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  • PF inicia operação de segurança e de fiscalização do Festival de Parintins

    PF inicia operação de segurança e de fiscalização do Festival de Parintins

    PF inicia operação de segurança e de fiscalização do Festival de Parintins

    anaus/AM. A Polícia Federal realizou o início, nesta terça-feira (23/6), da Operação Parintins 2026, que atuará  durante o período do Festival Folclórico de Parintins, realizado entre os dias 26 e 28/6, no Amazonas.

    A operação contempla ações antes, durante e após o evento, com foco na prevenção e na repressão de crimes federais, garantindo maior segurança aos milhares de turistas, moradores e trabalhadores que circulam pela cidade e pelas rotas de acesso ao município.

    Entre as principais frentes de atuação da Polícia Federal, estão o combate ao tráfico internacional de drogas, ao tráfico de pessoas, ao abuso sexual de crianças e adolescentes, bem como a localização e a captura de foragidos da Justiça. As equipes atuarão de forma integrada com outras forças de segurança pública para identificar e para reprimir condutas criminosas que possam colocar em risco grupos vulneráveis, especialmente durante o período de maior fluxo de visitantes.

    Além disso, a operação contempla a fiscalização da segurança da aviação civil, a regularidade de estrangeiros no país e a fiscalização de empresas de segurança, com o objetivo de verificar a regularidade da prestação dos serviços durante o festival.

    A operação prevê, também, medidas relacionadas à segurança de autoridades públicas que participarão da programação oficial do evento, bem como ações de polícia judiciária e de inteligência em locais de grande circulação, tais como aeroporto,  para preservação da ordem pública e da segurança dos participantes.

    A Operação Parintins 2026 integra o planejamento estratégico da Polícia Federal para grandes eventos na região amazônica e reafirma o compromisso institucional com a proteção da sociedade, a defesa dos direitos humanos e o enfrentamento qualificado à criminalidade.

    A PF reforça a importância da colaboração da população e orienta que informações sobre crimes federais, situações de exploração sexual de crianças e de adolescentes ou pessoas procuradas pela Justiça sejam comunicadas às autoridades competentes por meio dos canais oficiais de denúncia.

  • Suspeitos são presos após assalto em Manaus

    Suspeitos são presos após assalto em Manaus

    Suspeitos são presos após assalto em Manaus

    Imagens de câmeras de segurança ajudaram na identificação de dois homens suspeitos de participação em um assalto ocorrido na zona norte de Manaus. Os registros mostram o momento em que as vítimas são abordadas por criminosos na noite de domingo (21), quando duas pessoas caminhavam por uma rua do bairro Nova Cidade.

    Nas gravações, é possível ver o veículo se aproximando das vítimas. Em seguida, os suspeitos descem rapidamente do automóvel, realizam a abordagem e roubam os pertences antes de fugirem.

    Após a divulgação das imagens e o recebimento de denúncias, equipes da polícia iniciaram as buscas pelo carro que aparece nas gravações. O veículo foi encontrado estacionado em frente a um condomínio na zona centro-sul da capital.

    Durante a ação policial, um homem de 36 anos foi localizado dentro do automóvel. Segundo os policiais, ele teria colaborado com as investigações e indicado o paradeiro do proprietário do veículo. O segundo suspeito, de 28 anos, foi encontrado em uma residência localizada no bairro Lírio do Vale.

    No imóvel, os agentes apreenderam cinco aparelhos celulares de diferentes modelos e marcas, que serão analisados durante a investigação. Os dois suspeitos foram encaminhados ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde permaneceram à disposição da Justiça.

    A Polícia Civil seguirá investigando o caso.

  • Agente de segurança pública é preso investigado por exploração sexual de adolescentes em Manaus

    Agente de segurança pública é preso investigado por exploração sexual de adolescentes em Manaus

    Agente de segurança pública é preso investigado por exploração sexual de adolescentes em Manaus

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), apresentará, em coletiva de imprensa, a prisão de um agente de segurança pública, de 36 anos, investigado por envolvimento na exploração sexual de duas adolescentes, de 15 e 17 anos, oriundas do município de Itacoatiara.

