Blog

  • Em agência da ONU, Papa lembra que alimentação é direito humano fundamental

    Em agência da ONU, Papa lembra que alimentação é direito humano fundamental

    Em agência da ONU, Papa lembra que alimentação é direito humano fundamental

    O papa Leão XIV apelou à comunidade internacional para reforçar o compromisso e a alocação de recursos destinados a combater as causas profundas da fome e da malnutrição no mundo.

    Neste 22 de junho, ele visitou o Programa Alimentar Mundial, WFP, em Roma. O pontífice alertou para os impactos dos conflitos na insegurança alimentar em várias regiões do mundo e enfatizou que o acesso à alimentação adequada constitui um “direito humano fundamental”.

    Fome atinge níveis alarmantes

    As declarações do líder da Igreja Católica surgem numa altura em que a fome global atinge níveis alarmantes. De acordo com o WFP, no ano passado, 266 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar aguda em 48 países.

    Ele afirmou que “satisfazer esta necessidade [alimentação adequada] não só alivia o sofrimento, como também aborda as causas subjacentes da instabilidade geopolítica”.

    O pontífice descreveu os obstáculos burocráticos e políticos à ação humanitária, ecoando um alerta semelhante do seu antecessor, o Papa Francisco, durante a sua visita ao WFP, em 2016.

    O Papa Leão disse que “na prática, os conflitos são ‘alimentados’ com mais facilidade do que as pessoas são nutridas, e que esta realidade reflete não só falhas operacionais, mas também um desequilíbrio fundamental nas prioridades políticas e morais”.

    Conflitos impulsionam a fome global

    Para o líder dos católicos romanos, a importância da segurança alimentar como “um componente essencial da segurança global”.

    Neste sentido, o Papa enfatizou a solidariedade internacional e elogiou a atuação da agência das Nações Unidas: “A presença do WFP ajuda a evitar que crises humanitárias se transformem em colapsos irreversíveis”.

    De acordo com Leão XIV, estes investimentos “reforçam a educação, o desenvolvimento humano e a resiliência social” e refletem uma “visão integral do desenvolvimento humano que promove a dignidade, as oportunidades e o bem-estar da pessoa como um todo”.

    “Apelo à paz nunca foi tão urgente”

    Na visita, o diretor executivo interino do WFP, Carl Skau, destacou o desafio crescente que os conflitos representam para o trabalho humanitário.

    “Os conflitos destroem as estruturas que garantem comida na mesa: mercados, explorações agrícolas, estradas e confiança”, afirmou Skau. “De Gaza ao Sudão, a guerra levou populações à beira da fome extrema”, acrescentou.

    Em 2025, a assistência alimentar, financeira e nutricional do WFP chegou a 121 milhões de pessoas em mais de 120 países e territórios. Esta ação humanitária privilegiou a ajuda a mães e crianças, pequenos agricultores e pessoas deslocadas por conflitos, choques climáticos e desastres naturais.

    Ex-diretora-executiva do WFP, Cindy McCain, o apelo à paz nunca foi tão urgente. A fome e o conflito estão profundamente interligados. Onde há guerra, as famílias passam fome.

  • Lula anuncia nova fase do Celular Seguro com combate à receptação de aparelhos roubados

    Lula anuncia nova fase do Celular Seguro com combate à receptação de aparelhos roubados

    Lula anuncia nova fase do Celular Seguro com combate à receptação de aparelhos roubados

    A nova fase do Programa Nacional Celular Seguro, que inaugura uma etapa importante no enfrentamento ao roubo, furto e à receptação de celulares no Brasil, será lançada nesta terça-feira (23/6), em São Paulo, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Wellington César.

    O programa será instituído por decreto presidencial e terá como principal ferramenta o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma base nacional que reúne informações sobre aparelhos roubados, furtados ou extraviados em todo o País.

