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  • Afetada por disputas geopolíticas, COP17 termina com poucos avanços

    Afetada por disputas geopolíticas, COP17 termina com poucos avanços

    Depois de duas semanas, chegou ao fim a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) em Ulaanbaatar, capital da Mongólia. Realizada pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) em um momento em que até 40% das terras do planeta estão degradadas, a conferência teve poucos avanços para a concretização de compromissos internacionais.

    >> Confira a cobertura da Agência Brasil sobre a COP17

    A urgência dos problemas exigia anúncios significativos. As principais expectativas para o evento, porém, não se tornaram realidade: a criação de um regime global contra as secas foi adiada mais uma vez e os valores de financiamento ficaram abaixo do cálculo estimado para conter a degradação da terra.

    Negociadores ouvidos pela Agência Brasil ponderam que o resultado final poderia ter sido pior, dadas às condições geopolíticas desfavoráveis e às tentativas dos Estados Unidos de enfraquecer os instrumentos multilaterais.

    Logo no primeiro dia do evento, representantes de Washington bloquearam um conjunto de itens da agenda de negociações: gênero, participação da sociedade civil e integração entre as três COPs do meio ambiente (desertificação, biodiversidade e clima).

    Uma atitude sem precedentes na história da conferência, já que o texto inicial parte de consensos estabelecidos na COP anterior. Ao fim da conferência na Mongólia, todos os itens foram reintroduzidos no programa de trabalho para a COP18, que será realizada no Egito em 2028.

    Impasse

    Em relação ao regime global contra as secas, os Estados Unidos defendiam a suspensão total do debate. Europeus eram a favor de um acordo com mecanismos voluntários. Africanos, apoiados pelo Brasil, queriam um acordo que gerasse compromissos obrigatórios.

    Ao fim, houve consenso para que a seca passe a ser um item permanente e independente da agenda das próximas conferências, o que evita que a discussão sobre ela seja alvo de bloqueios. Também foi definido que as discussões continuem no período entre COP17 e COP18, o que, em teoria, não deixa o debate em suspenso por dois anos.

    Em entrevista à Agência Brasil, a secretária-executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, disse que, mesmo diante das disputas e oposições, o resultado da COP17 fortalece a permanência do diálogo contra o autoritarismo.

    “O mais importante é que o sistema multilateral mostra não estar tão fragmentado e disperso como todos dizem. Por isso, trabalhamos arduamente para que esta COP avançasse. Talvez não tenhamos tido o pacote completo, mas certamente mantemos a possibilidade de progresso até a próxima conferência”, disse Fouad.

    Resultados paralelos

    Um dos avanços anunciados em Ulaanbaatar foi a entrada em fase de implementação da Parceria Global de Resiliência à Seca de Riad, criada durante a COP16, em 2024. A primeira assembleia avançou na discussão de um fundo coletivo destinado a apoiar cerca de 70 países de baixa e média-baixa renda.

    A proposta prevê apoio à capacitação, elaboração de programas aptos a receber investimentos e financiamento de medidas para aumentar a resiliência.

    A COP17 também foi marcada pelo lançamento do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), a primeira plataforma global de financiamento dedicada exclusivamente ao tema. Criada pela UNCCD e por Luxemburgo, com apoio da Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA), a iniciativa pretende mobilizar até US$ 400 milhões em recursos públicos e privados.

    Os investimentos deverão ser direcionados para segurança hídrica, agricultura sustentável, soluções baseadas na natureza e recuperação de terras.

    Outra novidade foi a segunda fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca (IDRO), que apresentou o primeiro Índice de Resiliência à Seca (DRI). A ferramenta pretende ajudar os países a avaliar sua capacidade de antecipar, se preparar e se adaptar aos períodos de escassez de água.

    Financiamento

    A questão financeira permaneceu como um dos principais desafios da conferência. Para cumprir os compromissos globais de restauração até 2030, seriam necessários cerca de US$ 355 bilhões por ano, segundo a UNCCD. Atualmente, o investimento é de aproximadamente US$ 77 bilhões anuais, o que deixa um déficit de US$ 278 bilhões por ano.

    A participação do setor privado é ainda limitada: representa apenas cerca de 6% dos investimentos globais destinados à recuperação de terras.

