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  • Onça-pintada: estudo identifica em 11 países e territórios a “espinha dorsal” da conservação da espécie

    Onça-pintada: estudo identifica em 11 países e territórios a “espinha dorsal” da conservação da espécie

    Estudo liderado por pesquisador do Instituto Mamirauá e da Universidade de Oxford reúne dados de monitoramento de GPS de 172 onças-pintadas para avaliar a conectividade da espécie em toda a sua área de ocorrência. A “espinha dorsal” de uma extensa área conectando os animais ao longo da América do Sul foi identificada e anima os pesquisadores, porém eles também apontam áreas críticas pressionadas por desmatamento

    A mais abrangente compilação de informações sobre a movimentação de onças-pintadas produzida até o momento avaliou a conectividade das populações de onça-pintada em toda a sua área atual de ocorrência, que abrange da fronteira dos EUA e o México ao norte da Argentina na América do Sul.

    Pela primeira vez em uma análise continental desse porte, registros reais da movimentação dos animais, obtidos por meio de colares de GPS instalados em 172 onças-pintadas foram utilizados para produzir mapas de conectividade para a espécie. Entre os principais resultados, a pesquisa revelou uma vasta região conectada na América do Sul, com aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros quadrados, que se estende pelo território de 11 países e funciona como uma espécie de “espinha dorsal” para a conservação do maior felino das Américas. É por meio desta enorme área núcleo que diferentes populações de onças-pintadas ainda podem se deslocar, encontrar outros indivíduos e manter a diversidade genética necessária à sobrevivência da espécie no longo prazo.

    Liderado pelo pesquisador brasileiro Guilherme Costa Alvarenga, o artigo é resultado de uma ampla colaboração internacional que reúne 39 pesquisadores vinculados a universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos e organizações de conservação de diferentes países. Guilherme é pesquisador associado ao Grupo de Pesquisa em Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto Mamirauá e integrante da Wildlife Conservation Research Unit (WildCRU), do Departamento de Biologia da Universidade de Oxford. Publicado na revista científica Global Change Biology, o trabalho utilizou a mais abrangente compilação de informações sobre a movimentação da espécie reunida até o momento.

    Ao mesmo tempo que identifica essa grande conexão sul-americana, a pesquisa mostra que ela não se estende de forma contínua por toda a área de ocorrência da onça-pintada. Em diferentes pontos do continente americano, estradas, cidades, áreas agrícolas e outras transformações dos ambientes naturais interrompem ou dificultam a passagem dos animais, deixando algumas populações cada vez mais isoladas.

    Por que as onças precisam estar conectadas?

    Para uma onça-pintada, uma área de floresta conservada, mas isolada, pode não ser suficiente. O animal precisa conseguir atravessar para outras áreas florestadas para buscar alimento, estabelecer sua área de vida, encontrar parceiros e se reproduzir. Por isso, além de seu habitat, é necessário conservar os corredores (caminhos) que permitem seu deslocamento entre diferentes populações de diferentes áreas naturais.

    É isso que os pesquisadores chamam de conectividade. Ela depende da existência de áreas naturais suficientemente próximas ou interligadas, sem obstáculos que impeçam a passagem dos animais. Quando essa conexão é rompida pelo desmatamento, por estradas, cidades ou grandes áreas ocupadas por atividades humanas, as populações podem ficar separadas umas das outras.

    Uma das principais consequências desse isolamento é a redução do chamado fluxo gênico. Em termos simples, esse fluxo é a troca de características genéticas que ocorre quando animais de populações diferentes se encontram e se reproduzem. Essa troca ajuda a preservar a diversidade genética e reduz a vulnerabilidade de populações pequenas, contribuindo para evitar desaparecimentos locais e, no longo prazo, sendo crucial para a conservação da espécie.

    “Quando o ambiente natural é reduzido e fragmentado, menos indivíduos conseguem sobreviver naquele espaço. Além disso, sem a possibilidade de se deslocar, os animais passam a se reproduzir apenas dentro do mesmo grupo, aumentando os cruzamentos entre indivíduos aparentados. Ao longo do tempo, isso pode reduzir a capacidade de adaptação da população e favorecer doenças de origem genética. Esse processo já foi identificado em populações de onças-pintadas da Mata Atlântica e da América Central, justamente onde nossos modelos indicam baixa conectividade”, explica Guilherme Alvarenga.

    A maior base de dados de movimentação da espécie

    A pesquisa foi desenvolvida com dados de 86 fêmeas e 86 machos monitorados com colares de GPS, totalizando 231.017 registros de localização. A base reúne animais de diferentes ecossistemas e condições ambientais encontrados ao longo da área de ocorrência da espécie.
    A partir dessas informações, os pesquisadores analisaram como diferentes características do território facilitam ou dificultam o deslocamento das onças. Fatores como maior concentração de pessoas, presença de rebanhos e transformação dos ambientes naturais tiveram os efeitos negativos mais fortes.

    Em sentido oposto, áreas ecologicamente mais produtivas — capazes de oferecer mais recursos para a vida silvestre — e próximas de rios, lagos e outros corpos d’água mostraram-se mais favoráveis à espécie.
    Os dados foram utilizados para construir modelos que representam os possíveis caminhos percorridos pelas onças entre diferentes áreas. Os pesquisadores consideraram o conjunto de florestas, rios, áreas agrícolas, estradas, cidades e outros ambientes que formam cada território, avaliando quais deles oferecem maior ou menor resistência à passagem dos animais. São dados fundamentais para a tomada de decisão de gestores públicos e para os esforços locais de conservação da onça-pintada.

