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  • Homem apontado como ‘serial estelionatário’ é preso em Manaus após aplicar golpe de R$ 35 mil em mulher

    Homem apontado como ‘serial estelionatário’ é preso em Manaus após aplicar golpe de R$ 35 mil em mulher

    Homem apontado como ‘serial estelionatário’ é preso em Manaus após aplicar golpe de R$ 35 mil em mulher

    Um homem de 52 anos, investigado por uma série de crimes de estelionato, foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) durante uma ação coordenada pelo 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus. O suspeito é apontado pelas investigações como um “serial estelionatário” e acumula um extenso histórico de fraudes.

    Segundo a polícia, o homem possui mais de dez Boletins de Ocorrência (BOs) registrados contra ele e responde a pelo menos seis processos criminais relacionados ao crime de estelionato. As investigações apontam que ele agia aplicando golpes em diferentes vítimas, causando prejuízos financeiros significativos.

    A prisão mais recente ocorreu após o suspeito aplicar um golpe contra uma mulher de 54 anos, que sofreu um prejuízo estimado em R$ 35 mil. Os detalhes sobre a dinâmica do crime serão apresentados pela Polícia Civil durante entrevista coletiva.

    O delegado Rodolfo Sant’Anna, titular do 18º DIP, concederá entrevista nesta quarta-feira (1º) para detalhar as investigações, o modo de atuação do suspeito e as circunstâncias que levaram à prisão.

    A Polícia Civil também orienta que possíveis vítimas do investigado procurem uma unidade policial para registrar ocorrência, caso reconheçam o suspeito ou tenham sido alvo de golpes semelhantes.

  • Manaus instala estação de monitoramento da qualidade do ar na sede da Defesa Civil

    Manaus instala estação de monitoramento da qualidade do ar na sede da Defesa Civil

    Manaus instala estação de monitoramento da qualidade do ar na sede da Defesa Civil

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), instalou, nessa terça-feira, 30/6, uma estação de monitoramento da qualidade do ar na sede da Defesa Civil. O equipamento integra o projeto “Selva” – Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e reforça as ações de monitoramento ambiental realizadas pelo município.

    A estação passa a integrar a rede de sensores do projeto “Selva”, que monitora continuamente a qualidade do ar em diferentes pontos da capital. Os dados gerados permitem acompanhar as condições atmosféricas, especialmente durante o período de estiagem, quando há maior incidência de queimadas e aumento da concentração de fumaça em Manaus.

    Segundo o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil Municipal, coronel Lima Júnior, a parceria representa mais um avanço no uso da tecnologia para fortalecer o monitoramento ambiental e aprimorar a gestão de riscos no município.

    “Essa parceria fortalece o trabalho da Defesa Civil ao ampliar o monitoramento da qualidade do ar em Manaus. Com informações cada vez mais precisas, teremos melhores condições de emitir alertas e orientar a população, especialmente durante o período de estiagem”, destacou o secretário.

    A parceria entre a Prefeitura de Manaus, por meio da Defesa Civil, e a UEA prevê a ampliação da rede de monitoramento, com a instalação de novos sensores em áreas estratégicas da cidade. As informações obtidas contribuirão para o fortalecimento das ações preventivas e para a emissão de alertas sempre que forem identificados níveis críticos de poluição do ar que possam representar riscos à saúde da população.

    O monitoramento também fortalecerá o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (NumaDec), ampliando a capacidade de análise e resposta diante de cenários que possam impactar a população. Além da emissão de alertas, a Defesa Civil divulgará orientações e recomendações para que os cidadãos possam adotar medidas de proteção sempre que necessário.

    A iniciativa reforça a parceria entre a Prefeitura de Manaus e a UEA, por meio do projeto “Selva”, contribuindo para a ampliação da rede de monitoramento ambiental, para a produção de informações estratégicas e para o fortalecimento das ações de prevenção, proteção e resposta da Defesa Civil em benefício da população manauara.