    Durante a COP17, governos, bancos de desenvolvimento, fundos e empresas anunciaram uma carteira de US$ 1,3 bilhão para a restauração de terras e o aumento da resiliência às secas, envolvendo 23 países em cinco continentes.

    >> Estados do Nordeste tentam atrair investimentos para Caatinga na COP17

    Desse total, US$ 644,5 milhões são classificados como novos recursos, enquanto US$ 216,4 milhões já estão confirmados e avançam para a implementação. Os recursos abrangem projetos de recuperação de paisagens e pastagens, resiliência à seca e adaptação liderada pelas próprias comunidades.

    As discussões também abordaram novos instrumentos para tentar transformar projetos de restauração em oportunidades de investimento, incluindo garantias, capital de primeira perda, seguros e mecanismos de preparação de projetos.

    Pastagens no centro da agenda

    A escolha da Mongólia como sede da conferência coincidiu com o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, celebrado pela ONU em 2026. Os países reconheceram os pastores como responsáveis pela conservação das áreas e destacaram a importância da mobilidade transfronteiriça e dos conhecimentos tradicionais.

    Apesar de sua relevância, as pastagens continuam pouco presentes nas políticas climáticas e nos investimentos. Esses ecossistemas concentram cerca de um terço das principais áreas de biodiversidade do planeta, mas aparecem nos planos climáticos nacionais de apenas 24 países. No caso das florestas, esse número chega a 181.

    Uma nova análise econômica apresentada na COP17 estimou que as pastagens geram entre US$ 21 trilhões e US$ 47 trilhões por ano em serviços ecossistêmicos, incluindo produção de alimentos, água, armazenamento de carbono e biodiversidade.

    Segundo o levantamento, cada dólar investido na recuperação desses ecossistemas pode gerar retorno entre US$ 4 e US$ 6. Considerando benefícios públicos mais amplos, como o abastecimento de água, esse retorno pode chegar a US$ 36 por dólar investido.

    A Iniciativa Global sobre Pastagens, anunciada na COP17, pretende transformar essa avaliação econômica em uma carteira de investimentos para o manejo sustentável, a recuperação dos ecossistemas e o apoio às populações pastoris.

    Povos indígenas ganham novos espaços

    A COP17 também marcou a primeira reunião formal dos novos grupos de representação de povos indígenas e comunidades locais dentro da convenção de combate à desertificação.

    Os dois espaços foram criados ao fim da COP16, em Riad, e passaram a funcionar como canais específicos para levar perspectivas e prioridades desses grupos às discussões da convenção.

    Em Ulaanbaatar, os indígenas destacaram os sistemas de conhecimento tradicionais, as formas comunitárias de governança, o pastoralismo sustentável e a gestão das terras. Também defenderam maior proteção dos direitos territoriais e de mobilidade, acesso direto a recursos financeiros e participação efetiva nas decisões.

    Ao lado de outros grupos da sociedade civil, como os de gênero, juventudes e comunidades locais, os indígenas organizaram protestos durante a conferência, cobrando maior presença nos espaços de decisões e que não tivessem uma participação meramente simbólica.

    Metas brasileiras

    No balanço final, a UNCCD destacou o fato de o Brasil ter apresentado um novo compromisso voluntário para alcançar a Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) até 2030.

    A meta brasileira reúne 17 subobjetivos relacionados a políticas, planos e programas nacionais. Entre eles está a recuperação ou restauração de mais de 163 mil quilômetros quadrados, por meio da regeneração da vegetação nativa e de sistemas agroflorestais.

    Outros 3,51 milhões de quilômetros quadrados serão abrangidos por medidas destinadas a evitar a degradação, por meio da conservação e do manejo sustentável da terra. No total, a meta cobre aproximadamente 3,67 milhões de quilômetros quadrados.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

  • Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Barra Velha

    Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Barra Velha

    A Oca Tururim, na Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, na vila histórica de Caraíva, em Porto Seguro (BA), fará a 5ª edição do Festival Caju de Leitores, nos dias 2 a 4 de setembro próximo.

    O evento nasceu em 2022 e seu objetivo é melhorar as habilidades de leitura e de escrita dos estudantes indígenas. O motivo é que, desde o ano 2000, começaram a surgir instituições de ensino na região, nformou nesta quarta-feira (26) a diretora-geral do evento, Joanna Savaglia, à Agência Brasil.

