Blog

  • Barezão Série B Sicredi: sexta rodada começa com três jogos nesta quarta-feira

    Barezão Série B Sicredi: sexta rodada começa com três jogos nesta quarta-feira

    A disputa pelo topo do Campeonato Amazonense Série B Sicredi ganha novos capítulos nesta quarta-feira (26). A sexta rodada começa com três partidas: CDC Manicoré x RB do Norte, Penarol x Fast Clube e Cliper x Operário. Serão dois jogos no interior e um na capital, movimentando a competição em diferentes frentes da tabela.

    Bacurau x Boto

    Valendo a liderança, CDC Manicoré e RB do Norte se enfrentam às 15h30, no estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, em Manacapuru. As equipes somam dez pontos, e quem sair de campo com a vitória assume a primeira colocação.

    O Bacurau, atual vice-líder, chega ao confronto após empatar em 1 a 1 com o Fast Clube. O Boto, líder da competição, folgou na rodada anterior.

    Leão x Rolo

    Também às 15h30, o Penarol recebe o Fast Clube no estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara. O Leão da Velha Serpa ocupa a sexta posição e vem embalado pela vitória por 2 a 1 sobre o Cliper na rodada passada.

    Do outro lado, o Tricolor aparece na quarta colocação e busca voltar a vencer após empatar em 1 a 1 com o CDC Manicoré.

    Águia x Sapo

    Em Manaus, o estádio Carlos Zamith será palco do duelo entre Cliper e Operário, às 20h. A Águia Dourada ainda busca a primeira vitória na competição e ocupa a última posição.

    O Operário, por sua vez, chega em alta. O Sapão da Terra Preta é o terceiro colocado e vem de uma vitória por 4 a 2 sobre o Unidos do Alvorada.

  • Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática

    Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática

    Invisíveis a olho nu e espalhados em um sistema subterrâneo complexo, fungos são a aposta de um grupo de cientistas para restaurar terras degradadas, combater a desertificação e a crise climática.

    A possibilidade foi apresentada pelas pesquisadoras Toby Kiers e Burenjargal Otgonsuren, que lançaram o resultado de estudos recentes, durante encontro na Embaixada da França em Ulaanbaatar, Mongólia, no contexto da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17).

    Conhecidos como fungos micorrízicos, por estabelecerem simbiose com raízes das plantas, esses organismos formam extensas redes no solo. Enquanto recebem carbono produzido pelas plantas durante a fotossíntese, ajudam-nas a obter água e nutrientes como fósforo e nitrogênio.

    Pesquisadoras usam fungos para recuperar solo e conter crise climática. Foto: Tomas Munita/SPUN

    As redes também contribuem para agregar as partículas do solo, reduzir a erosão e aumentar a resistência das plantas à seca e a outros estresses ambientais.

    A estratégia testada durante os estudos na Mongólia é simples: pequenas áreas de pastagem são cercadas para impedir temporariamente a entrada de animais e a ação humana.

    Essas áreas protegidas podem funcionar como refúgios de biodiversidade subterrânea e, no futuro, como fontes de fungos locais para projetos de restauração de terras degradadas, explicou a bióloga evolucionista Toby Kiers, diretora-executiva da Society for the Protection of Underground Networks (SPUN).

    “É como um banco de sementes, mas de fungos. Eles criam uma infraestrutura viva subterrânea que mantêm o solo unido. São como um sistema circulatório que conecta a vida acima e abaixo do solo.”

    Um solo mais estável e com uma comunidade microbiana saudável oferece melhores condições para o retorno das plantas, que, por sua vez, alimentam novamente os fungos com carbono.

    “É um ciclo. Você perde a diversidade de fungos, perde o carbono que está entrando no solo e perde parte da capacidade de manter o solo unido. Isso dificulta o crescimento das plantas e pode alimentar ainda mais a degradação”, disse Toby Kiers.

    Pastagens em recuperação

    A estratégia ainda está em fase experimental, com a liderança da pesquisadora local Burenjargal Otgonsuren. Ecóloga especializada em micorrizas (associação entre fungos e raízes das plantas), ela cresceu em uma região rural da província de Uvurkhangai e passou parte da infância acompanhando os avós, que eram pastores.

    A experiência também influenciou sua escolha profissional. Ela contou que o avô conhecia as plantas das pastagens e sabia identificar aquelas associadas à qualidade do campo ou utilizadas para fins medicinais. “Tornei-me uma ecóloga que pode ajudar a tratar o planeta.”

    A especialista instalou seis áreas cercadas em regiões de estepe e deserto para interromper temporariamente a pressão do pastoreio. Os primeiros resultados, obtidos em 2025, são promissores: a vegetação dentro das áreas protegidas já apresentava maior altura do que as plantas encontradas fora das cercas.

    A pesquisadora pretende acompanhar os experimentos por pelo menos três anos. Entre as possibilidades futuras está a criação de corredores ou áreas de refúgio mais amplas para conservar os fungos.

