Categoria: Política

  • Projeto de Lei garante alternativa física para identificação de usuários de planos de saúde no AM

    Projeto de Lei garante alternativa física para identificação de usuários de planos de saúde no AM

    Projeto de Lei garante alternativa física para identificação de usuários de planos de saúde no AM

    O  Projeto de Lei nº 342/2026 assegura aos beneficiários de planos de saúde o direito de utilizar meios físicos de identificação para acesso ao atendimento quando houver falhas, indisponibilidade ou impossibilidade de acesso aos sistemas digitais exigidos pelas operadoras.

    A proposta estabelece que documentos físicos, como a carteira impressa do plano de saúde, possam ser utilizados como alternativa válida nos casos em que aplicativos, tokens ou outras ferramentas digitais não estejam funcionando adequadamente.

    A tecnologia veio para facilitar a vida das pessoas, mas não pode se transformar em uma barreira para quem precisa de atendimento médico. Nenhum paciente pode ficar sem assistência porque um aplicativo travou, porque o sistema saiu do ar ou porque não conseguiu acessar uma plataforma digital”, destacou o parlamentar.

    A crescente digitalização dos serviços trouxe avanços importantes, mas também exige mecanismos de proteção para situações excepcionais.  O cidadão não pode ser penalizado por falhas tecnológicas que fogem do seu controle”, afirmou.

    A proposta também prevê que as operadoras informem de forma clara e acessível aos beneficiários sobre a possibilidade de utilização da alternativa física de identificação e os procedimentos necessários para sua apresentação.

  • CMA acata em primeiro turno política para reciclagem de bateria de veículo elétrico

    CMA acata em primeiro turno política para reciclagem de bateria de veículo elétrico

    CMA acata em primeiro turno política para reciclagem de bateria de veículo elétrico

    A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou nesta terça-feira (9) em primeiro turno substitutivo (texto alternativo) ao projeto de lei que cria a Política Nacional de Circularidade das Baterias Veiculares com regras para o reaproveitamento de baterias de carros elétricos.

    Relatado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), o  PL 2.132/2025, do senador Jaques Wagner (PT-BA), ainda será submetido a turno suplementar de votação.

    De acordo com o relatório aprovado, a logística reversa de baterias de veículos eletrificados e híbridos é de responsabilidade de fabricantes, importadores, montadoras, distribuidores, comerciantes e proprietários, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. O trecho faz parte de uma emenda apresentada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

    O texto também prevê que fabricantes, montadoras e importadores serão os principais responsáveis pela concepção, implementação e operação dos sistemas de logística reversa, devendo apresentar ao órgão ambiental competente, no prazo de 180 dias após a regulamentação da futura lei, um plano de logística reversa de baterias (PLRB). A aprovação do plano servirá como condição para a obtenção ou renovação de licenças ambientais para fabricação, importação, montagem e comercialização de veículos elétricos e suas baterias.

    Os distribuidores e comerciantes também ficam obrigados a disponibilizar pontos de coleta para as baterias de veículos eletrificados usadas, encaminhando-as a fabricantes, montadoras e/ou importadores para a destinação adequada, ou a empresas especializadas contratadas para tal fim, de acordo com o plano aprovado perante o órgão ambiental competente.

    O relator destacou em seu parecer que a “instituição de uma política nacional de circularidade das baterias é fundamental para acompanhar a evolução da mobilidade elétrica, promover a descarbonização da matriz de transportes e assegurar que os avanços tecnológicos estejam alinhados à sustentabilidade e à gestão responsável de resíduos”.

    Crescimento

    A rápida popularização dos carros elétricos — 177 mil unidades emplacadas em 2024, 80% acima do ano anterior, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) — começa a expor um ponto importante da mobilidade limpa: o destino das baterias no fim da vida útil.

