Blog

  • Suspeito de matar funcionário a facadas se entrega à polícia em Manaus

    Suspeito de matar funcionário a facadas se entrega à polícia em Manaus

    Eduardo Henrique Nobre Klem,  54, suspeito de matar a facadas o funcionário Rafael Souza Santos na última quarta-feira (24), se apresentou voluntariamente à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na manhã desta sexta-feira (26), em Manaus.

    O homem chegou ao local sozinho, em um mototáxi, e não quis falar com a imprensa ou dar qualquer declaração sobre o caso.

    Ele é o principal suspeito de assassinar a facadas o funcionário da manutenção Rafael Souza Santos, de 35 anos, conhecido como ‘Cajuzinho’. O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (24), no Bloco 14 C, do Residencial Conjunto Tocantins, localizado na avenida Constantino Nery, bairro Chapada, zona centro-sul da capital.

    O homicídio foi o estopim de uma discussão entre os dois. Rafael foi atingido por um golpe fatal no peito e morreu antes de receber socorro médico. Logo após o ataque, Eduardo fugiu em direção a uma área de mata nas proximidades e segue foragido.

    Segundo relatos da síndica e dos próprios residentes, Eduardo Henrique possui um extenso histórico de comportamento hostil e violento, acumulando mais de 30 Boletins de Ocorrência (BOs) registrados contra ele ao longo dos anos.

    Saiba mais: Homem é esfaqueado até a morte dentro de condomínio em Manaus

  • Qualidade do serviço prestado pela Amazonas Energia é tema de debate na Câmara

    Qualidade do serviço prestado pela Amazonas Energia é tema de debate na Câmara

    As comissões de Defesa do Consumidor; e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados promovem, na próxima terça-feira (30), audiência pública para discutir a qualidade do serviço prestado pela concessionária Amazonas Energia S/A.

    O debate será realizado às 14 horas, no plenário 14.

    A audiência foi sugerida pelo deputado Fausto Jr. (União-AM).

    Segundo o parlamentar, consumidores do Amazonas relatam com frequência interrupções no fornecimento de energia elétrica sem aviso prévio, o que tem provocado prejuízos à população e à economia. Fausto Jr. afirma ainda que os apagões recorrentes podem comprometer atividades do Polo Industrial de Manaus.

    O deputado destaca que o problema persiste apesar das discussões já realizadas sobre o tema e das cobranças feitas aos órgãos responsáveis.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Comissão aprova projeto que amplia inclusão de pessoas com autismo no trabalho

    Comissão aprova projeto que amplia inclusão de pessoas com autismo no trabalho

    A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga empregadores a adotar medidas para promover a inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), como adaptações nas instalações, nos treinamentos e nos processos de gestão de pessoal.

    Embora já sejam contempladas pelas cotas de emprego destinadas às pessoas com deficiência, com a proposta, as pessoas com autismo passariam a ter regras específicas voltadas à sua integração e permanência no mercado de trabalho.

    Mudança no texo original
    Foi aprovado o substitutivo da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), ao Projeto de Lei 1756/25, do deputado Delegado Caveira (PL-PA).

    A deputada manteve o objetivo da proposta, mas transferiu as novas regras para a lei que criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Lei 12.764/12), em vez de alterar o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

    Rogéria Santos destacou que as adaptações devem ocorrer de acordo com a realidade de cada trabalhador. “A previsão de adequação dos ambientes de trabalho e dos procedimentos do empregador permite que as adaptações sejam feitas conforme a efetiva necessidade da pessoa com transtorno do espectro autista”, afirmou a relatora.

    Cota atual
    Atualmente, empresas com 100 ou mais empregados são obrigadas a preencher entre 2% e 5% de seus cargos com pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados da Previdência Social.

    Esse percentual varia conforme o tamanho da empresa.