    Segundo Burenjargal Otgonsuren, pesquisas indicam que até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas em algum grau. Para isso, porém, não basta replantar a vegetação.

    “Para recuperar a pastagem, a questão mais importante é ter um solo saudável. E, quando falamos de solo saudável, precisamos também proteger a biodiversidade que vive dentro dele.”

    Biodiversidade ainda desconhecida

    A dimensão da biodiversidade encontrada nas estepes mongóis surpreendeu as pesquisadoras. Nas amostras coletadas, cerca de 90% das sequências de DNA fúngico analisadas pertenciam a espécies ainda desconhecidas pela ciência.

    Fungos em microscópio. Foto: Tomas Munita/SPUN

    Foram identificadas 541 unidades taxonômicas associadas aos fungos micorrízicos apenas na região do Gobi. Parte desses organismos parece ser altamente adaptada às condições locais e pode não ocorrer em outras regiões do planeta.

    Isso torna a conservação dos fungos locais particularmente importante. A ideia não é simplesmente transportar fungos de outras regiões para áreas degradadas. “Precisamos proteger essas espécies endêmicas e reproduzi-las nós mesmos para depois utilizá-las”, afirmou Otgonsuren.

    Nova agenda de conservação

    Para Toby Kiers, a descoberta reforça a necessidade de mudar a forma como políticas ambientais tratam a biodiversidade. Em geral, esforços de conservação se concentram em plantas e animais visíveis, enquanto os organismos subterrâneos permanecem fora das áreas prioritárias.

    “Precisamos superar esse viés em favor do que está acima do solo e começar a proteger aquilo que não conseguimos ver.”

    Segundo a pesquisadora, cerca de 90% dos hotspots de biodiversidade microbiana identificados pela SPUN estão fora de áreas protegidas. Ela defendeu que fungos passem a ser incorporados às políticas de combate à desertificação e aos instrumentos de monitoramento da degradação da terra.

    A organização já trabalha com pesquisadores e comunidades locais em diferentes partes do mundo para mapear essas redes subterrâneas. A proposta é que o conhecimento produzido localmente seja incorporado a um atlas global e também às políticas públicas.

    “Estamos convidando as pessoas a integrar os fungos às políticas”, ressaltou. “Eles são componentes vitais de como monitoramos e combatemos a desertificação”, completou.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

  • Povos Katxuyana e Kahyana contam retomada de território pela arte

    Povos Katxuyana e Kahyana contam retomada de território pela arte

    A história de retomada dos territórios pelos povos indígenas Katxuyana e Kahyana estará em exposição a partir do dia 25 deste mês no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. A mostra Katxar kum neero | Nossos lugares verdadeiros reúne fotografias, relatos e artefatos produzidos pelos povos desde 1960.

    São memórias e patrimônios dispersados pelo tempo quando parte dos indígenas foram separados e isolados após serem impedidos de permanecer em seu território tradicional.

    Txamatxama estará no centro da exposição. Woltaire Masaki/Divulgação

    “É uma oportunidade de compartilhar nossas histórias de resistência e resiliência diante de um processo marcado pela violência e pela tentativa de apagamento de nossa existência”, diz Angela Kaxuyana, liderança indígena da Associação Indígena Kaxuyana, Tunayana e Kahyana (Aikatuk).

    Os Katxuyana e Kahyana, junto com outros 16 povos, alguns isolados, sempre habitaram a região localizada no oeste do Pará, divisa com o Amazonas. Na década de 1960, foram removidos de seus territórios pelo regime militar em processos de colonização da Amazônia.

    Museu Goeldi recebe exposição sobre as retomadas dos povos indígenas Katxuyana e Kahyana, por Woltaire Masaki/Divulgação

    Sem nunca perder a conexão com o lugar de pertencimento, os povos resistiram até em 2008, quando a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) inicia o processo de demarcação da Terra Indígena Kaxuyana‑Tunayana, um território de 2 milhões de hectares que abrange os municípios de Faro e Oriximiná (PA) e Nhamundá (AM).

    O processo foi finalizado somente em 2025, quando um decreto reconheceu a homologação, última etapa do processo de devolução do território aos indígenas.

    Curadoria

    A manutenção dos vínculos com a terra, os rios, os antepassados e seus modos de existir até o momento da retomada dos territórios, também estão presentes nas obras escolhidas por uma curadoria compartilhada com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e o Museu Paraense Emílio Goeldi.

    “Na exposição, teremos peças dos Katxuyanas e dos Kahyanas, que são contemporâneas, que eles fazem e utilizam atualmente, e vamos ter peças que pertencem à Coleção Etnográfica do Museu Goeldi, coletadas pelo pesquisador Protásio Frikel na década de 1960”, detalha Lúcia van Velthem, museóloga e pesquisadora do Museu Emílio Goeldi.

    Um dos elementos de destaque da exposição é o txamatxama, um artefato plumário usado para diplomacia entre povos e comunicação com outros seres vivos. É considerado de grande importância cosmológica e sociopolítica pelos povos Katxuyana e Kahyana.

