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  • Dois senadores concorrem à Presidência; dez tentam governos estaduais Fonte: Agência Senado

    Dois senadores concorrem à Presidência; dez tentam governos estaduais Fonte: Agência Senado

    Nas eleições deste ano, dois senadores concorrem à Presidência da República: um como presidente e outro como vice-presidente. E dez senadores são candidatos a governador de estado (veja quadro abaixo).

    Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o candidato a presidente, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE), que se licenciou, é o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Romeu Zema (Novo).

    Ambos encerram seus mandatos no Senado em 31 de janeiro de 2027.

    Também há senadores disputando a reeleição e outros cargos no Legislativo.

    Governos estaduais

    O número de senadores que disputam o cargo de governador é o menor desde 1982, quando também foram registrados dez senadores concorrendo a esse cargo.

    Do grupo deste ano, apenas Marcos Rogério (PL-RO) está em fim de mandato — que termina em 31 de janeiro de 2027. Os outros nove têm mandato até 2031, ou seja, se perderem a disputa, podem continuar no cargo de senador.

    A posse dos novos governadores (ou dos que se reelegerem) acontece no dia 6 de janeiro de 2027.

     

    Senadores que disputam governos estaduais

    Senador
    Estado
    Fim do mandato

    Alan Rick (Republicanos)
     Acre
    2031

    Cleitinho (Republicanos)
    Minas Gerais
    2031

    Efraim Filho (PL)
    Paraíba
    2031

    Marcos Rogério (PL)
    Rondônia
    2027

    Omar Aziz (PSD)
    Amazonas
    2031

    Professora Dorinha Seabra (União)
    Tocantins
    2031

    Renan Filho (MDB)
    Alagoas
    2031

    Sergio Moro (PL)
    Paraná
    2031

    Wellington Fagundes (PL)
    Mato Grosso
    2031

    Wilder Morais (PL)
    Goiás
    2031

     

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    Fonte: Agência Senado

  • Setor de serviços no Amazonas cai 2,3% em junho e registra o pior desempenho mensal de 2026

    Setor de serviços no Amazonas cai 2,3% em junho e registra o pior desempenho mensal de 2026

    O volume do setor de serviços no Amazonas recuou 2,3% em junho de 2026 na comparação com o mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal), registrando o pior desempenho mensal do ano. Na comparação interanual, com igual mês do ano anterior, a atividade encolheu 8,5%, consolidando uma queda acumulada de -5,8% tanto no ano quanto nos últimos 12 meses. Com esses resultados, o estado fecha o primeiro semestre na última posição da Região Norte nos indicadores acumulados do ano e de 12 meses, evidenciando uma trajetória de desaceleração contínua na economia local.

     

    Análise dos Dados do Amazonas

    O estado do Amazonas apresenta um cenário de retração contínua e expressiva no setor de serviços. A variação mensal registrou uma queda de -8,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, sinalizando um desaquecimento expressivo das atividades no curto prazo. Essa trajetória negativa se consolida nos indicadores de médio e longo prazo, onde tanto a variação acumulada no ano quanto a variação acumulada em 12 meses atingiram -5,8%. Esses números refletem um ritmo constante de encolhimento do setor de serviços no estado, sem sinais de recuperação imediata ao longo do período analisado.

    No panorama da Região Norte, o desempenho do Amazonas coloca o estado em uma posição bastante crítica. Em relação à variação mensal, o recuo de -8,5% supera negativamente quase toda a região, ficando à frente apenas do Tocantins (-10,4%), enquanto estados como Acre (19,2%), Rondônia (6,1%) e Amapá (5,4%) apresentaram forte crescimento. Já nos indicadores acumulados, a situação amazonense se agrava: o estado possui o pior resultado regional tanto na variação acumulada no ano (-5,8%) quanto na variação acumulada em 12 meses (-5,8%). Esse cenário contrasta diretamente com a liderança regional de Roraima no ano (6,9%) e de Rondônia em 12 meses (9,3%), evidenciando que o Amazonas caminha na contramão da expansão observada em grande parte do Norte.

