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  • 92% dos brasileiros demonstram preocupação com animais silvestres – e unidades do ICMBio mostram como a conservação acontece na prática

    92% dos brasileiros demonstram preocupação com animais silvestres – e unidades do ICMBio mostram como a conservação acontece na prática

    á um Brasil que ainda se emociona quando vê uma onça atravessando a mata, um povo que para ao ver uma arara voando, uma gente que se arrepia com o canto das aves e que reconhece, mesmo em meio ao caos das grandes cidades, que existe algo de essencial na permanência da vida silvestre. 

    Uma pesquisa recente do Instituto Vida Livre, em parceria com a Quaest, aponta aquilo que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) presencia diariamente em suas unidades de conservação (UCs) federais, centros de pesquisa e ações em campo: os brasileiros demonstram preocupação crescente com os animais silvestres e reconhecem a importância da conservação ambiental. De acordo com o estudo, para 92% dos brasileiros, preservar os animais silvestres é algo “muito importante” (83%) ou “importante” (9%). Além disso, 68% da população acredita que a proteção da fauna deve estar entre as prioridades do país. 

    Mas existe uma pergunta inevitável por trás dessa sensibilização coletiva: o quanto esse apoio se transforma, de fato, em apoio efetivo à conservação da biodiversidade? 

    Mais do que revelar empatia pela fauna, a pesquisa evidencia um desafio central para a conservação no país: transformar este sentimento em participação ativa. Isso envolve desde atitudes cotidianas e engajamento social até o fortalecimento das políticas públicas ambientais, das unidades de conservação e das ações de pesquisa, monitoramento e fiscalização. 

    Nas unidades de conservação e centros de pesquisa do Instituto Chico Mendes, essa questão é prioritária aos trabalhos de quem atua para evitar o desaparecimento silencioso de espécies ameaçadas. 

    “O resultado dessa pesquisa mostra que a sociedade brasileira compreende algo que a ciência vem alertando há décadas: não existe futuro possível com florestas vazias e espécies desaparecendo diante dos nossos olhos, salienta Marcelo Marcelino, diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (DIBIO) do ICMBio. 

    “A proteção da fauna silvestre depende de políticas públicas permanentes, investimento em pesquisa, fiscalização, conservação dos habitats e fortalecimento das unidades de conservação”, destaca Marcelo Marcelino. 

    Segundo ele, quando uma espécie desaparece, não se perde apenas um símbolo da natureza brasileira. “Quando uma onça perde território, quando uma arara desaparece de um bioma, não estamos falando apenas da perda de um animal simbólico – estamos falando do enfraquecimento dos ecossistemas que sustentam a vida, a água, o clima e a própria segurança ambiental da população”, afirma. 

    Entre os animais silvestres, a pesquisa mostra que a onça-pintada (33%) e a arara (20%) são as espécies que mais representam o Brasil para a população. No ICMBio, projetos desenvolvidos em diferentes biomas ajudam a conservar essas espécies e também muitas outras que, mesmo menos conhecidas, são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas brasileiros. 

    Onde há onça, há vida 

    No Parque Nacional do Iguaçu (PR), o segundo mais visitado do país em 2025, uma das mais importantes populações de onça-pintada da Mata Atlântica sobrevive graças a um esforço contínuo de pesquisa, monitoramento, proteção territorial e cooperação institucional. 

    “A onça-pintada é uma espécie-chave para o equilíbrio dos ecossistemas e sua presença no Parque Nacional do Iguaçu é um importante indicador da qualidade ambiental da unidade de conservação”, coloca o chefe da unidade, Ulisses dos Santos. 

    Predadora de topo da cadeia alimentar, a onça regula populações de outras espécies e ajuda a manter processos ecológicos fundamentais para a floresta. Sem ela, o equilíbrio ambiental começa a se desfazer em cadeia. 

    “Onde há onça, há vida”, resume Ulisses.  

    Mas proteger grandes mamíferos exige muito mais do que admiração pública. 

    A perda e fragmentação dos habitats, os atropelamentos, os conflitos com atividades humanas e a redução dos remanescentes florestais seguem entre os maiores desafios enfrentados pela espécie. É nesse ponto que se apresentam os trabalhos do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP) do ICMBio. 