  • Com 60 artistas em cena, ‘Da Periferia pro Mundo’ é apresentado no Teatro Amazonas nesta sexta-feira

    Com 60 artistas em cena, ‘Da Periferia pro Mundo’ é apresentado no Teatro Amazonas nesta sexta-feira

    Com 60 artistas em cena, ‘Da Periferia pro Mundo’ é apresentado no Teatro Amazonas nesta sexta-feira

    O espetáculo “Da Periferia pro Mundo” será apresentado no Teatro Amazonas, no Centro de Manaus, nesta sexta-feira (3), às 19h. A sessão é gratuita e aberta ao público de todas as idades.

    Unindo dança, teatro e música, a obra conta com a participação de 60 artistas em cena e mais de 20 pessoas nos bastidores. A peça aborda o cotidiano da periferia, temas de relevância social, e o poder transformador da arte.

    O elenco é formado por crianças, adolescentes, jovens e adultos do Instituto de Artes Plano Perfeito, que oferta formações artísticas de forma gratuita no bairro Grande Vitória, na Zona Leste da cidade.

    Segundo a gestora do Instituto, o espetáculo de artes integradas reúne dança, teatro e música para contar histórias inspiradas na realidade de crianças, adolescentes e jovens das periferias da capital amazonense e apresenta novas perspectivas para a juventude.

    “A obra convida o público a percorrer uma jornada que parte das estatísticas, dos desafios sociais e das limitações impostas pela desigualdade, revelando que por trás de cada número existe uma vida, um sonho, um potencial que não podem ser medidos”, destacou Márcia.

    Ainda segundo Márcia, ao longo da apresentação, temas como infância, família, violência contra a mulher, pertencimento, esperança e transformação são abordados por meio de uma narrativa sensível e impactante, conduzindo o espectador à luz das oportunidades.

    “O espetáculo celebra o poder transformador da arte como instrumento de inclusão social, reafirmando que a origem de uma pessoa nunca deve determinar o seu destino. É um manifesto sobre sonhos, dignidade e a certeza de que nenhuma estatística é capaz de medir a força de quem decide não desistir”, finalizou.

    Sinopse

    “Da Periferia pro Mundo” é um espetáculo de teatro, dança e música autoral que conta a história de uma família da periferia que aprende a enfrentar as dificuldades sem desistir dos seus sonhos. Mais do que um espetáculo, ele representa a realidade de muitas famílias amazonenses e mostra que a arte pode transformar vidas, gerar oportunidades e fortalecer comunidades.

    O espetáculo nasceu a partir das histórias vivenciadas diariamente na Casa de Artes Plano Perfeito, situada na Zona Leste da cidade. Ao longo dos anos, o projeto acompanha crianças, adolescentes e famílias que encontraram na arte um caminho de transformação. ‘Da Periferia pro Mundo’ fala sobre sonhos, propósito, fé, superação e sobre a força que existe dentro das comunidades periféricas.

    Serviço
    O quê: Espetáculo “Da Periferia pro Mundo”
    Quando: sexta-feira (3)
    Horário: 19h (abertura dos portões)
    Onde: Teatro Amazonas, Centro de Manaus
    Ingresso: acesso gratuito por ordem de chegada

  • Oito em cada 10 mortos em ações policiais são negros, mostra relatório

    Oito em cada 10 mortos em ações policiais são negros, mostra relatório

    Oito em cada 10 mortos em ações policiais são negros, mostra relatório

    Em 2025, nove estados brasileiros registraram, juntos, 4.330 mortes em decorrência de ações policiais, alta de 6,4% na comparação com 2024. Quase nove em cada dez desses registros – 86,3% ou 3.104 mortes –, envolveram vítimas negras (pretas ou pardas). 

    Os dados constam da 7ª edição do relatório Pele Alvo – entre Racismo e Letalidade, o Amanhã, divulgada nesta quarta-feira (1°) pela Rede de Observatórios, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC). O documento reúne dados das secretarias estaduais de Segurança do Amazonas, da Bahia, do Ceará, Maranhão, Pará, de Pernambuco, do Piauí, Rio de Janeiro e de São Paulo.