    Próximos passos
    A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

     

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Manaus monitora preços e identifica variação entre combustíveis em junho

    Manaus monitora preços e identifica variação entre combustíveis em junho

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Serviço de Atendimento e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), divulgou, nesta quinta-feira, 25/6, o resultado da Pesquisa Mensal de Preços dos Combustíveis referente ao mês de junho. O levantamento identificou redução de 4,12% no diesel S500 e aumento de 1,45% na gasolina aditivada, em comparação com maio.

    “A pesquisa mensal realizada pelo Procon Manaus tem como objetivo ampliar o acesso da população às informações de consumo e estimular escolhas mais conscientes no momento do abastecimento. O monitoramento dos preços permite que o consumidor compare valores entre diferentes regiões da cidade e busque opções mais vantajosas. Além disso, esse acompanhamento contínuo contribui para fortalecer as ações de fiscalização e garantir maior transparência nas relações de consumo”, declarou a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu.

    Realizada na segunda-feira, 22/6, a pesquisa abrangeu 40 postos de gasolina em diferentes pontos da cidade de Manaus, contemplando todas as zonas da capital. O levantamento inclui os preços da gasolina comum, gasolina aditivada, etanol hidratado, óleo diesel S500 (comum) e óleo diesel S10 (aditivado).

    Nos valores pesquisados, a gasolina comum apresentou o valor de R$ 6,99 em todos os postos pesquisados, enquanto a gasolina aditivada apresentou variação entre R$ 6,99 a R$ 7,19. Em relação ao mês de maio, a gasolina aditivada apresentou um aumento de R$ 0,10, passando de R$ 6,89 para R$ 6,99, o que representa uma alta de 1,45%. Já a gasolina comum se manteve sem redução de preço, no entanto, todos os postos pesquisados praticam o valor de R$ 6,99.

    Entre os combustíveis pesquisados, o diesel S500 (comum) e o diesel S10 (aditivado) ficaram no mesmo valor, variando entre R$ 6,99 e R$ 7,59. Em comparação ao mês anterior, o preço do litro do diesel S500 sofreu uma redução de R$ 0,30, o que representa uma queda de 4,12%, considerando que em maio o menor valor encontrado foi de R$ 7,29. O diesel S10 (aditivado), por outro lado, permaneceu estável considerando o mês de anterior, variando entre R$ 6,99 a R$ 7,59.

    O preço do litro do combustível etanol encontra-se no valor de R$ 4,89 a R$ 5,29. Observando o mês anterior, há uma redução de R$ 0,10, uma vez que em maio o menor valor pesquisado foi de R$ 4,99.

    A divulgação dos preços oferece informações à sociedade, permitindo que os cidadãos tenham acesso às diferenças de preços entre postos de combustíveis em diferentes bairros da capital o que facilita a escolha mais consciente do local de abastecimento, ainda, o monitoramento subsidia a atuação do Procon Manaus.

    Confira a pesquisa completa

  • Manaus realiza nova ação para remover faixas, banners e lambe-lambes instalados em locais proibidos da capital

    Manaus realiza nova ação para remover faixas, banners e lambe-lambes instalados em locais proibidos da capital

    A Prefeitura de Manaus volta a intensificar as ações de combate à poluição visual na capital, promovendo a retirada de engenhos publicitários irregulares espalhados por toda a cidade. Nesta quinta-feira, 25/6, sob coordenação do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), mais uma ação de retirada foi realizada desde a avenida São Jorge até a avenida Jacira Reis, passando pela Darcy Vargas, removendo faixas, banners, windbanners, cartazes e lambe-lambes instalados sem autorização, em descumprimento ao Código de Posturas de Manaus.

    Participaram dos serviços as equipes das secretarias municipais de Limpeza Urbana (Semulsp) e de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), com a Guarda Municipal, além do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

    O objetivo é combater a poluição visual, ordenar o espaço público e valorizar a paisagem urbana, deixando Manaus mais limpa, bonita e organizada. Para o diretor-presidente do instituto, Antônio Peixoto, o trabalho tem caráter permanente e busca conscientizar a população sobre a importância do cumprimento do ordenamento urbano, para o bem de todos e para deixar uma cidade mais limpa.

