Categoria: Brasil

  • Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios que estão em 14 países

    Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios que estão em 14 países

    Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios que estão em 14 países

    O governo brasileiro, Ministério Público, instituições científicas e pesquisadores do Brasil vêm trabalhando para restituir fósseis de dinossauros e outros patrimônios naturais ou culturais espalhados por, pelos menos, 14 países. 

    Conhecida como colonialismo científico, prática prejudica ciência e os museus brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), há pelo menos 20 negociações de restituição com esses países.

    Assim como o MRE, a Procuradoria-Geral da República no Ceará trabalha na repatriação de fósseis. De acordo com a instituição, os Estados Unidos lideram a lista de países com maior número de pedidos de devolução de patrimônios, com oito ações abertas, seguidos da Alemanha (quatro); Reino Unido (três); Itália (duas), França, Suíça, Irlanda, Portugal, Uruguai e Japão (uma cada). As duas solicitações destinadas à Espanha e as outras duas enviadas à Coreia do Sul foram rejeitadas.

    No mês passado, um acordo entre Brasil e Alemanha promete repatriar ao sertão do Araripe, no Ceará, o dinossauro Irritator challengeri, da espécie do espinossaurídeo. O animal, que podia chegar a 14 metros de altura, viveu no sertão cearense cerca de 116 milhões de anos atrás. O material foi retirado ilegalmente do Brasil e estava no Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha, desde 1991.

    Outra ação do Itamaraty, em parceria com pesquisadores brasileiros, também permitiu o retorno, em 2024, do manto Tupinambá, usado por indígenas brasileiros no século 17 e que estava na Dinamarca. Também foram repatriados, em fevereiro deste ano, outros 45 fósseis originais da Bacia do Araripe (CE) que estavam na Suíça.

    Venda proibida

    O diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Araripe (CE), professor Allysson Pinheiro, ressaltou à Agência Brasil que se somam ao número informado pelo MRE as ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

    “Há vários outros materiais que estão sendo negociados com a Alemanha, e há patrimônios do Brasil em quase todos os continentes. Há negociações para repatriações nos Estados Unidos (EUA), França, Coreia, Japão, Itália.”

    No Brasil, os fósseis são protegidos pelo Decreto 4.146 de 1942. De acordo com a norma, o patrimônio natural não pode ser de propriedade privada por pertencer à União. 

    Há exceções para exportar fósseis que devem ter autorização expressa do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), além de o receptor do material precisar ter vínculo com instituição brasileira.

    “Há vários países que permitem o comércio de fósseis com empresas especializadas nessas vendas. Mas elas não podem vender fósseis do Brasil”, acrescentou o especialista da Universidade Regional do Cariri (Urca).

    O caso do Ubirajara

    A restituição de patrimônios brasileiros ganhou força nos últimos anos, principalmente, com o retorno ao Brasil, em 2023, do pequeno dinossauro Ubirajara jubatus. Atualmente, o exemplar compõe o acervo do Museu de Santana do Araripe.

    O caso do Ubirajara

    A restituição de patrimônios brasileiros ganhou força nos últimos anos, principalmente, com o retorno ao Brasil, em 2023, do pequeno dinossauro Ubirajara jubatus. Atualmente, o exemplar compõe o acervo do Museu de Santana do Araripe.

    A paleontóloga Aline Ghilard fala sobre o colonialismo científico – Aline Ghilard/Arquivo Pessoal

    Coordenadora do Laboratório de Dinossauros (DinoLab) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a paleontóloga Aline Ghilard conta que pessoas comuns passaram a pressionar o museu alemão, ainda em 2020, uma vez que a instituição vinha se negando a devolver o fóssil.

    “O museu lançou nota pública falando que não tinha nada de irregular e que o fóssil pertenceria à Alemanha. As redes do museu foram devastadas por comentários de brasileiros. Esse foi justamente o ponto de virada na história.”

    Colonialismo científico

    Segundo ela, o caso afetou a imagem da instituição alemã e impulsionou o acordo para devolução do material.

    “A maior parte dos museus europeus está recheada com materiais de territórios que foram colônias ou que têm sido, até hoje, explorados numa lógica de assimetria de poder. Esses países se sentem no direito de vir aos nossos territórios e coletar materiais.”

