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  • RD Congo já tem mil casos de ebola, que ameaça 3 milhões de crianças

    RD Congo já tem mil casos de ebola, que ameaça 3 milhões de crianças

    Com mais de mil casos de ebola confirmados, uma grave crise humanitária se desenrola na República Democrática do Congo, RD Congo.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, emitiu um alerta informando que aproximadamente 3 milhões de crianças e adolescentes até 18 anos estão sob risco direto devido à propagação do vírus e ao colapso dos serviços essenciais na região.

    O impacto sobre os mais jovens

    Os dados revelam que crianças e adolescentes representam aproximadamente 15% dos casos confirmados e mais de 25% das mortes. Os menores infectados têm quase o dobro de chance de morrer em comparação com os adultos.

    Na província de Ituri, epicentro da crise, mais da metade das crianças abaixo de cinco anos já sofriam de desnutrição crônica antes do surto, e os índices de imunização são baixos.

    A desnutrição amplia o risco de letalidade do vírus, enquanto os sintomas iniciais do ebola, que se assemelham a doenças comuns como a malária, atrasam o diagnóstico correto.

    Proteção e serviços

    Segundo o Unicef, há 135 órfãos na região recebendo cuidados psicossociais e encaminhamento para serviços de proteção social da organização.

    A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, destacou o desafio que é para as crianças lidar com a perda dos pais em meio a um cenário de boatos e desinformação online.

    A crise já atravessou fronteiras. No país vizinho, Uganda, 20 casos e duas mortes foram confirmadas. Dentre eles, uma criança testou positivo para o vírus e outras 19 estão em quarentena.

    Financiamento internacional

    Em resposta à crise, a agência está atuando junto aos governos da RD Congo e Uganda, com a coordenação da Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças.

    As ações prioritárias envolvem o controle de infecções, rastreamento de contatos, sepultamentos seguros e engajamento comunitário, além da manutenção emergencial de serviços de saúde, nutrição, água e educação.

    Para garantir a continuidade das operações nos próximos seis meses, o Unicef busca arrecadar US$ 70,7 milhões. Desse total, US$ 20 milhões ainda não foram financiados.

    A agência faz um apelo internacional por recursos financeiros e pela garantia de um acesso humanitário seguro e contínuo às comunidades isoladas.

  • Festival de Parintins 2026: Feira de Artesanato Indígena da Fepiam será o maior evento de empreendedorismo originário do Brasil

    Festival de Parintins 2026: Feira de Artesanato Indígena da Fepiam será o maior evento de empreendedorismo originário do Brasil

    A Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam) realiza, nos dias 26, 27 e 28 de junho, durante o 59º Festival Folclórico de Parintins, a 6ª Feira de Artesanato Indígena, considerada a maior iniciativa de empreendedorismo originário do Brasil.

    O evento reunirá mais de 120 expositores indígenas de diversas etnias do Amazonas, promovendo a comercialização de artesanato tradicional e produtos com grafismos indígenas. Para efeito de comparação, a Feira de Arte dos Povos Indígenas, realizada em São Paulo em abril deste ano, contou com cerca de 100 expositores, até então era considerada o maior feira deste segmento.

    Com a ampliação do número de participantes e a expectativa de crescimento nas vendas e na circulação de visitantes, a Fepiam projeta que esta será a maior edição de sua história, consolidando 6ª feira de Artesanato Indígena como uma das principais vitrines do empreendedorismo indígena no Brasil.

    “Mais do que uma feira, este é um espaço de fortalecimento da autonomia econômica dos povos indígenas. A cada edição, mostramos que o empreendedorismo originário é uma ferramenta poderosa de geração de renda, valorização cultural e desenvolvimento sustentável, destaca o diretor-presidente Nilton Makaxi.

    A expectativa para esta edição é superar os resultados históricos alcançados em 2025. No ano passado, a feira da Fepiam movimentou mais de R$ 950 mil em vendas, registrando crescimento de aproximadamente 50% em comparação a 2024, quando o volume de negócios foi de R$ 630 mil.