    Melhores Indicadores por Variação

    Ao analisar os melhores desempenhos do país para cada modalidade de variação, observa-se o destaque de Alagoas e Rondônia no topo das métricas:

  • Variação Mensal: O melhor indicador do país foi registrado por Alagoas, com um crescimento expressivo de 34,1%, seguido pelo Acre (19,2%), que liderou a Região Norte nesta comparação.
  • Variação Acumulada no Ano: Alagoas novamente alcançou a maior taxa nacional com 10,0%, enquanto Roraima se destacou como o melhor indicador do Norte ao registrar 6,9%.
  • Variação Acumulada em 12 Meses: O melhor resultado de todo o Brasil pertence a um estado da Região Norte: Rondônia, que liderou nacionalmente com uma expansão de 9,3% (superando o Distrito Federal, com 7,8%), demonstrando a coexistência de importantes polos de crescimento econômico ao lado de estados em retração dentro da mesma região.
  • Variação mês/mês imediatamente anterior

    No mês de junho, a variação mês/mês com ajuste sazonal do volume de serviços no Amazonas registrou um recuo de -2,3%. Ao contextualizar o resultado na série histórica do primeiro semestre, observa-se que junho apresentou o pior desempenho do ano nessa métrica, anulando completamente a recuperação pontual registrada em maio (1,0%). Após um início de ano com leve expansão em janeiro (0,2%) e retrações sucessivas em fevereiro (-0,4%), março (-0,7%) e abril (-2,0%), a queda de junho reforça a volatilidade com viés de baixa na margem de curto prazo para a economia do estado.

    Variação mês/mesmo mês do ano anterior

    A variação interanual (mês contra igual mês do ano anterior) fechou o mês de junho em -8,5%. Esse indicador marca o quinto mês consecutivo de retração na comparação ano a ano, consolidando o terreno negativo iniciado em fevereiro (-7,7%). Embora o resultado de junho tenha sido ligeiramente menos severo do que as piores marcas do ano registradas em abril (-9,6%) e maio (-8,8%), ele confirma que a atividade do setor permanece em patamar consideravelmente inferior ao de 2025, distante do único resultado positivo obtido em janeiro (4,7%).

    Variação acumulada no ano

    Na variação acumulada no ano, o estado do Amazonas registrou -5,8% até o mês de junho. A trajetória ao longo da série histórica revela um processo contínuo de deterioração: o indicador iniciou o ano no campo positivo em janeiro (4,7%), virou para patamar negativo em fevereiro (-1,9%) e aprofundou as perdas progressivamente em março (-2,6%), abril (-4,4%) e maio (-5,3%). O fechamento de junho representa o ponto mais baixo do ano, evidenciando o impacto acumulado dos sucessivos meses de retração no volume de serviços.

    Variação acumulada em 12 meses

    A variação acumulada em 12 meses também atingiu -5,8% em junho. Dentro da série do primeiro semestre, essa variável foi a que apresentou o comportamento mais constante de desaceleração, ampliando a queda a cada mês analisado: janeiro (-0,7%), fevereiro (-1,8%), março (-2,5%), abril (-3,6%) e maio (-4,7%). O agravamento contínuo dessa taxa indica um enfraquecimento de longo prazo e de caráter estrutural no setor de serviços do Amazonas, sem sinais de inflexão até o fechamento da primeira metade do ano.

  • Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022, mostra IBGE

    Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022, mostra IBGE

    A área urbana no Brasil cresceu 12,27% no período de 2019 a 2022. Nesse intervalo, o país ganhou 5.954,99 quilômetros quadrados (km²) de malha urbanizada, isto é, uma área praticamente do tamanho do Distrito Federal (5.760 km²).

    Os dados de 2022 são os mais recentes disponíveis e revelam que o país tinha 53.925 quilômetros quadrados de área urbanizada, o que representa apenas 0,6% de todo o território brasileiro. É como se toda a área urbanizada do país ocupasse o tamanho da Paraíba (56,5 km²).

    Os dados fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O instituto chegou às informações com base em interpretação de imagens de satélite. Por questões de metodologia, a única comparação possível é com os dados de 2019.

