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  • Dois homens são levados à delegacia após ocultarem placa de motocicleta com capa de celular em Manaus

    Dois homens são levados à delegacia após ocultarem placa de motocicleta com capa de celular em Manaus

    Dois homens, de 21 e 30 anos, foram conduzidos à delegacia na tarde desta sexta-feira (14), após serem flagrados com a placa de uma motocicleta coberta por uma capa de celular. O caso ocorreu na Travessa Marselha, no bairro Nova Cidade, na Zona Norte de Manaus.

    Segundo informações do registro da 15ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), policiais foram acionados pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) para averiguar uma ocorrência em via pública.

    Ao chegarem ao local, os agentes encontraram um militar à paisana que já havia detido os dois suspeitos.

    Durante a abordagem, os policiais constataram que uma capa de celular da marca Samsung estava pendurada sobre a placa da motocicleta, impedindo a visualização dos caracteres de identificação do veículo.

    Um dos suspeitos estava sem habilitação

    Além da irregularidade na placa, a equipe policial verificou que um dos homens conduzia a motocicleta sem possuir habilitação.

    Os dois suspeitos foram encaminhados ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), juntamente com a motocicleta, a chave do veículo e o celular utilizado para cobrir a placa.

    O caso foi apresentado à autoridade policial, que deverá adotar os procedimentos cabíveis.

  • Turismo no Pantanal combina natureza, cultura e experiências no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul

    Turismo no Pantanal combina natureza, cultura e experiências no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul

    Considerada uma das maiores áreas úmidas contínuas do planeta, a planície pantaneira não se revela de uma só vez. Entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Pantanal se transforma com as estações, com o ciclo de cheias e secas redesenhando rios, baías e campos, ditando o ritmo da vida selvagem e das comunidades que há gerações habitam a região.

    Mais do que um destino de contemplação, o Pantanal reúne diferentes formas de turismo que acompanham essa dinâmica. Nos dois estados, os roteiros incluem estradas que atravessam áreas alagáveis, navegação por rios e corixos, cavalgadas, safáris fotográficos, hospedagem em fazendas pantaneiras e experiências de contato com comunidades tradicionais e povos indígenas.

    Mato Grosso: natureza e conservação

    A experiência pelo território mato-grossense costuma passar pela Estrada-Parque Transpantaneira, em Poconé. Com cerca de 145 quilômetros e 125 pontes, a via conecta Poconé a Porto Jofre e é um dos principais corredores turísticos do Pantanal de Mato Grosso. Ao longo do trajeto, as margens funcionam como um observatório a céu aberto, onde visitantes podem avistar jacarés, capivaras, tuiuiús, sucuris e diversas espécies de aves. A presença de pousadas e fazendas turísticas ao longo do caminho permite percorrer a estrada em diferentes trechos e combinar a viagem terrestre com passeios de barco, cavalgadas e observação de fauna.

    Entre Poconé e Barão de Melgaço, o Parque Estadual Encontro das Águas protege cerca de 109 mil hectares de biodiversidade. A unidade é reconhecida como uma das principais regiões do Pantanal para a observação de onças-pintadas e reúne condições favoráveis à observação de aves (conhecido como birdwatching).

    Ainda em Barão de Melgaço, a RPPN Sesc Pantanal preserva cerca de 108 mil hectares entre os rios Cuiabá e São Lourenço. A área integra o Polo Socioambiental Sesc Pantanal, que também mantém o Hotel Sesc Porto Cercado, em Poconé, como uma das estruturas de hospedagem voltadas à experiência no bioma.

    Mato Grosso do Sul: rios, serras e cultura

    No território sul-mato-grossense, a Estrada-Parque Pantanal é formada por trechos das rodovias MS-184 e MS-228 e percorre aproximadamente 116 quilômetros entre áreas dos municípios de Corumbá, Miranda e Ladário. Criada em 1993 como Área de Especial Interesse Turístico, a rota atravessa ambientes característicos do Pantanal e oferece aos visitantes a oportunidade de observar a fauna e a paisagem ao longo do caminho. Tuiuiús, biguás, garças, jacarés e outros animais podem ser avistados entre pontes, vazantes, corixos, fazendas tradicionais e propriedades voltadas ao turismo.

