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  • Senado pode votar na próxima semana incentivos fiscais para data centers

    Senado pode votar na próxima semana incentivos fiscais para data centers

    O Senado pode votar na próxima semana, durante esforço concentrado da Casa, o projeto de lei que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers (centros de processamento de dados) no Brasil.

    A proposta (PL 278/2026) foi uma das matérias anunciadas como prioritárias pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na quarta-feira (26), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta.

    O texto cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que beneficia empresas com a suspensão do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

    Aprovado em fevereiro pela Câmara, o PL 278/2026 ainda não tem relator no Senado e ainda não foi despachado para as comissões da Casa — mas já há requerimento de líderes para que a matéria seja votada diretamente no Plenário.

    Medida provisória

    A criação do Redata estava inicialmente prevista na Medida Provisória 1.318/2025, que não foi votada pelo Congresso Nacional e acabou perdendo a validade.

    Para garantir a criação desses incentivos fiscais, a proposição foi novamente apresentada em fevereiro — mas dessa vez sob a forma de projeto de lei: o PL 278/2026 — pelo então deputado federal José Guimarães (PT-CE), que era o líder do governo na Câmara.

    Ele se licenciou do cargo em abril para assumir a chefia da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

    Dependência

    De acordo com o Ministério da Fazenda, o Brasil ainda depende de data centers de outros países: cerca de 60% das cargas de dados e de inteligência artificial utilizadas no país são processadas no exterior.

    O ministério também argumenta que o diferencial de custos operacionais é um fator determinante.

    O projeto

    O texto em análise no Senado cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers no país, principalmente os que tenham como foco a computação em nuvem e a inteligência artificial.

    Os incentivos do Redata incluem cinco anos de suspensão de tributos na compra de equipamentos. As contrapartidas das empresas incluem o uso de energia de fonte limpa (hidrelétricas) ou renovável (solar e eólica).

    Como condição para ter acesso aos benefícios, as empresas têm de estar em dia com os tributos federais. A estimativa do governo é de uma isenção em torno de R$ 5,2 bilhões em 2026 e de R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes.

    De acordo com o projeto, a entrada de uma empresa no Redata deverá ser autorizada pelo Ministério da Fazenda. A empresa beneficiada terá suspensão do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

    A suspensão será válida para a compra — dentro ou fora do Brasil — de componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação. A empresa que vender os equipamentos também poderá ser beneficiada pelo Redata (mas somente no caso dos produtos empregados na fabricação dos computadores a serem utilizados nos data centers).

    Para o Imposto de Importação, a suspensão se aplica aos produtos sem similar nacional.

    O projeto também prevê que, após o cumprimento dos compromissos e a entrega final dos produtos, a suspensão será convertida em alíquota zero.

    Quem pode participar

    Podem participar do Redata os centros de processamento voltados à armazenagem, ao processamento e à gestão de dados e aplicações digitais, incluindo:

  • computação em nuvem;
  • processamento de alto desempenho;
  • treinamento;
  • inferência de modelos de inteligência artificial e serviços correlatos;
  • outros itens, desde que estabelecidos em ato do Poder Executivo, de acordo com a Nomenclatura Brasileira de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (NBS).
  • Contrapartida

    As contrapartidas para as empresas que quiserem participar do Redata envolvem os seguintes compromissos:

  • direcionar ao mercado interno pelo menos 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados a ser instalado com os benefícios;
  • atender a critérios e indicadores de sustentabilidade definidos em regulamento;
  • honrar a totalidade de sua demanda contratual de energia elétrica, seja com contratos de suprimento ou autoprodução de fontes limpas ou renováveis;
  • apresentar Índice de Eficiência Hídrica no uso da água para resfriamento dos equipamentos igual ou inferior a 0,05 litro/kWh em aferição anual;
  • fazer investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benefício fiscal.
  • Além disso, um dispositivo incluído no projeto durante a tramitação na Câmara exige do beneficiário do Redata a publicação de relatório de sustentabilidade das instalações (com o índice de eficiência, as fontes de energia elétrica utilizadas e os demais indicadores de sustentabilidade).

    Desenvolvimento regional

    A proposta prevê que o direcionamento do processamento ao Brasil e o compromisso de investimento serão reduzidos de 10% e 2% para, respectivamente, 8% e 1,6% quando a empresa estiver localizada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (ou se estiver em área de abrangência das agências de desenvolvimento regional).

    O texto também determina que, de todos os recursos direcionados a investimentos em projetos e programas de fomento à cadeia produtiva da economia digital, 40% deverão ir para aqueles localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluídas as respectivas áreas de abrangência das agências de desenvolvimento regional, como Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

    Punições

    Se a empresa habilitada não cumprir os compromissos no prazo estipulado (exceto o direcionamento de processamento ao Brasil), ela deverá pagar os tributos suspensos com juros e multa de mora.

    Para a empresa vendedora dos equipamentos, a quitação de tributos deve ocorrer caso os equipamentos não sejam entregues ao data center.

    Já no caso de descumprimento da condição de direcionar 10% do fornecimento efetivo de processamento ao Brasil, o texto prevê a suspensão dos benefícios tributários em novas compras de equipamentos. Se, depois de 180 dias da notificação, a empresa não corrigir o procedimento, a suspensão será convertida automaticamente em cancelamento da habilitação.

    Os benefícios fiscais criados pelo Redata deverão ser objeto de acompanhamento e avaliação por dois ministérios: o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o Ministério da Fazenda.

