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  • João Victor está de volta ao Manaus FC para a temporada de 2027

    João Victor está de volta ao Manaus FC para a temporada de 2027

    O Manaus Futebol Clube anunciou, na tarde desta sexta-feira (31/07), o retorno do técnico João Victor ao comando da equipe profissional para a temporada 2027. O treinador reassume o Gavião do Norte após ter realizado uma campanha consistente no Campeonato Amazonense de 2026, quando liderou o elenco na conquista do calendário nacional com Copa do Brasil e Série D 2027.

    “Muito feliz em retornar para o Manaus. Um lugar onde eu sempre fui bem acolhido por todos, diretoria, staff e torcida. Feliz em poder da continuidade ao trabalho que desenvolvemos no início de 2026, temos uma temporada com grandes desafios em 2027, com calendário cheio. Fazer um estadual seguro e se Deus quiser fazer uma boa série D, poder colocar o Manaus de volta numa série C, brigando por competições maiores, com os pés no chão, contente e seguro de que podemos fazer um bom trabalho novamente”, afirmou João, que estreou como técnico profissional no clube em 2026.

  • TRE-AM inicia treinamento de mesários para as Eleições 2026 a partir de segunda-feira (03/08)

    TRE-AM inicia treinamento de mesários para as Eleições 2026 a partir de segunda-feira (03/08)

    O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) inicia, nesta segunda-feira (03/08), o treinamento de mesários que atuarão nas Eleições 2026. As capacitações seguem um cronograma definido pelas zonas eleitorais, responsáveis pela convocação..

    Entre as primeiras turmas está a coordenada pela 40ª Zona Eleitoral (ZE), que realizará o treinamento das 8h às 11h, no Centro de Convenções Vasco Vasques (entrada pela rua Flaviano Limongi, 4º andar). Nesta etapa, serão capacitados 107 presidentes de mesa, dos quais cerca de 90% são voluntários.

    Os treinamentos no Vasco Vasques seguem até o dia 31 de agosto. Na sequência, as capacitações terão continuidade na Associação dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (Affeam), onde serão realizadas até 20 de setembro.

    A preparação inclui orientações sobre as atribuições de cada integrante da mesa receptora de votos, organização da seção eleitoral, atendimento ao eleitor, operação da urna eletrônica e procedimentos de abertura e encerramento da votação.

    O treinamento contempla conteúdo teórico e prático. Segundo o chefe de cartório da 40ª ZE, José Iran dos Santos Brito, a atividade prática é uma das etapas mais importantes da preparação, porque permite aos mesários conhecerem os procedimentos que deverão executar no dia da eleição. “A parte prática é quando o mesário aprende como operar a urna, os procedimentos durante a votação e como fazer o encerramento ao final do dia. É importante que ele esteja preparado e seguro para desempenhar sua função”, explica.

    Além dos procedimentos técnicos, a capacitação também aborda o atendimento ao eleitor. A orientação é para que os mesários atuem com respeito e atenção, especialmente no atendimento às pessoas que possuem preferência para votar.

    “Orientamos os mesários a tratar todos com humanidade e respeito. Temos muitos eleitores idosos e seções com um número expressivo de pessoas nessa faixa etária. É fundamental conhecer e respeitar as prioridades previstas para o atendimento”, destaca José Iran.

  • Anvisa aprova medicamento para hipertensão pulmonar

    Anvisa aprova medicamento para hipertensão pulmonar

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar intersticial (HP – DPI).

    A doença é uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis da pressão arterial exercida pelo sangue contra as paredes das artérias na circulação pulmonar.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a HP com base em mecanismos fisiopatológicos, apresentação clínica, características hemodinâmicas e abordagem terapêutica . D e acordo com esses critérios, classifica os pacientes em cinco grupos. Tyvaso ( treprostinila ) é indicado para um desses grupo s específico s , o Grupo 3.

    Atualmente, não há nenhum medicamento registrado no Brasil com indicação aprovada para esses pacientes . Nesse contexto, o novo produto, destinado à inalação oral, atende a uma necessidade médica relevante, ao contribuir para a manutenção e a melhoria d a saúde de pacientes com HP-DPI. O medicamento melhora a capacidade de exercício em pessoas que relatam o impacto das limitações físicas que afetam as atividades da vida diária e qualidade de vida.

    Tyvaso é c omposto pela treprostinila , um fármaco que pertence a um grupo de substâncias que funcionam de forma análoga às prostaciclinas . Elas são substâncias semelhantes a hormônios que reduzem a pressão arterial ao relaxar vasos sanguíneos, fazendo com que eles se alarguem, o que permite que o sangue flua mais facilmente.

