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  • PRF apreende 108 quilos de mercúrio transportados ilegalmente na BR-319

    PRF apreende 108 quilos de mercúrio transportados ilegalmente na BR-319

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta sexta-feira (10), 108 quilos de mercúrio que eram transportados de forma irregular na BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).

    De acordo com a corporação, a carga estava escondida no porta-malas de um veículo, distribuída em três recipientes. O material foi localizado durante uma fiscalização de rotina realizada na rodovia.

    O mercúrio é uma substância altamente tóxica, com potencial de causar graves impactos à saúde humana e ao meio ambiente. No Brasil, o transporte, armazenamento e a comercialização do produto são regulamentados pela legislação ambiental e dependem de autorizações específicas dos órgãos competentes.

    O condutor responsável pelo transporte da carga foi encaminhado à Polícia Judiciária, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis. As circunstâncias da origem e do destino do mercúrio serão investigadas pelas autoridades.

    A apreensão reforça as ações de fiscalização voltadas ao combate de crimes ambientais e ao transporte irregular de substâncias perigosas na região amazônica.

  • Dia Nacional dos Congados e Reinados será celebrado em 7 de outubro Fonte: Agência Senado

    Dia Nacional dos Congados e Reinados será celebrado em 7 de outubro Fonte: Agência Senado

    O Dia Nacional dos Congados e Reinados será celebrado, anualmente, em 7 de outubro. É o que estabelece lei sancionada pela Presidência da República e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (9).

    A data foi escolhida por coincidir com a celebração de Nossa Senhora do Rosário na Igreja Católica, uma das padroeiras dos Congados e Reinados. As manifestações integram a cultura afro-brasileira e reúnem elementos religiosos, culturais e musicais que remontam ao período da escravidão e da pós-abolição.

    Originárias de diversas regiões de Minas Gerais, as celebrações também estão presentes em São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, reunindo comunidades em torno da manifestação da fé e da preservação da cultura e das tradições de ancestralidade africana.

    A Lei 15.463, de 2026, tem origem no Projeto de Lei (PL) 2.379/2023, da deputada Dandara (PT-MG), aprovado em decisão terminativa pela Comissão de Educação e Cultura (CE) em junho, com relatório do senador Paulo Paim (PT-RS).

    Agência Senado

    Fonte: Agência Senado

  • Lei garante licença remunerada para pós-graduação de professores da rede pública

    Lei garante licença remunerada para pós-graduação de professores da rede pública

    Os professores da educação básica da rede pública têm o direito de utilizar a licença remunerada para fazer cursos de qualificação, cursos de pós-graduação (como especialização, mestrado e doutorado) ou pesquisas na área da educação.

    Embora tal prerrogativa já existisse, a Lei 15.462, de 2026, publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União, garante esse direito de forma explícita.

    A nova lei teve origem em um projeto — o PL 96/2024 — do deputado federal Idilvan Alencar (PSB-CE).

    Senado

    Após ser aprovado na Câmara dos Deputados, no final do ano passado, o projeto foi encaminhado ao Senado, onde recebeu parecer favorável da relatora da matéria, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

    Durante a análise da proposta, ela lembrou que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) já garantia a esses professores o direito ao aperfeiçoamento profissional com licença remunerada. O problema, ressaltou Dorinha, é que a LDB não explicitava quais atividades poderiam ser classificadas como aquelas de aperfeiçoamento profissional.

    — Essa lacuna pode gerar interpretações restritivas por parte dos sistemas de ensino, especialmente no que se refere ao reconhecimento de atividades de pós-graduação e de pesquisa como atividades integrantes do aperfeiçoamento profissional — afirmou a senadora em 9 de junho.

    Foi por essa razão que o projeto tinha o objetivo de alterar a LDB: para especificar quais são tais atividades.

    A matéria foi aprovada pelo Senado em 16 de junho, sendo em seguida enviada à sanção da Presidência da República, que aconteceu nesta semana.

    LDB alterada

    Com a nova lei, a LDB passa a determinar, em seu artigo 67, que:

    “Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público: (…) aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento periódico remunerado para esse fim, compreendendo, entre outras atividades, cursos de qualificação, cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu e período para realização de pesquisa na área da educação”.

