Categoria: Política

  • TSE mantém condenação de Claudio Castro à inelegibilidade

    TSE mantém condenação de Claudio Castro à inelegibilidade

    TSE mantém condenação de Claudio Castro à inelegibilidade

    Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta terça-feira (2) recurso apresentado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro contra a decisão do tribunal que o condenou à inelegibilidade até 2030. Também foi mantida a condenação do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. 

    Apesar da decisão da Corte eleitoral, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão final sobre a realização de eleições diretas ou indiretas para o mandato-tampão de governador interino.

    No dia 23 de março, Castro foi condenado à inelegibilidade.  O TSE aceitou pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) e condenou Castro por contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). As irregularidades na Ceperj e na UERJ ocorreram na campanha eleitoral de 2022. 

    O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

    De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

    STF

    A decisão do TSE julgamento não coloca um ponto final na discussão sobre as eleições para o governo interino do Rio. A palavra final será do STF. 

    O PSD, partido do pré-candidato Eduardo Paes, recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização e candidatar ao Senado. A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. O ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril.

    O pleito indireto ocorre por meio dos votos de deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O direto é realizado pelo voto popular.

    A eleição para o mandato-tampão deve ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada.

    O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado não tem vice-governador.

    Próximo na linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), pediu para ocupar o comando do estado interinamente, mas o Supremo disse que ele deve aguardar a decisão final da Corte sobre a questão. Ruas foi eleito após o ex-presidente Rodrigo Bacellar ter o mandato cassado.

    Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado.

  • Lula responsabiliza clã Bolsonaro por ataque dos EUA ao Pix e taxação

    Lula responsabiliza clã Bolsonaro por ataque dos EUA ao Pix e taxação

    Lula responsabiliza clã Bolsonaro por ataque dos EUA ao Pix e taxação

    Em discurso no Hospital Universitário de Rio Verde (GO), nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “intervir no Pix” brasileiro.

    “O tal do bolsonarista foi nos Estados Unidos. Ele não estava focado e pediu para o Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar”, disse o presidente

    No final do mês passado, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, reuniu-se com Trump na Casa Branca, em Washington, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Dias depois do encontro, o governo dos Estados Unidos anunciou que passaria a classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Hoje, os norte-americanos divulgaram relatório em que acusam o Pix de prejudicar “injustamente” as empresas que prestam serviços de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay, além de propor nova taxação aos produtos brasileiros.

    Mais cedo, em evento em Catalão (GO), Lula criticou diretamente Flávio Bolsonaro, dizendo que ele agora nega que tenha pedido interferência de Trump nas tarifas brasileiras.

    “Esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo: ‘eu não falei nada’. Todo covarde é assim”, disse.

    “Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar os empresários brasileiros. Ele vai vai prejudicar é o agronegócio”, completou Lula.

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) listou nesta terça-feira o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada. A decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. 

    Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Trump para não taxar os produtos brasileiros no encontro no final de maio. O senador afirmou ainda que enviou uma carta ao presidente dos EUA reforçando sua posição.

    Pix assusta EUA

    Para o presidente Lula, o Pix é mais vantajoso que sistemas de empresas estadunidenses e, por isso, assusta os EUA.

    A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) saiu em defesa do sistema de pagamento brasileiro. Segundo a entidade, o Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial.

    A Febraban considera que a tecnologia favorece “a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica”.

    De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

    SUS

    No evento de Rio Verde, o presidente Lula visitou o hospital universitário que atende integralmente pelo SUS. A unidade realizou, em janeiro, a primeira cirurgia do Centro-Oeste com o sistema cirúrgico robótico Da Vinci X, um dos sistemas mais modernos do mundo, que proporciona maior precisão, segurança e recuperação mais rápida aos pacientes.

    Na ocasião, dois pacientes, com câncer de próstata, foram submetidos ao procedimento cirúrgico de forma robótica. Essas duas cirurgias foram feitas com sucesso e os dois pacientes seguem em recuperação.

    Segundo o governo, a incorporação dessa tecnologia ao SUS do município representa um passo decisivo na redemocratização do acesso a procedimentos de alta complexidade, que tradicionalmente estavam restritos à rede privada.

    O presidente destacou que todo brasileiro que precise fazer radioterapia deve ter acesso gratuito em igualdade de condições. “A Constituição diz que todos nós somos iguais perante a Constituição. O SUS é possivelmente o melhor e único sistema de saúde que existe num país com mais de 100 milhões de habitantes”, afirmou.

