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  • Alckmin anuncia início das operações da linha de R$ 14 bilhões para modernizar o campo

    Alckmin anuncia início das operações da linha de R$ 14 bilhões para modernizar o campo

    Alckmin anuncia início das operações da linha de R$ 14 bilhões para modernizar o campo

    O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou, nesta segunda-feira (8), o início das operações do Move Brasil para máquinas e implementos agrícolas, com uma linha de crédito de R$ 14 bilhões para modernização do agronegócio, durante a abertura da 20ª edição do Bahia Farm Show, no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

    A linha de R$ 14 bilhões é composta por recursos do superávit do FNDCT, gerenciada pela Finep, com foco em conteúdo nacional, inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D).

    Pela primeira vez, as cooperativas do setor agrícola terão acesso direto a crédito da Finep para financiar máquinas e equipamentos, implementos e agricultura digital. São exemplos: cultivadores motorizados, tratores, pulverizadores, colheitadeiras, adubadeiras, sementadeiras, entre outros.

    A medida busca ampliar o acesso a máquinas mais modernas e eficientes, capazes de reduzir custos de manutenção, elevar a produtividade no campo e tornar a produção mais sustentável.

    Ao discursar, o vice-presidente ressaltou que as operações terão juros de até 9,2% ao ano, até 12 meses de carência e prazo de até 60 meses para pagamento. “São R$ 14 bilhões sendo lançados. Já pode procurar o sistema bancário”, afirmou Alckmin.

    O Move Brasil para máquinas e implementos agrícolas se soma ao Move Brasil – Caminhões e Ônibus, linha de até R$ 21,2 bilhões já disponível para financiar a renovação da frota de veículos pesados.

    Irrigação com desconto na conta de energia

    Na mesma agenda, o Governo do Brasil anunciou uma nova portaria para flexibilizar os horários de desconto na conta de luz para produtores que usam energia elétrica na irrigação. A medida também vale para aquicultores e quer reduzir custos no campo sem retirar o benefício tarifário.

    Antes, o desconto era aplicado em uma faixa mais restrita, concentrada principalmente no período da noite e da madrugada (22h às 6h). Com a nova regra, o benefício poderá ser usado por 8 horas e 30 minutos por dia, de forma contínua ou fracionada, dentro de uma janela maior: das 21h30 às 17h do dia seguinte.

    Com isso, quem irriga pode organizar melhor o funcionamento dos equipamentos conforme a necessidade da lavoura, em horários como o início da manhã ou à noite. A mudança também ajuda o sistema elétrico a aproveitar melhor a energia disponível ao longo do dia.

    Alckmin destacou que a medida é especialmente importante para regiões irrigadas, como o oeste da Bahia, diante dos efeitos das mudanças climáticas. “Se há 35 anos a irrigação era importante, imagine hoje, com as mudanças climáticas. Quando chove, chove demais; quando faz seca, faz seca demais. E a irrigação é o instrumento mais importante para isso”, ressaltou o vice-presidente.

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também presente ao evento, disse que a portaria moderniza uma política importante para o setor produtivo. “Estamos garantindo mais liberdade para que irrigantes e aquicultores utilizem a energia elétrica nos horários mais adequados à sua produção, sem perder o benefício tarifário”, ressaltou.

    Oeste baiano, nova fronteira

    Na abertura da feira, Alckmin destacou o papel do oeste da Bahia como “epicentro” da tecnologia agrícola nacional. “Essa é a nova fronteira agrícola brasileira, na vanguarda da tecnologia e da produtividade, uma região campeã, com a maior área irrigada do Brasil”, afirmou.

    O vice-presidente também ressaltou o peso do agronegócio nas exportações brasileiras. No ano passado, o setor exportou US$ 169 bilhões e registrou saldo de US$ 149 bilhões na balança comercial. “Isso é fundamental para estabilizar a moeda da nossa economia. Devemos muito isso à abertura de mercado”, disse. Em 2025, o agronegócio brasileiro alcançou a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023.

