Blog

  • Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, alerta associação

    Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, alerta associação

    Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla chega a demorar mais de cinco anos para receber o diagnóstico, o que favorece a progressão da doença. O alerta foi feito por uma pesquisa da HSR Health, em parceria com a Roche Farma, divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) nesta sexta-feira (28).

    Lançado durante o Agosto Laranja, mês de conscientização contra a doença, o estudo ouviu 368 pessoas em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil.

    Mais da metade dos entrevistados (56,8%) recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da esclerose múltipla. Além disso, 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença.

    De acordo com o neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a agilidade no diagnóstico é importante para retardar danos permanentes que possam ser causados pela doença.

    “Chega o momento em que esse dano no cérebro ou na medula vai diminuindo a reserva que o paciente tem, aquela reserva funcional. E começa o que a gente chama de progressão de incapacidade e isso pode levar o paciente a ficar com incapacidade definitiva”, disse.

     “A gente viu que o paciente passa, mais ou menos, por até quatro médicos diferentes e demora, em média, três anos para ter o diagnóstico correto”.

    Segundo a pesquisa, para 36% dos entrevistados, a principal barreira até o diagnóstico são os médicos e profissionais de saúde e, para 23%, são exames e investigações, como a ressonância magnética, que é um eprocedimento de custo mais alto.

    Outros 18% apontaram a própria demora do diagnóstico, enquanto 12% indicaram os custos no acesso ao diagnóstico correto.

    Doença inflamatória crônica

    Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). A doença acomete principalmente mulheres jovens, na faixa etária de 20 a 40 anos, em sua fase mais produtiva.

    Inflamatória, crônica e autoimune, a enfermidade faz com que o sistema imunológico ataque a mielina, estrutura que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.

    A consequência são impactos na mobilidade, trabalho, rotina, saúde mental e autonomia. A esclerose múltipla é a causa mais comum de incapacidade por doenças neurológicas em pacientes jovens, excluindo causas traumáticas.

    Como os sintomas são parecidos com os de outras doenças, isso gera dificuldade diagnóstica, explica Kleinpaul. Embaçamento visual, por exemplo, pode ser interpretado como um problema de vista. O mesmo acontece com dor, dormência, formigamento. Além disso, esses sintomas iniciais tendem a melhorar sozinhos.

    “Não é incomum uma mulher jovem chegar ao pronto-socorro com queixa de formigamento e dormência e receber o diagnóstico de ansiedade. Então, isso também gera atraso de diagnóstico”, afirmou o especialista.

    “Não conseguia respirar”

    Desde os primeiros sintomas, a educadora física Lucimara de Lima Santana, de 44 anos, percorreu consultórios de médicos especialistas em São Paulo por quatro anos até descobrir a doença.

    “Se eu tinha problema de visão, eu ia no oftalmologista; dificuldade para andar, ia no ortopedista; e como eu tenho colangite biliar primária [inflamação com fibrose progressiva dos dutos biliares no fígado], achava que a fadiga intensa era da colangite”.

    Entre 2023 e 2024, a situação se tornou insustentável para Lucimara, que passou a sentir sintomas mais pesados.

    “Eu não conseguia respirar direito por causa da fadiga, era muita dor. Fiquei sem trabalhar um tempo, porque não sabia o que era, não conseguia sair da cama. Os médicos diziam que podia ser dengue e outras doenças”.

     

     A paciente com esclerose múltipla, Lucimara Santana. Foto: Lucimara Santana/Arquivo pessoal

    Quando se consultou com um ortopedista, ele pediu ressonância magnética do crânio e da cervical, e o resultado acusou uma doença paralisante.

    Em seguida, um neurologista especialista solicitou outra ressonância do crânio e de toda a coluna, desde a cervical até a lombar. Lucimara fez também coleta do líquor (líquido cefalorraquidiano). Todos esses exames deram positivo para esclerose múltipla (EM).

    Professora de educação física concursada na Prefeitura de Taboão da Serra, município da Região Metropolitana de São Paulo, Lucimara não consegue mais ficar em pé no mesmo lugar durante muito tempo, por conta da fadiga e também do calor.

    Para continuar a trabalhar, precisou se adaptar. Como já era instrutora de Pilates desde 2014, ela aprendeu a dar aulas online desse método de exercício físico durante a pandemia da Covid-19.

    Atualmente, ela tem dois alunos e está à procura de novos. Uma vez por semana, ela atende presencialmente 25 alunos em uma academia e integra também o movimento Minha Voz Importa, no qual ensina o benefício do exercício no tratamento das pessoas com esclerose múltipla.

    Tratamento evoluiu

    Segundo a pesquisa, a maior parte dos pacientes ouvidos tem a esclerose múltipla sob controle: 48% estão estáveis ou em remissão. Além disso, 39% são economicamente ativos atualmente.

