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  • Menos concorrência, mesma cara: o perfil de quem quer o seu voto em 2026

    Menos concorrência, mesma cara: o perfil de quem quer o seu voto em 2026

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu cerca de 20.500 registros de candidaturas para todos os cinco cargos em disputa nas eleições de 2026 (além de vices e suplentes). Esse número representa uma queda expressiva no número de participantes, com 8,7 mil registros a menos do que nas eleições de 2022. Essa diminuição revela barreiras importantes à participação eleitoral diante dos holofotes, mas também esconde uma variedade de perfis que, apesar de manterem o padrão tradicional da maioria dos candidatos, trazem novidades em termos de identidade pessoal e política para a urna eletrônica.

    O levantamento das candidaturas de 2026 confirma a presença dominante do perfil tradicional da política brasileira. O candidato típico é homem (65%), branco (48,7%), casado (50%) e com ensino superior completo (58,5%). A grande diferença de escolaridade entre quem governa e quem vota é um dos dados que mais chamam a atenção. Entre os eleitores, apenas 17% passaram por um curso universitário, e um terço destes não conseguiu concluir. Já entre os candidatos, 69% chegaram à universidade e 85% destes têm o ensino superior completo. Os candidatos diplomados chegam a quase 60% do total; os eleitores, menos de 12%.

    Em relação à idade, a política de 2026 é formada por pessoas mais maduras. A faixa etária da maioria dos candidatos fica, principalmente, entre 45 e 54 anos. Esse dado se alinha com um eleitorado que também está envelhecendo: o grupo de eleitores idosos (com 60 anos ou mais) já ultrapassou o de eleitores jovens (com até 30 anos), e hoje representam 23,6% dos votantes, quase um em cada quatro. O número de eleitores com menos de 30 anos, por sua vez, está em 21,55%.

    Os números de candidaturas apresentados aqui são os registradas no TSE até o fechamento da edição. Eles podem sofrer mudanças pontuais até o dia 14 de setembro, mas sem maiores impactos sobre o quadro geral.

    Fonte: Agência Senado

    Saiba mais em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2026/08/o-perfil-de-quem-quer-o-seu-voto-em-2026

  • Comissões da taxa das blusinhas e de outras MPs se reúnem na próxima semana Fonte: Agência Senado

    Comissões da taxa das blusinhas e de outras MPs se reúnem na próxima semana Fonte: Agência Senado

    Quatro comissões mistas que analisam medidas provisórias têm reuniões marcadas para a próxima semana. A agenda começa na segunda-feira (31), com a apresentação do relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) sobre a MP 1.357/2026, que altera regras para a tributação de compras internacionais, zerando a chamada “taxa das blusinhas”.

    A comissão se reúne às 16h para leitura, discussão e possível votação do relatório. A medida tem validade até 8 de setembro e altera regras do Regime de Tributação Simplificada, incluindo a redução a zero do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50.

    Na reunião desta sexta-feira (28), quando o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) foi eleito presidente do colegiado, Leila afirmou ser favorável ao texto original, mas não descartou mudanças após negociações.

    Outras MPs

    Na terça-feira (1º), às 14h30, estão previstas reuniões de três comissões mistas para apreciação dos relatórios. Uma delas é a MP 1.369/2026, que amplia as atribuições do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), voltado à redução das filas de análise de benefícios do INSS e da Perícia Médica Federal.

    A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) é a relatora da medida, que inclui, entre os objetivos do programa, o monitoramento de processos que estejam em tramitação há mais de 30 dias ou com prazo judicial expirado.

    No mesmo horário, a comissão da MP 1.360/2026 deve analisar a medida que simplifica exigências para o exercício das atividades de mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete. O colegiado é presidido pelo senador Weverton (PDT-MA), e o deputado Alfredinho (PT-SP) é o relator.

    Também às 14h30, a comissão da MP 1.375/2026 deve analisar a medida que prevê adicional de fronteira de R$ 91 por dia para servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) e analistas técnicos do Poder Executivo Federal que atuem em localidades estratégicas. O senador Eduardo Gomes (PL-TO) é o relator.

