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  • Prefeitura consolida avanços históricos na habitação e regularização fundiária em Manaus nos últimos três anos

    Prefeitura consolida avanços históricos na habitação e regularização fundiária em Manaus nos últimos três anos

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf), alcançou marcas históricas nas políticas habitacional e fundiária na capital em três anos de atuação, ampliando o acesso à moradia digna, segurança jurídica e a benefícios que promovem cidadania, inclusão social e melhoria da qualidade de vida para milhares de famílias manauaras.

    Entre os principais avanços estão: a entrega dos 576 apartamentos dos residenciais Morar Melhor 13, 14 e 15, mais de 500 famílias assistidas pelo programa “Casa Manauara” e cerca de 18 mil imóveis contemplados com a regularização fundiária por meio do programa “Manaus Legal”.

    O titular da Semhaf, Junior Nunes, destacou os avanços conquistados e garantiu que cada ação realizada carrega o compromisso de oferecer oportunidades.

    “Três anos levando dignidade para onde antes havia espera. Três anos transformando lágrimas de sofrimento em lágrimas de alegria. Três anos entregando muito mais que casas: entregando esperança, segurança e recomeços. Cada pessoa que busca atendimento na Semhaf chega com esperança, não podemos deixar que as pessoas tenham a esperança extinta”, enfatizou Junior Nunes.

    Residenciais Morar Melhor

    Ao todo, foram entregues 576 apartamentos por meio do “Minha Casa, Minha Vida” Faixa 1, transformando a realidade de mais de duas mil pessoas e reafirmando o compromisso da Semhaf em promover dignidade, inclusão e mais qualidade de vida para a população. A entrega representa um dos maiores marcos da política habitacional municipal dos últimos anos e reforça o compromisso da gestão atual em garantir moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade social.

    Os residenciais Morar Melhor 13, 14 e 15 receberam investimento de R$ 92,16 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e integram um pacote de sete empreendimentos contratados junto à Caixa Econômica Federal, viabilizados com recursos do governo federal e contrapartida da Prefeitura de Manaus.

    Além das unidades já entregues, a política habitacional segue avançando com novos empreendimentos em execução. Na área do “Rapidão”, zona Norte da cidade, está em construção um conjunto habitacional com mais de 60% das obras concluídas e com previsão de entrega ainda para este ano. Outro importante projeto é o Parque Riachuelo, que contará com mais 576 apartamentos e já alcançou cerca de 38% de execução.

    Casa Manauara

    Com o intuito de transformar a vida das famílias por meio da reforma de imóveis, o programa “Casa Manauara” já beneficiou mais de 500 famílias em comunidades localizadas nos bairros Colônia Antônio Aleixo, Puraquequara, Zumbi dos Palmares, Morro da Liberdade, Rio Piorini e São José Operário.

    A nova etapa do programa, prevista para retornar neste mês, contemplará o bairro Jorge Teixeira, na zona Leste, onde cerca de 30 residências passarão por reformas e melhorias estruturais, visando proporcionar mais segurança, conforto, dignidade e bem-estar aos moradores.

    Manaus Legal

    Na área de regularização fundiária, a Semhaf também vem registrando resultados expressivos, ultrapassando a marca de aproximadamente 18 mil imóveis regularizados em todas as zonas da cidade, garantindo segurança jurídica e o reconhecimento do direito à propriedade para milhares de famílias. A meta da pasta é alcançar mais 5 mil regularizações até o final deste ano, ampliando ainda mais o alcance da política de regularização fundiária no município.

    Com investimentos em habitação, melhorias habitacionais e regularização fundiária, a Prefeitura de Manaus segue avançando na construção de uma cidade mais inclusiva, promovendo cidadania, desenvolvimento urbano e melhores condições de vida para a população.

  • Finep financia estruturação da cadeia produtiva da malva na Amazônia

    Finep financia estruturação da cadeia produtiva da malva na Amazônia

    Um projeto de estruturação da cadeia de produção da malva, planta nativa da Amazônia, será financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

    A fibra da malva é extraída por famílias ribeirinhas e utilizada na fabricação de têxteis. O projeto foi proposto pela Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), empresa que atua há 40 anos no estado do Pará, desenvolvendo produtos a partir da juta.