    Ele chegou a tirar o chapéu para falar sobre o tratamento contra o câncer de pele em seu couro cabeludo.

    “Você está vendo minha cabeça? Está machucada porque eu tive um câncer de pele e eu estou tratando para ficar bonitão”.

  • Câncer infantil: campanhas de conscientização terão foco em diagnóstico precoce

    Câncer infantil: campanhas de conscientização terão foco em diagnóstico precoce

    Câncer infantil: campanhas de conscientização terão foco em diagnóstico precoce

    As campanhas de conscientização sobre câncer em crianças e adolescentes deverão priorizar a divulgação dos sintomas e dos sinais clínicos da doença. O objetivo é ajudar no diagnóstico precoce.

    A medida está prevista no PL 1.986/2024, projeto de lei aprovado pelo Senado nesta terça-feira (2). Agora o texto vai à sanção da Presidência da República.

    A proposta também prevê a capacitação de profissionais de saúde, principalmente da atenção primária, para a identificação de sinais e sintomas em crianças.

    A Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica já prevê a realização de campanhas de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, mas não detalha os assuntos a serem abordados. O projeto — de autoria do deputado federal Jefferson Campos (PL-SP) — faz isso.

    A matéria recebeu parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), com uma emenda de redação, durante sua tramitação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).

    Damares disse que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é hoje a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, com cerca de 8 mil novos casos registrados anualmente.

    Ela enfatizou que o diagnóstico precoce é determinante para salvar vidas:

    “Dados nacionais e internacionais mostram que, quando identificado em estágio inicial, o câncer infantil pode atingir taxas de cura superiores a 80%. A literatura médica demonstra que parcela significativa dos atrasos no diagnóstico decorre não apenas da baixa especificidade dos sintomas, mas também da dificuldade de reconhecimento precoce na atenção primária, porta de entrada do Sistema Único de Saúde [SUS]”.

    Médica pediatra, a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) destacou a importância de se identificar precocemente a doença e orientar as famílias sobre os sinais de alerta.

    — É fundamental que as famílias fiquem atentas a sintomas como palidez e sangramentos, entre outros — afirmou.

     Câncer infantil: conheça os sinais de alerta* 

  • febre por mais de sete dias sem causa aparente;
  • dor óssea, com aumento progressivo e duração por mais de um mês;
  • manchas arroxeadas na pele e palidez;
  • reflexo branco na pupila do olho quando exposta à luz, estrabismo e protusão ocular;
  • distúrbios visuais;
  • linfonodos aumentados;
  • dor de cabeça persistente e progressiva, primariamente noturna, que acorda a criança ou aparece quando ela se levanta de manhã, acompanhada de vômito ou de sinais neurológicos.
  • *Fonte: Inca

    Fonte: Agência Senado

  • MP libera recursos para atingidos pelas enchentes em Pernambuco e Paraíba

    MP libera recursos para atingidos pelas enchentes em Pernambuco e Paraíba

    MP libera recursos para atingidos pelas enchentes em Pernambuco e Paraíba

    Famílias afetadas pelas fortes chuvas e enchentes de maio no Nordeste poderão receber apoio para garantir o acesso à alimentação e retomar a produção rural. Medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (2) abre crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões em favor do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

    A MP 1.364/2026 destina os recursos ao programa Segurança Alimentar e Nutricional e Combate à Fome. O objetivo é ampliar o atendimento às populações atingidas pelos desastres climáticos registrados em maio, especialmente nos estados de Pernambuco e da Paraíba.

    Do total de recursos, R$ 40 milhões devem ser destinados à aquisição e distribuição de alimentos produzidos por agricultores familiares. Segundo o governo, os recursos permitirão a compra e doação de cerca de 6 mil toneladas de alimentos, que poderá beneficiar 3 mil famílias agricultoras e reforçar o atendimento realizado por cozinhas solidárias.

    Outros R$ 9,2 milhões serão aplicados em ações de inclusão produtiva rural, voltadas à recuperação da capacidade produtiva das populações atingidas. A expectativa é que 2 mil famílias sejam atendidas.

    Impactos das chuvas

    De acordo com a exposição de motivos da MP, as chuvas afetaram 18 municípios em Pernambuco e 31 municípios na Paraíba, e alcançaram aproximadamente 10 mil famílias. Tanto áreas urbanas quanto propriedades rurais da agricultura familiar foram atingidas.

    O governo afirma que a abertura do crédito extraordinário é necessária para garantir uma resposta rápida à emergência e evitar o agravamento da insegurança alimentar e o empobrecimento de agricultores familiares nas áreas afetadas. Também argumenta que os recursos previstos no Orçamento de 2026 não seriam suficientes para atender, ao mesmo tempo, às demandas provocadas pelas enchentes e a outras situações emergenciais, como as estiagens que atingem as regiões Norte e Nordeste.