    Atento a isso, o senador Jaques Wagner (PT-BA) apresentou o projeto para reaproveitamento, controle da origem das baterias (rastreabilidade) e reciclagem dos acumuladores usados em veículos híbridos e elétricos. A proposta busca garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva desses componentes, considerados estratégicos para a transição energética e a descarbonização da economia. Pelo texto, a política se aplicará a todo o ciclo de vida das baterias utilizadas em veículos elétricos, desde a fabricação até o descarte final.

    Entre as diretrizes da política está o estímulo à geração de capacidades tecnológicas nacionais, também por meio de programas de incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento, para a produção de baterias veiculares mais eficientes e adequadas aos processos de reaproveitamento industrial (remanufatura), reuso e recuperação de valor. Entre os objetivos estão prevenir e reduzir os efeitos negativos do descarte de baterias veiculares sobre o meio ambiente e a saúde humana e contribuir com o esforço de substituição sustentável da frota nacional movida a combustíveis fósseis por veículos híbridos e elétricos.

    Instrumentos da política

    O projeto estabelece como instrumentos da nova política:

  • a circularidade das baterias veiculares;
  • o reaproveitamento de resíduos minerais;
  • a recuperação de matérias-primas secundárias;
  • a rastreabilidade;
  • sistemas de logística reversa e de Responsabilidade Estendida do Produtor (EPR, na sigla em inglês);
  • mecanismos de fomento econômico financeiro, incluindo crédito, compras públicas circulares e outros instrumentos compatíveis; e
  • plataforma nacional de monitoramento e indicadores para acompanhar fluxos de materiais e medir resultados das estratégias de circularidade.
  • Os fabricantes deverão informar os materiais, bem como as suas quantidades, empregados na fabricação das baterias veiculares, garantindo sua eficiência e segurança ao longo de todo o ciclo de vida e nas etapas de recondicionamento, reúso e extração sustentável de resíduos minerais.

    Também deverão comprovar a origem dos materiais empregados na fabricação das baterias, certificando que sua obtenção observou critérios de direitos humanos e sustentabilidade.

    O poder público, por meio de regulamento, definirá metas de recuperação de valor dos materiais incorporados às baterias veiculares e padrões de sustentabilidade e promoverá a participação das cooperativas locais ou regionais nas atividades de extração sustentável de resíduos minerais.

    Fabricantes e usuários terão responsabilidade compartilhada pelo controle da origem das baterias. Com o passaporte da bateria e outros mecanismos previstos em regulamento, será possível acompanhar a procedência, o uso e o reaproveitamento dos materiais.

    Comitê gestor

    O texto também cria, no Poder Executivo, o comitê gestor da política nacional de circularidade das baterias. O colegiado terá representantes da União, dos estados, dos municípios, de órgãos reguladores e do setor produtivo. Sua função será coordenar a implementação da política, harmonizar normas e promover a articulação entre os setores envolvidos.

    A composição e o funcionamento do comitê serão definidos em regulamento, com participação do órgão responsável pelas políticas de meio ambiente e mudança do clima.

    Fonte: Agência Senado

  • Alckmin anuncia início das operações da linha de R$ 14 bilhões para modernizar o campo

    Alckmin anuncia início das operações da linha de R$ 14 bilhões para modernizar o campo

    Alckmin anuncia início das operações da linha de R$ 14 bilhões para modernizar o campo

    O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou, nesta segunda-feira (8), o início das operações do Move Brasil para máquinas e implementos agrícolas, com uma linha de crédito de R$ 14 bilhões para modernização do agronegócio, durante a abertura da 20ª edição do Bahia Farm Show, no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

    A linha de R$ 14 bilhões é composta por recursos do superávit do FNDCT, gerenciada pela Finep, com foco em conteúdo nacional, inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D).

    Pela primeira vez, as cooperativas do setor agrícola terão acesso direto a crédito da Finep para financiar máquinas e equipamentos, implementos e agricultura digital. São exemplos: cultivadores motorizados, tratores, pulverizadores, colheitadeiras, adubadeiras, sementadeiras, entre outros.

    A medida busca ampliar o acesso a máquinas mais modernas e eficientes, capazes de reduzir custos de manutenção, elevar a produtividade no campo e tornar a produção mais sustentável.

