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  • Polícia Federal apreende R$ 2,8 milhões no primeiro turno das eleições

    Polícia Federal apreende R$ 2,8 milhões no primeiro turno das eleições

    A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 2,8 milhões durante o primeiro turno das eleições, realizado nesse domingo (4). Do total, R$ 520 mil foram em espécie. O restante foi em forma de bens. A PF atuou na prevenção e repressão de crimes eleitorais.

    Até as 23h59 do domingo foram instaurados 49 inquéritos policiais e lavrados 100 termos circunstanciados de ocorrência (TCs) para apurar a prática desse tipo de crime. Durante todo o dia, 204 pessoas foram conduzidas a delegacias.

    Os principais crimes registrados ontem foram compra de votos e propaganda eleitoral irregular.

    Foram registradas ocorrências no Distrito Federal e em 23 estados: Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins.

    Durante todo o ano de 2026, foram abertos 1.342 inquéritos para investigar crimes eleitorais. A maior parte foi no Rio de Janeiro (156), seguido do Maranhão (135), Ceará (120) e de São Paulo (98).

    A PF disponibiliza um link para acompanhar quantas investigações de crime eleitoral estão em andamento no país.

  • Cresce número de mulheres eleitas para o Congresso Nacional

    Cresce número de mulheres eleitas para o Congresso Nacional

    A bancada feminina na Câmara dos Deputados e no Senado Federal será a maior da história. Na Câmara, o número de mulheres eleitas passou de 90 para 109, um crescimento de 21%.

    O resultado ocorreu apesar de uma queda no número de candidatas. Em 2022, 3.317 mulheres concorreram ao cargo de deputada federal. Em 2026 foram 2.820, uma diminuição de 24%.

    Para o Senado Federal, os brasileiros elegeram doze mulheres entre as 54 vagas em disputa – maior número desde a redemocratização. Em 2018, quando também foram renovados dois terços da Casa, oito mulheres foram eleitas.

    O Brasil tem, a cada legislatura, 81 senadores. Cada um deles tem um mandato de oito anos. A cada quatro anos é renovado um terço ou dois terços da Casa. Com o resultado, o número de senadoras passará dos atuais quinze para dezoito integrantes no ano que vem.

    Longe da equidade

    Apesar dos avanços, as mulheres seguem como minoria nas duas Casas Legislativas. Na Câmara, a bancada feminina vai representar 21% dos 513 deputados da próxima legislatura. A federação composta por PT, PCdoB e PV é a que elegeu a maior parcela de mulheres: 34 das 109 eleitas.

    Já a quantidade de senadoras a partir do ano que vem chegará a 22,2% das 81 cadeiras. As eleitas neste ano tomam posse em fevereiro, com mandatos até 2035.

    O Distrito Federal elegeu 2 mulheres. Como já tem uma representante, o DF passa a ser a única unidade da Federação com 3 senadoras mulheres. Já o Piauí é o único estado que nunca elegeu uma mulher senadora.

    Pautas para mulheres

    O aumento na quantidade de parlamentares eleitas também não se traduz, necessariamente, em políticas voltadas para as mulheres.

    Essa é a avaliação da professora de Ciência Política da Universidade de Brasília Flávia Biroli. Segundo ela, a medida que o número de mulheres nos cargos eletivos aumenta, aumenta também a diversidade de pensamento dessas mulheres e algumas vão defender perspectivas patriarcais, não igualitárias.

    “Você pode ter mulheres eleitas representando visões econômicas que são prejudiciais pra grande maioria das mulheres. Por exemplo, você pode ter uma mulher eleita, como é o caso da senadora Bia Kicis, que votou contra a lei de igualdade salarial entre mulheres e homens.”

    Mulheres negras

    A quantidade de mulheres negras eleitas também aumentou. Ao menos na Câmara dos Deputados. Um levantamento feito pela Organização Mulheres Negras Decidem contabilizou a eleição de ao menos 15 mulheres negras para deputadas federais em 2026 – aumento de 66,6% em relação a 2022, quando foram eleitas 9 deputadas negras.