    O medicamento registrado reduz a pressão arterial na artéria pulmonar, melhorando o fluxo sanguíneo e reduzindo o trabalho do coração. A melhora do fluxo sanguíneo leva a um melhor suprimento de oxigênio para o corpo e reduz a pressão sobre o coração, fazendo com que ele funcione de forma mais eficiente. Tyvaso deve ser administrado em quatro sessões de tratamento diárias.

    Embora a Anvisa tenha concedido o registro, o medicamento só estará apto para comercialização após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Porém, a decisão de quando o medicamento será comercializado é da empresa detentora do registro.

    Hipertensão pulmonar

    A hipertensão pulmonar atinge cerca de 2 a 5 pessoas a cada 1 milhão de adultos por ano. O tempo médio de sobrevida dos pacientes é de 2,8 ano . Ela é considerada uma doença rara . Se gundo critérios da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 205/2017 , uma doença rara é aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos.

    Confira a Resolução 2.942 /2026 no Diário Oficial da União (DOU).

  • Encceja 2026: cartilha reúne orientações para a redação

    Encceja 2026: cartilha reúne orientações para a redação

    Os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 já podem consultar a Cartilha do Participante – Redação, disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O material reúne orientações sobre a redação, explica os critérios de correção adotados no exame e apresenta exemplos comentados de textos, contribuindo para a preparação dos participantes.

    A cartilha detalha as cinco competências avaliadas na produção textual, esclarece como a redação é corrigida e apresenta situações que podem resultar em nota zero. O documento também explica como ocorre o processo de avaliação das redações, que são corrigidas por, no mínimo, dois avaliadores independentes, e quando há divergência significativa entre as notas, passam por uma terceira avaliação.

    O material orienta que a redação deve ser um texto dissertativo-argumentativo, escrito em língua portuguesa, com, no mínimo, cinco linhas, que aborde o tema proposto na prova. A cartilha também recomenda que o participante utilize a folha de rascunho para planejar e revisar o texto antes de transcrevê-lo para a Folha de Redação definitiva.

    Entre as orientações apresentadas, estão a necessidade de evitar a cópia dos textos motivadores, manter a legibilidade da escrita e reservar tempo para revisar a redação antes da entrega. O documento também traz exemplos de boas redações da edição anterior, acompanhados de comentários que ilustram os aspectos observados durante a correção.

    A aplicação do Encceja 2026 acontecerá no dia 23 de agosto, em todos os estados e no Distrito Federal.

    Encceja – Realizado pelo Inep desde 2002, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) é destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada. A participação é voluntária e gratuita. As provas avaliam competências, habilidades e saberes desenvolvidos no processo escolar ou extraescolar.

    Os resultados do exame podem ser utilizados pelas secretarias de Educação e pelos institutos federais que aderem ao Encceja como referência nos processos de certificação de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio, conforme os critérios estabelecidos por cada instituição certificadora.

    O exame também produz informações que podem ser utilizadas em estudos e análises sobre a educação de jovens e adultos, com base nos dados obtidos em sua aplicação.

    Cartilhas Encceja 2026 – Ensino fundamental
    Cartilhas Encceja 2026 – Ensino médio
    Saiba mais sobre o Encceja

  • Complexo da Ponta do Ismael passa por manutenção programada nesta quarta-feira (05)

    Complexo da Ponta do Ismael passa por manutenção programada nesta quarta-feira (05)

    O Complexo de Produção de Água Ponta do Ismael (PDI), na Compensa, passará por uma melhoria programada nesta quarta-feira (05), como parte dos trabalhos para o Verão Amazônico, período de maior demanda por água tratada na cidade. As duas estações que operam no local precisarão ser desligadas temporariamente, o que deve provocar falta de água em bairros das zonas Norte, Sul, Centro-Sul, Oeste, Centro-Oeste e parte da zona Leste. Os trabalhos terão início às 6h e previsão de conclusão às 18h do mesmo dia.

    Assim que as estações forem religadas, no início da noite, o abastecimento começa a voltar de forma gradual. Nas regiões centrais e nos bairros mais próximos à Ponta do Ismael, o sistema será restabelecido em até 12 horas. Nas áreas mais elevadas da cidade, o serviço deve ser totalmente normalizado até 48 horas depois do fim da manutenção — ou seja, na sexta-feira (07).