    Além do padrão de vítimas majoritariamente negro, chama a atenção ainda a pouca idade dos envolvidos nas ocorrências: 64,8% do total (2.804 mortes) eram jovens com até 29 anos, sendo 310 eram crianças e adolescentes.

    “Ao transformar adolescentes de favelas e periferias em alvos preferenciais de um confronto permanente, o aparato policial sabota o futuro de comunidades inteiras.”

    De acordo com o relatório, em média, os negros têm quatro vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos. Essa probabilidade é ainda maior em alguns estados como Pernambuco, onde essa parcela da população tem 11 vezes mais chance de ser vítima de ações policiais, e também no Rio de Janeiro, onde a probabilidade é seis vezes maior.

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    Dinâmica

    Segundo os pesquisadores, mesmo com alterações nas dinâmicas de violência no país, os alvos preferenciais (homens, jovens e negros) se mantêm inalterados.

    “A centralidade do racismo, enquanto instrumento de operação de uma lógica hierarquizante da sociedade, segue a sua marcha silenciosa e constante, determinando quem são aqueles que podem e devem ser alvos do aparato estatal.”

    O relatório chama a atenção para a expansão e a articulação de facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) para o Norte e o Nordeste do país, que dominaram o debate de pesquisadores e da imprensa.

    Recorte regional

    Os dados do relatório Pele Alvo trazem destaques que “exigem atenção urgente”. Quatro estados brasileiros registraram o maior número de mortes em decorrência de ações policiais, desde 2019: Ceará (200), Maranhão (142), Pará (632) e São Paulo (834).

    O Maranhão apresentou alta recorde (86,8%) na comparação com os dados de 2024. Mais da metade das vítimas (56,3%) tinha idade entre 18 e 29 anos. Em sete anos, foram notificadas 628 mortes. Os pesquisadores justificam esse “aumento explosivo” em função da mudança na dinâmica do crime:

    “Hipóteses para esse fenômeno apontam para a interiorização de facções oriundas do Rio e de São Paulo, que articulam-se com grupos locais, como o Bonde dos 40, na disputa por rotas de escoamento.”

    O relatório também cita a negligência histórica de governos estaduais no registro dos dados sobre raça e cor. No Maranhão, por exemplo, a falha no detalhamento de perfil étnico-racial das vítimas em 2.023 abrangia 67,7% dos casos, proporção que caiu para 54,9%, mas ainda preocupa os autores do estudo.

    Embora também tenha registrado uma ligeira melhora nos dados, o Ceará também tem deixado essa lacuna por resolver. A caracterização incompleta das vítimas passou de 77,2% dos casos em 2023, para 57,5% em 2025.

    Segundo os pesquisadores, após o Maranhão reconhecer o erro e passar a fornecer mais dados, o total de vítimas negras cresceu 22 pontos percentuais, ao passo que no Ceará o aumento foi de aproximadamente oito pontos, o que, ressaltam, consolida o racismo como componente essencial para se compreender a letalidade cometida por agentes da segurança pública.

    Na Bahia, a letalidade policial atingiu o ápice em 2023, com 1.702 pessoas mortas por agentes de segurança. Apesar da queda no ano passado (1.570 mortes) a equipe que assina o relatório chama a atenção para o fato de que em apenas 19 dos 365 dias de 2025, não houve registro de morte em decorrência de ações policiais no estado que reúne a maior população negra do país, e palco de disputas de mais de 20 facções criminosas.

    Pernambuco apresentou alta de 30,8% na letalidade policial, em um cenário em que a presença do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) também contribuiu para o resultado, na leitura dos especialistas. São Paulo e Pará registraram alta de 2,3% e 12,3% no número de mortes por agentes de segurança.

