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  • Prepare-se para embarcar: “Aaarrg! Piratas!” estreia em Manaus, neste domingo, 23/08

    Prepare-se para embarcar: “Aaarrg! Piratas!” estreia em Manaus, neste domingo, 23/08

    Manaus está convidada a embarcar em uma aventura inesquecível pelos “mares do Rio Negro”. Com estreia marcada para este domingo, 23/08, às 18h, o espetáculo “Aaarrg! Piratas!” promete levar o público amazonense a uma jornada repleta de humor, fantasia e números acrobáticos. A estreia da 2° Temporada acontece no Teatro da Instalação, localizado no Centro, na Zona Sul de Manaus. A produção artística é livre para todos os públicos e gratuita.

    De concepção puramente amazonense, a envolvente história aborda a relevância da justiça, emancipação e liberdade, além de proporcionar emoção e muita alegria aos tripulantes, conforme explica o autor da obra, Iogan Montefusco.

    “Gosto de pensar na estética dos meus espetáculos, no sentido de ver cênicas que sejam diferentes e surpreendentes, assim surgiu a ideia de criar esse trabalho sobre Piratas. Outro fator é que misturamos algumas linguagens, como circo, música, teatro de rua. Além de discutirmos questões sociais relevantes, fazendo com que o público reflita sobre esses assuntos. Destaco que a obra também é um espetáculo de rua. Ou seja, uma apresentação pensada para tocar e ser acessível a todos”, detalhou.

    Na produção, Iogan Montefusco desenvolve a dramaturgia e músicas originais juntamente com Emily Danali.

    Programação

    Além da primeira apresentação no Teatro da Instalação, “Aaarrg Piratas” também estará disponível no último domingo de agosto, 30/08, às 17h30, no Parque dos Bilhares, bairro Chapada, Zona Centro-Sul.

    No mês de setembro, em duas oportunidades. No domingo, 06/09, às 18h, no Centro de Artes da Ufam (Caua). Também no domingo, 13/09, às 17h30, no Largo São Sebastião. Ambas no bairro Centro, Zona Sul.

    “Agora, estamos brincando de fazer teatro. Isso torna a apresentação ainda mais divertida. Estamos em uma fase de deixar fluir e vivenciar a bela experiência, entre público e atores, que somente o Teatro propicia. Por isso, reforço o convite para todos brincarem de ser pirata com a gente”, convida Montefusco.

    Sinopse

    A trama com duração de 1 hora e 15 minutos acompanha a tripulação do navio Barril Rachado que, após se rebelar contra o tirânico Capitão Dente de Ouro, responsável por concentrar todo o tesouro para si, embarca em uma aventura pelos “mares do Rio Negro” em busca de liberdade e justiça. Entre sons de tiros, espadas, gaitas e muita gentileza, os piratas enfrentam monstros marinhos, sereias e maldições em uma jornada repleta de humor, música ao vivo e elementos circenses, criando um universo lúdico para públicos de todas as idades.

    O espetáculo foi reconhecido pelo Prêmio Amazonas Dramaturgia – Volume 5, através da Federação de Teatro do Amazonas (FETAM), reforçando a relevância da obra dentro da produção teatral contemporânea do estado.

    Com forte inspiração no imaginário das aventuras piratas e uma ambientação que dialoga com os rios da Amazônia, Aaarrg! Piratas! apresenta uma narrativa divertida e acessível, sem abrir mão de reflexões sobre poder, coletividade e transformação social.

    FICHA TÉCNICA

    Concepção: Iogan Montefusco
    Direção: Iogan Montefusco
    Dramaturgia e Músicas Originais: Iogan Montefusco e Emily Danali
    Produção: Mariana Libório
    Musicista: Luana Aranha
    Iluminação: Fernanda Seixas
    Elenco: Emily Danali, Marcos Efraim, Teffy Rojas, Lua Bentes, Iogan Montefusco;
    Assessoria de técnica circense: Teffy Rojas
    Social Mídia: Carla Garcia
    Designer: Lua Bentes
    Bonequeiro: Iogan Montefusco e Mia Galucio

  • Mudança: prazo para pedir ingresso no Simples Nacional é setembro deste ano

    Mudança: prazo para pedir ingresso no Simples Nacional é setembro deste ano

    A partir das alterações trazidas pela Resolução CGSN nº 186, de 09/04/2026 , a solicitação para ingresso no Simples Nacional não será mais realizada no mês de janeiro. Dessa forma, as empresas que não constarem como optantes pelo Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2027 e desejarem ser tributadas pela sistemática do Simples Nacional em 2027, deverão solicitar a opção no próximo mês de setembro.