    O projeto visa introduzir tecnologias que melhorem as condições de trabalho, aumentem a produtividade e possibilitem a produção de têxteis com maior valor agregado.

    Na avaliação do superintendente da área de Cadeias Agroindustriais e Defesa da Finep, Rodrigo Secioso, trata-se de uma cadeia produtiva que enfrenta vários desafios. Entre eles, citou o baixo índice de tecnificação desde o plantio até o beneficiamento das fibras.

    A fibra de malva ganhou espaço na mídia global, recentemente, quando a atriz brasileira Alice Carvalho usou, na cerimônia do Oscar, nos Estados Unidos, um vestido confeccionado com tecido feito pela CTC a partir da combinação de juta e malva. Tradicionalmente, porém, a malva tem sido usada na produção de sacarias agrícolas e em cordas, tapetes e estofamentos.

    O cultivo da malva é realizado em áreas de várzea. As sementes são lançadas nos leitos dos rios quando as águas baixam. No início da cheia, é feita a colheita. Os agricultores cortam as plantas, separam em feixes e os deixam de molho para amolecer, durante cerca de dez dias. Depois, retiram as fibras de dentro d’água para a secagem, que é feita em varais artesanais.

    A falta de estrutura adequada para colheita, transporte, secagem, prensagem e armazenamento traz riscos e prejuízos para os produtores. Como o produto final ainda tem uso restrito, os compradores são poucos.

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    Aprimoramento

    O projeto aprovado pela Finep prevê a realização de estudos para aprimoramento das espécies; criação de maquinário para a colheita, para a quebra e separação de sementes; desenvolvimento de infraestrutura digital para a gestão do cultivo; avaliação de mecanismos financeiros para a produção em escala; consolidação de negócios comunitários piloto, que possam ser replicados em outros territórios; e testes e avaliações em todas as fases da produção, com vistas à obtenção de uma fibra mais nobre.

    Rodrigo Secioso destacou que além de melhorar as condições de trabalho, o projeto visa aumentar a produtividade, agregar valor ao produto e ampliar o mercado consumidor.

    O diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos, acrescentou que “este tipo de apoio, em que o governo federal assume o risco da inovação, junto às empresas e institutos de pesquisa, é essencial para viabilizar iniciativas tipicamente brasileiras com potenciais benefícios diretos e indiretos para as comunidades envolvidas”.

    O investimento total no projeto alcança R$ 25,7 milhões, sendo R$ 15,2 milhões, ou o equivalente a 60%, financiados pela Finep como subvenção, conforme o edital Finep Amazônia – Subvenção Econômica à Inovação em Fluxo Contínuo – Bioeconomia e Desenvolvimento Regional.

    Além da Companhia Têxtil de Castanhal, participam do projeto três instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs), que são a Universidade Federal da Amazônia, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), e quatro empresas (Bioverse, Supernova, MGK Equipamentos e LABB41).

  • Intercâmbio cultural leva saberes da cultura popular nordestina a alunos da rede pública do Amazonas

    Intercâmbio cultural leva saberes da cultura popular nordestina a alunos da rede pública do Amazonas

    Estudantes do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Áurea Braga, no bairro Compensa, zona oeste de Manaus, vão ter a oportunidade de participar de um intercâmbio cultural com a Oficina de Danças Populares Brasileiras. A atividade, que acontece na segunda-feira (01º/06), busca fortalecer o conhecimento sobre as manifestações tradicionais do país e estimular o intercâmbio cultural entre diferentes regiões brasileiras. A iniciativa conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

    A iniciativa também contribui para aproximar o público jovem das manifestações populares, estimulando a valorização da cultura como instrumento de formação cidadã, pertencimento e preservação da memória coletiva.

    Além da atividade formativa na escola, o grupo Os Cariris integra a programação do 1º Fórum e Mostra de Artes Populares e Culturas Étnicas do Amazonas, que será realizado entre os dias 4 e 6 de junho, em Manaus. O evento reunirá artistas, pesquisadores, gestores culturais e representantes de grupos tradicionais em uma programação voltada ao fortalecimento das culturas populares e dos povos tradicionais.