    Ao discursar, o vice-presidente ressaltou que as operações terão juros de até 9,2% ao ano, até 12 meses de carência e prazo de até 60 meses para pagamento. “São R$ 14 bilhões sendo lançados. Já pode procurar o sistema bancário”, afirmou Alckmin.

    O Move Brasil para máquinas e implementos agrícolas se soma ao Move Brasil – Caminhões e Ônibus, linha de até R$ 21,2 bilhões já disponível para financiar a renovação da frota de veículos pesados.

    Irrigação com desconto na conta de energia

    Na mesma agenda, o Governo do Brasil anunciou uma nova portaria para flexibilizar os horários de desconto na conta de luz para produtores que usam energia elétrica na irrigação. A medida também vale para aquicultores e quer reduzir custos no campo sem retirar o benefício tarifário.

    Antes, o desconto era aplicado em uma faixa mais restrita, concentrada principalmente no período da noite e da madrugada (22h às 6h). Com a nova regra, o benefício poderá ser usado por 8 horas e 30 minutos por dia, de forma contínua ou fracionada, dentro de uma janela maior: das 21h30 às 17h do dia seguinte.

    Com isso, quem irriga pode organizar melhor o funcionamento dos equipamentos conforme a necessidade da lavoura, em horários como o início da manhã ou à noite. A mudança também ajuda o sistema elétrico a aproveitar melhor a energia disponível ao longo do dia.

    Alckmin destacou que a medida é especialmente importante para regiões irrigadas, como o oeste da Bahia, diante dos efeitos das mudanças climáticas. “Se há 35 anos a irrigação era importante, imagine hoje, com as mudanças climáticas. Quando chove, chove demais; quando faz seca, faz seca demais. E a irrigação é o instrumento mais importante para isso”, ressaltou o vice-presidente.

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também presente ao evento, disse que a portaria moderniza uma política importante para o setor produtivo. “Estamos garantindo mais liberdade para que irrigantes e aquicultores utilizem a energia elétrica nos horários mais adequados à sua produção, sem perder o benefício tarifário”, ressaltou.

    Oeste baiano, nova fronteira

    Na abertura da feira, Alckmin destacou o papel do oeste da Bahia como “epicentro” da tecnologia agrícola nacional. “Essa é a nova fronteira agrícola brasileira, na vanguarda da tecnologia e da produtividade, uma região campeã, com a maior área irrigada do Brasil”, afirmou.

    O vice-presidente também ressaltou o peso do agronegócio nas exportações brasileiras. No ano passado, o setor exportou US$ 169 bilhões e registrou saldo de US$ 149 bilhões na balança comercial. “Isso é fundamental para estabilizar a moeda da nossa economia. Devemos muito isso à abertura de mercado”, disse. Em 2025, o agronegócio brasileiro alcançou a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023.

    Alckmin disse ainda que o governo federal fará “um grande empenho” para reverter a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco. Ele destacou o reconhecimento da China ao Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação e afirmou que, nos Estados Unidos, “a carne está totalmente fora de qualquer tarifa”.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reforçou o peso do setor para a economia brasileira. Segundo ele, o agro responde por 49,5% da pauta de exportações do país, reúne 38 milhões de empregos e foi determinante para o crescimento nacional. “O oeste baiano é uma das maiores histórias de transformação produtiva no Brasil”, afirmou.

    Em sua 20ª edição, o Bahia Farm Show reúne 850 estandes, mais de 500 expositores e 1.400 marcas. Também participaram da abertura o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; o senador Jaques Wagner; e o presidente da ApexBrasil, Laudemir André Müller.

  • Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária

    Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária

    Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária

    O Código Penal Brasileiro passa a incluir nesta segunda-feira (8) o exercício ilegal da medicina veterinária como crime. 

    Pela legislação, aquele que exercer a profissão de médico veterinário sem autorização legal, ainda que de forma gratuita, está sujeito à pena de detenção de seis meses a dois anos.