    Coordenadora política da organização, Tainah Pereira comemora o avanço.

    “É muito interessante perceber também que a imensa maioria dessas mulheres negras que estão hoje na Câmara e que se elegeram para a próxima legislatura são mulheres jovens. Então, a gente vê uma renovação feminina e negra e acho que a gente pode ter boas expectativas em relação à atuação dessas lideranças que conseguiram chegar agora”.

    Já no Senado, houve perda. Das 12 senadoras eleitas, nenhuma é negra. Eliziane Gama (PT), exerce atualmente o cargo de senadora pelo Maranhão. Ela é autodeclarada negra, mas não foi reeleita.

    Outras duas candidatas negras também perderam a disputa. Mariana Silva (Rede) concorria a uma vaga por São Paulo. Ela já foi senadora pelo Acre por dois mandatos entre 1995 e 2011.

    A outra foi Benedita da Silva (PT), que concorria pelo Rio de Janeiro. Benedita foi a primeira mulher negra eleita a ocupar uma cadeira no Senado em 1998. Até hoje apenas 4 mulheres negras foram senadoras. 

  • Chuvas persistem em praticamente todas regiões do país

    Chuvas persistem em praticamente todas regiões do país

    Céu nublado, chuvas e trovoadas estão previstos nesta terça-feira (6) para parte das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. No Nordeste chove de forma isolada e predomina alerta para baixa umidade do ar, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Na Região Norte, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades no sul de Rondônia e chuvas intensas no centro, leste e noroeste do Amazonas. Chove também no sudoeste e sul do Pará, no Acre, nas demais áreas de Roraima, no oeste e sul do Tocantins. O calor persiste na região com temperatura máxima de 38°C em Boa Vista e mínima de 23°C em Palmas.

    Em relação ao Centro-Oeste, o Inmet emitiu aviso laranja de perigo para tempestades no sul de Mato Grosso e de Goiás e no noroeste, norte e leste de Mato Grosso do Sul. O aviso perde potência no oeste, centro e leste de Mato Grosso, centro de Goiás e no sudoeste e sudeste de Mato Grosso do Sul, onde o alerta é amarelo.

    Pode chover de forma isolada no Distrito Federal, noroeste de Goiás, nordeste de Mato Grosso e sul de Mato Grosso do Sul. Na região, a temperatura começa o dia amena com mínima de 18°C em Campo Grande e ao longo do dia os termômetros sobem e chegam à máxima de 34°C em Cuiabá.

    A Região Sudeste tem aviso laranja de perigo alerta para tempestades no Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais, sul do Rio de Janeiro e em São Paulo. Na região central de Minas Gerais e demais áreas do Rio de Janeiro, o alerta é amarelo de perigo potencial.

    Há ainda a possibilidade de chuva isolada no sul do Espírito Santo e no noroeste e centro de Minas Gerais. Entre as capitais, a temperatura mínima é de 16°C em São Paulo e a máxima é de 31°C no Rio de Janeiro.

    No Sul do país, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no centro e leste do Paraná, e no centro e leste de Santa Catarina. Há possibilidade de chuva isolada na região central, noroeste e na Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas capitais, a mínima será de 12°C em Porto Alegre e a máxima chegará somente a 21°C em Florianópolis.

    Baixa umidade

    No Nordeste, ocorrem pancadas de chuva isoladas no leste de Sergipe, em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Pode chover ainda no litoral da Bahia e no litoral leste do Ceará.

    Há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar no Piauí, leste do Maranhão, centro e sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco e de Alagoas, e no norte, centro, oeste e sul da Bahia. Os termômetros também marcam altas temperaturas na região, com máxima de 39°C em Teresina e mínima de 21°C em Maceió.