    Tecnologia para uma nova etapa do planejamento continental
    A pesquisa dá continuidade a um esforço científico iniciado há cerca de 15 anos, quando a primeira avaliação da conectividade da onça-pintada em toda a sua área de distribuição ajudou a estabelecer as bases da Jaguar Corridor Initiative, uma das principais referências para o planejamento da conservação da espécie no continente.

    Naquele momento, diante da quantidade ainda limitada de informações disponíveis, o mapa foi construído principalmente a partir do conhecimento acumulado por especialistas. Desde então, novas tecnologias ampliaram significativamente a capacidade de acompanhar a movimentação dos animais, enquanto os territórios ocupados pela espécie também passaram por profundas transformações.

    O novo estudo atualiza esse panorama com uma base de dados sem precedentes. Os mais de 231 mil registros de localização permitiram observar como as onças respondem a diferentes condições do território e construir um retrato mais detalhado das conexões que ainda existem — e daquelas que precisam ser recuperadas.

    307 áreas núcleo e 176 corredores

    Os pesquisadores identificaram e mapearam 307 áreas consideradas centrais para a movimentação das onças-pintadas. Juntas, elas abrangem aproximadamente 7,75 milhões de quilômetros quadrados, equivalentes a 55% da área atual de distribuição da espécie. Cerca de metade dessa extensão está localizada dentro de áreas protegidas e Terras Indígenas.

    Essas áreas núcleo são territórios que reúnem condições mais favoráveis para a presença, a movimentação e a dispersão das onças. A maior e mais importante delas ocupa aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros quadrados, estendendo-se pelos Llanos, Amazônia, Gran Chaco e pelo Pantanal.

    O estudo também identificou 176 corredores de dispersão entre estas áreas núcleo. Os corredores são faixas do território que possibilitam o deslocamento dos animais entre locais onde existem populações da espécie. Eles não precisam ser formados exclusivamente por habitats intactos, mas devem oferecer condições para que as onças consigam atravessá-los.
    Na América do Sul, o levantamento encontrou uma grande rede conectada envolvendo Llanos, Amazônia, Gran Chaco, Pantanal, Cerrado, Caatinga, e a Mata Atlântica no chamado Corredor Verde, localizado entre Argentina e Brasil. Essa é a maior e mais significativa rede de conexão identificada pelo estudo.

    O cenário é diferente no México e na América Central, onde foram encontradas várias interrupções entre as populações de onças. Na Mata Atlântica costeira brasileira, as áreas ocupadas pela espécie também aparecem amplamente isoladas tanto da grande rede sul-americana quanto umas das outras.

    Onde as ações podem produzir maior impacto

    Ao identificar e comparar as principais áreas ocupadas pelas onças e os caminhos que podem conectá-las, o estudo mostra onde as ações de conservação podem produzir maior impacto. São as chamadas áreas prioritárias para a conservação da espécie: lugares especialmente importantes para proteger populações, impedir que conexões ainda existentes sejam rompidas ou recuperar caminhos que já foram degradados.

    Essas prioridades não significam que outras áreas tenham menor valor ou possam ficar sem proteção. Em alguns casos, populações pequenas e isoladas precisam justamente de atenção mais urgente. Os mapas funcionam como ferramentas para ajudar governos, organizações ambientais e gestores territoriais a decidir onde conservar a vegetação, restaurar ambientes degradados, reduzir conflitos com grandes felinos ou criar novas áreas protegidas.

    “Os resultados funcionam como um mapa de onde as ações de conservação podem ser mais efetivas para manter ou recuperar as conexões entre as populações. Governos e organizações podem usar esse material como ponto de partida para estudos locais, identificar áreas estratégicas e direcionar melhor os recursos disponíveis”, afirma Alvarenga.

    Entre as medidas indicadas estão a restauração de áreas importantes para o deslocamento das onças, o combate à caça e a redução dos conflitos entre pessoas e grandes felinos. Em situações específicas, também podem ser consideradas a translocação ou a reintrodução de animais, com o objetivo de recuperar populações e restabelecer a diversidade genética.

    As regiões localizadas nos limites da distribuição da espécie merecem atenção especial. Nesses locais, a pressão humana costuma ser mais intensa, e novas perdas de habitat podem tornar inviável a recuperação de populações já pequenas e isoladas.

    Áreas protegidas e Terras Indígenas

    Em uma segunda análise, os pesquisadores avaliaram especificamente as possíveis conexões entre áreas protegidas e Terras Indígenas. O modelo identificou 507 corredores potenciais entre 905 áreas distribuídas ao longo da ocorrência atual da onça-pintada.

    Grande parte das áreas mais bem posicionadas nessa análise está na Amazônia. Segundo o estudo, esses territórios são decisivos porque abrigam as maiores e mais estáveis populações da espécie e mantêm conexões internas por meio de alguns dos corredores mais importantes identificados pela pesquisa.