    As ações integram as atividades do Pontão de Cultura Marquesiano, reconhecido pela Política Nacional Cultura Viva, e são realizadas com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Edital nº 005/2025.

    A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Amazonas com a democratização do acesso à cultura, a valorização das manifestações populares e o incentivo a ações de formação artística e intercâmbio cultural que fortalecem a diversidade e a identidade cultural brasileira.

  • Brasileiro Feminino Sub-17: São Raimundo é superado pelo São Paulo na estreia da competição nacional

    Brasileiro Feminino Sub-17: São Raimundo é superado pelo São Paulo na estreia da competição nacional

    O São Raimundo foi superado pelo São Paulo por 9 a 1 neste domingo (31), em duelo válido pela partida de estreia do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17. O confronto marcou o início da trajetória da equipe amazonense na competição nacional.

    O clube paulista abriu vantagem ainda na primeira etapa e manteve o ritmo ofensivo ao longo do confronto. O São Raimundo buscou reagir e marcou seu gol com Cleicymara, na etapa final.

    Os gols do São Paulo foram anotados por Sofia, cinco vezes, Giovanna, duas vezes, e Jheniffer Coutinho, também em duas oportunidades.

    Apesar do resultado, a equipe amazonense segue na disputa da competição e já volta suas atenções para o próximo desafio em busca da recuperação no campeonato.

    Na próxima rodada, o São Raimundo enfrenta o Sport Recife-PE, no dia 7 de junho, às 14h, no Estádio José Dionísio, em Goiana- PE, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17.

  • Escola deve estimular descanso e abrir espaço para neurodivergentes, prevê projeto

    Escola deve estimular descanso e abrir espaço para neurodivergentes, prevê projeto

    O Senado analisa um projeto de lei que prevê pausas de descanso durante a jornada escolar e campanhas de conscientização sobre a importância do sono para o desenvolvimento dos alunos. O texto também estabelece que as escolas devem oferecer, sempre que possível, um espaço seguro e acolhedor para descanso e autorregulação de estudantes neurodivergentes.

    O PL 175/2026, proposto pelo ex-senador Bruno Bonetti (PL-RJ), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394, de 1996) para incluir as medidas entre as incumbências dos estabelecimentos de ensino. Segundo o parlamentar, as escolas precisam se adaptar para atender às necessidades biopsicossociais (físicas, psicológicas e sociais) dos estudantes.

    Bonetti alerta sobre as consequências da privação de sono na infância e adolescência, que compromete o desenvolvimento cognitivo e reduz a capacidade de atenção e memória. Segundo o autor, a introdução de pausas de descanso resulta na melhoria do rendimento acadêmico e no fortalecimento da saúde mental, “configurando-se como um investimento crucial em bem-estar e qualidade de ensino”.

    Educação inclusiva

    A proposta trata especialmente dos alunos neurodivergentes, cujo cérebro funciona de forma diferente do funcionamento neurológico considerado típico. São exemplos de neurodivergências o transtorno do espectro autista (TEA) e o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

    Os espaços destinados à autorregulação emocional e sensorial de estudantes neurodivergentes, propostos no projeto, têm o objetivo de garantir a esses alunos um local seguro para descompressão em momentos de crise ou sobrecarga, justifica o autor. O texto cita o modelo das “salas azuis” já adotadas em algumas instituições.

    Para o senador, esses espaços “promovem a inclusão efetiva ao permitir que o estudante utilize estratégias para regular seu estado sensorial e emocional, prevenindo crises e permitindo que retorne à sala de aula em condições de participar plenamente”. Além disso, funcionam como apoio pedagógico aos professores e ajudam a reduzir a sobrecarga das famílias, explica.

    A medida visa concretizar o direito à educação inclusiva já previsto na legislação, argumenta Bonetti.

    Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly 

    Fonte: Agência Senado

  • Bandeira tarifária em junho permanece amarela

    Bandeira tarifária em junho permanece amarela

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou nesta sexta-feira (29) que a bandeira tarifária no mês de junho permanecerá amarela. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

    De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho.

    Adotado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta essencial de transparência, permitindo que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no País.

    Com o acionamento da bandeira amarela, a ANEEL reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.