  • Pix poderá ser usado em conta-salário em 2027 e tem segurança reforçada

    Pix poderá ser usado em conta-salário em 2027 e tem segurança reforçada

    O Banco Central aprovou uma nova rodada de atualizações no Regulamento do Pix com o objetivo de aperfeiçoar funcionalidades, fortalecer mecanismos de segurança e ajustar procedimentos operacionais à evolução do ecossistema de pagamentos instantâneos. As alterações foram consolidadas na Resolução BCB 587, publicada em 18 de setembro, e refletem demandas identificadas ao longo da operação do sistema e nas interações com participantes do mercado.

    “As alterações aprovadas atualizam o Regulamento do Pix para acompanhar a evolução dos modelos de negócio e das necessidades dos usuários. As medidas ampliam possibilidades de uso e contribuem para que o arranjo continue oferecendo uma experiência simples, eficiente e confiável para toda a sociedade”, destacou Ricardo Teixeira Leite Mourão, Chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC.​

    Nesse escopo, a ampliação das possibilidades de uso do Pix Automático está entre as principais novidades. A partir de 1º de julho de 2027, a funcionalidade poderá ser utilizada em contas-salário para a realização de pagamentos recorrentes autorizados pelo cliente. A medida alinha o produto às regras recentemente estabelecidas para débitos automáticos interbancários e amplia a conveniência para os usuários desse tipo de conta, preservadas as restrições já existentes para recebimento de recursos, transferências e outras modalidades de pagamento, por meio do Pix.

    A norma também disciplina a chamada cobrança híbrida, modalidade que reúne em um mesmo documento o código de barras do boleto e o QR Code do Pix Cobrança. Embora essa solução já venha sendo utilizada por algumas instituições, o novo regulamento estabelece critérios específicos para garantir a convivência segura entre os dois instrumentos de pagamento e prevenir liquidações indevidas ou em duplicidade. Entre as medidas previstas estão regras para cancelamento automático do Pix Cobrança após o pagamento do boleto e vice-versa. Ou seja, quando o Pix Cobrança for pago, a instituição deve cancelar o boleto. Além disso, houve definição de responsabilidades para os participantes envolvidos na operação em caso de falhas operacionais.

    Outro aperfeiçoamento permite que o BC dispense a participação obrigatória no Pix de determinadas instituições com mais de quinhentas mil contas transacionais ativas, quando características específicas de seus clientes ou modelos de negócio não justificarem o acesso à infraestrutura do arranjo. A medida busca conferir maior proporcionalidade regulatória sem comprometer a eficiência do sistema.

    As mudanças contemplam ainda aprimoramentos nos processos de adesão e permanência de participantes. O regulamento passa a prever, por exemplo, anulação de aprovações obtidas com informações falsas ou omissões relevantes, novos procedimentos para instituições submetidas à liquidação extrajudicial, desligamento imediato de participantes que sofreram a penalidade de exclusão do arranjo e ajustes relacionados à saída ordenada de participantes. Também foram reforçadas exigências voltadas à transparência e à comunicação com os usuários.

    Segurança

    No campo da segurança, a atualização incorpora mecanismos destinados a reforçar a confiabilidade do ecossistema. Entre as medidas adotadas destacam-se o aprimoramento dos procedimentos relacionados ao registro de marcações de fundada suspeita de fraude no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), a obrigatoriedade de comunicação ao usuário sobre realização de marcação, informando a data do registro e a possibilidade de revisão da medida, bem como a exigência de cancelamento da marcação quando, após análise, não subsistirem elementos que justifiquem a suspeita.

    Assim, o participante que aceitar uma notificação de infração ou que registrar uma marcação de fundada suspeita de fraude passa a ser expressamente o responsável pela respectiva marcação, inclusive por seu eventual cancelamento.

    As medidas se somam a outras iniciativas recentes do BC para fortalecer a integridade e a resiliência do Pix, diante do crescimento contínuo de sua utilização pela população e pelas empresas.