    Fonte: Agência Senado

  • Homem é encontrado morto em via pública no bairro Mauazinho, em Manaus

    Homem é encontrado morto em via pública no bairro Mauazinho, em Manaus

    Um homem foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (10), na rua do Seringal 31, no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus.

    A vítima foi localizada caída em uma calçada. Imagens registradas por moradores mostram o corpo no local, parcialmente coberto por caixas de papelão, enquanto populares aguardavam a chegada das autoridades.

    Até o momento, a identidade da vítima e a causa da morte não foram divulgadas oficialmente. Equipes da Polícia Militar foram acionadas para isolar a área, enquanto a perícia deve realizar os primeiros levantamentos que irão auxiliar nas investigações.

    Após os procedimentos periciais, o corpo deverá ser removido pelo Instituto Médico Legal (IML). O caso será investigado pela Polícia Civil do Amazonas, que irá apurar as circunstâncias da morte e verificar se há indícios de crime. Não há informações sobre suspeitos ou testemunhas.

  • Prouni 2026: inscrição gratuita para o 2º semestre termina nesta sexta

    Prouni 2026: inscrição gratuita para o 2º semestre termina nesta sexta

    As inscrições gratuitas para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre terminam às 23h59 desta sexta-feira (10), no horário de Brasília.

    O programa oferece bolsas de estudo integrais – que cobrem 100% do valor da mensalidade– e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

    Nesta edição, o programa oferta mais de 471 mil bolsas de estudos parciais e integrais em 879 instituições privadas de ensino superior, no segundo semestre de 2026.

    Inscrições online

    O procedimento de inscrição deve ser feito exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação (MEC), na parte do Prouni. Não é preciso pagar nenhuma taxa.

    O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

    O Ministério da Educação publicou um passo a passo para ajudar os interessados a fazer a inscrição. Confira aqui.

    Quem pode se inscrever

    Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame e não tenha zerado a redação do Enem.

    Os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:

    ·         ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;

    ·         ter feito o ensino médio como bolsista integral ou bolsista parcial em instituição privada;

    ·         ter mesclado o ensino médio entre escola pública e privada.

    ·         ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação;

    ·         ser professor ativo da rede pública de ensino que queira cursar licenciatura ou pedagogia. Para esses docentes, não é exigido o limite de renda que se aplica aos demais candidatos.

    Quem participou do Enem na condição de treineiro, ou seja, para autoavaliação, antes mesmo de concluir o ensino médio não pode se inscrever no Prouni 2026.

    Além disso, é necessário que todos os inscritos se atentem aos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa.

    Para as bolsas integrais, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até 1,5 salário mínimo.

    Para bolsas parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até três salários mínimos.

    Classificação

    Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será adotada a melhor nota que o participante do Prouni teve no Enem.

    A classificação ainda observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição, além de considerar se o candidato disputa em ampla concorrência ou às bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas.

    Resultado

    O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de julho na página do Prouni. Já a segunda chamada sairá no dia 5 de agosto.

    Depois disso, os selecionados na primeira chamada precisam comprovar as informações de 15 a 24 de julho. Os da segunda chamada deverão confirmar entre os dias 5 e 14 de agosto.

    Confira abaixo o cronograma oficial do Prouni 2026/2:

    ·         inscrições: 7 a 10 de julho;

    ·         resultado 1ª chamada: 15 de julho;

    ·         resultado 2ª chamada: 5 de agosto;

    ·         lista de espera: 26 e 27 de agosto;

    ·         resultado lista de Espera: 1º de setembro.

     Prouni

    O programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

    Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.

     Para mais informações, as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital nº 51/2026. 

  • Justiça mantém intervenção judicial na SAF do Vasco

    Justiça mantém intervenção judicial na SAF do Vasco

    A Justiça do Rio de Janeiro manteve a intervenção judicial na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco e nomeou o advogado Athos de Andrade Figueira Neves como novo interventor. 

    A decisão rejeitou o pedido de reconsideração feito pelo Club de Regatas Vasco da Gama. O presidente do Vasco, Pedro Paulo de Oliveira, mais conhecido como Pedrinho, continua afastado do comando da SAF.

    A interventora anterior renunciou, alegando falta de condições mínimas de segurança pessoal para exercer o cargo.