    Diante desse prazo, a Águas de Manaus recomenda que a população reserve água antes de quarta-feira para não ter a rotina impactada. E que a reserva contemple o prazo de reestabelecimento do serviço, ou seja, até dois dias. A concessionária também orienta o uso consciente do recurso durante o período, evitando atividades como lavagem de roupa e de carro.

    Enquanto o Complexo da PDI estiver fora de operação, equipes da concessionária também vão realizar 38 intervenções em outras unidades operacionais espalhadas por Manaus, como troca de válvulas, limpeza e inspeções.

    “Esses serviços são necessários para manter o abastecimento da capital funcionando ao longo do ano. Essa melhoria é realizada todos os anos para garantir a manutenção preventiva do sistema e a qualidade do serviço prestado à população, especialmente às vésperas do Verão Amazônico, que é o período de maior demanda por água em Manaus. Estamos trabalhando para que o processo seja o mais ágil possível e para minimizar os impactos no dia a dia dos clientes”, afirma a gerente de Operações da Águas de Manaus, Jessica Candeia.

    Durante a interrupção, equipes da Águas de Manaus estarão mobilizadas com carros-pipa para abastecer pontos prioritários, como hospitais, Unidades Básicas de Saúde e escolas localizadas nas áreas afetadas. A concessionária reforça que qualquer situação emergencial deve ser comunicada imediatamente pelos canais de atendimento: 0800-092-0195 (WhatsApp e SAC) ou pelo site www.aguasdemanaus.com.br.

    Confira as áreas impactadas e o cronograma de restabelecimento do sistema:

    Complexo da Ponta do Ismael passa por manutenção programada nesta quarta-feira (05)

  • Projeto obriga detalhar composição do preço dos combustíveis na nota fiscal

    Projeto obriga detalhar composição do preço dos combustíveis na nota fiscal

    O Projeto de Lei 4788/25, do deputado licenciado Guilherme Boulos (Psol-SP), obriga postos de combustíveis a discriminar no documento fiscal a composição completa do preço final da gasolina, do etanol, do diesel e do gás de cozinha (GLP). A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

    O texto altera a lei que já exige a indicação da carga tributária nos documentos fiscais (Lei 12.741/12) para ampliar o nível de detalhamento exigido especificamente no setor de combustíveis.

    Informações

    Pelo projeto, o documento fiscal deverá informar cinco componentes do preço:

  • o valor de realização do produtor ou importador (custo inicial);
  • o custo do biocombustível adicionado (etanol anidro ou biodiesel), quando aplicável;
  • os tributos federais (CIDE, PIS/Pasep e Cofins);
  • o tributo estadual (ICMS); e
  • a margem bruta de comercialização, incluindo os custos e lucros dos setores de distribuição e revenda.
  • As informações deverão ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização no documento fiscal. Produtores, importadores e distribuidores também ficam obrigados a fornecer, em seus próprios documentos fiscais, os dados relativos às etapas que lhes competem, garantindo a rastreabilidade da informação ao longo de toda a cadeia.

    Boulos argumentou que, apesar do avanço representado pela lei , “a formação do preço final, para a maioria dos cidadãos, ainda é desconhecida, o que limita o controle social e o exercício da livre concorrência”.

    A participação da margem de distribuição e revenda no preço da gasolina cresceu de 16,1%, em abril de 2024, para 20% em julho de 2025, de acordo com dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) citados por Boulos.

    “Ao detalhar essas informações no documento fiscal, este projeto transforma o consumidor em um agente fiscalizador mais consciente, capaz de compreender as flutuações de preços e de cobrar maior eficiência e justiça em toda a cadeia produtiva”, disse Boulos.

    Próximos passos

    A proposta está encaminhada para análise, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como teve a urgência aprovada, poderá se analisada diretamente pelo Plenário.

    Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Manaus prepara Campanha de Multivacinação 2026 para crianças e adolescentes

    Manaus prepara Campanha de Multivacinação 2026 para crianças e adolescentes

    Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), vai promover, entre 3/8 e 1º/9, a Campanha de Multivacinação 2026. O objetivo é a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade, ampliando as coberturas vacinais da população.

    O secretário municipal de Saúde, Nagib Salem, destaca que a rede de saúde preparou uma série de estratégias para executar a campanha em 172 salas de vacina distribuídas nas zonas Norte, Sul, Leste, Oeste e rural, o que vai facilitar o acesso da população aos serviços.