    A exposição fica aberta até o dia 30 de abril de 2027, de quarta a domingo, de 9h às 16 h, no Centro de Exposições Eduardo Galvão, localizado dentro do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.

  • Faixa de Gaza tem 3% das terras agrícolas acessíveis e intactas

    Faixa de Gaza tem 3% das terras agrícolas acessíveis e intactas

    A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, publicou uma avaliação geoespacial revelando que apenas 3% das terras agrícolas da Faixa de Gaza permanecem acessíveis e intactas.

    A agência associa o declínio da acessibilidade das terras agrícolas à expansão para oeste da “linha amarela”. O limite separa a zona de cessar-fogo da área sob controlo militar de Israel, reduzindo o acesso às terras agrícolas.

    Palestinos privados de meios de subsistência

    De acordo com a FAO, até 24 de junho deste ano, apenas 4.091 hectares, equivalentes a 27% do total das terras agrícolas na Faixa de Gaza, permaneciam acessíveis às comunidades palestinas.

    Desses, apenas 448 hectares, cerca de 3% do total das terras agrícolas, permaneciam simultaneamente acessíveis e intactos.

    Os restantes 3 643 hectares, ou 24% do total das terras agrícolas, estavam danificados e exigiriam reabilitação antes de poderem ser novamente cultivados.

    Desde o cessar-fogo assinado em outubro de 2025, as terras agrícolas acessíveis e intactas diminuíram de 601 para 448 hectares. Trata-se de uma perda de 153 hectares, equivalente a 25,5% da área agrícola acessível e intacta em Gaza, revela a agência da ONU.

    A cidade de Rafah apresenta os níveis mais elevados de inacessibilidade, com 97,2% das terras agrícolas e 98,4% da área de estufas inacessíveis.

    © WFP/Maxime Le Lijour Alimentos são distribuídos para pessoas que vivem em um acampamento improvisado em Gaza.

    Quadro de deterioração do setor agrícola

    Perante esta última atualização, o diretor do Escriório de Emergências e Resiliência da FAO, Rein Paulsen, alertou para o “quadro sombrio” de progressiva deterioração do setor agrícola na Faixa de Gaza.

    O representante sublinha que a perda de acesso às terras agrícolas tem vindo a reduzir a capacidade de produção dos agricultores palestinos, mesmo quando os ativos agrícolas permanecem fisicamente intactos.

    Sem ações urgentes para apoiar os agricultores e restabelecer o seu acesso seguro às terras, as oportunidades de restabelecer a produção local de alimentos na Palestina continuarão a diminuir, avisa Rein Paulsen.

    Escassez crítica de recursos

    A FAO nota que, para além do acesso limitado à terra, os agricultores palestinos também enfrentam grande falta de sementes, fertilizantes, equipamentos de irrigação, combustível e outros materiais de produção.

    Os criadores de gado também têm dificuldade em obter rações, produtos veterinários e serviços de saúde animal.

    Os recursos necessários para a produção agrícola e pecuária são limitados, de qualidade decrescente e demasiado dispendiosos para a maioria dos agregados familiares.

    Neste sentido, a agência da ONU lançou um apelo urgente para o restabelecimento da produção agrícola em Gaza, apelando a um acesso seguro e desimpedido às terras e aos meios de subsistência dos agricultores palestinos.

  • SouManaus 2026 abre reservas para pulseiras e define sete pontos de retirada

    SouManaus 2026 abre reservas para pulseiras e define sete pontos de retirada

    A Prefeitura de Manaus iniciou nesta segunda-feira (24) o sistema de reservas para o “#SouManaus Passo a Paço 2026”. O primeiro lote de vagas será disponibilizado às 19h, exclusivamente pela plataforma oficial do festival. A programação acontece de 4 a 13 de setembro, no centro histórico da capital amazonense.

    Ao todo, serão cinco lotes de reservas, liberados diariamente às 19h. O segundo lote estará disponível no dia 25 de agosto, seguido pelo terceiro, no dia 26; quarto, no dia 27; e quinto, no dia 28.

    A reserva é gratuita, mas não representa o ingresso para o festival. O procedimento garante o direito de realizar a troca presencial pela pulseira na data e no ponto de atendimento indicados no comprovante.

    Cada CPF poderá reservar uma vaga por dia para cada palco, conforme a disponibilidade de cada lote.

    Retirada começa na sexta-feira

    A retirada das pulseiras do primeiro lote começa na sexta-feira (28) e segue até 1º de setembro. As demais entregas ocorrerão de acordo com o lote reservado: dia 29 para o segundo lote, dia 30 para o terceiro, dia 31 para o quarto e 1º de setembro para o quinto.

    A retirada é pessoal e intransferível. Para receber a pulseira, será necessário apresentar documento oficial original com foto, como RG, CNH ou passaporte. Documentos digitais serão aceitos apenas por meio de aplicativos oficiais, como Gov.br e Carteira Digital. Fotografias ou cópias não serão válidas.