    Entre as ações já adotadas pelo MDS estão a distribuição de cerca de 3,2 mil cestas de alimentos para cozinhas solidárias em Pernambuco e na Paraíba e o envio de alimentos por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    A medida provisória já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para não perder a validade.

    Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

    Fonte: Agência Senado

  • Lula defende Pix e diz que sistema brasileiro assusta norte-americanos

    Lula defende Pix e diz que sistema brasileiro assusta norte-americanos

    Lula defende Pix e diz que sistema brasileiro assusta norte-americanos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (2), que o Pix brasileiro é mais vantajoso que sistemas de empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. Em evento em Catalão (GO), Lula destacou as vantagens da tecnologia nacional e disse que o Brasil não aceita ser tratado como “uma republiqueta de banana”.

    O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central argumentando que o Pix prejudica “injustamente” empresas como a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay. O Pix, com sua infraestrutura pública e gratuita, tem movimentado mais recursos que as bandeiras de cartões de crédito tradicionais.

    “O Pix assusta eles”, disse Lula, contando que sugeriu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que adote o mesmo sistema no país norte-americano

    “A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”, afirmou.

    O relatório do USTR, publicado na noite dessa segunda-feira (1º), é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA. O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

    Agora, o governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

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    Acordo comercial

    Para Lula, a atitude dos estadunidenses é intempestiva já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

    Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi de US$ 415 bilhões.

    Lula ainda cobrou um telefonema de Trump para explicar as razões para a recomendação da USTR.

    “Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem. Então, eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência”, disse o brasileiro.

  • Comissão especial debate projeto que cria política nacional para pessoas com autismo

    Comissão especial debate projeto que cria política nacional para pessoas com autismo

    Comissão especial debate projeto que cria política nacional para pessoas com autismo

    A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 3080/20 realiza, nesta terça-feira (2), audiência pública para debater a proposta que institui a Política Nacional para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

    O debate será realizado às 14 horas, no plenário 9.

    O debate atende a pedidos dos deputados Maria Rosas (Republicanos-SP) e Marangoni (Pode-SP). Segundo os parlamentares, o objetivo da audiência pública é discutir a proposta e reunir contribuições para construir um marco legislativo capaz de integrar ações voltadas à inclusão, ao diagnóstico precoce, ao tratamento, à educação, ao trabalho e à proteção dos direitos das pessoas com TEA.

     

     

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Escola deve estimular descanso e abrir espaço para neurodivergentes, prevê projeto

    Escola deve estimular descanso e abrir espaço para neurodivergentes, prevê projeto

    Escola deve estimular descanso e abrir espaço para neurodivergentes, prevê projeto

    O Senado analisa um projeto de lei que prevê pausas de descanso durante a jornada escolar e campanhas de conscientização sobre a importância do sono para o desenvolvimento dos alunos. O texto também estabelece que as escolas devem oferecer, sempre que possível, um espaço seguro e acolhedor para descanso e autorregulação de estudantes neurodivergentes.

    O PL 175/2026, proposto pelo ex-senador Bruno Bonetti (PL-RJ), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394, de 1996) para incluir as medidas entre as incumbências dos estabelecimentos de ensino. Segundo o parlamentar, as escolas precisam se adaptar para atender às necessidades biopsicossociais (físicas, psicológicas e sociais) dos estudantes.

    Bonetti alerta sobre as consequências da privação de sono na infância e adolescência, que compromete o desenvolvimento cognitivo e reduz a capacidade de atenção e memória. Segundo o autor, a introdução de pausas de descanso resulta na melhoria do rendimento acadêmico e no fortalecimento da saúde mental, “configurando-se como um investimento crucial em bem-estar e qualidade de ensino”.

    Educação inclusiva

    A proposta trata especialmente dos alunos neurodivergentes, cujo cérebro funciona de forma diferente do funcionamento neurológico considerado típico. São exemplos de neurodivergências o transtorno do espectro autista (TEA) e o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

    Os espaços destinados à autorregulação emocional e sensorial de estudantes neurodivergentes, propostos no projeto, têm o objetivo de garantir a esses alunos um local seguro para descompressão em momentos de crise ou sobrecarga, justifica o autor. O texto cita o modelo das “salas azuis” já adotadas em algumas instituições.