    A analista da pesquisa, Andressa Rosas de Menezes, ressalta que o estudo não apresenta dados sobre número de população nas áreas mapeadas nem crescimento vertical das áreas.

    “A gente olha telhados, a gente vê de cima. Então essa pesquisa não traz nenhuma informação de verticalização”, diz.

    Áreas densas e vazios

    Veja como o IBGE detalha a extensão urbana do país:

  • Áreas urbanizadas (identificadas pela presença de moradias, comércio e indústrias): 48,8 mil km²
  • Outros equipamentos urbanos (estruturas não residenciais como aeroportos, portos, cemitérios, estação de tratamento de água e usinas fotovoltaicas): 1,6 mil km²
  • Vazios intraurbanos (áreas não edificadas dentro do tecido urbano, como parques e lagoas): 503 km²
  • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas sem edificações suficientes para serem consideradas urbanizadas, representando vetores de expansão): 2,9 mil km²
  • Outra classificação feita pelo instituto é relacionada à densidade das áreas urbanizadas:

  • Densa (forte concentração de edificações e pouca arborização ou espaços vazios): 70,66% do total
  • Pouco densa (construções mais espaçadas, comuns em periferias ou vetores de expansão): 23,88%
  • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas ainda sem construções significativas): 5,46%
  • A analista da pesquisa aponta que os objetivos do estudo são mapear e medir as formas urbanas e a sua distribuição em todo o território nacional, de forma a acompanhar a evolução do fenômeno urbano.

    “Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano para a implementação de políticas públicas e impactando análise de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca.

    Concentração da urbanização

    O levantamento identificou a concentração da ocupação urbana em municípios costeiros. Essas cidades ocupam 5,02% do território do país, mas representam 19,5% de toda a área urbanizada.

    No outro extremo, a Amazônia Legal (abrange os estados de Rondônia, do Acre, Amazonas, de Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, de Mato Grosso e a maior parte do Maranhão) ocupa 59,11% da área do país, mas apenas 14,27% da extensão urbanizada.

    “Podemos notar uma forte concentração da urbanização no litoral brasileiro”, assinala Andressa Rosas.

    Ela completa a análise destacando que, na faixa de fronteira e no interior do país, a ocupação é “mais rarefeita”. Ela acrescenta que a urbanização acompanha os principais eixos rodoviários do país.

    O IBGE revelou também que metade da área urbanizada (50,35%) está em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

    Apesar de não constar na lista das maiores áreas, o Distrito Federal figura como unidade da Federação com maior proporção de área urbanizada: 11,5% de seu território. De acordo com a analista, isso acontece por causa da “extensão diminuta do território e pelo planejamento coordenado para a urbanização e integração do interior brasileiro”. Na outra ponta, Amazonas tem apenas 0,05% de superfície urbanizada.

    Cidades com mais áreas urbanas

    Ao classificar as cidades pelo tamanho de área urbana, a pesquisa mostra que, das dez maiores extensões, apenas a última, Campinas, no interior paulista, não é capital.

    Cidades com maiores superfícies urbanizadas
    Área

    1. São Paulo
    922,41 km²

    2. Brasília
    662,54 km²

    3. Rio de Janeiro
    644,36 km²

    4. Curitiba
    338,41 km²

    5. Goiânia
    312,71 km²

    6. Manaus
    287,18 km²

    7. Belo Horizonte
    279,09 km²

    8. Fortaleza
    254,91 km²

    9. Campo Grande
    254,29 km²

    10. Campinas (SP)
    253,56 km²

    O instituto calculou também quais cidades têm maior proporção de área urbanizada. Em todo o país, 20 municípios têm mais de 60% do território ocupado pela urbanização, sendo 11 no estado de São Paulo:

