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  • Irmão confessa ter planejado assalto que terminou com casal morto em Manaus

    Irmão confessa ter planejado assalto que terminou com casal morto em Manaus

    Manaus –  Pedro Henrique da Silva Fernandes, irmão de Maurício Medeiros do Santos, confessou à polícia que foi ele quem planejou e participou do roubo seguido de morte contra o próprio irmão. Maurício foi encontrado morto junto com a namorada, Letícia Rikaely Guimarães da Cruz, dentro de uma casa na madrugada desta terça-feira (8), na avenida das Oliveiras, bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus. Pedro foi preso com outros dois homens no município de Bonfim, em Roraima, na fronteira com a Guiana.

    Além de Pedro, foram presos também Leonardo Neves e Juan Pereira.  Segundo informações do delegado da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Adenor Porto, Pedro disse que revelou aos comparsas que o irmão, Maurício, tinha dentro de casa uma quantia de cerca de R$ 40 mil a R$ 45 mil. A vítima trabalhava com compra e venda de veículos.

    A partir da informação sobre a quantia guardada por Maurício, o trio planejou invadir a casa da vítima. Os suspeitos estavam usando balaclavas, amarraram Maurício e Letícia e iniciaram sessões de tortura contra eles.O delegado informou que Leonardo contou à polícia que Maurício conseguiu identificar que o irmão, Pedro, era um dos suspeitos. Ao ser identificado, Pedro teria determinado que o irmão fosse morto.

    A localização dos corpos ocorreu após a mãe de Letícia procurar pela jovem, que havia saído no sábado à noite para jantar com o namorado e não retornou. Ao ir até a casa de Maurício, a mulher avistou o corpo dele pelo portão e acionou a polícia.

    Durante a inspeção no imóvel, os agentes também encontraram o corpo de Letícia. Conforme o laudo do Instituto Médico Legal (IML), as mortes foram causadas por choque hemorrágico, esgorjamento e ferimentos provocados por arma branca.

    Após constatar o crime, a polícia iniciou buscas ao identificar que o veículo do casal havia seguido rumo à fronteira. Durante a prisão em Bonfim, as equipes apreenderam dinheiro, celulares, relógios e outros pertences das vítimas, incluindo um iPhone 13 e uma caminhonete.

    Os suspeitos foram conduzidos à base da Guarda Municipal e, em seguida, apresentados à Polícia Civil.

  • Criada há 30 anos, cota de candidaturas femininas ainda não levou à igualdade

    Criada há 30 anos, cota de candidaturas femininas ainda não levou à igualdade

    Há 30 anos, os partidos políticos passaram a ter de reservar às mulheres parte das candidaturas nas eleições proporcionais. Desde então, a presença feminina nas disputas eleitorais aumentou de forma significativa. O crescimento no número de eleitas, porém, não avançou na mesma proporção.

    Aplicada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, a chamada cota de gênero foi criada para ampliar a participação feminina na política. Atualmente, exige que nenhum dos gêneros tenha menos de 30% das candidaturas a deputado ou deputada e a vereador ou vereadora.

    Em 1994, antes da adoção da medida, 188 mulheres concorreram a deputada federal em todo o país, o equivalente a 6,2% das candidaturas. Em 2022, foram 3.717, ou 35% do total, uma proporção cinco vezes maior. Entre os eleitos e eleitas, a participação feminina passou de 7,4% para apenas 17,7% no mesmo período, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    A primeira regra foi criada pela Lei 9.100, de 1995, que estabeleceu uma cota mínima de 20% de candidaturas femininas para as eleições municipais de 1996. Nos anos seguintes, a legislação foi ampliada e ganhou novos mecanismos para tornar a participação das mulheres mais efetiva.

    Arlindo Fernandes, consultor legislativo do Senado, explica que, se um partido não tiver candidaturas suficientes de um dos gêneros, terá de reduzir também as do outro para preservar a proporção determinada pela legislação.

    — Com essa lógica e com esse entendimento, se realiza materialmente a ideia de que o mínimo de 30% das candidaturas será feminino — diz.