    Emendas

    Até a tarde desta quinta-feira (27), os senadores haviam apresentado 22 emendas ao texto.

    Entre as mudanças sugeridas estão:

  • retirar a obrigatoriedade da exigência de uso de energia de fonte limpa ou renovável;
  • incluir no texto regras sobre temas de outras leis, como a atualização do marco legal das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs);
  • possibilitar que o atendimento à totalidade da demanda de energia elétrica se dê também com fontes de baixa intensidade de carbono, como a biomassa;
  • incluir outras regiões entre as beneficiadas pela redução de compromissos para as Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
  • Caso o Senado faça modificações no mérito do projeto, a matéria terá de voltar à Câmara dos Deputados para nova análise.

    Fonte: Agência Senado

  • Amazonas lidera receita de serviços na Região Norte, com R$ 45,8 bilhões em 2024

    Amazonas lidera receita de serviços na Região Norte, com R$ 45,8 bilhões em 2024

    O Amazonas registrou R$ 45,8 bilhões em receita bruta de serviços em 2024 e respondeu por 36,7% do total gerado na Região Norte, a maior participação entre os estados da região. No estado, 13.789 empresas prestadoras de serviços não financeiros empregavam 177.670 pessoas e registraram R$ 5,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Na Região Norte, o Amazonas ficou à frente do Pará, que respondeu por 36,1% da receita bruta regional. Na sequência aparecem Rondônia, com 10,3%; Tocantins, com 7,4%; Amapá, com 3,8%; Acre, com 3,0%; e Roraima, com 2,7%.

    Nacionalmente, a Região Norte respondeu por 3,3% da receita bruta de serviços do país. O Amazonas foi responsável por 1,2% da receita nacional, ficando na 14º posição no ranking entre os estados da federação.

    Serviços profissionais concentram quase metade das empresas

    Entre as atividades pesquisadas no Amazonas, os Serviços profissionais, administrativos e complementares apresentaram o maior número de empresas e de pessoas ocupadas. Foram 6.559 empresas e 84.371 pessoas ocupadas.

    O segmento reúne um conjunto diversificado de atividades. Estão incluídos, por exemplo, serviços de advocacia, contabilidade, arquitetura e engenharia, agências de viagens e operadores de turismo, empresas de vigilância e segurança, serviços de limpeza e conservação de edifícios, atividades paisagísticas, seleção e locação de mão de obra e serviços de escritório e apoio administrativo.

    O peso do segmento também aparece nos gastos com pessoal. Dos R$ 5,5 bilhões registrados em salários, retiradas e outras remunerações no setor de serviços amazonense, R$ 2,4 bilhões estavam nos Serviços profissionais, administrativos e complementares.

    Os Serviços profissionais, administrativos e complementares apresentaram a maior receita bruta entre os grupos pesquisados no Amazonas, com R$ 13,6 bilhões. A segunda maior receita foi registrada por Outros transportes, com R$ 11 bilhões. Em seguida aparecem Transporte rodoviário, com R$ 6,2 bilhões; Serviços de informação e comunicação, com R$ 4,5 bilhões; Serviços de alojamento e alimentação, com R$ 3,8 bilhões; e Armazenamento e serviços auxiliares aos transportes, com R$ 3,7 bilhões.

    Serviços profissionais reúnem 84,4 mil trabalhadores

    Dos 177.670 trabalhadores contabilizados pela PAS no Amazonas, 84.371 estavam nos Serviços profissionais, administrativos e complementares. O segundo maior contingente foi registrado nos Serviços de alojamento e alimentação, com 24.402 pessoas, seguido pelo Transporte rodoviário, com 22.401.

    Serviços de informação e comunicação empregavam 9.487 pessoas; Armazenamento e serviços auxiliares aos transportes, 8.960; Outros transportes, 7.414; e Outras atividades de serviços, 5.946.

    As empresas do setor de serviços no Amazonas registraram R$ 5,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações em 2024. Desse total, R$ 2,4 bilhões foram pagos pelos Serviços profissionais, administrativos e complementares. Na sequência aparecem Transporte rodoviário, com R$ 708,5 milhões; Serviços de alojamento e alimentação, com R$ 546,9 milhões; Outros transportes, com R$ 456,1 milhões; e Armazenamento e serviços auxiliares aos transportes, com R$ 426,2 milhões.

    PAS amplia cobertura no Amazonas

    A PAS 2024 passou por mudanças metodológicas e de cobertura geográfica. Na Região Norte, até o ano de referência de 2023, a investigação era restrita às empresas sediadas nas capitais dos estados e nos municípios da Região Metropolitana de Belém. A partir de 2024, a pesquisa passou a incluir empresas sediadas em todos os municípios de Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá. A mudança amplia a representação territorial do setor de serviços no Amazonas.

    Serviços empregam 15,9 milhões de pessoas no país

    No Brasil, a PAS 2024 contabilizou 1,9 milhão de empresas prestadoras de serviços não financeiros e 15,9 milhões de pessoas ocupadas. Essas empresas registraram R$ 3,9 trilhões em receita bruta de serviços, R$ 3,5 trilhões em receita operacional líquida e R$ 644,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. O valor adicionado chegou a R$ 2,1 trilhões.

    Os Serviços profissionais, administrativos e complementares também tiveram a maior participação na receita operacional líquida nacional, com 29,4%. Em seguida aparecem Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com 28,3%, e Serviços de informação e comunicação, com 19,0%.