    Portanto, donos de microempresa ou de pequena empresa, devem ficar atentos. As regras para escolher o regime de tributação mudaram. A partir de agora, a decisão que antes era tomada em janeiro deve ser feita com antecedência.

    Essa mudança busca organizar a chegada das modificações proporcionadas pela Reforma Tributária sobre o Consumo (IBS e CBS) no Simples Nacional e dar mais tranquilidade para o planejamento das empresas. A Fundamentação legal dessas alterações está na Resolução CGSN nº 186/2026.

    Confira os tópicos a seguir, com esclarecimentos das principais dúvidas

    1) O que muda na prática? A principal novidade é o adiantamento do calendário. Veja os novos prazos e como funciona:

    • Novo Prazo de Opção: a escolha pelo Simples Nacional para o ano de 2027 deve ser feita entre 1º de setembro de 2026 e 30 de setembro de 2026.

    • Quando começa a valer? Mesmo escolhendo em setembro de 2026, o regime só passará a valer oficialmente em 1º de janeiro de 2027.

    • Fim da opção em janeiro: com a Reforma Tributária sobre o Consumo, a opção pelo Simples Nacional não será mais realizada em janeiro. Fique atento!

    • Escolha do IBS e CBS: no mesmo período (setembro de 2026), a empresa deverá decidir se quer pagar o IBS e a CBS dentro do boleto único do Simples ou pelo regime regular (por fora). A validade dessa escolha será para os meses de janeiro a junho de 2027.

    • E se eu não realizar a opção pelo recolhimento do CBS e IBS pelo regime regular em Setembro/2026? No primeiro semestre do ano de 2027 você deverá recolher ambos os tributos na guia única do Simples Nacional. Porém, não se preocupe, pois no mês de março/2027 haverá uma nova oportunidade para realizar essa opção, que produzirá efeitos no segundo semestre do ano de 2027.

    2) Abri minha empresa no final de 2026. E agora? Para quem solicitar a inscrição do CNPJ entre 1º de outubro de 2026 e 31 de dezembro de 2026, a regra é diferente:

    • Validade Dupla: a opção pelo Simples Nacional realizada no momento da inscrição no CNPJ valerá tanto para o período que restar de 2026 e para todo o ano de 2027.

    • IBS e CBS: a escolha que você fizer na abertura sobre pagar o IBS e a CBS por fora (regime regular) valerá a partir de janeiro de 2027.

    • Liberdade de escolha: se você não desejar permanecer como Simples Nacional em 2027, poderá comunicar a exclusão por sua opção no Portal do Simples Nacional, desde que o faça até o último dia de 2026.

    3) Vantagens para o contribuinte. Essa alteração, baseada na Lei Complementar nº 214/2025, traz benefícios diretos para quem empreende:

    • Possibilidade de desistência: se você fizer a opção em setembro e se arrepender, tem até o último dia de novembro de 2026 para cancelar o pedido. Mas, atenção! O cancelamento é irretratável, ou seja, não será possível fazer nova solicitação para efeitos em 2027.

    • Fim da “Retroatividade”: antes, muitas empresas operavam janeiro inteiro sem saber se seriam aceitas no Simples, gerando uma confusão contábil enorme para refazer cálculos depois. Agora, você já começa o ano com tudo definido.

    • Maior tempo para regularização: se o seu pedido for negado por alguma pendência ou dívida, você terá 30 dias para resolver o problema e garantir sua entrada no regime.

    • Segurança e Previsibilidade: com as novas datas, a empresa consegue planejar seu fluxo de caixa para 2027 com muito mais antecedência.