    O Amazonas manteve um total de 43 mortes; enquanto o Piauí foi o único estado com recuo no índice (16,67%). Neste estado do Nordeste, a pressão e o controle social exercidos coletivamente, por movimentos sociais, universidades públicas e o Ministério Público do Estado, podem ter influenciado o resultado, como pondera o relatório.

    Sobre o Rio de Janeiro, que viu o índice subir 13,8%, enfatiza-se que, no âmbito da Operação Contenção, nos Complexos da Penha e do Alemão, 115 mortos foram classificados como “narcoterroristas”.

    “A utilização do termo narcoterroristas, assim como a associação desses indivíduos à chamada ‘chacina do Alemão’, reflete a normalização da violência extrema como elemento estruturante da segurança pública fluminense. Ao mesmo tempo, a caracterização recorrente do Rio de Janeiro como um narcoestado funciona como uma admissão institucional da incapacidade de formular políticas eficazes”, comentam os pesquisadores.

    Confira alguns destaques de cada estado:

    Amazonas
    75% das mortes foram provocadas pela Polícia Militar
    100% das vítimas eram homens
    Manaus concentrou 37,21% dos casos

    Bahia
    99,6% das vítimas eram homens
    12 municípios concentraram metade das vítimas
    De 365 dias do ano, 346 registraram mortes

    Ceará
    12 municípios registraram 50,5% das vítimas
    64% das vítimas tinham entre 18 e 29 anos
    57,5% das vítimas não tinham informação de raça ou cor

    Maranhão
    100% das vítimas eram homens
    67,6% das vítimas tinham até 29 anos
    11 municípios concentraram 50,7% das vítimas

    Pará
    61,4% das vítimas tinham entre 18 e 29 anos
    89,7% das vítimas foram mortas pela Polícia Militar
    4.028 mortos pela polícia em sete anos

    Pernambuco
    Recife concentrou 12,4% das vítimas
    1 policial foi morto decorrente de intervenção policial
    100% das vítimas eram homens

    Piauí
    55% das vítimas tinham de 18 a 29 anos
    85% das vítimas eram negras
    65% das vítimas foram mortas em confronto com a PM

    Rio de Janeiro
    Aumento de 13,8% no número de vítimas
    96,5% das vítimas eram homens
    A capital registrou 56,3% das vítimas

    São Paulo
    Quase 5 mil mortes em sete anos
    98,7% das vítimas eram homens
    A capital teve 30,5% das mortes

    Outro lado

    Os dados de mortes decorrentes da intervenção policial são obtidos junto às secretarias de segurança dos estados e órgãos correlatos por meio de solicitações via Lei de Acesso à Informação (LAI).

    A Agência Brasil entrou em contato com a pasta de Segurança Pública dos nove estados mencionados no estudo, mas nem todas se pronunciaram.

    A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), a quem as polícias estão vinculadas, afirmou que todas as ações realizadas pelas forças de segurança são norteadas por preceitos técnicos, operacionais e legais e protocolos que priorizam a preservação da vida.

    A pasta nega adotar como critério para autorizar intervenções policiais “características pessoais, como a cor da pele” e enumera como procedimentos considerados nesses casos o registro de ocorrências, informações produzidas pelos setores de inteligência, cumprimento de mandados judiciais ou situações de flagrante delito.

    Na nota encaminhada à reportagem, a SDS disse submeter à sua Corregedoria-Geral casos envolvendo operações que culminam em mortes, para que os fatos sejam apurados, em condução consonante com diretrizes do Ministério Público. E que, quando são identificadas irregularidades, os responsáveis respondem por seus atos, conforme prevê a lei.

    “A SDS também destaca que investe permanentemente na formação e no aperfeiçoamento dos profissionais de segurança pública”, informou. “O fortalecimento das ações de inteligência e o aperfeiçoamento contínuo dos protocolos operacionais também integram a estratégia da Secretaria para reduzir situações de confronto e ampliar a eficiência e a responsabilidade das ações policiais”, conclui.

    Também em nota da Secretaria de Estado de Segurança Pública, o governo fluminense salientou que o indicador de Mortes por Intervenção de Agentes do Estado (Miae) vem apresentando queda.