    Para o senador, esses espaços “promovem a inclusão efetiva ao permitir que o estudante utilize estratégias para regular seu estado sensorial e emocional, prevenindo crises e permitindo que retorne à sala de aula em condições de participar plenamente”. Além disso, funcionam como apoio pedagógico aos professores e ajudam a reduzir a sobrecarga das famílias, explica.

    A medida visa concretizar o direito à educação inclusiva já previsto na legislação, argumenta Bonetti.

    Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly 

    Fonte: Agência Senado

  • Municípios do AM vão receber a 1ª parcela do FTI para fortalecer a saúde no interior

    Municípios do AM vão receber a 1ª parcela do FTI para fortalecer a saúde no interior

    Municípios do AM vão receber a 1ª parcela do FTI para fortalecer a saúde no interior

    o pagamento da primeira parcela dos recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), destinada ao fortalecimento da saúde pública nos 61 municípios do interior do estado. A transferência faz parte de um investimento total de R$ 160 milhões pelo Governo do Amazonas ao longo de 2026.

    Nesta etapa, serão repassados R$ 53,3 milhões às prefeituras municipais para reforçar os serviços de assistência e ampliar a capacidade de atendimento à população. O repasse de recursos do FTI foi publicado no Decreto 54.239.

    Os recursos serão repassados em três parcelas, garantindo apoio financeiro direto às prefeituras para fortalecer a rede municipal de saúde e ampliar a oferta de serviços em todas as regiões do estado.

    O repasse do FTI integra a estratégia do Amazonas de ampliar o financiamento da saúde no interior e fortalecer a assistência prestada à população nos municípios mais distantes da capital. A medida busca oferecer mais autonomia às gestões municipais para investir em custeio, manutenção de serviços, aquisição de insumos e melhoria da estrutura de atendimento.

    Critérios

    Os recursos serão distribuídos seguindo critérios que combinam equilíbrio regional e proporcionalidade. Parte do valor é destinada de forma igualitária aos municípios, outra parcela considera o tamanho da população de cada cidade e uma terceira leva em conta os municípios que atuam como polos regionais de atendimento, concentrando serviços de saúde para localidades vizinhas.

    A iniciativa reforça o processo de interiorização da saúde e amplia a capacidade dos municípios de responder às demandas locais, reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes para Manaus em busca de atendimento especializado e fortalecendo a resolutividade da rede assistencial no interior.

    O investimento se soma, também, a outras ações implementadas pelo Governo do Amazonas para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, incluindo programas de fortalecimento da rede hospitalar com criação de leitos de UTI, expansão da Telessaúde, que hoje alcança todos os municípios, ampliação do serviço de UTI aérea, Carretas da Saúde, Barco Hospital, entre outras medidas.

    O novo repasse do FTI se soma à Repactuação da Saúde no Interior, política inédita que passou a garantir investimentos contínuos para a média e alta complexidade e para a assistência farmacêutica. Desde o ano passado, o Governo do Amazonas já repassou fundo a fundo R$ 184,8 milhões, por meio do Termo de Compromisso de Gestão (TCG), para fortalecimento da assistência em saúde no interior do estado, sendo R$ 135,8 milhões em 2025, e R$ 49 milhões em 2026.

  • Assembleia Legislativa aprova gratificação para servidores da Defensoria que atuam no interior do Amazonas

    Assembleia Legislativa aprova gratificação para servidores da Defensoria que atuam no interior do Amazonas

    Assembleia Legislativa aprova gratificação para servidores da Defensoria que atuam no interior do Amazonas

    A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, em plenário, o projeto de lei que concede adicional por lotação em comarcas de difícil provimento aos servidores da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE/AM) que atuam no interior. A conquista representa uma vitória histórica para a categoria e coloca os profissionais que trabalham nas regiões mais remotas do Estado em um patamar de reconhecimento.

    Analistas e técnicos que atuam em municípios distantes enfrentam realidades muito diferentes das da capital, como deslocamentos difíceis, infraestrutura reduzida e isolamento prolongado. Até a aprovação da lei, porém, esses profissionais não tinham gratificação específica pela condição de trabalho. Com a mudança, a lei passa a reconhecer financeiramente quem também mantém a Defensoria presente nas comunidades do interior.

    O Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa, comemorou a aprovação como um reflexo direto do compromisso da instituição com quem trabalha para garantir o acesso à justiça nas regiões mais vulneráveis do Estado.