    Mudanças na legislação

    A Lei Geral das Eleições, de 1997, ampliou a política de gênero para as disputas proporcionais estaduais e federais. Para as eleições de 1998, a lei estabeleceu uma regra de transição, com mínimo de 25% das candidaturas para cada sexo. A partir de 2002, passou a valer o piso de 30% previsto na Lei das Eleições.

    Outra mudança importante ocorreu em 2009. Até então, a lei determinava que os partidos apenas reservassem o percentual mínimo. A nova redação passou a exigir que eles efetivamente preenchessem pelo menos 30% das candidaturas com pessoas de cada gênero.

    A regra foi aplicada pela primeira vez nas eleições gerais de 2010. Vale para deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador. Não se aplica às eleições para presidente da República, governador, prefeito e senador.

    Salto nas candidaturas

    O salto mais expressivo no número de candidaturas ocorreu entre 2006 e 2010, primeira eleição geral depois da mudança que passou a exigir o preenchimento da cota. O número de candidatas praticamente dobrou, de 666 em 2006 para 1.335 em 2010. A participação feminina subiu de 12,6% para 22,2%.

    Ainda assim, o percentual de 30% de candidaturas femininas a deputada federal só foi superado em 2014, quando 2.270 mulheres disputaram o cargo, ou 31,8% do total.

    — Essas conquistas não são apenas conquistas femininas. São parte do processo democrático no Brasil, um verdadeiro avanço civilizatório — avalia o consultor legislativo Fernandes.

    Crescimento lento

    O aumento das candidaturas não se refletiu na mesma velocidade entre as mulheres eleitas. Em 2022, elas representaram quase 35% das candidaturas a deputado e deputada federal, mas apenas 17,7% das eleitas, ou 91 das 513 cadeiras.

    Foi, ainda assim, um grande avanço em relação a 1998, quando, apesar da mudança na lei criando a cota de candidaturas, o número de deputadas federais eleitas caiu, única redução nos últimos 30 anos: apenas 29, contra 38 em 1994.

    Depois disso, houve um crescimento gradual. O avanço mais expressivo ocorreu de 2014 para 2018, quando o número de deputadas eleitas saltou de 51 para 77, ou 15% do total — aumento de pouco mais de 50% em relação à eleição anterior.

    Recursos de campanha

    A legislação também passou a assegurar que as candidatas possam disputar as eleições em condições de igualdade. Atualmente, pelo menos 30% dos recursos destinados às campanhas e do tempo de propaganda eleitoral gratuita devem ir para as candidaturas femininas, observada a proporção de mulheres apresentadas pelo partido.

    O consultor legislativo Arlindo Fernandes lembra que a ampliação da política de cotas passou pela busca de condições materiais para as candidaturas.

    — Se nós temos 30% das candidaturas, nós queremos 30% dos recursos — resume.

    Punição à fraude

    A Justiça Eleitoral também pune candidaturas fictícias, apresentadas apenas para cumprir formalmente a cota. Entre os elementos que podem indicar fraude estão votação zerada ou inexpressiva, ausência de movimentação financeira relevante e falta de atos efetivos de campanha.

    As consequências podem atingir toda a lista proporcional, com cassação de diplomas, anulação dos votos e novo cálculo para a distribuição das vagas. A inelegibilidade pode atingir quem participou da fraude.

    — No limite, pode acontecer, e já aconteceu, de ser eliminada toda a lista do partido — ressalta o consultor Fernandes.

    A legislação também passou a combater a violência política contra as mulheres. A Lei 14.192, de 2021, prevê punições para atos destinados a impedir ou dificultar o exercício dos direitos políticos de candidatas e detentoras de mandato.

    Com informações da Agência Senado

  • Suspeitos de matar casal em Manaus são presos na fronteira com a Guiana

    Suspeitos de matar casal em Manaus são presos na fronteira com a Guiana

    A polícia prendeu três homens, de 28, 20 e 22 anos, suspeitos de envolvimento no latrocínio que terminou com a morte de um casal em Manaus, nessa terça-feira (8). As autoridades capturaram os envolvidos em Bonfim, em Roraima, próximo à fronteira com a Guiana, após rastrearem o veículo usado na fuga depois do crime.