    4) Quem já está no Simples Nacional precisa fazer algo? Em regra, a permanência no Simples Nacional é automática, mas é preciso ter cuidado. Siga estes passos:

    • Verifique sua situação fiscal: acesse o Portal do Simples Nacional em setembro/2026 para consultar se a sua empresa não foi excluída para o ano de 2027 devido a débitos ou outras pendências.

    • Nova chance para a opção: se constar a sua exclusão do Simples Nacional já em 2026 ou a partir de janeiro 2027, você poderá fazer uma nova opção no mês de setembro/2026.

    • Decisão sobre IBS/CBS: mesmo quem já é do Simples e está regular pode acessar o portal em setembro de 2026 caso queira optar pelo recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular (por fora do Simples). Se não fizer nada, eles continuam dentro da guia única.

    5) Atenção: Regra para MEI (Simei) não mudou. Essa nova regra de setembro não se aplica ao Microempreendedor Individual

    Para quem deseja o enquadramento pelo Simei (recolhimento em valores fixos mensais), a opção continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o seu último dia útil, como sempre foi.

    6) Por que a mudança ocorreu?

    A finalidade é promover uma transição suave para o novo cenário decorrente da implementação do IBS e da CBS, preservando a coerência normativa e assegurando previsibilidade às microempresas e empresas de pequeno porte.

  • Pré-natal: cuidados desde as primeiras semanas tornam a gestação mais segura

    Pré-natal: cuidados desde as primeiras semanas tornam a gestação mais segura

    Na Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, que culmina neste 15 de agosto, conhecer a importância do pré-natal faz parte dos cuidados necessários durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Instituída pela Lei nº 15.221, de 29 de setembro de 2025 , a mobilização é voltada à divulgação de direitos e cuidados relacionados à saúde de gestantes, mães e bebês, com ênfase nos primeiros mil dias — período que começa na gestação e segue até o fim do segundo ano de vida do bebê.

    O pré-natal deve começar o quanto antes, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. O acompanhamento permite identificar alterações precocemente, monitorar o crescimento e o desenvolvimento do bebê e orientar os cuidados com a saúde da gestante. No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento é gratuito e ocorre principalmente na Atenção Primária à Saúde, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e das equipes que atuam no território onde a mulher vive.

    Caderneta ajuda acompanhar a gestação

    A edição de 2026 da Caderneta Brasileira da Gestante reúne informações e espaços para registrar consultas, resultados de exames, pressão arterial, esquema de vacinas, condições de saúde bucal e dados referentes ao parto e pós-parto. A Caderneta deve ser levada às consultas, aos exames, aos atendimentos de urgência, ao parto e aos cuidados durante o puerpério.

    O Ministério da Saúde recomenda, no mínimo, sete consultas de pré-natal, intercaladas entre profissionais da medicina e da enfermagem, além de pelo menos uma consulta odontológica. Até a 28ª semana, os atendimentos devem ser mensais. Da 28ª à 36ª semana, passam a ser quinzenais e, a partir da 36ª, semanais.

    A Caderneta enfatiza que não existe alta do pré-natal: o acompanhamento deve ocorrer de forma regular até o parto e puerpério (período após o parto). Após o nascimento, são recomendadas pelo menos duas consultas: a primeira na semana seguinte à saída da maternidade e a segunda em torno de 30 dias depois do parto.

    Exames ajudam a identificar alterações

    Durante as consultas, a equipe verifica a pressão arterial, o peso da gestante e outras medidas necessárias, acompanha o crescimento do bebê, solicita e avalia exames, confere as vacinas e orienta sobre o uso de vitaminas, ferro e outros medicamentos, quando necessário. Também deve informar qual é a maternidade ou o Centro de Parto Normal de referência e esclarecer dúvidas sobre o parto, o puerpério, a amamentação e o planejamento reprodutivo. Os exames do pré-natal podem identificar condições que exigem atenção, como hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecção urinária. Algumas condições de saúde, como doenças preexistentes, complicações em gestações anteriores, gestação múltipla ou uso contínuo de medicamentos podem exigir acompanhamento mais frequente ou encaminhamento ao pré-natal de alto risco. Situações de violência, insegurança alimentar, sofrimento emocional intenso, situação de rua e dificuldade de acesso aos serviços também devem ser consideradas pela equipe de saúde durante o acompanhamento.