    Embora a onça-pintada seja o animal mais conhecido, o centro atua também na conservação de espécies menos visíveis – e muitas vezes mais vulneráveis – como ariranhas, jaguatiricas, gato-palheiro-pampeano, gato-macambira, raposinha-do-campo e lobos-guará. 

    Para o coordenador do centro, Rogério Cunha, um dos maiores paradoxos da conservação no país é justamente a distância entre o discurso ambiental e o apoio efetivo às ações de campo. 

    “Todo mundo acha bonito, acha importante proteger, mas quando a gente fala de realmente investir em ações de conservação, em disponibilizar recursos, cadê essas pessoas?” questiona.  

    Segundo Rogério, muitos projetos de conservação ainda dependem de redes de apoio externas, parcerias e campanhas de financiamento coletivo para fortalecer iniciativas de proteção da fauna. O desafio, afirma, é fazer com que a grande mobilização emocional que os animais despertam também se converta em maior engajamento da sociedade geral e do setor privado com a conservação. 

    O pesquisador também chama atenção para outro desafio crescente: a disseminação de conteúdos sensacionalistas e fake news envolvendo animais silvestres. Vídeos que tratam onças, lobos e outros carnívoros como atrações turísticas ou animais domesticáveis acabam reforçando uma percepção equivocada da fauna e dificultam estratégias de conservação baseadas em ciência e coexistência responsável.  

    Para ele, apoiar a conservação também significa defender políticas públicas ambientais e cobrar compromisso institucional dos setores que geram impactos sobre os habitats naturais.  

    Araras que ajudam a reconectar a cidade com a floresta 

    No coração de uma das maiores metrópoles do país, o Parque Nacional da Tijuca (RJ) convive diariamente com esse encontro entre pessoas e fauna silvestre. Ali, em meio à Mata Atlântica cercada pela cidade, histórias como as das araras Fátima e Sueli ajudam a aproximar o público urbano da biodiversidade brasileira – e transformam aves em símbolos vivos da conservação. 

    Além de personagens carismáticas, as araras representam também o trabalho contínuo de conservação, monitoramento e educação ambiental desenvolvido pelo ICMBio. Em uma floresta inserida dentro de uma grande área urbana, proteger a fauna exige pesquisa, manejo, acompanhamento técnico e, principalmente, a construção de uma relação mais consciente entre sociedade e natureza. 

    A chefe do parque nacional, o mais visitado do país, Viviane Lasmar, vai ao encontro de Marcelino. “Os dados da pesquisa refletem a nossa rotina no Parque Nacional da Tijuca: o brasileiro tem um forte laço afetivo com a fauna silvestre, mas esse sentimento precisa virar cuidado concreto”, diz.  

    O parque convive com desafios permanentes relacionados à coexistência entre pessoas e vida silvestre. O avanço das construções da cidade, a circulação intensa de visitantes e práticas inadequadas no contato com os animais impactam diretamente a fauna e os ecossistemas protegidos. 

    É por isso que, segundo Viviane, “proteger essas espécies e combater a síndrome da floresta vazia é um compromisso urgente que depende diretamente das escolhas práticas de cada cidadão”.  Ela lembra que pequenas atitudes fazem diferença direta na proteção da fauna: não alimentar animais, respeitar trilhas, descartar corretamente o lixo e compreender que espécies silvestres não pertencem ao ambiente doméstico nem ao entretenimento humano. 

    “O passo a ser dado, além do afeto, é transformar a empatia pelos bichos em respeito real, educação ambiental e engajamento permanente com o habitat deles”, recomenda Viviane. 

    Nesse processo, o trabalho do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) do ICMBio estrutura estratégias de conservação em escala nacional. Como um dos 14 centros de pesquisa do Instituto, avalia o estado de conservação das espécies, elabora Planos de Ação Nacional (PANs), e atua no monitoramento populacional e em ações voltadas à proteção das aves brasileiras ameaçadas.  