    A Justiça manteve o afastamento cautelar de três membros do Conselho de Administração e reafirmou a competência da Justiça Estadual para fiscalizar a recuperação judicial, rejeitando o argumento de que a disputa deveria ser resolvida exclusivamente via Tribunal Arbitral.

    A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 6ª Vara Empresarial da Capital, assumiu a gestão do processo.  Um dos papéis do interventor é fazer com que haja uma condução da gestão “no sentido de devolver à administração do Club de Regatas Vasco da Gama aqueles que para isto foram eleitos, ou até mesmo adotar providências voltadas à convocação subsequente de assembleia deliberativa de nova gestão”, afirmou a magistrada na decisão.

    A magistrada esclareceu que não há qualquer impedimento jurídico para a venda das ações da SAF a novos investidores, pois a atuação de profissionais isentos e a transparência dos procedimentos podem agregar segurança e atrair interessados no mercado, garantindo a viabilidade econômica do projeto de recuperação judicial.

  • Publicidade de bets terá aviso sobre risco de dependência e perdas

    Publicidade de bets terá aviso sobre risco de dependência e perdas

    As empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets, terão de enquadrar-se em regras mais duras de publicidade, anunciou nesta quinta-feira (9) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. As novas normas serão publicadas nesta sexta-feira (10) e passam a valer em 17 de julho. As medidas incluem a obrigatoriedade de advertências nas campanhas publicitárias, restrições às estratégias de marketing e o reforço da fiscalização sobre empresas que atuam de forma irregular.

    Alertas obrigatórios

    Uma das portarias determina que toda publicidade de empresas autorizadas seja acompanhada de mensagens de advertência semelhantes às utilizadas em propagandas de cigarros, bebidas alcoólicas e medicamentos.

    As campanhas deverão exibir uma das seguintes mensagens:

    • “Ministério da Fazenda adverte: apostar faz você perder dinheiro”;

    • “Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência”;

    •  “Ministério da Fazenda adverte: aposta não é investimento”.

    Segundo Durigan, a iniciativa busca ampliar a conscientização da população sobre os riscos associados às apostas.

    Publicidade limitada

    A segunda portaria, elaborada em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, estabelece novas restrições para as campanhas das empresas autorizadas.

    Entre as medidas estão a proibição de apresentar apostas como forma de investimento ou ganho fácil de dinheiro, de criar senso de urgência para estimular apostas e de utilizar comentaristas, especialistas ou influenciadores para induzir o público a apostar.

    “Todos os canais estão sujeitos a essas regras. Todo comentarista está proibido de induzir. Os comentaristas ou especialistas que comentam jogos ou mesas-redondas têm, para algumas pessoas, um tom de autoridade e, ao passar uma informação, também induzem ao jogo”, afirmou o ministro.

    Durigan também destacou que o governo pretende impedir o uso de análises técnicas como estratégia de convencimento do apostador.

    “Não é lícito nem regular induzir o consumidor a erro misturando o comentário de um especialista, dizendo que a melhor aposta é uma ou que o caminho é aquele, dando um verniz de respaldo técnico”, declarou.

    As novas regras ainda proíbem a divulgação de históricos de premiações ou resultados anteriores capazes de estimular apostas.

    “Quando se mostra o histórico de premiação, se oculta o histórico de perdas”, disse.

    As campanhas também não poderão direcionar publicidade para crianças e adolescentes.

    “Há tolerância zero à publicidade que, de alguma maneira, busque atingir criança e adolescente”, reforçou.

    Combate às ilegais

    Durante a coletiva, Durigan reafirmou que o governo manterá uma atuação rigorosa contra empresas que operam sem autorização no país.

    “A gente faz restrições à publicidade de bets no país. Eu não preciso dizer, porque é chover no molhado, a nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvendo empresa não autorizada a operar no mercado”, afirmou.

    Segundo o ministro, a proibição também alcança plataformas e veículos responsáveis pela divulgação das campanhas.

    Penalidades

    Empresas que desrespeitarem as novas regras poderão sofrer sanções administrativas.

    As penalidades previstas incluem:

    • multa de até 20% do faturamento da operadora;

    • suspensão das atividades por até 180 dias;

    • cassação da autorização de funcionamento em casos de reincidência grave.