    Saiba mais sobre as bandeiras em https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/tarifas/bandeiras-tarifarias

  • Casos de violência sexual em conflitos mais que duplicaram em 2025, diz ONU

    Casos de violência sexual em conflitos mais que duplicaram em 2025, diz ONU

    No ano passado, quase 10 mil casos de violência sexual relacionada a conflitos foram documentados pelas Nações Unidas. O número representa mais do que o dobro de casos notificados no mesmo período de 2024. Os dados constam de um relatório do secretário-geral da ONU, divulgado neste 29 de maio.

    A publicação documenta o recurso à violação, à escravidão sexual e ao casamento forçado, bem como ao tráfico e aos raptos em 21 países afetados por conflitos em África, no Oriente Médio, na Europa e no Caribe.

    Agravamento da violência sexual 

    A representante especial do secretário-geral sobre Violência Sexual em Conflito, Pramila Patten, afirmou que os números refletem uma tendência global de agravamento da violência sexual em contextos de guerra, “marcados por extrema brutalidade e visando esmagadoramente mulheres e meninas”.

    O relatório confirmou 9.788 casos de violência sexual relacionada com conflitos durante 2025. No entanto, a representante da ONU enfatizou que este número não reflete a realidade brutal.

    “Os números contidos neste relatório devem ser entendidos não como o quadro completo, mas como um indicador de um padrão muito mais amplo de violações que permanecem em grande parte invisíveis e subnotificadas”, afirmou.

    Civis como alvo 

    Apesar de as mulheres e meninas continuarem a ser os principais alvos da violência sexual, homens e meninos também foram submetidos a abusos sexuais como forma de tortura.

    Por sua vez, as pessoas Lgbtqi+ enfrentaram um risco acrescido de perseguição e assédio direcionado.

    Segundo os dados, as vítimas tinham idades entre um e 70 anos, registando-se também casos envolvendo pessoas com deficiência.

    A violência foi frequentemente acompanhada por abusos físicos extremos, incluindo homicídios após violação e casos de suicídio entre sobreviventes, sublinha Pramila Patten.

    Áreas ricas em recursos naturais 

    O relatório refere que grupos armados não-estatais continuaram a usar a violência sexual para exercer controlo sobre comunidades e territórios, incluindo áreas ricas em recursos naturais.

    Perante a documentação de padrões contínuos de violência sexual, as forças armadas e de segurança da Rússia e as forças armadas e de segurança de Israel foram incluídas pela primeira vez na publicação anual.

    A ampla disponibilidade de armas ligeiras continuou também a alimentar a violência sexual em múltiplos conflitos, segundo as conclusões.

    Ao mesmo tempo, as restrições ao acesso humanitário, a insegurança e a falta de financiamento dificultaram a documentação dos abusos e o apoio aos sobreviventes.

    Apelo à ação 

    O relatório insta o Conselho de Segurança e os respetivos Estados-Membros a reforçar a prevenção, a responsabilização e o apoio aos sobreviventes de violência sexual.

    As recomendações incluem garantir o acesso humanitário, a expansão do mecanismo de monitorização e sanções, o reforço da proteção das mulheres nas missões da ONU e o aumento do financiamento para serviços médicos, psicossociais e jurídicos.

  • Prefeitura reforça fiscalização no Centro e apreende materiais de estabelecimentos reincidentes

    Prefeitura reforça fiscalização no Centro e apreende materiais de estabelecimentos reincidentes

    A Prefeitura de Manaus realizou, na madrugada deste domingo, 31/5, a segunda operação consecutiva de fiscalização na região da praça da Saudade e rua Simão Bolívar, no Centro, zona Sul da capital. A ação integrada resultou na aplicação de cinco autos de infração pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e na apreensão de 15 materiais utilizados de forma irregular de estabelecimentos que voltaram a ocupar irregularmente calçadas e espaços públicos, mesmo após orientações e medidas administrativas anteriores.

    A fiscalização integra o trabalho de ordenamento urbano desenvolvido pela Prefeitura de Manaus e atende a demandas encaminhadas pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), além de denúncias de moradores relacionadas à poluição sonora, perturbação do sossego público, ocupação irregular de áreas públicas, obstrução de vias e comércio ambulante irregular.