    Sobre a pesquisa

    Realizada pelo IBGE desde 1998, a Pesquisa Anual de Serviços investiga as características estruturais das empresas prestadoras de serviços não financeiros. A pesquisa contempla informações sobre número de empresas, pessoal ocupado, salários, receitas, despesas e valor adicionado, entre outras variáveis, e seus resultados subsidiam as estimativas macroeconômicas do Sistema de Contas Nacionais.

  • Anvisa: anéis inteligentes não devem ser usados para diagnosticar doenças

    Anvisa: anéis inteligentes não devem ser usados para diagnosticar doenças

    Aplicativos para celular, relógios e, mais recentemente, anéis inteligentes passaram a ser opção ao público preocupado em monitorar, por meio de sensores, a qualidade do sono, frequência cardíaca, nível de oxigenação, entre outras informações. Apesar de coletarem informações e apresentarem dados aos usuários, esses dispositivos NÃO geram diagnósticos. A confirmação de um quadro de saúde deve ser feita sempre por um profissional habilitado.

    Em geral, anéis inteligentes não são desenvolvidos pelos fabricantes com finalidade médica, mas sim como acessórios de bem-estar e apoio a atividades esportivas. Neste caso e se não medirem parâmetros fisiológicos de uso tipicamente clínico, não são considerados produtos médicos sujeito à regularização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Equipamentos com finalidade de apoio ao diagnóstico e medição de parâmetros fisiológicos de uso tipicamente clínico precisam ser regularizados na Anvisa. Isso é o que garante que tais produtos tenham a precisão necessária para que o usuário ou profissional de saúde tome decisões. No caso da glicemia, por exemplo, uma variação na medição pode induzir ao uso de quantidades incorretas de insulina.

    Entre os sinais ou parâmetros fisiológicos de uso tipicamente clínico estão a medição de pressão arterial, oximetria, glicemia, eletrocardiograma, notificação de ritmo cardíaco irregular, ou alertas sobre possíveis enfermidades. Para qualquer um destes casos é obrigatório sua regularização junto à Anvisa.

    Isso ocorre porque é preciso comprovar segurança e desempenho antes do início da venda no Brasil, mesmo que o fabricante alegue que essas informações não podem ser usadas para diagnóstico, mas para fins de lazer, bem-estar ou esportivo.

    Em geral, a Agência regula os softwares com finalidade médica que utilizam informações obtidas por sensores, inclusive sensores presentes em dispositivos eletrônicos de uso geral. No entanto, dificilmente um anel inteligente constará na lista de dispositivos regularizados, pois geralmente os aplicativos e softwares que trazem as informações coletadas por meio do anel é que são responsáveis pela informação clínica e são regularizados.

    Não existem smartwatch ou anéis vestíveis autorizados pela Anvisa para medição não invasiva de glicose ou oximetria. Ou seja, a capacidade técnica destes produtos em oferecer a medição destes parâmetros ainda não foi comprovada pelos fabricantes.

    O que isso significa na prática?

    As informações fornecidas por um anel inteligente NÃO devem ser usadas para confirmar ou descartar uma doença, definir tratamentos, alterar medicamentos ou substituir exames e avaliações realizados por profissionais de saúde.

    Um alerta ou indicador apresentado pelo dispositivo não significa, por si só, que a pessoa esteja doente. Da mesma forma, resultados considerados “normais” pelo aparelho NÃO garantem que não exista qualquer problema de saúde.

    Até o momento, a Anvisa NÃO possui nenhum software médico regularizado especificamente para utilizar somente dados provenientes de anéis inteligentes, mas alguns dos softwares já regularizados podem usar dados provenientes destes produtos e somente nestas condições o dado da medida fisiológica é confiável.

    Regularização sanitária

    A regularização sanitária tem como finalidade assegurar que os dispositivos médicos colocados no mercado atendam aos requisitos de segurança, qualidade e desempenho. A comercialização deum produto sem a devida regularização sanitária constitui infração sanitária e ao adquirir um destes produtos  o consumidor pode estar utilizando um dispositivo cuja segurança e desempenho NÃO foram adequadamente avaliados, ou cuja origem e condições de fabricação são desconhecidas.

    Os riscos variam de acordo com o tipo de produto. Equipamentos destinados à medição ou diagnóstico podem fornecer resultados incorretos e contribuir para decisões inadequadas sobre a saúde do paciente. Equipamentos elétricos podem apresentar problemas relacionados à segurança elétrica. Produtos utilizados em procedimentos invasivos podem apresentar riscos relacionados à esterilidade, biocompatibilidade, qualidade dos materiais e desempenho.

    Outro problema relevante é a ausência de adequada rastreabilidade. Produtos irregulares podem não possuir fabricante ou responsável legal claramente identificado, o que dificulta a investigação de eventos adversos, queixas técnicas, recolhimentos e outras ações necessárias para a proteção do paciente.

    A população pode consultar a situação de regularização dos dispositivos médicos diretamente no portal da Anvisa em https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/

  • Confira o trânsito e transporte para a realização da Corrida Bemol neste domingo, 30/8

    Confira o trânsito e transporte para a realização da Corrida Bemol neste domingo, 30/8

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), promove, neste domingo, 30/8, uma operação especial de trânsito para garantir segurança viária durante a realização da Corrida Bemol. A programação ocorrerá entre 5h e 8h, com interdições temporárias, acompanhamento das equipes de trânsito e alterações no transporte coletivo no entorno da Arena da Amazônia e em importantes corredores viários da região.