    Lambe-lambe é um tipo de cartaz impresso em papel, geralmente de baixo custo, que é colado diretamente em muros, postes, tapumes, paredes, fachadas e outros espaços públicos utilizando cola ou pasta adesiva.

    Avenidas

    A ação desta quinta contemplou áreas de grandes avenidas e corredores viários muito utilizados. Empresas e pessoas físicas ou jurídicas que fazem publicidade irregular, em locais como postes, árvores, logradouros públicos, calçadas, sinalização de trânsito, pontes, viadutos, passarelas e outros espaços similares, estão sujeitas ainda a aplicação de multas pela infração, variando de 4 UFMs (Unidade Fiscal do Município) até 70 UFMs, conforme o Código de Posturas da cidade, a lei complementar 005/2014. A UFM está em R$ 152,78.

    É proibido, por exemplo, instalar engenhos em leitos dos rios, igarapés, praias; postes de iluminação pública ou rede de telefonia, faixas ou placas acopladas à sinalização de trânsito; obras públicas, como pontes, viadutos, passarelas, além de estátuas, esculturas, monumentos e bancos em logradouros e similares; no passeio público, salvo quando os mobiliários urbanos são regularizáveis e não prejudiquem a mobilidade urbana. A regulamentação dos engenhos é prevista no Plano Diretor.

    Em excesso, a mídia publicitária acaba formando poluição visual, especialmente com o uso de material gráfico em papel e plástico, deteriorando a paisagem urbana.

  • Cabos colocados em rios no Norte levam internet a 6 milhões de pessoas

    Cabos colocados em rios no Norte levam internet a 6 milhões de pessoas

    Pelos menos 6,1 milhões de moradores em comunidades de difícil acesso no norte do país já contam com internet de alta velocidade por meio de cabos de fibra ótica instalados em leitos dos rios do norte do país. Os dados fazem parte de um levantamento sobre o programa “Norte Conectado” divulgado nessa quinta-feira (25) pelo Ministério das Comunicações. 

    Esses cabos fazem parte da estrutura de “infovias subfluviais”, como é chamada essa tecnologia. Atualmente existem cinco já implementadas. O governo pretende instalar mais quatro infovias ,ampliar o público beneficiado para 7,5 milhões de pessoas e chegar, ao todo, a mais 70 comunidades nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia e Roraima. Os recursos são de R$ 1,3 bilhão do Novo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.

    Proteção à floresta

    Em evento em Brasília, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que a implementação dos cabos de fibra ótica nos leitos dos rios evita que haja desmatamento.

    “Levar infraestrutura digital por meio das infovias é uma decisão que respeita a floresta e as pessoas que vivem em municípios onde a conectividade ainda enfrenta obstáculos”, afirmou.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    O conselheiro Edson Holanda, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse que a conectividade ajuda a garantir desenvolvimento e cidadania aos moradores da região.

    “O meio ambiente deixou de ser barreira para ser o caminho da integração do nosso país na conectividade verde”, disse.

    Infovias

    Há cinco infovias em funcionamento. A número 00 liga Macapá (AP) a Santarém (PA), chega a cinco localidades com 769 quilômetros de fibra óptica subfluvial no Baixo Amazonas. A infovia 01 vai de Santarém (PA) a Manaus (AM), por 11 localidades com 1.054 quilômetros de cabos no Médio Amazonas.

    A Infovia 02 Conecta Manaus (AM) a Atalaia do Norte (AM), passa por 20 localidades e soma mais de 2 mil quilômetros de cabos. A de número 03 liga Belém (PA) a Macapá (AP), vai a seis localidades em 779 quilômetros. A de número 04 conecta Manaus (AM) a Boa Vista (RR), por seis localidades com mais de 1,1 mil quilômetros de infraestrutura.

    “Cada trecho de fibra, cada ponto conectado e cada sistema está se transformando em benefício concreto para a população”, afirmou o ministro.

  • Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento

    Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira (26) o funcionamento da plataforma Voy, que oferece tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade, mas que não está registrada como dispositivo médico.

    “Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico. Além disso, a empresa não está regularizada como farmácia ou drogaria e por isso não pode comercializar medicamentos de qualquer natureza”, informou a Anvisa.

    De acordo com comunicado da agência, a empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios Ltda., não tem autorização de funcionamento para esse tipo de atividade.

    A proibição foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e proíbe a plataforma de oferecer e divulgar os serviços.

    A agência alertou ainda que medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Outro lado

    À Agência Brasil, a Revia Gestão de Negócios Ltda. informou que tem ciência da proibição e que “avalia os desdobramentos” da medida internamente para se posicionar sobre o assunto “em breve”:

    “Estamos cientes da notícia divulgada e ela já está sendo acompanhada de perto pela nossa equipe responsável. Neste momento, estamos avaliando internamente os desdobramentos para dar um posicionamento em breve.”

  • Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

    Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

    Após empatar com a Suécia, o Japão garantiu vaga na próxima fase e será o adversário da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026. Os dois vão se enfrentar na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos, um dos países-sedes da competição.

    A partida marca o início do mata-mata do Mundial, fase que reúne 32 seleções na disputa pelo título.

    A seleção japonesa ficou em segundo lugar no Grupo F, liderado pela Holanda. Na fase de grupo, a equipe asiática goleou a Tunísia, marcando quatro gols contra o time africano, desclassificado da competição. Na disputa contra a Holanda, o placar ficou empatado em 2 a 2, na primeira rodada do Mundial.

    O Japão é uma seleção com nível técnico crescente e o confronto não tem favorito, avalia a comentarista de futebol da TV Brasil e da Rádio Nacional, Luciana Zogaib.

    “[O Japão] É uma seleção que joga em transição rápida, é uma equipe que tem equilíbrio emocional, mesmo quando sai atrás, consegue buscar o resultado, como aconteceu na partida contra a Holanda”.

    Em 2025, o Japão também derrotou o Brasil de virada, em um amistoso, no final de 2025, em Tóquio, por 3 a 2. Na ocasião, o técnico do time brasileiro, Carlo Ancelotti, pediu que os jogadores brasileiros desenvolvessem “resiliência mental” e disse que a equipe precisava aprender com os erros.

    “Os japoneses têm o mental forte e nós vamos colocar o nosso [emocional] à prova neste jogo”, brincou Zogaib.

    A comentarista também lembrou que, desde o confronto com o Brasil, ano passado, o Japão não perdeu nenhum jogo. “Eles chegam motivados à Copa”, frisou.

    A evolução do futebol japonês é nítido, acrescentou Rachel Motta, também comentarista esportiva da TV Brasil. Ela chama atenção para a agilidade do time no contra-ataque.

    “A equipe japonesa pode não ter tantos jogadores habilidosos ou com mais nome, porém, o contra-ataque japonês é a arma deles, que marcam muito bem, e aí, a gente precisa mostrar habilidade”, cobrou.

    “Além do Vini Jr. não temos visto tanta habilidade na seleção brasileira”, criticou.

    Zico e o futebol japonês

    A perspectiva do duelo mexe com os torcedores brasileiros, que viram o crescimento do futebol japonês. O país contou com experts brasileiros, como o jogador Zico, Arthur Antunes Coimbra. Ele contribuiu para a profissionalização do esporte no país asiático e comandou a seleção nipônica na Copa de 2006.

     “Que o flamenguista não fique chateado, mas com o Flamengo foram 20 anos e com o Japão foram 22”, brincou, em entrevista à Agência brasil, em abril.

    Fora de campo, os dois países possuem uma longa relação, considerando como marco a chegada de 800 japoneses no navio Kasato Maru, em 1908, que vieram trabalhar nas lavouras de café, em São Paulo.

    Atualmente, o Japão é um dos principais parceiros do Brasil na Ásia. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os países, nos últimos anos, vêm buscando estreitar parcerias e cooperações na área comercial em ciência e tecnologia.