    São instituições privadas e públicas, instaladas na região, como a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus de Porto Seguro, e a Escola Técnica Estadual (Etec).

    “Os estudantes precisam de redação e da compreensão de texto para poder vencer a dificuldade do vestibulinho”, afirmou Joanna. “A ideia é trabalhar em parceria com a escola para levar a atividade para o território”, disse.

    Segundo Joanna, a meta é dar aos estudantes ferramentas para que possam fazer o que quiserem. Assim, não precisam mais ficar presos no território. “Teu pai quer que você seja advogado? Então, vai estudar, mas saiba que tem que ter interpretação de texto, tem que saber escrever. Foi com essa intenção que o Caju nasceu”, explicou.

    A diretora-geral destacou que no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o aluno tem que saber escrever, construir.

    Fauna

    O tema deste ano do festival é Manifesto de Bichos. Em todas as edições, os temas têm importância para os indígenas.

    No festival de 2026 não poderia ser diferente. Como os temas são ligados ao meio ambiente, que é onde eles vivem, a decisão foi falar dos animais. “A fauna vai estar inteira dentro da programação, falando de bichos, basicamente”, afirmou Joanna. Edições anteriores abordaram território, flora e árvores, entre outras questões.

    O festival propõe atividades voltadas à literatura, oralidade, memória e conhecimentos indígenas, tendo os animais como parte das narrativas e das relações com a ancestralidade, o território, a língua e a natureza. A proposta dialoga diretamente com o lugar e a presença dos bichos nas histórias, nas memórias e nos conhecimentos do povo Pataxó.

    No local, estarão reunidos escritores, artistas, educadores, estudantes, pesquisadores, lideranças indígenas e comunidades, em atividades como literatura, oralidade, artes, educação e saberes tradicionais.

    Formação de leitores

    A programação é gratuita e aberta a todas as faixas etárias. O público do festival é, majoritariamente, estudante e indígena.

    “Quando se faz um evento para esse público, vai pai, mãe, avô, avó, filho, gato, cachorro. Então, é sempre para todo mundo. Não tem faixa etária. Não tem isso de mesa para criancinha, mesa para pessoal mais velho. Não. É tudo junto, disse a diretora-geral do evento.

    A ideia é trabalhar em parceria com a escola para levar essa atividade para as escolas do território. O evento Vozes da Escola, organizou uma jornada de formação em literatura indígena para os professores, em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

    “O município de Porto Seguro é cheio de territórios indígenas, tem a aldeia mãe de todos, que é Barra Velha, onde ocorre o Caju, mas existem vários territórios dentro do município.”

    Para os professores, é um evento especial. Eles tiram os alunos das escolas e levam para ter aulas dentro da oca. A organização do festival oferece comida. “Tem lanche, tem almoço. Muita gente fica hospedada na escola. Tem pessoas que acampam ali também, porque a área do Centro Cultural Indígena Pataxó da Aldeia Xandó Oca Tururim é grande.”

    Estudantes e educadores participarão da programação não apenas como público, mas também compartilhando experiências e produções desenvolvidas no ambiente escolar.

    Convidada

    Eeste ano, pela primeira vez, o festival trará uma autora estrangeira, a primeira da América do Sul. Trata-se da indígena argentina Mariela Tulián, do povo Tulián.

    Entre os brasileiros, participam Sairi Pataxó, escritor e liderança Pataxó; Lucia Tucuju, do povo Galibi-Marworno, escritora, roteirista, atriz e narradora; Auritha Tabajara, escritora, cordelista e contadora de histórias; Vanessa Guarani Ratton, do povo Guarani M’bya e vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; Apêtxienã Pataxó, professor e guardião da língua ancestral Pataxó, entre outros.

    A homenageada desta edição é Maria Coruja, de 91 anos, da Aldeia Pará, situada dentro da Barra Velha. Ela transmite pela oralidade as tradições Pataxó de cantigas e brincadeiras de criança.

    Indagada se a organização já estaria planejando o tema da edição de 2027, Joanna Savaglia considerou que será difícil superar o Manifesto de Bichos, “porque este já está sendo um sucesso total”. Não à toa, esta quarta-feira é o Dia Mundial do Cachorro.

    Inovações

    O evento terá pela primeira vez uma livraria, além de loja, espaço de alimentação e exposição. A abertura do festival será às 14h do dia 2 de setembro.