    Os suspeitos estavam numa Chevrolet Montana 2023, que pertencia às vítimas. Durante a abordagem, os agentes também encontraram dinheiro, celulares, relógios e outros objetos. Entre os materiais apreendidos estava um iPhone 13, apontado como pertencente a uma das vítimas.

    A operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Guarda Civil Municipal de Fronteira de Bonfim, Polícia Militar de Roraima, polícias civis do Amazonas e de Roraima, além de forças de segurança de Lethem, na Guiana.

    Um dos presos é irmão de uma das vítimas e, conforme as informações policiais, já possui passagem pelo sistema prisional por homicídio. Ele negou envolvimento na morte do familiar.

    Após a prisão, os policiais encaminharam os suspeitos, inicialmente, para a base da Guarda Municipal de Fronteira. Posteriormente, eles os apresentaram à Polícia Civil, que aprofundará as investigações para definir a participação individual de cada suspeito.

    A localização do grupo ocorreu depois que a PRF identificou a Montana seguindo em direção a Bonfim, na região de fronteira. Consequentemente, os investigadores compartilharam a informação com outras forças de segurança, que passaram a acompanhar o trajeto do veículo.

    Com o cerco montado na região, houve a interceptação antes de conseguirem prosseguir com a fuga para a fronteira.

    A investigação agora busca esclarecer como o crime foi planejado, qual foi a participação de cada um dos presos, além de identificar a motivação e verificar se outras pessoas tiveram envolvimento no caso.

    Morte do casal

    O duplo homicídio ocorreu na madrugada dessa terça-feira (8). Na ocasião, a mãe de Letícia Rikaely Guimarães da Cruz, de 19 anos, foi até a residência após a filha deixar de responder as mensagens. Em seguida, encontrou a jovem e o companheiro dela, Maurício Medeiros dos Santos, de 36 anos, mortos dentro de uma residência no bairro Novo Israel, zona norte de Manaus.

    De acordo com o registro policial, a jovem saiu de casa na noite do último sábado (5) para jantar com o namorado e, desde então, não respondeu mais.

    As circunstâncias das mortes e a possível dinâmica do latrocínio ainda são investigadas pela Polícia Civil. A apuração deverá apontar o que aconteceu dentro da residência, esclarecer a participação dos três homens presos e verificar a existência de outros suspeitos.

  • Manaus amanhece com fumaça e qualidade do ar fica ruim em bairros

    Manaus amanhece com fumaça e qualidade do ar fica ruim em bairros

    Manaus voltou a amanhecer coberta por fumaça nesta quarta-feira (9). Nas primeiras horas do dia, moradores de diferentes pontos da capital relataram forte cheiro de queimado e presença de fumaça no ar.

    Por volta das 8h, dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) indicavam qualidade do ar classificada como ruim em alguns bairros. Chapada registrava 53,9 µg/m³ de PM2.5, enquanto Compensa apresentava 51,6 µg/m³ e Armando Mendes, 55,6 µg/m³.

    Em outras áreas de Manaus, a qualidade do ar aparecia na classificação moderada.

    Queimadas em outros estados

    O cenário ocorre durante o período de estiagem no Amazonas, quando as condições de tempo mais seco e as altas temperaturas podem favorecer a ocorrência e a propagação de incêndios.

    Segundo pesquisadores, porém, a fumaça que atinge Manaus estaria relacionada principalmente a queimadas registradas no Sul do Amazonas, Sul de Rondônia e Norte de Mato Grosso.

    As partículas produzidas pelos incêndios podem ser transportadas por correntes de vento e alcançar a capital amazonense, provocando a piora temporária da qualidade do ar.