    Entre as áreas mais promissoras, de acordo com o órgão, destacam-se tecnologias da informação e das comunicações, aeroespacial, robótica, ciências médicas e saúde e energias renováveis.

    O Japão é também um dos maiores investidores do Brasil, com US$ 22,8 bilhões em estoque (investido ou em circulação). Os investimentos japoneses são diversificados e incluem setores como o automotivo, de materiais elétricos e siderurgia.

    Em 2023, o dado mais recente indica que o intercâmbio comercial bilateral foi de US$ 11,7 bilhões, com superávit para o Brasil de US$ 1,5 bilhão. As exportações brasileiras para o Japão foram, na maior parte, de produtos como minério de ferro, frango, café, alumínio e milho, enquanto as importações incluíram autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e controle e circuitos integrados.

    Japoneses escolheram São Paulo

    Desde a chegada do navio Kasato Maru a São Paulo, a comunidade nipônica cresceu. A Embaixada Japonesa estima que 2 milhões de japoneses e seus descendentes vivem no país, a maior população nipônica fora do Japão. E, como não poderia ser diferente, a influência cultural deixou marcas, em diversas áreas, como agricultura, gastronomia e artes marciais.

    São Paulo conta com a maior comunidade japonesa do Brasil. O bairro da Liberdade chega a ter toda a atmosfera do Japão, com fachadas escritas com ideogramas e arquitetura oriental.

    Mas há outras cidades brasileiras também marcadas pela presença desses imigrantes, como Assaí, no Paraná; Ivoti, no Rio Grande do Sul; e Tomé-Açu, no Pará.

    De acordo com o MRE, os japoneses são cerca de quatro em cada dez dos 1 milhão de estrangeiros vivendo no Brasil. Já no país insular, do outro lado do globo, vivem 200 mil brasileiros, nas contas do governo japonês.

    “O elo humano é um dos principais patrimônios das relações Brasil-Japão e fomenta o diálogo e a cooperação”, afirmou o ministério.

  • Mascote da Copa de 2014, tatu-bola deve ganhar novo plano de proteção

    Mascote da Copa de 2014, tatu-bola deve ganhar novo plano de proteção

    Mascote da Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) ainda tem o futuro ameaçado pela perda de seu habitat natural. Mesmo após tanta visibilidade, o Fuleco da vida real continua na lista de animais sob risco de extinção, e um novo plano de proteção a essa e outras espécies deve ser lançado neste ano para tentar mudar esse cenário.

    Típico da caatinga brasileira, o animal é encontrado em estados do Nordeste, como Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Mas, para sobreviver, tem precisado driblar empreendimentos energéticos, como a instalação de placas solares e turbinas eólicas, além de estradas e o avanço da agropecuária, lista Flávia Miranda, coordenadora científica do Programa de Conservação do Tatu-bola, da Associação Caatinga.

    “As fazendas solares estão sendo muito utilizadas na caatinga e, infelizmente, ficam no pé de uma montanha, área de que o tatu gosta”, disse. Ela explica que as placas não permitem que a vegetação cresça, atrapalhando o modo de vida do animal. Sem a mata, acrescenta, o bichinho fica ainda vulnerável a incêndios e contaminação.

    A caça predatória e de subsistência, para comer, ambas ilegais, ainda fazem parte da cultura regional e também são um perigo. Com a conscientização, principalmente, após a Copa do Mundo, a prática vêm sendo enfrentada, conta o sertanejo Lourisvaldo Camilo, do Projeto Ecologia e Conservação Participativa do Tatu-Bola, da Chapada Diamantina.