    A medida representa uma mudança de paradigma na política pública de enfrentamento aos crimes patrimoniais relacionados a dispositivos móveis. Até agora, o foco estava concentrado na vítima. Após o roubo ou furto, cabia ao cidadão baixar o aplicativo, registrar a ocorrência e solicitar bloqueios. Embora importante para a proteção dos dados e das contas bancárias, esse modelo tinha alcance limitado porque dependia da iniciativa individual do usuário e não atacava o principal combustível desse mercado criminoso: a receptação. A nova fase do programa passa a atuar diretamente sobre a cadeia econômica que sustenta o roubo de celulares.

    O objetivo é simples: tornar cada vez mais difícil, arriscado e economicamente desvantajoso comprar, vender ou utilizar um aparelho com origem criminosa.

    A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

  • Pesquisa do Inpa revela: árvore da campinarana resiste à seca, mas sofre com alagamento prolongado

    Pesquisa do Inpa revela: árvore da campinarana resiste à seca, mas sofre com alagamento prolongado

    Pesquisa do Inpa revela: árvore da campinarana resiste à seca, mas sofre com alagamento prolongado

    udas de Aldina heterophylla, árvore dominante das campinaranas amazônicas e classificada como vulnerável à extinção, sobrevivem bem a longos períodos de seca, mas morrem quando ficam muito tempo alagadas. É o que mostra um estudo publicado na revista Environments por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e parceiros.

    O trabalho, liderado pela doutoranda Sthefanie Gomes Paes, investigou como a espécie responde a dois extremos que estão ficando mais frequentes na Amazônia: seca intensa e alagamento prolongado. Os frutos foram coletados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã e os experimentos com as mudas foram realizados em casa de vegetação durante a germinação e o crescimento inicial, consideradas as fases mais críticas do ciclo da planta.

    A pesquisa descobriu que na seca, todas as mudas sobreviveram. A estratégia foi “economizar água”, pois a planta derrubou as folhas para reduzir a perda e manteve o acúmulo de biomassa estável. Foi constatado que a Aldina heterophylla também investiu mais nas raízes, usando reservas de amido e proteína armazenadas nas sementes.

    No alagamento, a reação foi diferente. As mudas amarelaram, perderam folhas e formaram lenticelas no caule – pequenas estruturas que ajudam a captar oxigênio quando o solo fica encharcado. Houve um ganho temporário de biomassa nas raízes, mas o alagamento longo diminuiu drasticamente a biomassa do caule e elevou à mortalidade.

    “A Aldina heterophylla mostrou maior tolerância à seca do que ao alagamento prolongado. O excesso de água também pode representar uma ameaça para espécies típicas das campinaranas”, resume a pesquisadora.

    Importante para o clima

    De acordo com o estudo, as campinaranas são florestas sobre areia branca, com solo pobre e lençol freático que sobe e desce ao longo do ano. Com as mudanças climáticas alterando o regime de chuvas na Amazônia, esses ciclos podem ficar mais extremos.

    “Compreender como espécies como a Aldina respondem à seca e ao alagamento é fundamental para prever impactos sobre a biodiversidade e o funcionamento ecológico das campinaranas”, explica a doutoranda.

    A árvore é considerada chave para o ecossistema: estrutura a floresta, abriga orquídeas e outras epífitas e cria microambientes para diversos organismos. Tem distribuição restrita, sofre pressão da exploração madeireira e está na lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

    “As espécies amazônicas respondem de maneira muito particular aos extremos climáticos. Para Aldina heterophylla, a falta de oxigênio nas raízes durante o alagamento foi mais prejudicial que a seca. Cada espécie carrega adaptações moldadas pelo seu habitat”, conclui Sthefanie.

    Apoio

    A pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração Peld-Maua e contou com apoio do grupo de Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas (Maua/Inpa), Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação e  Universidade Cesumar (Iceti/UniCesumar), Laboratório de Anatomia Vegetal da Universidade federal do Amazonas (LAV/Ufam) e Laboratório de Fisiologia Vegetal da UnB. Sthefanie recebeu bolsa PIBIC/CNPq-Inpa.