    A coordenadora do CEMAVE, Priscilla do Amaral, também alerta para o fato de existir uma distância significativa entre sensibilização e ação prática, e destaca que as aves possuem enorme capacidade de aproximar as pessoas da biodiversidade justamente porque fazem parte do cotidiano, inclusive em áreas urbanas. “Elas carregam um forte simbolismo cultural associado à liberdade, beleza e equilíbrio ambiental, funcionando como importantes embaixadoras da conservação, explica.  

    Além do simbolismo, o monitoramento das aves também funciona como ferramenta de medição da saúde ambiental dos ecossistemas. O desaparecimento ou redução populacional de determinadas espécies pode indicar desequilíbrios ambientais relacionados ao desmatamento, fragmentação florestal, poluição e/ou mudança do clima. 

  • Festival com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (

    Festival com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (

    Começam a ser vendidos nesta quarta-feira (03) os ingressos para o “CÊ TÁ DOIDO FESTIVAL” em Manaus (AM). A label que vem fazendo história por onde passa e que reúne Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (AM) no dia 03 de outubro (sábado). A assinatura do maior projeto sertanejo da atualidade é da MJ Entretenimento e a produção local será assinada por PUMP Entertainment. Os ingressos podem ser adquiridos através da plataforma vaideingresso.com.br.

    “Estamos ansiosos para estar junto com vocês”, garantem Ícaro & Gilmar. “Vai ser mais uma edição histórica. Corre comprar o ingresso”, sugere Panda. “Queremos lotar esse show que promoter ser histórico”, completam Humberto & Ronaldo. Os cinco artistas se apresentam simultaneamente proporcionando mais de quatro horas de show em um palco 360° em formato de posto de combustíveis que será montado no podium da Arena da Amazônia. O line-up do Festival também terá os DJs Pedro Volt e Comandante, o “pagonejo” do CDB com PEU e Lucas, e o locutor Pedro Lima, em uma experiência imersiva, única e exclusiva.

    O Instituto Maria José, braço social da MJ MUSIC, participa ativamente do “CÊ TÁ DOIDO FESTIVAL” com a arrecadação de alimentos não-perecíveis que são doados a entidades locais.

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  • Em Eirunepé, mulher é presa por desferir golpes de faca próximos ao pescoço da vítima

    Em Eirunepé, mulher é presa por desferir golpes de faca próximos ao pescoço da vítima

    A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), prendeu uma mulher, de 22 anos, suspeita de desferir golpes de faca próximo à clavícula de outra mulher, de 30 anos. O caso foi registrado na noite de terça-feira (02/06), no município de Eirunepé (a 1.160 quilômetros de Manaus).

     

    Por volta das 21h20, os policiais militares receberam uma denúncia, via linha-direta, relatando que no beco do Terçado, próximo à estrada do Xidá, uma mulher teria desferido golpes de faca na região próxima ao pescoço contra um desafeto.

     

    A equipe policial foi até o ponto informado onde localizou a suspeita portando a faca que foi utilizada para cometer o ato criminoso.

     

    A vítima foi encaminhada para uma unidade hospitalar para procedimentos médicos, e a suspeita conduzida à 7ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Eirunepé.

     

    Denúncia

     

    A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar, imediatamente, ao tomar conhecimento da ação criminosa, por meio do disque denúncia 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

  • Homem é preso com 15 tabletes de skunk em lancha que chegava ao Porto de Manaus

    Homem é preso com 15 tabletes de skunk em lancha que chegava ao Porto de Manaus

    A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), prendeu um homem e apreendeu 15 tabletes de maconha tipo skunk, na madrugada desta quarta-feira (03/06), na área da Balsa Amarela, bairro Centro, zona sul de Manaus.

    A equipe policial recebeu uma denúncia, por volta de 3h, informando que uma embarcação oriunda do município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) estaria transportando drogas com destino à capital.

    Durante as diligências, os policiais militares abordaram a lancha e localizaram o suspeito. Na revista da mala que ele transportava foram encontrados os 15 tabletes de maconha tipo skunk.