    Fiscalização

    Durigan também apresentou um balanço das ações de fiscalização conduzidas pelo governo desde a regulamentação do setor.

    Segundo o ministro:

    • 56 mil sites de apostas ilegais já foram retirados do ar;

    • cerca de 1 mil perfis de influenciadores foram derrubados;

    •  aproximadamente 1 milhão de apostadores tiveram a autoexclusão determinada por estarem em desacordo com as restrições previstas na legislação.

    “Houve uma vedação de que beneficiários de programas do governo estão proibidos de acessar. Decisão do STF. E também das pessoas que aderem ao Desenrola”, explicou.

    O ministro acrescentou que as próprias empresas autorizadas têm colaborado com denúncias envolvendo operadores clandestinos.

    Regulação

    Durigan também apresentou uma linha do tempo da regulamentação das apostas esportivas no Brasil:

    •  2018: autorização legal para funcionamento, sem regulamentação;

    •  2023: Congresso aprova as regras gerais do setor;

    •  2024: criação da Secretaria de Prêmios e Apostas, no Ministério da Fazenda;

    •  2025: início da cobrança de outorgas e da aplicação das regras para operação regular;

    •  2026: notificação de 37 fintechs suspeitas de movimentar recursos ligados a bets ilegais.

    Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo das novas medidas é reduzir práticas publicitárias consideradas abusivas, ampliar a proteção ao consumidor e reforçar o combate ao mercado ilegal de apostas no Brasil.

  • Fiocruz aponta queda da Síndrome Respiratória Aguda Grave no país

    Fiocruz aponta queda da Síndrome Respiratória Aguda Grave no país

    Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda, mas nove capitais ainda registram crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9). 

    A Influenza B mantém aumento em estados da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas e a mortalidade permanece concentrada entre idosos.

    De acordo com o boletim, os casos graves por Influenza B seguem em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

    O Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de interrupção do avanço ou início de queda.

    Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

    As capitais são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.

    Outras 11 capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas.

    Nessa situação estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís.

    Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre ocorre principalmente entre crianças menores de 2 ou 4 anos de idade. Em Rio Branco, o crescimento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

    Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram aumento de casos entre idosos.

    A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella ressalta que, embora o cenário nacional seja de redução dos casos, a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país.

    “A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”, orienta.

    Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, 55,9% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 23,3% por rinovírus, 12,7% por Influenza A, 8,4% por Influenza B e 2,2% por Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19.

    Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A respondeu por 33,1% dos casos, seguida do rinovírus (26,3%), do vírus sincicial respiratório (21,7%), da Influenza B (15,4%) e da covid-19 (6,9%).

    Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 (51,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 37.770 (34,5%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.195 (7,5%) ainda aguardam confirmação laboratorial.

    O boletim mostra ainda que, no cenário nacional, os casos de SRAG apresentam início ou manutenção da queda entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Na faixa etária de 50 a 64 anos, observa-se um leve aumento das ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos o cenário é de estabilização.

    A Fiocruz destaca que a incidência semanal da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório.

    A mortalidade permanece maior entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa.

    Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias.

  • Investimento global volta a crescer e se concentra em poucos megaprojetos

    Investimento global volta a crescer e se concentra em poucos megaprojetos

    O Investimento Estrangeiro Direto global aumentou 6%, alcançando US$ 1,6 trilhão em 2025, depois de dois anos em queda. No entanto, a recuperação é limitada, frágil e desigual, segundo o Relatório Mundial de Investimentos 2026 da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

    As entradas de IED – como são chamados – nas economias desenvolvidas cresceram 11%, enquanto os países em desenvolvimento registraram apenas 2% de crescimento, atingindo US$ 901 bilhões.

    O que deve ser questionado

    Segundo o secretário-geral interino da Unctad, Pedro Manuel Moreno, a questão central já não é apenas quanto investimento atravessa as fronteiras, mas para onde esse investimento está sendo direcionado, o que ele está construindo e quem realmente se beneficia dele.

    A lista inclui o Brasil na quinta posição na lista dos 20 maiores destinos de IED com entradas de US$ 77 bilhões em 2025. Em 2024, foram US$ 63 bilhões. Em primeiro lugar, estão os Estados Unidos, seguido por Singapura, a região de Hong Kong e China.