    Além de fomentar a economia indígena, a feira se consolidou como um dos principais espaços de promoção da diversidade cultural durante o Festival de Parintins, atraindo turistas, investidores e apreciadores da arte produzida pelos povos originários.

    A 6ª Feira de Artesanato Indígena ocorrerá durante os três dias do 59º Festival Folclórico de Parintins, reforçando o papel dos povos indígenas como protagonistas na preservação da cultura, na geração de renda e no desenvolvimento sustentável do estado.

  • Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena

    Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena

    A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, instituiu nesta quarta-feira (24) o Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena. O grupo atuará no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

    O colegiado será responsável por propor diretrizes, estratégias e instrumentos voltados à diminuição da mortalidade materna, fetal e infantil, respeitando as especificidades de cada Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). A atuação inclui o monitoramento de indicadores de saúde, análise de fatores de risco e avaliação das ações desenvolvidas nas regiões atendidas.

    Atribuições

    Entre as principais competências do colegiado estão a elaboração de metodologias estratégicas e do Plano de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena, além do acompanhamento da implementação das medidas nos DSEIs.

    Outra função é promover a articulação entre órgãos públicos, organizações da sociedade civil, comunidades indígenas e especialistas, incluindo representantes das medicinas tradicionais indígenas.

    O grupo ainda poderá recomendar medidas para prevenir riscos epidemiológicos, especialmente em áreas com povos indígenas isolados ou de recente contato.

    Nesses casos, as ações deverão seguir princípios como a precaução, o respeito à autodeterminação dos povos e a não imposição de contato, além da proteção integral à vida, às culturas e aos territórios tradicionalmente ocupados.

  • Fabricação de produto alimentício gerou mais emprego em 2024, diz IBGE

    Fabricação de produto alimentício gerou mais emprego em 2024, diz IBGE

    A atividade de fabricação de produtos alimentícios foi a que mais empregou no Brasil em 2024, atingindo 2,1 milhões de pessoas. O total de pessoal ocupado ficou em 8,7 milhões. A ênfase é para as indústrias de transformação, que concentraram 97,1% do total.

    Entre as atividades, destacam-se também a confecção de artigos de vestuário e acessórios (551,8 mil), a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (517,1 mil) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (491,9 mil).

    Naquele ano, o mercado de trabalho no país tinha 8,7 milhões de pessoas empregadas em 358,4 mil empresas industriais. Em salários, retiradas e outras remunerações esse contingente recebeu R$ 481,1 bilhões.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Anual: Empresa e Produto (2024), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Ainda em 2024, a receita bruta total dessas empresas atingiu R$ 8,8 trilhões, sendo a maior parte, R$ 7,4 trilhões, obtidos com a venda de produtos e serviços industriais, R$ 695,9 bilhões em revenda e serviços não industriais e as demais receitas somando R$ 706,0 bilhões.

    A receita líquida de vendas (RLV), calculada a partir da receita bruta com a dedução dos impostos sobre vendas, das vendas canceladas e dos descontos incondicionais, alcançou R$ 6,8 trilhões. As empresas tiveram ainda R$ 2,6 trilhões em Valor de Transformação Industrial (VTI). Desse total, 88,8% tiveram origem nas indústrias de transformação.

    Conforme o IBGE, o VTI é a variável obtida pela diferença entre o valor bruto da produção industrial e os custos das operações.

    “Representa a riqueza efetivamente gerada pela atividade industrial”, disse o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda, em entrevista à Agência Brasil.

    As indústrias de transformação representaram 92,9% da receita líquida de vendas da indústria nacional em 2024. Os destaques foram as atividades de fabricação de produtos alimentícios que tiveram 23,0% do total da RLV. Na sequência estão a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 10,1%, da fabricação de produtos químicos, 9,2%, da fabricação de veículos automotores, reboques e carroceria, que tiveram 8,9%, e de metalurgia, que somou 6,4%.