    A norma modifica o Artigo 282 do Código Penal, que já trata do exercício irregular de profissões da área da saúde, como medicina, odontologia e farmácia. Com a mudança, passa a incluir de forma expressa a medicina veterinária.

    Pena e agravantes

    O texto também estabelece agravantes para situações em que a conduta resulte em consequências mais graves:

  • Em caso de lesão corporal grave ou gravíssima em pessoa, o autor responderá também pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal;
  • Se houver morte, a responsabilização inclui o crime de homicídio;
  • Quando a prática causar lesão ou morte de animal, o infrator também responderá por crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
  • Suspensão profissional

    Comete o mesmo crime o profissional que exercer a atividade durante período de suspensão ou após o cancelamento do registro ou habilitação profissional.

  • PEC no Senado facilita cooptação do Banco Central, dizem economistas

    PEC no Senado facilita cooptação do Banco Central, dizem economistas

    PEC no Senado facilita cooptação do Banco Central, dizem economistas

    A autonomia financeira e orçamentária do Banco Central (BC), prevista em proposta de emenda à Constituição (PEC), em tramitação no Senado, facilita a cooptação pelo setor financeiro da autoridade monetária responsável por regular e fiscalizar a área, além de favorecer a manutenção dos altos juros no Brasil.

    Essa é a avaliação de renomados economistas brasileiros que publicaram nesta semana manifesto contra a PEC 65 de 2023, que está na pauta de votações da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

    “A PEC cria independência seletiva: afasta o BC do controle democrático do Estado (Congresso, Tribunal de Contas da União- TCU, Executivo), mas o mantém estruturalmente poroso às influências do mercado financeiro. Perdem-se os freios dos poderes constituídos e os canais de acesso do setor privado continuam abertos”, diz o manifesto.

    Entre os autores, estão Luiz Carlos Bresser-Pereira, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-ministro da Fazenda; e Luiz Gonzaga Belluzzo, professor de economia da Unicamp e ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda. A lista completa dos signatários pode ser conferida no final desta reportagem.

    O manifesto sustenta que a PEC fragiliza a fiscalização, o controle social e a responsabilização do Banco Central; aumenta a dívida pública; e poderia criar um modelo único no mundo que reúne autonomia financeira e operacional da autoridade monetária.

    Manutenção dos Juros altos

    O manifesto destaca que o dinheiro que seria retiro pelo Banco Central por meio senhoriagem – receita oriunda da criação de moeda- – é fruto das condições macroeconômicas que o BC deve administrar. Isso criaria um possível conflito entre interesse público e o orçamento da instituição.

    “O BC passaria a se beneficiar institucionalmente de condições macroeconômicas que deveria administrar em nome do interesse público, e não de seu próprio orçamento. E como a senhoriagem depende dos juros, o BCB passaria a ter conflito de incentivos em relação à manutenção de juros elevados”, dizem os economistas.

    O Brasil tem hoje as segundas maiores taxas de juros reais do mundo, perdendo apenas para Rússia, país que está em guerra. Os juros altos são o principal motor do crescimento da dívida pública do país. 

    Receita da criação de moeda ficaria com BC

    Em 2021, foi aprovada e sancionada Lei que concedeu ao BC autonomia administrativa e operacional em relação ao governo, mas a instituição segue dependente do Orçamento da União para as atividades que desempenha.

    A PEC 65 ampliaria essa autonomia ao permitir que o BC retenha recursos que obtém por meio da senhoriagem. Essa receita foi de R$ 23,3 bilhões, ao ano, entre 2017 e 2025, enquanto o orçamento do BC foi de R$ 4,8 bilhões, ao ano, no mesmo período.

    “A senhoriagem equivale a cerca de cinco vezes o que o Banco gasta para funcionar. A PEC abre espaço legal para a apropriação patrimonialista da senhoriagem e confere imensa frouxidão fiscal ao BC, que contrasta com o corte dos gastos sociais que é exigido pelo mercado financeiro e pelo presidente do BC [Gabriel Galípolo]”, diz o documento.