    A doença não tem cura, mas o neurologista ressalta que houve um avanço no controle de sua progressão.

    “Dez anos atrás, uma mulher jovem diagnosticada com 20 anos de idade, aos 40 anos já estaria em uma cadeira de rodas. Hoje, a gente consegue evitar que isso aconteça”, disse Rodrigo Kleinpaul.

    “A gente impede que esse paciente vá para uma cadeira de rodas, use uma bengala, tenha dificuldade de enxergar. Estamos falando de pessoas de idade economicamente ativa que, às vezes, por incapacidade, podem estar fora do mercado de trabalho, podem não estar constituindo uma família”.

    O acesso ao tratamento, porém, também pode ser um desafio: 41,2% relataram ter deixado de realizá-lo ou tiveram que remarcá-lo por dificuldades de acesso, como burocracia dos planos de saúde ou falta de medicação.

    Mesmo com o tratamento, a rotina dos pacientes continua sendo marcada por obstáculos. O levantamento mostra que 73,4% deixaram de realizar uma série de atividades que gostariam por problemas emocionais; e 41,6% evitam encontros sociais com frequência.

    A doença também afeta a vida profissional: 72,8% relatam prejuízos na renda ou nas oportunidades de crescimento, enquanto 32,6% afirmam ter escondido o diagnóstico no ambiente de trabalho por medo de preconceito ou demissão. Além disso, 85,6% convivem com gastos mensais extras relacionados à doença.

    O mais comum, segundo indicou o neurologista, são problemas de ansiedade e depressão. “A gente costuma dizer que depois do diagnóstico de uma doença crônica, tem a fase do luto. O paciente tem revolta, negação, tristeza, depressão, até a aceitação”.

    Rodrigo Kleinpaul reconheceu que, ao mesmo tempo que existe uma preocupação dos pacientes com a vida futura, falta acolhimento em sua jornada.

    É necessário maior esclarecimento das pessoas que estão em torno desses pacientes, afirma para que saibam que muitos sintomas são invisíveis e que há um dia em que o paciente vai estar bem, mas em outro ele vai estar mais comprometido.

  • Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis

    Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis

    A presidência da República sancionou a Lei Complementar nº 235, de 27 de agosto de 2026 que estabelece regras para a redução de alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a  comercialização dos principais combustíveis. O texto foi aprovado no início do mês pelo Senado, após ter passado pela Câmara dos Deputados.

    A concessão de renúncias de receita visa diminuir os impactos econômicos no mercado internacional de energia decorrentes do conflito no Oriente Médio. A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (28).

    O texto permite que eventual redução de tributos incidentes sobre combustíveis seja compensada por receitas extraordinárias obtidas pela União em razão da valorização do petróleo no mercado internacional.

    Além da questão dos combustíveis, a lei cria condições para benefícios tributários destinados à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e ao Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, estimulando setores considerados estratégicos para o país.

    Há também a previsão de um tratamento tributário específico para iniciativas ligadas à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027.

  • Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

    Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

    A bandeira tarifária permanecerá amarela em setembro, informou nesta sexta-feira (28) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

    É o quinto mês consecutivo com a bandeira amarela. Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira se deve ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor, devido ao menor nível dos reservatórios, e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

    “A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, disse a Aneel.

    A agência reguladora ressaltou a necessidade do uso consciente da energia elétrica.

    “Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, recomenda.

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Os valores cobrados são os seguintes:

  • bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido;
  • bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com a tarifa sofrendo acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
  • Mulheres são protagonismo da arte urbana e transforma viadutos da capital com projeto ‘Manaus em Cores: Arte que Protege’

    Mulheres são protagonismo da arte urbana e transforma viadutos da capital com projeto ‘Manaus em Cores: Arte que Protege’

    A Prefeitura de Manaus lançou, nesta quinta-feira, 27/8, o projeto “Manaus em Cores: Arte que Protege”, iniciativa do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), que une arte, cultura e infraestrutura na revitalização e modernização dos viadutos da capital. A proposta valoriza o trabalho de artistas mulheres do graffiti e transforma importantes estruturas viárias da cidade em grandes galerias de arte a céu aberto.

    O pontapé inicial do projeto aconteceu no viaduto Dom Jackson Damasceno Rodrigues, onde artistas mulheres serão responsáveis pela criação das obras que passam a integrar o pacote de revitalização dos equipamentos viários executado pela Prefeitura de Manaus. A iniciativa amplia a presença feminina na arte urbana e fortalece a identidade cultural de Manaus por meio de trabalhos que levam cor, criatividade e representatividade para os espaços públicos.

    A presidente do Concultura, Janayna Vasconcelos, destacou a integração entre os órgãos municipais e a importância de utilizar a arte como instrumento de transformação urbana e valorização dos artistas locais.