    Fora da Amazônia, áreas localizadas na Floresta Maia, na América Central, no Chaco e na Mata Atlântica também cumprem funções estratégicas para conectar populações fragmentadas e manter a presença regional da espécie.
    A análise das áreas núcleo oferece um retrato mais próximo das atuais condições de ocorrência e movimentação das onças. Já o levantamento das áreas protegidas e Terras Indígenas ajuda a reconhecer oportunidades para a conservação no longo prazo, inclusive indicando locais estratégicos para restaurar conexões ou criar novas áreas protegidas.

    Os mapas e as camadas geográficas produzidos pela pesquisa foram disponibilizados publicamente. Assim, os resultados poderão ser utilizados por governos, organizações ambientais, pesquisadores e gestores territoriais no planejamento de políticas e ações de conservação.

    Conexões que ainda precisam ser investigadas

    O estudo também apontou conexões potenciais que precisarão ser verificadas por novas pesquisas em campo. Uma delas poderia ligar a região de Darién, na fronteira entre Panamá e Colômbia, aos Llanos e à Amazônia, passando pela Colômbia e pela Venezuela.

    Outra possível conexão ligaria o Corredor Verde–Iguaçu, na divisa entre Argentina e Brasil, à Serra do Mar, entre Paraná e São Paulo. Ambas as possibilidades apareceram em apenas um dos modelos e, portanto, devem ser interpretadas com maior cautela. Entretanto, se confirmadas em campo, representarão um grande avanço para conservação da espécie. A primeira, por linkar as populações das Américas Central e do Sul, e a segunda por conectar as populações de onças-pintadas da Mata Atlântica, reconhecidas por seu elevado grau de isolamento e vulnerabilidade.

    Uma rede internacional pela conservação da onça-pintada

    Cinco autores do artigo estão vinculados ao Instituto Mamirauá: Guilherme Costa Alvarenga, Diogo Maia Gräbin, Emiliano Esterci Ramalho, Louise Maranhão e Marcos Roberto Monteiro de Brito.

    Organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Instituto Mamirauá é um centro de excelência em pesquisa e conservação da biodiversidade que atua em áreas protegidas da Amazônia. Há mais de 20 anos, seu Grupo de Pesquisa em Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia conduz a mais longeva pesquisa dedicada às onças-pintadas na região amazônica.

    Na Universidade de Oxford, o trabalho está vinculado à Wildlife Conservation Research Unit (WildCRU), unidade do Departamento de Biologia dedicada à construção de soluções práticas para problemas de conservação por meio da pesquisa científica.

    A colaboração reuniu pesquisadores vinculados a instituições do Brasil, Reino Unido, Argentina, Estados Unidos, Espanha, México, Noruega, Bolívia e Canadá. O artigo também reconhece a contribuição dos pesquisadores de campo, guias locais e comunidades tradicionais e locais que autorizaram e apoiaram as pesquisas que deram origem aos dados.

    Além do Instituto Mamirauá e da Universidade de Oxford, estão representadas na autoria do estudo as seguintes instituições e organizações:
    • Universidade Vila Velha;
    • Universidade Federal do Pará;
    • Panthera;
    • Universidade Nacional de Río Cuarto;
    • Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina;
    • Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais;
    • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul;
    • Fundación Rewilding Argentina;
    • Wildlife Conservation Society, por meio do WCS Big Cat Program;
    • Universidade Federal de São João del-Rei;
    • Estação Biológica de Doñana, do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha;
    • Wildlife Protection Solutions;
    • Universidade Nacional Autônoma do México;
    • Instituto Homem Pantaneiro;
    • Universidade Autônoma Metropolitana, do México;
    • Primero Conservation;
    • Universidade do Estado de Mato Grosso;
    • Associação Onçafari;
    • San Diego Zoo Wildlife Alliance;
    • Museu de História Natural da Universidade de Oslo;
    • WWF-Bolívia;
    • Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;
    • WWF, nos Estados Unidos;
    • Universidade da Colúmbia Britânica;
    • Alianza Jaguar;
    • Universidade Michoacana de San Nicolás de Hidalgo;
    • WWF-México;
    • WWF-Reino Unido;
    • Universidade do Norte do Arizona.

    Sobre o artigo
    Título: Jaguar Range-Wide Connectivity: Prioritising Core Areas and Corridors Between and Within Protected Areas and Indigenous Lands
    Tradução livre: Conectividade da onça-pintada em toda a sua distribuição: priorização de áreas centrais e corredores entre e dentro de áreas protegidas e Terras Indígenas
    Revista: Global Change Biology
    Autor principal: Guilherme Costa Alvarenga
    DOI: https://doi.org/10.1111/gcb.71093
    Acesso: artigo científico de acesso aberto

  • Prévia da inflação oficial cai pela metade e fecha outubro em 0,32%

    Prévia da inflação oficial cai pela metade e fecha outubro em 0,32%

    A prévia da inflação oficial de outubro ficou em 0,32%, menos da metade do mês anterior (0,7%), conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (23).

    O resultado faz com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumule 4,62% em 12 meses. Esse patamar fica acima da meta do governo, que tolera até 4,5% ao ano. Em setembro, o acumulado de 12 meses era 4,47%. Em outubro de 2025, o índice marcou 0,18%.

    Veja o comportamento dos grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE em outubro:

    – Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 ponto percentual – p.p.)

    – Despesas pessoais: 0,55% (0,06 p.p.)

    – Vestuário: 0,53% (0,02 p.p.)