    A biodiversidade ganha outro contorno na Serra do Amolar, em Corumbá. A região pode ser acessada por navegação a partir do rio Paraguai e de seus afluentes e apresenta uma paisagem marcada pela presença de serras, morros, rios, corixos e áreas de vegetação preservadas. O contraste entre as formações rochosas e a planície pantaneira torna a região especialmente procurada para experiências de natureza, observação da fauna e turismo de contemplação. A navegação também permite conhecer comunidades ribeirinhas que vivem na região.

    Em Miranda, conhecida como um dos principais portais de entrada para o Pantanal Sul, o visitante encontra fazendas tradicionais voltadas ao ecoturismo, safáris fotográficos e noturnos, cavalgadas e outras atividades de contato com a natureza. O município também abriga iniciativas de turismo de base comunitária, incluindo experiências ligadas a comunidades indígenas, nas quais o visitante pode conhecer aspectos da cultura, dos saberes tradicionais, do artesanato e da relação dessas comunidades com o território.

    Em Aquidauana, outro importante portal do Pantanal sul-mato-grossense, os visitantes encontram opções de safári fotográfico, passeios ecológicos, caminhadas, cavalgadas e passeios de barco. A região também permite observar a planície pantaneira a partir das serras de Piraputanga e Maracaju, com o rio Aquidauana como um dos principais elementos da paisagem e das atividades turísticas.

    A viagem pelo rio Paraguai também tem como um de seus principais eixos Corumbá, cidade que combina a vocação para a pesca esportiva e os passeios fluviais com um importante patrimônio histórico e arquitetônico, ligado à sua trajetória como cidade portuária e comercial. O centro histórico, às margens do rio, e a proximidade com áreas de grande biodiversidade fazem do município uma das principais portas de entrada para experiências turísticas no Pantanal.

  • Domingo encerra Mostra de Teatro Águas de Manaus com programação no Centro de Manaus

    Domingo encerra Mostra de Teatro Águas de Manaus com programação no Centro de Manaus

    A 2ª Mostra de Teatro Águas de Manaus chega ao fim neste domingo (16) com uma programação gratuita em diferentes espaços do Centro de Manaus. O encerramento reúne palhaçaria, teatro e uma nova apresentação do espetáculo “Luiz Lua Gonzaga”.

    A programação começa às 16h, no Casarão de Ideias, na Rua Saldanha Marinho, com o premiado espetáculo de palhaçaria “O Sarau do Feupuudo”, apresentado pelo ator Marcos Efraim.

    Às 17h, a programação segue para o Largo São Sebastião, onde será apresentado “Fértil em Terras Áridas”, novo trabalho da companhia Ateliê 23.

    Encerrando a segunda edição da Mostra, às 19h, o público poderá assistir novamente ao espetáculo “Luiz Lua Gonzaga”, do Grupo Magiluth, que homenageia poeticamente o Rei do Baião.

    A Mostra de Teatro Águas de Manaus é realizada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), e pelo Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), com apresentação da concessionária Águas de Manaus. Todas as atrações são gratuitas.

  • Lei Maria da Penha: conheça os tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher previstos na lei

    Lei Maria da Penha: conheça os tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher previstos na lei

    A violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas e nem sempre envolve agressões físicas. Ameaças, humilhações, controle financeiro, violência sexual e ofensas à honra também estão entre as condutas reconhecidas pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que completou 20 anos em 7 de agosto. A legislação define essas formas de violência para facilitar sua identificação e assegurar mecanismos de prevenção, proteção e assistência às mulheres em situação de violência.

    Além das violências física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, a legislação passou a reconhecer, em 2026, a violência vicária, caracterizada por atos de violência praticados contra filhos, familiares ou pessoas da rede de apoio da mulher com o objetivo de atingi-la.

    Violência física

    De acordo com a Lei Maria da Penha, a violência física é caracterizada por “qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal” da mulher. Esse tipo de violência envolve o uso da força física com o objetivo de causar dor, lesões e espancamentos ou de colocar a vida da vítima em risco.