    Além do documento, o participante deverá entregar um quilo de alimento não perecível. Entre os produtos aceitos estão arroz, feijão, açúcar e farinha. O sal não será aceito. Os alimentos precisam estar dentro do prazo de validade e com a embalagem íntegra.

    A troca deverá ser realizada obrigatoriamente na data e no local indicados no comprovante, sem possibilidade de remarcação ou mudança do ponto de retirada.

    Sete locais estarão disponíveis

    A organização definiu sete pontos para a retirada das pulseiras, distribuídos por diferentes regiões de Manaus. Os locais funcionarão em horários distintos, de acordo com cada unidade.

  • Shopping Phelippe Daou – avenida Camapuã, nº 2.939, Cidade de Deus. Atendimento das 15h às 21h.
  • Vitória Supermercado – Coroado – avenida Cosme Ferreira, nº 1.620, Coroado 1, no estacionamento coberto. Atendimento das 15h às 21h.
  • Galeria dos Remédios – rua Miranda Leão, nº 82, Centro. Atendimento das 13h às 19h.
  • Apá Móveis Torquato – avenida Torquato Tapajós, nº 440, bairro da Paz. Atendimento das 13h às 19h.
  • Shopping Manaus Via Norte – Santa Etelvina, entrada G, piso 2. Atendimento das 15h às 21h.
  • Shopping Ponta Negra – avenida Coronel Teixeira, nº 5.705, Ponta Negra, piso L2. Atendimento das 15h às 21h.
  • Apá Móveis – Bola da Suframa – avenida Rodrigo Otávio, nº 2.241, Crespo. Atendimento das 13h às 19h.
  • Regras de acesso

    A entrada no festival terá regras específicas conforme a faixa etária. Crianças menores de 12 anos não poderão acessar o evento, mesmo acompanhadas dos pais ou responsáveis.

    Adolescentes de 12 a 15 anos incompletos poderão entrar somente acompanhados dos pais ou responsáveis, mediante apresentação de documentação oficial com foto.

    O público também estará sujeito à inspeção e revista na entrada. A recusa aos procedimentos de segurança ou à retirada de objetos proibidos impedirá o acesso ao festival.

    Vagas exclusivas para PcDs

    Pessoas com deficiência terão um lote exclusivo de reservas. Para solicitar a vaga, será necessário enviar pela plataforma oficial um laudo médico ou a Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (CIPCD).

    A pulseira será liberada somente após a aprovação da documentação. A entrega do quilo de alimento e a retirada da pulseira para esse público ocorrerão em local específico informado no comprovante de inscrição.

    Com o conceito “Origens, Águas e Manaus”, o #SouManaus 2026 terá mais de 63 mil metros quadrados de ocupação urbana e reunirá atrações nacionais e artistas locais em uma programação que inclui música, cultura, arte, gastronomia e economia criativa.

    Mais informações sobre reservas, lotes, retirada das pulseiras, programação e regras de acesso estão disponíveis na plataforma oficial do festival.

  • SouManaus 2026 aposta em artistas locais com menos recursos públicos

    SouManaus 2026 aposta em artistas locais com menos recursos públicos

    A Prefeitura de Manaus lançou nesta segunda-feira (24) a edição 2026 do “#SouManaus Passo a Paço”, que será realizada entre os dias 4 e 13 de setembro, no centro histórico da capital amazonense. Neste ano, o festival terá dez dias de programação, seis a mais que na edição anterior, e contará com uma participação ampliada de artistas e trabalhadores da cultura local.

    Uma das principais mudanças anunciadas para o evento é a redução dos recursos públicos destinados à estrutura do festival. A prefeitura prevê investir R$ 15 milhões na realização, enquanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) havia reservado inicialmente R$ 25 milhões. A economia de R$ 10 milhões será direcionada para ações de assistência às famílias afetadas pela estiagem.

    A realização do evento também contará com recursos provenientes de patrocínios. A captação será responsável pelo pagamento dos cachês das atrações nacionais, permitindo que os recursos municipais sejam concentrados na estrutura e na execução do festival.

    A programação reunirá mais de 150 músicos, entre nomes nacionais e amazonenses. Entre as atrações nacionais confirmadas estão IZA, Filipe Ret, Léo Santana, Gloria Groove, Ferrugem, Gustavo Mioto, Ana Castela, Dennis DJ, Aline Barros, Natanzinho Lima, MC Hariel, Duquesa, Dead Fish, Yago Oproprio e Israel Salazar.

    Artistas amazonenses ganham mais espaço

    A produção local terá participação de destaque nesta edição. Entre os artistas confirmados estão Forró Revoada, Tucumanus e Victor Xamã, Rafa Militão, Ases do Pagode, Gabriel Gonçalves, Marcelo Nakamura, Rebecca Grana, Natália Lima, Jehnny Moda, Doral, Impakto, 40 Graus de Amor, Essence, Jorjão, O Tronxo, Neto Barroncas, Rayssa Zombie, Lucilene Castro e Cabocrioulo.