    A ação contou com a participação integrada de órgãos da Prefeitura de Manaus e do governo do Estado, incluindo Guarda Municipal de Manaus (GMM), Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa/Visa Manaus), Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), além de órgãos estaduais e instituições parceiras.

    Segundo a chefe da Divisão de Controle do Implurb (Dicon), Maria Aparecida Froz, a operação busca garantir que os espaços públicos cumpram sua função social e permaneçam acessíveis para toda a população.

    “O que temos observado é que alguns estabelecimentos insistem em ocupar irregularmente calçadas e áreas públicas, mesmo após orientações e notificações anteriores. Nesta segunda ação, as apreensões ocorreram justamente em casos de reincidência, quando os responsáveis voltaram a descumprir as normas urbanísticas. O espaço público é de uso coletivo e sua ocupação depende de autorização do poder público, respeitando critérios que garantam a circulação segura de pedestres e a acessibilidade de toda a população”, destacou.

    Maria Aparecida também ressaltou que muitos comerciantes ainda tratam as calçadas como extensão dos próprios estabelecimentos.

    “O que percebemos é que muitos comerciantes acham que o espaço da calçada pertence a eles e entendem que podem ocupá-lo de forma irregular. Por isso contamos com a atuação permanente da fiscalização para atender às demandas da população e evitar esse tipo de abuso”, afirmou.

    De acordo com a Semacc, entre os 15 itens irregulares apreendidos estão mesas, cadeiras, bebidas, carrinhos de churrasco e mais outros itens diversos. O diretor de comércio formal da pasta, Jorge Pimentel, explica que a operação visa coibir práticas irregulares e contribuir para a organização e ordenamento dos espaços fiscalizados.

    “O nosso trabalho é coibir o ambulante que não está aqui de forma autorizada. Eles são notificados, é feito o auto de infração, seguido do recolhimento dos materiais”, completou.

    Vigilância Sanitária 

    Como parte da operação, a Visa Manaus também atuou com equipes mobilizadas para verificar a segurança sanitária dos alimentos e bebidas oferecidos ao público nos comércios da área e para oferecer orientações sobre boas práticas sanitárias.

    Os locais visitados estavam com licença sanitária válida e não apresentavam infrações significativas. Dois deles, que estavam próximos da data de renovação, foram orientados acerca de higiene e organização, além da recuperação de alguns pontos na estrutura física, como recuperação de piso, retirada de infiltração e pintura. Não foram encontrados alimentos em situação irregular.

    Amparo legal

    As apreensões realizadas durante a operação possuem respaldo na legislação urbanística municipal e no Plano Diretor de Manaus. De acordo com as normas vigentes, a utilização de passeios públicos e demais áreas comuns para atividades comerciais depende de autorização prévia do poder público e do cumprimento de requisitos relacionados à acessibilidade, mobilidade urbana e segurança dos pedestres.

    O entendimento jurídico adotado pelo município estabelece que a ocupação irregular de calçadas e logradouros públicos configura infração administrativa, sujeita à aplicação de multas e à apreensão dos materiais utilizados na irregularidade, como mesas, cadeiras e equipamentos que obstruam a circulação de pessoas.

    Antes das apreensões, os responsáveis pelos estabelecimentos foram orientados e notificados pelos órgãos de fiscalização. Entretanto, diante da reincidência das irregularidades, foram adotadas as medidas previstas na legislação municipal.

    A Prefeitura de Manaus reforça que continuará realizando ações integradas de fiscalização na área central da cidade e em outras regiões da capital, visando garantir o ordenamento urbano, a acessibilidade, a segurança da população e o cumprimento das normas municipais.

    Denúncias

    A população pode colaborar com as ações de fiscalização por meio do Disque Denúncia do Implurb, pelos telefones (92) 3673-9305 e 161, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, exceto feriados e pontos facultativos, ou pelo e-mail disquedenuncia.implurb@manaus.am.gov.br.