    As agressões podem ocorrer de diferentes formas e variar em gravidade, deixando marcas visíveis ou não. Entre os exemplos estão arremesso de objetos, sacudidas, apertões no braço, sufocamento, lesões provocadas por objetos cortantes ou perfurantes, ferimentos causados por queimaduras ou armas de fogo e práticas de tortura.

    Violência psicológica

    A violência psicológica é caracterizada na lei como qualquer conduta que cause dano emocional à mulher, diminua sua autoestima, prejudique seu pleno desenvolvimento ou busque controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.

    Esse tipo de violência pode se manifestar por meio de ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, insultos, chantagem, exploração e ridicularização. Também pode envolver tentativas de impedir a mulher de trabalhar, estudar, sair de casa ou manter contato com amigos e parentes.

    Outra prática associada à violência psicológica é chamado gaslighting , quando o agressor distorce, nega ou omite fatos para fazer a vítima duvidar da própria memória ou percepçãoda realidade.

    Violência sexual

    Segundo a Lei Maria da Penha, configura violência sexual qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso de força. Também configura violência sexual qualquer ação que limite ou viole a liberdade sexual e reprodutiva da mulher.

    Entre as formas de violência sexual estão o estrupo e a imposição de práticas sexuais sem consentimento ou que causem desconforto e constrangimento. Também inclui condutas como impedir o uso de métodos contraceptivos; forçar a mulher ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição por meio de coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou limitar e anular o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos.

    Violência patrimonial

    A Lei Maria da Penha considera violência patrimonial qualquer conduta que envolva retenção, subtração, destruição parcial ou total de objetos, documentos pessoais, instrumentos de trabalho, bens, valores, direitos ou recursos econômicos da mulher, incluindo aqueles destinados ao seu sustento.

    Na prática, esse tipo de violência costuma ser utilizado como forma de controle e dependência financeira. Entre as situações mais comuns estão controlar o dinheiro da vítima, deixar de pagar a pensão alimentícia, destruir documentos pessoais, furtar ou danificar bens, cometer fraudes envolvendo seu patrimônio, impedir o acesso aos próprios recursos financeiros ou causar, de forma intencional, danos a objetos de valor material ou afetivo. Essas condutas podem comprometer a autonomia econômica da mulher e dificultar o rompimento do ciclo de violência.

    Violência moral

    Calúnia, difamação ou injúria também são formas de violência contra a mulher previstas pela Lei Maria da Penha como violência moral.

    Esse tipo de violência pode ocorrer quando alguém acusa falsamente a mulher de traição ou de ter cometido um crime, espalha boatos ou informações que prejudiquem sua reputação, expõe sua vida íntima sem consentimento, profere xingamentos e ofensas que atinjam sua honra ou dignidade ou a desqualifica por sua aparência, comportamento, escolhas ou forma de se vestir.

    Violência vicária

    Incluída na Lei Maria da Penha pela Lei nº 15.384/2026 , a violência vicária é definida como qualquer forma de violência praticada contra descendentes, ascendentes, dependentes, enteados, parentes, pessoas sob a guarda ou responsabilidade direta da mulher ou integrantes de sua rede de apoio, com a finalidade de atingi-la.

    Na prática, o agressor utiliza pessoas e vínculos afetivos para atingir a mulher como forma de provocar sofrimento, intimidá-la ou exercer controle. Isso pode ocorrer, por exemplo, ao usar filhas e filhos para causar sofrimento emocional à mulher; manipular familiares, amigos ou pessoas da rede de apoio para intimidar ou isolar a vítima; ou impedir ou dificultar o contato da mulher com pessoas importantes para sua rede de apoio.

    Ameaçar, ferir ou matar animais de estimação também pode ser utilizado pelo agressor como forma de provocar medo, sofrimento e exercer controle sobre a mulher.

    Ligue 180

    Mulheres em situação de violência que desejarem obter informações sobre seus direitos e os serviços da rede de proteção ou registrar uma denúncia podem buscar atendimento por meio da Central de Atendimento à Mulher –Ligue 180. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e oferece acolhimento, orientação e encaminhamento para os serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de violência.

    Além do telefone 180, o atendimento também está disponível pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br, e em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Em casos de violência em andamento ou outras situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar, pelo telefone 190.

