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  • OMS: mais triagem neonatal pode ajudar a prevenir mortes por anomalias congênitas

    OMS: mais triagem neonatal pode ajudar a prevenir mortes por anomalias congênitas

    O novo relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre triagem neonatal destaca que a identificação precoce e o tratamento oportuno podem ajudar crianças a atingir seu pleno potencial, reduzindo incapacidades ao longo da vida e prevenindo mortes.

    O documento “Fortalecimento da capacidade para triagem neonatal, diagnóstico e gestão de anomalias congênitas”também busca apoiar os Ministérios da Saúde, especialmente aqueles de países de baixa e média rendas, para que priorizem a triagem neonatal.

    Sistemas de saúde equitativos

    Com a redução da mortalidade infantil nas últimas duas décadas, as anomalias congênitas passaram a representar uma proporção cada vez maior das mortes neonatais e de crianças menores de cinco anos, além de constituírem uma carga substancial de incapacidade ao longo da vida.

    A triagem neonatal é um conjunto de exames preventivos realizados nos primeiros dias de vida do bebê para detectar doenças genéticas, metabólicas ou infecciosas graves.

    Enfrentar as anomalias congênitas já não é uma opção. Trata-se de um componente essencial de sistemas de saúde equitativos, centrados nas pessoas, e do compromisso global com a cobertura universal de saúde. É o que diz Pascale Allotey, diretora do Departamento de Saúde Sexual, Reprodutiva, Materna, Infantil e do Adolescente da OMS.

    Países pioneiros

    Reconhecendo essa necessidade, a OMS promoveu uma série de consultas técnicas para examinar como os países podem fortalecer a triagem neonatal, o diagnóstico, a gestão e os cuidados de longo prazo relacionados às anomalias congênitas, integrando plenamente esses serviços à rotina da atenção à saúde.

    O relatório apresenta a experiência coletiva de países pioneiros que implementaram programas em larga escala liderados pelo Estado. O documento inclui o Brasil, a única nação de língua portuguesa na lista,  Filipinas, Índia, Sri Lanka, Uganda, Egito, Argentina, Cuba e Armênia.

    Segundo a OMS, as experiências deles reforçam uma lição clara e consistente: a triagem neonatal deve ser integrada a um sistema de cuidados contínuo e funcional.

    A agência lembra que a detecção precoce precisa estar vinculada à confirmação diagnóstica feita a tempo, ao tratamento eficaz, ao acompanhamento estruturado, aos serviços de reabilitação e ao apoio contínuo às famílias. Abordagens fragmentadas ou isoladas de triagem são insuficientes para gerar ganhos significativos em saúde.

    Anomalias genéticas: integrar serviços para reduzir mortalidade

    A equidade e os direitos humanos estão no centro dessa agenda porque toda criança, independentemente do local de nascimento ou da condição socioeconômica, tem o direito a um começo de vida saudável.

    “A integração dos serviços voltados às anomalias congênitas nos sistemas nacionais de saúde contribui para reduzir a mortalidade e as incapacidades evitáveis, proteger as famílias contra gastos catastróficos com saúde e promover a inclusão social ao longo de toda a vida”, afirma Pascale Allotey.

    O caso do Brasil: conquistas e desafios

    Segundo o relatório, o programa nacional de triagem neonatal do Brasil inclui: triagem, rastreamento dos casos positivos, confirmação diagnóstica, tratamento e acompanhamento. Lançado em 2001, quando a taxa de mortalidade infantil era de 27 por mil nascidos vivos, o programa foi ampliado em etapas: primeiro, fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito; depois, doença falciforme e hemoglobinopatias; em seguida, fibrose cística. Na quarta fase, entraram hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase; em 2022, a toxoplasmose congênita. Essas doenças são detectadas no “teste do pezinho”, realizado entre o segundo e o quinto dia de vida para a maioria dos recém-nascidos.

    O documento revela que a cobertura do programa permaneceu elevada, alcançando entre 80% e 84% dos nascimentos (entre 2012 e 2023), com amostras coletadas em mais de 23 mil unidades de saúde. A triagem auditiva (o chamado “teste da orelhinha”) tornou-se obrigatória em 2010, embora a cobertura permaneça em torno de 43% (em 2023) e persistam desafios relacionados ao acompanhamento dos casos, especialmente em áreas remotas.