  • Lula pede quebra completa de sigilo do caso Master “doa a quem doer”

    Lula pede quebra completa de sigilo do caso Master “doa a quem doer”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), a “quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”. Lula classificou a investigação como “o maior crime financeiro da história do Brasil”. A fala do presidente ocorre em meio a uma grave crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo decisões relacionadas às investigações do caso Master e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    Em publicação nas redes sociais, Lula pediu que a medida seja tomada de forma “urgente”.

    “O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, afirmou.

    O presidente cobrou transparência e criticou vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. Ele argumentou que a quebra do sigilo das investigações deve ser completa, “seja quem for, doa a quem doer”.

    “O Brasil precisa saber a verdade”, encerra a nota.

    Entenda a crise

    A crise no Supremo veio à tona com a retirada do sigilo, pelo ministro André Mendonça, de relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator e que tem como alvo a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro.

    No material divulgado constam 52 mensagens que os investigadores do caso dizem terem sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra proximidade com o ministro e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

    Até o momento, Moraes nega qualquer contato com o ex-banqueiro. Após divulgação do material, o ministro tornou público um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual Mendonça que sugere direcionamento contra desafetos políticos na condução do caso Master.

  • Autismo: médica lista estratégias que ajudam no atendimento a crianças

    Autismo: médica lista estratégias que ajudam no atendimento a crianças

    Hipersensibilidade sensorial, intolerância à quebra de rotina, baixa adesão ao tratamento domiciliar, incluindo rejeição severa ao uso de óculos e tampão de olho. Essas são algumas barreiras no atendimento oftalmológico associadas ao atendimento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA).

    A oftalmologista Raíra Fortuna destaca que cerca de 40% das crianças com TEA apresentam transtornos de ansiedade associados ao quadro, enquanto menos de 4% dos médicos especialistas relatam ter recebido algum tipo de capacitação para atender pacientes no espectro.

    Para Raíra, boa parte do que seria popularmente considerado mau comportamento durante o atendimento oftalmológico de crianças com TEA, na realidade, reflete confusão ou sobrecarga, não necessariamente oposição.

    “É a manifestação do autismo em um ambiente pouco adaptado”, diz.

    A consequência direta é a dificuldade ou mesmo a impossibilidade de completar o exame oftalmológico, essencial para manter a saúde ocular da criança em dia.

    Estudos mostram, por exemplo, que a prevalência de estrabismo em crianças com TEA gira em torno de 41% contra 3% em crianças com desenvolvimento típico.

    Por isso, segundo a especialista, vale a pena se esforçar para atender melhor crianças que estão no espectro.

    Durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que acontece até sábado (12), em Salvador, ela citou o caminho para uma consulta oftalmológica mais tranquila e eficaz, no caso de crianças com TEA:

  • preparação: a consulta começa antes da chegada do paciente, com agendamento inteligente (melhor horário do dia para garantir menos tempo de espera e ambiente mais tranquilo), questionário pré-consulta (coletar dados sobre perfil sensorial, nível de comunicação e interesses e gatilhos conceitos da criança) e fornecer previsibilidade (enviar aos pais vídeos curtos mostrando o consultório e os equipamentos).
  • adaptação: a proposta é reduzir a sobrecarga sensorial, oferecendo, por exemplo, uma sala de espera mais calma ou a opção de aguardar fora da sala; minimizando sons desnecessários e permitindo o uso de fones de ouvido; reduzindo a intensidade das luzes e evitando o uso de luzes fluorescentes; e permitindo que a criança traga objetos de conforto (brinquedos sensoriais ou objetos familiares).
  • execução: com frases curtas e objetivas, explicar o que vai ser feito; mostrar à criança os equipamentos a serem utilizados; garantir tempo de processamento das informações pelo paciente; começar por exames que demandam maior concentração; oferecer escolhas à criança (qual olho testar primeiro, por exemplo); permitir intervalos entre os procedimentos; e avisar antes de tocar a criança, evitando contato físico inesperado.
    “Quando o exame não funciona, talvez o problema esteja nas formas como estamos examinando”, avalia a médica, reforçando que toda a equipe do consultório deve ser capacitada para atender pacientes com TEA.
  • Ela ressalta ainda que preparar o ambiente, os materiais e as estratégias são investimentos que valem a pena.