    Durante a prova, agentes do IMMU estarão posicionados nos principais cruzamentos e pontos de intervenção para orientar motoristas, organizar a circulação e garantir a segurança dos corredores. As interdições serão realizadas de forma temporária e as vias serão liberadas gradativamente assim que os participantes passarem pelos respectivos trechos, reduzindo os impactos para quem precisar circular pela região.

    O planejamento operacional alcança principalmente trechos da avenida Constantino Nery e do entorno da Arena da Amazônia, com utilização de vias alternativas como as avenidas Djalma Batista, Pedro Teixeira, Álvaro Maia e Brasil, além das ruas Lóris Cordovil e Pará e da avenida Belmiro Vianez.

    Durante o período do evento, as linhas 455, 118, 652 e 540 terão alterações temporárias de itinerário na região da Constantino Nery e deverão utilizar trechos das avenidas Djalma Batista e Pedro Teixeira, além da rua Lóris Cordovil e avenida Belmiro Vianez, antes de retornarem aos itinerários regulares. As demais linhas que circulam pela Constantino Nery também terão desvio pelo entorno da Arena da Amazônia.

    Também sofrerão alteração as linhas 001, 100, 101, 102, 111, 113, 116, 119, 126, 127 e 130. No trajeto de volta, os ônibus seguirão pela avenida Constantino Nery, rua Pará, avenida Djalma Batista, avenida Álvaro Maia e avenida Brasil, retomando posteriormente o itinerário normal.

    A orientação do IMMU é para que os motoristas reduzam a velocidade ao se aproximarem dos pontos de intervenção, respeitem a sinalização temporária e sigam as orientações dos agentes de trânsito. Quem não tiver como destino a região do evento deve, sempre que possível, optar por rotas alternativas durante o período da corrida.

    #paratodosverem – Mapa e informações

  • Operação Final de Linha prende trio em Manaus

    Operação Final de Linha prende trio em Manaus

    Três suspeitos foram presos durante a Operação Final de Linha que investigou uma quadrilha especializada em furtos de celulares em terminais e plataformas de ônibus de Manaus. Os alvos eram principalmente passageiros distraídos, adolescentes e idosos. Existem dois suspeitos do determinado grupo que seguem foragidos.

    Segundo as investigações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), os criminosos aproveitavam momentos de grande movimentação e o conhecido “empurra-empurra” para retirar os aparelhos dos passageiros sem que eles percebessem.

    O celular furtado era rapidamente passado para outro integrante do grupo, que ficava responsável por desbloquear o aparelho e acessar aplicativos bancários.

    Depois, os criminosos utilizavam os celulares para fazer transferências via Pix, realizar compras pela internet e, em alguns casos, revender os próprios aparelhos.

    A polícia também identificou a comercialização de celulares furtados em áreas como o Centro e a Compensa.

    A partir do cruzamento de informações obtidas durante as investigações, a polícia descobriu que existem vários grupos que atuam neste crime e em diferentes pontos da capital, incluindo os terminais de ônibus T1, T2 e Terminal 3.

    Os suspeitos também chegavam a viajar para participar de eventos realizados em outras regiões, aproveitando a grande concentração de pessoas para praticar os furtos.

    De acordo com a investigação da polícia, todo o processo acontecia em poucos minutos, por isso a polícia alerta que bloquear o aparelho e as contas bancárias rapidamente pode evitar prejuízos maiores.

  • Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

    Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

    Pequeno em extensão, mas gigante em acolhimento, o Pantanal é o bioma que mais recebe influência e faz fronteira com outros ecossistemas. Ao todo são cinco: Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, no Brasil, Chaco e Bosque Chiquitano, na Bolívia e Paraguai.

    Cyntia Santos: características fazem com que o Pantanal seja grande reservatório de água, diz Cyntia Santos, do WWF-Brasil. Foto: Guilherme Kardel/WWF

    A característica faz com que o Pantanal seja um grande reservatório de água e vida que percorrem longas distâncias e alcançam a maior planície alagável do mundo. E a diversidade criada pelo encontro das águas é o que resulta na beleza natural da região, mas também é o que a torna mais vulnerável e ameaçada pelas mudanças climáticas.

    “É uma planície que depende da reação e das causas nos outros biomas e é afetado por toda essa situação. Ainda mais com as mudanças climáticas atuando também no  entorno dele”, diz Cyntia Santos, analista de Conservação do WWF-Brasil.

    De acordo com os dados do último mapa de uso e cobertura da terral, divulgado pelo Mapbiomas, em 2025 a Savana Alagada no Pantanal já tinha perdido mais de 1 milhão de hectares, na comparação com o início da série histórica em 1985.

    A área perdida corresponde a 84% do que havia de savana alagada no bioma, sendo que a maioria, 833 mil hectares, foi convertida em outros tipos de formação, como a savânica ou a campestre. Na prática, isso significa que o Pantanal está secando.

    “Partes de rios já sumiram, assorearam, lugares que a gente chama de vazantes, alguns canais que a gente chama de vazantes, que são partes que o rio enche e esvazia, hoje não tem mais e os rios estão bem fracos”, afirma o engenheiro florestal e botânico Cluadinei Terena.

    Nascido na Terra Indígena Limão Verde, no município de Aquidauana (MS), Claudinei se recorda de uma época em que a abundância de água enriquecia o solo e tornava a região propícia para plantar todo o necessário.

    “São coisas que eu aprendi de pequeno, vamos construir aqui uma casa, essa madeira, essa espécie é boa para isso. Vamos procurar umas plantas medicinais. Essa árvore aqui serve para isso, a casca, o fruto, a folha e a raiz cada um serve para alguma necessidade”, conta.