    Desde sua criação, o Festival Caju de Leitores já alcançou mais de 12 mil pessoas em suas diferentes ações.

    Originalmente chamado Caraíva Juvenil, o festival adotou o acrônimo Caju (proveniente dessas duas palavras CAraíva JUvenil). A palavra carrega a ancestralidade da fruta nativa, que no tupi-guarani (acayu) significa “noz que se produz” e representava, historicamente, a contagem do tempo para os povos indígenas.

    O Festival é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural. Conta com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro, por meio da Superintendência de Cultura e Patrimônio Histórico.

  • Novas regras para drones reforçam segurança e orientam pilotos sobre como operar

    Novas regras para drones reforçam segurança e orientam pilotos sobre como operar

    O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) orienta os usuários de drones sobre as novas regras para operações de aeronaves não tripuladas de uso civil no Brasil. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou, no último mês de junho, o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 100, que estabelece requisitos gerais para esse tipo de operação e substitui as regras anteriores.

    O novo regulamento organiza os voos conforme o nível de risco e estabelece três categorias de operação: aberta, específica e certificada. A classificação considera as características do voo e não apenas o peso do drone.

    Três categorias de operação

    Cada categoria estabelece requisitos próprios para a realização dos voos:

    – Categoria aberta: reúne operações de menor risco. Nessa categoria, o drone pode ter até 25 kg, deve operar em linha de visada visual (Visual Line of Sight – VLOS) ou com auxílio de observador e a uma altura de até 120 metros. O voo também deve ocorrer em área distante de pessoas que não participam da operação.

    – Categoria específica: é destinada às operações que não atendem a algum dos requisitos da categoria aberta. Nesse caso, é necessário cumprir um cenário padrão definido pela Anac ou obter autorização operacional da Agência após uma avaliação de risco.

    – Categoria certificada: é destinada às operações de maior risco. Pode ser exigida, por exemplo, quando houver transporte de determinados artigos perigosos ou quando a Anac considerar que o risco não pode ser reduzido de outra forma.

    E os drones pequenos?

    O RBAC nº 100 não se aplica a drones com até 250 gramas, quando operados em linha de visada visual ou com auxílio de observador, a até 120 metros de altura. A mesma exceção vale para aeromodelos de uso recreativo, que atendam a essas condições.

    Isso não significa, porém, que esses voos estejam livres de regras. O piloto continua responsável pela segurança da operação e deve observar as demais normas aplicáveis.

    Responsabilidade do piloto

    Uma das principais orientações do novo regulamento é que o piloto não pode tratar o voo como uma atividade sem riscos. O piloto remoto em comando é diretamente responsável pela condução segura do drone e tem a autoridade final sobre a operação.

    Antes de decolar, é preciso verificar as condições do equipamento, as condições meteorológicas e todas as informações necessárias para planejar o voo. O drone só pode ser operado quando estiver em condições seguras. Se surgir algum problema que comprometa a segurança, o voo deve ser interrompido assim que possível.

    O regulamento também determina que todo piloto remoto deve ser aprovado em exame de conhecimento teórico da Anac. Pilotos menores de 18 anos precisam estar acompanhados, durante toda a operação, por um piloto maior de idade responsável pelo voo.

    Durante o voo, deve haver um piloto na estação de pilotagem em todas as fases da operação. Como regra geral, cada piloto pode operar apenas uma aeronave por vez.

    Distância das pessoas

    Na categoria aberta, o drone deve manter distância segura de pessoas que não participam da operação. Essa distância não pode ser inferior a 30 metros na horizontal. A exigência pode ser dispensada quando houver uma barreira mecânica suficientemente forte para proteger essas pessoas em caso de acidente.

    O regulamento também prevê a possibilidade de uma pessoa concordar expressamente com a realização de uma operação próxima a ela. Nesse caso, a pessoa assume a responsabilidade pelo risco ao qual decidiu se expor.

    Atenção aos 120 metros

    Para as operações enquadradas na categoria aberta, o limite de altura é de 120 metros acima do nível do solo. O piloto também precisa manter condições para controlar o equipamento durante todo o voo e ter autonomia suficiente para concluir a operação e pousar com segurança.

    Outro ponto importante: não é permitido operar o drone de forma descuidada ou negligente, colocando em risco pessoas ou propriedades de terceiros.