    Além dos shows musicais, o festival terá apresentações de teatro, dança, exposições e outras manifestações artísticas. A ampliação da programação também permitirá a utilização de novos espaços culturais da cidade, como a Biblioteca Municipal João Paulo II, o Teatro Gebes Medeiros, o Museu da Cidade de Manaus (Muma) e o Centro Cultural Óscar Ramos.

    Segundo a organização, a proposta é reunir diferentes segmentos da produção cultural amazonense e ampliar a ocupação dos equipamentos culturais durante os dez dias de evento.

    “Origens, Águas e Manaus”

    O conceito escolhido para a edição de 2026 é “Origens, Águas e Manaus”, dividido em três circuitos que buscam relacionar a programação à história e à identidade da capital amazonense.

    “Origens” aborda as raízes indígenas, as identidades e os diferentes grupos que contribuíram para a formação de Manaus. “Águas” faz referência aos rios, barcos, encantarias e à relação da população com os cursos d’água da região. Já “Manaus” representa a diversidade cultural, social e artística da cidade.

    A proposta também reforça a presença de artistas de diferentes áreas, incluindo música, teatro, dança, artes visuais e exposições, com espaço para produções amazonenses e indígenas.

    Entrada será vinculada à doação de alimentos

    O acesso ao festival será realizado por meio de pulseiras, que estarão disponíveis para retirada conforme as orientações divulgadas pela organização. Para receber cada pulseira, será necessária a doação de um quilo de alimento.

    Os alimentos arrecadados serão destinados às famílias afetadas pela estiagem por meio da operação “Seca”. A iniciativa integra a proposta de associar o acesso à programação cultural a uma ação de solidariedade.

    Os locais de apresentação também deverão contar com pontos de hidratação e recursos de acessibilidade para o público.

    Operação de trânsito

    A realização do “#SouManaus 2026” contará ainda com uma operação especial de trânsito no centro histórico. Cerca de 150 agentes deverão atuar nas interdições e no ordenamento das vias durante o período do festival.

    As primeiras intervenções no trânsito estão previstas para começar em 3 de setembro, um dia antes do início oficial da programação, para organizar o fluxo de veículos e garantir a circulação no entorno dos espaços que receberão as atividades.

    A expectativa da organização é que o festival atraia mais de 500 mil pessoas ao longo dos dez dias, movimentando setores como cultura, comércio, serviços e turismo em Manaus.

  • INSS libera consignado sem biometria facial para aposentados

    INSS libera consignado sem biometria facial para aposentados

    Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem biometria facial nas bases do governo federal voltaram a poder contratar empréstimos consignados. A autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com acesso por dados bancários.

    A mudança já está em vigor, após a publicação da Instrução Normativa 213 do INSS, no último dia 19.

    Principais mudanças

    A nova regra altera procedimentos para contratação e portabilidade do consignado.

    Os principais pontos são:

  • Beneficiários sem biometria facial poderão autorizar o empréstimo pelo Meu INSS, usando dados bancários;
  • Na portabilidade, o segurado deverá assinar um termo específico no aplicativo;
  • O banco que receber o contrato terá 20 dias para confirmar a transferência. Sem confirmação, a operação será cancelada;
  • O desconto no benefício só poderá ocorrer após o banco enviar a documentação exigida ao INSS;
  • As instituições terão de informar, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo na conta do beneficiário;
  • A autorização do desconto não poderá ser feita por telefone nem comprovada por gravação de voz.
  • Requisitos de segurança

    A biometria facial havia sido adotada em agosto do ano passado, como requisito para reforçar a segurança e combater fraudes após a série de escândalos no INSS no ano passado. A tecnologia continua disponível para quem tem fotos nas bases oficiais, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Justiça Eleitoral.

    Com as novas regras, quem não tem registro biométrico não ficará impedido de contratar o crédito. Apesar da dispensa da obrigação, o INSS alega que a instrução normativa tem uma série de requisitos para prevenir fraudes.

    Depois da autorização do titular, a instituição que receberá o contrato terá 20 dias para confirmar a operação. Se não houver confirmação dentro desse prazo, a transferência será cancelada.

    O beneficiário também deverá assinar um termo de autorização no aplicativo Meu INSS. Segundo a nota do instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

    Portabilidade

    Na transferência de uma dívida para outro banco, o beneficiário deverá assinar um termo de autorização no Meu INSS. Segundo o instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

    O INSS determinou que a operação só produza efeitos depois do envio da documentação exigida pela instituição financeira. Antes disso, não haverá desconto no benefício nem repasse de valores à instituição financeira.

    A medida inclui contrato, autorização expressa do desconto e informações sobre valor, parcelas, juros e instituição responsável pela operação.

    Dinheiro rastreado

    Os bancos também terão de informar ao INSS, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo. A medida permitirá cruzar o contrato registrado no benefício com o efetivo recebimento do dinheiro e ajudar na identificação de operações fraudulentas.

    O INSS esclarece que o Meu INSS Vale+, modalidade de antecipação de até R$ 150 do benefício para aposentados e pensionistas, permanece suspenso.