    “Este projeto demonstra, na prática, a diretriz do prefeito Renato Junior de promover a integração entre os órgãos municipais, somando esforços para transformar os viadutos da cidade por meio da arte e da cultura. O ‘Manaus em Cores – Arte que Protege’ valoriza nossos artistas e utiliza a arte como instrumento de revitalização, pertencimento e cidadania. Quero registrar também nosso agradecimento especial ao secretário Madson Rodrigues pelo apoio e pela sensibilidade em compreender a relevância deste projeto para Manaus”, afirmou Janayna.

    Para o secretário municipal de Infraestrutura, Madson Rodrigues, a participação das mulheres representa um diferencial importante dentro do projeto de modernização dos viadutos.

    “É uma prática da Prefeitura de Manaus promover a integração entre as secretarias na gestão do prefeito Renato Junior. E é muito bonito ver uma força-tarefa tão importante para a transformação da cidade sendo protagonizada por mulheres. A Seminf agradece ao Concultura por somar forças ao nosso projeto de revitalização e modernização dos viadutos. Estamos unindo infraestrutura, cultura e arte para deixar Manaus cada vez mais bonita, acolhedora e bem cuidada para a população”, destacou Madson Rodrigues.

    Com experiência de mais de duas décadas na arte urbana, a artista do graffiti Mia Montreal celebrou a oportunidade de participar da iniciativa e reforçou a importância da presença feminina nos espaços de criação artística.

    “Esse é um projeto que a Prefeitura de Manaus está fazendo conosco, onde somente mulheres criam as artes nos viadutos. Não é de hoje que estamos em cena. Temos mulheres trabalhando aqui com mais de 20 anos de carreira, mas hoje agradecemos muito por poder mostrar ainda mais o nosso trabalho junto à prefeitura”, afirmou Mia.

    Quem acompanhou o lançamento também aprovou a iniciativa. O auxiliar de manutenção Lucas Monteiro, de 26 anos, morador das proximidades do viaduto, destacou a união entre urbanização e cultura.

    “A Prefeitura de Manaus está de parabéns. A urbanização, a cultura e a arte estão sendo valorizadas de verdade. Como morador das proximidades, estou achando uma ótima iniciativa e vejo que também é uma grande oportunidade para as mulheres mostrarem o talento delas”, declarou.

    O “Manaus em Cores: Arte que Protege” passa a integrar as ações de revitalização dos equipamentos viários da capital, levando a arte urbana para estruturas que fazem parte da rotina de milhares de pessoas. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Manaus com a valorização dos artistas locais, o protagonismo feminino e a transformação dos espaços públicos, fazendo dos viadutos verdadeiras galerias a céu aberto.

  • Manaus amplia rede para descarte correto de eletrônicos em Manaus

    Manaus amplia rede para descarte correto de eletrônicos em Manaus

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), dará mais um passo no fortalecimento da coleta seletiva e da destinação ambientalmente correta de resíduos na capital. Na próxima segunda-feira, 31/8, uma parceria com a Circular Brain será formalizada no anfiteatro Encontro das Águas, localizado na avenida Lourenço da Silva Braga, no Centro, para ampliar a rede de coleta de equipamentos eletroeletrônicos e facilitar o acesso da população a locais adequados para o descarte desses materiais.

    A iniciativa prevê a implantação gradual de 62 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), distribuídos por todas as zonas da cidade. Celulares, computadores, eletrodomésticos e outros equipamentos que perderam a utilidade poderão ser entregues nesses locais e encaminhados para a cadeia de logística reversa.

    A proposta é impedir que materiais com potencial de reaproveitamento acabem no aterro sanitário, em lixeiras viciadas, terrenos, vias públicas ou igarapés.

    Para o secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, a iniciativa também aproxima a política ambiental de Manaus de uma das principais características econômicas da cidade, a presença de uma forte indústria eletroeletrônica no Polo Industrial. “Manaus tem uma característica industrial muito forte, especialmente no setor eletroeletrônico. Não fazia mais sentido esse tipo de resíduo continuar indo para o aterro ou para o descarte irregular”, afirma.

    Segundo Sabá, os espaços de recebimento também cumprem uma função que vai além da coleta, ao estimular novos hábitos na população e mostrar que resíduos podem retornar ao ciclo produtivo.

    A expansão faz parte de um trabalho iniciado em fevereiro, durante o “Dia de Detox de Eletrônicos — Manaus + Circulare”, realizado no Ecoponto da zona Sul, no bairro Educandos.

    Rede ampliada

    Atualmente, os ecopontos das zonas Norte e Sul e a sede da Semulsp já recebem resíduos eletroeletrônicos. Com a nova parceria, essa estrutura será ampliada progressivamente até alcançar os 62 pontos previstos.

    “A partir dessa base, os demais serão implantados gradualmente, até chegar a 62 em toda a cidade”, explica o coordenador da Semulsp Ambiental, Luiz Paz.