    Alckmin disse ainda que o governo federal fará “um grande empenho” para reverter a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco. Ele destacou o reconhecimento da China ao Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação e afirmou que, nos Estados Unidos, “a carne está totalmente fora de qualquer tarifa”.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reforçou o peso do setor para a economia brasileira. Segundo ele, o agro responde por 49,5% da pauta de exportações do país, reúne 38 milhões de empregos e foi determinante para o crescimento nacional. “O oeste baiano é uma das maiores histórias de transformação produtiva no Brasil”, afirmou.

    Em sua 20ª edição, o Bahia Farm Show reúne 850 estandes, mais de 500 expositores e 1.400 marcas. Também participaram da abertura o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; o senador Jaques Wagner; e o presidente da ApexBrasil, Laudemir André Müller.

  • Terremoto de magnitude 7,8 atinge sul das Filipinas

    Terremoto de magnitude 7,8 atinge sul das Filipinas

    Terremoto de magnitude 7,8 atinge sul das Filipinas

    O número de mortos em um forte terremoto de magnitude 7,8 ao largo da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, nesta segunda-feira (8), subiu para pelo menos 32. Dezenas de pessoas ficaram feridas, informaram as autoridades da área de desastres, enquanto Manila intensifica as operações de busca e resgate.

    O terremoto, que provocou alertas de tsunami em vários países, atingiu a província de Sarangani no início da manhã, a cerca de 20 km da costa. O tremores foram sentidos fortemente em Mindanao e a 420 km de distância, na cidade de Manado, na ilha indonésia de Sulawesi.

    As Filipinas mobilizaram equipes militares e de resposta a desastres, e as autoridades estão verificando relatos preliminares de 32 pessoas mortas e 134 feridas em Mindanao, a maioria devido à queda de escombros e deslizamentos de terra, de acordo com representantes da Defesa Civil.

    Os alertas de tsunami foram cancelados depois de mais de seis horas no sul das Filipinas, no norte da Indonésia e no estado malaio de Sabah, na ilha de Bornéu, onde os moradores das áreas costeiras foram orientados a sair imediatamente para terrenos mais altos.

    O desastre ocorreu oito meses depois que as Filipinas sofreram seu tremor mais mortal em 12 anos, quando um terremoto superficial de magnitude 6,9 atingiu a ilha central de Cebu, matando 79 pessoas. Dois fortes terremotos atingiram Mindanao duas semanas depois, sendo o mais forte de magnitude 7,4.

    O presidente Ferdinand Marcos Jr. ordenou uma resposta imediata ao desastre em Mindanao, uma ilha do tamanho da Coreia do Sul. Agências foram orientadas a preparar suprimentos de socorro e centros de retirada e a estar prontas para possíveis operações de resgate.

    “O governo nacional está se movimentando e não deixaremos Mindanao para trás”, disse Marcos em comunicado.

    As Filipinas e a Indonésia sofrem centenas de terremotos todos os anos e estão situadas em partes tectonicamente complexas do “Anel de Fogo do Pacífico”, um cinturão sismicamente ativo que se estende da América do Sul até o Extremo Oriente russo.

  • Ageman notifica Zona Azul por ausência de placas de sinalização em vagas para PcDs e idosos

    Ageman notifica Zona Azul por ausência de placas de sinalização em vagas para PcDs e idosos

    Ageman notifica Zona Azul por ausência de placas de sinalização em vagas para PcDs e idosos

    A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) notificou, nesta semana, a concessionária Consórcio Amazônia, Tecnologia de Trânsito da Amazônia SPE – Ltda., responsável pela operação do serviço Zona Azul Manaus, após constatar o descumprimento de determinações técnicas relacionadas à melhoria da sinalização das vagas de estacionamento rotativo no Centro.

    A empresa já havia sido alertada em fevereiro pela Diretoria Executiva de Regulação e Fiscalização do Serviço Público de Estacionamento Rotativo (Deer), para que providenciasse serviços de melhorias e instalação de placas de sinalização em vagas especiais destinadas a Pessoas com Deficiência (PcDs) e idosos, localizadas nas ruas José Clemente, Lobo D’Almada, Saldanha Marinho e avenida 7 de Setembro.

    Na ocasião, a Ageman estabeleceu prazo de 15 dias úteis para a realização das adequações necessárias. No entanto, diante da ausência de resposta e da falta de comprovação da execução dos serviços solicitados, os fiscais da Ageman retornaram aos locais indicados e verificaram que as irregularidades permaneciam sem qualquer intervenção por parte da concessionária.