  • RD Congo precisa de mais 5 mil profissionais de saúde para conter crise de ebola

    RD Congo precisa de mais 5 mil profissionais de saúde para conter crise de ebola

    O surto de ebola continua se expandindo na República Democrática do Congo, RD Congo, com 6 mil casos confirmados e 3.175 mortes relatadas.

    No início da crise, a maior parte dos pacientes estava concentrada na província de Bunia, mas agora a doença se espalhou pela nação africana.

    Necessidade por 1,6 mil leitos adicionais

    Para tentar frear o avanço do vírus bundibugyo, já foram estabelecidos 59 centros de tratamento, com 1,4 mil leitos.

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, que apoia os esforços, afirma que ainda são necessários outros 1,6 mil leitos para atender às crescentes
    necessidades.

    Segundo a agência, cerca de 4 mil profissionais de saúde estão trabalhando nos centros de tratamento existentes, mas ainda é necessário contratar mais 5 mil.

    As unidades de atendimento podem ser construídas rapidamente, mas a contratação, o treinamento e o suporte de novos funcionários demandam tempo.

    De acordo com a OMS, administrar um centro de tratamento com 50 leitos custa cerca de US$ 500 mil por mês.

    Pedido de US$ 1,3 bilhão para os próximos seis meses

    Na última sexta-feira, o Governo da RD Congo, em parceria com a OMS, o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças e outras entidades, lançou um plano multissetorial revisado de resposta ao ebola, que requer US$ 1,3 bilhão para os próximos seis meses.

    O plano prevê uma ampla expansão das atividades de vigilância, rastreamento de contatos, tratamento, engajamento comunitário e preparação.

    Em um país afetado por grandes necessidades humanitárias, o desafio não é apenas encontrar profissionais de saúde para serem treinados, mas também garantir a continuidade dos serviços essenciais para outras doenças.

    Epicentro da epidemia também sofre com insegurança alimentar

    A região leste da RD Congo é instável há muitos anos. O diretor do Programa Mundial de Alimentos, WFP, no país visitou a província de Ituri, o epicentro do surto, e constatou como anos de conflitos, deslocamentos e falta de acesso a alimentos afetaram as comunidades locais.

    David Stevenson afirmou que a assistência alimentar deve ser parte integrante da resposta à doença.

    Ele explicou que Ituri é um local onde mais de 500 mil pessoas enfrentam níveis de fome e insegurança alimentar classificados como nível 4, apenas um degrau abaixo da mortalidade por inanição. Portanto, as necessidades são críticas, justamente no local considerado o epicentro da epidemia.

    As necessidades humanitárias em todo o país continuam imensas. O Plano de Resposta Humanitária, orçado em US$ 2,1 bilhões, conta com financiamento de apenas cerca de metade desse valor.

    A RD Congo já enfrentou o ebola 17 vezes desde que o vírus foi descoberto, há cerca de 50 anos.

  • Prefeitura de Manaus supera 1 milhão de metros quadrados licenciados e cresce 77% em 2026

    Prefeitura de Manaus supera 1 milhão de metros quadrados licenciados e cresce 77% em 2026

    Enquanto a construção civil brasileira enfrenta um cenário de desaceleração, com retração de 0,4% no segundo trimestre de 2026, Manaus apresenta um movimento positivo na abertura de novas frentes para o setor. De janeiro a agosto deste ano, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), já licenciou mais de 1 milhão de metros quadrados para novos empreendimentos, negócios e construções, resultado 77% superior aos 596,2 mil metros quadrados registrados no mesmo período de 2025.

    Somente em agosto, foram licenciados mais de 75 mil metros quadrados, com a emissão de 85 novos alvarás de construção. No acumulado do ano, o Implurb contabiliza ainda 511 certidões, contra 506 no mesmo período anterior, uma alta de 1%.