    Galípolo e bancos defendem PEC

    A PEC 65 é defendida pela direção do Banco Central, liderada pelo presidente Gabriel Galípolo, que argumenta que a instituição está nos limites dos recursos para cumprir com a missão de fiscalizar e regular o sistema financeiro.

    A PEC também é defendida pelos bancos privados que o BC tem a obrigação de regular e fiscalizar. A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) têm se manifestado favoravelmente à proposta.

    Caso Master

    Os signatários do manifesto contrário à PEC 65 citam o caso da emenda do Banco Master, apresentado a essa proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado pela Polícia Federal (PF) sob a suspeita de ter sido redigida pela instituição de Daniel Vorcaro para ampliar a capacidade de fraude no sistema financeiro.

    “Um BC orçamentariamente autônomo e desvinculado da supervisão parlamentar torna-se, estruturalmente, um regulador mais vulnerável à pressão do setor que regula. Os parágrafos 8º e 9º do novo art. 164 do substitutivo ampliam os mecanismos de socorro financeiro de emergência”, afirmam os economistas.

    Para os especialistas, a PEC deixa o BC mais “vulnerável à interferência política, de lobistas e do setor financeiro sobre a nomeação de diretores e a composição de seu quadro funcional”.

    Fiscalização fragilizada

    Os signatários do manifesto apontam ainda que a proposta desmonta os mecanismos de fiscalização e responsabilização orçamentária, hoje previstos na Lei Orçamentária Anual.

    “A PEC desmonta esses mecanismos sistematicamente — retira o BC da LOA, enfraquece a jurisdição do TCU”, diz o manifesto.

    O texto lembra que o BC aprova, supervisiona e pode socorrer as mesmas instituições que, indiretamente, alimentam seu orçamento. “Essa é a definição clássica de um regulador capturado: um agente concebido para servir ao público, mas cujos incentivos o aproximam sistematicamente dos interesses dos regulados”, completa o documento.

    Para os economistas, a PEC fragiliza os mecanismos de controle social do Banco Central ao retirar o orçamento da instituição da LOA, reduzindo “a capacidade de supervisão efetiva do Congresso, do TCU e da sociedade sobre decisões com amplo impacto macroeconômico”.

    Dívida Pública

    Os economistas lembram que a medida aumenta a dívida pública do governo ao retirar receitas do Tesouro Nacional, que passariam a ser controlas pelo Banco Central.

    “Com a PEC, a senhoriagem [receita oriunda da emissão de moedas] deixaria de abater a dívida, porque seria entendida como ‘receita própria’ do BC sem obrigatoriedade de transferência para o Estado brasileiro.”

    Caso único

    Os economistas que subscrevem o manifesto refutam a justificativa apresentada pelo relator, senador Plínio Valério (PSDB-MA), de que a PEC se alinha as melhores práticas internacionais.

    “Nenhum dos principais bancos centrais do mundo possui a combinação de autonomia financeira, isenção orçamentária e blindagem parlamentar que a PEC pretende criar”, diz o documento, que descreve os casos dos BCs dos Estados Unidos (EUA), Reino Unido, Zona do Euro e Japão.

