharia de produção, estatística, geografia, geoprocessamento, jornalismo, entre outras.

    Também há oportunidades para atuação em gestão administrativa, infraestrutura, redes, produção audiovisual e webdesign.

    Entre as atribuições previstas, destacam-se atividades de planejamento, coleta e análise de dados, elaboração de relatórios técnicos, desenvolvimento de sistemas, produção de conteúdo e apoio às equipes de campo, conforme a área de atuação.

    Já o agente censitário de qualidade fará o controle e a verificação da qualidade das informações coletadas, supervisionará o trabalho dos recenseadores com o objetivo de assegurar o cumprimento dos padrões metodológicos do IBGE.

    Taxa de inscrição

    A taxa de inscrição é de R$ 41,76 para a função de agente censitário de qualidade e R$ 37,50 para analista censitário.

    O edital prevê isenção da taxa de inscrição no Processo Seletivo Simplificado para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), ou doador de medula óssea.

    A solicitação de isenção da taxa de inscrição deve ser feita entre 17 de junho e 15 de julho.

    O edital prevê reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência (PCD) e 30% para candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas quilombolas, conforme a legislação vigente.

    Remunerações

    Os aprovados para o cargo de agente censitário de qualidade, que exige ensino médio completo, terão salário mensal de R$ 2.932. Já para as funções de analista censitário, que exigem nível superior em áreas específicas, a remuneração é de R$ 5.255,40.

    Todos os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, além de auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais.

    Provas

    As provas objetivas serão aplicadas em 30 de agosto, em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Cada questão terá cinco alternativas, sendo apenas uma correta.

    Os candidatos para o cargo de agente censitário de qualidade farão o concurso no período matutino. Para a função de analista censitário (todas as áreas), as provas serão no turno vespertino.

    A versão completa do edital está disponível no portal da banca organizadora.

  • Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

    Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

    Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

    O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

    Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos.

    “Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente.

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    Veto a partir de setembro

    A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

    A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

    Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

  • Linha de ônibus A-032 terá itinerário ampliado e passará a atender comunidade Itaporanga, em Manaus

    Linha de ônibus A-032 terá itinerário ampliado e passará a atender comunidade Itaporanga, em Manaus

    Linha de ônibus A-032 terá itinerário ampliado e passará a atender comunidade Itaporanga, em Manaus

    A comunidade Itaporanga, localizada no bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus, passará a contar com atendimento da linha de ônibus A-032 a partir desta quinta-feira (18). A ampliação do itinerário foi anunciada pela Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

    A linha A-032 realiza a ligação entre o bairro João Paulo, o conjunto Manôa e a Estação de Transferência Parque das Nações (E4), situada na avenida Max Teixeira. Com a mudança, os moradores da comunidade Itaporanga terão uma nova alternativa para acessar o sistema de transporte coletivo da capital.

    Segundo o IMMU, a ampliação do percurso foi possível após a execução de serviços de recapeamento na região, realizados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). As intervenções fazem parte das ações voltadas à melhoria da malha viária urbana e ao fortalecimento da mobilidade em diferentes áreas da cidade.

    A prefeitura destaca que a medida é resultado da atuação integrada entre os órgãos municipais e busca ampliar a oferta de serviços públicos à população. A expectativa é que a mudança proporcione mais eficiência, conforto e acessibilidade aos usuários do transporte coletivo que vivem na comunidade Itaporanga e áreas próximas.

    Com a inclusão da nova rota, a administração municipal pretende facilitar o deslocamento diário dos moradores e fortalecer a integração da comunidade à rede de transporte público de Manaus.

  • Semana do Cinema Brasileiro celebra audiovisual amazônico com programação gratuita em Manaus

    Semana do Cinema Brasileiro celebra audiovisual amazônico com programação gratuita em Manaus

    Semana do Cinema Brasileiro celebra audiovisual amazônico com programação gratuita em Manaus

    A Semana do Cinema Brasileiro iniciou sua programação em Manaus, na noite de segunda-feira (15/06), com uma homenagem aos cineastas Silvino Santos e Roberto Kahane, no Largo de São Sebastião. A mostra segue até o dia 20 de junho com sessões gratuitas em espaços culturais da capital.

    Na quinta-feira (18/06), no Cineteatro Guarany, será exibido o documentário “Bayaroá”, de Cleinaldo Marinho. A produção acompanha a trajetória do cacique tukano Justino Pena e seu trabalho voltado à preservação da língua, da memória e dos saberes tradicionais indígenas por meio do Centro Cultural Bayaroá, referência na valorização da cultura dos povos originários.

    Encerrando a programação, no sábado (20/06), o Cineteatro Guarany recebe o Festival Adventista de Cinema, com a exibição de curtas-metragens produzidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

    Ao reunir obras que transitam entre memória, identidade, cultura e questões sociais, a Semana do Cinema Brasileiro reafirma a importância do audiovisual como instrumento de preservação histórica e valorização das múltiplas narrativas amazônicas.

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