    O Brasil também realiza vigilância de defeitos congênitos visíveis e introduziu, em 2017, a triagem nacional por oximetria de pulso para cardiopatias congênitas críticas (“teste do coraçãozinho”). No entanto, segundo o relatório, a capacidade cirúrgica ainda é insuficiente, existindo lista de espera para crianças que necessitam de cirurgia cardíaca.

    Principais lições 

    De acordo com o relatório da OMS, os países de baixa e média rendas com programas de grande porte priorizaram a equidade no acesso aos programas de triagem neonatal, buscando assegurar que nenhuma criança seja deixada para trás.

    O documento também apresenta quais são os principais fatores que facilitam a implementação de iniciativas em países de baixa e média renda visando abordar um ou mais anomalias congênitas em larga escala nos sistemas nacionais de saúde.

    O financiamento sustentável, por meio de seguros nacionais de saúde ou pacotes financiados pelo governo, garante maior equidade e reduz os gastos diretos das famílias, como observado no Brasil e na Índia.

    Como os países fazem a triagem neonatal 

    A OMS afirma que os países adotaram diferentes abordagens para selecionar as condições iniciais da triagem neonatal, mas todos começaram com um conjunto pequeno e viável de condições, em vez de tentar abranger todas as anomalias congênitas de uma só vez.

    A triagem funcionou como porta de entrada para a expansão, com os programas nacionais priorizando condições para as quais já existiam tratamentos disponíveis e fluxos assistenciais bem definidos.

    As discussões destacaram que a expansão normalmente ocorre de forma gradual, à medida que a capacidade do sistema aumenta, sendo orientada por evidências científicas, avaliações de especialistas e prioridades nacionais.

    *Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.

    Fonte: ONU NEWS

  • Operação Argus III: combate ao garimpo ilegal no sul do Amazonas protege rios, comunidades e direitos humanos

    Operação Argus III: combate ao garimpo ilegal no sul do Amazonas protege rios, comunidades e direitos humanos

    Duas ações de fiscalização realizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no Parque Nacional Campos Amazônicos, no sul do Amazonas, resultaram na inutilização de estruturas de garimpo ilegal de ouro e cassiterita e causaram perda superior a R$ 3,26 milhões aos grupos criminosos que atuavam na unidade de conservação. 

    Realizadas nos dias 31 de maio e 2 de junho, as ações da Operação Argus III contaram com apoio de aeronaves da Divisão de Ações Aéreas (Diva) do ICMBio, da Força Nacional e da Polícia Militar do Amazonas. Foram inutilizadas três escavadeiras hidráulicas, oito motores-bomba, três motores-geradores, duas máquinas de solda, uma balsa, três caixas separadoras, quatro barracos, duas antenas de internet via satélite e cerca de 3,1 mil litros de diesel, entre outros equipamentos empregados na extração ilegal de ouro e cassiterita. 

    Embora os números demonstrem a dimensão da operação, para o coordenador da operação e chefe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) ICMBio Humaitá (AM), Sidney Rodrigues, o principal resultado vai além do prejuízo financeiro imposto aos infratores. 

    “A ausência do Estado em regiões isoladas, como o sul do Amazonas, se traduz em vulnerabilidade social extrema. Redes criminosas de garimpo e grilagem se aproveitam dessa ausência para explorar o território e as pessoas. O impacto mais profundo da operação é humano, afirma. 

    Assim, de acordo com Sidney, o combate ao garimpo ilegal atua diretamente na raiz de problemas que afetam comunidades ribeirinhas, povos indígenas e pequenos produtores. “A presença integrada das forças ambientais e de segurança devolve a sensação de segurança, protege vidas e salvaguarda direitos humanos em territórios antes dominados pelo medo”, destaca. 

    Os danos provocados pelo garimpo ilegal extrapolam a degradação ambiental. A contaminação dos rios por mercúrio compromete a saúde de comunidades inteiras; o desmatamento afeta a segurança alimentar e a sobrevivência de populações tradicionais; e a atividade criminosa frequentemente está associada à exploração de trabalhadores em condições degradantes. 

    “Desestruturar essa logística não é apenas um ato de comando e controle, mas uma intervenção humanitária que estanca o adoecimento dos rios e das populações que deles dependem”, afirma Sidney Rodrigues, coordenador da operação. 

    A experiência da Operação Argus III também reforça uma das principais lições das ações de fiscalização na Amazônia: proteção ambiental e segurança pública são agendas indissociáveis, como divulgado em estudo anterior. A presença permanente do Estado em áreas remotas depende não apenas de operações de repressão, mas também de investimentos em políticas públicas capazes de oferecer oportunidades econômicas sustentáveis às populações locais. 