    – Comunicação: 0,43% (0,02 p.p.)

    – Artigos de residência: 0,28% (0,01 p.p.)

    – Saúde e cuidados pessoais: 0,15% (0,02 p.p.)

    – Educação: 0,09% (0,01 p.p.)

    – Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)

    – Habitação: -0,10% (-0,02 p.p.)

    No grupo alimentação e bebidas, o IBGE destaca que a alimentação no domicílio subiu 1,01%. Em setembro, variou 0,38%.

    As maiores altas do grupo foram:

    tomate: 24,54%

    cebola: 13,63%

    batata-inglesa: 10,96%

    arroz: 5,80%

    O tomate, aliás, foi o preço individual que mais pressionou o IPCA-15.

    Pelo lado dos recuos, os principais subitens foram cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).

    No grupo transporte, a alta foi pressionada pelos combustíveis, que subiram 1,2% em outubro. Subiram os preços do óleo diesel (3,70%), etanol (2,73%) e da gasolina (0,92%). O gás veicular recuou 0,18%.

    As passagens aéreas ficaram, em média, 9,24% mais em conta, sendo o subitem que mais puxou a prévia da inflação para baixo (impacto de -0,08 p.p.).

    Único grupo a apresentar retração, a habitação (-0,10%) teve como principal contribuição negativa o custo da energia elétrica residencial, que variou -0,89%.

    A explicação está na bandeira tarifária, que passou de amarela (com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos) para verde, sem cobrança adicional para os consumidores. ((https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/apos-cinco-meses-conta-de-luz-voltara-bandeira-verde-em-outubro))

    Em setembro, a conta de luz (+7,42%) tinha sido o principal motor de alta do IPCA-15. A explicação foi a devolução do bônus de Itaipu, desconto que os consumidores tiveram na conta de luz do mês de agosto. Sem o desconto, o preço voltou ao patamar normal em setembro.

    Na avaliação do economista Roberto Luis Troster, coordenador do Centro de Estudos do Financiamento das Empresas Brasileiras (Cefeb) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), não houve alívio disseminado dos preços, e a maior pressão veio dos alimentos.

    “A desaceleração mensal é bem-vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação. Em resumo: ganhou-se uma batalha contra a inflação, mas a guerra ainda não acabou”, avalia.

    IPCA15 x IPCA

    O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos. 

    A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de setembro a 14 de outubro.

    Os dois índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

    O IPCA-15 coleta preços de 367 produtos e serviços (10 a menos que o IPCA) em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju).

    O IPCA cheio de outubro será divulgado em 12 de novembro.

    O boletim Focus da última segunda-feira (19), sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o mercado espera que a inflação de outubro fique em 0,32%.

  • Defensoria do Amazonas leva assistência jurídica gratuita a Nhamundá de 26 a 29 de outubro

    Defensoria do Amazonas leva assistência jurídica gratuita a Nhamundá de 26 a 29 de outubro

    A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) realizará uma ação de assistência jurídica gratuita no município de Nhamundá, localizado na região do Baixo Amazonas, a 383 quilômetros de Manaus. A iniciativa acontecerá entre os dias 26 e 29 de outubro, das 8h às 16h, na Secretaria Municipal de Assistência Social, situada na Rua Braulino Militão Gomes.

    A defensora pública Monalysa Façanha destaca que a ação contemplará demandas de todas as áreas de atuação da instituição, com orientações jurídicas e encaminhamentos em casos de pensão alimentícia, divórcio, investigação de paternidade, registro tardio de nascimento e óbito, entre outros.

    “A expectativa é prestar assistência a 60 pessoas diariamente, seguindo a ordem de chegada”, afirmou.

    A orientação, segundo a defensora pública, é que os interessados levem documentos pessoais de todas as pessoas envolvidas no caso, além da documentação complementar relacionada à demanda apresentada.

    A lista de documentos necessários pode ser consultada no site da Defensoria, por meio do link: https://defensoria.am.def.br/servicos-ao-cidadao/documentos-necessarios/

    Atendimento à população carcerária

    Paralelamente aos atendimentos à população em geral, uma equipe da Defensoria também prestará assistência jurídica às pessoas custodiadas na 43ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).

    Durante os atendimentos, a equipe fará consultas processuais individuais para que os custodiados recebam orientações e tenham acesso a informações sobre seus processos.

    “Enquanto uma equipe atende o público em geral, outra estará dentro da unidade prisional. O objetivo é garantir o cumprimento da Lei de Execução Penal e orientar os custodiados”, explicou a defensora.

  • Shopping terá caça aos doces gratuita para crianças no Halloween

    Shopping terá caça aos doces gratuita para crianças no Halloween

    Doces, fantasias e uma missão para lá de divertida fazem parte da programação de Halloween do Shopping Manaus ViaNorte, na zona Norte de Manaus. Crianças de 3 a 12 anos poderão participar de uma caça aos doces pelas lojas do empreendimento nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, a partir das 16h.

    Inspirada na tradicional brincadeira de “doçuras ou travessuras”, a ação convida os pequenos a percorrer os espaços participantes em busca de guloseimas. As crianças também poderão ir fantasiadas para entrar no clima do Halloween, mas o mais importante é participar da brincadeira e se divertir.