    Sinais de alerta exigem atendimento imediato

    A gestante deve procurar atendimento imediatamente em caso de pressão mais alta que o habitual ou acima de 140 por 90 mmHg, sangramento vaginal, dor abdominal forte ou persistente, febre igual ou superior a 37,8 °C, dor de cabeça intensa, alterações na visão, falta de ar, dor no peito, convulsão ou desmaio.

    Também é necessário buscar ajuda diante da diminuição ou ausência dos movimentos do bebê, especialmente se ele ficar mais de quatro horas sem se mexer após a 20ª semana. A orientação é procurar a UBS, a maternidade de referência ou um serviço de urgência. Se necessário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.

    Manter a Caderneta da Gestante atualizada e levá-la aos serviços de saúde contribui para a continuidade do cuidado durante a gestação, o parto e o pós-parto.

  • PF combate crimes de abuso sexual infantojuvenil em Manaus

    PF combate crimes de abuso sexual infantojuvenil em Manaus

    A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (20/8), uma operação para investigar crimes relacionados ao abuso sexual infantojuvenil praticados por meio da internet.

    Durante a ação, foram cumpridos um mandado de busca pessoal e um de busca e apreensão itinerante, com a apreensão de um aparelho celular.

    As investigações tiveram início após o recebimento de informações sobre a possível prática de crimes de abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital. Os elementos reunidos até o momento indicam o possível armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes por meio de contas vinculadas a plataformas digitais.

    Nomenclatura e alerta
    Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

    A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

  • PF atua no combate ao trabalho análogo à escravidão no Amazonas

    PF atua no combate ao trabalho análogo à escravidão no Amazonas

    A Polícia Federal participou, entre os dias 17 e 20/8, de ações de fiscalização realizadas no âmbito da Operação Resgate VI, em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com o objetivo de apurar denúncias relacionadas a possíveis situações de trabalho em condição análoga à de escravo.

    Durante as diligências, as equipes realizaram inspeções em locais de trabalho, entrevistas com trabalhadores e empregadores, além da verificação das condições de alojamento, de segurança e demais aspectos relacionados ao cumprimento da legislação trabalhista e à proteção dos direitos dos trabalhadores.

    As ações resultaram no resgate de cinco trabalhadores, que foram imediatamente encaminhados para os procedimentos de proteção e de garantia de direitos previstos na legislação brasileira.

    Também foram constatadas irregularidades trabalhistas e inadequações referentes às condições de alojamento, de infraestrutura e de regularização laboral. As situações identificadas foram objeto das medidas administrativas cabíveis adotadas pelos órgãos competentes.

  • Fotografia na Amazônia: imagens preservam a vida e a biodiversidade das Reservas Mamirauá e Amanã, no Amazonas

    Fotografia na Amazônia: imagens preservam a vida e a biodiversidade das Reservas Mamirauá e Amanã, no Amazonas

    A Amazônia reúne uma importante memória visual de suas paisagens, biodiversidade, populações e transformações ao longo do tempo. Na região do Médio Solimões, no Amazonas, estudos, ciência e pesquisa caminham lado a lado com a fotografia. Para celebrar o Dia Mundial da Fotografia, comemorado em 19 de agosto, o Instituto Mamirauá relembra registros que eternizaram momentos durante suas atividades nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã.

    Com um banco de imagens que reúne milhares de fotografias digitais em diversas épocas e centenas de imagens impressas produzidas entre os anos 1980 e o início dos anos 2000, o Instituto Mamirauá guarda parte da história e da memória das populações tradicionais, da biodiversidade e das atividades de ciência e pesquisa desenvolvidas na Amazônia. Esses registros passaram a constituir também uma memória visual das transformações do território e dos avanços nas ações de conservação e desenvolvimento sustentável.

    Entre as memórias estão dezenas de fotografias feitas pelo pesquisador José Márcio Ayres e pelo fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, que tiveram participação importante na história da Reserva Mamirauá. Os registros remontam a diferentes períodos, desde as pesquisas iniciadas por Ayres na região, na década de 1980, passando pela criação da Estação Ecológica Mamirauá, em 1986, até a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em 1996, primeira unidade de conservação com essa categoria no Brasil.