    O suspeito, juntamente com o material apreendido, foi encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

    Denúncia

    A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar, imediatamente, ao tomar conhecimento da ação criminosa, por meio do disque denúncia 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

  • Homem é preso por associação ao tráfico e organização criminosa em Nova Olinda do Norte

    Homem é preso por associação ao tráfico e organização criminosa em Nova Olinda do Norte

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 47ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros de Manaus), cumpriu, na terça-feira (02/06), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 34 anos, investigado pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e participação em organização criminosa. A prisão foi efetuada no município.

    A prisão faz parte da operação Segurança Presente – ação rio Madeira, deflagrada, nesta segunda-feira (01/06), pelo Governo do Amazonas sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).

    De acordo com o delegado Bruno Rafael, as investigações apontaram que o suspeito é um dos líderes do narcotráfico no município e exerce a função de conselheiro de uma organização criminosa com atuação na região.

    “Diante dos elementos colhidos durante as investigações, representamos à Justiça pela prisão preventiva do investigado, bem como pelo cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar. Durante as diligências, foram apreendidos uma motocicleta, um aparelho celular e um caderno contendo anotações que podem contribuir para o avanço das investigações”, informou o delegado.

    Segundo a autoridade policial, todo o material apreendido será submetido à perícia e analisado para auxiliar na produção de provas e no aprofundamento das investigações.

    Procedimentos

    O homem responderá pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e participação em organização criminosa e ficará à disposição da Justiça.

  • Caso Benício: Justiça aceita denúncia por homicídio qualificado contra médica e técnica de enfermagem

    Caso Benício: Justiça aceita denúncia por homicídio qualificado contra médica e técnica de enfermagem

    O juiz de direito sumariante Fábio César Olintho de Souza, da 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, recebeu formalmente a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM), contra a Juliana Brasil Santos e Raíza Bentes Praia. As profissionais passam a responder criminalmente pelo homicídio qualificado da criança Benício Xavier de Freitas, ocorrido nas dependências de um Hospital Particular de Manaus. A decisão interlocutória foi publicada nesta quarta-feira, 03 de junho de 2026.

    A acusação formulada pelo órgão ministerial tipificou a conduta das rés na modalidade de dolo eventual — quando se assume o risco de produzir o resultado —, qualificada pelo emprego de veneno (artigo 121, § 2.º, inciso III, do Código Penal). Segundo a denúncia do Ministério Público, Juliana Brasil emitiu uma prescrição eletrônica contendo superdosagem de adrenalina por via intravenosa. A substância foi posteriormente administrada na forma prescrita por Raíza Bentes, resultando no óbito do paciente.

    Além da imputação por homicídio qualificado, Juliana Brasil Santos foi denunciada por falsidade ideológica (artigo 299 do Código Penal), crime que teria sido praticado por dez vezes em concurso formal. De acordo com as investigações, a profissional utilizava carimbos e guias declarando possuir especialidade em pediatria, sem possuir o devido Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

    O Poder Judiciário também homologou o despacho do Ministério Público que determinou o arquivamento parcial das investigações em relação a outros envolvidos. Foram isentados de responsabilidade criminal os gestores do Hospital, bem como os médicos plantonistas, contra os quais se cogitava inicialmente a prática de homicídio culposo.

    Também foram arquivadas as suspeitas de fraude processual e uso de documento falso que recaíam sobre Juliana Brasil Santos. Com a homologação fundamentada no artigo 28 do Código de Processo Penal, a ação penal prosseguirá única e exclusivamente contra as duas rés denunciadas.

    Na mesma decisão, o magistrado deferiu o pedido de habilitação de Bruno Mello de Freitas e Joyce Xavier de Carvalho, pais de Benício, para atuarem como assistentes de acusação. O pedido havia sido negado anteriormente devido à ausência de uma ação penal formalizada, óbice que foi superado com o recebimento da denúncia.

    A respeito da tramitação do processo, o juízo determinou o levantamento parcial do segredo de justiça, restabelecendo a regra constitucional da publicidade dos atos processuais. Contudo, atendendo a preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) relativos à proteção da dignidade e imagem de menores, foi decretado sigilo restrito sobre o acervo de mídias, vídeos e fotografias que retratam a vítima em estado crítico ou em situação de óbito. Conforme ponderado na decisão, tais registros possuem altíssima sensibilidade e sua exposição causaria dor renovada aos familiares.