    Leia o artigo completo: https://doi.org/10.3390/environments13060295

  • Festival de Parintins: MP fiscaliza objetos deixados para reserva de lugares nas filas para as galeras

    Festival de Parintins: MP fiscaliza objetos deixados para reserva de lugares nas filas para as galeras

    Festival de Parintins: MP fiscaliza objetos deixados para reserva de lugares nas filas para as galeras

    Com o Festival Folclórico de Parintins 2026 programado para o fim de semana (26 a 28 de junho), o Ministério Público do Amazonas (MPAM), via 1ª Promotoria de Justiça de Parintins, realizou fiscalização no entorno do Bumbódromo para verificar a questão das filas das galeras dos bumbás Caprichoso e Garantido. A ação, realizada no sábado (20/06), teve como foco evitar a reserva de lugares com objetos e demarcações antes da data permitida, — quarta, 24 de junho.

    A fiscalização foi coordenada pelo promotor de Justiça Ricardo Mitoso Nogueira Borges e contou com o apoio da Polícia Militar (PMAM), da Empresa Municipal de Trânsito e Transportes (EMTT), da Secretaria Municipal de Cadastro, Arrecadação e Terras (Secat) e da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Selip).

    Na ocasião, foram encontradas cadeiras plásticas e geleiras, além de bancos de madeira e guarda-chuvas. No local, também havia pessoas guardando os objetos que estavam reservando lugares para venda futura.

    A iniciativa integra as deliberações da reunião interinstitucional realizada na manhã da última sexta-feira (19/06), de modo a garantir segurança, acessibilidade e igualdade de acesso ao espaço, especialmente para pessoas idosas e com deficiência, gestantes e crianças.

    As inspeções, segundo a Promotoria, seguirão ao longo de toda a semana.

  • Festival de Parintins 2026: Caprichoso e Garantido rompem padrões e ampliam presença feminina em item tradicional do festival

    Festival de Parintins 2026: Caprichoso e Garantido rompem padrões e ampliam presença feminina em item tradicional do festival

    Festival de Parintins 2026: Caprichoso e Garantido rompem padrões e ampliam presença feminina em item tradicional do festival

    Inspirado nas lideranças indígenas da Amazônia, o item Tuxaua é um dos mais emblemáticos do Festival de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus). Historicamente interpretado por homens, o item tem vivido uma transformação nos últimos anos. A presença crescente de mulheres como Tuxauas nos bois Caprichoso e Garantido vem ampliando a representatividade feminina em um dos papéis mais desafiadores e simbólicos do espetáculo, reforçando que liderança, força e protagonismo não têm gênero.

    A ampliação da presença feminina no item Tuxaua acompanha um movimento mais amplo de valorização da diversidade dentro do Festival de Parintins, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Ao ocupar espaços historicamente masculinos, as mulheres reforçam o papel do festival como uma manifestação cultural em constante transformação, capaz de dialogar com as demandas contemporâneas sem perder sua conexão com as tradições amazônicas.

    Na arena do Bumbódromo, essas trajetórias se transformam em arte, emoção e representatividade, evidenciando a capacidade do festival de celebrar a riqueza cultural dos povos da Amazônia e inspirar novas gerações a ocuparem espaços de liderança, expressão e pertencimento.

    No Boi Garantido, esse movimento começou a ganhar força a partir de 2023, quando mulheres passaram a integrar oficialmente o item 14, abrindo caminho para novas gerações de artistas. Entre elas está Eloá Godinho, que há quatro anos defende o item e se tornou a primeira mulher parintinense a assumir a função de Tuxaua no boi vermelho e branco.

    “Ser Tuxaua significa representar uma liderança indígena e mostrar que nós, mulheres, também somos capazes. É uma felicidade enorme poder mostrar que nós também somos guerreiras e que podemos ocupar esse espaço. Muitas meninas se espelham na gente. Quando elas veem uma mulher ocupando esse lugar, entendem que também podem chegar lá. Isso nos torna referência para outras mulheres”, destaca Eloá Godinho.