    Fonte: Agência Senado

  • Destaques

  • Em 2024, 1,9 milhão de empresas ativas prestadoras de serviços no Brasil ocuparam 15,9 milhões de pessoas.
  • Segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares concentrou a maior proporção de ocupados (44,2%). Entre as atividades, Alimentação foi a principal empregadora (11,7%).
  • Empresas pagaram R$ 644,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações em 2024. Receita operacional líquida foi de R$ 3,5 trilhões e valor adicionado foi de R$ 2,1 trilhões.
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares lideraram em termos de participação na receita, com 29,4%.
  • Concentração de mercado no setor de serviços foi de 6,7%. Entre os segmentos, Serviços de informação e comunicação apresentaram o maior grau de concentração, com 31,7%.
  • Salário médio do setor de serviços foi de 2,2 salários-mínimos, sendo o segmento de Serviços de informação e comunicação o de maior salário médio (4,5 s.m.).
  • São Paulo respondeu por 43,5% da receita bruta nacional de prestação de serviços, seguido por Rio de Janeiro (10,1%), Minas Gerais (8,5%).
  • Em 23 das 27 UFs, a atividade de Serviços profissionais, administrativos e complementares foi a de maior receita bruta.
  • Devido a mudança metodológica, nova série histórica da PAS se inicia em 2024, com a substituição da RAIS pelo eSocial e a retirada do indicador de atividade.
  • Em 2024, o setor de prestação de serviços não financeiros foi responsável pela ocupação de 15,9 milhões de pessoas, em 1,9 milhão de empresas ativas. As empresas pagaram R$ 644,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações e registraram R$ 3,5 trilhões em receita operacional líquida. Já o valor adicionado foi de R$ 2,1 trilhões. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada hoje (27) pelo IBGE.

    A PAS retrata as características estruturais das empresas prestadoras de serviços não financeiros no país. Esse setor possui uma elevada participação no Produto Interno Bruto (PIB) e no total de empregos formais, reunindo um amplo conjunto de atividades com diferentes características quanto à geração de receita, ocupação de mão de obra, intensidade tecnológica e organização produtiva.

    O setor foi organizado em 34 atividades, agrupadas em sete grandes segmentos: Serviços prestados principalmente às famílias; Serviços de informação e comunicação; Serviços profissionais, administrativos e complementares; Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; Atividades imobiliárias; Serviços de manutenção e reparação; e Outras atividades de serviços. Para análise regional, a PAS compreende 13 atividades.

    Os dados são referentes ao ano de 2024, sendo coletados em 2025. Realizada desde 1998, a PAS passou por alterações metodológicas na nova coleta. O Cadastro Básico de Seleções (CBS) utilizava a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) como principal fonte para identificação de empresas ativas. Nessa coleta, houve a substituição da RAIS pelo eSocial e a retirada do indicador de atividade em 2024. Com isso, passou a ser adotado um critério combinado de exclusão de empresas inativas. Como resultado, ocorreu uma quebra de série na PAS a partir de 2024, com maior impacto nas empresas com menos de cinco pessoas ocupadas.

    Receita bruta totaliza R$ 3,9 trilhões em 2024

    A receita bruta apurada pelas empresas prestadoras de serviços não financeiros totalizou R$ 3,9 trilhões em 2024. Desse montante, R$ 3,8 trilhões corresponderam à receita proveniente da prestação de serviços, enquanto o restante correspondeu a receitas provenientes de atividades secundárias desenvolvidas por essas empresas, como operações industriais, de construção e de revenda de mercadorias.

    Já a receita operacional líquida (calculada após a dedução das vendas canceladas, abatimentos, descontos incondicionais e impostos incidentes sobre a receita bruta) do setor de serviços somou R$ 3,5 trilhões em 2024. Serviços profissionais, administrativos e complementares lideraram em termos de participação na receita, com 29,4%.

    O setor de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio contribuiu com 28,3% do total, seguido por Serviços de informação e comunicação (19%), Serviços prestados principalmente às famílias (11,7%), Outras atividades de serviços (7,6%), Atividades imobiliárias (2,6%) e Serviços de manutenção e reparação (1,4%).

    No conjunto das 34 atividades, destacaram-se Serviços técnico-profissionais, responsáveis por R$ 446,1 bilhões da receita operacional líquida, ou 12,6% do total. A segunda atividade foi a de Transporte rodoviário de cargas, com 12,2%, seguida de Serviços de tecnologia da informação (11,3%).

    Concentração de mercado foi de 6,7%

    Em 2024, a concentração de mercado nas oito maiores empresas foi de 6,7%. A concentração é mensurada pelo indicador (R8), que expressa a participação das oito maiores empresas na receita operacional líquida de cada segmento ou atividade econômica. Quanto maior o valor do indicador, maior é a concentração da receita em um número reduzido de empresas.