    A experiência de fotografar e pesquisar esses territórios também revela as diferenças entre as duas reservas. Para Miguel Monteiro, fotógrafo e pesquisador, atuar em Mamirauá e Amanã permite acompanhar diferentes paisagens, espécies e modos de vida das comunidades tradicionais.

    “Em Mamirauá, as mudanças provocadas pelos ciclos de cheia e seca fazem parte da dinâmica da paisagem e da vida das comunidades. Já em Amanã, os ambientes de várzea e terra firme permitem outros registros, com trilhas que avançam para o interior da floresta e áreas ainda pouco estudadas pela ciência. Segundo Miguel, as duas reservas são complementares e oferecem diferentes possibilidades de observação da fauna, das paisagens e dos modos de vida amazônicos.

    Entre as imagens emblemáticas produzidas já nos anos 2000 está uma fotografia do fotógrafo amazonense Ricardo Oliveira, que registrou um manejador de pirarucu carregando o enorme peixe nas costas, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Para Ricardo Oliveira, que considera a imagem uma das mais importantes de sua carreira, a Reserva é um lugar sagrado.

    “Como fotojornalista, eu vejo essas reservas como lugar sagrado e, para mim, é um altar dos deuses. A gente precisa entrar, pedir permissão aos ancestrais e às entidades da natureza. São experiências que sempre trazem grandes aprendizados”, destacou o fotojornalista Ricardo Oliveira.

    Ao longo dos anos, diversos fotógrafos contribuíram e continuam contribuindo para iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, incluindo programas e projetos com a atuação do Instituto Mamirauá. Em diferentes períodos e contextos, esses profissionais ajudam a registrar, valorizar e dar visibilidade à biodiversidade, aos territórios e às populações amazônicas. Entre eles estão Luiz Cláudio Marigo, Bernardo Oliveira, Pilar Olivares, Amanda Lelis, Bruno Kelly, Michel Dantas, Adriano Gambarini, André Dib, Ricardo Oliveira, Marco Raccichini, Miguel Monteiro, Tácio Melo, Laís Teixeira, André Zumak e muitos outros que já visitaram a região.

    A fotografia também caminha de mãos dadas com pesquisa e ciência

    No Instituto Mamirauá, a fotografia integra o cotidiano de pesquisas, expedições e ações de conservação realizadas nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã. Os registros produzidos em campo ajudam a documentar espécies, ambientes, comunidades e diferentes etapas dos trabalhos científicos, além de contribuir para a comunicação e a divulgação do conhecimento produzido na região.

    “A fotografia é uma ferramenta importante para a pesquisa e para a conservação, porque ajuda a documentar espécies, ambientes e diferentes momentos dos trabalhos realizados em campo. Esses registros também ajudam a construir com a memória visual das transformações da paisagem e da biodiversidade amazônica”, destaca André Zumak.

    Com o avanço das tecnologias de imagem, novas ferramentas também passaram a apoiar o trabalho de pesquisadores. Câmeras fotográficas e equipamentos de monitoramento são utilizados em diferentes estudos para registrar animais, ambientes e mudanças no território. As armadilhas fotográficas, por exemplo, permitem acompanhar a fauna de forma contínua, inclusive em locais de difícil acesso e com menor interferência humana. Pesquisas realizadas na Reserva Amanã já utilizaram esse tipo de tecnologia para registrar espécies de mamíferos e aves, demonstrando como as imagens podem gerar dados para estudos sobre biodiversidade e conservação.

    A fotografia na região amazônica

    A história da fotografia na Amazônia começou em meados do século XIX, poucos anos depois da invenção do daguerreótipo, em 1839. Os primeiros registros foram realizados por fotógrafos, viajantes e pesquisadores que percorriam a região em expedições científicas. Em um território ainda pouco conhecido por grande parte do mundo, a fotografia passou a desempenhar um importante papel na documentação de paisagens, espécies, populações e diferentes aspectos da vida amazônica.