    Cidades com maiores proporções de superfícies urbanizadas
    Área urbanizada

    1. São Caetano do Sul (SP)
    100%

    2. São João de Meriti (RJ)
    99,99%

    3. Olinda (PE)
    96,36%

    4. Carapicuíba (SP)
    94,29%

    5. Osasco (SP)
    93,38%

    6. Taboão da Serra (SP)
    91,44%

    7. Diadema (SP)
    89,63%

    8. Belo Horizonte
    84,23%

    9. Jandira (SP)
    82,61%

    10. Poá (SP)
    82,51%

    11. Fortaleza
    81,61%

    12. Belford Roxo (RJ)
    79,66%

    13. Curitiba
    77,81%

    14. Mauá (SP)
    69,99%

    15. Barueri (SP)
    66,30%

    16. Recife
    66,02%

    17. Hortolândia (SP)
    62,44%

    18. Ferraz de Vasconcelos (SP)
    61,28%

    19. São Paulo
    60,64%

    20. Natal
    60,34%

    Para Andressa Rosas, as áreas urbanizadas do Brasil apresentam dinâmicas heterogêneas que demandam “respostas integradas por meio do monitoramento geoespacial, além de indicadores socioambientais, no sentido de orientar políticas públicas de ordenamento territorial”.

  • Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano

    Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano

    A rede de organizações ambientais e de pesquisa Observatório do Clima lançou nesta terça-feira (18) relatório que reúne 37 soluções para que o Brasil possa reduzir as emissões de metano (CH4). O gás é considerado um dos mais potentes poluidores causadores das mudanças climáticas.

    Apesar de durar apenas de 10 a 20 anos na atmosfera, o metano tem um potencial de aquecimento do planeta 28 vezes maior que o gás carbônico (CO2). O Brasil é quinto país que mais emite esse poluidor, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Rússia.

    Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, o Brasil lançou na atmosfera, em 2024, 21 milhões de toneladas de metano.

    Para o coordenador do sistema, David Tsai, reduzir as emissões de metano é uma ação crítica para frear o aquecimento global e trazer o planeta à normalidade climática. “Temos à disposição um amplo conjunto de soluções para fazer isso, mas o Brasil precisa transformar esse conhecimento em ação coordenada e com escala”, diz.

    As soluções trazidas no relatório são direcionadas a quatro setores de atividades: agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e florestas e energia. Para cada área são sugeridas ações de planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento.

    Agropecuária

    No setor da agropecuária, por exemplo, são 15 propostas que exigem envolvimento dos diversos setores incluindo os setores produtivos, governos, instituições financeiras e academia.  Entre as ações estão desde mudanças no manejo de animais e dos resíduos, passando pelo planejamento territorial, até intensificação de assistência técnica e acesso ao crédito.

    O setor da agropecuária é um dos principais emissores de metano e foi responsável por 15,7 milhões de toneladas de metano, em 2024 , o que corresponde a 75,8% do total das emissões brasileiras no mesmo ano.

    Para Gabriel Quintana, coordenador da área de Ciência do Clima do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) – responsável pelas propostas para o setor – as mudanças necessárias são oportunidades para incluir produtividade e eficiência na produção de alimentos.

    “Essa edição do SEEG Soluções expande as estratégias já existentes, trazendo opções que podem ser implementadas por produtores, municípios e regiões do país”, diz.

    Resíduos

    O manejo e governança de aterros sanitários e a eliminação dos lixões também são medidas necessárias para eliminar a emissão de metano no setor de resíduos. Para auxiliar, a rede global Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade contribuiu com 12 propostas no relatório.

    São medidas para inspirar cidades brasileiras a reduzir a geração e o desperdício de resíduos, como a ampliação de coleta seletiva e aproveitamento energético de materiais, afirma Iris Coluna, assessora do Iclei-Governos Locais pela Sustentabilidade.

    Uso da terra

    Para o setor de Mudança no Uso da Terra (MUT) e Florestas, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) contribuiu com cinco sugestões no relatório. As ações sugerem melhorias no monitoramento, prevenção e combate a incêndios na vegetação nativa.

    Energia

    As últimas cinco sugestões do relatório apontam soluções para reduzir a emissão de metano nas cadeias de combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão. São ações com foco no vazamento e desperdício nos processos produtivos.

    As contribuições são do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), que direciona respostas específicas para as diferentes necessidades do setor.