    O RBAC nº 100 trata das competências da Anac, mas o próprio regulamento reforça que o usuário deve cumprir também as normas de outros órgãos públicos. Dependendo da operação, podem existir exigências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de outras autoridades. Também devem ser respeitados os direitos relacionados à privacidade, à imagem e à vida das pessoas.

    O objetivo das novas regras é tornar as operações de drones mais seguras e estabelecer requisitos proporcionais ao risco de cada tipo de voo. Para o usuário, a orientação é simples: antes de decolar, conheça as regras, verifique o equipamento e o local da operação e tenha certeza de que o voo pode ser realizado com segurança.

    Por Ministério de Portos e Aeroportos

  • ‘#SouManaus Passo a Paço 2026’ lança promoção exclusiva para o transporte público

    ‘#SouManaus Passo a Paço 2026’ lança promoção exclusiva para o transporte público

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult) e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), em parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), lança um lote de pulseiras para o “#SouManaus Passo a Paço 2026” com uma promoção especial para quem escolher ir ao festival de ônibus. Serão disponibilizados três mil cartões PassaFácil promocionais.

    O cartão PassaFácil Sou Manaus, que será disponibilizado nesta quinta-feira, 27/8, no valor de R$ 30, já vem carregado com seis passagens de ônibus (ida e volta garantida para os dias de evento), e ainda dá direito a um combo exclusivo com uma pulseira de acesso para o “#SouManaus 2026”, no dia de escolha do participante e as mil primeiras pessoas a adquirem o cartão promocional levam um leque personalizado exclusivo do festival.

    Para solicitar o cartão promocional, os interessados podem acessar o canal oficial no aplicativo Telegram, por meio do contato “@sindy_sinetram_bot”. O cidadão deve baixar o app do Telegram gratuitamente em uma loja de aplicativos e no item “busca” procurar por “@sindy_sinetram_bot” ou “Sindy. Ao acessar o sistema, o interessado poderá escolher a data de sua pulseira, sendo permitido o cadastro de apenas um CPF por cartão.

    A retirada das pulseiras será realizada de 31/8 a 3/9, das 10h às 22h, na loja do Sinetram, localizada no segundo andar do Shopping Via Norte (próximo a Riachuelo), em horário agendado pelo sistema.

    Mais comodidade para quem vai de ônibus

    Ao utilizar o cartão, o público terá acesso ao corredor exclusivo para transporte coletivo, implantado na avenida Epaminondas até o terminal da Matriz, garantindo muito mais rapidez e conforto na chegada ao evento.

    O IMMU preparou uma operação reforçada para os dias de festival. No total, 84 linhas vão atender o evento, 14 linhas farão uma viagem a mais após a meia noite (101, 113, 120, 121, 216, 535, 608, 705, 713, 227, 330, 422, 440 e 612) e 17 linhas farão duas viagens a mais após a meia noite (126, 214, 219, 315, 356, 321, 443, 448, 500, 540, 560, 604, 621, 640, 650, 652 e 676). Além dessas viagens, teremos 25 carros de apoio à disposição durante o evento nos dias 5, 6 e 7/9.

    A promoção “PassaFácil Aqui: a rota mais rápida para o #SouManaus” reforça o compromisso da Prefeitura de Manaus em incentivar o uso do transporte coletivo, oferecendo economia, praticidade e segurança para o público do maior festival de artes integradas da região.

  • Lutadora denuncia ex-companheiro após ser agredida em Manaus

    Lutadora denuncia ex-companheiro após ser agredida em Manaus

    A atleta e lutadora Marciane Alves denunciou o ex-companheiro, Albert Marques Ramos, após ser agredida no último sábado (22), na Compensa, zona oeste de Manaus.

    Segundo Marciane, os dois estão separados há cerca de cinco meses. O homem teria ido à casa dela para visitar o filho do casal e pegado o celular da ex-companheira.

    Ainda conforme o relato, Albert teria acessado as mensagens do aparelho e, após encontrar conversas com outro homem, retornado ao imóvel por ciúmes. Na residência, ele teria desferido socos contra Marciane e uma joelhada na região do estômago, além de outros golpes no rosto e na cabeça.

    A vítima afirma que conseguiu se defender de parte das agressões. Albert é professor de Muay Thai e lutador de MMA.