    “A fabricação de produtos alimentícios é extremamente representativa. É um dado significativo do Brasil. A economia brasileira tem muita dependência da produção e fabricação de alimentos. Era de se esperar que isso fosse também no ano de 2024, dentro da atividade industrial”, acrescentou o gerente.

    Na produtividade, a extração de petróleo e gás natural ficou na frente do ranking, gerando R$ 13,3 milhões por pessoa ocupada.

    Tamanho das empresas

    Outro dado importante da pesquisa é que as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas foram responsáveis por 67,9% da receita líquida total, ao chegarem a R$ 4,6 trilhões. As médias empresas, com 100 a 499 pessoas ocupadas, foram 17,4%; as pequenas 8,7%; e as microempresas responderam por 6,1%. “O contraste é relevante, pois, embora a indústria tenha muitas empresas de menor porte, a maior parte da receita está associada a firmas de maior escala”, analisou o IBGE.

    Renda

    Em geral, os salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 481,1 bilhões. Nesse montante, 94,9% do volume salarial foram pagos no setor de transformação. No total da indústria, o salário médio, calculado em salários mínimos, ficou em 3,0, sendo que na extrativa atingiu 5,4 mínimos. Nessa atividade, no entanto, o setor de extração de petróleo e gás natural, pagou 17,5 salários mínimos em 2024. Na transformação, chegou a 2,9 mínimos, sendo a atividade de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis a de maior salário médio (7,9 salários).

    Outro indicador importante é a “razão de concentração de ordem 8” (R8), medido pelo percentual do valor de transformação industrial correspondente às oito maiores empresas da indústria. Quanto maior esse índice, maior é a concentração de mercado. Em 2024, 20,2% do VTI estavam concentrados nas oito maiores empresas industriais. Nas Indústrias extrativas, o R8 foi de 50,1%, enquanto as Indústrias de transformação obtiveram 20,4%, com destaque para a extração de carvão mineral (96,5%), setor de maior concentração, e a confecção de artigos do vestuário e acessórios (9,5%), setor de menor concentração

    Regiões

    Na avaliação das unidades da Federação, 18 das 27 têm a atividade de fabricação de produtos alimentícios como a primeira em valor da transformação industrial. A Região Sudeste apresentou forte concentração do VTI industrial (60,3%). Na sequência, ficaram o Sul (19,1%), Nordeste (8,4%), Norte (6,3%) e o Centro-Oeste (6,0%).

    “A concentração regional é um traço persistente da estrutura industrial brasileira, associada à história de formação do parque industrial, infraestrutura, mercado consumidor, redes logísticas, disponibilidade de serviços produtivos e localização de cadeias específicas”, indicou o IBGE.

    São Paulo se destacou como a principal unidade da Federação no VTI industrial, atingindo 34,5%. De acordo com os pesquisadores, o estado concentra atividades diversificadas, incluindo alimentos, químicos, veículos, máquinas, produtos de metal, farmacêuticos, borracha e plástico, como também serviços produtivos e de infraestrutura.

    Com forte influência de petróleo, gás e derivados, o Rio de Janeiro atingiu 12,8%, seguido de Minas Gerais com 10,8%. Nesse estado, o destaque foi mineração, metalurgia, alimentos e outros segmentos industriais.

    O segundo polo industrial do Brasil é a Região Sul, tendo os destaques – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – entre as maiores unidades da Federação em VTI. A estrutura da região passa por alimentos, máquinas e equipamentos, veículos, indústria metalmecânica, móveis, têxteis e outros segmentos.

    Na Região Norte, as maiores influências são Amazonas, por causa do polo industrial de Manaus, incluindo eletrônicos e outros equipamentos, e o Pará com a mineração, especialmente metálicos.