    Veja também:

    Lei Maria da Penha completa 20 anos: especial reúne informações sobre direitos, proteção e rede de atendimento às mulheres 20 anos da Lei Maria da Penha: conheça os principais avanços na proteção às mulheres e no acesso à Justiça Lei Maria da Penha: Como funciona a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 Lei Maria da Penha: saiba onde buscar ajuda em casos de violência doméstica e familiar contra mulheres

  • Em 11 estados, desemprego está abaixo da média do país; veja quais

    Em 11 estados, desemprego está abaixo da média do país; veja quais

    Das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, de 5,4%. Em cinco deles, o índice sequer chega a 3%.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na manhã desta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Veja quais estados atingiram nível de desemprego abaixo da média nacional:

    Santa Catarina: 2,1%

    Mato Grosso: 2,2%

    Espírito Santo: 2,3%

    Rondônia: 2,6%

    Mato Grosso do Sul: 2,7%

    Paraná: 3,1%

    Minas Gerais: 3,8%

    Goiás: 4,0%

    Tocantins: 4,1%

    Rio Grande do Sul: 4,2%

    Roraima: 5,0%

    Média Brasil: 5,4%

    Paraíba: 5,4%

    São Paulo: 5,4%

    Rio Grande do Norte: 5,6%

    Maranhão: 6,0%

    Pará: 6,2%

    Distrito Federal: 6,5%

    Acre: 6,6%

    Ceará: 6,6%

    Rio de Janeiro: 7,1%

    Amazonas: 7,5%

    Alagoas: 7,9%

    Sergipe: 7,9%

    Piauí: 8,3%

    Pernambuco: 8,3%

    Bahia: 9,1%

    Amapá: 9,8%

    O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a diferença entre os estados é proporcionada por fatores ligados aos níveis de industrialização, evolução da atividade econômica e de instrução da população.

    “Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, assinala.

    Na média nacional, a taxa de 5,4% no segundo trimestre representa recuo em relação aos 6,1% do primeiro trimestre.

    Já entre as unidades da federação, o desemprego diminuiu em 13 localidades. As demais ficaram estáveis.

    Confira os estados que reduziram o desemprego no segundo trimestre.

    Santa Catarina (-0,6 ponto percentual)

    Maranhão (-0,9 p.p.)

    Espírito Santo (-0,9 p.p.)

    Mato Grosso (-0,9 p.p.)

    Goiás (-1 p.p.)

    Rondônia ( -1 p.p.)

    Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.)

    Minas Gerais (-1,2 p.p.)

    Alagoas (-1,3 p.p)

    Tocantins (-1,5 p.p.)

    Acre (-1,6 p.p.)

    Paraíba (-1,6 p.p.)

    Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.)

    A pesquisa

    A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

    Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

    Queda no desemprego longo

    De acordo com a Pnad, 1,06 milhão de pessoas enfrentavam o chamado desemprego longo, isto é, pessoas que estão à procura de vagas há dois anos ou mais. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda nesse contingente foi de 15,6%.

    Negros e mulheres acima da média

    O levantamento do segundo trimestre aponta ainda que o desemprego para homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto o das mulheres ficou acima (6,4%).

    Ao observar os números pela cor da pessoa, a desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média; enquanto o dos brancos, abaixo (4,2%).

    A pesquisa do IBGE não utiliza o termo negro. Mas o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

  • No Mês do Patrimônio Histórico, prefeitura reforça importância da memória e da identidade de Manaus

    No Mês do Patrimônio Histórico, prefeitura reforça importância da memória e da identidade de Manaus

    Agosto é o mês dedicado ao patrimônio histórico, período que convida a sociedade a reconhecer e valorizar os lugares, edificações, saberes e manifestações que ajudam a contar a história das cidades. Em Manaus, a Prefeitura de Manaus convida a população a redescobrir memórias presentes em ruas, praças, monumentos, imóveis e conjuntos urbanos que atravessaram diferentes momentos da formação da capital e que, ainda hoje, ajudam a preservar a identidade e a história local.

    Mais do que construções antigas, o patrimônio histórico reúne referências que carregam memórias, afetos, culturas e modos de viver. No Centro Histórico de Manaus, essa história pode ser percebida na arquitetura herdada do período da Belle Époque, resultado de um momento de intenso crescimento econômico e de uma cidade que se desenvolveu em meio à Amazônia, incorporando diferentes influências culturais.