    A distribuição dos pontos em diferentes áreas da capital busca tornar o descarte responsável mais acessível. A estratégia também se soma às ações de educação ambiental desenvolvidas pela prefeitura para reduzir o descarte irregular e estimular a separação dos resíduos.

    Destinação correta

    Depois de entregues nos pontos de coleta, os equipamentos entrarão no sistema de logística reversa operado pela Circular Brain, por meio do ecossistema Circulare.

    Os resíduos serão encaminhados a recicladores autorizados, onde passarão por separação e processamento. Componentes como metais, plásticos e outros materiais poderão ser recuperados e retornar à cadeia produtiva como matéria-prima.

    “Os eletrônicos descartados voltam para a cadeia produtiva. Depois do descarte, os equipamentos seguem para recicladores autorizados, onde os componentes são separados: em um único produto podem ser encontrados até 40 tipos de materiais diferentes”, explica o CEO da Circular Brain, Marcus Oliveira.

    Renda e reciclagem

    A iniciativa também terá participação de cooperativa de reciclagem, responsável pela triagem e pelo aproveitamento dos materiais.

    Segundo a coordenadora da Eco Cooperativa, Ruth Dacio, a separação adequada aumenta o potencial econômico dos resíduos eletrônicos e contribui diretamente para a geração de renda dos trabalhadores da reciclagem. “Os eletrônicos têm valores diferentes no mercado. A triagem correta agrega valor ao material, gera renda e fortalece o trabalho das cooperativas”, pontuou.

    Com a ampliação da rede, a prefeitura busca integrar limpeza urbana, educação ambiental, geração de renda e economia circular, dando aos equipamentos sem uso um destino adequado e reduzindo a quantidade de resíduos descartados de maneira irregular em Manaus.

  • Seis mil servidores da educação municipal de Manaus terão progressões funcionais pagas em 2026

    Seis mil servidores da educação municipal de Manaus terão progressões funcionais pagas em 2026

    A Prefeitura de Manaus vai ampliar, em 2026, o pagamento das progressões funcionais dos profissionais da rede municipal de ensino, entre progressões por titularidade e tempo de serviço. A medida contempla seis mil servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e integra o processo de revisão da vida funcional realizado pela gestão nos últimos anos.

    Também foi retomado o pagamento dos valores retroativos, não prescritos, referentes às progressões funcionais reconhecidas para mais de 7,5 mil servidores da rede municipal. Os valores estão sendo pagos mensalmente em folha suplementar, conforme o planejamento orçamentário e financeiro da administração municipal.

    Entre 2021 e 2025, mais de 14 mil profissionais tiveram a situação funcional revisada. Somente em 2025, mais de 10 mil servidores foram beneficiados com revisões funcionais e reconhecimento de progressões. Com a nova etapa, a prefeitura dá continuidade ao processo em 2026, ampliando o número de profissionais contemplados.

    Para o secretário municipal de Educação, Arone Bentes, a medida representa o reconhecimento da trajetória profissional dos servidores e reforça o compromisso da gestão com a valorização dos trabalhadores da rede municipal.

    “As progressões funcionais representam o reconhecimento da trajetória profissional e dos direitos dos servidores, garantindo o avanço funcional de acordo com os critérios estabelecidos para a carreira. Nosso trabalho busca manter a vida funcional atualizada e assegurar o devido reconhecimento a quem contribui diariamente para a educação pública municipal”, afirmou.

    Nos casos de servidores que ingressaram com ações judiciais para receber os mesmos valores, o pagamento seguirá o rito próprio da Justiça, por meio de Requisição de Pequeno Valor (RPV) ou precatório, não sendo possível a quitação pela via administrativa.

    Já os profissionais que tenham solicitado a desistência de processos judiciais devem informar a situação à Semed. Após análise e manifestação da Procuradoria-Geral do Município (PGM), poderá ser avaliada a possibilidade de continuidade do pagamento pela via administrativa.

  • Série D: Nacional vence CSA-AL e abre vantagem na disputa pelo acesso

    Série D: Nacional vence CSA-AL e abre vantagem na disputa pelo acesso

    O Nacional FC largou na frente na disputa por uma vaga no Campeonato Brasileiro Série C de 2027. Na noite desta quinta-feira (27), o Leão da Vila Municipal venceu o CSA-AL por 3 a 1, na Arena da Amazônia, pelo jogo de ida do playoff da Série D do Brasileiro. Sassá, Renanzinho e Rafa Marcos marcaram os gols do time amazonense, enquanto Matheus Melo descontou para a equipe alagoana.

    O jogo

    O Nacional precisou de apenas um minuto para abrir o placar. Após o goleiro Yago dar rebote, Sassá aproveitou a sobra e mandou para as redes, colocando o Leão em vantagem logo no início da partida.