    “Em razão da não observância dos prazos estabelecidos pela agência reguladora, a concessionária foi formalmente notificada e terá o prazo de cinco dias úteis para apresentar esclarecimentos e informações sobre o não atendimento das determinações técnicas emitidas pela Ageman”, explicou o diretor-executivo de Regulação e Fiscalização do Serviço Público de Estacionamento Rotativo da Ageman, Charles Cândido.

    Dentre as não conformidades identificadas pela fiscalização da Ageman estão a numeração de 12 vagas apagadas e ausência das placas de sinalização em nove vagas destinadas a PcDs e idosos.

    A agência reforça que continuará acompanhando o caso e adotará as medidas regulatórias cabíveis para assegurar o cumprimento das obrigações contratuais e a adequada prestação do serviço de estacionamento rotativo à população manauara.

    O serviço de Estacionamento Rotativo Pago Zona Azul está presente no centro de Manaus e no Vieiralves com 5.363 vagas disponíveis.

    A Ageman orienta aos usuários que identificarem problemas referentes ao serviço Zona Azul a fazerem o registro junto a Ouvidoria do órgão regulador por meio do WhatsApp 98842-2919 e 98410-3247.

  • Copa do Mundo: exames de Neymar apontam ‘boa evolução’ , afirma CBF

    Copa do Mundo: exames de Neymar apontam ‘boa evolução’ , afirma CBF

    Copa do Mundo: exames de Neymar apontam ‘boa evolução’ , afirma CBF

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta segunda-feira (8) uma nota oficial a respeito da recuperação do atacante Neymar, que se apresentou com uma lesão na panturrilha direita. Segundo o texto, o camisa 10 da seleção do Brasil passou por uma ressonância magnética que mostrou “boa evolução, dentro dos parâmetros esperados”. Não há, no entanto, nenhuma previsão sobre o retorno do jogador aos gramados. A nota se limita a dizer que Neymar “seguirá o processo de recuperação e de preparação física planejado pela comissão médica da Seleção Brasileira.”

    A estreia do Brasil na Copa do Mundo acontecerá no próximo sábado (13), às 19h (horário de Brasília), diante da seleção de Marrocos, em Nova Jersey, local onde a equipe comandada por Carlo Ancelotti vem se preparando. No último sábado, o grupo viajou para Cleveland, onde derrotou o Egito por 2 a 1 em amistoso. Neymar, no entanto, não acompanhou o resto da delegação, mantendo a programação de recuperação.

    À época da convocação da seleção para a Copa, no dia 18 de maio, a informação passada pelo Santos, clube de Neymar, era de que o atleta tinha um edema na panturrilha. No entanto, ao se apresentar para os treinos na Granja Comary, em Teresópolis, nove dias depois, o jogador passou por exames complementares que apontaram uma lesão de grau dois na região. No dia seguinte, o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, afirmou que Neymar necessitaria de mais duas a três semanas para se recuperar. Segundo este cronograma, a primeira data possível para a volta do jogador seria a próxima quinta-feira, dia 11.

    A Fifa permite mudanças na lista de convocados até 24 horas antes da estreia da equipe. No entanto, em entrevista coletiva, também em Teresópolis, no dia 30, Ancelotti confirmou que Neymar não será cortado.

  • Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2026

    Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2026

    Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2026

    Escritores brasileiros, com obras inéditas em primeira edição, redigidas em língua portuguesa e publicadas por editoras do país – entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026 – já podem se inscrever ao Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026.

    As inscrições começaram nesta segunda-feira (8) e permanecem abertas até 8 de julho neste endereço online.

    De acordo com a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), e promotora da premiação, o concurso é voltado também a autores independentes, desde que a obra esteja em deepósito legal e traga impresso o número do International Standard Book Number (ISBN).

    Cada vencedor das 13 categorias receberá R$ 30 mil. A novidade desta edição é o Prêmio João do Rio, categoria dedicada aos livros de crônicas.

    Categorias

    Concedido anualmente desde 1994, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional visa reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no Brasil.

    O concurso é considerado um dos mais conceituados do país e o mais democrático no cenário nacional, uma vez que não tem taxa de inscrição e concede o mesmo valor de premiação para cada uma das 13 categorias.