    Para a gerente de Patrimônio Histórico do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), arquiteta e urbanista Landa Bernardo, preservar é também garantir que a história continue sendo conhecida pelas próximas gerações.

    “Não podemos esquecer da importância das origens das cidades, das nossas histórias e das nossas culturas. Manaus cresceu no meio da selva amazônica não apenas como uma questão de edificação e evolução, mas também culturalmente, pela miscigenação e pela mistura de várias culturas, o que gerou uma cidade completamente eclética e muito bonita”, destacou.

    Segundo Landa, o patrimônio tem papel importante na construção do sentimento de pertencimento. “O patrimônio histórico tem o poder de mudança e pertencimento dessa história das cidades. Por isso, temos a satisfação de ter um período em que podemos celebrar o Mês do Patrimônio Histórico, mas não apenas o mês. É algo que deve ser preservado todos os dias, para manter um legado, uma história e o pertencimento das gerações que já passaram e das que estão chegando”, afirmou.

    Patrimônio que ganha novos usos

    Preservar não significa congelar a cidade no tempo. Pelo contrário: a conservação de áreas históricas pode caminhar junto com novos usos, circulação de pessoas, moradia, atividades econômicas e requalificação dos espaços urbanos.

    É nessa perspectiva que se insere o programa “Nosso Centro”, da Prefeitura de Manaus, que reúne ações de recuperação e valorização de áreas históricas da região central, buscando devolver vitalidade a espaços que perderam parte de sua função urbana ao longo dos anos.

    “O ‘Nosso Centro’ veio trazer vida, qualidade, habitação e também a questão econômica, com muito mais postos de trabalho. A população vai entender ainda mais a importância da parte do centro histórico e fazer com que isso fique ainda mais dentro dos nossos corações”, explicou Landa.

    O que faz o Patrimônio Histórico?

    Dentro do Implurb, a Gerência de Patrimônio Histórico (GPH) atua no acompanhamento e monitoramento de imóveis e unidades históricas, contribuindo para que intervenções realizadas nesses espaços respeitem as características e as normas de preservação.

    O trabalho também alcança imóveis abandonados e situações que podem representar riscos ao patrimônio ou à segurança da população. Atualmente, a GPH trabalha ainda na atualização do Decreto nº 7.176, além de realizar vistorias periódicas em imóveis da região central.

    A arquiteta e urbanista Lorena Cunha explica que o acompanhamento é realizado de forma contínua pelas equipes técnicas. “As atribuições da GPH são justamente fazer o monitoramento não só das unidades históricas, mas também como um todo. Nós também atuamos com os imóveis abandonados e agora estamos trabalhando para a atualização do Decreto 7.176. Toda quarta-feira estamos in loco para fazer a vistoria desses imóveis”, explicou.

    O decreto estabelece o setor especial das Unidades de Interesse de Preservação, localizado no centro antigo de Manaus, listando imóveis, a área portuária e praças públicas, e está passando por revisão.

    #paratodosverem – Hospital Beneficente Português do Amazonas

    Orientação

    Um dos pontos mais importantes do trabalho de preservação é a orientação aos proprietários. Antes de iniciar uma reforma, alterar uma fachada ou realizar qualquer intervenção em um imóvel localizado em área de interesse histórico, é necessário buscar orientação técnica.

    “Você que é proprietário de imóvel no centro histórico, antes de começar sua reforma ou qualquer alteração na sua fachada, procure o Implurb. Aqui estamos dispostos a ajudar e contribuir com mais informações”, orientou Lorena. A orientação prévia permite que o proprietário conheça as regras aplicáveis ao imóvel e evita intervenções que possam comprometer características arquitetônicas importantes ou gerar problemas posteriormente.

    Uma cidade feita de camadas

    O Centro Histórico de Manaus reúne diferentes períodos e linguagens arquitetônicas, formando uma paisagem urbana marcada pela diversidade. Edificações históricas convivem com construções mais recentes, enquanto praças, ruas e espaços públicos ajudam a formar um conjunto que ultrapassa o valor individual de cada imóvel.