    O desempenho de Manaus ocorre em um momento em que os dados nacionais apontam perda de ritmo da atividade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a construção recuou 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores. Apesar disso, o setor ainda acumula crescimento de 1,1% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a projeção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) é de avanço de 1,2% para o ano.

    Para o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, os números do licenciamento em Manaus demonstram que, mesmo diante de um ambiente econômico mais cauteloso, existe movimento de investimentos e novos projetos na capital.

    “O que esses números mostram é que Manaus continua sendo uma cidade que gera oportunidades e atrai novos investimentos. Enquanto o cenário nacional exige cautela do setor da construção, aqui temos mais de 1 milhão de metros quadrados licenciados em oito meses, um crescimento de 77%. Cada novo projeto representa investimento, empregos, circulação de recursos e novos negócios. O papel do poder público é criar um ambiente urbano organizado, previsível e eficiente para que esses investimentos possam acontecer e contribuir para o desenvolvimento da cidade”, ressaltou Peixoto.

    O resultado também amplia o histórico de atuação da autarquia no licenciamento de novas construções. De janeiro de 2021 a agosto de 2026, durante a atual gestão, foram emitidos 4.837 alvarás de construção, correspondentes a mais de 6,7 milhões de metros quadrados licenciados.

    Novos empreendimentos

    O alvará de construção é um dos principais instrumentos para a regularização e o acompanhamento de novas obras na cidade. A autorização permite que os projetos sejam executados de acordo com os parâmetros urbanísticos estabelecidos pela legislação municipal.

    Os mais de 1 milhão de metros quadrados licenciados em 2026 abrangem diferentes tipos de empreendimentos e representam novas áreas destinadas à construção, expansão de negócios e implantação de projetos em Manaus.

    Além do volume de área licenciada, a quantidade de alvarás emitidos demonstra a movimentação do mercado e a continuidade da procura pelos serviços de licenciamento urbanístico da prefeitura.

  • Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo

    Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo

    Após a recente disparada no preço internacional do petróleo, o governo federal ampliou nesta quarta-feira (9) as medidas para conter a alta dos combustíveis no Brasil. As novas ações reduzem em R$ 0,63 por litro os tributos sobre a gasolina e autorizam uma subvenção inicial de R$ 1 por litro de diesel.

    As medidas foram anunciadas por meio de um decreto e de uma medida provisória assinados nesta quarta. A estratégia substitui e amplia a política de subsídios adotada anteriormente para tentar reduzir o impacto da disparada das cotações internacionais sobre os preços domésticos.

    Principais medidas:

  • Gasolina: redução de R$ 0,63 por litro em PIS/Pasep e Cofins;
  • Etanol hidratado: alíquotas de PIS/Pasep e Cofins zeradas;
  • Diesel: subvenção inicial de R$ 1 por litro, com valor ajustável;
  • Prazo da redução para gasolina e etanol: de 10 de setembro a 5 de outubro;
  • Diesel: mecanismo poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme o mercado.
  • Nova subvenção ao diesel

    A medida provisória assinada pelo governo autoriza a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário enquanto persistir a instabilidade na oferta de combustíveis relacionada aos conflitos geopolíticos.

    O desconto será aplicado diretamente ao preço de venda do combustível. Os agentes que aderirem ao programa deverão registrar o abatimento na nota fiscal.

    O valor inicial da subvenção será de R$ 1 por litro, mas poderá ser modificado pelo Ministério da Fazenda, de acordo com as condições do mercado e a disponibilidade de recursos.

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficará responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da subvenção.

    A medida considera ainda a dependência brasileira de importações. Segundo o governo, mais de 25% do diesel consumido no país é importado, o que aumenta a exposição do mercado doméstico às oscilações internacionais.

    Corte na gasolina

    Para a gasolina, o governo optou por reduzir a carga tributária. De 10 de setembro a 5 de outubro, as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a importação e a comercialização do combustível e de suas correntes, com exceção da gasolina de aviação, serão reduzidas.

    A diminuição dos tributos será de R$ 0,63 por litro. Com a mudança, a carga tributária total sobre a gasolina passa a R$ 0,16 por litro.