    São elas: Conto (Prêmio Clarice Lispector); Crônica (Prêmio João do Rio); Ensaio Literário (Prêmio Mario de Andrade); Ensaio Social (Prêmio Sérgio Buarque de Holanda); Histórias de tradição oral (Prêmio Akuli); Histórias em quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen); Ilustração (Prêmio Carybé); Literatura Infantil (Prêmio Sylvia Orthof); Literatura Juvenil (Prêmio Glória Pondé); Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens); Projeto Gráfico (Prêmio Aloísio Magalhães); Romance (Prêmio Machado de Assis); Tradução (Prêmio Paulo Rónai).

    Treze comissões julgadoras, sendo uma por categoria e compostas por três especialistas da área farão a avaliação das obras inscritas. Originalidade, contribuição à cultura nacional, criatividade no uso dos recursos gráficos e excelência da tradução são os critérios que serão considerados.

    O resultado final será divulgado até 30 de outubro no Diário Oficial da União e no portal da Fundação Biblioteca Nacional, após a análise de recursos e homologação do resultado pela presidência da FBN.

  • Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

    Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

    Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.

    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.

    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.  

    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.

    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

    Renda e trabalho formal

    A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

    Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

  • Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária

    Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária

    Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária

    O Código Penal Brasileiro passa a incluir nesta segunda-feira (8) o exercício ilegal da medicina veterinária como crime. 

    Pela legislação, aquele que exercer a profissão de médico veterinário sem autorização legal, ainda que de forma gratuita, está sujeito à pena de detenção de seis meses a dois anos.

    A norma modifica o Artigo 282 do Código Penal, que já trata do exercício irregular de profissões da área da saúde, como medicina, odontologia e farmácia. Com a mudança, passa a incluir de forma expressa a medicina veterinária.

    Pena e agravantes

    O texto também estabelece agravantes para situações em que a conduta resulte em consequências mais graves:

  • Em caso de lesão corporal grave ou gravíssima em pessoa, o autor responderá também pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal;
  • Se houver morte, a responsabilização inclui o crime de homicídio;
  • Quando a prática causar lesão ou morte de animal, o infrator também responderá por crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
  • Suspensão profissional

    Comete o mesmo crime o profissional que exercer a atividade durante período de suspensão ou após o cancelamento do registro ou habilitação profissional.

  • Dupla é presa após assaltava motoristas de aplicativo e usava os veículos em diversos assaltos em Manaus

    Dupla é presa após assaltava motoristas de aplicativo e usava os veículos em diversos assaltos em Manaus

    Dupla é presa após assaltava motoristas de aplicativo e usava os veículos em diversos assaltos em Manaus

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 4º Distrito Integrado de Polícia (DIP), deflagrou, nesta segunda-feira (08/06), uma ação policial que resultou no cumprimento de mandados de prisão temporária de dois homens, de 22 e 19 anos, investigados pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa e falsidade ideológica. Uma mulher, de 18 anos, suspeita de integrar o grupo, segue foragida.

    De acordo com o delegado Jorge Arcanjo, os investigados fazem parte de uma associação criminosa responsável pela prática de diversos roubos na capital amazonense. O grupo tinha como alvo motoristas de aplicativo, que eram rendidos e mantidos sob ameaça. Em seguida, utilizando os veículos das vítimas, os criminosos realizavam assaltos em diferentes áreas da cidade.

    “No decorrer das investigações, constatamos que os envolvidos exerciam funções específicas dentro da organização criminosa, dividindo-se entre a logística, a execução dos assaltos e a receptação dos bens subtraídos”, explicou o delegado.

    Conforme a autoridade policial, o mandado de prisão do suspeito de 22 anos foi cumprido no bairro Nova Cidade, zona norte de Manaus. E o investigado de 19 anos foi localizado na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), onde já se encontrava custodiado em razão de outro procedimento criminal.

    Colaboração

    A PC-AM solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Victoria Samia Costa Dorzane seja repassada pelos números 197 ou (92) 3667-7575, da Polícia Civil, ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). A identidade do denunciante será mantida em absoluto sigilo.