    Fazendo uso do conhecimento tradicional, Claudinei atuou no projeto de restauração 3,3 hectares de áreas de nascentes de rios dentro da Terra Indígena. O objetivo era garantir que a água que flui direto para o Pantanal, também mantivesse aquele pedaço de Cerrado produtivo.

    “Um dos exemplos que a gente apresenta aqui dentro da comunidade é o nosso sistema de cultivo. Nós sempre trabalhamos com agrofloresta sem a gente perceber. A gente sempre plantou em consórcio com alguma coisa”, explica.

    Rede

    Um pouco mais distante do Pantanal, o coletor de sementes Adauto Cândido Pereira vive na comunidade quilombola Santa Tereza, em Figueirão (MS). Integrante da Rede Flores do Cerrado, ele também reconhece na restauração das nascentes o caminho para recompor rios.

    Com a coleta consciente e comercialização das sementes, o trabalho de restauração das margens de rios vai muito além do próprio território. “A gente coleta para atender outros projetos do Estado. Somos 31 coletores e coletoras, sendo 16 mulheres e 15 homens e trabalhamos com regras básicas de coletor, de deixar 30% da semente na árvore. Não chega e pega tudo. Tem cuidado com a árvore, com o meio ambiente.”.

    Restauração

    De acordo com Cyntia Santos os dois projetos são parte das intervenções de restauração das cabeceiras de rios feitas pelo WWF-Brasil no bioma Cerrado para frear as transformações no uso da terra que causam o soterramento das nascentes e impedem o fluxo dos rios contribuintes que escoam para o Pantanal.

    “É uma consequência de atividades econômicas feitas, muitas vezes, de forma desorientada, sem experiência. Falta apoio técnico, falta incentivo”, diz Cyntia Santos.

    Segundo o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, em 30 anos de atuação da organização social no Brasil, 22 são de atuação mais intensificada no Pantanal.

    Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, tem 22 anos de atuação intensificada no Pantanal, . Foto: Guilherme Kardel/WWF – Guilherme Kardel/WWF

    “A gente trabalha nesses territórios, nessa pegada com parceiros, sempre visando impactos locais, mas também a aprendizagem, geração de dados e conhecimento que nos permitam influenciar as políticas públicas”, explica.

    Energia

    Para restabelecer os fluxos dos rios para o Pantanal, também são desenvolvidos projetos de conscientização sobre outros usos dos corpos de água, como a instalação de pequenas centrais hidrelétricas.

    Segundo Cyntia Santos, além de fragmentarem os rios, esse tipo de investimento afeta a biodiversidade aquática e a economia regional mais vocacionada ao turismo.

    “A energia elétrica ela tem que ser por outras fontes, por exemplo, energia solar, que é uma das mais adequadas para região, já que pequenas centrais ou hidrelétricas para essa região não trazem recursos econômicos nem para governo nem para as populações locais”, diz.

    Dentro do Pantanal, ações para o enfrentamento aos incêndios florestais e a conectividade de vegetação nativa, por meio de corredores que ligam unidades de conservação já existentes, fortalecem espécies como a onça-pintada, um indicador da saúde e da integridade da biodiversidade local.

    De acordo com Cyntia, o conhecimento tradicional dos povos que habitam o bioma é peça fundamental em todo o processo de enfrentamento aos desafios. “A gente consegue com isso potencializar informações, trabalho conjunto, otimizar estratégias e juntos avançar”, conclui.

  • População do Amazonas é estimada em 4,36 milhões de habitantes em 2026

    População do Amazonas é estimada em 4,36 milhões de habitantes em 2026

    A população do Amazonas foi estimada em 4.360.926 habitantes em 2026, segundo as Estimativas da População divulgadas nesta sexta-feira (28) pelo IBGE. Os dados têm como referência o dia 1º de julho. Manaus chegou a 2.327.101 habitantes e permanece entre as maiores cidades brasileiras, ocupando a sétima posição no ranking nacional. No Brasil, a população estimada chegou a 214,2 milhões de habitantes.

    Manaus é a 7ª cidade mais populosa do Brasil

    Manaus tem população estimada em 2.327.101 habitantes em 2026 e permanece como o sétimo município mais populoso do Brasil. A capital amazonense aparece atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Salvador e Belo Horizonte e à frente de cidades como Curitiba, Recife, Goiânia e Belém.

    A taxa geométrica de crescimento da população de Manaus entre 2025 e 2026 foi de 1,01%. Entre os municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes, Manaus foi o único a apresentar crescimento superior a 1% no período. Na estimativa anterior, referente a 2025, Manaus tinha população de 2.303.732 habitantes.

    Itacoatiara, Manacapuru e Parintins têm mais de 100 mil habitantes

    Entre os municípios mais populosos do interior, Itacoatiara, Manacapuru e Parintins são os únicos que se mantém acima dos 100 mil habitantes.

    Itacoatiara ganhou 1.301 habitantes em relação à estimativa de 2025 (chegando a 115.218 habitantes) e Manacapuru, 1.291 (alcançando 113.042). Parintins teve redução de 101 habitantes, na estimativa, ficando com 101.754.

    Na sequência dos municípios mais populosos do Amazonas, Tefé ganhou 909 (chegando a 81.046); Tabatinga, 1.036 (alcançando 74.384); Coari teve redução de 173 ( ficando com 73.403); Iranduba ganhou 1.386 (chegando a 70.248); Maués, 685 (alcançando 67.021); e Humaitá, 936 (chegando a 64.390 habitantes).