    As investigações indicaram que o imóvel, localizado no bairro Petrópolis, zona sul da capital, alugado em nome do investigado, era utilizado para a exploração das adolescentes e de outras mulheres.

  • Em Barreirinha, homem é preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado

    Em Barreirinha, homem é preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado

    Em Barreirinha, homem é preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 42ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Barreirinha (a 331 quilômetros de Manaus), com o apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), prendeu em flagrante, no domingo (21/06), um homem, de 29 anos, pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, contra outro homem, de 30 anos. O fato ocorreu no bairro Nova Conquista, naquele município.

    De acordo com o delegado Hugo Guimarães, o autor que estava embriagado e sob efeito substâncias entorpecentes, iniciou uma discussão por motivo banal com a vítima. Na ocasião, ele portava um pedaço de madeira e desferiu diversos golpes contra ela.

    “O fato resultou em lesões graves contra esse outro homem. Durante o conflito, moradores da região acionaram as equipes policiais, que interromperam a ação criminosa. O indivíduo tentou fugir, mas foi contido”, informou o delegado.

    Conforme a autoridade policial, o homem foi preso em flagrante, no bairro Nova Conquista, e foi imediatamente encaminhado à delegacia para a realização dos procedimentos.

    Procedimentos

    O homem responderá pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e permanecerá à disposição da Justiça.

  • CNJ adia para agosto análise de regras sobre aposentadoria compulsória

    CNJ adia para agosto análise de regras sobre aposentadoria compulsória

    CNJ adia para agosto análise de regras sobre aposentadoria compulsória

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou para agosto a análise de mudanças no regimento interno sobre procedimentos administrativos disciplinares aplicáveis a magistrados, incluindo a aposentadoria compulsória.

    Em sessão ordinária desta terça-feira (23), o relator do caso, conselheiro Ulisses Rabaneda, apresentou proposta de ato normativo com base em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A finalidade é adaptar as normas do CNJ à interpretação do STF que, em maio, acabou com a aposentadoria compulsória como pena máxima para juízes condenados por faltas disciplinares graves.

    “Conforme é de conhecimento, o STF entendeu que uma alteração na Constituição Federal acabou por extirpar do ordenamento jurídico a aposentadoria compulsória como pena administrativa a ser aplicada aos magistrados”, destacou. “O que o presente ato normativo faz nada mais é do que aplicar essa decisão do STF sem inovar em absolutamente nada no ordenamento jurídico”, completou.

    Sanções

    O magistrado ressaltou que a proposta prevê a exclusão da aposentadoria compulsória, limitando as sanções possíveis em advertência, remoção compulsória, disponibilidade com proposta de perda do cargo e demissão para juízes não vitalícios.

    “Não inovei e não criei, na proposta em que apresento, absolutamente nenhuma hipótese. Todas elas estão previstas na Lei Orgânica da Magistratura”, concluiu o conselheiro.

    A previsão é que a próxima sessão ordinária do CNJ, quando a proposta será analisada, ocorra em 4 de agosto.

  • Em agência da ONU, Papa lembra que alimentação é direito humano fundamental

    Em agência da ONU, Papa lembra que alimentação é direito humano fundamental

    Em agência da ONU, Papa lembra que alimentação é direito humano fundamental

    O papa Leão XIV apelou à comunidade internacional para reforçar o compromisso e a alocação de recursos destinados a combater as causas profundas da fome e da malnutrição no mundo.

    Neste 22 de junho, ele visitou o Programa Alimentar Mundial, WFP, em Roma. O pontífice alertou para os impactos dos conflitos na insegurança alimentar em várias regiões do mundo e enfatizou que o acesso à alimentação adequada constitui um “direito humano fundamental”.

    Fome atinge níveis alarmantes

    As declarações do líder da Igreja Católica surgem numa altura em que a fome global atinge níveis alarmantes. De acordo com o WFP, no ano passado, 266 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar aguda em 48 países.