  • Eleitor que faltou ao primeiro turno pode votar no segundo

    Eleitor que faltou ao primeiro turno pode votar no segundo

    Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas nesse domingo (4), o que representou uma abstenção de 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleições gerais no país desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou o percentual de 21,5%. Com um segundo turno confirmado para 25 de outubro, esse percentual pode mudar.

    De acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno de votação é uma eleição independente. E os eleitores que não votaram no primeiro turno poderão votar normalmente no segundo, desde que estejam com o título regular.

    No entanto, os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno e não justificaram a ausência pelo e-título, ainda são obrigados regularizar a situação eleitoral, mesmo que votem no segundo turno.

    O prazo vai até 3 de dezembro e a justificativa pode ser apresentada pelo serviço de autoatendimento do site do TSE ou em um cartório eleitoral, com  apresentação obrigatória de um documento que comprove o motivo, como um atestado médico ou bilhete aéreo.

    Eleitores em viagem no exterior têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para apresentar a justificativa. Caso more em outro país e vote em uma zona eleitoral do exterior, só é necessário justificar ausência em eleições presidenciais.

    Caso não justifique no prazo, além de regularizar a situação, o eleitor também terá que pagar multa de R$ 3,51 por turno. O valor poderá ser pago pelo autoatendimento no site do TSE, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), do Pix ou de cartão de crédito.

    Até a quitação da pendência, o eleitor permanecerá com o título eleitoral em situação irregular e impedido de emitir ou renovar carteira de identidade e passaporte, tomar posse em concurso público ou renovar matrícula em instituições de ensino público, receber vencimentos ou proventos em empregos públicos.

    O título eleitoral é cancelado em caso de ausência sem justificativa e regularização em turnos consecutivos.

  • Fenabrave: emplacamentos passam de 500 mil e batem recorde em setembro

    Fenabrave: emplacamentos passam de 500 mil e batem recorde em setembro

    Emplacamentos de veículos bateram recorde para o mês, em setembro. Foram registradas 509.686 unidades – crescimento de 8,32% na comparação com setembro de 2025 e de 1,15% sobre agosto. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

    Esse resultado engloba a venda de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários [como reboques e carrocerias].

    Considerando o acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta foi de 14,41%, com mais de 4,2 milhões de unidades emplacadas.

    “O mercado continua demonstrando demanda por veículos novos, mesmo em um ambiente ainda complexo de crédito”, explica o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

    Segundo ele, para automóveis e comerciais leves, por exemplo, a concorrência entre marcas e os programas especiais de fomentação do setor – como o Move Brasil e o Carro Sustentável – continuam tendo peso importante na decisão do consumidor. 

    De acordo com Arcelio Junior, o Programa Move, que ofereceu incentivos para a renovação da frota de caminhões, ajudou a “estancar o movimento de queda” desse segmento.

    Com isso, o segmento de caminhões cresceu 2,51% na comparação com agosto e 2,65% sobre setembro de 2025, embora o acumulado do ano continue a se apresentar negativo (-3,89%).

    “Nos veículos pesados, o custo financeiro tem impacto importante porque estamos falando de um investimento ligado à atividade econômica. Mas as linhas especiais ligadas ao Move Brasil, já esgotadas, ajudaram a reverter o movimento de queda”, destacou o presidente da federação.

    Demais segmentos

    O segmento de automóveis e comerciais leves continua crescendo acima do esperado. Na comparação com agosto, o crescimento foi de 2,13%. Já em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 16,16%.

    Quanto aos ônibus, o crescimento foi de 12,09% sobre agosto e de 18,43% em relação a setembro de 2025. Alta também impulsionada pelo programa Move Brasil.

    Já o segmento de motocicletas apresentou queda de 0,09% em relação a agosto e de 0,41% sobre o ano passado, resultado considerado “próximo da estabilidade” pela Fenabrave.