    Os suspeitos foram encaminhados para a unidade policial e responderão pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa e falsidade ideológica. Eles permanecerão à disposição do Poder Judiciário.

  • Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

    Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

    Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

    As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo avançaram de forma significativa no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. O número representa quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

    O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito.

    Entre os principais indicadores do avanço das fraudes estão:

  • 34% dos internautas tiveram contato com golpes ligados ao futebol em 2024 e 2025;
  • 19% relataram situações semelhantes no ciclo da Copa de 2022;
  • 238 reclamações foram registradas pelo Procon-SP entre março e maio de 2026;
  • As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio.
  • Fraudes mais rápidas

    A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 está na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing.

    Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo passou a ser realizado em poucas horas.

    “Hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma.

    Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Em vez de campanhas massificadas, criminosos utilizam dados vazados, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e-mail e histórico de compras, para criar abordagens direcionadas às vítimas.

    Pix muda cenário

    Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Se em 2022, cartões e boletos ainda predominavam, em 2026, o Pix passou a ocupar posição central nas fraudes.

    Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe.

    “O Pix também muda a equação de forma bastante concreta. A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, destaca.

    Os criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.

    Redes sociais

    Segundo o levantamento da NordVPN, as redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa.

    Os canais mais utilizados pelos golpistas são:

  • Instagram: 51% dos casos;
  • WhatsApp: 48%;
  • Facebook: 35%;
  • TikTok: 26%.
  • Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

    Mercado de figurinhas

    As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, mas também abrangem o comércio real, como constatado pelo Procon-SP.

    As principais ocorrências registradas no órgão de março a maio foram:

  • 115 casos de não entrega ou atraso;
  • •34 casos de oferta não cumprida ou venda enganosa;
  • 24 casos de produtos incompletos ou diferentes do anunciado.
  • As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio. As denúncias estão concentradas em anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens.

    Crise de confiança

    Para Marcelo Souza, a popularização da inteligência artificial também criou um novo desafio para consumidores e empresas: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados.

    “Imagens, vídeos e documentos já não são sinônimo de verdade na internet, isso gera uma crise de confiança digital”, afirma.

    Segundo ele, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários.

    “Se os cibercriminosos alteram suas táticas em questão de horas, por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção?”, questiona.

    Para o executivo, a proteção dependerá cada vez mais da verificação de identidade e da capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real. “A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão”, conclui.

    Recomendações

    O Procon-SP elaborou as seguintes orientações aos consumidores para evitar cair em golpes:

  • Pesquisar a reputação da loja ou vendedor;
  • Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado;
  • Verificar informações como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de atendimento;
  • Guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas;
  • Conferir prazo de entrega, política de troca e condições da oferta;
  • Em compras de figurinhas e produtos colecionáveis, verificar se o item é oficial e se há identificação clara do fornecedor.
  • Registrar reclamação no Procon mais próximo.
  • Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais:

  • Ignorar gatilhos de “urgência”, como contadores regressivos, e preços excessivamente abaixo do mercado;
  • Checar se o CNPJ exibido no site condiz com o setor de varejo: evitar “CNPJs fantasmas” de consultoria ou construção civil;
  • Verificar data de criação do domínio (por meio de serviços WHOIS): sites criados há menos de 30 dias são sinais fortíssimos de fraude;
  • Evitar sites que só aceitam Pix: plataformas idôneas oferecem múltiplas formas de pagamento (cartão, boleto), que permitem contestação.
  • Carbono azul ganha espaço na agenda climática dos oceanos

    Carbono azul ganha espaço na agenda climática dos oceanos

    Carbono azul ganha espaço na agenda climática dos oceanos

    Na corrida para frear as emissões causadoras do aquecimento global, ambientalistas chamam a atenção para um aliado pouco lembrado: o “carbono azul”. No Dia Mundial dos Oceanos, celebrado nesta segunda-feira (8), especialistas destacam o papel dos ecossistemas costeiros no enfrentamento das mudanças climáticas.

    O conceito de carbono azul se refere ao dióxido de carbono (CO₂) capturado e armazenado por ambientes marinhos, como manguezais, marismas (pântanos de água salgada) e pradarias. Esses ambientes funcionam como sumidouros do gás carbônico, ao retirá-lo da atmosfera, reduzindo os impactos do aquecimento global.