    “Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), no acumulado de janeiro a maio de 2026, foram registradas 295 ocorrências, uma redução de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se do menor número para o período desde 2014”, pontuou.

    “Vale destacar que as forças policiais atuam com planejamento e inteligência, porém ressaltamos que os confrontos são provocados pela resistência criminosa, que insiste em atacar as forças de segurança. A Secretaria reafirma seu compromisso com a segurança pública, com a preservação da vida da população fluminense e com o combate permanente ao crime organizado.”

    Os demais estados não se manifestarem até a publicação desta reportagem.

  • Programa incentivará acesso de favelas e periferias à Lei Rouanet

    Programa incentivará acesso de favelas e periferias à Lei Rouanet

    Programa incentivará acesso de favelas e periferias à Lei Rouanet

    O Ministério da Cultura (MinC) lançou nesta terça-feira (30), no Rio de Janeiro, a segunda edição do programa Rouanet nas Favelas. A iniciativa é voltada à ampliação do acesso de artistas, coletivos e produtores culturais das periferias aos mecanismos de incentivo fiscal da Lei Rouanet.

    O lançamento ocorreu durante o I Seminário de Avaliação dos Resultados da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab), evento que também apresentou estudos inéditos sobre o primeiro ciclo da política. Segundo o levantamento, a Pnab alcançou 99,9% dos municípios brasileiros e beneficiou 167.817 agentes culturais entre 2023 e 2025.

    O presidente da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, afirmou que a iniciativa representa uma mudança na forma como as favelas passam a ser vistas pelas políticas públicas e pelo setor privado:

    “A primeira coisa é um entendimento novo sobre a favela: não mais como um ambiente de problema e de carência, mas de potência”, afirmou. “O Ministério da Cultura vai conhecer iniciativas, projetos e ações que não tinham janela para botar a cara no sol das oportunidades.”

  • Inglaterra e Congo; Bélgica e Senegal; EUA e Bósnia jogam nesta quarta

    Inglaterra e Congo; Bélgica e Senegal; EUA e Bósnia jogam nesta quarta

    Inglaterra e Congo; Bélgica e Senegal; EUA e Bósnia jogam nesta quarta

    Três confrontos definirão as três seleções que garantirão, nesta quarta-feira (1º), vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Fifa 2026. A primeira partida será entre Inglaterra e RD do Congo. As equipes se enfrentam em Atlanta, às 13h.

    Mais tarde, às 17h, é a vez de Bélgica e Senegal entrarem em campo, em Seattle, para ver quem avançará à etapa seguinte.

    A última partida do dia será entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, em São Francisco, às 21h.

    Os vencedores avançam às oitavas de final, enquanto os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

    ⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

    Jogos desta quarta-feira, 1º de julho

    – 13h – Inglaterra x RD do Congo (Atlanta)

    – 17h – Bélgica x Senegal (Seattle)

    – 21h – EUA x Bósnia e Herzegovina (São Francisco)

    Inglaterra x RD do Congo

    A Inglaterra busca, na partida de hoje diante da RD do Congo, confirmar seu favoritismo após ter conquistado a primeira colocação em sua chave na fase de grupos.

    A campeã da Copa de 1966 terá, à sua frente, a RD do Congo, uma das seleções classificadas entre os melhores terceiros colocados do torneio. Quem avançar, na partida de hoje, enfrentará nas oitavas de final o vencedor do confronto entre México e Equador.

    Para a partida de hoje, a expectativa é que a Inglaterra tente controlar o jogo por meio do posse de bola. Com um meio de campo bem postado, bons passes e atacantes eficientes, o time inglês costuma pressionar os adversários para recuperar rapidamente a bola.

    A RD do Congo chega ao mata-mata com algumas características que podem dificultar esse modelo de jogo inglês. A equipe africana tende a atuar em bloco mais compacto, reduzindo espaços entre as linhas e apostando na velocidade dos contra-ataques.