    Outra representante feminina do item é Ana Miranda, que atua como Tuxaua há três anos e vê na arena um espaço de afirmação da liderança das mulheres. “O Garantido inovou ao trazer as Tuxauas femininas. Representamos a força, a garra e, acima de tudo, a liderança da mulher. Mostramos que somos capazes de carregar esse item com a mesma determinação e responsabilidade”, ressalta.

    Segundo Ana Miranda, a emoção de entrar na arena está diretamente ligada ao significado que essa conquista representa. “Quando entro no Bumbódromo, sinto a importância da presença feminina nesse espaço. Durante muitos anos, esse foi um item representado apenas por homens. Hoje, mostramos que podemos estar em qualquer lugar, inclusive representando um dos símbolos mais importantes dos povos indígenas dentro do festival”, afirma.

    A renovação também chega por meio de novas artistas. Em 2026, Aline Evelyn estreia como Tuxaua, ampliando ainda mais a participação feminina no item. Antes de assumir a nova função, Aline já integrava o item Povos Originários e agora encara o desafio de defender uma das figuras mais emblemáticas do espetáculo.

    “Está sendo um turbilhão de emoções. A preparação exige muito comprometimento, mas acredito que nós mulheres merecemos estar ali. Temos garra, determinação e capacidade para defender qualquer item do festival. O nosso lugar é onde quisermos estar”, destaca Aline Evelyn.

    Morubixabas do Boi Caprichoso

    No Boi Caprichoso, as mulheres que representam o item são chamadas de “Morubixabas”, palavra derivada do tupi que designa o chefe, líder ou tuxaua de uma tribo. Do lado azul da Ilha, o grupo de Morubixabas reverencia as personalidades que dedicaram suas vidas à defesa da cultura, do território e das tradições indígenas, reforçando o compromisso do Festival de Parintins com a valorização dos povos originários e de suas lideranças.

    Entre as representantes do item no Boi Caprichoso está Ira Maraguá, indígena que, há quatro anos, integra o grupo de Morubixabas. Para ela, ocupar esse espaço representa uma conquista coletiva dos povos indígenas e um reconhecimento das lideranças femininas que historicamente abriram caminhos para novas gerações.

    “É um ato de vitória, principalmente para nós, mulheres indígenas. Temos grandes referências no Brasil, como mulheres pajés, lideranças e caciques que vêm fortalecendo nossa luta. Durante muito tempo fomos silenciados em relação à nossa língua, à nossa cultura e às nossas tradições. Hoje, poder representar nossa ancestralidade dentro do Festival de Parintins é algo maravilhoso. É uma forma de inspirar outras meninas e mostrar que podemos ocupar esses espaços. Para nós, povos indígenas, isso é uma conquista, uma vitória e uma superação”, afirma Ira Maraguá.

    A valorização das mulheres indígenas também é representada por Kaila Hexkaryana, que acumula mais de uma década de atuação artística no festival e, em 2026, estreia como Morubixaba oficial do Boi Caprichoso. Natural de Barreirinha, ela destaca que a oportunidade carrega não apenas sua trajetória pessoal, mas também a história de seus ancestrais.

    “Sempre me dediquei à arena e este ano recebi o convite para defender um item que historicamente era representado por homens. O diferencial do Caprichoso é trazer mulheres indígenas para esse papel é algo revolucionário. O homem representa a liderança, mas nós mulheres mostramos a força feminina. Carrego comigo a minha história, a minha dança e o legado dos meus ancestrais. É uma realização pessoal e um momento que certamente será inesquecível”, ressalta Kaila Hexkaryana.

    A representatividade também alcança a comunidade LGBTQIA+. Em 2026, Lup Moara passa a integrar o grupo de Morubixabas, tornando-se uma das primeiras mulheres trans a ocupar a função dentro do espetáculo. Com mais de dez anos de atuação no Festival de Parintins, ela destaca a importância da oportunidade para ampliar a visibilidade de outras artistas trans dentro da cultura popular amazônica.