    “O oceano absorve cerca de 30% das emissões globais de CO₂ e produz mais da metade do oxigênio que respiramos, de acordo com dados da SOS Oceano”, diz Natali Piccolo, diretora do Programa Costeiro Marinho da Conservação Internacional (CI-Brasil).

    “A Amazônia é comumente chamada de ‘pulmão do mundo’, mas o oceano cumpre o equivalente a esse papel. O que não descarta, claro, a importância da floresta tropical na regulação do clima”, completa.

    Além disso, essas vegetações costeiras fornecem abrigo para a biodiversidade, sustentam a pesca artesanal e ajudam a proteger comunidades costeiras contra erosão, ressacas e eventos climáticos extremos.

    Costa brasileira

    O Brasil abriga o maior sistema contínuo de manguezais do mundo, na costa da Amazônia, condição que coloca o país em posição estratégica para liderar soluções baseadas na natureza voltadas ao enfrentamento da crise climática.

    Porém, para a analista de conservação do WWF-Brasil, Marina Corrêa, o oceano recebe menos atenção do que outros biomas brasileiros.

    “O mar ainda é, em muitos aspectos, o sistema invisível da conservação brasileira. Historicamente, o oceano foi tratado como uma imensidão azul vazia, quando na verdade é um território vivo, cheio de biodiversidade, cultura, trabalho e modos de vida”, diz a analista.

    Ela lembra que o Sistema Marinho-Costeiro brasileiro ocupa cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a aproximadamente 40% do território nacional, e que mais da metade da população vive nesse ecossistema. Ainda assim, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica concentram a maior parte da atenção pública, política e financeira voltada à conservação.

    Povos tradicionais

    O crescimento do interesse por projetos de carbono azul também tem levantado discussões sobre direitos territoriais e participação das comunidades tradicionais. Para a analista da WWF-Brasil, resultados duradouros dependem do respeito aos direitos territoriais e repartição justa dos benefícios gerados.

    “O sucesso dessas iniciativas não deve ser medido apenas pela quantidade de carbono armazenado, mas também pela capacidade de fortalecer territórios, conservar a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas que historicamente cuidam desses ecossistemas”, diz Marina Corrêa.

    Quando degradados, esses ambientes deixam de oferecer serviços essenciais, como a manutenção dos estoques pesqueiros, a proteção natural da costa e a conservação da biodiversidade.

    A destruição desses ecossistemas também pode liberar para a atmosfera o carbono acumulado ao longo de décadas ou séculos, agravando o aquecimento global.

    Além do carbono

    Para organizações ambientais, proteger os oceanos significa também proteger empregos, segurança alimentar, culturas tradicionais e formas de subsistência construídas ao longo de gerações.

    “Globalmente, a maior renda do oceano é gerada pela pesca, que sustenta 100 milhões de empregos e produz 80 milhões de toneladas de pescado marinho, além de 30 milhões de toneladas da aquicultura marinha, o que sustenta a segurança alimentar de milhares de pessoas, por fornecer proteína de alta qualidade”, diz Natali Piccolo.

    No Brasil, cerca de 1,7 milhão de pescadores artesanais dependem diretamente da saúde dos ecossistemas marinhos, segundo o Registro Geral da Atividade Pesqueira, do Ministério da Pesca e Aquicultura.

    Nesse sentido, o trabalho conjunto de instituições públicas com organizações da sociedade civil é essencial para garantir um futuro mais promissor para os oceanos.

    “Nossa atuação é sistêmica, para preencher as lacunas da proteção, manejo e restauração dos ecossistemas marinhos (manguezais, recifes de corais, restingas), enquanto ajudamos os povos do mar a prosperarem, bem como a sociedade brasileira a desenvolver o conhecimento e a experiência do oceano”, diz Natali Piccolo, da CI-Brasil.

    Marina Corrêa, da WWF Brasil, explica que a estratégia da organização para os próximos anos está organizada em quatro grandes frentes: fortalecimento das áreas marinhas protegidas, conservação e restauração de recifes de coral (ecossistema mais vulnerável às mudanças climáticas), promoção de uma transição energética justa e incidência política para fortalecer a governança dos oceanos no Brasil e internacionalmente.

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