    Entre os sete segmentos investigados pela PAS, o de Serviços de informação e comunicação apresentou o maior grau de concentração, com 31,7% da receita operacional líquida concentrada nas oito maiores empresas. O segmento foi seguido por Outras atividades de serviços (23,9%) e Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (12,1%).

    Quanto aos níveis de concentração de mercado das 34 atividades pesquisadas, os maiores níveis de concentração foram registrados em Transporte dutoviário, cujo indicador atingiu 100%, evidenciando que toda a receita da atividade esteve concentrada nas oito maiores empresas. Também apresentaram elevada concentração Transporte aéreo (93,2%) e Correio e outras atividades de entrega (81,5%).

    Por outro lado, atividades caracterizadas por maior pulverização empresarial registraram os menores indicadores de concentração. Entre elas destacaram-se Atividades de apoio à educação e outras atividades de ensino (5,2%), Transporte rodoviário de cargas (6,9%) e Transporte rodoviário de passageiros (7,6%).

    Serviços profissionais, administrativos e complementares concentram 44,2% dos trabalhadores

    Em 2024, as empresas prestadoras de serviços não financeiros empregaram 15,9 milhões de pessoas, entre pessoal assalariado e sócios. O segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares concentrou o maior contingente de pessoas ocupadas, com aproximadamente 7,0 milhões de trabalhadores, correspondendo à maior participação no emprego do setor (44,2%). Na sequência, Serviços prestados principalmente às famílias, com cerca de 3,1 milhões de pessoas ocupadas; Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,8 milhões); Serviços de informação e comunicação (1,4 milhão); Outras atividades de serviços (735,2 mil); Serviços de manutenção e reparação (457,4 mil); e Atividades imobiliárias (416,6 mil).

    Entre as atividades, Alimentação foi a principal empregadora, respondendo por 11,7% do pessoal ocupado no setor de serviços. Também apresentaram elevada participação Serviços técnico-profissionais (11,2%) e Serviços de escritório e apoio administrativo (8,3%), o que mostra a importância dessas atividades para a geração de empregos no setor.

    Em 2024, as empresas prestadoras de serviços empregaram, em média, oito pessoas por empresa, resultado que evidencia a predominância de estabelecimentos de pequeno porte, embora existam diferenças expressivas entre as atividades econômicas. Os maiores portes médios foram observados em atividades de infraestrutura e transporte, especialmente Transporte ferroviário e metroferroviário (890 pessoas), Transporte dutoviário (467 pessoas) e Transporte aéreo (234 pessoas). Em contrapartida, Atividades imobiliárias de imóveis próprios (3 pessoas) apresentaram o menor porte médio, refletindo o predomínio de empresas de pequeno porte nessa atividade.

    Serviços de informação e comunicação pagam o maior salário médio

    Em relação ao salário médio do setor de serviços, o valor pago em 2024 foi de 2,2 salários-mínimos (s.m.). Os maiores salários médios foram registrados nos segmentos que demandam mão de obra altamente qualificada e apresentam elevada produtividade, com destaque para Serviços de informação e comunicação (4,5 s.m.), Outras atividades de serviços (2,9 s.m.) e Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,7 s.m.).

    Por outro lado, os menores salários foram observados nos Serviços prestados principalmente às famílias, Atividades imobiliárias e Serviços de manutenção e reparação, cujos salários médios foram de 1,5 s.m..

    As atividades do segmento de transportes ocuparam os 4 primeiros lugares no ranking de salários-médios. Transporte dutoviário apresentou a maior remuneração média (21,1 s.m.), seguida por Transporte aquaviário (6,9 s.m.), Transporte aéreo (6,6 s.m.) e Transporte ferroviário e metroviário (5,5 s.m.). Atividades dos serviços de tecnologia da informação ficaram em quinto lugar (5,2 s.m.), seguida de Serviços auxiliares financeiros, dos seguros e da previdência complementar (4,6 s.m.).

    Sudeste foi responsável por 63,7% da receita bruta de serviços e Nordeste tem menor salário médio

    Em 2024, a Região Sudeste gerou 63,7% da receita bruta total de prestação de serviços do Brasil, seguida pela Região Sul (15,6%), Nordeste (10,1%), Centro-Oeste (7,4%) e Norte (3,3%). O mesmo comportamento foi observado para as principais variáveis econômicas da pesquisa, como salários, retiradas e outras remunerações, número de empresas e pessoal ocupado. Já em relação à remuneração média mensal, a Região Sudeste teve o maior salário médio do setor, com 2,5 s.m. e, na sequência, vieram Sul (2,0 s.m.), Centro-Oeste (1,9 s.m.), Norte (1,7 s.m.) e Nordeste (1,6 s.m.).