    A intensidade física de seus jogadores e a capacidade de aceleração nos corredores podem representar risco à Inglaterra, caso a equipe inglesa exagere na pressão no campo adversário.

    Com isso, o confronto tende a ficar centrado na capacidade tática da Inglaterra para desmontar uma defesa fechada, sem se expor excessivamente aos contra-ataques.

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    Bélgica x Senegal

    Com dois empates e uma vitória na fase de grupos, a Bélgica, líder de sua chave na fase de grupos, tem a seu favor a experiência de jogadores que fizeram boas campanhas nas últimas Copas do Mundo.

    Na partida de hoje, ela encara o Senegal, uma das equipes que se classificaram entre os melhores terceiros colocados na fase de grupos. Quem sair vitorioso avança às oitavas de final – e terá, como adversário o vencedor do confronto entre EUA ou Bósnia e Herzegovina.

    Do ponto de vista tático, a Bélgica combina qualidade técnica, boa ocupação dos espaços e capacidade de criação entre as linhas. Tende a buscar o controle do jogo com maior posse de bola e movimentação no ataque.

    Senegal costuma apresentar forte organização defensiva e intensidade nos duelos individuais. Utiliza também velocidade para ocupar espaços deixados pelos adversários.

    Enquanto a Bélgica tende a buscar construir e atacar de forma paciente, o Senegal deve buscar reduzir espaços e transformar os erros do adversário em ataques rápidos.

    Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina

    Com a vantagem de jogar em casa, os EUA buscam, no apoio de sua torcida, forças para superar a Bósnia e Herzegovina, que avançou para a segunda fase graças à campanha que a colocou entre as melhores terceiras colocadas da competição.

    Quem vencer o confronto enfrentará o vencedor da partida entre Bélgica e Senegal.

    Com uma equipe de forte intensidade física, os EUA costumam pressionar os adversários para, na sequência, buscar transições ofensivas com velocidade. Já a Bósnia e Herzegovina costuma jogar com organização tática, valorizando a posse de bola.

    O meio de campo da equipe balcânica tende a evitar jogadas verticais muito longas. A qualidade no passe de seus jogadores faz com que a equipe busque trabalhar jogadas de triangulação e os lançamentos costumam ser de média distância.

     

  • Denúncias de violência infantojuvenil crescem mais de 120% em 5 anos

    Denúncias de violência infantojuvenil crescem mais de 120% em 5 anos

    Denúncias de violência infantojuvenil crescem mais de 120% em 5 anos

    As denúncias de violência contra crianças e adolescentes mais que dobrou no decorrer da década, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2020, o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) recebeu 73.635 ocorrências, número que subiu para 165.413 em 2025, representando crescimento de 125%.

    Os dados foram analisados pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e divulgados nesta terça-feira (30). Segundo a pesquisa, entre 2020 e 2025, o Sinan recebeu 685.629 notificações que envolviam vítimas de 0 a 18 anos.

    A grande maioria das denúncias foram protocoladas por garotas. Enquanto os meninos aparecem em 38% dos casos, as meninas e adolescentes do sexo feminino representaram 62% das vítimas. Em relação ao perfil racial, 49,1% das vítimas foram classificadas como pardas, 35,7% como brancas e 7,6% como negras.

    A violência sexual apareceu como a ocorrência mais frequente, ao concentrar 34% das notificações. Em seguida aparecem casos de negligência e abandono, com 33,3%, e violência física, com 32,9%.

    O estudo ressalta que o ambiente doméstico é o local em que ocorre a maioria das agressões. A mãe da vítima foi identificada como a agressora em 34% dos casos, enquanto o pai teve envolvimento em 26% das ocorrências registradas.

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    Na análise de faixa etária, a adolescência concentra 43% das notificações, com 294.010 registros. Entre a primeira infância, que atinge crianças de até 6 anos, surgiram 256.601 casos (375), e na segunda infância, entre 7 e 12 anos, foram 135.018 casos (20%).