    “A campanha de multivacinação é realizada anualmente, com orientação do Ministério da Saúde. Em Manaus, mobilizamos todas as nossas unidades para que as crianças e adolescentes possam ser vacinadas e estejam protegidas contra as doenças imunopreveníveis”, esclarece Nagib Salem.

    As ações da campanha serão direcionadas para a imunização de crianças menores de 15 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias), que estejam com vacinas em atraso ou que necessitem atualização da caderneta de vacinação, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

    A gerente de Imunização da Semsa, enfermeira Isabel Hernandes, informa que a campanha de multivacinação vai englobar todos imunizantes preconizados no Calendário Nacional de Vacinação para cada faixa etária, e os profissionais de saúde irão realizar busca ativa de crianças e adolescentes com o esquema vacina incompleto por meio do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e outros sistemas oficiais de informação.

    “A Semsa também vai mobilizar os Agentes Comunitários de Saúde para identificação e encaminhamento dos faltosos às unidades básicas de saúde, além de buscar contato via telefone, mensagens de WhatsApp e visitas domiciliares realizadas pelas equipes da Atenção Primária à Saúde”, explica a gerente.

    De acordo com Isabel Hernandes, um dos objetivos é ampliar a cobertura vacinal para menores de um ano em Manaus, como no caso de vacinas que previnem contra a febre amarela, que atualmente atinge 78,60% de cobertura nessa faixa etária; contra poliomielite (94,24%); e para a vacina Pentavalente (93,88%).

    “Também é importante ampliar a cobertura vacinal da segunda dose da tríplice viral para crianças de um ano, que hoje chega a 81,69% nessa faixa etária em Manaus”, explica a gerente, chamando a atenção para o risco de reintrodução do sarampo no Brasil.

    Poliomielite

    O Ministério da Saúde estará introduzindo a segunda dose de reforço com a vacina inativada poliomielite (VIP) no Calendário Nacional de Vacinação, a partir do dia 3/8.

    Com isso, o esquema primário de vacinação será mantido com três doses e serão adotados dois reforços com VIP. O reforço da vacina contra a pólio é administrado após o esquema primário de vacinação (doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida), com o primeiro reforço aos 15 meses e, agora, com a segunda dose de reforço aplicada aos quatro anos.

    O último caso de infecção pelo poliovírus no Brasil ocorreu em 1989, e em 1994, o país recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas.

    “A introdução da segunda dose de reforço integra as ações do Ministério da Saúde para a erradicação da poliomielite.  É importante alertar que crianças que não receberam a vacina, tanto do esquema primário ou das doses de reforço na idade indicada, devem completar o esquema até os quatro anos”, concluiu Isabel.

  • Vítimas de tráfico são forçadas a integrar redes de fraudes, alerta a ONU

    Vítimas de tráfico são forçadas a integrar redes de fraudes, alerta a ONU

    Redes criminosas internacionais estão a expandir o tráfico humano para alimentar esquemas de fraudes online, forçando a participação de centenas de milhares de vítimas em várias atividades ilegais, sob pena de coação.

    O alerta foi dado pela Organização Internacional para as Migrações, OIM, no contexto do Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas. A data é assinalada neste 30 de julho sob o tema “Presos por detrás do esquema”.

    Guterres apela a uma resposta global contra o tráfico

    Em mensagem, António Guterres relembrou que o tráfico de seres humanos constitui uma grave violação dos direitos humanos. O secretário-geral da ONU deixou ainda um apelo a uma resposta coletiva, capaz de identificar estas redes criminosas e cortar as suas vias de financiamento.

    O tráfico para fins criminais tem crescido rapidamente nos últimos anos. De acordo com o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, Unodc, este tipo de exploração aumentou de 1% das vítimas detetadas a nível mundial em 2016 para 8% em 2022.

    Ainda em 2022, vítimas de 162 nacionalidades foram traficadas para 128 países. Por sua vez, cerca de 70% das pessoas que foram investigadas, acusadas e condenadas por tráfico eram homens.

    Já as vítimas africanas são o grupo mais amplamente traficado pelas organizações criminosas, representando 31% dos fluxos de tráfico transfronteiriço, indicam os dados da ONU.

    © Sibylle Desjardins / OIM Uma ex-vítima de tráfico humano na Mauritânia

    Recrutamento é feito nas plataformas digitais 

    O tráfico humano para criminalidade forçada ocorre quando pessoas são exploradas e obrigadas a cometer crimes em benefício dos traficantes, frequentemente através de engano, ameaças ou coação.