    Ao longo do tempo, a fotografia tornou-se também uma importante ferramenta para a pesquisa científica. Instituições de pesquisa incorporaram o registro fotográfico às atividades de documentação e produção de conhecimento. As imagens produzidas durante expedições ajudaram pesquisadores a registrar ambientes, animais, plantas, povos indígenas e transformações do território, constituindo acervos que hoje são importantes fontes para estudos históricos, científicos e antropológicos sobre a Amazônia.

    Na região do Médio Solimões, essa memória visual também acompanha a história da pesquisa e da conservação. O acervo construído ao longo das décadas permite revisitar paisagens, espécies, comunidades e modos de vida registrados em diferentes períodos, contribuindo para compreender as transformações ocorridas no território.

    A fotografia na Amazônia, portanto, ultrapassa o papel de registro. As imagens preservam informações sobre o passado, auxiliam a pesquisa científica no presente e ajudam a comunicar para as novas gerações a diversidade de ambientes, espécies e culturas que fazem parte da região. Nas Reservas Mamirauá e Amanã, esse conjunto de registros também ajuda a contar a história de um modelo de conservação que busca conciliar a proteção da biodiversidade, a pesquisa científica e a permanência das populações tradicionais em seus territórios. A Reserva Mamirauá foi criada em 1996, enquanto a Reserva Amanã foi criada dois anos depois, em 1998.

  • Incêndio atinge área de vegetação durante a madrugada no Distrito Industrial de Manaus

    Incêndio atinge área de vegetação durante a madrugada no Distrito Industrial de Manaus

    Um incêndio atingiu uma área de vegetação durante a madrugada deste sábado (22), na Avenida dos Oitis, no Distrito Industrial 1, Zona Sul de Manaus. As chamas foram percebidas por trabalhadores da região por volta da meia-noite e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

    De acordo com informações preliminares, pequenos focos começaram a surgir em diferentes pontos da área de vegetação. Com o avanço do fogo, alguns trechos passaram a apresentar maior intensidade.

    A ocorrência foi registrada nas proximidades da fábrica Flex, em uma região que concentra diversas empresas, mas possui pouca circulação de pessoas durante a madrugada. O incêndio chamou a atenção de pessoas que passavam pelo local, que acionaram o Corpo de Bombeiros.

    Bombeiros combatem chamas próximas à rede elétrica

    Ao chegarem à área, os bombeiros iniciaram o combate ao incêndio e concentraram parte dos trabalhos nos pontos próximos à rede elétrica. A proximidade das chamas com postes e fios aumentava o risco de danos à estrutura e de possíveis problemas no fornecimento de energia.

    Em alguns trechos, o fogo avançou rapidamente pela vegetação. O deslocamento de veículos pela avenida também provocava correntes de ar que poderiam contribuir para a propagação das chamas.

    Além do combate direto ao incêndio, as equipes realizaram o trabalho de rescaldo e resfriamento da vegetação. O procedimento é necessário para reduzir o risco de novos focos em áreas que permaneceram aquecidas após o controle das chamas.

    Causa do incêndio ainda é desconhecida

    Até o momento, não havia confirmação sobre a causa do incêndio. Não é possível afirmar se o fogo teve origem criminosa ou se ocorreu de maneira acidental.

    O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas segue atuando em diferentes ocorrências de incêndio registradas em Manaus durante o período de altas temperaturas.

  • Sebrae-AM alerta empreendedores sobre golpes com falsos funcionários da instituição

    Sebrae-AM alerta empreendedores sobre golpes com falsos funcionários da instituição

    O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae-AM) emitiu um alerta aos empreendedores sobre tentativas de golpe praticadas por pessoas que estariam se passando por funcionários ou agentes da instituição.

    Os casos mais recentes foram registrados nos municípios de Manicoré, Caapiranga, Borba e Autazes. Segundo o Sebrae-AM, os criminosos utilizam o nome e a identidade visual da instituição para abordar principalmente empreendedores por meio do WhatsApp.

    Entre as estratégias identificadas estão o envio de crachás falsos, ofertas de crédito, convites para supostos eventos e mensagens informando que empresas teriam sido selecionadas para receber benefícios ou atendimentos especiais.