    “Não basta retirar a ilegalidade; é preciso preencher o espaço com alternativas econômicas viáveis e sustentáveis, além de investimentos em saúde, educação, conectividade e cidadania. A comunidade precisa se tornar aliada histórica da conservação da floresta”, conclui Sidney. 

    No Parque Nacional Campos Amazônicos, a Operação Argus III demonstra que combater o garimpo ilegal significa, ao mesmo tempo, proteger a biodiversidade amazônica e garantir condições de vida mais seguras e dignas para as pessoas que dependem da floresta e de seus rios. 

  • Amazonas recebe mais de 13 mil doses da vacina Pneumo 20 para crianças de até 5 anos

    Amazonas recebe mais de 13 mil doses da vacina Pneumo 20 para crianças de até 5 anos

    Crianças menores de 5 anos que não completaram o esquema vacinal já podem ser vacinadas pelo SUS com a vacina Pneumo 20, que protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococcus, causadora de doenças graves como pneumonia e meningite. A estratégia nacional de imunização foi lançada no último fim de semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O Amazonas recebeu um lote inicial de 13.270 doses do imunizante para aplicação em todo o estado.

    “Estou muito feliz de a gente poder transformar essa vacinação em realidade. Eu pude ver as primeiras bebezinhas, com dois meses de idade, já sendo protegidas com essa vacina, que é uma vacina que protege contra 20 tipos dessa bactéria, que é o pneumococcus. E como essa vacina é muito mais ampla do que a que a gente utilizava, ela vai proteger ainda, contra pneumonia grave e contra meningite”, destaca Padilha.

    As vacinas destinadas ao Amazonas fazem parte das primeiras 573,7 mil doses já enviadas aos estados. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ao longo deste ano para todo o país. Esse é o quarto imunobiológico incorporado ao calendário infantil do SUS durante a atual gestão — na rede privada, o custo do imunizante ultrapassa R$ 500.

    O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada que pode levar à morte.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil, o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

    Além de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de sequelas e processos de reabilitação. Entre 2024 e outubro de 2025, o SUS registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela bactéria responsável por infecções graves, como pneumonia e meningite. Somente em 2025, as internações de crianças de até cinco anos chegaram a 365 casos.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina em dezembro de 2023. As primeiras doses começaram a ser aplicadas na rede privada em 2025, mas com acesso restrito devido ao alto custo. Com a incorporação ao SUS, a vacina passa a ser ofertada gratuitamente à população.

    Novo esquema vacinal e substituição das vacinas anteriores

    O SUS oferece as vacinas conjugadas Pneumo10 e Pneumo13 (com proteção mais robusta e duradoura), e a polissacarídica 23 (que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria). As formulações atualmente utilizadas estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

    Com a incorporação da Pneumo 20, o Ministério da Saúde iniciará uma transição gradual para substituir esses imunizantes, já que a nova vacina amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo, aumenta o potencial de prevenção de casos graves.

    A Pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
  • Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs).
  • Durante o período de transição, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o seguinte modelo: uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas VPC13 e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos estoques.

    Essa estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinação.

    Fonte: Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde realiza mobilização nacional e amplia cirurgias com reativação de salas cirúrgicas paradas no AM

    Ministério da Saúde realiza mobilização nacional e amplia cirurgias com reativação de salas cirúrgicas paradas no AM

    OGoverno do Brasil vai encerrar a espera de centenas de pacientes amazonenses que aguardam por cirurgias de média e alta complexidade no SUS ao mobilizar, entre essa segunda-feira (22) e o próximo sábado (27), hospitais privados e públicos do estado para realizar os procedimentos na rede pública. Para isso, o Ministério da Saúde está contratando equipes, insumos e equipamentos para reativar salas cirúrgicas paradas em unidades de saúde estaduais e municipais, além de trocar o atendimento em instituições privadas por créditos financeiros para abater tributos federais.

    A ação integra o programa Agora Tem Especialistas e é destinada a pessoas que estão na fila de regulação do SUS, como forma de desafogar a demanda reprimida no estado e reduzir o tempo de espera por exames e cirurgias.