    Marciane registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.), e o caso será investigado pelas autoridades.

  • Operação Visão Noturna mira célula do Comando Vermelho que monitorava forças de segurança no Amazonas

    Operação Visão Noturna mira célula do Comando Vermelho que monitorava forças de segurança no Amazonas

    O Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) deflagrou, nesta quinta-feira (27), a Operação Visão Noturna para desarticular uma célula do Comando Vermelho que atuava no monitoramento das forças de segurança e no suporte logístico ao transporte de drogas com destino a Manaus.

    A investigação começou após a apreensão de aproximadamente 4,5 toneladas de drogas, realizada em fevereiro deste ano, em uma balsa na região do município de Iranduba, a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus.

    A partir da apreensão, os investigadores conseguiram avançar na apuração e identificar a atuação do grupo criminoso nos rios do Amazonas.

    Segundo o DRCO, os integrantes da organização acompanhavam a movimentação de embarcações das polícias Civil e Militar. As informações sobre a presença das forças de segurança eram repassadas em tempo real aos responsáveis pelo transporte dos entorpecentes.

    Com os alertas, os traficantes conseguiam modificar as rotas das embarcações que transportavam drogas para Manaus, dificultando e, em alguns casos, frustrando ações de combate ao tráfico.

    A operação busca desarticular a estrutura responsável pelo monitoramento e pelo apoio logístico ao transporte de drogas, além de reunir novas informações que possam contribuir para o avanço das investigações sobre a atuação da organização criminosa no Amazonas.

  • Visa Manaus capacita permissionários credenciados para vendas de alimentos e bebidas no ‘#SouManaus Passo a Paço 2026’

    Visa Manaus capacita permissionários credenciados para vendas de alimentos e bebidas no ‘#SouManaus Passo a Paço 2026’

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Subsecretaria de Gestão de Vigilância Sanitária (Visa Manaus), vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), realizou, nesta quarta-feira, 26/8, a capacitação de 60 permissionários credenciados que vão atuar com vendas de comidas e bebidas no festival “#SouManaus Passo a Paço 2026”, que acontece entre os dias 4 e 7/9, no centro histórico da cidade.

    A subsecretária da Visa Manaus em exercício, Maria do Carmo Leão, ressaltou a importância dessa capacitação para proteger a saúde e bem-estar da população durante os dias do “#SouManaus”.

    “O ‘#SouManaus’ é o maior evento cultural do ano, que leva arte e lazer gratuitos à nossa gente. Mas um grande evento só é completo quando a alimentação também é segura. Então, conforme a orientação do prefeito Renato Junior, estaremos atuantes não só hoje na capacitação, mas durante todo o festival, com equipes de fiscalização monitorando cada barraca. Queremos que os manauaras e turistas possam saborear cada prato e bebida com total tranquilidade”, explica.

    A palestra especial foi ministrada pelas fiscais especialistas da Visa Manaus Gizeli Giffoni e Josimara Moura, e aconteceu no auditório do mirante Lúcia Almeida, na rua 7 de Setembro, centro de Manaus. As fiscais orientaram os trabalhadores sobre como manter as boas práticas sanitárias em uma situação de grande fluxo de pessoas e rotatividade de produtos.

    “Nossa missão aqui é antecipar os desafios e mostrar que, com pequenos cuidados, é possível evitar a contaminação dos alimentos, garantindo que o público se divirta sem preocupações. Queremos que cada barraca seja um exemplo de responsabilidade”, explicou a fiscal Gizeli.

    Foram abordados aspectos como o asseio das barracas, a importância da higienização constante das mãos por parte dos trabalhadores, cuidados para o manuseio e exposição dos alimentos, condições ideais de refrigeração, o acondicionamento correto para diferentes tipos de alimentos, cuidados estruturais (como a atenção a situações de fiação elétrica exposta), entre outros, todos buscando reforçar o conforto e a tranquilidade tanto do público quanto dos trabalhadores durante os dias de festival.

    Aproveitando as diversas ações de fiscalização de grandes eventos realizadas pela Visa Manaus ao longo dos últimos anos, a apresentação das fiscais também foi enriquecida com exposição de fotos para exemplificar as boas práticas sanitárias e adequações de baixo custo colhidas em eventos anteriores.