    Muitas vezes, o recrutamento começa em plataformas online. Os anúncios de emprego fraudulentos visam pessoas que falam várias línguas, têm competências digitais e estão familiarizadas com as redes sociais.

    As burlas não são o único crime praticado pelas vítimas, que também são forçadas a uma grande variedade de atividades ilegais, incluindo furtos, tráfico de droga, fraude financeira e esquemas online.

    De acordo com Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, estima-se que mais de 300 mil pessoas estão atualmente presas em centros controlados por estas organizações criminosas.

    Proteção das vítimas no centro da resposta 

    Perante a expansão geográfica do tráfico de pessoas, a OIM tem vindo a reforçar o apelo à prevenção, à proteção das vítimas, à cooperação transfronteiriça e a parcerias reforçadas para desmantelar redes de tráfico.

    Ainda este ano, a agência lançou a sua nova Estratégia Regional de Resposta ao Tráfico de Pessoas para Criminalidade Forçada na Ásia e no Pacífico 2026 – 2030.

    O plano prevê a proteção de vítimas, a cooperação transfronteiriça e o reforço de parcerias para desmantelar redes de tráfico.

    No Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas de 2026, a OIM enfatiza que as pessoas forçadas a cometer crimes dentro de centros de golpes são vítimas de tráfico e como tal devem ser protegidas.

  • Em livro, filósofo propõe olhar mais leve sobre as próprias falhas

    Em livro, filósofo propõe olhar mais leve sobre as próprias falhas

    Em um cotidiano marcado pela busca por respostas rápidas, pela autocobrança e pela necessidade constante de aprovação, olhar para dentro e aceitar as próprias limitações tornou-se um dos maiores desafios da vida moderna. Tentar sustentar uma imagem impecável, seja nas redes sociais ou nas relações pessoais, costuma gerar um desgaste silencioso e a sensação de desencontro com a própria essência.

    É justamente para desacelerar essa busca por perfeição e convidar a um olhar mais generoso sobre a vida real que o filósofo e escritor amazônico Tasselo Brelaz apresenta a obra O Meu Eu Imperfeito: Confissões de uma identidade em construção, publicada pela Editora Eixo Literário.

    O livro propõe uma jornada de autoconhecimento e amadurecimento estruturada em três pilares fundamentais da existência: identidade, relacionamentos e espiritualidade.

    Da carreira ao ser humano

    A publicação marca um momento de aprofundamento na caminhada do autor. Depois de refletir sobre o ambiente profissional em seu livro anterior, O Profissional do Momento, Brelaz volta agora o olhar para uma dimensão mais íntima e afetiva da experiência humana.

    “Antes de sermos profissionais, líderes ou empresários, somos pessoas. E toda transformação verdadeira começa na maneira como compreendemos quem somos”, afirma o escritor.

    Partindo de vivências pessoais e com forte influência de suas origens na Amazônia, o autor constrói uma narrativa poética sobre temas universais como pertencimento, vulnerabilidade, propósito, perdão e afetos.

    “Não nasci pronto e a identidade não é um retrato fixo, é um processo. Quando compreendemos que a imperfeição faz parte da construção humana, nos libertamos da necessidade de provar algo e passamos a viver com verdade e presença”, destaca Brelaz.

    Lançamento e vendas

    O lançamento oficial de O Meu Eu Imperfeito ocorre no dia 8 de agosto de 2026, às 19h, no espaço cultural Casarão de Ideias, no Centro de Manaus. A cerimônia presencial será restrita a convidados e representantes da imprensa credenciada.

    Para o público geral, os leitores poderão garantir os exemplares antecipadamente na pré-venda online, que será aberta no dia 5 de agosto em plataformas como o site da distribuidora Fidelivros, Amazon, Mercado Livre e Estante Virtual. As vendas oficiais e a distribuição digital começam no dia 8 de agosto, com previsão de chegada à Livraria Valer nas semanas seguintes.

    Sobre o autor

    Tasselo Brelaz é filósofo, escritor e empreendedor amazônico, com mais de dez anos de experiência nos setores financeiro, de turismo e da construção civil. Atua como mentor em Gestão Organizacional e Desenvolvimento de Lideranças, sendo fundador da Mentoria Farol e idealizador da Metodologia MAP, focada nas etapas de Mapear, Analisar e Praticar. Integrando filosofia, sensibilidade e desenvolvimento humano, Brelaz tem como missão contribuir para o fortalecimento das pessoas e das organizações por meio de um olhar ético e humanizado.