    Japurá e Anamã têm as menores populações estimadas do Amazonas

    Na outra ponta da relação estadual, Japurá tem a menor população estimada do Amazonas, com 9.527 habitantes, seguido por Anamã, com 9.981. São os dois únicos municípios amazonenses cuja população estimada em 2026 está abaixo de 10 mil habitantes.

    Na sequência entre os municípios menos populosos aparecem Itapiranga, com 11.090 habitantes; Juruá, com 11.106; Amaturá, com 11.633; Itamarati, com 12.150; São Sebastião do Uatumã, com 12.415; e Silves, com 12.827 habitantes.

    Estimativas da População do Norte

    As Estimativas da População têm como data de referência 1º de julho de 2026. A Região Norte reúne 18.929.341 habitantes e representa 8,8% da população brasileira.

    O Amazonas tem a segunda maior população da Região Norte, atrás do Pará, que tem 8.756.324 habitantes. Os demais estados nortistas têm populações estimadas em 1.757.338 habitantes em Rondônia, 1.595.994 em Tocantins, 887.794 no Acre, 809.953 no Amapá e 761.012 em Roraima.

    As estimativas são divulgadas anualmente pelo IBGE para os municípios e Unidades da Federação e constituem uma referência para a administração pública e para o acompanhamento da dinâmica demográfica do país.

  • SUS vai oferecer medicamentos novos para doenças como o mal de Crohn e uveites

    SUS vai oferecer medicamentos novos para doenças como o mal de Crohn e uveites

    Em reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), realizada nesta quinta (27/9), em Brasília, o Ministério da Saúde e representantes de estados e municípios decidiram pela aquisição de novos medicamentos para atender públicos com doenças específicas.

    O SUS passará a adquirir, distribuir e ministrar esses nove novos medicamentos.

    • Para o cuidado de pessoas com vasculites associadas a Anca, um grupo de doenças inflamatórias nos vasos sanguíneos, a fase inicial do tratamento contará com a ciclofosfamida 50 mg, comprada e financiada diretamente pelos governos estaduais para atender cerca de 1,5 mil pessoas com orçamento de R$ 1,5 milhão.

    Na fase de manutenção da doença, que envolve cerca de 378 pessoas ao ano, o Ministério da Saúde comprará o rituximabe (100 mg e 500 mg, até R$ 29,8 milhões) e o metotrexato injetável (25 mg/mL, até R$ 4,4 milhões). Como alternativa nessa mesma etapa, os estados serão responsáveis pela compra da azatioprina 50 mg, com previsão de até R$ 6,7 milhões.

    • Na saúde ocular de crianças e adolescentes, o Ministério da Saúde fará a compra direta de dois remédios para tratar inflamações nos olhos (uveítes não infecciosas sem relação com artrite infantil). A medida prevê a oferta do metotrexato em comprimido de 2,5 mg para quase 3,3 mil jovens (R$ 35,6 mil) e do medicamento biológico adalimumabe 40 mg para 67 pacientes (R$ 54,1 mil).

    • Para a doença de Crohn, uma inflamação crônica no intestino, a pasta fará a aquisição do infliximabe 120 mg de aplicação sob a pele, apresentação que facilita a rotina do usuário e deve atender mais de 13,5 mil pessoas com quadros moderados a graves ou complicações locais. O investimento será de até R$ 59,1 milhões.

    • Para pessoas com doença renal crônica em fases mais avançadas, o Ministério da Saúde será responsável por transferir R$ 21,1 milhões para que as secretarias estaduais comprem o ciclossilicato de zircônio sódico 5 g, para controlar o excesso de potássio no sangue. Cerca de 4,8 mil pessoas deverão ser atendidas.

    Por fim, para situações de emergência por intoxicação por mercúrio, o Ministério da Saúde fará a gestão e a compra centralizada do DMSA (Succimer). O remédio atua para reduzir os efeitos do metal no corpo e poderá beneficiar aproximadamente 300 pessoas por ano, com orçamento de R$ 6 milhões.

    Saúde digital

    A Política Nacional de Informação e Saúde Digital (PNISD) foi pactuada nesta quinta-feira (27), em Brasília, durante a 8ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT). A medida foi um dos principais destaques do encontro, que também definiu responsabilidades para a compra e a oferta de novos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e avançou em pautas de vigilância e atenção especializada.

    A reunião foi conduzida pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda. Na abertura dos trabalhos, ele destacou a importância dessa reunião. “Hoje vamos apresentar um conjunto de portarias que mudam a maneira como o Ministério da Saúde e o SUS vão gerenciar o atendimento à população”, afirmou.

    A PNISD é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) para orientar a transformação digital do SUS, integrando informações de saúde, fortalecendo a telessaúde e ampliando o uso de tecnologias para facilitar o acesso da população às ações e aos serviços. A política também busca colocar o cidadão no centro do cuidado.

    Outro eixo é o compartilhamento de informações. A política assegura aos gestores estaduais, distrital e municipais acesso direto, contínuo, estruturado, tempestivo e rastreável às bases dos Sistemas de Informação de Base Nacional e aos dados trafegados ou disponibilizados pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) referentes aos respectivos territórios, observadas as normas de proteção de dados pessoais, sigilo e segurança da informação.