    A nova medida substitui e amplia os efeitos da subvenção de R$ 0,44 por litro prevista anteriormente para a gasolina, cuja vigência termina nesta quarta-feira.

    Para o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins. A redução equivale a R$ 0,19 por litro.

    Pressão internacional

    As novas medidas foram adotadas em meio à permanência da volatilidade no mercado internacional de petróleo.

    O governo afirma que o petróleo Brent voltou à faixa de US$ 100 por barril, em nível superior ao observado antes do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A alta das cotações aumenta os custos de produção, refino e importação de combustíveis.

    Outro fator de preocupação é o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Antes da escalada dos conflitos, cerca de 20% do petróleo mundial passava pela região.

    Segundo o governo, o objetivo das medidas é amortecer temporariamente os efeitos desse cenário sobre os preços domésticos.

    Crédito de R$ 6,6 bilhões

    Para financiar a política de subvenção, o governo federal também abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões, por meio da Medida Provisória (MP) 1.389, publicada nesta quarta no Diário Oficial da União.

    A maior parte do dinheiro será destinada ao diesel:

  • R$ 5,607 bilhões para a subvenção à produção e à importação de diesel de uso rodoviário;
  • R$ 998 milhões para a subvenção à produção e à importação de combustíveis derivados de petróleo.
  • Os recursos serão executados pelo Ministério de Minas e Energia, e a ANP ficará responsável pela operacionalização dos pagamentos.

    Os créditos extraordinários permitem a utilização imediata dos recursos para cobrir gastos emergenciais e imprevisíveis. Pelas regras, ficam fora do limite de despesas do arcabouço fiscal.

    Política de subsídios

    As medidas anunciadas nesta quarta-feira dão continuidade à política de contenção dos preços dos combustíveis adotada pelo governo desde maio. No fim da tarde, os ministérios da Fazenda, do Planejamento e de Minas e Energia concederão entrevista para explicar os novos subsídios e detalhar o impacto sobre os cofres federais.

    Naquele momento, a escalada do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio levou o Executivo a criar mecanismos de subvenção para reduzir o impacto sobre os consumidores brasileiros.

    Segundo levantamento do site GlobalPetrolPrices.com, de fevereiro a setembro de 2026, a gasolina acumulou alta de 3,3% no Brasil, contra avanço médio de 20,8% no mundo. No diesel, a alta brasileira foi de 7,3%, ante 30% na média global.

    As novas medidas têm caráter temporário e poderão ser ajustadas conforme a evolução dos preços internacionais, das condições de oferta e da disponibilidade orçamentária e financeira.

  • Polícia investiga imagens de criança amarrada e supostamente agredida em Parintins

    Polícia investiga imagens de criança amarrada e supostamente agredida em Parintins

    A Polícia Civil investiga um suposto caso de maus-tratos contra uma criança em Parintins, no interior do Amazonas. Na ocasião, imagens do menino com as mãos amarradas e de um homem aparentemente agredindo a vítima circularam nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

    A repercussão iniciou nessa terça-feira. Uma delas mostra a criança sentada no chão com as mãos presas, enquanto outra aparenta registrar um homem sobre o menino em uma cama.

    As publicações que acompanham as imagens apontam que o caso ocorreu em Parintins e atribuem as agressões ao pai da criança. Também circulam informações de que o homem e uma mulher seriam um ex-casal que expôs conflitos do relacionamento nas redes sociais.

    Polícia apura origem das imagens

    A Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Parintins informou que tomou conhecimento do material e abriu apurações sobre o suposto caso de maus-tratos, além da exposição da criança na internet.

    Até o momento, segundo a delegacia, houve um registro de Boletim de Ocorrência pelo próprio pai da criança. Ele alegou que foi vítima de calúnia e difamação.

    A polícia informou que investigará todos os fatos. Todavia, o responsável não divulgou outros detalhes para não prejudicar o andamento das diligências.

    As circunstâncias das imagens, a identidade dos envolvidos e a eventual ocorrência de agressões ainda deverão ser esclarecidas pela investigação.

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