    Projeções

    A Fenabrave manteve a expectativa de crescimento nos emplacamentos para o fechamento deste ano. A previsão é de que o setor, como um todo, deva crescer em torno de 8,6%, com mais de 5,3 milhões de unidades comercializadas.

    A entidade admite, no entanto, que essa previsão poderá ser revisada em novembro. “Os resultados atuais nos indicam um fechamento de ano melhor do que o esperado, para a maior parte dos segmentos, mas vamos aguardar o desempenho de outubro, que pode apontar ajustes no mercado”, afirmou Arcelio Junior.

  • População trans amplia representação no Poder Legislativo

    População trans amplia representação no Poder Legislativo

    A eleição da deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL-RN) ampliou a representatividade da população transexual e travesti na Câmara dos Deputados, para a qual se reelegeram Duda Salabert (PSOL-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP).

    Nas assembleias legislativas estaduais, também foram eleitas pela primeira vez Natasha Ferreira (PT-RS) e Sofia Favero (PSOL-SP), que se somam às deputadas estaduais reeleitas Dani Balbi (PCdoB-RJ) e Linda Brasil (PSOL-SE).

    No caso de Linda Brasil, que foi a terceira deputada estadual mais votada em Sergipe, a posse ainda depende de uma decisão da Justiça Eleitoral sobre o indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) de toda a Federação PSOL/Rede no estado.

    A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) comemorou o avanço das bancadas e também das candidaturas, que foram 116 neste ano.

    “Não é apenas produzir números. É registrar nossa participação política, enfrentar o apagamento e compreender os avanços e as barreiras que atravessam a presença de pessoas trans e travestis nos espaços de poder”, destaca em comunicado.

    De acordo com a associação, os resultados positivos dessa eleição são apenas o começo de um trabalho em defesa da democracia, dos direitos humanos e da proteção da população trans e travesti. E a presença dessa representatividade não se encerra na conquista de um mandato.

    “Amplia nossa capacidade de disputar direitos, proteger vidas e construir uma democracia na qual nossa comunidade também tenha poder de decisão”, conclui o informe da Antra.

  • Defensoria e Univaja firmam parceria para ampliar atendimento jurídico a povos indígenas do Vale do Javari

    Defensoria e Univaja firmam parceria para ampliar atendimento jurídico a povos indígenas do Vale do Javari

    A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) e a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) assinam, na próxima quarta-feira (7/10), em Brasília, um Termo de Cooperação Técnica que estabelece uma parceria institucional para ampliar e fortalecer o acesso à Justiça e à assistência jurídica gratuita aos povos indígenas do Vale do Javari. Com a medida, as instituições consolidam uma estratégia voltada à redução das barreiras geográficas, culturais e linguísticas enfrentadas pelas comunidades indígenas da região.

    No estado que concentra a maior população indígena do país, com mais de 490 mil pessoas de 259 etnias diferentes, a iniciativa representa um avanço na aproximação da Defensoria Pública, por meio do Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (Nudcit), com as comunidades indígenas e busca criar um fluxo permanente de atendimento jurídico, com apoio da estrutura e da rede de articulação da Univaja.

    Somente na região do Vale do Javari, considerada a segunda maior terra indígena do país e onde há a maior concentração de indígenas isolados do mundo, estima-se que vivam cerca de 6.300 pessoas das etnias Kanamari, Korubo, Kulina Pano, Marubo, Matis, Masés (Mayuruna) e Tsohom-dyapam, segundo levantamento da Univaja. O Vale fica situado na região de fronteira entre o Brasil e o Peru, e sua extensão alcança parte dos municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença.

    Por meio da parceria, a Defensoria realizará, inicialmente, até 10 atendimentos jurídicos semanais extras, totalizando 40 atendimentos mensais, de forma remota, com os assistidos presentes em espaço disponibilizado pela organização, em Atalaia do Norte. Entre as áreas prioritárias de atendimento estão os serviços jurídicos de Família, incluindo demandas relacionadas a alimentos, guarda e investigação de paternidade, e de Registros Públicos, abrangendo retificação, suprimento e regularização de registros civis, obtenção de documentação e outras questões relacionadas à documentação civil.