    Crescimento nacional

    Para o psiquiatra e presidente da SPDM Ronaldo Laranjeira, o volume de notificações demonstra que a violência contra crianças e adolescentes segue como um grave e persistente problema no país.

    “Quando uma criança ou adolescente é vítima de violência, os impactos podem ultrapassar o momento da agressão e se estender por toda a vida. Estamos falando de consequências físicas, emocionais, sociais e educacionais que podem comprometer o desenvolvimento e aumentar vulnerabilidades futuras. Por isso, é fundamental fortalecer a atuação integrada entre saúde, assistência social, educação e sistema de justiça”, afirma Laranjeira.

    No período analisado, todas as regiões do Brasil registraram aumento nas notificações. Os estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 52% de todas as notificações registradas no período analisado.

    O Nordeste liderou o ranking de variação percentual com um salto de 1.200%, seguido das regiões Norte (809%), Centro-Oeste (508%), Sul (421%) e Sudeste (221%).

    Para a SPDM, os resultados reforçam a importância da qualificação contínua dos profissionais para identificação precoce dos sinais de violência, do fortalecimento das redes de proteção e da ampliação das ações de prevenção voltadas às famílias e comunidades.

     

  • Saúde lança plano para enfrentar El Niño e mudanças climáticas

    Saúde lança plano para enfrentar El Niño e mudanças climáticas

    Saúde lança plano para enfrentar El Niño e mudanças climáticas

    O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (3) uma série de medidas com o objetivo de preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os efeitos do El Niño e os impactos das mudanças climáticas na saúde.

    O plano prevê investimentos de R$ 9,8 bilhões para aumentar a capacidade de preparação e resposta da saúde pública a eventos climáticos extremos, incluindo 27 metas e 93 ações com planejamento até 2035.

    A proposta inclui antecipar riscos climáticos e emitir alertas; preparar serviços de saúde resilientes; proteger a população, sobretudo em regiões mais vulneráveis; e fortalecer a capacidade do SUS de responder e reconstruir territórios afetados.

    O programa tem como base cinco frentes com o objetivo de antecipar riscos e responder de forma mais rápida:

    1. coordenação (sala de situação, articulação com estados, municípios e Defesa Civil);
    2. fortalecimento da capacidade de saúde (equipes mobilizadas e reforço a territórios isolados);
    3. comunicação (orientações claras para gestores, profissionais de saúde e população);
    4. vigilância e alertas (monitoramento de riscos climáticos, sanitários e epidemiológicos); e
    5. reforço de insumos (medicamentos, vacinas, água segura e estrutura para resposta rápida).

    O plano também prevê a implantação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima, distribuídos nas cinco regiões brasileiras. O primeiro deles, de acordo com a pasta, será inaugurado na quarta-feira (1º) na Bahia.

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    Excesso de calor

    Outra ferramenta prevista é o Painel Nacional de Excesso de Calor, desenvolvido com o objetivo de apoiar ações de vigilância, prevenção e resposta aos riscos associados ao calor extremo, incluindo um sistema de alerta precoce com até cinco dias de antecedência.

    As ações incluem ainda a expansão da Força Nacional do SUS para oito bases nas cinco regiões do país, permitindo resposta mais rápida às emergências, apoio em eventos de massa e situações de desastre e estruturação da capacidade local de pronta resposta.

    De acordo com a pasta, a ideia é que as equipes tenham capacidade de atender a qualquer tipo de emergência em até 12 horas, além de iniciar ações compatíveis com a complexidade do desastre em questão em até 72 horas.

    O ministério também trabalha com um protocolo específico sobre calor para idosos, com orientações que incluem:

  • oferecer água mesmo sem sede;
  • evitar exposição ao sol durante os horários mais quentes;
  • manter a casa ventilada, fresca e arejada;
  • conferir se medicamentos de uso contínuo estão sendo tomados corretamente;
  • usar soro fisiológico em caso de ressecamentos dos olhos ou das narinas.
  • Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a pasta considera a crise climática como uma crise de saúde pública.