    Marcelo Miranda chamou a atenção para o desempenho do Amazonas, que, conforme informou, é a única unidade com fabricação de produtos de informática, eletrônicos e ópticos como a principal atividade.

    “O Amazonas é a unidade da Federação mais relevante em termos de valor da transformação industrial da Região Norte. Isso não ocorre em nenhuma outra unidade  e tem uma justificativa plausível por causa da Zona Franca de Manaus com a concentração dessa atividade”

    A Bahia e Pernambuco lideram no Nordeste, com as indústrias de químicos, derivados de petróleo, alimentos, bebidas e segmentos industriais regionais.

    A força crescente da agroindústria, alimentos e biocombustíveis determinam o destaque de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Centro-Oeste.

    Para o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda, o grande destaque da PIA 2024 é o desempenho da atividade de fabricação de produtos alimentícios e sua importância para a economia brasileira, principalmente na indústria de transformação, seguindo toda a cadeia produtiva do Brasil desde a agricultura até a transformação de produtos alimentícios, que é uma atividade industrial.

    “Mostra o quanto a cadeia produtiva dos produtos alimentícios é importante na economia brasileira não só em pessoal ocupado, que é a atividade mais importante, como também em salários pagos”, analisou, lembrando que a atividade teve destaque em receitas e em termos regionais, quando 18 das 27 unidades a apresentaram como a que mais avançou.

    Delay

    Marcelo Miranda explicou que a diferença de tempo para a sua divulgação – agora está sendo apresentada a de 2024 – é decorrente de todo o processo de coleta e avaliação de dados. Primeiro, os pesquisadores precisam esperar que as empresas fechem o ano fiscal, que termina em 31 de dezembro, e analisem as informações entre março e abril. O IBGE faz a coleta durante todo o ano e depois a crítica dos dados até chegar à análise para fazer a divulgação no ano seguinte, o que provoca o delay de quase dois anos.

    “Por isso que leva esse tempo um pouco longo, de um ano e meio, até conseguir divulgar a pesquisa”, disse Miranda, acrescentando que a divulgação é anual e que por causa de mudanças na metodologia de análise de dados não é possível fazer comparação com resultados de pesquisas anteriores.

    Pesquisa

    Segundo o IBGE, o objetivo da PIA é identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade industrial no Brasil e “suas transformações no tempo, por meio de levantamentos anuais, tomando como base uma amostra de empresas industriais”.

  • Casal é preso por tráfico de drogas e associação ao tráfico em Eirunepé

    Casal é preso por tráfico de drogas e associação ao tráfico em Eirunepé

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Eirunepé (a 1.160 quilômetros de Manaus), prendeu em flagrante, na terça-feira (23/06), um homem, de 21 anos e uma mulher de 20 anos, pelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A prisão ocorreu no bairro Nossa Senhora de Fátima, no município, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

    De acordo com o delegado Ramon Improta, as diligências iniciaram após o recebimento de denúncias apontando a comercialização de entorpecentes na residência do casal. Foi representado pela ordem judicial que foi devidamente deferido pela Justiça.

     

    “No momento da aproximação da equipe policial, os infratores, correram para o interior da residência. Nós cercamos o local e foi possível visualizar quando a mulher arremessou um saco contendo entorpecentes já embalados e separados para comercialização em um terreno vizinho”, informou o delegado.

    Conforme a autoridade policial, na varredura pela área externa, os policiais conseguiram recuperar o pacote arremessado, constatando que se tratava de trouxinhas de pasta base de cocaína. Já no interior do imóvel, as equipes também localizaram uma porção de maconha escondida em cima de um guarda-roupa, além de aparelhos celulares utilizados na atividade criminosa.

    “Em interrogatório, a mulher confessou a autoria do crime, alegando que havia pegado os entorpecentes para comercializar com o objetivo de quitar dívidas financeiras acumuladas. Já o homem alegou ser apenas usuário de maconha”, relatou Ramon Improta.