    Aos 12 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Leão após toque de mão dentro da área. Na cobrança, aos 15, Renanzinho bateu no canto direito e ampliou o marcador para o time amazonense.

    O CSA reagiu aos 18 minutos. Matheus Melo aproveitou a oportunidade e diminuiu a diferença para os visitantes.

    O time azulino voltou a balançar as redes aos 33 minutos. Rafa Marcos recebeu a bola e finalizou para fazer o terceiro. Aos 42 minutos, Varão sofreu uma queda dentro da área e o árbitro chegou a marcar pênalti. Após revisão no VAR, porém, a decisão foi alterada e a penalidade foi cancelada.

    Na segunda etapa, os nacionalinos controlaram as ações, mantiveram o posicionamento e administraram a vantagem construída no primeiro tempo. Com organização defensiva e segurança, o Leão garantiu uma importante vitória diante da torcida.

    Decisão em Maceió

    O último capítulo do playoff será disputado em Maceió. As equipes voltam a se enfrentar no dia 3 de setembro, às 19h (horário de Manaus), no Estádio Rei Pelé. Em jogo, está a classificação para o Campeonato Brasileiro Série C de 2027.

    Com o triunfo por 3 a 1 no primeiro confronto, o Naça garante o acesso em caso de nova vitória ou empate.

    Em caso de igualdade no placar agregado, o CSA avança por ter apresentado melhor campanha na primeira fase da competição.

  • Afetada por disputas geopolíticas, COP17 termina com poucos avanços

    Afetada por disputas geopolíticas, COP17 termina com poucos avanços

    Depois de duas semanas, chegou ao fim a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) em Ulaanbaatar, capital da Mongólia. Realizada pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) em um momento em que até 40% das terras do planeta estão degradadas, a conferência teve poucos avanços para a concretização de compromissos internacionais.

    >> Confira a cobertura da Agência Brasil sobre a COP17

    A urgência dos problemas exigia anúncios significativos. As principais expectativas para o evento, porém, não se tornaram realidade: a criação de um regime global contra as secas foi adiada mais uma vez e os valores de financiamento ficaram abaixo do cálculo estimado para conter a degradação da terra.

    Negociadores ouvidos pela Agência Brasil ponderam que o resultado final poderia ter sido pior, dadas às condições geopolíticas desfavoráveis e às tentativas dos Estados Unidos de enfraquecer os instrumentos multilaterais.

    Logo no primeiro dia do evento, representantes de Washington bloquearam um conjunto de itens da agenda de negociações: gênero, participação da sociedade civil e integração entre as três COPs do meio ambiente (desertificação, biodiversidade e clima).

    Uma atitude sem precedentes na história da conferência, já que o texto inicial parte de consensos estabelecidos na COP anterior. Ao fim da conferência na Mongólia, todos os itens foram reintroduzidos no programa de trabalho para a COP18, que será realizada no Egito em 2028.

    Impasse

    Em relação ao regime global contra as secas, os Estados Unidos defendiam a suspensão total do debate. Europeus eram a favor de um acordo com mecanismos voluntários. Africanos, apoiados pelo Brasil, queriam um acordo que gerasse compromissos obrigatórios.

    Ao fim, houve consenso para que a seca passe a ser um item permanente e independente da agenda das próximas conferências, o que evita que a discussão sobre ela seja alvo de bloqueios. Também foi definido que as discussões continuem no período entre COP17 e COP18, o que, em teoria, não deixa o debate em suspenso por dois anos.

    Em entrevista à Agência Brasil, a secretária-executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, disse que, mesmo diante das disputas e oposições, o resultado da COP17 fortalece a permanência do diálogo contra o autoritarismo.

    “O mais importante é que o sistema multilateral mostra não estar tão fragmentado e disperso como todos dizem. Por isso, trabalhamos arduamente para que esta COP avançasse. Talvez não tenhamos tido o pacote completo, mas certamente mantemos a possibilidade de progresso até a próxima conferência”, disse Fouad.

    Resultados paralelos

    Um dos avanços anunciados em Ulaanbaatar foi a entrada em fase de implementação da Parceria Global de Resiliência à Seca de Riad, criada durante a COP16, em 2024. A primeira assembleia avançou na discussão de um fundo coletivo destinado a apoiar cerca de 70 países de baixa e média-baixa renda.

    A proposta prevê apoio à capacitação, elaboração de programas aptos a receber investimentos e financiamento de medidas para aumentar a resiliência.

    A COP17 também foi marcada pelo lançamento do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), a primeira plataforma global de financiamento dedicada exclusivamente ao tema. Criada pela UNCCD e por Luxemburgo, com apoio da Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA), a iniciativa pretende mobilizar até US$ 400 milhões em recursos públicos e privados.

    Os investimentos deverão ser direcionados para segurança hídrica, agricultura sustentável, soluções baseadas na natureza e recuperação de terras.