    Hoje, Lourisvaldo é um dos responsáveis por capturar o bichinho, em roteiros de turismo científico, em Sumidouro (BA). “Quando a gente era criança, e a situação era ruim, o custo de vida [era alto], a gente pegava o tatu para se alimentar. Mas agora, não, sabemos da importância dele e trabalhamos para preservá-lo”, contou. “

    Assim como nós [seres humanos], eles têm o direito de existir, são parte da natureza”, defendeu.

    ela combinação de ameaças, o tatu-bola permanece desde 2014 como uma espécie ameaçada de extinção, classificado como “em perigo” na lista de fauna ameaçada, a segunda mais preocupante, na escala oficial atualizada neste mês pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Na Copa do Mundo de 2026, há três mascotes que representam os países-sede: a águia-careca (Estados Unidos), animal que foi salvo da extinção; o jaguar (México); e o alce (Canadá).

    Preservação do habitat

    A ampliação das áreas onde o tatu-bola vive, por meio da criação e expansão de unidades de conservação, é uma forma de protegê-lo, segundo os especialistas.

    No início de junho, o governo federal, como parte do plano de proteger a caatinga, ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, incorporando 92 mil hectares à área total da unidade, de 916 mil hectares, e prometeu a extensão do Parque Nacional de Sete Cidades, duas das mais importantes unidades de conservação do Piauí.

    Aliada à Política Nacional para Recuperação da Caatinga — que prevê medidas de preservação e recuperação, também instituída em junho — a ampliação dos parques foi importante para salvar o Fuleco, disse o gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, o agrônomo Emerson Antonio de Oliveira.

    Segundo ele, aquela área é única e concentra, além do tatu-bola, outras espécies ameaçadas, como onças e pássaros.

    “A área da Serra das Confusões, que está próxima à Serra da Capivara, é uma das regiões mais importantes do ponto de vista biológico no Brasil, porque é uma região de contato entre a Caatinga, o Cerrado e floresta densa, há ali um enclave de Mata Atlântica”, explicou. “Ou seja, são três diferentes ecossistemas com uma riqueza de biodiversidade”.

    Os municípios e os estados também podem colaborar protegendo as áreas onde vivem os tatus. Mas não basta criar um parque ou reserva natural, é preciso criar condições para a unidade funcionar, garantindo investimentos e orientando a gestão.

    O biólogo Felipe Melo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi um dos especialistas que lutaram para a criação do Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola, em 2015, a maior unidade de conservação pernambucana, de 110 mil hectares. Pouco depois, no entanto, a área sofreu pressões, por demora na elaboração de um plano de manejo, documento que norteia quais as prioridades para a gestão da unidade.

    Melo, que é coordenador do Laboratório de Ecologia Aplicada da UFPE, denuncia que a unidade só existe no papel.

    “O plano de manejo, por exemplo, se construído de maneira correta, com participação popular, poderia resolver a maior parte dos conflitos com moradores e agricultores na região”, afirma.

    O pesquisador explicou que atividades tradicionais da reserva, de agricultura familiar, são compatíveis com a preservação do tatu no refúgio silvestre e reforçou que desapropriações não foram previstas na área.

    O decreto de criação da RVS Tatu-bola determinava que o plano de manejo e a instalação de um comitê gestor deveriam ser feitos em um ano, o que não ocorreu 11 anos depois. O governo e a Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco, procurados por e-mail e telefone para esclarecer a razão do atraso, não responderam à Agência Brasil.

    Nova estratégia

    Para garantir a sobrevivência do mamífero, está próximo de ser lançado o Plano de Ação Nacional para Conservação do Tamanduá-Bandeira, Tatu-Canastra e o Tatu-Bola, chamado de PAN Tatá. O trabalho é liderado pelo ICMBio e conta com órgãos ambientais, cientistas e organizações da sociedade civil.

    O objetivo é diminuir as principais ameaças a cada espécie do PAN nos próximos cinco anos, por meio de ações como  mapeamento genético e o combate ao atropelamento e à caça.

    Também é prioridade a mobilização de comunidades rurais. O projeto prevê conscientizar agropecuaristas sobre os impactos de agrotóxicos,  ataques de cães e doenças e evitar conflitos com apicultores, no caso do tatu-canastra.