    Golpistas usam crachás falsos e ofertas de crédito

    Em uma das modalidades, os criminosos apresentam uma suposta identificação funcional com a logomarca do Sebrae Amazonas, além de fotografia, nome, cargo, matrícula, código de barras e QR Code.

    Também foram identificados perfis que utilizam nomes semelhantes aos da instituição. Em alguns casos, os suspeitos enviam simulações de crédito destinadas a Microempreendedores Individuais (MEIs) e, posteriormente, encaminham mensagens personalizadas com o nome do empreendedor e informações sobre a empresa.

    Outra estratégia consiste em oferecer participação gratuita em supostos workshops. Os golpistas afirmam que a empresa foi selecionada para participar do evento por já ter realizado trabalhos com o Sebrae.

    Os casos já haviam sido comunicados por Agentes de Desenvolvimento por meio das Salas do Empreendedor. Em maio, materiais de orientação foram enviados às unidades para ajudar na prevenção e orientar os empreendedores sobre como identificar abordagens fraudulentas.

    Sebrae orienta como evitar golpes

    A instituição recomenda atenção redobrada diante de contatos inesperados que solicitem informações pessoais ou bancárias, códigos de segurança, pagamentos ou que encaminhem links para inscrição, contratação de serviços ou liberação de crédito.

    A orientação é não clicar em links suspeitos, não fornecer dados pessoais ou bancários e não realizar pagamentos antes de confirmar diretamente a autenticidade da abordagem.

    Em caso de dúvida, o empreendedor deve procurar os canais oficiais do Sebrae-AM para verificar a identidade do suposto funcionário e a legitimidade da atividade.

    Veja como se proteger

  • Desconfie de mensagens inesperadas que utilizem o nome ou a identidade visual do Sebrae para solicitar informações ou pagamentos;
  • Não forneça senhas, códigos recebidos por SMS ou WhatsApp, dados bancários ou documentos a contatos não confirmados;
  • Não clique em links enviados por números suspeitos;
  • Não realize pagamentos ou contratações sem confirmar a autenticidade da abordagem;
  • Procure diretamente o Sebrae pelos canais oficiais em caso de dúvida;
  • Guarde prints, áudios, números de telefone e outras informações de abordagens suspeitas para auxiliar na apuração.
  • O Sebrae-AM esclarece que seus profissionais, incluindo Agentes de Desenvolvimento dos municípios, podem realizar ações presenciais junto a pequenos negócios. Por isso, a recomendação não é ignorar abordagens presenciais, mas confirmar a identidade do profissional e a legitimidade da atividade diretamente com a instituição.

    Informações sobre profissionais ou ações realizadas em cada região também podem ser verificadas na unidade local do Sebrae ou na Sala do Empreendedor.

    A instituição reforça que qualquer abordagem que gere dúvida deve ser verificada antes do fornecimento de informações, acesso a links ou realização de operações financeiras.

  • Homem de 28 anos é morto a tiros ao chegar em casa na Zona Oeste de Manaus

    Homem de 28 anos é morto a tiros ao chegar em casa na Zona Oeste de Manaus

    Luan Martins, de 28 anos, foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (21), na rua Jequié, no bairro Lírio do Vale, Zona Oeste de Manaus. O crime aconteceu no momento em que a vítima chegava à própria residência.

    Segundo testemunhas que relataram o caso à Polícia Militar, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. O passageiro desceu do veículo e efetuou mais de dez disparos contra Luan, que foi atingido principalmente na região da cabeça.

    Ainda conforme os relatos, a vítima tentou correr para escapar do ataque, mas caiu na escadaria da residência e morreu no local.

    Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas apenas constatou a morte. Familiares de Luan acompanharam o trabalho das forças de segurança e ficaram em estado de choque.

    Equipes do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e do Instituto Médico Legal (IML) também foram acionadas para realizar a perícia e fazer a remoção do corpo.