    Entre os símbolos dessa memória estão o Teatro Amazonas, o largo de São Sebastião, a igreja de São Sebastião e o mercado municipal Adolpho Lisboa, referências que fazem parte não apenas da paisagem, mas também da memória afetiva de gerações de manauaras.

    O Centro Histórico de Manaus também integra o patrimônio cultural protegido em âmbito nacional, com bens inscritos nos livros de Tombo Histórico e de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. O Mês do Patrimônio Histórico vai além de uma celebração. É um convite para que Manaus reconheça sua própria história, compreenda o valor de seus espaços e perceba que preservar o passado também é uma forma de construir o futuro.

    #paratodosverem – Grupo escolar Ribeiro da Cunha

  • Viralizou: é falso que um eleitor falecido em 2010 teve voto computado nas Eleições 2022

    Viralizou: é falso que um eleitor falecido em 2010 teve voto computado nas Eleições 2022

    Na quarta matéria da série “Fato ou Boato – Viralizou: saiba o que é verdadeiro sobre a urna eletrônica”, o Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relembra uma notícia falsa que circula na internet desde as Eleições 2018. A alegação inverídica, que foi reciclada e rodou as redes sociais em diversos formatos, afirma que mesárias ou mesários poderiam votar no lugar de eleitores faltosos.

    Até 6 de setembro, serão publicadas no Portal do TSE 11 matérias que desmentem boatos como esse, sempre às segundas e quintas. A iniciativa integra as ações da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que foi realizada entre 3 e 9 de agosto, com o objetivo de aproximar ainda mais a Justiça Eleitoral da sociedade.

    O que diz o conteúdo falso?

    Após o 2º turno das Eleições Gerais de 2022, uma mulher gravou um vídeo afirmando que seu marido, falecido em 2010, teve o voto computado no pleito. Para sustentar a alegação, ela filmou a certidão de óbito do homem enquanto consultava o site Veja Seu Voto. A página falsa enganou muitos usuários com a promessa de revelar, apenas com o número do CPF, em quem o eleitor teria votado.

    Por que é boato?

    Todas as informações do vídeo são falsas. Em consulta ao Cadastro Nacional de Eleitores, verificou-se que o título eleitoral do cidadão mencionado no vídeo foi cancelado pela Justiça Eleitoral em 2010, mesmo ano de seu falecimento.

    Mensalmente, os cartórios de registro civil informam aos cartórios eleitorais os óbitos registrados no mês anterior. A partir dessa comunicação, a Justiça Eleitoral cancela o título da pessoa falecida, o que torna improvável que alguém vote utilizando os dados de um eleitor morto.

    Dá para saber em quem o eleitor votou?

    Também é falsa a alegação de que seja possível identificar em quem uma pessoa votou. O voto registrado na urna eletrônica é sigiloso e inviolável, como determina a Constituição Federal. Por esse motivo, não é possível conhecer o voto de cada eleitora ou eleitor. Nem o TSE tem acesso a essa informação.

    O site Veja Seu Voto não era oficial e não utilizava qualquer informação coletada ou gerada pela Justiça Eleitoral. Seu sistema retornava resultados para qualquer número informado, inclusive quando a busca não correspondia a um CPF válido.

    Por isso, os supostos votos exibidos pela plataforma eram falsos, inventados e não tinham qualquer relação com o sistema eletrônico de votação.

    Proteja seus dados

    A Justiça Eleitoral orienta eleitoras e eleitores a não informarem dados pessoais – como CPF e título eleitoral – em sites sem procedência conhecida, pois há risco de uso indevido dessas informações.

    Fato ou Boato

    Os esclarecimentos da Justiça Eleitoral são publicados na página Fato ou Boato desde 2020 para fornecer informações verdadeiras e confiáveis sobre o processo eleitoral. A iniciativa integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação, que reúne mais de 70 instituições para combater conteúdos falsos relacionados à democracia.

  • Novas regras: pessoas 70+ vão poder doar sangue e intervalos entre doações vai diminur

    Novas regras: pessoas 70+ vão poder doar sangue e intervalos entre doações vai diminur

    Doadores regulares poderão continuar doando sangue mesmo após completar 70 anos. Com o novo regulamento técnico da hemoterapia no Brasil, deixa de existir uma idade máxima para quem já tem o hábito de doar, desde que a pessoa permaneça saudável, seja considerada apta na avaliação clínica realizada pelo serviço de hemoterapia e respeite os intervalos e a frequência definidos para essa faixa etária.