    “Quem cozinha com lenha porque não tem acesso a outra fonte de energia precisa de política pública. Já as emissões da cadeia de combustíveis fósseis vêm de operação industrial, e ali cabe responsabilizar quem lucra com a atividade”, conclui a pesquisadora do Iema, Ingrid Graces.

  • Manaus promove caminhada e ação em alusão ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua

    Manaus promove caminhada e ação em alusão ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua

    Em alusão ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, comemorado nesta quarta-feira, 19/8, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), realizou uma caminhada e ação no centro histórico da capital. A iniciativa reuniu serviços, atividades de acolhimento e atendimento à população em situação de rua, com o objetivo de ampliar o acesso a políticas públicas e fortalecer a rede de apoio.

    Instituída pela Lei nº 15.187/2025, a data faz memória às vítimas do chamado “Massacre da Sé”, ocorrido entre os dias 19 e 24 de agosto de 2004, quando pessoas em situação de rua foram violentamente atacadas enquanto dormiam na praça da Sé, em São Paulo. Ao todo, 15 pessoas foram agredidas, sete morreram e outras seis ficaram com sequelas permanentes.

    A programação começou no complexo Pop, equipamento municipal que reúne o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), o Centro de Atendimento e Desenvolvimento Social (Cads) e a Casa de Passagem Padre Orlando Barbosa. Em seguida, os participantes caminharam até a igreja da Matriz, onde foram realizadas atividades relacionadas aos direitos humanos, acesso a serviços e fortalecimento da rede de atendimento.

    No pátio da igreja, ocorreram atendimentos socioassistenciais e de saúde, serviços de embelezamento e corte de cabelo por alunos do curso de barbearia do Centro Pop, além da distribuição de kits de higiene. A ação teve parceria da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Arquidiocese de Manaus, comunidade Católica Nova e Eterna Aliança, Aliança da Misericórdia, Pastoral do Povo de Rua, Defensoria Pública, Instituto Nacer, Lar Batista Janell Doyle, O Pequeno Nazareno, entre outras instituições.

    A subsecretária de Políticas Afirmativas para Mulheres e de Direitos Humanos da Semasc, Graça Prola, destacou a atuação da gestão municipal em diferentes áreas.

    “Na gestão do prefeito Renato Junior, estamos trabalhando o atendimento socioassistencial, garantindo que essas pessoas tenham acesso aos serviços e encaminhamentos necessários. Também estamos atuando para garantir mais saúde para aqueles que estão acometidos ou com agravos graves, como tuberculose, além da manutenção da escolaridade, com a educação de jovens e adultos. Trabalhamos ainda a qualificação ou requalificação para a inclusão no mercado de trabalho e, especialmente, a situação documental, garantindo que todos tenham plena cidadania”, afirmou Graça.

    A coordenadora do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos e da Natureza da Arquidiocese de Manaus, Carla Furtado, ressaltou a importância da união entre as instituições.

    “Para nós, é importante, porque traz a visibilidade dos serviços que essas instituições realizam no seu dia a dia à população de rua e também trazer para a prefeitura, como sempre, que nós somos o outro braço, somos as outras pernas que estamos sempre disponíveis para estar trabalhando”, destacou Carla.

    Trabalhos contínuos

    Neste ano, a gestão municipal iniciou a operação “Centro Mais Seguro”, que tem entre seus focos o fortalecimento da assistência social e a garantia de direitos no Centro Histórico de Manaus. A iniciativa amplia a atuação integrada do poder público e da rede de atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social.

    Até o momento, foram realizados mais de 1.700 atendimentos, entre Cadastro Único, abordagens sociais, encaminhamentos para acolhimento institucional, empregabilidade, entre outros serviços.

    A Semasc também mantém ações diárias de abordagem social em diferentes pontos da cidade. Ao identificar uma situação de vulnerabilidade social, a população pode acionar as equipes pelo Disque Direitos Humanos, nos números 0800 092 6644 e 0800 092 1407, ou pelo Disque Nacional 100. As ligações são gratuitas e funcionam 24 horas.

    A atuação integrada reforça o compromisso da Prefeitura de Manaus com uma assistência social humanizada, o acolhimento e a ampliação de oportunidades, contribuindo para que a população em situação de rua tenha acesso a serviços, cuidados e caminhos para reconstruir suas trajetórias com autonomia e dignidade.