    Em todas as regiões, Serviços profissionais, administrativos e complementares mostraram maior participação na receita. No Sudeste, o segmento concentrou 29,3% do total, no Sul, 28,4%; Nordeste, 32,2%; Centro-Oeste, 28,2%; e no Norte, 28,9% do total da receita bruta.

    São Paulo gerou 43,5% da receita bruta nacional de serviços

    Entre os estados, em 2024, São Paulo respondeu por 43,5% da receita bruta nacional de prestação de serviços. Na sequência, destacaram-se Rio de Janeiro (10,1%), Minas Gerais (8,5%), Paraná (5,7%) e Santa Catarina (5,0%). A Bahia (2,9%), que tem a maior participação da receita da Região Nordeste, ficou na sétima posição, seguida pelo Distrito Federal (2,3%), primeiro no ranking do Centro-Oeste. No Norte, Amazonas (1,2%) ocupou a 14ª posição no ranking de participação de receita.

    Em 23 das 27 UFs, a atividade de Serviços profissionais, administrativos e complementares foi a de maior receita bruta de prestação de serviços. Transporte rodoviário foi a atividade mais relevante em Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto no Amapá Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes foi a principal atividade em receita bruta.

  • Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, alerta associação

    Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, alerta associação

    Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla chega a demorar mais de cinco anos para receber o diagnóstico, o que favorece a progressão da doença. O alerta foi feito por uma pesquisa da HSR Health, em parceria com a Roche Farma, divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) nesta sexta-feira (28).

    Lançado durante o Agosto Laranja, mês de conscientização contra a doença, o estudo ouviu 368 pessoas em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil.

    Mais da metade dos entrevistados (56,8%) recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da esclerose múltipla. Além disso, 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença.

    De acordo com o neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a agilidade no diagnóstico é importante para retardar danos permanentes que possam ser causados pela doença.

    “Chega o momento em que esse dano no cérebro ou na medula vai diminuindo a reserva que o paciente tem, aquela reserva funcional. E começa o que a gente chama de progressão de incapacidade e isso pode levar o paciente a ficar com incapacidade definitiva”, disse.

     “A gente viu que o paciente passa, mais ou menos, por até quatro médicos diferentes e demora, em média, três anos para ter o diagnóstico correto”.

    Segundo a pesquisa, para 36% dos entrevistados, a principal barreira até o diagnóstico são os médicos e profissionais de saúde e, para 23%, são exames e investigações, como a ressonância magnética, que é um eprocedimento de custo mais alto.

    Outros 18% apontaram a própria demora do diagnóstico, enquanto 12% indicaram os custos no acesso ao diagnóstico correto.

    Doença inflamatória crônica

    Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). A doença acomete principalmente mulheres jovens, na faixa etária de 20 a 40 anos, em sua fase mais produtiva.

    Inflamatória, crônica e autoimune, a enfermidade faz com que o sistema imunológico ataque a mielina, estrutura que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.

    A consequência são impactos na mobilidade, trabalho, rotina, saúde mental e autonomia. A esclerose múltipla é a causa mais comum de incapacidade por doenças neurológicas em pacientes jovens, excluindo causas traumáticas.

    Como os sintomas são parecidos com os de outras doenças, isso gera dificuldade diagnóstica, explica Kleinpaul. Embaçamento visual, por exemplo, pode ser interpretado como um problema de vista. O mesmo acontece com dor, dormência, formigamento. Além disso, esses sintomas iniciais tendem a melhorar sozinhos.

    “Não é incomum uma mulher jovem chegar ao pronto-socorro com queixa de formigamento e dormência e receber o diagnóstico de ansiedade. Então, isso também gera atraso de diagnóstico”, afirmou o especialista.

    “Não conseguia respirar”

    Desde os primeiros sintomas, a educadora física Lucimara de Lima Santana, de 44 anos, percorreu consultórios de médicos especialistas em São Paulo por quatro anos até descobrir a doença.

    “Se eu tinha problema de visão, eu ia no oftalmologista; dificuldade para andar, ia no ortopedista; e como eu tenho colangite biliar primária [inflamação com fibrose progressiva dos dutos biliares no fígado], achava que a fadiga intensa era da colangite”.