    Segundo o documento, várias grandes economias emergentes mantiveram ou fortaleceram suas posições entre os principais destinos de investimento. O fluxo de recursos para o Brasil, por exemplo, cresceu acentuadamente, impulsionado por investimentos em energia renovável e recursos naturais, enquanto Índia e México continuaram a atrair investimentos nos setores de serviços e manufatura, bem como na reconfiguração de cadeias de suprimentos.

    A situação dos outros países de língua portuguesa

    Levando-se em conta outros países de língua portuguesa, o relatório apresenta um pouco da dinâmica na Europa: empresas da China surgem como grandes investidoras em baterias e na fabricação de componentes para veículos elétricos, incluindo grandes projetos em Portugal, por exemplo.

    Já os fluxos de entrada em Moçambique cresceram fortemente, atingindo cerca de US$ 6 bilhões, em grande parte devido a projetos nos setores de hidrocarbonetos e gás natural liquefeito. E Angola voltou a registrar entradas positivas de cerca de US$ 1,1 bilhão, após fluxos negativos no ano anterior, impulsionada pela retomada das atividades nos setores de petróleo e gás.

    O relatório mostra que o IED para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, Sids, aumentaram, mas permanecendo concentrados em um número limitado de economias e setores. Os Sids africanos registraram um aumento de 38%, atingindo cerca de US$ 1,3 bilhão, liderados, por exemplo, por Cabo Verde.

    Além disso, as atividades de projetos greenfield e de financiamento de projetos cresceram, principalmente nos setores de turismo, logística, energia renovável e serviços, com São Tomé e Príncipe e Cabo Verde figurando entre os principais receptores de projetos de infraestrutura.

    O relatório mostra esforços para racionalizar incentivos fiscais e alinhá-los a objetivos políticos mais abrangentes. Cita, por exemplo, a Guiné Equatorial, que suspendeu isenções fiscais para empresas não ligadas ao setor de petróleo.

    Para onde o investimento global está indo

    Os números apontam para uma recuperação que não se traduz de forma equilibrada em oportunidades de desenvolvimento. A questão não é apenas quanto capital está sendo movimentado, mas aonde ele está indo, o que está financiando e se está ampliando a capacidade produtiva, criando empregos, fortalecendo competências e promovendo a transferência de tecnologia.

    As 20 principais economias receptoras do mundo atraíram mais de 80% do IED global em 2025, evidenciando uma tendência observada em todo o relatório: os investimentos estão se tornando cada vez mais concentrados entre países, setores e projetos.

    A recuperação também deve ser interpretada com cautela: os números agregados do IED nem sempre se traduzem em novas fábricas, infraestrutura, empregos ou transferência de tecnologia.

    Infraestrutura relacionada à IA concentrou investimentos

    O relatório mostra que as áreas ligadas à tecnologia, energia e política industrial concentraram grande parte dos investimentos. Setores estratégicos como infraestrutura de IA, semicondutores, minerais críticos e tecnologias e serviços para a transição energética responderam por 44% do valor dos chamados projetos greenfield globais (quando empresas constroem operações do zero, em vez de adquirir estruturas que já existem), ante apenas 16% em 2020.

    O crescimento do valor desses projetos foi impulsionado principalmente pelos centros de dados (data centers), seguidos pelos setores de petróleo e gás e de semicondutores.

    A maioria dos demais setores registrou queda, incluindo energias renováveis, infraestrutura e manufatura, demonstrando o quanto a recuperação ainda é limitada.

    Países em desenvolvimento

    As economias em desenvolvimento receberam mais da metade do IED mundial em 2025, mas o crescimento foi modesto e desigual entre as regiões. A Ásia em desenvolvimento permaneceu como a principal região receptora, atraindo US$ 644 bilhões. A África recebeu cerca de US$ 70 bilhões — ainda um terço acima da média do período de 2010 a 2024, apesar da queda em relação ao nível excepcional alcançado em 2024.

    Os países menos desenvolvidos registraram aumento de 21% nas entradas de IED, para US$ 43 bilhões, mas continuaram representando apenas 2,7% do total mundial, com fluxos concentrados em um pequeno número de economias, em sua maioria ricas em recursos naturais.