    Signatários

  • ⁠Luiz Carlos Bresser-Pereira – FGV, ex-Ministro da Fazenda
  • ⁠Luiz Gonzaga Belluzzo – Unicamp, ex-Secretário de política econômica do Ministério da Fazenda
  • ⁠Flavia Dantas – SUNY – Cortland
  • ⁠Pedro Paulo Zahluth Bastos  – Unicamp
  • ⁠Élida Graziane  – FGV e Procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo
  • ⁠Paulo Nogueira Batista Jr.  – Economista
  • ⁠Leda Paulani – USP
  • ⁠Ladislau Dowbor – PUC-SP
  • ⁠Maria de Lourdes Rollemberg Mollo – UNB
  • ⁠Haroldo Silva- Presidente do Corecon – SP
  • ⁠Isabel Busato – UFRJ
  • André Modenesi – UFRJ
  • ⁠Lena Lavinas – UFRJ
  • ⁠Luiz Fernando de Paula – UFRJ
  • ⁠Vanessa Petrelli Corrêa  – UFU
  • ⁠Carlos Aguiar de Medeiros – UFRJ
  • ⁠Rosa Maria Marques  – PUC-SP
  • Simone Deos – Unicamp
  • ⁠Antônio Prado – Vice-Presidente do Corecon – SP
  • ⁠Adriana Amado – UNB
  • ⁠Pedro Rossi – Unicamp
  •  ⁠Gilberto Bercovicci – USP
  •  ⁠Larissa Naves de Deus Dornelas – UFPR
  •  ⁠Marco Antônio Rocha – Unicamp
  •  ⁠Juliane Furno – UFF
  • CMM busca mais segurança a crianças e adolescentes no esporte

    CMM busca mais segurança a crianças e adolescentes no esporte

    CMM busca mais segurança a crianças e adolescentes no esporte

    A criação da Frente Parlamentar em Defesa do Esporte Seguro e a proposta de instituição do Selo Esporte Seguro, ambas de autoria do vereador Mitoso (MDB), ganharam destaque durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (2 de junho). As iniciativas visam fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no ambiente esportivo. Além do tema, os parlamentares também debateram o combate à violência sexual, a ampliação de mecanismos de proteção às vítimas e melhorias no atendimento à pessoa obesa.

    Na tribuna do Plenário Adriano Jorge, o parlamentar destacou denúncias envolvendo casos de violência contra crianças e jovens no ambiente esportivo. Durante o pronunciamento, Mitoso (MDB) apresentou um Projeto de Resolução para a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Esporte Seguro, além da proposta de criação do Selo Esporte Seguro, e solicitou apoio dos demais vereadores para a iniciativa.

    Segundo o parlamentar, a proposta busca reunir esforços do Poder Legislativo para combater crimes praticados contra crianças e adolescentes em espaços esportivos e incentivar ambientes mais seguros para a prática esportiva.

    “Queremos criar uma Frente Parlamentar de combate a esse crime e também um selo que identifique espaços esportivos seguros. Assim, pais e responsáveis terão a certeza de que estão deixando seus filhos em ambientes com profissionais qualificados e comprometidos com a proteção das crianças”, destacou.

    Combate à violência sexual e apoio às vítimas

    O vereador Ivo Neto (Democrata) chamou a atenção para os casos de abuso sexual e para a necessidade de ampliar as ações de acolhimento e proteção às vítimas. Durante o discurso, o parlamentar defendeu a investigação rigorosa das denúncias e o combate à impunidade.

    “Espero que todas as denúncias possam ser apuradas e rigorosamente investigadas. Que a Justiça cumpra o seu papel e que as vítimas recebam todo o apoio necessário. Crime sexual não pode ter tolerância, não pode ter silêncio e não pode ter impunidade”, afirmou.

    Políticas públicas para a saúde da pessoa obesa

    O vereador Gilmar Nascimento (Avante) utilizou a tribuna para defender políticas públicas voltadas à saúde da pessoa obesa. O parlamentar destacou o Projeto de Lei nº 353/2022, de sua autoria, que institui políticas públicas de apoio às pessoas obesas no município de Manaus, além do Projeto de Lei nº 262/2024, que trata da adequação dos serviços públicos para atender esse público.

    Durante o pronunciamento, Gilmar Nascimento ressaltou as dificuldades enfrentadas por pessoas obesas no acesso ao tratamento adequado na rede pública de saúde.

    “Não há medicamentos para pessoas obesas. Não há medicamentos para o tratamento. É um medicamento caro. Os obesos não têm ambulância adequada, não têm leito adequado para receber um tratamento apropriado e não têm acesso a equipamentos compatíveis, como máquinas de ressonância magnética”, afirmou o vereador.