  • Apostadores de bet em periferias buscam ajuda após vida virar pesadelo

    Apostadores de bet em periferias buscam ajuda após vida virar pesadelo

    As lembranças misturam-se como em um pesadelo. Kaio*, de 42 anos, lembra-se de uma madrugada silenciosa em julho em que o celular tocou com anúncios de chances de apostas. Primeiro, ficou eufórico. Aos poucos, engoliu em seco. Perdeu R$ 1 mil. Depois, R$ 2 mil. Em minutos, R$ 5 mil. Era justamente o dinheiro que um amigo o emprestou para que ele pagasse dívidas com agiotas por causa de outras apostas em bets.

    Ninguém estava acordado em casa. Nem a esposa nem os dois filhos (um de 10 e outro de 4 anos). Eles estavam em sono profundo na casa simples em uma área periférica do Distrito Federal. Kaio anda pela casa. Não era um pesadelo. Mas ele sentiu o chão se abrir. Não ouviu as vozes das pessoas que ele ama ao clarear do dia. Só pensou nas dívidas. Mas pensou em apostar mais para diminuir o prejuízo.

    Quando o filho mais velho pediu que o levasse até a casa da avó, que acompanharia o garoto até a escola, Kaio concordou com a cabeça. Ele continuou no celular.

    “Pareceu que se passaram poucos minutos. Quando olhei para trás, meu filho não estava mais”. Isso porque havia se passado mais de três horas. “Eu perdi a noção de tudo. Inclusive do tempo”.

    Perder a noção de tempo é um dos indicativos da ludopatia, doença que consiste em um transtorno de controle dos impulsos para jogos. Desse tempo que Kaio viu voar, lembrou de quando tudo começou: dos momentos de descanso como motorista de uma prefeitura em uma cidade de Goiás em que foi apresentado às bets. De como se envolveu mais do que poderia e deveria. Entende que o vício começou principalmente depois de apresentar sintomas de depressão com a perda do pai para o câncer.

    Chão frio

    Por causa das dívidas de jogo, teve que vender o carro financiado para pagar as dívidas. Depois, móveis. Depois, a casa da família. Avisou a esposa dois dias antes de terem que desocupar o imóvel. Perdeu a casa e o casamento acabou. “A dignidade também”, diz. Hoje, lamenta dormir sobre o chão frio, em pedaços de papelão, em um dormitório alugado. 

    Nem o dinheiro do carro ou o da venda da casa foram suficientes para pagar os mais de R$ 200 mil em dívidas. Foi necessário também pedir demissão do emprego e utilizar a rescisão para pagar novas dívidas. Kaio compreendeu que precisaria de ajuda profissional e passou a frequentar um centro de apoio psicossocial (Caps) no Distrito Federal, onde se reúne em grupos para dividir as experiências.

    “Eu passei a tomar três remédios por dia. E os grupos [terapêuticos] fazem com que eu não me sinta mais sozinho”, afirmou. Ele diz que esse vício é o pior que já enfrentou.

    “Pior do que minha dependência no passado em álcool e outras drogas. Nunca me senti tão perdido na vida. Hoje reconheço que preciso de terapia.”

    Atualmente, ele trabalha em uma escola no interior de Goiás no serviço de reposição de alimentos. “Estou recomeçando minha vida. Espero que meus filhos um dia me perdoem.”

    Riscos e tratamentos

    A psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno do controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que pessoas em vulnerabilidade, nas classes C e D, são as mais atingidas. Esse público costuma procurar melhorias nas condições de vida, mas se deparam com desinformação e publicidade enganosa por todos os lados.

    Pessoas mais vulneráveis, moradoras de comunidades periféricas e que ganham perto de um salário mínimo viram alvos fáceis, avaliam as especialistas consultadas pela reportagem. As pessoas são atacadas por anúncios que induzem a uma falsa ideia de que o jogo serviria como uma complementação de renda.

    “São pessoas que querem retornos rápidos induzidas a acreditar que podem ter com as bets. Isso se tornou realmente muito perigoso”.

    O contexto social eleva a vulnerabilidade das pessoas afetadas pelo transtorno.

    “Quando você pensa em um jovem que reside numa comunidade, todo o dinheiro que ele perde, impacta na subsistência da família”. Isso impacta a saúde mental dos pacientes.

    Kátia Branco contextualiza que a distorção da realidade provocada pelos estímulos aumenta a impulsividade da pessoa em maior vulnerabilidade social. O endividamento “em cascata” provoca agravamento de sintomas como depressão, ansiedade e ideação suicida. 

    Ela lamenta ainda o crescimento do número de transmissões esportivas que tratam a aposta como uma brincadeira sem grandes consequências.

    “Aumentou a procura no ambulatório e em vários serviços em busca de ajuda para o tratamento”, testemunha.

    A pesquisadora defende a necessidade de preparar melhor os psiquiatras que estão na rede pública. Inclusive porque há uma diversidade de perfis de pacientes, incluindo homens, mulheres, adolescentes e idosos. 