    Ele afirmou que “satisfazer esta necessidade [alimentação adequada] não só alivia o sofrimento, como também aborda as causas subjacentes da instabilidade geopolítica”.

    O pontífice descreveu os obstáculos burocráticos e políticos à ação humanitária, ecoando um alerta semelhante do seu antecessor, o Papa Francisco, durante a sua visita ao WFP, em 2016.

    O Papa Leão disse que “na prática, os conflitos são ‘alimentados’ com mais facilidade do que as pessoas são nutridas, e que esta realidade reflete não só falhas operacionais, mas também um desequilíbrio fundamental nas prioridades políticas e morais”.

    Conflitos impulsionam a fome global

    Para o líder dos católicos romanos, a importância da segurança alimentar como “um componente essencial da segurança global”.

    Neste sentido, o Papa enfatizou a solidariedade internacional e elogiou a atuação da agência das Nações Unidas: “A presença do WFP ajuda a evitar que crises humanitárias se transformem em colapsos irreversíveis”.

    De acordo com Leão XIV, estes investimentos “reforçam a educação, o desenvolvimento humano e a resiliência social” e refletem uma “visão integral do desenvolvimento humano que promove a dignidade, as oportunidades e o bem-estar da pessoa como um todo”.

    “Apelo à paz nunca foi tão urgente”

    Na visita, o diretor executivo interino do WFP, Carl Skau, destacou o desafio crescente que os conflitos representam para o trabalho humanitário.

    “Os conflitos destroem as estruturas que garantem comida na mesa: mercados, explorações agrícolas, estradas e confiança”, afirmou Skau. “De Gaza ao Sudão, a guerra levou populações à beira da fome extrema”, acrescentou.

    Em 2025, a assistência alimentar, financeira e nutricional do WFP chegou a 121 milhões de pessoas em mais de 120 países e territórios. Esta ação humanitária privilegiou a ajuda a mães e crianças, pequenos agricultores e pessoas deslocadas por conflitos, choques climáticos e desastres naturais.

    Ex-diretora-executiva do WFP, Cindy McCain, o apelo à paz nunca foi tão urgente. A fome e o conflito estão profundamente interligados. Onde há guerra, as famílias passam fome.

  • Lula anuncia nova fase do Celular Seguro com combate à receptação de aparelhos roubados

    Lula anuncia nova fase do Celular Seguro com combate à receptação de aparelhos roubados

    Lula anuncia nova fase do Celular Seguro com combate à receptação de aparelhos roubados

    A nova fase do Programa Nacional Celular Seguro, que inaugura uma etapa importante no enfrentamento ao roubo, furto e à receptação de celulares no Brasil, será lançada nesta terça-feira (23/6), em São Paulo, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Wellington César.

    O programa será instituído por decreto presidencial e terá como principal ferramenta o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma base nacional que reúne informações sobre aparelhos roubados, furtados ou extraviados em todo o País.

    A medida representa uma mudança de paradigma na política pública de enfrentamento aos crimes patrimoniais relacionados a dispositivos móveis. Até agora, o foco estava concentrado na vítima. Após o roubo ou furto, cabia ao cidadão baixar o aplicativo, registrar a ocorrência e solicitar bloqueios. Embora importante para a proteção dos dados e das contas bancárias, esse modelo tinha alcance limitado porque dependia da iniciativa individual do usuário e não atacava o principal combustível desse mercado criminoso: a receptação. A nova fase do programa passa a atuar diretamente sobre a cadeia econômica que sustenta o roubo de celulares.

    O objetivo é simples: tornar cada vez mais difícil, arriscado e economicamente desvantajoso comprar, vender ou utilizar um aparelho com origem criminosa.