    “A crise na saúde pública decorrente das mudanças climáticas é, talvez, uma das faces mais dolorosas e mais evidentes para a população dos impactos das mudanças climáticas”.

    Ele destacou que um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) contabilizou 120 mil mortes ao longo dos últimos 20 anos diretamente relacionadas ao aumento da temperatura média em várias regiões do país.

    “A mitigação é muito importante, o esforço para reduzir emissões de carbono que impactam as mudanças climáticas é muito importante e necessário, mas a adaptação dos sistemas de saúde é algo urgente”, concluiu Padilha.

  • El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

    El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

    El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.

    O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente , o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.

    De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.

    Previsão para os próximos meses

    A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.

    Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.

    Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.

    Monitoramento contínuo e previsão de impactos

    O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.

    Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.

    A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.

  • Construção civil aquecida impulsiona emissão de alvarás da Prefeitura de Manaus, aponta pesquisa do IBGE

    Construção civil aquecida impulsiona emissão de alvarás da Prefeitura de Manaus, aponta pesquisa do IBGE

    Construção civil aquecida impulsiona emissão de alvarás da Prefeitura de Manaus, aponta pesquisa do IBGE

    O aquecimento da construção civil no Amazonas também se reflete nos indicadores do licenciamento urbano da Prefeitura de Manaus. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) 2024, mostram que o Estado movimentou R$ 6,1 bilhões em incorporações, obras e serviços da construção, sendo R$ 2,6 bilhões concentrados na construção de edifícios, segmento de maior participação na atividade econômica.

    Em sintonia com esse cenário de crescimento, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), registrou aumento de 23% na área licenciada para construção em 2024. Ao longo do ano, foram emitidos alvarás que somaram 1.094.478,61 metros quadrados de novas edificações, frente aos 891.427,55 metros quadrados licenciados em 2023.

    O desempenho confirma o fortalecimento do setor da construção civil na capital e demonstra o aumento da procura pelo licenciamento urbanístico, etapa fundamental para garantir que empreendimentos e edificações sejam executados de acordo com a legislação municipal, oferecendo mais segurança jurídica, técnica e urbanística para investidores e cidadãos.

    Para o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Antonio Peixoto, os números mostram que Manaus vive um ambiente favorável aos investimentos. “O licenciamento urbanístico é uma das portas de entrada desse processo, porque oferece segurança jurídica para quem empreende e garante que o crescimento da cidade ocorra de forma ordenada. Quando emitimos mais alvarás, movimentamos toda a cadeia da construção civil, geramos empregos, renda e fortalecemos o desenvolvimento econômico da capital”, afirmou.

    Dados

    Nos últimos cinco anos e quatro meses, entre janeiro de 2021 e maio de 2026, o sistema de licenciamento da Prefeitura de Manaus contabilizou mais de 6,3 milhões de metros quadrados licenciados por meio da emissão de novos alvarás de construção.

    Além de assegurar o ordenamento urbano, o crescimento na emissão dos alvarás também movimenta a economia local. Conforme parâmetros utilizados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o volume de licenciamento realizado pelo Implurb contribuiu para a geração de mais de 35 mil empregos diretos e indiretos em Manaus, abrangendo atividades da construção civil, prestação de serviços, comércio de materiais e toda a cadeia produtiva do setor.

    O cenário acompanha o desempenho estadual apontado pela Paic 2024. Segundo o IBGE, o Amazonas ocupa a segunda posição da região Norte em número de pessoas ocupadas na construção civil, com 25,9 mil trabalhadores, reforçando a importância do segmento para a economia amazonense.

    Para o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, o crescimento dos indicadores demonstra que o planejamento urbano e o desenvolvimento econômico caminham juntos. “O papel do Implurb é garantir que esse desenvolvimento aconteça com responsabilidade, organização e qualidade, contribuindo para uma Manaus preparada para o presente e para o futuro”, disse.

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