    Outra novidade foi a segunda fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca (IDRO), que apresentou o primeiro Índice de Resiliência à Seca (DRI). A ferramenta pretende ajudar os países a avaliar sua capacidade de antecipar, se preparar e se adaptar aos períodos de escassez de água.

    Financiamento

    A questão financeira permaneceu como um dos principais desafios da conferência. Para cumprir os compromissos globais de restauração até 2030, seriam necessários cerca de US$ 355 bilhões por ano, segundo a UNCCD. Atualmente, o investimento é de aproximadamente US$ 77 bilhões anuais, o que deixa um déficit de US$ 278 bilhões por ano.

    A participação do setor privado é ainda limitada: representa apenas cerca de 6% dos investimentos globais destinados à recuperação de terras.

    Durante a COP17, governos, bancos de desenvolvimento, fundos e empresas anunciaram uma carteira de US$ 1,3 bilhão para a restauração de terras e o aumento da resiliência às secas, envolvendo 23 países em cinco continentes.

    >> Estados do Nordeste tentam atrair investimentos para Caatinga na COP17

    Desse total, US$ 644,5 milhões são classificados como novos recursos, enquanto US$ 216,4 milhões já estão confirmados e avançam para a implementação. Os recursos abrangem projetos de recuperação de paisagens e pastagens, resiliência à seca e adaptação liderada pelas próprias comunidades.

    As discussões também abordaram novos instrumentos para tentar transformar projetos de restauração em oportunidades de investimento, incluindo garantias, capital de primeira perda, seguros e mecanismos de preparação de projetos.

    Pastagens no centro da agenda

    A escolha da Mongólia como sede da conferência coincidiu com o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, celebrado pela ONU em 2026. Os países reconheceram os pastores como responsáveis pela conservação das áreas e destacaram a importância da mobilidade transfronteiriça e dos conhecimentos tradicionais.

    Apesar de sua relevância, as pastagens continuam pouco presentes nas políticas climáticas e nos investimentos. Esses ecossistemas concentram cerca de um terço das principais áreas de biodiversidade do planeta, mas aparecem nos planos climáticos nacionais de apenas 24 países. No caso das florestas, esse número chega a 181.

    Uma nova análise econômica apresentada na COP17 estimou que as pastagens geram entre US$ 21 trilhões e US$ 47 trilhões por ano em serviços ecossistêmicos, incluindo produção de alimentos, água, armazenamento de carbono e biodiversidade.

    Segundo o levantamento, cada dólar investido na recuperação desses ecossistemas pode gerar retorno entre US$ 4 e US$ 6. Considerando benefícios públicos mais amplos, como o abastecimento de água, esse retorno pode chegar a US$ 36 por dólar investido.

    A Iniciativa Global sobre Pastagens, anunciada na COP17, pretende transformar essa avaliação econômica em uma carteira de investimentos para o manejo sustentável, a recuperação dos ecossistemas e o apoio às populações pastoris.

    Povos indígenas ganham novos espaços

    A COP17 também marcou a primeira reunião formal dos novos grupos de representação de povos indígenas e comunidades locais dentro da convenção de combate à desertificação.

    Os dois espaços foram criados ao fim da COP16, em Riad, e passaram a funcionar como canais específicos para levar perspectivas e prioridades desses grupos às discussões da convenção.

    Em Ulaanbaatar, os indígenas destacaram os sistemas de conhecimento tradicionais, as formas comunitárias de governança, o pastoralismo sustentável e a gestão das terras. Também defenderam maior proteção dos direitos territoriais e de mobilidade, acesso direto a recursos financeiros e participação efetiva nas decisões.

    Ao lado de outros grupos da sociedade civil, como os de gênero, juventudes e comunidades locais, os indígenas organizaram protestos durante a conferência, cobrando maior presença nos espaços de decisões e que não tivessem uma participação meramente simbólica.

    Metas brasileiras

    No balanço final, a UNCCD destacou o fato de o Brasil ter apresentado um novo compromisso voluntário para alcançar a Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) até 2030.

    A meta brasileira reúne 17 subobjetivos relacionados a políticas, planos e programas nacionais. Entre eles está a recuperação ou restauração de mais de 163 mil quilômetros quadrados, por meio da regeneração da vegetação nativa e de sistemas agroflorestais.

    Outros 3,51 milhões de quilômetros quadrados serão abrangidos por medidas destinadas a evitar a degradação, por meio da conservação e do manejo sustentável da terra. No total, a meta cobre aproximadamente 3,67 milhões de quilômetros quadrados.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

  • Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Barra Velha

    Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Barra Velha

    A Oca Tururim, na Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, na vila histórica de Caraíva, em Porto Seguro (BA), fará a 5ª edição do Festival Caju de Leitores, nos dias 2 a 4 de setembro próximo.