    “Mostramos que é possível oferecer uma alimentação segura num contexto de evento de massa. Exemplos de irregularidades também foram exibidos, para ajudar no esclarecimento dos comerciantes”, ressaltou Gizelli Giffoni.

    Certificação

    Além da qualidade de comidas e bebidas, a Gerência de Vigilância de Alimentos também irá avaliar a adequação das barracas às normas de segurança sanitária in loco durante o festival. A partir de um checklist contendo os aspectos a serem observados em cada estabelecimento, os fiscais irão conceder às barracas um selo de certificação, com conceitos A, B e C, indicando a sua adequação às boas práticas sanitárias.

    A medida visa estimular a atenção constante à segurança dos consumidores, bem como a busca por melhorias, como explica a fiscal Josimara.

    “O selo não é um enfeite; é um termômetro da qualidade. Ele informa o público sobre as condições de cada estabelecimento, e estimula os comerciantes a buscarem a excelência. Nossa expectativa é que, após essa capacitação, todos se esforcem para alcançar a nota máxima, porque isso traduz respeito à saúde de quem consome”, pontuou Gizelli Giffoni.

    Para o permissionário Marcelo Garcia, que irá levar uma barraca de hambúrgueres para o evento, a capacitação anual ajuda a reforçar pontos importantes para a segurança tanto dos colaboradores quanto do público.

    “Acho que é sempre bom relembrar os cuidados que a gente tem que ter: a vestimenta dos colaboradores, a refrigeração adequada, o acondicionamento dos produtos, entre outros. Esse trabalho dos fiscais de orientar, ajuda a gente a manter um padrão de qualidade e oferecer o melhor para a população”, concluiu.

    Serviço

    A população pode denunciar irregularidades sanitárias relativas a produtos e serviços por meio da Ouvidoria de Denúncias Sanitárias, nos números 0800 092 0123 (Disque Denúncia) e (92) 98842-8481 (atendimento das 8h às 16h), ou pelo e-mail visamanaus.ouvidoria@gmail.com (em qualquer horário).

  • Professor é esfaqueado por estudante de 15 anos dentro de centro de reforço escolar em Manaus

    Professor é esfaqueado por estudante de 15 anos dentro de centro de reforço escolar em Manaus

    O professor Vinicius Siqueira Figueiredo foi esfaqueado nesta quarta-feira (26) por um estudante de 15 anos dentro de um centro de reforço escolar no bairro Nossa Senhora das Graças, na zona centro-sul de Manaus. O caso foi registrado pela Polícia Civil e está sendo investigado.

    O ataque aconteceu no estabelecimento “Reforço Exatas” e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que o professor é surpreendido pelo adolescente e atingido pelos golpes de faca.

    Após o ataque, Vinicius recebeu atendimento de emergência de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. A polícia também solicitou a realização de exame de corpo de delito na vítima.

    A responsável pelo centro de ensino procurou a polícia para registrar a ocorrência. Segundo o relato, a motivação para o ataque ainda não foi esclarecida.

    Como o suspeito tem 15 anos, o caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai). Equipes de segurança realizam buscas para localizar o adolescente.

    As investigações continuam com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do ataque e identificar a motivação do ato infracional.

  • Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

    Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

    O setor de prestação de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024. Esses trabalhadores receberam, em média, 2,2 salários mínimos mensais.

    Há dois anos, o cenário era composto por 1,9 milhão de empresas ativas que pagaram, ao todo, R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, como férias e comissões.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O setor de serviços não financeiros abrange áreas como educação, escritórios de advocacia, imobiliárias, restaurantes, salão de beleza, tecnologia da informação, telecomunicação, transportes, turismo e vigilância. Bancos não estão incluídos.

    As empresas pesquisadas somaram receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões em 2024 e adicionaram R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), o conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.

    A Pesquisa Anual de Serviços já tinha sido realizada em anos anteriores. Mas por causa de mudança de metodologia e forma de obter os dados, o IBGE interrompeu a série histórica, de forma que não é possível fazer comparações com outras edições.

    Mais empregadores

    O levantamento mostra que o ramo classificado como atividades de alimentação (restaurantes, bares e bufês, por exemplo) é o maior empregador do setor, absorvendo 1,9 milhão de pessoas, o que representava 11,7% da mão de obra de todas as empresas de serviços não financeiros.