    Procedimentos

    A dupla responderá por tráfico de drogas e associação para o tráfico, e ficará à disposição do Poder Judiciário.

  • Operação Virtude prende mulher ligada ao tráfico por ameaçar e causar terror psicológico à própria avó de 75 anos no Amazonas

    Operação Virtude prende mulher ligada ao tráfico por ameaçar e causar terror psicológico à própria avó de 75 anos no Amazonas

    As Forças de Segurança do Amazonas deflagraram, nesta quinta-feira (25), o Dia D da Operação Virtude, uma mobilização voltada ao enfrentamento da violência contra pessoas idosas em todo o estado. A ação integra uma iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

     

    Durante a operação, a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Pessoa Idosa (DECCI) realizou duas prisões. Uma delas ocorreu em flagrante, enquanto a outra foi cumprida por meio de mandado de prisão contra uma mulher de 26 anos investigada por tráfico de drogas.

    Segundo as investigações, a suspeita integra uma organização criminosa e é apontada como responsável por ameaçar e causar graves perturbações psicológicas à própria avó, uma idosa de 75 anos. A vítima vinha sendo intimidada e exposta a situações de risco em razão de cobranças e dívidas relacionadas à neta.

    De acordo com a polícia, o caso evidencia uma das formas mais recorrentes de violência contra idosos: a violência psicológica praticada dentro do ambiente familiar. Além das ameaças, a idosa enfrentava um cenário constante de medo e insegurança provocado pela conduta da familiar.

    A Operação Virtude tem como objetivo identificar, investigar e combater crimes praticados contra pessoas idosas, incluindo violência física, psicológica, patrimonial, negligência e abandono. As ações ocorrem simultaneamente em diversos estados brasileiros e reforçam a importância da denúncia para a proteção desse público vulnerável.

    As autoridades destacam que denúncias de violência contra idosos podem ser feitas por meio dos canais oficiais de segurança pública e de proteção aos direitos da pessoa idosa, garantindo sigilo e acompanhamento dos casos.

  • PF fiscaliza transporte de valores durante o Festival de Parintins

    PF fiscaliza transporte de valores durante o Festival de Parintins

    A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (24/6), fiscalizações em veículos especiais de transporte de valores no município de Parintins/AM, dando continuidade às ações da Operação Parintins 2026, voltadas à segurança e à fiscalização durante o período do Festival de Parintins.

    As inspeções foram conduzidas por policiais federais responsáveis pelo controle e pela fiscalização da segurança privada, com o objetivo de verificar o cumprimento das normas que regulamentam a atividade de transporte de valores.

    Durante as vistorias, foram analisados diversos requisitos obrigatórios de segurança dos veículos, entre eles a identificação e a padronização das empresas, sistemas de comunicação, escotilhas de segurança, portas blindadas, sistemas de travamento, climatização, condições gerais de conservação e funcionamento, além da regularidade dos certificados de conformidade e demais documentos exigidos para a atividade.

    As ações buscam assegurar que as empresas de transporte de valores estejam operando em conformidade com a legislação vigente, contribuindo para a proteção dos vigilantes, dos usuários dos serviços e da sociedade em geral.

    As fiscalizações integram o conjunto de medidas preventivas e de controle desenvolvidas pela Polícia Federal durante a Operação Parintins 2026, que contempla, entre outras ações, a fiscalização de empresas de segurança privada, o combate ao tráfico de drogas, ao tráfico de pessoas, à exploração sexual de crianças e adolescentes e a outros crimes de competência federal.

    Até o momento, não foram registradas intercorrências durante as fiscalizações realizadas pela Polícia Federal em Parintins. As atividades seguem em andamento no âmbito da Operação Parintins 2026.

    A Polícia Federal mantém atuação permanente em Parintins durante o período do festival, reforçando as ações de segurança e de fiscalização para garantir a tranquilidade dos moradores, dos trabalhadores e dos visitantes que participam do espetáculo cultural.