  • Diagnóstico precoce pode estabilizar progressão da esclerose múltipla

    Diagnóstico precoce pode estabilizar progressão da esclerose múltipla

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 2,8 milhões de pessoas vivem com esclerose múltipla no mundo – no Brasil, cerca de 40 mil têm a doença. Apesar de ainda não ter cura, o diagnóstico precoce pode estabilizar a progressão da esclerose. Além disso, avanços em medicação e terapias nos últimos anos permitiram reduzir a atividade inflamatória e oferecer mais qualidade de vida aos pacientes.

    Neste sábado (30) é lembrado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla. De acordo com a OMS, o número de pessoas afetadas tem aumentado gradativamente, sendo a maioria mulheres. A cada cinco minutos, uma pessoa recebe o diagnóstico de esclerose múltipla no mundo, de acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF).

    O que é a esclerose múltipla?

    É considerada uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central, afetando o cérebro e a medula espinhal. Com isso, pode comprometer funções motoras, cognitivas, visuais e sensoriais. A condição atinge majoritariamente adultos jovens e mulheres e exige diagnóstico precoce e tratamento contínuo para estabilizar a progressão da doença e garantir melhor qualidade de vida.

    O Ministério da Saúde reforça que a enfermidade acomete normalmente adultos jovens, dos 20 aos 50 anos de idade, com pico aos 30 anos, sendo mais rara quando se inicia fora dessa faixa etária. Em média, é duas vezes mais frequente em mulheres e apresenta menor incidência na população afrodescendente, oriental e indígena.

    O neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema e membro da Federação Mundial de Neurorradiologia, explica que a esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo, especialmente a mielina, substância responsável por proteger e facilitar a condução dos impulsos nervosos no cérebro e na medula espinhal.

    Diagnóstico

    Os sintomas da esclerose múltipla podem variar de pessoa para pessoa e surgir de forma intermitente, o que costuma atrasar a procura por avaliação especializada. Fadiga intensa, alterações visuais, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldades motoras e alterações urinárias estão entre os sinais mais comuns.

    A doença pode impactar diferentes funções neurológicas ao longo do tempo. Por esse motivo, especialistas alertam para a importância da investigação adequada de sintomas, que não devem ser normalizados.

    Segundo Maia, o reconhecimento de sintomas persistentes ou fora do padrão é condição essencial para evitar atrasos no diagnóstico.

    O médico esclareceu que muitos pacientes convivem durante meses, ou até anos, com sintomas neurológicos que são tratados como algo passageiro. Ele ressalta que “no caso de doenças como a esclerose múltipla, investigar cedo pode fazer diferença na preservação da qualidade de vida e na condução do tratamento”.

    Alto Custo

    O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde garante o diagnóstico e o fornecimento gratuito de medicamentos para pacientes com esclerose múltipla.

    Para ter acesso ao tratamento e aos medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a pessoa deve passar por avaliação médica, preferencialmente com um neurologista no SUS, que preencherá o Laudo de Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos (LME). Junto com exames como a ressonância magnética e documentos pessoais, o laudo deve ser entregue na Farmácia de Alto Custo mais próxima para que o paciente tenha acesso às medicações.

  • Livre brincar deve ser um compromisso coletivo com a infância

    Livre brincar deve ser um compromisso coletivo com a infância

    Brincar é um direito humano garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU). Comemorado na última quarta-feira (28), o Dia Mundial do Brincar estimulou atividades por todo país e mais uma vez provocou reflexões sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento humano, especialmente o das crianças. 

    A Agência Brasil conversou com a pesquisadora e professora universitária especialista no tema Sarah Menezes Rocha. Ela é mãe de uma bebê de 1 ano, formadora de docentes e conselheira da Aliança pela Infância, um movimento internacional em defesa da infância e que há duas décadas celebra a data no Brasil.

    Em manifesto sobre a importância do brincar publicado nas redes sociais na última semana, a Aliança disse que esta é a principal forma de a criança “existir, se expressar, elaborar sentimentos e compreender o mundo”.

    A entidade alertou para a importância de reservar tempo para as brincadeiras, em um mundo cada vez mais atravessado por telas.

    “É no brincar livre que crianças se desenvolvem, criam vínculos e se encontram com o outro, desenvolvendo a sua humanidade”, diz o texto da organização. “Brincar é a maneira da criança participar da sociedade, é expressão cidadã e democrática”.