    Ao todo, a mobilização ocorrerá em 20 estados e contará com a participação de 46 estabelecimentos de saúde. Serão ofertados cerca de 16 mil procedimentos especializados, sendo 2,3 mil por meio da modalidade de créditos financeiros e mais de 13 mil pela modalidade 2, que reativa estruturas públicas com capacidade ociosa para ampliar rapidamente a oferta de atendimento especializado no SUS.

    “Estamos cumprindo o compromisso do governo do presidente Lula com a população brasileira e levando o SUS para todos os cantos do país. Com essa ação nacional, mobilizamos toda a capacidade instalada do país, com hospitais públicos, filantrópicos e privados trabalhando juntos para ampliar o atendimento especializado. Onde faltava profissionais e equipamentos, nós estamos levando. Na rede privada, onde antes havia falta de diálogo, agora há atuação conjunta. Tudo isso para garantir que o cuidado chegue mais rápido para o povo”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    No Amazonas, o Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara (AM), realizará 500 procedimentos a mais no SUS durante essa semana, entre cirurgias ginecológicas e do aparelho digestivo.

    Outros 19 estados também farão parte da mobilização, com centenas de cirurgias ofertadas: Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

    As ações inéditas do Ministério da Saúde que aumentam os atendimentos no SUS

    É a primeira vez que a mobilização nacional para realização de exames e cirurgias conta com duas ações estratégicas do Agora Tem Especialistas. Nos hospitais privados, o Governo do Brasil abre as portas para pacientes do SUS sem custo ao paciente, que terá apoio das equipes especializadas, pré-operatório e pós-operatório nas instituições.

    Já nos hospitais públicos, o Ministério da Saúde identificou salas cirúrgicas paradas por falta de equipe médica, insumos e/ou equipamentos e fez a contratação do que faltava para mineiros e mineiras serem atendidos e a capacidade pública é reativada para beneficiar quem mais precisa.

    O mesmo já ocorreu, anteriormente, em Manacapuru, Itacoatiara, Parintins e Maués (AM), Canoas (RS), São Lourenço (RS) e em Santarém (PA), onde ações-piloto realizaram mais de 10,3 mil cirurgias e ofertas de cuidados integrados, ampliando o acesso à atenção especializada e reduzindo filas em regiões historicamente desassistidas.

    Atendimento especializado no Amazonas

    No estado amazonense, o hospital que participa da mobilização é o Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara (AM).

    Agora Tem Especialistas e as múltiplas frentes de atuação

    O programa Agora Tem Especialistas atua em diversas frentes para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS. Além dos mutirões sazonais e a reativação de espaços ociosos em hospitais públicos, o programa atua na ampliação do horário de funcionamento de policlínicas, contratação de médicos especialistas e ampliação do atendimento a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos credenciados.

    Em outra frente, 87 carretas de atendimento especializado em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia levam atendimento itinerante a pacientes em todo o país, ampliando o acesso à saúde especializada e reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos.

    As iniciativas já contribuíram para resultados expressivos na rede pública. Em 2025, o país alcançou a marca recorde de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, um crescimento de 42% em relação a 2022. O número de consultas com especialistas chegou a 1,6 bilhão (30% mais que 2022) e foram mais de 1,3 bilhão de exames realizados (22% mais que 2022), além de 14 milhões de internações realizadas pelo SUS.

  • 28 porções de entorpecentes é apreendido em Novo Airão

    28 porções de entorpecentes é apreendido em Novo Airão

    A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do 6° Grupamento de Polícia Militar (GPM), na noite de terça-feira (22/06), apreendeu 28 porções e trouxinhas de entorpecentes, entre maconha, cocaína e oxi, no município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus).

    Por volta das 20h30, os policiais militares receberam uma denúncia anônima, via linha direta, acerca da suposta prática de comercialização e uso de substâncias entorpecentes em um imóvel localizado na rua 3, bairro do Alemão.

    A equipe policial foi até o local da denúncia, e ao se aproximar do imóvel, avistou diversas pessoas deixando a residência, ao perceberem a presença da viatura policial, não sendo possível realizar a abordagem ou identificação dos suspeitos.

    Na ocasião, os PMs localizaram e apreenderam 28 porções e trouxinhas de substâncias com características de cocaína, maconha e pedra oxi, além de uma balança de precisão.

    O material foi encaminhado à 77ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).