    Antes, mesmo quem doava regularmente precisava interromper as doações ao completar 70 anos. A mudança acompanha o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população brasileira, reconhecendo que pessoas idosas saudáveis podem continuar contribuindo para o atendimento de pacientes que precisam de transfusão.

    As novas regras foram estabelecidas pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho, e entram em vigor em outubro, 90 dias após a publicação

    O secretário de Atenção Especializada à Saúde , Mozart Sales, ressaltou que as novas regras permitem que mais pessoas doem sangue e reforçam a segurança de quem doa e de quem recebe a transfusão. “Incentivamos a população brasileira a procurar os serviços de hemoterapia, com a certeza de que será acolhida com todo o cuidado e a segurança necessários e de que cada doação será utilizada de forma responsável e cientificamente adequada para ajudar a salvar vidas em todo o país”, afirmou.

    As novas regras foram estabelecidas pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho, e entram em vigor em outubro, 90 dias após a publicação. O novo regulamento atualiza os critérios de aptidão para doadores voluntários, reforça a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual. As mudanças buscam proteger tanto quem doa quanto os pacientes que recebem transfusões.

    Redução dos prazos de espera

    O regulamento reduz o tempo de espera para que pessoas temporariamente impedidas possam voltar a doar. Para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica, por exemplo, o prazo cai de seis para quatro meses.

    No caso de tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, a doação poderá ser realizada após sete dias, desde que realizado em local que cumpram as normas de segurança. Quando essa avaliação não for possível, o prazo será de quatro meses. Para piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser feita quatro meses após a retirada.

    Mais segurança para as transfusões

    O Brasil se tornou o primeiro país do mundo a implantar de forma obrigatória o teste de malária em 100% dos exames de triagem. O NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, já é utilizado para identificar HIV e hepatites B e C e passa a detectar também o parasita causador da malária.

    Com a inclusão do novo teste, o período de impedimento para pessoas que se deslocaram para municípios de áreas endêmicas ou tiveram exposição em regiões de mata, bosque ou floresta passa a ser de 30 dias. Antes, o prazo poderia chegar a 12 meses.

    Outra novidade é a adoção do padrão internacional ISBT 128 para identificação de bolsas e amostras. A padronização reforça a rastreabilidade em todas as etapas, desde a coleta até a transfusão ou o encaminhamento do plasma para a produção de medicamentos, reduzindo o risco de erros de identificação.

    Melhor aproveitamento das plaquetas

    O prazo de validade do concentrado de plaquetas poderá passar de cinco para até sete dias, quando adotadas as medidas de controle de qualidade exigidas. A mudança contribui para reduzir perdas e aumentar a disponibilidade desse hemocomponente, utilizado principalmente no atendimento a pessoas com câncer , pacientes submetidos à quimioterapia, pessoas com doenças hematológicas e outras condições que exigem transfusões frequentes.

    Doação no Brasil

    Mais do que formar estoques, a doação regular mantém o abastecimento da rede ao longo de todo o ano. Como os hemocomponentes têm diferentes prazos de validade e a demanda é contínua, os serviços de saúde precisam receber novas doações diariamente para evitar períodos de baixa e assegurar que o sangue esteja disponível quando necessário.

    Em 2025, o SUS registrou 3.264.138 coletas de sangue, com uma taxa de 15,29 doações por mil habitantes, a maior desde o período da pandemia. Os dados mostram a recuperação gradual das doações, após a redução registrada em 2020.

    Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto, que também poderá ser apresentado em formato digital. Adolescentes a partir de 16 anos podem se candidatar, desde que tenham autorização do responsável.

    Os interessados devem procurar o hemocentro mais próximo para consultar os horários de atendimento e passar pela triagem, etapa em que são avaliadas as condições de saúde e a aptidão para a doação.