    A coordenadora de Marketing do Shopping Manaus ViaNorte, Karoline Cordeiro, explica que a ideia é proporcionar uma experiência em que as crianças possam explorar o ambiente, interagir com os lojistas e aproveitar a expectativa de cada nova descoberta durante o percurso.

    “A gente quer que elas entrem na brincadeira, venham com suas fantasias, se quiserem, e se divirtam procurando os doces. Essa expectativa de descobrir o que vem pela frente faz parte da graça do Halloween. E os pais também podem aproveitar para acompanhar os pequenos e curtir esse momento com eles”, afirmou Karoline.

    Para participar, os responsáveis devem fazer a inscrição on-line que já está disponível, por meio de um link: https://eventos.besistemas.com.br/manausvianorte/event/9gpzl8wnmo7tgi7n/inscricao-caca-aos-doces-vianorte. O cadastro garante o kit para a atividade, que deverá ser retirado no dia 30 de outubro, das 16h às 20h, no piso L2, em frente à Puppy Play.

    A participação é gratuita, e as crianças devem estar acompanhadas dos responsáveis durante a brincadeira.

  • Instituto Mamirauá abre seleção para 21 bolsas de pesquisa na Amazônia

    Instituto Mamirauá abre seleção para 21 bolsas de pesquisa na Amazônia

    O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá está com inscrições abertas para seleção de bolsistas do Programa de Capacitação Institucional (PCI), com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os valores mensais variam de R$ 3.718 a R$ 6.760, conforme a modalidade. As oportunidades são destinadas a profissionais de nível superior, mestres e doutores, de acordo com os requisitos de formação e experiência de cada vaga. As candidaturas devem ser enviadas até 2 de novembro de 2026.

    A seleção contempla pesquisas em ecologia e conservação da biodiversidade, manejo de recursos naturais, socioeconomia, governança socioambiental, tecnologias sustentáveis, saúde única e comunicação e popularização da ciência. Entre as áreas de formação previstas estão Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências Sociais, Economia, Comunicação e Saúde Coletiva, além de áreas afins.

    Os bolsistas participarão de estudos sobre temas como o movimento de felinos, a diversidade de peixes, o monitoramento da vegetação e das comunidades de mamíferos, o manejo de pirarucu e de outras espécies de importância econômica, a saúde de populações indígenas e as tecnologias de tratamento de água e esgoto em áreas alagáveis. Também há oportunidades voltadas à divulgação científica e à atuação de organizações comunitárias na governança de serviços públicos.

    A maioria das vagas prevê residência em Tefé, no Amazonas, onde fica a sede do Instituto Mamirauá. Duas oportunidades relacionadas à cadeia produtiva do caranguejo-uçá exigem residência em Belém, no Pará. As atividades podem envolver viagens e trabalho de campo nas regiões de atuação da instituição. A duração varia conforme a bolsa de pesquisa, com vigências iniciais de 12, 24 ou 48 meses e possibilidade de prorrogação nos casos previstos no edital.

    Como participar
    As inscrições devem ser encaminhadas exclusivamente para pci.idsm@mamiraua.org.br até as 23h59 de 2 de novembro, no horário de Brasília.

    Todos os detalhes e orientações devem ser acessados através do edital completo disponível na aba “vagas” do site www.mamiraua.org.br. Dúvidas devem ser encaminhadas para pci.idsm@mamiraua.org.br.

    A previsão de início das atividades é a partir de 1º de dezembro de 2026.
    Sobre o Instituto Mamirauá

    Com sede em Tefé (AM), o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A instituição desenvolve pesquisas científicas e ações de manejo participativo dos recursos naturais, integrando a conservação da biodiversidade à melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas.

  • Pediatras alertam para riscos de brinquedos com IA

    Pediatras alertam para riscos de brinquedos com IA

    Brinquedos que conversam com a criança, que são capazes de memorizar o que ela gosta e que até mesmo respondem com palavras de carinho e empatia fazem parte da realidade de boa parte das famílias no Brasil e no mundo e exigem olhar atento por parte de pais e responsáveis.

    Diante do avanço da inteligência artificial (IA) e de sua aplicação em produtos lúdicos, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta sobre como escolher e acompanhar os efeitos da aplicação desse tipo de tecnologia junto a crianças e adolescentes.

    Em nota, a entidade destacou que o objetivo do alerta é reduzir os riscos de exposição indevida. Segundo o documento, sistemas de IA generativa, por exemplo, reconhecem voz e imagem, recordam informações, adaptam respostas e mantêm conversas que não são inteiramente pré-programadas.

    A SBP considera o tema urgente.

    “Em setembro de 2026, ganhou repercussão o anúncio do Muse Charm, dispositivo portátil da Meta comparado pela imprensa a um Tamagotchi com IA. Embora não seja um brinquedo para crianças, ele ilustra como agentes de IA passam a ocupar formas físicas, portáteis e personalizadas”, avaliou.

    Emoções

    O alerta chama a atenção para o fato de que a IA, apesar de usar linguagem afetiva ou empática, não é uma pessoa, e reforça que um brinquedo, uma vez conectado, pode ter microfone, câmera e acesso integral à internet, além de fazer coleta de dados e oferecer mecanismos de personalização e de engajamento.