    “Eu me sinto muito honrada por ocupar esse espaço dentro do Boi Caprichoso. É uma oportunidade de mostrar força, persistência e luta. Minha história não começou agora. Tenho uma trajetória construída dentro do festival e hoje tenho a oportunidade de representar muitas mulheres, especialmente mulheres trans indígenas. Isso é uma potência muito grande. O Caprichoso abre um caminho importante para que outras também possam chegar e ocupar esses espaços”, destaca Lup Moara.

    A valorização da diversidade e o fortalecimento da representatividade nos itens oficiais refletem o compromisso do Governo do Amazonas com a promoção de uma cultura cada vez mais inclusiva e conectada às transformações da sociedade. Ao ampliar espaços para mulheres indígenas e integrantes da comunidade LGBTQIA+, o Festival de Parintins reafirma seu papel como uma das maiores manifestações culturais do país, preservando tradições ancestrais ao mesmo tempo em que fortalece o protagonismo de diferentes vozes na construção da identidade amazônica.

  • Governo do Brasil lança fundo garantidor de crédito para micros, pequenas e médias exportadoras

    Governo do Brasil lança fundo garantidor de crédito para micros, pequenas e médias exportadoras

    Governo do Brasil lança fundo garantidor de crédito para micros, pequenas e médias exportadoras

    Os ministérios da Fazenda (MF) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) realizaram nesta sexta-feira (19/6) o lançamento do novo Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) e anunciaram instituições financeiras habilitadas para operar o instrumento.

    A iniciativa representa um importante avanço na estrutura de apoio ao financiamento das exportações brasileiras, com a entrada em operação da Modalidade MPME+, solução criada no âmbito do FGCE para ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a competitividade de micro, pequenas e médias empresas que atuam no comércio exterior.

    As iniciativas foram anunciadas durante o evento “FGCE – Uma nova etapa no apoio às Exportações Brasileiras”, em São Paulo, que contou com a participação do secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Zerbone, da presidenta da ABGF, Maíra Madrid, além de representantes do governo, do sistema financeiro, entidades empresariais e empresas exportadoras convidadas.

    Com o FGCE oficialmente constituído, as empresas passam a contar com um modelo mais moderno, ágil e acessível de apoio financeiro às suas operações de exportação, por meio da rede de instituições credenciadas pela ABGF.

    O novo modelo foi desenvolvido para enfrentar um dos principais desafios das empresas exportadoras brasileiras: o acesso ao crédito. Embora as micro, pequenas e médias empresas representem cerca de 69% das empresas exportadoras do país, elas respondem por aproximadamente 6% do volume financeiro exportado. Com o MPME+, a expectativa é ampliar a participação dessas empresas no comércio exterior brasileiro, aumentando sua capacidade de inserção internacional e crescimento.

    Entre os principais avanços apresentados está a possibilidade de acesso a crédito com garantia antes da assinatura de um contrato de exportação. Na prática, a medida permite que empresas utilizem linhas de capital de giro e investimento para se preparar para entrar em novos mercados, ampliar capacidade produtiva, adquirir insumos, estruturar operações e atender futuros compradores internacionais com maior previsibilidade.

    Embora as micro, pequenas e médias empresas representem cerca de 69% das empresas exportadoras do país, elas respondem por aproximadamente 6% do volume financeiro exportado. Com o MPME+, a expectativa é ampliar a participação dessas empresas

    O FGCE também amplia significativamente os prazos de apoio às operações de pré-embarque, que passam de 180 para até 720 dias, oferecendo maior segurança para o planejamento financeiro das empresas exportadoras.

    Durante o evento, foram anunciadas as instituições financeiras habilitadas a operar com as garantias do FGCE, ampliando a capilaridade do instrumento e aproximando as soluções de financiamento das empresas em todo o país.

    Aprovação mais simples

    Por sua natureza de análise por carteira, a Modalidade MPME+ reduz a necessidade de aprovação individual de cada operação, tornando o processo mais escalável e eficiente, reduzindo burocracias e ampliando a oferta de crédito em condições mais competitivas.