    Por Bruna Queiroz, do Ministério da Saúde

  • Cai diferença entre homens e mulheres no acesso ao emprego formal

    Cai diferença entre homens e mulheres no acesso ao emprego formal

    Do total de 62,8 milhões de empregos formais ativos no Brasil, incluindo trabalhadores com carteira assinada e agentes públicos, as mulheres ainda não representam a maioria, mas a diferença em relação aos homens caiu nos últimos anos. É o que mostram dados da Rais Mensal de junho, divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

    A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) reúne estatísticas sobre o mercado de trabalho a partir de informações coletadas de empresas e órgãos públicos.

    Ao todo, as mulheres ocupam 46,4% dos postos de trabalho, somando 29.182.235 de vínculos trabalhistas. Os homens estão registrados em 33.708.974 vagas, 53,6% dos postos de trabalho.

    Essa distância era maior em janeiro de 2023, quando 55,7% das vagas eram ocupadas por pessoas do sexo masculino, contra 44,2% do sexo feminino.

    O mercado de trabalho brasileiro acumulou saldo positivo de 10,1 milhões de vínculos de emprego formal, entre janeiro de 2023 e junho de 2026, segundo o balanço apresentado pelo MTE. Desse montante, 5,8 milhões das vagas formais foram ocupadas por mulheres, enquanto 4,3 milhões foram ocupadas por homens.

    A Rais Mensal também trouxe informações atualizadas sobre a diversidade racial no mercado de trabalho brasileiro.

    Dos 62,8 milhões de vínculos formais, tanto no setor público quanto privado, 27,3 milhões são de pessoas autodeclaradas pardas, enquanto outras 26,8 milhões são pessoas autodeclaradas brancas. Os trabalhadores que se autodeclaram pretos correspondem a 4,6 milhões. Amarelos, 600 mil, e indígenas, 239 mil.

    Outros 3,1 milhões de vínculos trabalhistas não tiveram a informação racial registrada, um número que era de mais de 17,2 milhões há pouco mais de três anos e meio.

    “Nós temos hoje mais gente preta ou parda em relação à população branca, mas essa é uma informação não demandada, tanto que o não informado diminuiu de 17 milhões para 3 milhões, porque a gente fez uma campanha forte com as empresas para que elas voltassem a informar”, explicou a subsecretária de Estatística do MTE, Paula Montagner, durante apresentação dos dados.

    A escolaridade dos trabalhadores também evoluiu no mercado de trabalho nos últimos anos. Mais da metade dos trabalhadores (54%), o que representa 33,7 milhões de pessoas com vínculos formais, têm ensino médio, e 15,2 milhões ensino superior ou pós-graduação.

    A expansão dos empregos também foi maior entre os trabalhadores mais experientes, sendo que 74% têm pelo menos 30 anos de idade.

    O rendimento médio dos trabalhadores em emprego formal no Brasil ficou em R$ 4.389,49.

    O setor de serviços segue como o maior gerador de empregos formais no país, respondendo atualmente por 38,2 milhões de vagas, seguido pelo comércio (10,5 milhões), indústria (9,1 milhões), construção (3 milhões) e agropecuária (1,8 milhões).

  • Sábado tem samba e show de Uendel Pinheiro na Mostra de Teatro Águas de Manaus

    Sábado tem samba e show de Uendel Pinheiro na Mostra de Teatro Águas de Manaus

    A programação da 2ª Mostra de Teatro Águas de Manaus continua neste sábado (15), no Anfiteatro da Ponta Negra, com uma noite dedicada ao samba e à música brasileira. As atrações são gratuitas e começam às 19h.

    Abrindo a programação, o público poderá conferir o espetáculo cênico-musical “Samba das Moças”, com direção de Iléa Ferraz e Jô Santana. A montagem celebra o protagonismo feminino no samba e homenageia grandes nomes do gênero, como Alcione, Clara Nunes e Dona Ivone Lara.

    Às 21h, será a vez do cantor Uendel Pinheiro subir ao palco. O artista apresenta um repertório dedicado ao melhor do samba e do pagode.

    A Mostra de Teatro Águas de Manaus reúne artistas amazonenses e atrações de destaque nacional em diferentes espaços da cidade. A iniciativa busca ampliar o acesso gratuito à cultura e levar espetáculos para diferentes regiões de Manaus.

    A programação é realizada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), e pelo Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), com apresentação da concessionária Águas de Manaus.

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