    Entre 2023 e 2024, a situação se tornou insustentável para Lucimara, que passou a sentir sintomas mais pesados.

    “Eu não conseguia respirar direito por causa da fadiga, era muita dor. Fiquei sem trabalhar um tempo, porque não sabia o que era, não conseguia sair da cama. Os médicos diziam que podia ser dengue e outras doenças”.

     

     A paciente com esclerose múltipla, Lucimara Santana. Foto: Lucimara Santana/Arquivo pessoal

    Quando se consultou com um ortopedista, ele pediu ressonância magnética do crânio e da cervical, e o resultado acusou uma doença paralisante.

    Em seguida, um neurologista especialista solicitou outra ressonância do crânio e de toda a coluna, desde a cervical até a lombar. Lucimara fez também coleta do líquor (líquido cefalorraquidiano). Todos esses exames deram positivo para esclerose múltipla (EM).

    Professora de educação física concursada na Prefeitura de Taboão da Serra, município da Região Metropolitana de São Paulo, Lucimara não consegue mais ficar em pé no mesmo lugar durante muito tempo, por conta da fadiga e também do calor.

    Para continuar a trabalhar, precisou se adaptar. Como já era instrutora de Pilates desde 2014, ela aprendeu a dar aulas online desse método de exercício físico durante a pandemia da Covid-19.

    Atualmente, ela tem dois alunos e está à procura de novos. Uma vez por semana, ela atende presencialmente 25 alunos em uma academia e integra também o movimento Minha Voz Importa, no qual ensina o benefício do exercício no tratamento das pessoas com esclerose múltipla.

    Tratamento evoluiu

    Segundo a pesquisa, a maior parte dos pacientes ouvidos tem a esclerose múltipla sob controle: 48% estão estáveis ou em remissão. Além disso, 39% são economicamente ativos atualmente.

    A doença não tem cura, mas o neurologista ressalta que houve um avanço no controle de sua progressão.

    “Dez anos atrás, uma mulher jovem diagnosticada com 20 anos de idade, aos 40 anos já estaria em uma cadeira de rodas. Hoje, a gente consegue evitar que isso aconteça”, disse Rodrigo Kleinpaul.

    “A gente impede que esse paciente vá para uma cadeira de rodas, use uma bengala, tenha dificuldade de enxergar. Estamos falando de pessoas de idade economicamente ativa que, às vezes, por incapacidade, podem estar fora do mercado de trabalho, podem não estar constituindo uma família”.

    O acesso ao tratamento, porém, também pode ser um desafio: 41,2% relataram ter deixado de realizá-lo ou tiveram que remarcá-lo por dificuldades de acesso, como burocracia dos planos de saúde ou falta de medicação.

    Mesmo com o tratamento, a rotina dos pacientes continua sendo marcada por obstáculos. O levantamento mostra que 73,4% deixaram de realizar uma série de atividades que gostariam por problemas emocionais; e 41,6% evitam encontros sociais com frequência.

    A doença também afeta a vida profissional: 72,8% relatam prejuízos na renda ou nas oportunidades de crescimento, enquanto 32,6% afirmam ter escondido o diagnóstico no ambiente de trabalho por medo de preconceito ou demissão. Além disso, 85,6% convivem com gastos mensais extras relacionados à doença.

    O mais comum, segundo indicou o neurologista, são problemas de ansiedade e depressão. “A gente costuma dizer que depois do diagnóstico de uma doença crônica, tem a fase do luto. O paciente tem revolta, negação, tristeza, depressão, até a aceitação”.

    Rodrigo Kleinpaul reconheceu que, ao mesmo tempo que existe uma preocupação dos pacientes com a vida futura, falta acolhimento em sua jornada.

    É necessário maior esclarecimento das pessoas que estão em torno desses pacientes, afirma para que saibam que muitos sintomas são invisíveis e que há um dia em que o paciente vai estar bem, mas em outro ele vai estar mais comprometido.

  • Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis

    Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis

    A presidência da República sancionou a Lei Complementar nº 235, de 27 de agosto de 2026 que estabelece regras para a redução de alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a  comercialização dos principais combustíveis. O texto foi aprovado no início do mês pelo Senado, após ter passado pela Câmara dos Deputados.

    A concessão de renúncias de receita visa diminuir os impactos econômicos no mercado internacional de energia decorrentes do conflito no Oriente Médio. A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (28).