    Poderão acessar as garantias do MPME+ empresas com receita operacional bruta anual de até R$ 300 milhões que possuam histórico exportador, observados os critérios de elegibilidade.

    Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com o aperfeiçoamento dos instrumentos de crédito e com a criação de condições para que mais empresas brasileiras possam ampliar sua participação no comércio exterior.

    “Hoje, com a constituição do FGCE, com o aporte de recursos e com a capilaridade dos bancos privados, nós vamos multiplicar por 15 o apoio à exportação de micro, médias e pequenas empresas. Isso é muito importante para o país, vai dar escala para essas empresas, permitir que elas cresçam, que elas se tornem mais competitivas, que elas inovem. Isso é muito saudável para o país, ajuda a balança comercial, gera emprego, renda, e  reforça a visão de médio a longo prazo de medidas que estamos implementando pelo desenvolvimento estrutural do país”, afirmou.

    Nós vamos multiplicar por 15 o apoio à exportação de micro, médias e pequenas empresas. Isso é muito importante para o país, vai dar escala para essas empresas, permitir que elas cresçam”

    Para o secretário-executivo do MDIC, Rodrigo Zerbone, o lançamento do FGCE consolida uma agenda mais ampla de fortalecimento dos instrumentos públicos de apoio às exportações e de ampliação da presença internacional das empresas brasileiras.

    “Nosso objetivo é construir um ambiente em que mais empresas brasileiras possam enxergar o comércio exterior como uma estratégia concreta de crescimento. O FGCE faz parte desse esforço de modernização da política de apoio às exportações e amplia a capacidade do país de incorporar micro, pequenas e médias empresas à agenda de internacionalização da economia brasileira”, afirmou.

    Segundo a presidenta da ABGF, Maíra Madrid, o lançamento do FGCE representa um marco para o fortalecimento das exportações brasileiras.

    O FGCE tem potencial de ampliar em mais de 10 vezes o apoio disponível do Seguro de Crédito à Exportação para MPMEs, podendo chegar a 2,2 bilhões de crédito disponível por ano”

    “Estamos criando condições para que mais empresas, de todos os portes, consigam acessar crédito de forma simples, rápida e segura para exportar mais. O FGCE tem potencial de ampliar em mais de 10 vezes o apoio disponível do Seguro de Crédito à Exportação para MPMEs, podendo chegar a 2,2 bilhões de crédito disponível por ano”, afirma.

    Mais informações sobre o evento “FGCE – Uma nova etapa no apoio às Exportações Brasileiras”, sobre o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) e instituições financeiras habilitadas estão disponíveis na página da ABGF.

  • Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama

    Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama

    Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (22/6) o registro d o medicamento Inluriyo ® (tosilato de inlunestranto). O produto é indicado para adultos com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia ou que já se espalhou para outras partes do corpo, e que foram previamente tratados com terapia endócrina.

    Esse tipo de tumor apresenta as seguintes características: é positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e tem mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).

    O medicamento, desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., é oral e indicado como monoterapia.

    O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente em mulheres. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) , no período de 2023 a 2025, foram registrados 73.610 casos da doença, o que representa 30,1% dos cânceres em mulheres.

    Leia a Resolução 2.465/ 2026 no Diário Oficial da União (DOU).

  • Eleições 2026: sete estados já solicitaram apoio das Forças Armadas para atuação no 1º turno

    Eleições 2026: sete estados já solicitaram apoio das Forças Armadas para atuação no 1º turno

    Eleições 2026: sete estados já solicitaram apoio das Forças Armadas para atuação no 1º turno

    A pouco mais de três meses das Eleições Gerais de 2026, tribunais regionais eleitorais (TREs) de sete estados já solicitaram apoio logístico das Forças Armadas para atuação no 1º turno. São eles: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Roraima.