    Segundo a SBP, uma revisão publicada na revista Pediatrics destaca o risco de crianças desenvolverem percepções equivocadas da IA como amiga ou cuidadora a partir do contato com esse tipo de brinquedo.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por sua vez, alertou para os chamados AI companions [companheiros de IA, na tradução literal]: brinquedos ou produtos que estimulam conversas em relacionamentos ao serem usados por crianças e adolescentes.

    “Apesar da aparência inofensiva, são sistemas de IA que podem obter informações e causar prejuízos à saúde e dependência ao produto”, destacou a entidade.

    Para a SBP, a pergunta não deve ser apenas o que o brinquedo faz, mas também como funciona, quais informações coleta, para que esses dados são utilizados e se ele incorpora mecanismos adequados de proteção à criança e ao adolescente.

    Recomendações

    No alerta, a entidade recomenda cautela na oferta de brinquedos com IA, sobretudo os que utilizam IA generativa, mantêm conversas abertas, coletam dados pessoais e simulam amizade, cuidado ou apoio emocional.

    “Quando essas funcionalidades não trazem benefício claro, ou quando o funcionamento e os mecanismos de proteção carecem de transparência, a orientação é priorizar produtos e brinquedos sem esses recursos”, alerta.

    Outra preocupação dos pediatras é compreender os efeitos à saúde mental e comportamental de longo prazo dessas novas formas de interação, ainda não suficientemente mapeadas.

    “A incerteza científica não significa ausência de riscos e reforça a necessidade de proteção adequada à infância e à adolescência”, avalia.

    O alerta propõe perguntas-chave para as famílias refletirem antes de comprar um desses produtos:

  • 1. O que essa tecnologia acrescenta à brincadeira?
  • 2. A criança participa ativamente ou o brinquedo faz quase tudo por ela?
  • 3. Como o produto funciona (se usa IA generativa e se possui câmera, microfone ou conexão com a internet)?
  • 4. A indicação etária e a supervisão parental estão claras?
  • 5. O que acontece com os dados da criança e do adolescente?
  • 6. O uso do brinquedo com IA expõe a criança a ações de perfilamento, publicidade, compras ou assinaturas associadas?
  • 7. Como a interação é apresentada: o produto simula amizade, afeto, cuidado ou apoio emocional?
  • 8. A criança entenderá, conforme a idade, que está interagindo com uma IA e não com uma pessoa?
  • 9. Qual lugar essa experiência ocupa na rotina, em relação ao sono, ao movimento, à brincadeira livre, à leitura, ao contato com a natureza e à convivência familiar?
  • A SBP destaca que informações essenciais devem estar acessíveis, incluindo se o produto possui câmera ou microfone; se precisa de internet; quais dados registra e para quê; onde são armazenados; se são compartilhados com terceiros; se é possível apagá-los; e quais recursos vêm ativados por padrão.

    “Se não estiverem acessíveis, a recomendação é não comprar e optar por outro produto ou brinquedo.”

    Fabricantes

    Outro ponto importante citado no documento é que fornecedores e empresas são obrigados a informar pais, responsáveis, crianças e adolescentes, independentemente da compra ter sido efetuada, sobre riscos e medidas de segurança, incluindo privacidade e proteção de dados.

    Diante de coleta de dados não informada, conteúdo inadequado, falhas de segurança ou dificuldade de exercer seus direitos, a SBP orienta que as famílias podem:

  • pedir ao fornecedor informações, correção ou eliminação dos dados da criança;
  • desistir, em até sete dias do recebimento de compras feitas fora de estabelecimento comercial;
  • utilizar canais de notificação do fornecedor;
  • reclamar no Procon, no consumidor.gov.br e na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
  • Saúde: osteoporose pode evoluir sem sintomas e aumentar o risco de fraturas

    Saúde: osteoporose pode evoluir sem sintomas e aumentar o risco de fraturas

    O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado nesta semana (20), chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da doença, que reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Considerada silenciosa, a osteoporose pode evoluir durante anos sem apresentar sintomas, sendo frequentemente identificada após uma fratura.

    De acordo com a reumatologista Rebecca Maria, do Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de Campina Grande (HUAC-UFCG), vinculado à HU Brasil, os ossos passam por um processo contínuo de renovação ao longo da vida. “Na juventude, a formação óssea geralmente supera a perda. Com o envelhecimento, porém, esse equilíbrio pode mudar, levando à redução da massa óssea e tornando os ossos mais frágeis”, afirma.

    Entre os principais fatores de risco estão a idade acima de 50 anos, especialmente após a menopausa, o histórico familiar de osteoporose e de fraturas, o baixo peso corporal, a alimentação pobre em cálcio, o sedentarismo, o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Algumas doenças e o uso prolongado de determinados medicamentos, como os corticoides, também podem aumentar o risco.

    Sinais de alerta e diagnóstico

    Na maioria dos casos, a osteoporose não provoca dor ou outros sintomas nas fases iniciais. As manifestações podem surgir quando ocorre uma fratura, inclusive após quedas ou traumas de baixa intensidade. “Fraturas na coluna podem provocar dor nas costas, perda de altura e uma postura mais curvada. Também podem ocorrer fraturas no quadril, no punho e em outros ossos”, explica Rebecca Maria.

    A avaliação médica é fundamental para identificar pessoas com maior risco e determinar a necessidade de exames, como a densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos. Exames laboratoriais e outros exames de imagem também podem ser indicados, conforme cada caso.