    Para o defensor público geral, Rafael Barbosa, a prestação de serviços públicos aos povos indígenas esbarra em dificuldades como o isolamento geográfico, a vulnerabilidade econômica e a falta de atendimento intercultural adequado.

    “A Univaja é a voz dessas comunidades e possui conhecimento do território e das demandas locais, o que torna essa parceria fundamental para que o acesso à justiça seja garantido a quem, por razões geográficas e históricas, muitas vezes permanece distante das instituições. Ao reconhecer o trabalho da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, a Defensoria também afirma seu compromisso com a defesa dos direitos dessas populações e com a construção de um atendimento que respeite suas especificidades culturais e sua forma de organização”, destacou.

    A parceria também foi celebrada pela vice-coordenadora da Univaja, Rosanete Reis Marubo, que ressaltou que a assinatura do termo representa o fortalecimento do acesso à justiça, da garantia de direitos e da proteção dos povos indígenas do Vale do Javari.

    “Os desafios enfrentados pelos povos indígenas são complexos e envolvem questões relacionadas à proteção territorial, saúde, educação, documentação civil, direitos coletivos, violência, violações de direitos humanos e acesso às políticas públicas. Diante dessa realidade, a aproximação entre a Univaja e a Defensoria Pública cria um importante caminho para ampliar o atendimento, a orientação jurídica e a defesa dos direitos dos povos indígenas”, pontuou.

    A cooperação terá vigência inicial de dois anos, podendo ser prorrogada mediante termo aditivo. Os resultados serão acompanhados e avaliados periodicamente pelas instituições, permitindo o aprimoramento das ações e eventual revisão do número de atendimentos ofertados.

    Estrutura dos atendimentos e mediação cultural

    Um dos eixos da cooperação é a garantia de um atendimento culturalmente adequado. Para isso, o termo prevê que as instituições deverão respeitar a autonomia, a cultura, a organização social e as formas próprias de consulta dos povos indígenas do Vale do Javari.

    Por parte da Univaja, haverá a disponibilização do espaço físico e da infraestrutura necessária aos atendimentos, além de três intérpretes de línguas indígenas, sempre que necessário. A medida busca facilitar a comunicação entre as comunidades e a equipe técnica da Defensoria, respeitando as especificidades culturais e linguísticas dos povos atendidos.

    A Defensoria do Amazonas, por sua vez, oferecerá capacitação jurídica aos colaboradores da Univaja que atuarão no apoio aos atendimentos, com orientações sobre o funcionamento dos serviços da Defensoria e os procedimentos de acolhimento e coleta inicial de informações.

    Para a defensora pública e coordenadora do Nudcit, Daniele Fernandes, a ação possibilita que os assistidos recebam atendimento direto das equipes do Núcleo e da unidade da Defensoria em Benjamin Constant, na sede da Univaja, em Atalaia do Norte.

    “Com a viabilização de mediadores culturais da Univaja, que auxiliarão na interpretação da língua materna para o português e na interlocução cultural entre o usuário dos serviços e os atendentes da Defensoria, esperamos agilizar todas as demandas. Ficamos muito felizes com a parceria entre as instituições e esperamos que o modelo possa ser replicado futuramente para outros territórios do Estado”, acrescentou.

    Segundo o defensor público da unidade de Benjamin Constant, Renato Fernandes, a parceria amplia a capacidade de atendimento e o acesso à justiça das pessoas pertencentes à segunda maior terra indígena do Brasil.

    “O apoio da entidade tornará possível uma capilarização significativa dos atendimentos, antes restritos aos mutirões realizados pelo Nudcit e à agenda itinerante do Polo de Benjamin Constant, cuja estrutura, que hoje conta com apenas um defensor público, é incapaz de fazer frente à demanda e às singularidades dos problemas jurídicos enfrentados pelas comunidades da região”, pontuou.