    O anúncio foi feito pelo secretário-geral da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Murilo Salmito Nolêto, durante encontro que discutiu a atuação das Forças Armadas no processo eleitoral, nesta quarta-feira (17), no Ministério da Defesa. Após a aprovação pelo Plenário do Tribunal, os pedidos serão encaminhados à Presidência da República.

    “A atuação dos militares empregados nessas operações tem como objetivo contribuir para a preservação da normalidade dos trabalhos eleitorais e do livre exercício do voto, sempre em conformidade com a legislação vigente e em harmonia com as orientações da Justiça Eleitoral”, afirmou.

    Atuação coordenada

    Durante o encontro, o secretário-geral explicou que a efetividade das ações de apoio logístico e de garantia da votação e da apuração depende de atuação coordenada entre a Justiça Eleitoral, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas, em respeito às competências constitucionais de cada instituição e aos prazos adequados de planejamento.

    “A logística eleitoral é responsabilidade dos regionais [TREs], reservando-se o apoio das Forças Armadas para as situações efetivamente excepcionais de dificuldade na implementação da logística própria, bem como para os casos de contingência”, lembrou.

    Apoio histórico

    Desde 1994, as Forças Armadas atuam no transporte de urnas eletrônicas e de equipamentos, assim como no deslocamento de servidores da Justiça Eleitoral no período do pleito. O objetivo é garantir o livre exercício do voto aos moradores das comunidades situadas em locais de difícil acesso.

    “Num país com as dimensões do Brasil, a experiência acumulada pelas Forças Armadas em operações logísticas constitui um importante diferencial para o sucesso da organização eleitoral, especialmente em regiões em que os desafios de deslocamento exigem capacidade operacional e especializada”, afirmou Murilo Nolêto.

    Seu Voto Importa

    Nas eleições deste ano, as Forças Armadas também prestarão auxílio na implementação do programa “Seu Voto Importa”. A iniciativa destina-se a promover a inclusão de eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida no processo eleitoral, assegurando a igualdade do exercício do direito de voto por meio da oferta de transporte especial àqueles que não dispõem de meios próprios para viabilizar o comparecimento aos locais de votação.

    “Nesse esforço, a colaboração das Forças Armadas será de especial relevância. Sua expertise logística, aliada à presença capilarizada em todo o território nacional, permitirá ampliar o alcance da ação e levar a cidadania a localidades onde o acesso ao transporte constitui obstáculo concreto ao exercício dos direitos políticos”, defendeu.

  • Operação ‘Parintins 2026’ é realizada para garantir fluidez e segurança nos acessos aos portos e aeroporto de Manaus

    Operação ‘Parintins 2026’ é realizada para garantir fluidez e segurança nos acessos aos portos e aeroporto de Manaus

    Operação ‘Parintins 2026’ é realizada para garantir fluidez e segurança nos acessos aos portos e aeroporto de Manaus

    Com a proximidade do festival de Parintins e o aumento da movimentação de passageiros na capital amazonense, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), inicia, nesta terça-feira, 23/6, a operação “Parintins 2026”, que seguirá até sábado, 27/6, reforçando a fiscalização e o ordenamento do trânsito nos principais pontos de embarque da cidade.

    As equipes atuarão diariamente no entorno do porto de Manaus, da Manaus Moderna, de outros terminais hidroviários e do aeroporto internacional Eduardo Gomes, locais que concentram intenso fluxo de pessoas e veículos durante o período que antecede o festival.

    “O festival de Parintins movimenta milhares de pessoas e exige um planejamento operacional diferenciado. Nossas equipes estarão posicionadas nos principais pontos de embarque para garantir a fluidez do trânsito, orientar os condutores e assegurar que o deslocamento dos passageiros aconteça com segurança e organização. O objetivo é minimizar impactos na circulação viária e oferecer o suporte necessário durante esse período de grande movimentação”, destacou o diretor de Operações de Trânsito do IMMU, Stanley Ventilari.