    O evento nasceu em 2022 e seu objetivo é melhorar as habilidades de leitura e de escrita dos estudantes indígenas. O motivo é que, desde o ano 2000, começaram a surgir instituições de ensino na região, nformou nesta quarta-feira (26) a diretora-geral do evento, Joanna Savaglia, à Agência Brasil.

    São instituições privadas e públicas, instaladas na região, como a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus de Porto Seguro, e a Escola Técnica Estadual (Etec).

    “Os estudantes precisam de redação e da compreensão de texto para poder vencer a dificuldade do vestibulinho”, afirmou Joanna. “A ideia é trabalhar em parceria com a escola para levar a atividade para o território”, disse.

    Segundo Joanna, a meta é dar aos estudantes ferramentas para que possam fazer o que quiserem. Assim, não precisam mais ficar presos no território. “Teu pai quer que você seja advogado? Então, vai estudar, mas saiba que tem que ter interpretação de texto, tem que saber escrever. Foi com essa intenção que o Caju nasceu”, explicou.

    A diretora-geral destacou que no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o aluno tem que saber escrever, construir.

    Fauna

    O tema deste ano do festival é Manifesto de Bichos. Em todas as edições, os temas têm importância para os indígenas.

    No festival de 2026 não poderia ser diferente. Como os temas são ligados ao meio ambiente, que é onde eles vivem, a decisão foi falar dos animais. “A fauna vai estar inteira dentro da programação, falando de bichos, basicamente”, afirmou Joanna. Edições anteriores abordaram território, flora e árvores, entre outras questões.

    O festival propõe atividades voltadas à literatura, oralidade, memória e conhecimentos indígenas, tendo os animais como parte das narrativas e das relações com a ancestralidade, o território, a língua e a natureza. A proposta dialoga diretamente com o lugar e a presença dos bichos nas histórias, nas memórias e nos conhecimentos do povo Pataxó.

    No local, estarão reunidos escritores, artistas, educadores, estudantes, pesquisadores, lideranças indígenas e comunidades, em atividades como literatura, oralidade, artes, educação e saberes tradicionais.

    Formação de leitores

    A programação é gratuita e aberta a todas as faixas etárias. O público do festival é, majoritariamente, estudante e indígena.

    “Quando se faz um evento para esse público, vai pai, mãe, avô, avó, filho, gato, cachorro. Então, é sempre para todo mundo. Não tem faixa etária. Não tem isso de mesa para criancinha, mesa para pessoal mais velho. Não. É tudo junto, disse a diretora-geral do evento.

    A ideia é trabalhar em parceria com a escola para levar essa atividade para as escolas do território. O evento Vozes da Escola, organizou uma jornada de formação em literatura indígena para os professores, em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

    “O município de Porto Seguro é cheio de territórios indígenas, tem a aldeia mãe de todos, que é Barra Velha, onde ocorre o Caju, mas existem vários territórios dentro do município.”

    Para os professores, é um evento especial. Eles tiram os alunos das escolas e levam para ter aulas dentro da oca. A organização do festival oferece comida. “Tem lanche, tem almoço. Muita gente fica hospedada na escola. Tem pessoas que acampam ali também, porque a área do Centro Cultural Indígena Pataxó da Aldeia Xandó Oca Tururim é grande.”

    Estudantes e educadores participarão da programação não apenas como público, mas também compartilhando experiências e produções desenvolvidas no ambiente escolar.

    Convidada

    Eeste ano, pela primeira vez, o festival trará uma autora estrangeira, a primeira da América do Sul. Trata-se da indígena argentina Mariela Tulián, do povo Tulián.

    Entre os brasileiros, participam Sairi Pataxó, escritor e liderança Pataxó; Lucia Tucuju, do povo Galibi-Marworno, escritora, roteirista, atriz e narradora; Auritha Tabajara, escritora, cordelista e contadora de histórias; Vanessa Guarani Ratton, do povo Guarani M’bya e vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; Apêtxienã Pataxó, professor e guardião da língua ancestral Pataxó, entre outros.

    A homenageada desta edição é Maria Coruja, de 91 anos, da Aldeia Pará, situada dentro da Barra Velha. Ela transmite pela oralidade as tradições Pataxó de cantigas e brincadeiras de criança.

    Indagada se a organização já estaria planejando o tema da edição de 2027, Joanna Savaglia considerou que será difícil superar o Manifesto de Bichos, “porque este já está sendo um sucesso total”. Não à toa, esta quarta-feira é o Dia Mundial do Cachorro.

    Inovações

    O evento terá pela primeira vez uma livraria, além de loja, espaço de alimentação e exposição. A abertura do festival será às 14h do dia 2 de setembro.

    Desde sua criação, o Festival Caju de Leitores já alcançou mais de 12 mil pessoas em suas diferentes ações.