    Atuação da Defensoria no atendimento aos povos indígenas

    Em março deste ano, a Defensoria Pública realizou duas ações de atendimento jurídico no município de Atalaia do Norte (a 1.138 quilômetros de Manaus). A primeira aconteceu na Aldeia Massapê, a 400 quilômetros de distância da sede do município, onde a instituição realizou atendimentos relacionados à documentação civil. Na ocasião, também foram atendidos moradores das aldeias Kawiya, Kumaru, Trakua 1 e 2, Hobana, Trakoá, Cajueiro Novo, Bananeira, Remansinho e Terra Nova.

    O segundo mutirão aconteceu na sede da Univaja, localizada no município, onde foram oferecidos atendimentos nas áreas de Família (pensão alimentícia, execução de alimentos, guarda, reconhecimento de paternidade, declaração de união estável e divórcio), Previdenciário (ação de salário-maternidade, pensão por morte, auxílio por incapacidade, aposentadoria e BPC), Cível, Registros Públicos (retificação de certidão, segunda via de certidões, inclusão da etnia no registro, registros tardios de nascimento e óbito) e Criminal.

    Ações de atendimento como as realizadas em Atalaia do Norte resultaram no reconhecimento da Defensoria do Amazonas como órgão atuante na proteção dos povos indígenas. Em maio, a instituição garantiu o primeiro lugar na categoria Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais do prêmio “Defensoria em Todos os Cantos”, promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A cerimônia ocorreu no Palácio da Justiça, em Brasília, reunindo representantes de Defensorias Públicas de todo o país.

    O reconhecimento foi concedido ao projeto “Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas”, que tem como foco levar serviços jurídicos e de cidadania diretamente às comunidades indígenas e tradicionais do Amazonas, respeitando suas especificidades culturais e territoriais.

    Desde 2022, diversas ações de atendimento jurídico foram realizadas pela Defensoria Pública do Amazonas em comunidades indígenas, alcançando municípios como São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, Maués, Lábrea, Atalaia do Norte e Borba.

  • Amazonas muda comando de cinco DIPs em Manaus

    Amazonas muda comando de cinco DIPs em Manaus

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) mudou o comando de cinco Distritos Integrados de Polícia (DIPs) em Manaus. As alterações foram publicadas em uma portaria assinada pelo delegado-geral Bruno de Paula Fraga na última quarta-feira (30).

    Segundo o documento, as mudanças ocorreram por necessidade de serviço e envolveram delegados que já atuavam em outras unidades da capital.

    As alterações modificaram a titularidade de delegacias localizadas em diferentes zonas de Manaus e fazem parte da organização interna da Polícia Civil.

    Veja as mudanças:

  • Osman Nasser Antunes Aguiar deixou o 27º DIP e assumiu o 1º DIP.

  • Cícero Túlio Coutinho Silva deixou o 1º DIP e passou a comandar o 7º DIP.

  • Jony Cledson Barbosa Leão deixou o 8º DIP e assumiu o 27º DIP.

  • Marcelo Martins de Almeida Silva deixou o 24º DIP e passou a comandar o 8º DIP.

  • Luis Fernando Alves Damasceno deixou o 7º DIP e assumiu o 24º DIP.

  • Carro capota no Parque Dez e deixa mulher ferida em Manaus

    Carro capota no Parque Dez e deixa mulher ferida em Manaus

    Um carro capotou na manhã desta segunda-feira (5), na avenida Ivanete Machado, no bairro Parque Dez de Novembro, na zona centro-sul de Manaus. Uma mulher, que não teve a identidade divulgada, ficou ferida.

    Segundo informações preliminares, testemunhas acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que esteve no local e prestou os primeiros socorros à vítima.

    A motorista foi encaminhada para um hospital da cidade. Até o momento, não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde dela.

    As circunstâncias que provocaram o acidente ainda não haviam sido esclarecidas.

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