    Ao apresentar a política, a secretária de Informação e Saúde Digital do MS, Maria Aparecida Cina da Silva, destacou que a iniciativa chega em um momento de amadurecimento da transformação digital do SUS. “Todos esses elementos tiveram grande sucesso e colocaram o Brasil em outro patamar de reconhecimento do seu processo de transformação digital, nacional e internacionalmente. Diante de todos esses elementos, a gente considera que há maturidade para apresentar essa política”, afirmou Cida.

    A implementação da PNISD contará com recursos do Ministério da Saúde destinados aos Fundos de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, além da possibilidade de outros instrumentos de financiamento. Serão consideradas as disparidades regionais, as desigualdades no acesso às tecnologias digitais em saúde, a maturidade digital dos entes federativos, a conectividade e a infraestrutura tecnológica. O monitoramento e a avaliação serão realizados de forma contínua, sistemática, transparente e articulada entre as três esferas de gestão do SUS.

      Eliminação da tuberculose e outras pautas

    O Programa Nacional de Eliminação da Tuberculose como Problema de Saúde Pública também foi aprovado durante a CIT. A iniciativa busca aprimorar as ações de vigilância, prevenção, diagnóstico e tratamento em todo o país, com atenção especial às populações mais vulneráveis e à redução dos impactos sociais e econômicos da doença. O programa está alinhado às diretrizes e metas do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública 2026-2030.

    Também estiveram em debate a Diretriz Nacional para Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (Vigiar) e a organização e operacionalização da imunização neonatal, inclusive nos estabelecimentos privados de saúde, além da cobertura da terceira dose contra hepatite B para fins de certificação da eliminação da doença.

    A CIT também pactuou a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) e avançou na implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF Onco), voltado à organização, ao financiamento e à padronização do acesso a medicamentos contra o câncer no SUS.

    Na atenção especializada, foi apresentado o Painel de Monitoramento da Radioterapia, ferramenta que reúne informações sobre capacidade instalada, equipamentos e vagas disponíveis no SUS e permitirá aproximar os dados das centrais de regulação da oferta efetivamente disponível nos serviços.

    Ministério da Saúde

  • Matas em chamas: como o calor e a seca asfixiam a Europa e a América do Norte

    Matas em chamas: como o calor e a seca asfixiam a Europa e a América do Norte

    A seca severa e as temperaturas recorde de verão nos Estados-membros da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa, Unece, aceleram o stress nos ecossistemas florestais europeus e norte-americanos.

    De acordo com o Observatório Europeu da Seca, EDO, 50% do território da União Europeia e do Reino Unido enfrenta défices de precipitação, o que compromete a humidade dos solos e a saúde das florestas.

    Morte florestal sem precedentes 

    A Unece sublinha que a combinação de crises de seca, stresse térmico, riscos de incêndios florestais, pragas e doenças provoca uma mortalidade florestal sem precedentes.

    Na Europa Ocidental e Central, a escassez histórica de precipitação provocou a perda de folhas e danos na copa das árvores.

    Estima-se ainda que as perturbações causadas por insetos, doenças e condições meteorológicas já afetaram até 73 milhões de hectares em toda a região, segundo o Perfil Florestal da Unece de 2025.

    Adobe Stock/Arafat Um bombeiro observa os restos fumegantes de um incêndio florestal no sul da França

    Espécies sofrem impactos de ondas de calor 

    As espécies que habitam nas árvores de áreas urbanas também têm sofrido os impactos das ilhas de calor urbanas extremas e da escassez de água.

    Estes fenómenos não só ameaçam as defesas climáticas dos municípios, como também contribuem para degradação da qualidade do ar e para o bem-estar da sua população, adverte a Unece.

    De forma a capacitar a resposta coletiva a estes riscos crescentes, os Estados-membros da comissão da ONU passam de uma gestão reativa de crises para estruturas de adaptação proativas e de longo prazo.

    Novos desafios, novas respostas 

    No âmbito da realização do Comité de Florestas e Indústria Florestal da Unece, programada para novembro deste ano, os Estados-membros têm avançado com metodologias para acompanhar os danos florestais.

    É o caso da aposta em metodologias inovadoras, capazes de rastrear danos abióticos, incluindo secas, tempestades e incêndios florestais, e agentes bióticos, como as pragas e agentes patogénicos.

    Ao mesmo tempo, vários municípios têm apostado na expansão da cobertura vegetal urbana resiliente, na mitigação do stress térmico e na integração de infraestruturas verdes no seu planeamento urbano.

    A Unece destaca ainda a promoção ativa de reformas no setor florestal, para a utilização circular da madeira e a valorização sustentável dos produtos lenhosos, garantindo assim a sua estabilidade económica.

  • Disque 100: a denúncia pode ser anônima? Tire suas dúvidas

    Disque 100: a denúncia pode ser anônima? Tire suas dúvidas

    Quem presencia, sofre ou tem conhecimento de uma possível violação de direitos humanos pode procurar o Disque Direitos Humanos – Disque 100 para fazer uma denúncia. E uma das principais dúvidas de quem utiliza o serviço é sobre a necessidade de se identificar: afinal, é possível denunciar sem informar o nome?

    A resposta é sim. No Disque 100, a denúncia pode ser feita de forma anônima, sem que o denunciante informe seus dados pessoais durante o atendimento. O serviço funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser procurado tanto pela própria vítima quanto por qualquer pessoa que tenha conhecimento ou suspeita de uma violação de direitos humanos.

    Além do anonimato, dúvidas sobre sigilo, acompanhamento, informações necessárias e destino das denúncias também são comuns. Confira as principais orientações sobre o funcionamento do Disque 100.