    Originalmente chamado Caraíva Juvenil, o festival adotou o acrônimo Caju (proveniente dessas duas palavras CAraíva JUvenil). A palavra carrega a ancestralidade da fruta nativa, que no tupi-guarani (acayu) significa “noz que se produz” e representava, historicamente, a contagem do tempo para os povos indígenas.

    O Festival é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural. Conta com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro, por meio da Superintendência de Cultura e Patrimônio Histórico.

  • Novas regras para drones reforçam segurança e orientam pilotos sobre como operar

    Novas regras para drones reforçam segurança e orientam pilotos sobre como operar

    O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) orienta os usuários de drones sobre as novas regras para operações de aeronaves não tripuladas de uso civil no Brasil. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou, no último mês de junho, o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 100, que estabelece requisitos gerais para esse tipo de operação e substitui as regras anteriores.

    O novo regulamento organiza os voos conforme o nível de risco e estabelece três categorias de operação: aberta, específica e certificada. A classificação considera as características do voo e não apenas o peso do drone.

    Três categorias de operação

    Cada categoria estabelece requisitos próprios para a realização dos voos:

    – Categoria aberta: reúne operações de menor risco. Nessa categoria, o drone pode ter até 25 kg, deve operar em linha de visada visual (Visual Line of Sight – VLOS) ou com auxílio de observador e a uma altura de até 120 metros. O voo também deve ocorrer em área distante de pessoas que não participam da operação.

    – Categoria específica: é destinada às operações que não atendem a algum dos requisitos da categoria aberta. Nesse caso, é necessário cumprir um cenário padrão definido pela Anac ou obter autorização operacional da Agência após uma avaliação de risco.

    – Categoria certificada: é destinada às operações de maior risco. Pode ser exigida, por exemplo, quando houver transporte de determinados artigos perigosos ou quando a Anac considerar que o risco não pode ser reduzido de outra forma.

    E os drones pequenos?

    O RBAC nº 100 não se aplica a drones com até 250 gramas, quando operados em linha de visada visual ou com auxílio de observador, a até 120 metros de altura. A mesma exceção vale para aeromodelos de uso recreativo, que atendam a essas condições.

    Isso não significa, porém, que esses voos estejam livres de regras. O piloto continua responsável pela segurança da operação e deve observar as demais normas aplicáveis.

    Responsabilidade do piloto

    Uma das principais orientações do novo regulamento é que o piloto não pode tratar o voo como uma atividade sem riscos. O piloto remoto em comando é diretamente responsável pela condução segura do drone e tem a autoridade final sobre a operação.

    Antes de decolar, é preciso verificar as condições do equipamento, as condições meteorológicas e todas as informações necessárias para planejar o voo. O drone só pode ser operado quando estiver em condições seguras. Se surgir algum problema que comprometa a segurança, o voo deve ser interrompido assim que possível.

    O regulamento também determina que todo piloto remoto deve ser aprovado em exame de conhecimento teórico da Anac. Pilotos menores de 18 anos precisam estar acompanhados, durante toda a operação, por um piloto maior de idade responsável pelo voo.

    Durante o voo, deve haver um piloto na estação de pilotagem em todas as fases da operação. Como regra geral, cada piloto pode operar apenas uma aeronave por vez.

    Distância das pessoas

    Na categoria aberta, o drone deve manter distância segura de pessoas que não participam da operação. Essa distância não pode ser inferior a 30 metros na horizontal. A exigência pode ser dispensada quando houver uma barreira mecânica suficientemente forte para proteger essas pessoas em caso de acidente.

    O regulamento também prevê a possibilidade de uma pessoa concordar expressamente com a realização de uma operação próxima a ela. Nesse caso, a pessoa assume a responsabilidade pelo risco ao qual decidiu se expor.

    Atenção aos 120 metros

    Para as operações enquadradas na categoria aberta, o limite de altura é de 120 metros acima do nível do solo. O piloto também precisa manter condições para controlar o equipamento durante todo o voo e ter autonomia suficiente para concluir a operação e pousar com segurança.

    Outro ponto importante: não é permitido operar o drone de forma descuidada ou negligente, colocando em risco pessoas ou propriedades de terceiros.

    O RBAC nº 100 trata das competências da Anac, mas o próprio regulamento reforça que o usuário deve cumprir também as normas de outros órgãos públicos. Dependendo da operação, podem existir exigências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de outras autoridades. Também devem ser respeitados os direitos relacionados à privacidade, à imagem e à vida das pessoas.

    O objetivo das novas regras é tornar as operações de drones mais seguras e estabelecer requisitos proporcionais ao risco de cada tipo de voo. Para o usuário, a orientação é simples: antes de decolar, conheça as regras, verifique o equipamento e o local da operação e tenha certeza de que o voo pode ser realizado com segurança.

    Por Ministério de Portos e Aeroportos

  • Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com