    Denúncia

    A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar, imediatamente, ao tomar conhecimento da ação criminosa, por meio do disque denúncia 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

  • Forças de Segurança apreendem nove quelônios e mais de 2 kg de pasta-base de cocaína

    Forças de Segurança apreendem nove quelônios e mais de 2 kg de pasta-base de cocaína

    As Forças de Segurança do Amazonas apreenderam, na terça-feira (23/06), mais de 2 quilos de pasta-base de cocaína e nove quelônios, durante ações distintas realizadas nos municípios de Tonantins e Itamarati. As ações coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) foram no âmbito da Operação Segurança Presente e resultaram na prisão de um homem por crime ambiental.

     

    A primeira ação realizada no município de Itamarati (a 985 quilômetros de Manaus) a equipe da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) receberam informações de que um homem mantinha e comercializava animais silvestres em uma residência, localizada na rua Beira Mar.

     

    Os policiais militares foram ao endereço informado e, após autorização da proprietária do imóvel, realizaram buscas no local, onde foram encontrados os nove quelônios. Ao ser questionada sobre a origem dos animais, a moradora informou que não era responsável por eles e indicou o suposto proprietário.

     

    Durante as diligências, os policiais localizaram o suspeito em outra residência na mesma rua. Aos agentes, ele confirmou que realizava a venda dos animais para obtenção de lucro. No local, também foram encontrados 10 litros de álcool etílico.

     

    O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido ao 68º Distrito Integrado de Polícia (DIP) do município, onde permanece à disposição da Justiça. Após os procedimentos legais, os nove quelônios apreendidos foram devolvidos ao habitat natural.

     

    Tonantins

     

    Em Tonantins (a 865 quilômetros da capital amazonense), durante abordagem à embarcação Amazônia, que fazia a rota Tabatinga com destino a Manaus, o cão policial Hulk sinalizou a presença de entorpecentes.

     

    Nas buscas, os policiais militares localizaram dois tabletes de pasta-base de cocaína escondidos dentro de um cesto de lixo, em um dos banheiros do barco, enquanto o outro estava na parte superior da embarcação.

     

    Ao todo, foram apreendidos 2,2 quilos da droga, causando danos de R$ 113 mil ao crime organizado.

     

    O entorpecente apreendido foi encaminhado para o 54º DIP de Tonantins. O caso vai seguir sob investigação.

  • Presos de facção criminosa são transferidos de Guajará para Manaus

    Presos de facção criminosa são transferidos de Guajará para Manaus

    pós um episódio de motim, ocorrido no dia 12 de junho de 2026, que evidenciou precariedades nas condições estruturais e administrativas da 69ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Guajará, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) obteve, junto à Justiça, a transferência de 14 presos ligados à facção Comando Vermelho para Manaus. Desse total, 10 foram transferidos na segunda-feira (22).

    O MP inspecionou a carceragem da delegacia após o episódio, identificando danos estruturais nas celas, paredes e na cobertura do corredor. Além disso, a Promotoria identificou que os custodiados utilizaram objetos para causar curto-circuito, prejudicando a energia e o sinal de internet da unidade policial.

    Também foram analisados registros fotográficos que mostravam presos tentando acessar o telhado para chegar à área externa, evidenciando tentativa de fuga.

    O documento detalha, ainda, superlotação na DIP, uma vez que a unidade dispõe de apenas duas celas, mas abrigava 45 presos no momento do motim. Somado a isso, o MP destacou como a facção Comando Vermelho continuava operando de dentro da delegacia, introduzindo celulares e ameaçando guardas municipais.

    De acordo com o despacho, a Justiça já havia determinado a transferência de presos em maio deste ano, mas a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) se recusou a recebê-los, alegando falta de vagas em Manaus.

    Segundo o promotor de Justiça Ney Costa Alcântara de Oliveira Filho, responsável pelo pedido de transferência, a decisão é inédita no cenário de Guajará.

    “Esta é a primeira vez na história do município que integrantes de facções criminosas são transferidos do município para a capital amazonense, marcando um importante avanço na operacionalização das ações de segurança pública na região”, comentou.

    A partir do pedido do MP, o juiz David Nicollas Vieira Lins concedeu liminar determinando que o estado transferisse 14 presos para Manaus. A decisão também fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, a ser aplicada pessoalmente às Secretarias de Estado de Segurança Pública (SSP) e de Administração Penitenciária (Seap) e do Executivo estadual.

    Motim

    Na tarde de 12 de junho de 2026, cerca de 20 detentos deflagraram um motim nas celas 1 e 2 da 69ª DIP de Guajará. Os apenados eram, em sua quase totalidade, integrantes ou vinculados à organização criminosa Comando Vermelho. Sete já tinham sido transferidos para a capital.