  • Experiências arqueológicas do Médio Solimões (AM) são levadas ao 1º Congresso Internacional de Arqueologia Americana, no Peru

    Experiências arqueológicas do Médio Solimões (AM) são levadas ao 1º Congresso Internacional de Arqueologia Americana, no Peru

    Entre os dias 15 e 19 de julho, a cidade de Lima, no Peru, sediou o I Congresso Internacional de Arqueologia Americana (CIAA 2026), reunindo arqueólogos, pesquisadores e especialistas de diferentes países para discutir as interações socioculturais e espaciais das sociedades pré-hispânicas e originárias das Américas. Entre os representantes do Brasil esteve a arqueóloga do Instituto Mamirauá, Geórgea Holanda. Convidada pela organização do evento, ela ministrou a palestra “Arqueologias no Médio Solimões: saberes construídos com as comunidades tradicionais”, na qual apresentou experiências e resultados de pesquisas arqueológicas desenvolvidas na região.

    O congresso teve como principal objetivo fortalecer o diálogo e a cooperação científica entre pesquisadores do continente, incentivando estudos que ultrapassem as fronteiras nacionais e ampliem a compreensão sobre as conexões históricas, culturais e ambientais que marcaram a antiga América.

    Para Geórgea Holanda, o evento representou uma oportunidade de compartilhar experiências construídas coletivamente no Médio Solimões.

    “A ideia central da apresentação foi mostrar que existem múltiplas arqueologias no Médio Solimões, desenvolvidas por uma equipe diversa, e destacar que nosso trabalho é construído de forma colaborativa com as comunidades tradicionais. São essas pessoas que identificam sítios arqueológicos, nos levam aos locais onde encontram vestígios e nos ensinam sobre como fazer arqueologia na Amazônia. É um trabalho profundamente ligado às pessoas da região e feito com elas.”

    Segundo a arqueóloga, a participação no congresso também permitiu evidenciar um modelo de pesquisa construído a partir da realidade amazônica e da valorização do conhecimento das comunidades tradicionais.

    “Quis mostrar uma arqueologia construída de dentro para fora, com profissionais da própria Amazônia. Nosso trabalho é desenvolvido de forma colaborativa com as comunidades, que identificam sítios arqueológicos, compartilham seus conhecimentos e nos ensinam sobre como fazer arqueologia na Amazônia.”

    Geórgea também destacou a importância de ampliar a presença da arqueologia amazônica em eventos científicos internacionais.

    “Se a gente comparar a arqueologia do Médio Solimões com outras regiões do Brasil, percebemos que, apesar de mais de 40 anos de pesquisas, ela ainda é relativamente pouco conhecida. Por isso, é muito importante apresentar esse trabalho em um evento internacional, ultrapassando as fronteiras e mostrando para outros países o conhecimento que vem sendo produzido na região.”

    Nas últimas décadas, as pesquisas arqueológicas desenvolvidas em parceria com comunidades tradicionais têm sido fundamentais para ampliar o conhecimento sobre a ocupação humana da Amazônia. Os estudos mostram que a região é habitada há milhares de anos por povos indígenas, muito antes da chegada dos colonizadores europeus, contribuindo para a compreensão da história da Amazônia e do Brasil.

    A atuação dos arqueólogos junto às comunidades ribeirinhas do Médio Solimões

    Na Amazônia, muitos vestígios do passado permanecem preservados sob o solo das comunidades que hoje habitam a região. Para revelar essa história, pesquisadores do Instituto Mamirauá desenvolvem pesquisas arqueológicas em parceria com comunidades ribeirinhas e povos indígenas, reconhecendo essas populações como protagonistas na identificação, preservação e interpretação do patrimônio arqueológico.

    “Das comunidades que escavamos aqui na região, muitas já sabiam da importância desses achados. Sabem que ali viveram seus avós, bisavós, tataravós, enfim, seus ancestrais. Então, essas pessoas acabam sendo as protagonistas de suas próprias histórias, porque são elas que encontram esses materiais, nos informam, e é nossa obrigação acolhê-las e valorizar o material encontrado nos sítios arqueológicos que elas chamam de lar”, destacou o arqueólogo Márcio Amaral, do Instituto Mamirauá.

    Com o fortalecimento dessa parceria ao longo dos anos, as comunidades tradicionais passaram a participar de forma cada vez mais ativa das pesquisas arqueológicas na Amazônia. Esse modelo, conhecido como arqueologia colaborativa, valoriza os saberes locais e reconhece moradores e moradoras como agentes fundamentais na construção do conhecimento sobre a história dos povos que ocuparam a região.

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