    A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

  • Pesquisa do Inpa revela: árvore da campinarana resiste à seca, mas sofre com alagamento prolongado

    Pesquisa do Inpa revela: árvore da campinarana resiste à seca, mas sofre com alagamento prolongado

    Pesquisa do Inpa revela: árvore da campinarana resiste à seca, mas sofre com alagamento prolongado

    udas de Aldina heterophylla, árvore dominante das campinaranas amazônicas e classificada como vulnerável à extinção, sobrevivem bem a longos períodos de seca, mas morrem quando ficam muito tempo alagadas. É o que mostra um estudo publicado na revista Environments por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e parceiros.

    O trabalho, liderado pela doutoranda Sthefanie Gomes Paes, investigou como a espécie responde a dois extremos que estão ficando mais frequentes na Amazônia: seca intensa e alagamento prolongado. Os frutos foram coletados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã e os experimentos com as mudas foram realizados em casa de vegetação durante a germinação e o crescimento inicial, consideradas as fases mais críticas do ciclo da planta.

    A pesquisa descobriu que na seca, todas as mudas sobreviveram. A estratégia foi “economizar água”, pois a planta derrubou as folhas para reduzir a perda e manteve o acúmulo de biomassa estável. Foi constatado que a Aldina heterophylla também investiu mais nas raízes, usando reservas de amido e proteína armazenadas nas sementes.

    No alagamento, a reação foi diferente. As mudas amarelaram, perderam folhas e formaram lenticelas no caule – pequenas estruturas que ajudam a captar oxigênio quando o solo fica encharcado. Houve um ganho temporário de biomassa nas raízes, mas o alagamento longo diminuiu drasticamente a biomassa do caule e elevou à mortalidade.

    “A Aldina heterophylla mostrou maior tolerância à seca do que ao alagamento prolongado. O excesso de água também pode representar uma ameaça para espécies típicas das campinaranas”, resume a pesquisadora.

    Importante para o clima

    De acordo com o estudo, as campinaranas são florestas sobre areia branca, com solo pobre e lençol freático que sobe e desce ao longo do ano. Com as mudanças climáticas alterando o regime de chuvas na Amazônia, esses ciclos podem ficar mais extremos.

    “Compreender como espécies como a Aldina respondem à seca e ao alagamento é fundamental para prever impactos sobre a biodiversidade e o funcionamento ecológico das campinaranas”, explica a doutoranda.

    A árvore é considerada chave para o ecossistema: estrutura a floresta, abriga orquídeas e outras epífitas e cria microambientes para diversos organismos. Tem distribuição restrita, sofre pressão da exploração madeireira e está na lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

    “As espécies amazônicas respondem de maneira muito particular aos extremos climáticos. Para Aldina heterophylla, a falta de oxigênio nas raízes durante o alagamento foi mais prejudicial que a seca. Cada espécie carrega adaptações moldadas pelo seu habitat”, conclui Sthefanie.

    Apoio

    A pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração Peld-Maua e contou com apoio do grupo de Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas (Maua/Inpa), Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação e  Universidade Cesumar (Iceti/UniCesumar), Laboratório de Anatomia Vegetal da Universidade federal do Amazonas (LAV/Ufam) e Laboratório de Fisiologia Vegetal da UnB. Sthefanie recebeu bolsa PIBIC/CNPq-Inpa.

    Leia o artigo completo: https://doi.org/10.3390/environments13060295

  • Festival de Parintins: MP fiscaliza objetos deixados para reserva de lugares nas filas para as galeras

    Festival de Parintins: MP fiscaliza objetos deixados para reserva de lugares nas filas para as galeras

    Festival de Parintins: MP fiscaliza objetos deixados para reserva de lugares nas filas para as galeras

    Com o Festival Folclórico de Parintins 2026 programado para o fim de semana (26 a 28 de junho), o Ministério Público do Amazonas (MPAM), via 1ª Promotoria de Justiça de Parintins, realizou fiscalização no entorno do Bumbódromo para verificar a questão das filas das galeras dos bumbás Caprichoso e Garantido. A ação, realizada no sábado (20/06), teve como foco evitar a reserva de lugares com objetos e demarcações antes da data permitida, — quarta, 24 de junho.