    “Cassino na palma da mão”

    Segundo a psicóloga Claudia Feres, da secretaria de Saúde do Distrito Federal, o tratamento contra a ludopatia, que é uma doença, leva em conta que se caracteriza por um transtorno de controle dos impulsos. “Aliado agora à tecnologia e a esse mundo das telas, a pessoa tem um cassino na palma da mão para acessar sem sair de casa e a qualquer hora”.

    Ela explica que é importante tratar a doença dentro da lógica da redução de danos tentando fazer com que a pessoa se afaste do celular.

    “Há quem comece a usar os joguinhos por desinformação e falta de perspectiva”.

    A psicóloga explica que as unidades de saúde contam com equipes multidisciplinares para atender pessoas em diferentes estágios da doença. O ideal, segundo ela, é que a própria pessoa e familiares possam procurar atendimento o quanto antes. Há diferentes sinais para gerar atenção: a pessoa evita se socializar, trocar a madrugada pelo dia e demonstra nervosismo. 

    “Nos Caps, pessoas chegam com um pedido de socorro desesperado. Nós fazemos o acolhimento e buscamos trazer a família para perto. A ideia é pensar em estratégias que façam sentido”, afirma a psicóloga.

    A profissional explica que, ao mesmo tempo em que a pessoa carrega culpa, também leva em conta que o jogo gera um dos únicos prazer que tem.

    “O paciente perde, além de tudo, o respeito das pessoas. Vai sendo abandonada pela família e também se abandonando”. Há, então, um contexto social que fragiliza o indivíduo. Por isso, pode ser incorreto atribuir a alguém uma predisposição para a doença.

    “Se você singulariza e responsabiliza unicamente um indivíduo, ignora-se que o problema é muito maior. A solução tem que ser no âmbito coletivo e de políticas públicas também”, afirma.

    Controle

    Foi com essa expectativa que outro paciente, que aqui chamaremos de João*, de 32 anos, procurou uma unidade do Caps. Ele, que ficou paraplégico “após uma briga”, faz tratamento semanalmente em um grupo terapêutico e costuma ser acompanhado pela mãe. Eles conseguiram transporte de casa para uma comunidade a 30 quilômetros do Caps que frequenta.

    A maior preocupação da mãe no momento é que o filho passou a gastar os poucos recursos da família com jogos online hospedados em sites de bets. “Na verdade, não consigo me controlar. Não sei o quanto já perdi”. A mãe espera que nada interrompa o tratamento dele. 

    A psiquiatra Kátia Branco, do Hospital das Clínicas da USP, alerta que o apoio da família se torna fundamental para que os pacientes mantenham a medicação em ordem e as sessões de atendimento.  

    Abstinência

    No entanto, há quem ainda resista às terapias mesmo com sinais de dependência. O pedreiro autônomo Ricardo*, de 26 anos, é morador da comunidade do Sol Nascente, a segunda maior favela do Brasil. Ele diz que faz apostas desde 2018 e não contabilizou exatamente o quanto perdeu. “Mais de R$ 100 mil”. 

    Começou a apostar pela curiosidade e pelo que ouviu de amigos que poderia ter um acréscimo de renda e ainda se divertir. Essa é uma alegação falsa e perigosa. No começo, ele até conseguiu ganhar uma ou duas vezes. Não passavam de chamarizes para o que viria depois.

    Pai de um menino de dois anos de idade, o rapaz viu o relacionamento acabar por causa das dívidas causadas por bets.

    “Já fiquei até de madrugada. A abstinência bate tão forte que a gente não consegue ter uma noite de sono normal”, explica.

    Ele acredita que abriu os olhos antes de se afundar mais. Afirma que foi criado por mãe solo e que não teve coragem de contar para ela ter perdido dinheiro em apostas. Ele pôde estudar apenas até a oitava série.

     “Eu acho que não me considero viciado porque não tive que vender coisas de casa para pagar dívidas”.

    Ricardo testemunha que é comum haver convites na comunidade para que grupos se reúnam de forma online para trocar ideias sobre como ser mais efetivo na aposta.

    “As pessoas se unem. O mesmo gráfico (do cassino) que roda para um, dependendo da plataforma, roda para todos. Do mesmo jeito que pagou para mim, vai pagar para o próximo”.

    Como hoje trabalha de forma autônoma com reformas, sonha um dia poder fazer uma faculdade de engenharia e esquecer dos problemas que já atravessaram sua vida, inclusive ter dificuldade de pagar pensão alimentícia.

    Para evitar as tentações por mexer no celular durante a madrugada, ele desliga o telefone e tenta manter o mais longe possível do aparelho.

    Jogo problemático é “questão séria”

    Em nota à Agência Brasil, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que diz representar 75% do mercado brasileiro, afirmou que reconhece a importância do debate sobre a prevenção ao jogo problemático e à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade. 

    “O instituto reforça que as apostas devem ser tratadas sempre como uma forma de entretenimento, nunca como fonte de renda ou alternativa para subsistência”, aponta.