    O texto permite que eventual redução de tributos incidentes sobre combustíveis seja compensada por receitas extraordinárias obtidas pela União em razão da valorização do petróleo no mercado internacional.

    Além da questão dos combustíveis, a lei cria condições para benefícios tributários destinados à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e ao Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, estimulando setores considerados estratégicos para o país.

    Há também a previsão de um tratamento tributário específico para iniciativas ligadas à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027.

  • Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

    Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

    A bandeira tarifária permanecerá amarela em setembro, informou nesta sexta-feira (28) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

    É o quinto mês consecutivo com a bandeira amarela. Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira se deve ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor, devido ao menor nível dos reservatórios, e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

    “A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, disse a Aneel.

    A agência reguladora ressaltou a necessidade do uso consciente da energia elétrica.

    “Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, recomenda.

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Os valores cobrados são os seguintes:

  • bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido;
  • bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com a tarifa sofrendo acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
  • Mulheres são protagonismo da arte urbana e transforma viadutos da capital com projeto ‘Manaus em Cores: Arte que Protege’

    Mulheres são protagonismo da arte urbana e transforma viadutos da capital com projeto ‘Manaus em Cores: Arte que Protege’

    A Prefeitura de Manaus lançou, nesta quinta-feira, 27/8, o projeto “Manaus em Cores: Arte que Protege”, iniciativa do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), que une arte, cultura e infraestrutura na revitalização e modernização dos viadutos da capital. A proposta valoriza o trabalho de artistas mulheres do graffiti e transforma importantes estruturas viárias da cidade em grandes galerias de arte a céu aberto.

    O pontapé inicial do projeto aconteceu no viaduto Dom Jackson Damasceno Rodrigues, onde artistas mulheres serão responsáveis pela criação das obras que passam a integrar o pacote de revitalização dos equipamentos viários executado pela Prefeitura de Manaus. A iniciativa amplia a presença feminina na arte urbana e fortalece a identidade cultural de Manaus por meio de trabalhos que levam cor, criatividade e representatividade para os espaços públicos.

    A presidente do Concultura, Janayna Vasconcelos, destacou a integração entre os órgãos municipais e a importância de utilizar a arte como instrumento de transformação urbana e valorização dos artistas locais.

    “Este projeto demonstra, na prática, a diretriz do prefeito Renato Junior de promover a integração entre os órgãos municipais, somando esforços para transformar os viadutos da cidade por meio da arte e da cultura. O ‘Manaus em Cores – Arte que Protege’ valoriza nossos artistas e utiliza a arte como instrumento de revitalização, pertencimento e cidadania. Quero registrar também nosso agradecimento especial ao secretário Madson Rodrigues pelo apoio e pela sensibilidade em compreender a relevância deste projeto para Manaus”, afirmou Janayna.

    Para o secretário municipal de Infraestrutura, Madson Rodrigues, a participação das mulheres representa um diferencial importante dentro do projeto de modernização dos viadutos.

    “É uma prática da Prefeitura de Manaus promover a integração entre as secretarias na gestão do prefeito Renato Junior. E é muito bonito ver uma força-tarefa tão importante para a transformação da cidade sendo protagonizada por mulheres. A Seminf agradece ao Concultura por somar forças ao nosso projeto de revitalização e modernização dos viadutos. Estamos unindo infraestrutura, cultura e arte para deixar Manaus cada vez mais bonita, acolhedora e bem cuidada para a população”, destacou Madson Rodrigues.

    Com experiência de mais de duas décadas na arte urbana, a artista do graffiti Mia Montreal celebrou a oportunidade de participar da iniciativa e reforçou a importância da presença feminina nos espaços de criação artística.

    “Esse é um projeto que a Prefeitura de Manaus está fazendo conosco, onde somente mulheres criam as artes nos viadutos. Não é de hoje que estamos em cena. Temos mulheres trabalhando aqui com mais de 20 anos de carreira, mas hoje agradecemos muito por poder mostrar ainda mais o nosso trabalho junto à prefeitura”, afirmou Mia.

    Quem acompanhou o lançamento também aprovou a iniciativa. O auxiliar de manutenção Lucas Monteiro, de 26 anos, morador das proximidades do viaduto, destacou a união entre urbanização e cultura.

    “A Prefeitura de Manaus está de parabéns. A urbanização, a cultura e a arte estão sendo valorizadas de verdade. Como morador das proximidades, estou achando uma ótima iniciativa e vejo que também é uma grande oportunidade para as mulheres mostrarem o talento delas”, declarou.