    1. As denúncias no Disque 100 podem ser anônimas?
    Sim. A pessoa que procura o Disque 100 pode fazer uma denúncia sem se identificar. Para isso, não é obrigatório fornecer nome, CPF, RG ou outro documento pessoal do denunciante.

    O anonimato diz respeito à identidade de quem faz a denúncia. Por isso, mesmo sem informar seus próprios dados, o denunciante deve, sempre que possível, fornecer informações que ajudem a identificar a situação relatada e permitam seu encaminhamento aos órgãos competentes.

    2. Anonimato e sigilo são a mesma coisa?
    Não. Embora os dois conceitos estejam relacionados à proteção de quem procura o serviço, anonimato e sigilo têm significados diferentes.

    Na denúncia anônima, a pessoa não fornece informações que permitam identificá-la como denunciante. Ou seja, seus dados pessoais não integram o registro porque não foram informados.

    Já o sigilo se aplica às situações em que o denunciante fornece seus dados pessoais, mas essas informações recebem tratamento protegido e não devem ser divulgadas indevidamente.

    Assim, quem não deseja informar a própria identidade pode optar pelo anonimato. Quem se identifica conta com a proteção das informações pessoais conforme as regras aplicáveis ao serviço. Em todos os casos, todas as informações da vítima e do denunciante são sigilosas: o Disque 100 encaminha apenas aos órgãos competentes de proteção e apuração.

    3. Se a denúncia é anônima, quais informações preciso fornecer?
    Não é necessário informar o próprio nome para explicar o que está acontecendo. Durante o atendimento, podem ser solicitadas informações sobre a violação, mas o foco está nos dados relacionados ao fato denunciado, e não nos dados pessoais de quem faz o relato.

    Não saber responder a todas as perguntas, no entanto, não impede o registro. A pessoa pode comunicar a situação com as informações de que dispõe, mas quanto mais detalhado for o relato, maiores são as possibilidades de que os órgãos responsáveis consigam identificar a situação e adotar as providências cabíveis.

    Entre as informações que podem ajudar, estão: o que aconteceu; quem é a vítima; onde e quando ocorreu a situação; quem seria o possível autor da violação; se a situação ainda está acontecendo; e outros detalhes que possam contribuir para a identificação e o encaminhamento do caso.

    4. Preciso ser a vítima para denunciar?
    Não. Qualquer pessoa pode comunicar uma possível violação de direitos humanos da qual seja vítima ou tenha conhecimento.

    Isso significa que familiares, amigos, vizinhos, profissionais ou qualquer outra pessoa que tenha conhecimento de uma situação podem procurar o serviço. A denúncia também pode ser realizada de forma anônima nesses casos.

    5. Preciso apresentar provas para fazer a denúncia?
    Não é necessário apresentar provas para entrar em contato com o Disque 100 e relatar uma possível violação de direitos humanos.

    A pessoa deve fornecer as informações que possui sobre o caso. A denúncia será analisada e encaminhada aos órgãos competentes de acordo com a natureza da situação relatada.

    Também não é recomendado que o denunciante se coloque em risco, confronte envolvidos ou tente investigar a situação por conta própria para obter informações adicionais.

    6. É possível acompanhar o encaminhamento de uma denúncia anônima?
    Sim. Ao registrar uma denúncia, é gerado um número de protocolo, que deve ser guardado pelo denunciante.

    Para acompanhar o registro posteriormente, é possível entrar em contato novamente com o Disque 100, informar o número do protocolo e confirmar os dados da denúncia.

    Por isso, o protocolo é especialmente importante para quem optou pelo anonimato: ele permite consultar o registro sem que seja necessário fornecer previamente dados pessoais para se identificar como denunciante.

    7. Para onde vai a denúncia feita ao Disque 100?
    O Disque 100 recebe, analisa e encaminha as denúncias aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos, respeitando as atribuições de cada instituição.

    O órgão acionado depende das características da violação relatada. Conforme o caso, o encaminhamento pode envolver instituições e serviços responsáveis pela proteção da vítima, apuração dos fatos ou responsabilização dos envolvidos.

    8. Quando devo procurar o Disque 100?
    O serviço recebe denúncias relacionadas a violações de direitos humanos, especialmente aquelas que atingem pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade.

    Podem ser comunicadas situações envolvendo, entre outros públicos, crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, população em situação de rua, povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, migrantes e refugiados.

    Também são recebidas denúncias relacionadas a temas como tráfico de pessoas, trabalho análogo à escravidão, conflitos agrários e urbanos, discriminação, violência policial e violência contra comunicadores e jornalistas.

    9. E se a situação for uma emergência?
    O Disque 100 pode receber denúncias de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso. No entanto, quando houver uma situação de emergência, risco imediato à vida ou crime acontecendo naquele momento, a orientação é acionar diretamente a Polícia Militar pelo telefone 190, para possibilitar uma resposta emergencial.

    A denúncia ao Disque 100 também pode ser registrada para que a violação de direitos humanos seja formalizada e encaminhada aos órgãos competentes.

    10. Quais são os canais disponíveis para fazer uma denúncia?
    O Disque 100 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados. As denúncias podem ser realizadas pelos seguintes canais:

    Telefone: disque 100, gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou celular;
    WhatsApp: (61) 99611-0100 ;
    Telegram: busque por “ DireitosHumanosBrasil ” no aplicativo;
    Web: atendimento por chat ;
    Atendimento em Libras: videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras);
    E-mail: ouvidoria@mdh.gov.br
    Presencialmente: na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, em Brasília (DF) .

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