    No planejamento do ICMBio, foram delimitadas as áreas mais importantes para conservação da espécie com a intenção de incentivar os governos a atuarem juntos. A maior parte delas fica no Piauí, onde o governo federal ampliou as unidades de conservação.

    “As áreas foram escolhidas por vários motivos, como por termos vários registros da espécie e mais unidades mais bem conservadas”, explicou a coordenadora do PAN, a analista ambiental do ICMBio Renata Bocorny de Azevedo.

    A priorização, segundo ela, colabora para orientar os órgãos municipais e estaduais, indicando onde os esforços ambientais são mais necessários.

    Na Bahia, também são áreas estratégicas para salvar o Tolypeutes tricinctus o Parque Nacional Boqueirão da Onça e os Parques Estaduais de Canudos, Sumidouro e Morro do Chapéu, acrescentou Flávia Miranda, que é também membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN). Depois, na sequência, listados como mais áreas chave para proteger o tatu-bola estão o Tocantins e Pernambuco.

    Donos de propriedade rurais também podem contribuir para a formação de corredores ecológicos, que ajudam o tatu-bola a circular, transformando fazendas e sítios em Reservas Particulares do Patrimônio Natural, recomenda a especialista em conservação.

     

    “Engenheiro de ecossistema”

    O mascote de 2014 tem comportamento noturno, passa o tempo na vegetação seca da caatinga e só sai para se alimentar.

    Ele come formigas, cupins, larvas e pequenos insetos, colaborando para o controle de pragas. Na natureza, tem ainda o papel de movimentar nutrientes da terra, regenerar e servir de alimento para animais maiores, como onças.

    “Os tatus, em geral, na caatinga, são o que a gente chama de engenheiros de ecossistema”, disse o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Felipe Melo.

    Ele explicou que o hábito do animal, de cavar e fazer tocas, revolve sedimentos e contribui para a qualidade do solo.

    “Onde o tatu vai, ele regenera”.

    Exclusivamente brasileiro, ele ainda tem uma característica única: para se proteger, ele se enrola completamente, formando uma bola de 30 centímetros, mais ou menos o tamanho de um coco, totalmente coberto por sua carapaça. Esse mecanismo de defesa é quase impenetrável e permite que o Tolypeutes tricinctus se proteja de predadores. Porém, deixa o tatu vulnerável aos humanos, que podem simplesmente apanhá-lo no chão.

  • Comissão aprova política de proteção a operadoras de telemarketing contra automação e IA

    Comissão aprova política de proteção a operadoras de telemarketing contra automação e IA

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Nacional de Valorização e Proteção das Trabalhadoras Operadoras de Telemarketing.

    O objetivo é oferecer qualificação profissional e proteger as trabalhadoras de demissões causadas pela automação ou pelo uso de inteligência artificial (IA).

    Entre as medidas, que serão coordenadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estão previstas:

  • reuniões entre governo, empresas e trabalhadoras;
  • a oferta de cursos de qualificação para áreas de tecnologia; e
  • o incentivo ao empreendedorismo.
  • A proposta também determina que as empresas ofereçam condições de trabalho que protejam a saúde das trabalhadoras. Isso inclui jornadas e pausas adequadas, mobiliário apropriado, liberdade para usar o banheiro quando necessário e ações para prevenir o assédio moral e sexual.

    A comissão aprovou a versão da relatora (substitutivo), deputada Erika Hilton (Psol-SP), que mantém os principais pontos do Projeto de Lei 2777/24, da deputada Silvye Alves (União-GO), mas formaliza a criação da política sob a coordenação do MTE.

    O novo texto prevê o acompanhamento do setor de telemarketing com dados sobre raça e salários, reforça a fiscalização com base nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e dá prioridade à capacitação digital das profissionais para enfrentar os impactos da automação e da inteligência artificial.

    A proposta estabelece ainda que as medidas poderão ser aplicadas a atividades semelhantes às do telemarketing.

    Próximas etapas
    A proposta, já aprovada também na Comissão de Comunicação, ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com