    A fiscalização foi coordenada pelo promotor de Justiça Ricardo Mitoso Nogueira Borges e contou com o apoio da Polícia Militar (PMAM), da Empresa Municipal de Trânsito e Transportes (EMTT), da Secretaria Municipal de Cadastro, Arrecadação e Terras (Secat) e da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Selip).

    Na ocasião, foram encontradas cadeiras plásticas e geleiras, além de bancos de madeira e guarda-chuvas. No local, também havia pessoas guardando os objetos que estavam reservando lugares para venda futura.

    A iniciativa integra as deliberações da reunião interinstitucional realizada na manhã da última sexta-feira (19/06), de modo a garantir segurança, acessibilidade e igualdade de acesso ao espaço, especialmente para pessoas idosas e com deficiência, gestantes e crianças.

    As inspeções, segundo a Promotoria, seguirão ao longo de toda a semana.

  • Festival de Parintins 2026: Caprichoso e Garantido rompem padrões e ampliam presença feminina em item tradicional do festival

    Festival de Parintins 2026: Caprichoso e Garantido rompem padrões e ampliam presença feminina em item tradicional do festival

    Festival de Parintins 2026: Caprichoso e Garantido rompem padrões e ampliam presença feminina em item tradicional do festival

    Inspirado nas lideranças indígenas da Amazônia, o item Tuxaua é um dos mais emblemáticos do Festival de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus). Historicamente interpretado por homens, o item tem vivido uma transformação nos últimos anos. A presença crescente de mulheres como Tuxauas nos bois Caprichoso e Garantido vem ampliando a representatividade feminina em um dos papéis mais desafiadores e simbólicos do espetáculo, reforçando que liderança, força e protagonismo não têm gênero.

    A ampliação da presença feminina no item Tuxaua acompanha um movimento mais amplo de valorização da diversidade dentro do Festival de Parintins, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Ao ocupar espaços historicamente masculinos, as mulheres reforçam o papel do festival como uma manifestação cultural em constante transformação, capaz de dialogar com as demandas contemporâneas sem perder sua conexão com as tradições amazônicas.

    Na arena do Bumbódromo, essas trajetórias se transformam em arte, emoção e representatividade, evidenciando a capacidade do festival de celebrar a riqueza cultural dos povos da Amazônia e inspirar novas gerações a ocuparem espaços de liderança, expressão e pertencimento.

    No Boi Garantido, esse movimento começou a ganhar força a partir de 2023, quando mulheres passaram a integrar oficialmente o item 14, abrindo caminho para novas gerações de artistas. Entre elas está Eloá Godinho, que há quatro anos defende o item e se tornou a primeira mulher parintinense a assumir a função de Tuxaua no boi vermelho e branco.

    “Ser Tuxaua significa representar uma liderança indígena e mostrar que nós, mulheres, também somos capazes. É uma felicidade enorme poder mostrar que nós também somos guerreiras e que podemos ocupar esse espaço. Muitas meninas se espelham na gente. Quando elas veem uma mulher ocupando esse lugar, entendem que também podem chegar lá. Isso nos torna referência para outras mulheres”, destaca Eloá Godinho.

    Outra representante feminina do item é Ana Miranda, que atua como Tuxaua há três anos e vê na arena um espaço de afirmação da liderança das mulheres. “O Garantido inovou ao trazer as Tuxauas femininas. Representamos a força, a garra e, acima de tudo, a liderança da mulher. Mostramos que somos capazes de carregar esse item com a mesma determinação e responsabilidade”, ressalta.

    Segundo Ana Miranda, a emoção de entrar na arena está diretamente ligada ao significado que essa conquista representa. “Quando entro no Bumbódromo, sinto a importância da presença feminina nesse espaço. Durante muitos anos, esse foi um item representado apenas por homens. Hoje, mostramos que podemos estar em qualquer lugar, inclusive representando um dos símbolos mais importantes dos povos indígenas dentro do festival”, afirma.

    A renovação também chega por meio de novas artistas. Em 2026, Aline Evelyn estreia como Tuxaua, ampliando ainda mais a participação feminina no item. Antes de assumir a nova função, Aline já integrava o item Povos Originários e agora encara o desafio de defender uma das figuras mais emblemáticas do espetáculo.