    O juiz Fábio César Olintho de Souza indeferiu integralmente um requerimento apresentado pela defesa de Juliana Brasil Santos, que pleiteava a readequação e a individualização do rol de testemunhas do Ministério Público. A defesa argumentava que o órgão acusador deveria especificar quais testemunhas provariam o homicídio e quais tratariam da falsidade ideológica.

    O magistrado considerou a premissa técnica da defesa equivocada, salientando que o limite legal de oito testemunhas (artigo 401 do CPP) é calculado por fato e por réu, estando o rol do MP-AM dentro dos parâmetros. O juiz alertou que a insistência em pedidos dessa natureza em fases que exigem celeridade assemelha-se a uma postura protelatória, lembrando que “a garantia constitucional da ampla defesa não se confunde com uso protelatório do processo”.

    Com o recebimento da peça inicial, o juízo determinou a citação pessoal de Juliana Brasil Santos e Raíza Bentes Praia para que apresentem resposta escrita à acusação no prazo legal de 10 dias, conforme rito estabelecido no artigo 406 do Código de Processo Penal. Caso as acusadas não sejam localizadas, determinou-se, desde já, a realização de citação por edital.

    Leia mais:

    Coren-AM confirma suspensão de registro profissional da enfermeira do caso Benício

    Em documento médica admite erro em prescrição de adrenalina que resultou na morte de menino de 6 anos

     

  • Anvisa determina recolhimento de lote da água mineral Cristal sem gás

    Anvisa determina recolhimento de lote da água mineral Cristal sem gás

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução 2.247/2026, na qual comunica o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. 

    O produto é fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda (CNPJ: 07.245.544/0001-62), localizada em Luziânia, em Goiás. A própria empresa determinou o recolhimento após laudo laboratorial constatar contaminação pela bactéria Pseudomonas.

    O lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml e foi distribuído no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Ainda segundo a Mineração Bom Jesus, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.

    Bactéria Pseudomonas

    O recolhimento voluntário está sendo feito “após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do DF (Divisa/DF) para análise de alimentos”.

    Segundo a empresa, a contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme “previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada”. Diante do resultado, a Divisa/DF determinou a interdição do local e comunicou o caso à Anvisa.

    Orientação ao consumidor

    A Anvisa orienta os consumidores que verifiquem sem têm em casa unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/01/2027. “Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso”.

    “De acordo com as informações apresentadas pela empresa à Anvisa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras, e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor”.

    A Anvisa comunicou ainda que a Mineração Bom Jesus protocolou documentos junto à Agência no qual demonstra a abertura de “investigação interna abrangente para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas. Representantes da empresa se reuniram com a Agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente”.

    “A investigação sobre o caso segue em andamento, com acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, as informações disponíveis, incluindo o laudo fiscal e as evidências apresentadas, indicam ocorrência restrita ao lote informado”, acrescentou.

  • Brasil encontra velhos conhecidos no Grupo C da Copa do Mundo

    Brasil encontra velhos conhecidos no Grupo C da Copa do Mundo

    A seleção brasileira inicia a sua jornada em busca do tão sonhado hexacampeonato da Copa do Mundo no Grupo C da competição, no qual medirá forças com Marrocos, Escócia e Haiti. O torneio, que terá como sede Estados Unidos, México e Canadá, será disputado entre 11 de junho e 19 de julho.

    O Brasil chega à competição após um ciclo no qual teve quatro técnicos (Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e o italiano Carlo Ancelotti). Da Copa de 2022 até agora viu a queda de sua principal referência técnica, o atacante Neymar, que, apesar de ter sido convocado, está mais velho e vem sofrendo demais com problemas físicos que o impedem de desenvolver seu melhor futebol.

    Com isso, as esperanças da torcida brasileira se concentram em uma nova geração de jogadores que tem o atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid (Espanha), como expoente. Outros jogadores que podem assumir o protagonismo no time verde e amarelo são os atacantes Raphinha, do Barcelona (Espanha), e Endrick, do Lyon (França).