  • Redução de chumbo em tintas segue para sanção

    Redução de chumbo em tintas segue para sanção

    Redução de chumbo em tintas segue para sanção

    O projeto que reduz o limite permitido de chumbo em tintas e em materiais similares de revestimento de superfícies foi aprovado em Plenário nesta terça-feira (2). O PL 3.428/2023, da Câmara dos Deputados, teve parecer favorável do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE), e segue para sanção presidencial.

    O texto aprovado estabelece regras mais rígidas para o uso de chumbo, alinhando o Brasil aos padrões internacionais de proteção à saúde. A lei em vigor (Lei 11.762, de 2008) permite um conteúdo de chumbo em tintas imobiliárias, de uso infantil e escolar, vernizes e materiais de revestimento de no máximo 0,06% (600 partes por milhão – ppm) em peso. O novo limite será de 0,009%  (90 ppm), com exceções para tintas de uso industrial ou marítimo, como as usadas para evitar ferrugem ou a fixação de organismos em navios. Nesses casos, a concentração máxima permitida será de 600 ppm.

    A proposição define responsabilidades de fabricantes e importadores e estabelece penalidades a quem descumprir as regras, como notificação, produto apreendido ou multa com valor equivalente ao da mercadoria apreendida.

    Laércio destaca a importância do projeto, já que o chumbo é tóxico e as pessoas podem ser expostas a ele por meio da inalação ou ingestão de poeira decorrente da degradação de tintas aplicadas em paredes, janelas ou em escolas. Segundo ele, essa exposição pode comprometer o neurodesenvolvimento, afetar o crescimento e causar efeitos hematológicos, renais e cardiovasculares.

    “A proposição reduz uma fonte evitável de exposição a metal tóxico, protege crianças, gestantes e demais grupos vulneráveis, fortalece a prevenção de agravos e atualiza o regime legal brasileiro em conformidade com parâmetros sanitários mais protetivos”, ressalta o senador.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    Fonte: Agência Senado

  • PL receberá maior fatia do fundo eleitoral para campanhas do TSE

    PL receberá maior fatia do fundo eleitoral para campanhas do TSE

    PL receberá maior fatia do fundo eleitoral para campanhas do TSE

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta-feira (3) que serão distribuídos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para os 30 partidos que vão disputar as eleições de outubro.

    O PL vai receber R$ 881 milhões e será a legenda com a maior fatia do fundo. Em segundo lugar, está o PT, que receberá R$ 615 milhões. Em seguida, aparece o União, com R$ 526 milhões. As três legendas vão receber cerca de 40% dos recursos. 

    O repasse dos recursos está previsto na Lei das Eleições e leva em conta a divisão igualitária entre todos os partidos registrados no TSE, que levam 2% do total, mais 35% em relação aos votos obtidos na Câmara dos Deputados, mais 48% conforme o tamanho da bancada na Câmara (fusões e incorporações), além da cota de 15% pela bancada no Senado.

    >> Saiba os valores recebidos por partido

    O Fundo Eleitoral é repassado aos partidos em anos de eleições. O repasse foi criado pelo Congresso em 2017 após a decisão do Supremo, que, em 2015, proibiu o financiamento das campanhas por empresas privadas.

    Além do Fundo Eleitoral, os partidos também contam com o Fundo Partidário, que é distribuído anualmente para manutenção das atividades administrativas.

  • Criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais da PMAM é aprovada na Aleam

    Criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais da PMAM é aprovada na Aleam

    Criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais da PMAM é aprovada na Aleam

    ‘A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, na terça-feira (02/06), o Projeto de Lei nº 345/2026, que altera a Lei nº 3.514, de 8 de junho de 2010, responsável pela organização básica da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). A proposta transforma a atual Companhia de Operações Especiais (COE) em Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), fortalecendo a estrutura da tropa especializada da corporação.

    A medida representa mais um avanço no fortalecimento da segurança pública do estado e amplia a capacidade operacional da unidade responsável por atuar em ocorrências de alta complexidade, combate ao crime organizado e operações especiais.