    Prevenção começa com hábitos saudáveis

    A adoção de hábitos saudáveis contribui para preservar a saúde dos ossos e reduzir o risco de fraturas. Uma alimentação equilibrada, com fontes de cálcio, como leite e derivados e vegetais verde-escuros, é uma das medidas recomendadas, de acordo com a reumatologista.

    A vitamina D também é importante para a saúde óssea e pode ser obtida em pequenas quantidades pela alimentação, além da exposição solar adequada e, quando necessário, da suplementação orientada por um profissional de saúde.

    “A prática regular de atividade física, especialmente exercícios que trabalhem força muscular, equilíbrio e sustentação do peso corporal, ajuda a manter ossos e músculos fortes e pode diminuir o risco de quedas. Não fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas também são medidas importantes”, acrescenta a especialista.

    Tratamento deve ser individualizado

    Quando a osteoporose é diagnosticada, o tratamento depende das necessidades de cada paciente. Pode incluir mudanças no estilo de vida, orientação para a prática de exercícios, adequação da ingestão de cálcio e vitamina D e uso de medicamentos específicos para reduzir a perda óssea e o risco de fraturas, quando indicado.

    A reumatologista alerta que a suplementação e o uso de medicamentos devem ser feitos com orientação profissional. A automedicação pode trazer riscos, e o tratamento precisa ser individualizado e acompanhado por um profissional de saúde.

    Embora o envelhecimento aumente a probabilidade de desenvolver osteoporose, a doença não é uma consequência inevitável da idade. A prevenção deve começar cedo, com alimentação adequada, atividade física regular e acompanhamento médico, principalmente para quem apresenta fatores de risco.

    “Pessoas que sofreram fraturas após quedas ou traumas leves devem procurar avaliação médica, pois esses episódios podem indicar fragilidade óssea e precisam ser investigados. O cuidado com a saúde dos ossos é essencial para preservar a mobilidade, a independência e a qualidade de vida”, finaliza Rebecca Maria.

    Luiz Carlos Lima, com edição de George Miranda
    Gerência Executiva de Comunicação Social ( Gecs ) da HU Brasil

  • Indígenas do Vale do Javari terão transporte gratuito no 2º turno

    Indígenas do Vale do Javari terão transporte gratuito no 2º turno

    O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) informou nesta quinta-feira (22) que os representantes da Terra Indígena Vale do Javari confirmaram a regularização do transporte gratuito dos eleitores, bem como o necessário apoio logístico à operação, no próximo domingo (25), no segundo turno das eleições gerais.

    O acerto entre as lideranças indígenas e autoridades públicas foi selado em reunião conduzida pela juíza da 42ª Zona Eleitoral, Dálethe Borges Messias, na quarta-feira (21).

    A juíza lembrou que durante o primeiro turno acompanhou pessoalmente a entrega de urnas eletrônicas nas comunidades de Paraíso e Remancinho, de forma a “assegurar o direito ao voto”.

    A juíza eleitoral solicitou que os representantes indígenas apresentem a relação das embarcações que serão utilizadas no 2º turno, com a identificação dos responsáveis e das contribuições prestadas pelas entidades ou órgãos envolvidos na operação de transporte dos eleitores.

    De acordo com a Justiça Eleitoral, a medida permitirá o acompanhamento e a fiscalização do transporte, assegurando transparência e cumprimento da legislação eleitoral.

    Para os próximos pleitos, ficou estabelecida a necessidade de apresentação antecipada de informações sobre locais de votação, comunidades atendidas, rotas fluviais, distâncias, condições de navegabilidade, estimativa de eleitores e disponibilidade de embarcações e tripulações.

    Vale do Javari

    A Terra Indígena do Vale do Javari é a segunda maior do Brasil, com 8,5 milhões de hectares, uma área maior que o estado da Paraíba. A terra indígena, homologada em 2001, fica no estado do Amazonas, em uma região de tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, e abriga 74 aldeias, sete povos e mais de 6 mil indígenas. Também tem a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo.

    Por causa de sua riqueza natural e localização estratégica, o Vale do Javari é alvo constante de redes de narcotráfico, garimpo ilegal, biopirataria e extração ilícita de madeira.

    Foi na região que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Philips foram assassinados em 2022, vítimas de uma emboscada no Rio Itaquaí.

  • Primeiro governador, depois presidente: saiba qual a ordem de votação

    Primeiro governador, depois presidente: saiba qual a ordem de votação

    Neste domingo (25), os eleitores de todo o país voltam às urnas para o segundo turno das eleições. 

    Em cinco estados e no Distrito Federal, haverá escolha para governador e para presidente da República. Nos outros locais, onde o governador já foi eleito no primeiro turno, será preciso apenas escolher o presidente.

    Haverá segundo turno nos seguintes estados: 

  • Acre,
  • Amazonas,
  • Distrito Federal,
  • Rio Grande do Norte,
  • Espírito Santo e
  • Tocantins
  • Nesses locais, a ordem de votação na urna eletrônica será:

    1 – Governador: digitar os dois números do candidato e confirmar

    2 – Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar

    Nos demais estados, a votação será assim: 

    1 – Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar

    Celular e colinha

    A legislação permite ao eleitor levar uma colinha de papel para a urna, com os números dos candidatos anotados. 