    Sem laterais de confiança, o italiano Carlo Ancelotti deve optar por uma espécie de 4-2-4, com uma linha de quatro defensores que avançam pouco, guardando muito suas posições e um quarteto ofensivo que tem como característica a intensa movimentação e a busca constante de associações que levem à criação de oportunidades de gol.

    Destaque em 2022

    O primeiro adversário da seleção brasileira no Mundial disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá será um dos destaques da Copa de 2022, o Marrocos. A equipe africana medirá forças com a seleção comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti no dia 13 de junho, em Nova Jersey.

    Os marroquinos já encontraram os brasileiros em um Mundial, no ano de 1998, pela fase de grupos. Naquela oportunidade, a seleção canarinho triunfou por 3 a 0, gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto.

    O futebol do Marrocos vive um claro momento de evolução, com a equipe africana tendo protagonizado uma grande campanha na Copa de 2022, quando garantiu o quarto lugar. A atual 11ª colocada do ranking de seleções da Fifa derrotou o Brasil no último encontro entre as equipes, por 2 a 1 em Tânger (Marrocos) em março de 2023, em partida amistosa que marcou o início do ciclo de preparação para o Mundial de 2026. Naquela oportunidade a seleção brasileira era dirigida, de forma interina, pelo técnico Ramon Menezes.

    Os grandes destaques da equipe comandada pelo técnico Mohamed Ouahbi são o lateral Achraf Hakimi, do PSG (França), e o goleiro Yassine Bounou, que defende o Al-Hilal (Arábia Saudita).

    Encontro inédito

    Seis dias após a estreia na Copa (em 19 de junho), na Filadélfia, o Brasil terá pela frente o único adversário da primeira fase contra o qual nunca mediu forças em Copas do Mundo, o Haiti. A seleção caribenha, que retorna a uma Copa do Mundo após um hiato de mais de 50 anos, já enfrentou o Brasil em três oportunidades, com 100% de aproveitamento da seleção brasileira.

    A equipe comandada pelo técnico francês Sébastien Migné, atual 84ª colocada do ranking de seleções da Fifa, tem como um de seus destaques o zagueiro Ricardo Adé, que ajudou a LDU (Equador) a alcançar as semifinais da última edição da Copa Libertadores.

    Velho conhecido

    O terceiro compromisso do Brasil na Copa de 2026 será no dia 24 de junho contra a Escócia. Entre os três adversários da seleção na primeira fase, este é o mais conhecido. Em Copas do Mundo, a seleção verde e amarela mediu forças com os europeus em quatro oportunidades: empate por 0 a 0 em 1974, vitória de 4 a 1 em 1982, triunfo de 1 a 0 em 1990 e vitória de 2 a 1 em 1998.

    A Escócia, que é a atual 36ª colocada do ranking de seleções da Fifa, não vive um bom momento, e participou de sua última Copa em 1998. Na equipe comandada pelo técnico Steve Clarke, um jogador que merece ser observado com atenção é o volante Scott McTominay, peça importante do Napoli (Itália).

  • Junho Azul e Vermelho: Hemoam lança campanha de incentivo à doação de sangue com os bois Caprichoso e Garantido

    Junho Azul e Vermelho: Hemoam lança campanha de incentivo à doação de sangue com os bois Caprichoso e Garantido

    A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com os bumbás Caprichoso e Garantido, lançou, nesta terça-feira (02/06), a campanha de doação de sangue Junho Azul e Vermelho – Sangue Caprichoso, Estoque Garantido!”.

    A campanha foi lançada durante um ‘pocket show’ dos bumbás, no auditório do Hemoam. Em sua terceira edição, o mês da doação de sangue recebeu a cor azul e vermelha, pegando o gancho do Festival de Parintins para incentivar e mobilizar a população em prol da doação de sangue.

    O secretário de Estado da Saúde, Luís Alberto Saraiva disse estar confiante de que as duas torcidas irão fazer uma diferença grande no estoque do Hemoam. “A doação de sangue é fundamental porque salva vidas. O compromisso do Governo do Amazonas é fortalecer a assistência à saúde e garantir atendimento à população, e cada pessoa que doa contribui diretamente para esse propósito, ajudando pacientes que dependem deste gesto solidário”, destacou o secretário.