    Operações especiais

    A Companhia de Operações Especiais é a unidade de elite da Polícia Militar do Amazonas, empregada em ocorrências de altíssimo risco que excedem a capacidade operacional das demais unidades da corporação. Entre suas atribuições estão o combate ao crime organizado, o gerenciamento de crises com reféns, operações em áreas urbanas e de selva, além de ações terrestres, aéreas e fluviais.

    Os policiais militares que integram a unidade são conhecidos como “caveiras”, denominação tradicional das tropas de operações especiais. Eles passam por rigorosos cursos de formação e treinamento especializado para atuar em missões de alta complexidade, sempre com foco na preservação da vida e na restauração da ordem pública.

    Atualmente, a COE conta com cerca de 70 policiais militares especializados, efetivo que passará a integrar a nova estrutura do Bope. Com a transformação em batalhão, a unidade terá maior autonomia administrativa, ampliação da capacidade operacional e melhores condições para receber investimentos em efetivo, equipamentos e qualificação profissional.

    A mudança fortalece institucionalmente a tropa especializada da PMAM, permitindo a ampliação de sua estrutura e de sua capacidade de resposta em operações de alta complexidade em todo o Amazonas.

    A criação do Bope reforça o compromisso do Governo do Amazonas e da Polícia Militar do Amazonas com o aprimoramento contínuo das ações de combate à criminalidade, garantindo uma atuação cada vez mais especializada e eficiente em defesa da população.

  • Comissão aprova criação de programa de proteção patrimonial para idosos

    Comissão aprova criação de programa de proteção patrimonial para idosos

    Comissão aprova criação de programa de proteção patrimonial para idosos

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria o Programa Nacional de Proteção Patrimonial da Pessoa Idosa (Protege+).

    O objetivo é prevenir, identificar e combater fraudes financeiras, golpes digitais e abusos patrimoniais contra pessoas idosas.

    Entre as diretrizes do programa estão:

  • promover a segurança econômica e financeira da população 60+;
  • estimular a cooperação entre órgãos públicos e instituições financeiras para evitar golpes contra idosos;
  • fortalecer a educação financeira e digital da população idosa; e
  • garantir a dignidade, a autonomia e a proteção integral das pessoas idosas.
  • O Protege+ prevê a criação de:

  • um sistema nacional unificado de denúncias de fraudes e golpes contra idosos; e
  • núcleos municipais de proteção patrimonial da pessoa idosa, articulados com conselhos municipais dos direitos da pessoa idosa.
  • Prevenção
    A proposta também cria um sistema de prevenção de fraudes financeiras e patrimoniais baseado na integração de dados e no compartilhamento de informações entre órgãos públicos e entidades privadas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    O sistema reunirá instituições financeiras, cooperativas de crédito, instituições de pagamento, correspondentes bancários, cartórios de notas e outras entidades que prestam serviços relacionados a operações financeiras e patrimoniais.

    Essas entidades deverão:

  • fornecer dados para a identificação de operações suspeitas;
  • integrar o sistema nacional de alertas e denúncias; e
  • implementar alertas automáticos para transações atípicas ou de alto risco.
  • Sanções
    As instituições que descumprirem as regras do programa estarão sujeitas a advertência, multa administrativa e suspensão temporária de produtos ou serviços destinados ao público idoso, sem prejuízo de sanções civis e penais.

    Parecer aprovado
    A comissão aprovou a versão apresentada pelo relator, deputado Weliton Prado (PSD-MG), para o Projeto de Lei 6380/25, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM).

    A proposta original detalhava o órgão responsável pela implementação do programa e os órgãos que colaborariam com a iniciativa.

    O substitutivo aprovado não entra nesse mérito e insere o Protege+ na Política Nacional do Idoso, em vez de criar uma lei específica.

    “A incorporação do programa à legislação já existente evita a dispersão legislativa e facilita a aplicação das normas de proteção aos idosos”, afirmou Weliton Prado.

    Próximos passos
    A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

     

     

     

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

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