    O aparelho celular, no entanto, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação. Também não são permitidos equipamentos como smartwatch, máquina fotográfica, filmadora e óculos inteligentes.

    O celular pode ser utilizado para apresentar o e-Título ou outro documento digital aceito pela Justiça Eleitoral durante a identificação na seção eleitoral.

    O objetivo é preservar o sigilo do voto e impedir fraudes ou tentativas de comprovação da escolha feita na urna.

    Quem se recusar a entregar o aparelho poderá ser impedido de votar naquele momento, e o caso poderá ser registrado pela mesa receptora de votos.

    Não se esqueça de levar um documento de identificação com foto.

    O título de eleitor não é obrigatório para votar, mas ajuda a acelerar o processo por indicar a zona e a seção eleitoral. Uma opção é baixar o e-título, aplicativo da Justiça Eleitoral, com a versão digital do título de eleitor.

    Lembre-se de conferir, no dia anterior, o seu local atualizado de votação.

  • Mulheres são 64% dos 5 milhões de participantes no Enem 2026; metade tem de 17 a 18 anos

    Mulheres são 64% dos 5 milhões de participantes no Enem 2026; metade tem de 17 a 18 anos

    O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), disponibiliza para consulta pública o Painel Enem 2026 , ferramenta que reúne informações sobre os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) . Os dados permitem conhecer o perfil dos inscritos a partir de indicadores como faixa etária, sexo, cor/raça, situação escolar e distribuição geográfica, bem como informações sobre gratuidade da inscrição e atendimentos especializados.

    Acesse o painel

    Com dados consolidados em setembro de 2026, o painel registra 5.051.345 inscrições confirmadas em todo o país, de um total de 5.655.423 inscrições realizadas. A plataforma permite consultar os indicadores de forma geral, por região, estado e município, contribuindo para ampliar o acesso às informações sobre o exame.

    O Enem 2026 será realizado entre 8 e 15 de novembro.

    Dados – As mulheres representam 63,98% das inscrições confirmadas no Enem 2026, com 3.232.013 participantes. Os homens correspondem a 36,02%, totalizando 1.819.332 inscritos. Os dados mostram a predominância feminina entre as pessoas que participarão desta edição.

    A distribuição por faixa etária também evidencia a diversidade de públicos atendidos pelo Enem. Os participantes com 17 anos formam o maior grupo, com 1.292.082 inscrições confirmadas, seguidos pelos jovens de 18 anos, que somam 1.269.907.

    Juntos, esses dois grupos representam 50,7% dos inscritos confirmados. O painel registra ainda 691.633 participantes com até 16 anos, 463.720 com 19 anos e 235.457 com 20 anos.

    O exame também mobiliza pessoas em outras etapas da vida. Na faixa de 21 a 30 anos, são 725.118 inscritos; entre 31 e 59 anos, 359.607. Já os participantes com mais de 60 anos somam 13.821, demonstrando que o Enem reúne candidatos de diferentes gerações.

    Além disso, o painel apresenta informações sobre cor/raça, com dados distribuídos entre as categorias parda, branca, preta, amarela, indígena e não declarada. A consulta permite observar esses recortes considerando as inscrições gratuitas e as pagantes, ampliando as possibilidades de análise sobre a composição do público do exame.

    Entre os dados apresentados na ferramenta, a categoria parda registra 1.530.186 inscrições gratuitas. Na categoria branca, são 932.181 inscrições gratuitas; na preta, 424.540. O painel também registra 478.309 inscrições gratuitas na categoria não declarada, 35.088 na amarela e 31.807 na indígena.

    Situação escolar – Em relação à trajetória escolar, 2.364.868 participantes estão cursando a última série ou ano do ensino médio. Outros 1.610.522 já concluíram essa etapa da educação básica. Há ainda 1.015.127 inscritos que estão cursando o ensino médio, mas não o concluirão no ano letivo de 2026, além de 60.828 que não o estão cursando nem o concluíram.

    Os números ajudam a dimensionar a presença de estudantes que estão prestes a concluir a educação básica e de pessoas que já finalizaram essa etapa ou buscam outras possibilidades de participação no exame.

    Gratuidade e atendimento especializado – Dos 5.051.345 inscritos confirmados, 3.432.111 têm inscrição gratuita, enquanto 1.619.234 tiveram o pagamento confirmado. As informações podem ser consultadas por unidade da Federação, permitindo comparar a distribuição dos participantes de acordo com a modalidade de inscrição.

    A ferramenta também reúne dados sobre solicitações de atendimento especializado. Entre os recursos registrados, destacam-se o tempo adicional, com 77.956 solicitações; a correção diferenciada, com 42.379; e o auxílio para leitura, com 28.042. O painel apresenta ainda informações sobre recursos de acessibilidade, como salas acessíveis, auxílio para transcrição, prova ampliada e tradutor-intérprete de Libras.

    Esses indicadores permitem acompanhar a diversidade de necessidades dos participantes e conhecer os recursos solicitados para a realização do exame.

    Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio foi instituído em 1998 para avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Desde 2009, também é utilizado como mecanismo de acesso à educação superior. As notas podem ser utilizadas em processos seletivos como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni), além de processos relacionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras vigentes. Em 2026, o exame também passa a integrar o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), ampliando sua contribuição para a avaliação do ensino médio brasileiro.

    Por MEC, com informações do Inep

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