    O “Manaus em Cores: Arte que Protege” passa a integrar as ações de revitalização dos equipamentos viários da capital, levando a arte urbana para estruturas que fazem parte da rotina de milhares de pessoas. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Manaus com a valorização dos artistas locais, o protagonismo feminino e a transformação dos espaços públicos, fazendo dos viadutos verdadeiras galerias a céu aberto.

  • Manaus amplia rede para descarte correto de eletrônicos em Manaus

    Manaus amplia rede para descarte correto de eletrônicos em Manaus

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), dará mais um passo no fortalecimento da coleta seletiva e da destinação ambientalmente correta de resíduos na capital. Na próxima segunda-feira, 31/8, uma parceria com a Circular Brain será formalizada no anfiteatro Encontro das Águas, localizado na avenida Lourenço da Silva Braga, no Centro, para ampliar a rede de coleta de equipamentos eletroeletrônicos e facilitar o acesso da população a locais adequados para o descarte desses materiais.

    A iniciativa prevê a implantação gradual de 62 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), distribuídos por todas as zonas da cidade. Celulares, computadores, eletrodomésticos e outros equipamentos que perderam a utilidade poderão ser entregues nesses locais e encaminhados para a cadeia de logística reversa.

    A proposta é impedir que materiais com potencial de reaproveitamento acabem no aterro sanitário, em lixeiras viciadas, terrenos, vias públicas ou igarapés.

    Para o secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, a iniciativa também aproxima a política ambiental de Manaus de uma das principais características econômicas da cidade, a presença de uma forte indústria eletroeletrônica no Polo Industrial. “Manaus tem uma característica industrial muito forte, especialmente no setor eletroeletrônico. Não fazia mais sentido esse tipo de resíduo continuar indo para o aterro ou para o descarte irregular”, afirma.

    Segundo Sabá, os espaços de recebimento também cumprem uma função que vai além da coleta, ao estimular novos hábitos na população e mostrar que resíduos podem retornar ao ciclo produtivo.

    A expansão faz parte de um trabalho iniciado em fevereiro, durante o “Dia de Detox de Eletrônicos — Manaus + Circulare”, realizado no Ecoponto da zona Sul, no bairro Educandos.

    Rede ampliada

    Atualmente, os ecopontos das zonas Norte e Sul e a sede da Semulsp já recebem resíduos eletroeletrônicos. Com a nova parceria, essa estrutura será ampliada progressivamente até alcançar os 62 pontos previstos.

    “A partir dessa base, os demais serão implantados gradualmente, até chegar a 62 em toda a cidade”, explica o coordenador da Semulsp Ambiental, Luiz Paz.

    A distribuição dos pontos em diferentes áreas da capital busca tornar o descarte responsável mais acessível. A estratégia também se soma às ações de educação ambiental desenvolvidas pela prefeitura para reduzir o descarte irregular e estimular a separação dos resíduos.

    Destinação correta

    Depois de entregues nos pontos de coleta, os equipamentos entrarão no sistema de logística reversa operado pela Circular Brain, por meio do ecossistema Circulare.

    Os resíduos serão encaminhados a recicladores autorizados, onde passarão por separação e processamento. Componentes como metais, plásticos e outros materiais poderão ser recuperados e retornar à cadeia produtiva como matéria-prima.

    “Os eletrônicos descartados voltam para a cadeia produtiva. Depois do descarte, os equipamentos seguem para recicladores autorizados, onde os componentes são separados: em um único produto podem ser encontrados até 40 tipos de materiais diferentes”, explica o CEO da Circular Brain, Marcus Oliveira.

    Renda e reciclagem

    A iniciativa também terá participação de cooperativa de reciclagem, responsável pela triagem e pelo aproveitamento dos materiais.

    Segundo a coordenadora da Eco Cooperativa, Ruth Dacio, a separação adequada aumenta o potencial econômico dos resíduos eletrônicos e contribui diretamente para a geração de renda dos trabalhadores da reciclagem. “Os eletrônicos têm valores diferentes no mercado. A triagem correta agrega valor ao material, gera renda e fortalece o trabalho das cooperativas”, pontuou.

    Com a ampliação da rede, a prefeitura busca integrar limpeza urbana, educação ambiental, geração de renda e economia circular, dando aos equipamentos sem uso um destino adequado e reduzindo a quantidade de resíduos descartados de maneira irregular em Manaus.