  • Oca Niemeyer entra na fase final de obras do Parque Encontro das Águas, em Manaus

    Oca Niemeyer entra na fase final de obras do Parque Encontro das Águas, em Manaus

    As obras do Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, na zona Leste de Manaus, chegaram a 70% de execução e avançam para a etapa final de concretagem da Oca Niemeyer, uma das principais estruturas do novo espaço público. A previsão é que o projeto seja concluído em dezembro deste ano.

    A estrutura, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, tem atualmente sete metros de altura e deverá alcançar 21 metros após a instalação das esferas que representarão o encontro dos rios Negro e Solimões. O projeto busca integrar a arquitetura à paisagem natural de uma das áreas mais conhecidas de Manaus.

    Localizado no bairro Colônia Antônio Aleixo, o parque é planejado como um novo equipamento turístico e cultural da capital amazonense. A proposta reúne elementos de arquitetura, natureza, gastronomia e história regional, com a expectativa de transformar a região em um novo polo de visitação.

    Além da infraestrutura turística, o projeto prevê ações voltadas à participação da própria comunidade. Moradores do Colônia Antônio Aleixo deverão ser capacitados para atuar como guias turísticos, inclusive com treinamento bilíngue. A iniciativa pretende preparar profissionais para receber visitantes e apresentar aspectos da história, da cultura, da natureza e da culinária amazônica.

    A implantação do parque também é apontada como uma possibilidade de estimular a geração de emprego e renda na zona Leste. A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes movimente atividades ligadas ao turismo, à gastronomia, ao comércio e aos serviços.

    Durante uma vistoria realizada na terça-feira (18), representantes de veículos de comunicação do Amazonas acompanharam o andamento dos trabalhos. A visita também contou com a participação de profissionais ligados às emissoras e do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

    Com a conclusão da Oca Niemeyer e das demais estruturas previstas no projeto, o Parque Encontro das Águas Rosa Almeida deverá se consolidar como um novo ponto de visitação de Manaus, associando a obra de um dos nomes mais reconhecidos da arquitetura brasileira à paisagem do encontro dos rios Negro e Solimões.

  • Comissão aprova exigência de profissional com conhecimento em Libras nas escolas

    Comissão aprova exigência de profissional com conhecimento em Libras nas escolas

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga as equipes de gestão de escolas da educação básica a terem pelo menos um profissional que conheça a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

    A regra vale para as áreas de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional.

    O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Educação ao Projeto de Lei 480/26. A versão original sugeria que os profissionais dessas equipes deveriam ser, preferencialmente, surdos. Já a nova redação estabelece que a equipe deverá contar com profissional que conheça Libras, selecionado entre os professores da unidade ou contratado especificamente para a função.

    Inclusão real

    O relator, deputado Raniery Paulino (Republicanos-PB), disse que o conhecimento de Libras é o que permite a inclusão real. “Esse profissional da área educacional não precisa ser surdo, mas conhecedor da Língua Brasileira de Sinais, o que lhe permite comunicar-se com todas as pessoas da escola, mesmo aquelas que não dominam a Libras”, disse.

    O autor do projeto, deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB), lembra que os sistemas de ensino já devem incluir o ensino da língua de sinais nos cursos de formação de profissionais da educação.

    A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

    Próximas etapas

    A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

     

     

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Homem é preso suspeito de perseguir e ameaçar ex-companheira em Parintins

    Homem é preso suspeito de perseguir e ameaçar ex-companheira em Parintins

    Um homem foi preso nesta quarta-feira (19), em Parintins, no interior do Amazonas, suspeito de descumprir uma medida protetiva, perseguir e ameaçar a ex-companheira. O município fica a cerca de 369 quilômetros a leste de Manaus.

    Segundo a Delegacia Especializada de Parintins, a vítima procurou a polícia em julho e relatou que está separada do suspeito há algum tempo. Ela possui uma medida protetiva contra o homem desde 2025.