    Em seguida aparece o contingente de serviços técnico-profissionais (1,8 milhão de pessoas e 11,2% dos postos de trabalho). Entram nessa categoria empresas de consultorias em informática, de auditoria, contábeis e escritórios jurídicos, por exemplo.

    Veja as dez atividades de serviços que empregam a maior parcela de pessoas:

    Atividades de alimentação: 11,7%

    Serviços técnico-profissionais: 11,2%

    Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%

    Transporte rodoviário de cargas: 8,1%

    Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%

    Seleção, agenciamento e locação de mão de obra: 6,3%

    Tecnologia da informação: 5,6%

    Vigilância, segurança e investigação: 4,4%

    Transporte rodoviário de passageiros: 3,7%

    Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes: 3,4%

    As empresas de serviços não financeiros têm, em média, oito funcionários. No entanto, empresas de transporte ferroviário e metroviário (890), dutoviário (467) e aéreo (234) se destacam no ranking de porte por número de trabalhadores.

    Salário médio

    O salário médio mensal do setor de serviços em 2024 era equivalente a 2,2 salários mínimos. Naquele ano, o mínimo era de R$ 1.412.

    A liderança do ranking de atividades coube aos trabalhadores de empresas de transporte dutoviário, com média de 21,1 salários mínimos. Esse patamar é mais de três vezes superior ao da segunda atividade mais bem remunerada, transporte aquaviário, com média mensal de 6,9 salários mínimos.

    Em 2024, 6,5 mil pessoas trabalhavam em empresas de transporte dutoviário.

    O analista da pesquisa, Marcelo Miranda, aponta dois fatores que podem explicar o destaque da remuneração no setor de transporte dutoviário: “exigência de qualificação técnica muito alta e o risco para os trabalhadores da atividade”.

    A atividade campeã de vagas de trabalho, serviços de alimentação, pagou média de 1,4 mínimo. O contingente de serviços técnico-profissionais recebia 2,56 salários mínimos mensais em média.

    Veja as dez atividades com maiores remunerações em salários mínimos:

    Transporte dutoviário: 21,1

    Transporte aquaviário: 6,9

    Transporte aéreo: 6,6

    Transporte ferroviário e metroferroviário: 5,5

    Serviços de tecnologia da informação: 5,2

    Atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros e previdência complementar: 4,6

    Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão: 3,8

    Edição e edição integrada à impressão: 3,2

    Correio e outras atividades de entrega: 3,2

    Telecomunicações: 3,1

    O analista Marcelo Miranda destaca que os mais de R$ 2 trilhões que os serviços adicionam ao PIB do país, à época em R$ 11,7 trilhões, mostram a importância das atividades.

    “Os serviços são a principal fonte de valor de PIB para dentro do país. Têm também a sua capacidade de gerar renda, R$ 644 bilhões para as pessoas que estão trabalhando”, afirma.

  • Barezão Série B Sicredi: RB do Norte vence CDC Manicoré e segue na liderança

    Barezão Série B Sicredi: RB do Norte vence CDC Manicoré e segue na liderança

    Liderança e invencibilidade. O RB do Norte venceu o CDC Manicoré por 3 a 1 nesta quarta-feira (26), pela sexta e penúltima rodada do Campeonato Amazonense Série B Sicredi. Aleilson, Paulo Galvão e Keven marcaram para o Boto, enquanto Railson Queiroz descontou para o Bacurau. O RB do Norte só depende das próprias forças para obter a melhor campanha da primeira fase.

    O jogo

    O primeiro tempo foi equilibrado, com as equipes buscando espaço no ataque. Aos 42 minutos, Aleilson abriu o placar para o RB do Norte e colocou o Boto em vantagem antes do intervalo.

    Na volta para a segunda etapa, o CDC chegou ao empate aos nove minutos, com Railson Queiroz.

    O Boto reagiu e voltou a ficar à frente aos seis minutos, com Paulo Galvão. Já nos acréscimos, aos 47, Keven marcou o terceiro e selou a vitória.

    Panorama e próxima partida

    Com o resultado, o RB chegou aos 13 pontos, manteve a liderança e segue invicto na competição. Já o time do Madeira permanece com a classificação garantida e ocupa momentaneamente a terceira colocação.

    Na última rodada da primeira fase, o Boto visita o Penarol no domingo (30), às 15h30, no estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara. O CDC folga na rodada.

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