    A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas. O caso deverá ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

  • Jovens pesquisadores fortalecem conhecimento e territórios através de pesquisas científicas na Amazônia

    Jovens pesquisadores fortalecem conhecimento e territórios através de pesquisas científicas na Amazônia

    Criado para aproximar estudantes da produção científica e contribuir para a formação de novos pesquisadores, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do Instituto Mamirauá oferece aos jovens da região Norte a oportunidade de desenvolver pesquisas com acompanhamento de orientadores e conhecer, na prática, diferentes etapas da ciência. Em Tefé (AM), o programa já tem mais de duas décadas de trajetória e busca também fortalecer a produção de conhecimento sobre a Amazônia a partir do próprio território.

    Ao longo de 12 meses, os bolsistas participam de capacitações, desenvolvem pesquisas e apresentam os resultados em seminários. As bolsas contemplam áreas como ciências biológicas, ciências sociais, arqueologia, manejo de recursos e inovação. Nos últimos anos, o programa reúne, em média, de 20 a 25 estudantes por ciclo e já formou ou apoiou mais de 500 alunos.
    “Eles viram protagonistas dos seus projetos e é muito satisfatório ver essa evolução deles”, destaca Hilda Chávez, pesquisadora do Instituto Mamirauá e coordenadora do PIBIC.

    A experiência também tem reflexos na trajetória acadêmica dos estudantes. Segundo a coordenação, mais de 70% dos bolsistas dão continuidade à formação acadêmica. Alguns participam de publicações científicas, recebem reconhecimento em eventos de iniciação científica e, posteriormente, seguem atuando em pesquisas ou passam a integrar o próprio Instituto Mamirauá. As bolsas são destinadas a estudantes do ensino médio e do ensino superior, nas modalidades Júnior e Sênior.

    “Nesse mês, que ocorreu a apresentação final da bolsa, ficamos mais uma vez surpresos com o desempenho dos bolsistas e a contribuição de suas pesquisas para a região, que incluem espécies que não haviam sido identificadas, plantas que não sabíamos que existiam na região do Médio Solimões, entre outras”, explica Jean Quadros, Analista de pesquisa e desenvolvimento do Instituto Mamirauá e vicecoordenador do PIBIC.

    A atuação dos jovens em seus territórios

    Além da formação científica, o programa contribui para aproximar o Instituto da população local. Os estudantes também levam para suas comunidades conhecimentos e experiências adquiridos durante as pesquisas, ampliando a compreensão sobre a ciência produzida na região.

    “O programa PIBIC, além da formação e do fomento para os estudantes, também insere ciência e pesquisa no território desses bolsistas, que acabam integrando esse conhecimento junto do Instituto”, afirma Hilda.

    Esse conhecimento também ganha significado dentro das comunidades indígenas. Hiago Marques Cruz, indígena da etnia Cambeba, da aldeia Jaquiri, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, desenvolveu a pesquisa “Fauna parasitária de Osteoglossum bicirrhosum (Aruanã) provenientes da pesca artesanal no Médio Solimões”. Para ele, levar os resultados da pesquisa para sua comunidade é uma forma de ampliar o conhecimento sobre um recurso importante para a população.

    “Esse conhecimento é importante para mim como indígena também, porque há muita ausência de conhecimento na questão da pesquisa. Levar esse novo olhar em relação à pesquisa e também sobre a fauna parasitária para as comunidades, para a minha aldeia, é fundamental, já que a gente utiliza o Aruanã como recurso fundamental na pesca artesanal e também para a nossa alimentação”, afirma Hiago Marques.

    Ao incentivar a participação de jovens da região na produção científica, o PIBIC fortalece uma rede de conhecimento que conecta formação acadêmica, pesquisa e território, contribuindo para que novas gerações também sejam protagonistas na construção do conhecimento sobre a Amazônia.

    Para Yasmim Salgado, bolsista do programa, pesquisar a diversidade de borboletas frugívoras em áreas de mangue na Reserva Extrativista Marinha de Soure, no Pará, é também uma forma de valorizar o território onde vive. “Acredito que a ciência também pode e deve ser feita dentro da nossa própria realidade. Para mim, pesquisar o território é também uma forma de valorizá-lo e mostrar a importância de sua conservação. Quero continuar aprendendo, pesquisando e contribuindo para que a ciência produzida na minha região tenha cada vez mais reconhecimento”, afirma.

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