    De acordo com o relato da mulher, ela se mudou para Manaus, mas continuava sendo perseguida pelo ex-companheiro sempre que retornava a Parintins para visitar familiares.

    Além das perseguições, a vítima afirmou que era alvo de xingamentos e ameaças por parte do suspeito.

    Prisão preventiva

    Diante das denúncias e do suposto descumprimento da medida protetiva determinada pela Justiça, a polícia solicitou a prisão preventiva do homem.

    A ordem judicial foi cumprida nesta quarta-feira (19), em Parintins.

    Após a prisão, o suspeito será submetido à audiência de custódia e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

  • Homem é preso suspeito de extorsão e associação criminosa em esquema de agiotagem em Manaus

    Homem é preso suspeito de extorsão e associação criminosa em esquema de agiotagem em Manaus

    Um homem de 27 anos foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (19), suspeito de envolvimento em crimes de extorsão e associação criminosa relacionados a um suposto esquema de agiotagem em Manaus. A prisão foi realizada por policiais do 30º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Jorge Teixeira, zona Leste da capital.

    Segundo as investigações, o suspeito e outras pessoas envolvidas no esquema realizavam empréstimos informais de dinheiro e, posteriormente, cobravam os valores por meio de ameaças e intimidações contra as vítimas.

    O caso chegou ao conhecimento da polícia após uma vítima procurar o 30º DIP e registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.).

    Vítima teria sido ameaçada após quitar empréstimo

    Conforme o relato apresentado à polícia, a vítima havia quitado integralmente um empréstimo informal. Mesmo após o pagamento, porém, o investigado teria continuado exigindo novos valores.

    Ainda segundo as investigações, o homem foi notificado para prestar esclarecimentos na delegacia, mas não compareceu. Depois disso, ele teria enviado outras pessoas até a residência da vítima para realizar novas cobranças.

    A vítima também relatou ter recebido ameaças de morte por meio de um aplicativo de mensagens.

    Diante das informações reunidas durante a investigação e da necessidade de preservar a integridade da vítima, a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito. O pedido foi deferido e cumprido pelos policiais no bairro Jorge Teixeira.

    Polícia investiga participação de outros suspeitos

    A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do caso, identificar possíveis outras vítimas e verificar a participação de outras pessoas no suposto esquema de agiotagem.

    Após a prisão, o homem foi encaminhado ao 30º DIP para os procedimentos legais. Ele será apresentado à audiência de custódia e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

    O suspeito é investigado e terá direito à defesa e ao devido processo legal.

  • Adolescente de 12 anos desaparece em Manaus e Polícia Civil pede ajuda para localizá-la

    Adolescente de 12 anos desaparece em Manaus e Polícia Civil pede ajuda para localizá-la

    A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) divulgou, nesta quarta-feira (19), a imagem de Kamilly Emanuelly Ortega Marinho, de 12 anos, que está desaparecida desde segunda-feira (18), em Manaus.

    Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a adolescente saiu de casa, localizada na rua São Luiz, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste da capital, e não foi mais localizada desde então.

    A Depca solicita o apoio da população para ajudar nas buscas e na localização da adolescente.

    Polícia orienta sobre registro de desaparecimento

    A Polícia Civil orienta que não é necessário esperar 24 horas para registrar um Boletim de Ocorrência em casos de desaparecimento.

    Familiares ou responsáveis podem procurar qualquer delegacia para comunicar o desaparecimento. É recomendado apresentar documentos pessoais e fornecer informações como o último local onde a pessoa foi vista, características físicas, roupas usadas no momento do desaparecimento e outros dados que possam auxiliar nas buscas.

    Também é importante apresentar uma fotografia atualizada da pessoa desaparecida.

    Como ajudar

    Quem tiver informações que possam contribuir para localizar Kamilly Emanuelly Ortega Marinho pode entrar em contato com a Depca pelo telefone (92) 99962-2441.

    Também é possível comunicar informações à Polícia Civil do Amazonas pelos números 197 ou (92) 3667-7575.

    Denúncias podem ainda ser encaminhadas à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), pelo 181.

    As informações repassadas podem ajudar as autoridades nas buscas e na localização da adolescente.

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