  • Suspeito de matar o próprio filho de 3 anos é encontrado morto em presídio de Manaus

    Suspeito de matar o próprio filho de 3 anos é encontrado morto em presídio de Manaus

    O detento Fernando Batista de Melo, 48, foi encontrado sem vida nesta quarta-feira (24), dentro de uma cela no Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2).

    Ele estava preso preventivamente desde janeiro, acusado de assassinar o próprio filho de três anos. As circunstâncias do óbito estão sob investigação.

    Fernando estava sob custódia do Estado desde a sua captura, que ocorreu dias após o assassinato de seu próprio filho, em 24 de janeiro de 2026. Na ocasião, o crime chocou a opinião pública e gerou forte revolta popular.

     

    Saiba mais:  Laudo aponta asfixia mecânica na morte de criança de 3 anos

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  • MPor reforça infraestrutura do transporte hidroviário para Festival de Parintins

    MPor reforça infraestrutura do transporte hidroviário para Festival de Parintins

    Com a chegada do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), intensifica as ações de segurança, fiscalização e infraestrutura no transporte hidroviário na região.

    As medidas ocorrem no período de maior movimentação de passageiros entre Manaus e Parintins, rota que registra aumento expressivo no fluxo de embarcações durante o festival. O objetivo é garantir mais segurança à navegação, regularidade na prestação dos serviços e melhor organização das operações de embarque e desembarque.

    Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a atuação integrada reforça o compromisso do Governo Federal com a mobilidade e a infraestrutura de transportes na região amazônica.

    “Estamos fortalecendo a segurança da navegação e a integração dos modais de transporte na região amazônica, com ações que garantem mais organização e proteção aos passageiros durante o Festival de Parintins e também de forma permanente”, afirmou.

    Fiscalização reforçada no transporte de passageiros

    A Antaq participa da operação “Chapa Quente”, coordenada pela Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, vinculada à Marinha do Brasil. A operação começou na segunda-feira (22) e segue até 26 de junho, com previsão de fiscalização de aproximadamente 1.200 embarcações responsáveis pelo transporte de passageiros entre Manaus e Parintins.

    As inspeções ocorrem nas proximidades do Encontro das Águas. Durante as abordagens, são verificados documentos obrigatórios, capacidade de passageiros, equipamentos de segurança e condições gerais de navegação.

    A ação busca prevenir acidentes, coibir irregularidades e assegurar que as embarcações operem em conformidade com as normas de transporte aquaviário durante o período de maior demanda.

    Investimentos na IP4 de Parintins

    Além das ações de fiscalização e segurança durante o Festival de Parintins, o Ministério de Portos e Aeroportos também atua no planejamento de investimentos para fortalecer a infraestrutura hidroviária da região. Entre os principais projetos está a modernização da Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4) de Parintins, com investimento estimado em R$ 51,3 milhões.

    A proposta prevê recuperação estrutural, ampliação dos cais flutuantes e melhorias no terminal, com o objetivo de ampliar a eficiência das operações e qualificar o atendimento à população que depende do transporte hidroviário. Estratégica para a mobilidade e o abastecimento da região, a IP4 desempenha papel central no embarque e desembarque de passageiros, especialmente em períodos de alta demanda, como o Festival de Parintins.

    Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação do MPor, Otto Burlier, o investimento representa um avanço importante para a infraestrutura hidroviária da Amazônia.

    “A IP4 de Parintins tem papel estratégico para a logística e a mobilidade na região. A modernização da estrutura vai ampliar a eficiência das operações, reforçar a segurança operacional e melhorar as condições de atendimento a passageiros e operadores.” Assessoria Especial de Comunicação Ministério de Portos e Aeroportos

  • Diferença salarial entre sexos é menor em entidades sem fim lucrativo

    Diferença salarial entre sexos é menor em entidades sem fim lucrativo

    A disparidade salarial entre homens e mulheres é menor em entidades sem fins lucrativos do que em empresas e na administração pública.