    Segundo o relatório, os governos também passaram a desempenhar um papel mais ativo na orientação dos fluxos de investimento. Em 2025, os países adotaram um recorde de 229 medidas de política de investimentos. Embora a maioria continue favorável aos investidores, muitas dessas medidas foram concebidas para atrair investimentos para setores estratégicos, fortalecer prioridades econômicas nacionais ou responder a preocupações relacionadas à segurança econômica.

    Transformar investimento em ganhos de desenvolvimento

    Para os países em desenvolvimento, o novo cenário dos investimentos traz tanto oportunidades quanto riscos. Muitos países correm o risco de ficar para trás à medida que os investimentos se tornam mais intensivos em capital e tecnologia e passam a depender de políticas de apoio que muitas economias em desenvolvimento não conseguem oferecer.

    A Unctad defende que os países em desenvolvimento precisam de mais do que políticas de promoção de investimentos para competir nesse ambiente. Eles necessitam de pontos de entrada viáveis nas cadeias globais de valor em transformação, mecanismos mais eficazes de facilitação de investimentos, infraestrutura confiável, mão de obra qualificada, desenvolvimento de fornecedores e mercados regionais capazes de tornar os projetos mais atrativos.

    Também será necessária uma maior cooperação internacional para garantir que as parcerias de investimento fortaleçam tanto a resiliência dos investidores quanto as prioridades de desenvolvimento dos países anfitriões.

    Perspectivas incertas

    As perspectivas para 2026 continuam desafiadoras, segundo o relatório. A incerteza quanto à política comercial, as tensões geopolíticas, os conflitos, os elevados custos de financiamento e a fragmentação econômica continuam pesando sobre as decisões de investimento.

    Ao mesmo tempo, espera-se que a competição por projetos ligados a setores estratégicos se intensifique, à medida que os governos buscam assegurar futuras fontes de crescimento e vantagem tecnológica.

    *Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.

  • Entidades defendem projeto que proíbe alimentação forçada de animais

    Entidades defendem projeto que proíbe alimentação forçada de animais

    Organizações de proteção animal publicaram uma carta aberta para apoiar a sanção do Projeto de Lei (PL) 90/2020, que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais.

    O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados e enviado ao Palácio do Planalto no dia 6 de julho. O prazo constitucional é de 15 dias úteis para análise presidencial.

    O projeto de lei também tem o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista Mista do Congresso Nacional e a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais.

    O alimento mais famoso obtido por meio da prática de alimentação forçada é o foie gras. Para produzi-lo, é usada a chamada gavagem: técnica em que um tubo metálico é introduzido na boca de gansos, patos e marrecos até a altura do esôfago. Depois, são introduzidas grandes quantidades de alimento para provocar esteatose hepática, doença que aumenta o fígado.

    O produto final comercializado é este órgão adoecido.

    O diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals no Brasil, George Sturaro, diz que proibir este tipo de alimentação forçada é fundamental para garantir o bem-estar das aves.

    “É uma das práticas mais terríveis da indústria de alimentos de origem animal”, diz Sturaro. “Os animais submetidos a isso têm de conviver com desconforto e dor intensa durante semanas”.

    A organização defende que a medida está fundamentada em argumentos éticos e jurídicos. E acrescenta que a produção nacional é pequena e não terá impacto econômico significativo.

    “Apenas duas empresas produzem foie gras no Brasil. Trata-se de operações de pequeno porte, que não ficarão sem alternativas, pois já produzem outros alimentos, como o patê de fígado convencional, cuja produção não envolve alimentação forçada”, diz Sturaro.

    Em lojas especializadas na internet, é possível encontrar o produto sendo vendido por valores que variam entre R$ 350, em porções pequenas, e R$ 5 mil o quilo, dependendo do tipo de ave.

    A maior parte da demanda, segundo a Mercy for Animals, é atendida por importações, principalmente da França. As importações giram em torno de 1 milhão de euros por ano, valor considerado pequeno diante das exportações francesas para o Brasil.

    A entidade afirma que, embora o projeto não proíba explicitamente a importação, a comercialização passaria a ser vedada, inviabilizando a venda do produto no país.

    Isso faria o Brasil seguir o caminho de outros países que já proibiram a prática por meio de legislação, decisão judicial ou resoluções técnicas. Nesta lista, então 22 países membros da União Europeia, Israel, Argentina, Austrália e Índia.

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