    A entidade considera que, desde o início do mercado federal regulado, no início do ano passado, as empresas autorizadas passaram a operar com regramento e controle.

    Considera ainda que o “jogo problemático é uma questão séria” e seu enfrentamento exige atuação coordenada entre poder público, reguladores, empresas, entidades e sociedade para a prevenção e no atendimento das pessoas que necessitem de suporte.

    “Regras são rigorosas”, avalia instituto

    Em relação aos anúncios publicitários, os empresários do setor entendem que as ações de comunicação passaram a estar submetidas a regras específicas e rigorosas. “Isso inclui medidas para a proteção de crianças e adolescentes, e a vedação absoluta de mensagens que apresentem as apostas como alternativa de enriquecimento ou solução financeira”. 

    A entidade garante que mantém diálogo constante com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Ao mesmo tempo, opina que a regulamentação brasileira do setor de apostas é uma “das mais modernas do mundo, com obrigações tributárias e normas operacionais”.

    O IBJR acrescenta que o combate às plataformas ilegais, que não estão submetidas às mesmas regras de fiscalização e controle.

    “O fortalecimento do ambiente regulado contribui para ampliar a rastreabilidade das operações, a responsabilização dos operadores e os mecanismos de proteção aos apostadores”.

    Pessoas entrevistadas pela Agência Brasil não tiveram seus nomes identificados na reportagem em função da situação de vulnerabilidade que enfrentam.

  • ONU pede US$ 148 milhões para plano de resposta ao terremoto na Colômbia

    ONU pede US$ 148 milhões para plano de resposta ao terremoto na Colômbia

    Alocações financeiras

    Falando a jornalistas em Genebra, o representante do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, Jens Laerke, explicou que o apelo complementa os esforços das autoridades nacionais e locais. A solicitação é um adendo ao plano de resposta às necessidades humanitárias já existente no país.

    Essa previsão anual envolve um orçamento de cerca de US$ 472 milhões e conta atualmente com 62% de financiamento.

    O representante do Ocha informou que a ONU já recebeu US$ 35 milhões de doadores para a resposta ao terremoto. Além disso, o Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf, já alocou US$ 5 milhões para intervenções vitais imediatas.

    Colaboração da ONU com as autoridades

    Respondendo a perguntas de jornalistas, Laerke disse que pouco depois da ocorrência do terremoto, o Ocha recebeu uma solicitação do governo dirigida à equipe humanitária no país, sediada na capital, Bogotá. As autoridades pediram apoio, mobilização de recursos e coordenação de esforços de colaboração.

    Ele explicou que as equipes humanitárias da ONU respondem às necessidades imeditas mesmo antes da finalização de um plano de resposta. Até mesmo porque este documento depende de diversas avaliações que levam tempo.

    As análises envolvem levantamento de danos e de necessidades humanitárias, além de discussões com o governo e mobilização de todos os atores envolvidos.

  • Receita Federal abre consulta ao quarto lote de restituição do IRPF 2026 nesta segunda-feira (24)

    Receita Federal abre consulta ao quarto lote de restituição do IRPF 2026 nesta segunda-feira (24)

    A Receita Federal libera, a partir das 9h desta segunda-feira (24), a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) referente a agosto de 2026. Esse lote contempla também restituições residuais de exercícios anteriores.

    Este lote é composto por 521.935 restituições, destinadas a contribuintes prioritários e não prioritários, com valor total de R$ 1.238.013.251,34.

    O crédito bancário será realizado ao longo do dia 31 de agosto . Do total, R$ 704.118.795,52 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 16.850 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 86.873 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 9.029 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 26.769 restituições
  • Além disso, 338.912 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas receberam prioridade por terem utilizado a Declaração Pré-Preenchida e/ou optado por receber via PIX e ainda 43.502 restituições destinadas a contribuintes não prioritários.

    Como consultar se sua restituição está disponível?

    A página oferece:

  • Orientações e canais de prestação de serviço;
  • Consulta simplificada.
  • Consulta completa, por meio do extrato de processamento acessado no e-CAC.
  • Se houver pendências na declaração, o contribuinte pode retificar e corrigir as informações equivocadas.

    Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones, que permite verificar a liberação das restituições e a situação cadastral do CPF.

    Segurança e pagamento

    O pagamento é feito somente em conta do titular da declaração. Dessa forma, as rotinas de segurança impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta destino.

    Caso haja erro nos dados bancários, a RFB oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil (BB), pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito.

    O reagendamento pode ser feito:

  • Portal BB –  https://www.bb.com.br/irpf
  • Pela Central de Relacionamento BB:
  • 4004-0001 (capitais).
  • 0800-729-0001 (demais localidades).
  • 0800-729-0088 (deficientes auditivos).
  • Para reagendar, é necessário informar:

  • Valor da restituição.
  • Número do recibo da declaração.
  • Após o reagendamento, basta aguardar nova tentativa de crédito.

    Caso o valor não seja resgatado em até um ano, o contribuinte deverá solicitar pelo Portal e-CAC, acessando:

    Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda > Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.

    Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com