  • Seis mil servidores da educação municipal de Manaus terão progressões funcionais pagas em 2026

    Seis mil servidores da educação municipal de Manaus terão progressões funcionais pagas em 2026

    A Prefeitura de Manaus vai ampliar, em 2026, o pagamento das progressões funcionais dos profissionais da rede municipal de ensino, entre progressões por titularidade e tempo de serviço. A medida contempla seis mil servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e integra o processo de revisão da vida funcional realizado pela gestão nos últimos anos.

    Também foi retomado o pagamento dos valores retroativos, não prescritos, referentes às progressões funcionais reconhecidas para mais de 7,5 mil servidores da rede municipal. Os valores estão sendo pagos mensalmente em folha suplementar, conforme o planejamento orçamentário e financeiro da administração municipal.

    Entre 2021 e 2025, mais de 14 mil profissionais tiveram a situação funcional revisada. Somente em 2025, mais de 10 mil servidores foram beneficiados com revisões funcionais e reconhecimento de progressões. Com a nova etapa, a prefeitura dá continuidade ao processo em 2026, ampliando o número de profissionais contemplados.

    Para o secretário municipal de Educação, Arone Bentes, a medida representa o reconhecimento da trajetória profissional dos servidores e reforça o compromisso da gestão com a valorização dos trabalhadores da rede municipal.

    “As progressões funcionais representam o reconhecimento da trajetória profissional e dos direitos dos servidores, garantindo o avanço funcional de acordo com os critérios estabelecidos para a carreira. Nosso trabalho busca manter a vida funcional atualizada e assegurar o devido reconhecimento a quem contribui diariamente para a educação pública municipal”, afirmou.

    Nos casos de servidores que ingressaram com ações judiciais para receber os mesmos valores, o pagamento seguirá o rito próprio da Justiça, por meio de Requisição de Pequeno Valor (RPV) ou precatório, não sendo possível a quitação pela via administrativa.

    Já os profissionais que tenham solicitado a desistência de processos judiciais devem informar a situação à Semed. Após análise e manifestação da Procuradoria-Geral do Município (PGM), poderá ser avaliada a possibilidade de continuidade do pagamento pela via administrativa.

  • Série D: Nacional vence CSA-AL e abre vantagem na disputa pelo acesso

    Série D: Nacional vence CSA-AL e abre vantagem na disputa pelo acesso

    O Nacional FC largou na frente na disputa por uma vaga no Campeonato Brasileiro Série C de 2027. Na noite desta quinta-feira (27), o Leão da Vila Municipal venceu o CSA-AL por 3 a 1, na Arena da Amazônia, pelo jogo de ida do playoff da Série D do Brasileiro. Sassá, Renanzinho e Rafa Marcos marcaram os gols do time amazonense, enquanto Matheus Melo descontou para a equipe alagoana.

    O jogo

    O Nacional precisou de apenas um minuto para abrir o placar. Após o goleiro Yago dar rebote, Sassá aproveitou a sobra e mandou para as redes, colocando o Leão em vantagem logo no início da partida.

    Aos 12 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Leão após toque de mão dentro da área. Na cobrança, aos 15, Renanzinho bateu no canto direito e ampliou o marcador para o time amazonense.

    O CSA reagiu aos 18 minutos. Matheus Melo aproveitou a oportunidade e diminuiu a diferença para os visitantes.

    O time azulino voltou a balançar as redes aos 33 minutos. Rafa Marcos recebeu a bola e finalizou para fazer o terceiro. Aos 42 minutos, Varão sofreu uma queda dentro da área e o árbitro chegou a marcar pênalti. Após revisão no VAR, porém, a decisão foi alterada e a penalidade foi cancelada.

    Na segunda etapa, os nacionalinos controlaram as ações, mantiveram o posicionamento e administraram a vantagem construída no primeiro tempo. Com organização defensiva e segurança, o Leão garantiu uma importante vitória diante da torcida.

    Decisão em Maceió

    O último capítulo do playoff será disputado em Maceió. As equipes voltam a se enfrentar no dia 3 de setembro, às 19h (horário de Manaus), no Estádio Rei Pelé. Em jogo, está a classificação para o Campeonato Brasileiro Série C de 2027.

    Com o triunfo por 3 a 1 no primeiro confronto, o Naça garante o acesso em caso de nova vitória ou empate.

    Em caso de igualdade no placar agregado, o CSA avança por ter apresentado melhor campanha na primeira fase da competição.

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