    A diretora-presidente do Hemoam, Socorro Sampaio, falou sobre a necessidade de levantar a bandeira da doação de sangue neste mês de junho. “Junho não é apenas o mês da nossa maior festa cultural, o Festival de Parintins; é, também, um mês crucial para a saúde do nosso estado. Sabemos que a demanda por sangue não tira férias e não entra em compasso de espera. Pelo contrário, ela cresce junto com a movimentação da nossa cidade. ” disse Sampaio.

    O lançamento da campanha contou com a participação das torcidas organizadas, batucada, marujada, músicos, dançarinos e outros integrantes.

    Como participar

    Durante o mês de Junho, o doador deve comparecer ao Hemoam com documentos oficiais e informar, durante o cadastro na recepção, para qual campanha deseja somar a sua doação: para a galera do Caprichoso ou para a galera do Garantido.

    Em seguida, o doador pode prosseguir para as demais etapas de doação de sangue normalmente.

    A campanha segue durante todo o mês de junho e o resultado para saber qual galera doou mais será divulgado após o Festival de Parintins nos meios oficiais do Hemoam e na imprensa.

    Quem pode doar

    Para se tornar um doador basta estar com boa saúde, ter entre 18 a 69 anos e pesar mais de 50 quilos. Candidatos que tenham entre 16 e 17 anos podem doar sangue, desde que estejam acompanhados pelo seu responsável ou representante legal.

    É preciso ter dormido pelo menos 6h na noite anterior à doação, beber bastante água e estar bem alimentado. Além disso, o candidato deve apresentar documento de identidade oficial com foto (CIN, CNH, passaporte ou Carteira de Trabalho).

  • Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência

    Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência

    A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o Pix após o sistema de pagamentos instantâneos ser alvo de críticas do governo dos Estados Unidos. Em nota, a entidade afirmou que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) foram baseadas em informações incompletas sobre os objetivos e o funcionamento da plataforma.

    A manifestação ocorre após a divulgação dos resultados de uma investigação comercial conduzida pelo órgão americano, que aponta o Pix como um dos fatores que poderiam dificultar a concorrência de empresas dos EUA no mercado brasileiro.

    A Febraban ressaltou que o Pix não tem fins comerciais e opera como uma infraestrutura de pagamentos criada para ampliar a competição entre instituições financeiras e aumentar a eficiência do sistema financeiro.

    “O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos”, destacou a entidade.

    Sistema aberto

    A federação também rejeitou a alegação de que o Pix seja discriminatório. De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

    A única exigência é que as empresas operem no mercado nacional, já que o sistema realiza transações em reais e foi desenvolvido para atender ao ambiente financeiro brasileiro.

    A Febraban ressaltou ainda que o Pix funciona como uma plataforma aberta, disponível para todos os residentes do país, incluindo brasileiros e estrangeiros, tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

    Outro ponto destacado é que as transferências são gratuitas entre pessoas físicas. No caso de empresas, podem existir cobranças, mas sem distinção entre companhias brasileiras e estrangeiras.

    Impacto econômico

    A entidade argumenta que o Pix tem contribuído para a inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos meios digitais de pagamento.

    Segundo a federação, o sistema também trouxe ganhos de eficiência para empresas, facilitando processos de cobrança e recebimento, especialmente em operações de menor valor.

    Tarifa em discussão

    A Febraban afirmou ter expectativa de que as contribuições do Banco Central, das instituições financeiras brasileiras e de bancos americanos ajudem a esclarecer os pontos levantados pelo USTR durante o período de consulta pública.

    A discussão ocorre no momento em que o órgão americano propôs uma tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho. A medida integra uma investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados Unidos.

    Na minuta divulgada pelo governo americano, o Pix é citado diversas vezes como um instrumento que poderia limitar a atuação de empresas estrangeiras no setor de pagamentos digitais. A avaliação, porém, é contestada pelo sistema financeiro brasileiro.

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