    A constatação faz parte de um levantamento divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Em um universo de 10,6 milhões de empresas e organizações que havia no país em 2024, o salário médio mensal pago era de R$ 3,9 mil em valores da época, equivalente, a 2,8 salários mínimos daquele ano.

    Ao observar os dados em um recorte por sexo, o levantamento mostra que os homens recebiam, em média, R$ 4,2 mil; e as mulheres, R$ 3,9 mil. Isso representa que o salário deles era 16,6% maior; ou que elas ganham 85,8% da remuneração deles.

    Os dados fazem parte do Cadastro Central de Empresas (Cempre), que reúne informações de empresas ativas, administração pública e entidades sem fins lucrativos.

    Natureza jurídica

    Quando os pesquisadores do IBGE separaram os registros de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) por natureza jurídica, verificaram que nas entidades sem fins lucrativos, o salário das mulheres era proporcionalmente maior, representando 95,3% da remuneração dos homens.

    Salários em entidades sem fins lucrativos:

    MULHERES
    R$ 3.589,82

    HOMENS
    R$ 3.768,81

    O IBGE explica que entram nesta categoria entidades não lucrativas organizações sociais, fundações privadas, sindicatos, condomínios, organizações religiosas, entre outros.

    Em empresas, essa disparidade aumenta para o pior cenário, com as mulheres recebendo o equivalente a 78,1% do salário dos homens.

    Salários em empresas:

    MULHERES
    R$ 2.996,79

    HOMENS
    R$ 3.838,67

    Na administração pública, que inclui as três esferas de governo e os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, mulheres ganhavam 82% de seus pares do sexo masculino.

    Salários na administração pública: 

    MULHERES
    R$ 4.967,51

    HOMENS
    R$ 6.058,19

    Ao comentar a maior aproximação do salário de mulheres e homens em entidades sem fins lucrativos, a pesquisadora Caroline Santos, gerente de Análise e Disseminação do IBGE, apontou que o tema “merecia um estudo mais aprofundado para ter resposta mais qualificada”. Ela, no entanto, sugeriu algumas hipóteses para explicar o resultado.

    “Estamos falando de entidades não governamentais que prestam serviço, principalmente, na área de assistência social que, talvez, tenham essa preocupação maior com a colocação mais igualitária dos seus quadros”.

    Outra sugestão se refere à área de atuação, forte em assistência social, serviços sociais ou saúde.

    “Atividades do perfil tradicional de inserção da mulher no mercado de trabalho. Se tem mais mulheres, provavelmente essa disparidade entre os salários se reduz”, completou.

    Para a analista, atividades como educação e saúde ajudam a explicar a disparidade salarial também na administração pública.

    “São atividades predominantemente exercidas por mulheres. Funções remuneradas com menores salários”, diz.

    Lei de Igualdade Salarial

    Em julho de 2023, foi sancionada a Lei 14.611, conhecida como Lei de Igualdade Salarial, que obriga empregadores a pagarem salários iguais a um homem e uma mulher na mesma função.

    Apesar da legislação, a diferença entre os sexos acaba acontecendo na média das remunerações por fatores como menor presença feminina em cargos de chefia e interrupções ligadas à maternidade.

    Cadastro de empresas

    O levantamento do IBGE apontou que os 10,6 milhões de CNPJs ativos em 2024 empregavam 68 milhões de pessoas, sendo 54,2 milhões de assalariados e 13,8 milhões sócios e proprietários.

    Separando por natureza jurídica, o país tinha:

  • 9,5 milhões de empresas;
  • 1,1 milhão de entidades sem fins lucrativos; e
  • 59,4 mil instituições da administração pública.
  • Por causa de mudança de metodologia, a atual série histórica do estudo começa em 2022. No intervalo de dois anos, o número de empresas e organizações cresceu 12,5%. Em 2022 eram 9,4 milhões. Já o de pessoas ocupadas subiu 8,4%.

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