    “Está sendo um turbilhão de emoções. A preparação exige muito comprometimento, mas acredito que nós mulheres merecemos estar ali. Temos garra, determinação e capacidade para defender qualquer item do festival. O nosso lugar é onde quisermos estar”, destaca Aline Evelyn.

    Morubixabas do Boi Caprichoso

    No Boi Caprichoso, as mulheres que representam o item são chamadas de “Morubixabas”, palavra derivada do tupi que designa o chefe, líder ou tuxaua de uma tribo. Do lado azul da Ilha, o grupo de Morubixabas reverencia as personalidades que dedicaram suas vidas à defesa da cultura, do território e das tradições indígenas, reforçando o compromisso do Festival de Parintins com a valorização dos povos originários e de suas lideranças.

    Entre as representantes do item no Boi Caprichoso está Ira Maraguá, indígena que, há quatro anos, integra o grupo de Morubixabas. Para ela, ocupar esse espaço representa uma conquista coletiva dos povos indígenas e um reconhecimento das lideranças femininas que historicamente abriram caminhos para novas gerações.

    “É um ato de vitória, principalmente para nós, mulheres indígenas. Temos grandes referências no Brasil, como mulheres pajés, lideranças e caciques que vêm fortalecendo nossa luta. Durante muito tempo fomos silenciados em relação à nossa língua, à nossa cultura e às nossas tradições. Hoje, poder representar nossa ancestralidade dentro do Festival de Parintins é algo maravilhoso. É uma forma de inspirar outras meninas e mostrar que podemos ocupar esses espaços. Para nós, povos indígenas, isso é uma conquista, uma vitória e uma superação”, afirma Ira Maraguá.

    A valorização das mulheres indígenas também é representada por Kaila Hexkaryana, que acumula mais de uma década de atuação artística no festival e, em 2026, estreia como Morubixaba oficial do Boi Caprichoso. Natural de Barreirinha, ela destaca que a oportunidade carrega não apenas sua trajetória pessoal, mas também a história de seus ancestrais.

    “Sempre me dediquei à arena e este ano recebi o convite para defender um item que historicamente era representado por homens. O diferencial do Caprichoso é trazer mulheres indígenas para esse papel é algo revolucionário. O homem representa a liderança, mas nós mulheres mostramos a força feminina. Carrego comigo a minha história, a minha dança e o legado dos meus ancestrais. É uma realização pessoal e um momento que certamente será inesquecível”, ressalta Kaila Hexkaryana.

    A representatividade também alcança a comunidade LGBTQIA+. Em 2026, Lup Moara passa a integrar o grupo de Morubixabas, tornando-se uma das primeiras mulheres trans a ocupar a função dentro do espetáculo. Com mais de dez anos de atuação no Festival de Parintins, ela destaca a importância da oportunidade para ampliar a visibilidade de outras artistas trans dentro da cultura popular amazônica.

    “Eu me sinto muito honrada por ocupar esse espaço dentro do Boi Caprichoso. É uma oportunidade de mostrar força, persistência e luta. Minha história não começou agora. Tenho uma trajetória construída dentro do festival e hoje tenho a oportunidade de representar muitas mulheres, especialmente mulheres trans indígenas. Isso é uma potência muito grande. O Caprichoso abre um caminho importante para que outras também possam chegar e ocupar esses espaços”, destaca Lup Moara.

    A valorização da diversidade e o fortalecimento da representatividade nos itens oficiais refletem o compromisso do Governo do Amazonas com a promoção de uma cultura cada vez mais inclusiva e conectada às transformações da sociedade. Ao ampliar espaços para mulheres indígenas e integrantes da comunidade LGBTQIA+, o Festival de Parintins reafirma seu papel como uma das maiores manifestações culturais do país, preservando tradições ancestrais ao mesmo tempo em que fortalece o protagonismo de diferentes vozes na construção da identidade amazônica.

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