    “Esse projeto de lei é uma concretização do que acredito ser a essência da nossa instituição: ninguém que dedica sua vida a garantir direitos às pessoas mais vulneráveis pode ficar sem o devido reconhecimento. Nossos servidores do interior são a Defensoria para milhares de famílias amazonenses que, sem eles, simplesmente não teriam a quem recorrer. Assumimos esse compromisso e hoje estamos cumprindo. É uma vitória de toda a Defensoria Pública do Amazonas.”

    Presidente da Associação das Servidoras e Servidores da Defensoria Pública do Amazonas, Paulo Castro classificou a aprovação como um momento histórico para a categoria e reforçou que valorizar o servidor é, na prática, melhorar o serviço prestado à população:

    “É um momento muito importante para a nossa categoria. A aprovação do nosso PL em plenário concedeu adicional por lotação em comarcas de difícil provimento aos nossos servidores do interior, que enfrentam as condições mais desafiadoras que sabemos que ocorrem em nosso Estado. São eles os responsáveis por levar a presença da Defensoria nas comunidades mais distantes.”

    “Agradeço à administração por esse apoio, por ouvir nossos pleitos. Quando a gente fala sobre valorização, fala da qualidade do atendimento prestado ao assistido, que está no centro do nosso trabalho. O servidor mais valorizado exerce sua função da melhor forma possível.”

    Proposta nasceu nas correições

    A ideia de criar a gratificação partiu da Corregedoria Geral da Defensoria, que durante as visitas às unidades do interior pôde constatar a realidade dos servidores. O Corregedor Geral, Clóvis Barreto, foi um dos principais articuladores da proposta e explica como o projeto ganhou forma.

    “Essa foi uma proposta que teve origem na Corregedoria e, obviamente, contou com a sensibilidade do Defensor Público Geral de fazer essa propositura legislativa à Assembleia. Nós percebemos, constatamos in loco, a relevância dos serviços dos nossos servidores, que estão diariamente, desde o início da manhã, atendendo a nossa população interiorana, servidores que permanecem por longo tempo nas comarcas do interior”

    Barreto também revelou que colheu o compromisso pessoalmente do Defensor Público Geral durante a solenidade de posse para o segundo mandato: “Inclusive, na posse do Dr. Rafael, agora para o segundo mandato, eu colhi dele esse compromisso. E fico muito grato porque ele cumpriu. O compromisso que ele fez pessoalmente comigo — mas não comigo: o compromisso que ele fez com os servidores”.

  • Brasil e Paraguai reforçam parceria no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras

    Brasil e Paraguai reforçam parceria no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras

    Brasil e Paraguai reforçam parceria no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reuniu-se, nesta quinta-feira (28), com Jalil Rachid, ministro da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), para fortalecer a cooperação bilateral no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira. O encontro integra a agenda da comitiva brasileira em Assunção, no Paraguai, que inclui assinatura de acordos e participação na 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul e Estados Associados (RMIS) e na 63ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul (RMJ).

    A parceria entre Brasil e Paraguai é uma das bases do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, especialmente em dois eixos estratégicos: a asfixia financeira das organizações criminosas e o enfrentamento ao tráfico ilegal de armas e munições. A fronteira entre os dois países tem sido, cada vez mais, alvo de ações coordenadas que vêm proporcionando resultados concretos.

    Resultados da Operação Nova Aliança

    O principal símbolo dessa atuação conjunta é a Operação Nova Aliança, a mais longeva iniciativa de erradicação de cultivo de maconha no planeta, em andamento desde 2012. Conduzida em parceria pela Polícia Federal (PF) brasileira e pela Senad paraguaia, a operação já acumula resultados expressivos:

    • 11,2 milhões de kg de maconha eliminados antes de entrar no comércio ilegal
    • 1.218 acampamentos de cultivo destruídos
    • R$ 1,6 bilhão em prejuízo direto às organizações criminosas

    “A melhor parceria que nós temos é com a Polícia Federal brasileira. Insisto na cooperação entre os países — não é só manter, mas fortalecer”, afirmou o ministro Jalil Rachid. Ele destacou ainda o impacto ambiental das ações: “Uma lavoura de maconha é uma reserva ambiental a menos.”

    A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula, ressaltou a conexão entre as iniciativas de cooperação e a estratégia nacional. “Ações como essas mostram a relevância das fronteiras no Programa Brasil Contra o Crime Organizado. A asfixia financeira dialoga diretamente com a Operação Nova Aliança.”

    O embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes de Carvalho, destacou que a parceria também inclui cursos de capacitação das forças de segurança paraguaias para o combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e ao tráfico de armas.

    O ministro Wellington Lima resumiu o espírito das cooperações. “Queremos fazer a coisa certa, do jeito certo e com os parceiros certos”, disse.

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