    Após a estabilização do cenário, a autoridade policial responsável reforçou a necessidade de transferência imediata de mais sete custodiados para Manaus, incluindo os apontados como líderes do motim e outros detentos identificados como participantes ou apoiadores.

    Segundo o relatório, a permanência desses presos na unidade representava risco concreto de novos episódios de violência, comprometendo a segurança dos servidores, da população local e das instalações públicas.

  • Familiares buscam adolescentes que desaparecem em Manaus

    Familiares buscam adolescentes que desaparecem em Manaus

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), divulga as imagens de Luan Flávio Menezes da Silva, de 8 anos, Eliandra Cruz Campinas, de 13 anos, Ryan Kaleb Pinto e Silva, de 13 anos, e Ana Giselle Barreto de Oliveira, de 14 anos, que desapareceram em dias e lugares distintos da capital.

    A PC-AM reforça que, em casos de desaparecimento, não é necessário aguardar 24 horas para registrar a ocorrência. O procedimento pode ser realizado em qualquer delegacia, mediante a apresentação de documentos pessoais, informações sobre o último local onde a pessoa foi vista, características físicas e uma foto atualizada.

    Desaparecidos
    Luan Flávio Menezes Da Silva, teve seu desaparecimento no domingo (21/06), após sair de um estabelecimento comercial, às 20h, na rua Babaçu, bairro Zumbi dos Palmares, zona leste, e até o momento não retornou para sua casa.

    Eliandra Cruz Campinas, desapareceu no dia 16 de junho, após sair de sua residência, localizada na rua Lírio, no bairro Gilberto Mestrinho, zona leste, e até o presente momento não retornou.

    Ryan Kaleb Pinto e Silva, está desaparecido desde às 7h30 da sexta-feira (19/06), quando saiu de sua casa, situada na rua Doze, bairro Redenção, conjunto Hiléia I, zona centro-oeste.

    Ana Giselle Barreto de Oliveira, desapareceu nesta terça-feira (23/06), após sair de sua residência, localizada na rua Antônio Figueiredo, bairro Alvorada, zona centro oeste de Manaus.

    ColaboraçãoA PC-AM solicita que quaisquer informações que possam contribuir para a localização dos desaparecidos sejam repassadas pelos números: (92) 99962-2441, da Depca; 197 e (92) 3667-7575, da PC-AM; ou 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

  • Mulheres são assaltadas por suspeito em moto no bairro Nossa Senhora das Graças

    Mulheres são assaltadas por suspeito em moto no bairro Nossa Senhora das Graças

    Imagens de câmeras de vigilância registraram o momento em que duas mulheres foram vítimas de um assalto na tarde de terça-feira (23), na rua Turmalina, no bairro Nossa Senhora das Graças, na zona centro-sul de Manaus.

    Por volta das 17h20, é possível perceber no vídeo que as mulheres estão caminhando na rua e o suspeito se aproxima delas em uma motocicleta.

    O criminoso estava usando um capacete e fez a menção de estar com uma arma de fogo ao colocar a mão na cintura.

    As vítimas não reagiram e apenas entregaram seus pertences ao suspeito. Após o assalto, o homem fugiu na motocicleta.

    As imagens mostram também que o veículo não tinha placa de identificação. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão do suspeito.

    O caso deverá ser apurado pelas autoridades responsáveis.

  • Homem é esfaqueado até a morte dentro de condomínio em Manaus

    Homem é esfaqueado até a morte dentro de condomínio em Manaus

    Um homem identificado como Rafael Souza morreu após ser esfaqueado na manhã desta quarta-feira (24), em um condomínio localizado no bairro Chapada, na zona Centro-Sul de Manaus.

    De acordo com informações preliminares, a vítima teria se envolvido em uma discussão com um homem identificado como Eduardo Henrique, apontado como morador do condomínio. Durante o desentendimento, Rafael foi atingido por golpes de arma branca.

    Equipes de socorro foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu. Policiais militares estiveram no local para atender a ocorrência e isolar a área até a chegada da perícia.

    As circunstâncias que motivaram a discussão ainda serão investigadas pela Polícia Civil do Amazonas. O suspeito deverá ser ouvido pelas autoridades para o esclarecimento do caso.

    O corpo da vítima foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), e o caso seguirá sob investigação para apurar a dinâmica do crime e as responsabilidades envolvidas.

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