    A expectativa é de que a maior movimentação ocorra na quarta-feira, 24/6, quando dezenas de caravanas e excursões partem da capital em direção à Ilha Tupinambarana. Para garantir a fluidez do tráfego e a segurança viária, o IMMU contará com 20 agentes de trânsito por turno, distribuídos estrategicamente nos principais corredores de acesso aos locais de embarque.

    As ações terão foco no combate ao estacionamento irregular, orientação de condutores e pedestres, organização das áreas de embarque e desembarque e monitoramento do fluxo viário, buscando reduzir transtornos e proporcionar mais segurança aos usuários.

  • Inglaterra e Gana disputam liderança do Grupo L; veja jogos da Copa

    Inglaterra e Gana disputam liderança do Grupo L; veja jogos da Copa

    Inglaterra e Gana disputam liderança do Grupo L; veja jogos da Copa

    A Copa do Mundo 2026 terá quatro confrontos nesta terça-feira (23), pela segunda rodada dos grupos K e L. A primeira partida será entre Portugal e Uzbequistão, às 14h, em Houston.

    Às 17h, a Inglaterra enfrentará a seleção de Gana, na cidade de Boston. Mais tarde, às 20h, será a vez de Panamá e Croácia se enfrentarem em Toronto.

    A rodada se encerrará com a partida entre Colômbia e RD do Congo, às 23h, em Guadalajara.

    Jogos desta terça-feira, 23 de junho:

    14h – Portugal x Uzbequistão (grupo K)

    17h – Inglaterra x Gana (grupo L)

    20h – Panamá x Croácia (grupo L)

    23h – Colômbia x República Democrática do Congo (grupo K)

    Grupo K

    Classificação

    Colômbia – 3 pontos; saldo de 2 gols

    Portugal – 1 ponto; saldo de 0 gol

    RD do Congo – 1 ponto; saldo de 0 gol

    Uzbequistão – 0 ponto; saldo de -2 gols

    Com um saldo positivo de 2 gols, após ter vencido o Uzbequistão por 3 a 1, a Colômbia assumiu a liderança do Grupo K, com 3 pontos. As chances de classificação ficaram maiores após o empate, na primeira rodada, entre Portugal e Congo, em 1 a 1.

    Caso vença o Congo na partida desta terça-feira, a Colômbia encaminha a classificação para a segunda fase.

    Com o ponto obtido diante de Portugal, o Congo entra em campo ciente de que o empate diante da Colômbia já é um bom resultado, uma vez que a última partida da primeira fase será contra a equipe mais fraca do grupo, o Uzbequistão.

    Considerado favorito no grupo, Portugal encara o Uzbequistão, única equipe a não pontuar na primeira rodada, com saldo negativo de dois gols.

    A partida é, portanto, decisiva para a equipe asiática, que precisa, além de pontos, diminuir o saldo de gols negativo para ser classificada pelo menos entre os terceiros colocados com melhores campanhas.

    Grupo L

    Classificação

    Inglaterra – 3 pontos; saldo de 2 gols

    Gana – 3 pontos; saldo de 1 gol

    Panamá – 0 ponto; saldo de -1 gol

    Croácia – 0 ponto; saldo de -2 gols

    Pelo Grupo L, o confronto desta terça-feira será entre os dois líderes da chave, ambos com 3 pontos obtidos após vitórias na primeira rodada. A partida entre Inglaterra e Gana deve começar a definir o cenário da chave, com uma das equipes despontando para a liderança do grupo.

    A Inglaterra terminou a primeira rodada liderando por saldo de gols, após a vitória por 4 a 2 sobre a Croácia.

    Gana também venceu na estreia, ao bater o Panamá por 1 a 0. Uma vitória sobre a rival desta rodada pode colocar os africanos na liderança do grupo pelo critério de pontos. Um empate mantém a Inglaterra na liderança, com um gol a mais de saldo.

    A Croácia e Panamá correm por fora, tentando marcar seus primeiros pontos na competição e, quem sabe, seguir com chances de classificação. Como as oito melhores campanhas dos terceiros colocados na fase de grupos avançarão para a próxima fase, o jogo de hoje promete ser de muita batalha em campo.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com