    Neste ano, as atividades em celebração ao Dia Mundial do Brincar vão até domingo (31). A Aliança pela Infância organizou em seu site uma agenda nacional com atividades em escolas, coletivos, organizações e comunidades por todo o país, como um chamado para que a sociedade se engaje na defesa deste direito.

    Leia abaixo a entrevista

    Agência Brasil: O que é o brincar? A senhora pode definir exatamente? E qual sua importância?

    Sarah Menezes Rocha: O brincar é a linguagem da própria infância. É a forma como a criança se relaciona com o mundo, com o outro e consigo mesma. Quando a criança está brincando, ela não está apenas passando o tempo, se distraindo, ela está experimentando o mundo ao seu redor, imaginando, ela está ali tendo a oportunidade de criar hipóteses, de sentir diferentes emoções, construir vínculos e também traduzir a cultura.

    A gente tem, no Brasil, um brincar tão diverso. Em cada região, há um tipo de brincadeira peculiar. As crianças também são seres produtores de cultura, dentro do que é a grande cultura brasileira.

    Agência Brasil: Existe uma idade limite para brincar?

    Sarah Menezes Rocha: Não. O brincar nasce da infância, mas a gente carrega ele na nossa vida para sempre. Enquanto adultos, cabe a nós ter essa sensibilidade de poder acessar essa infância dentro de nós. A criança que a gente foi um dia está sempre conosco.

    Agência Brasil: O brincar é fundamental na formação humana?

    Sarah Menezes Rocha: O brincar é esse espaço privilegiado de construção do ser humano. Através da nossa brincadeira, a criança aprende a negociar, a esperar, a lidar com diferentes situações e conflitos. O brincar é a centelha da formação humana.

    Agência Brasil: A Base Nacional Comum Curricular, documento do Ministério da Educação que define o que os estudantes devem aprender, estabelece o brincar como parte do currículo da educação infantil. Como o brincar está sendo aplicado?

    Sarah Menezes Rocha: Falando como Aliança pela Infância, há trabalhos maravilhosos sendo feitos dentro de escolas, escolas públicas e em espaços não escolares. Agora, no ensino fundamental, ainda prevalece a visão de que a criança deixou de ser criança.

    No contexto escolar, as disciplinas tomam conta desse espaço que antes era tão necessário, tão valorizado, que era o espaço da brincadeira. Porém, o brincar não deve ser periférico no currículo. Ele precisa ser reconhecido.

    Existe hoje um risco muito grande de escolher escolarizar precocemente a infância, antecipando conteúdos e cobranças avaliativas, o que atrapalha. A criança precisa desse espaço da brincadeira, inclusive, no ensino fundamental.

    Agência Brasil: As escolas estão preparadas para incentivar o brincar?

    Sarah Menezes Rocha: Hoje existe uma pressão grande por desempenho dentro das escolas. E a gente precisa discutir isso com responsabilidade.

    Vivemos uma antecipação da lógica produtivista na infância, querendo que as crianças também sejam “seres produtores”. Até mesmo crianças bem pequenas, muitas já estão convivendo com excesso de atividades dirigidas, de metas, de estímulos. Em contrapartida, têm pouco tempo para uma experiência livre.

    Mas esse problema não nasce na escola, nasce da comunidade. Nós precisamos de um compromisso comunitário e social com o brincar. Estamos falando de ações no ambiente escolar e familiar, mas também de políticas públicas.

    Agência Brasil: Como podemos incentivar o brincar, por onde começar?

    Sarah Menezes Rocha: A gente pode garantir tempos menos acelerados para as crianças dentro do contexto familiar e escolar. A gente pode valorizar as experiências que as crianças têm ao ar livre; ocupar espaços seguros na cidade, praças, parques; cobrar das autoridades esses espaços com segurança; podemos promover brincadeiras coletivas em casa, no condomínio, além de incluir as crianças sempre.

    É preciso ampliar o espaço de escuta, porque as crianças precisam ser ouvidas. Elas sabem dizer como que a gente pode abrir espaço para o brincar de forma livre. O desenvolvimento humano, de forma saudável, ocorre quando a gente oportuniza os espaços para que a criança seja criança.

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