    Pelo menos 490 fósseis de espécies de macroinvertebrados foram extraídos irregularmente da Bacia do Araripe, de acordo com estudo publicado na Palaeontologia Electronica, que analisou pesquisas de 1955 a 2025. “Quase metade de todas as publicações analisadas [104 de 218; 47,7%] foram escritas exclusivamente por pesquisadores estrangeiros, sem coautores brasileiros”, destaca o texto, que teve a participação de Aline Ghilard.

    Outro estudo identificou 71 publicações, entre 1990 e 2020, que continham análise de macrofósseis da Bacia do Araripe do período Cretáceo, entre 145 e 66 milhões de anos atrás. “Uma grande proporção [88%] dos fósseis descritos nessas publicações foi levada do Brasil para serem depositados em coleções de museus estrangeiros e ainda não foram devolvidos”, destaca a publicação da Royal Society Open Sciesce.

    Há instituições que devolvem os fósseis por boa vontade, assim que descobrem que se tratou de venda ilegal, como foi o caso da aranha Cretapalpus vittari, que homenageia a cantora Pabllo Vittar. O exemplar foi devolvido pela Universidade do Kansas, nos EUA, em 2021. O animal viveu há mais de 100 milhões de anos na região do Araripe. Por outro lado, há países e instituições que apresentam resistência a devolver os materiais.

    Impacto na ciência

    A exportação ilegal desses fósseis traz consequências importantes para ciência brasileira. Na maioria das vezes, o estudo desses materiais fica inacessível ao pesquisador brasileiro.

    “Quando esses bons fósseis todos vão lá para fora, quem vai fazer as grandes descobertas que dão prestígio científico e acadêmico são os estrangeiros. Basicamente, só produzem ciência de ponta, porque eles estão num círculo de poder que se retroalimenta”, destaca.

    Para ela, a repatriação do patrimônio natural quebra o ciclo de poder que favorece os países mais ricos. “Inclusive podendo atrair investimentos estrangeiros e a gente passa a competir de igual para igual.”

    Impacto nos museus

    O diretor do Museu em Santana do Araripe, Allyson Pinheiro, contou que o retorno do fóssil do dinossauro Ubirajara aumentou bastante o número de visitantes e de investimentos.

    “[Ele] faz parte da identidade e do orgulho do território. É muito importante ver as crianças se apropriando dessas riquezas. Fósseis de dinossauros são superatrativos para esse público e tem realmente aficionado crianças e adultos”, explicou o professor do programa de diversidade biológica e recursos naturais da Urca.

    Em 2006, a Unesco designou a Bacia do Araripe como geoparque mundial – o primeiro com essa designação no Brasil. Um geoparque mundial da Unesco é um território que abriga sítios e paisagens de relevância geológica internacional.

    Em fevereiro de 2024, a Unesco incluiu a Bacia do Araripe, onde os dinossauros Irritator e Ubirajara foram encontrados, como candidata a integrar a lista de patrimônios da humanidade declaradas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

    A região, de cerca de 972 mil quilômetros quadrados, abrange municípios do Ceará, Piauí e Pernambuco.

  • Alistamento Militar de 2026 termina em 30 de junho

    Alistamento Militar de 2026 termina em 30 de junho

    Alistamento Militar de 2026 termina em 30 de junho

    Os jovens que completam 18 anos em 2026 têm até o dia 30 de junho para fazerem o alistamento militar. O procedimento é obrigatório para os brasileiros do sexo masculino e voluntário para as mulheres que desejarem ingressar nas Forças Armadas. 

    A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site alistamento.eb.mil.br ou presencialmente na Junta de Serviço Militar mais próxima. Veja endereços aqui.

    A expectativa do Comando Militar do Planalto é que mais de 1 milhão de jovens em todo o país se candidatem este ano. 

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    Quem deve se alistar

    Todos os jovens do sexo masculino nascidos em 2008 que completam 18 anos ao longo de 2026. Para o sexo feminino, o alistamento é voluntário e segue o mesmo prazo, até 30 de junho. As jovens também devem completar 18 anos em 2026.

    Como se alistar

    É necessário ter cadastro na plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. Se não tiver acesso à internet ou preferir fazer o alistamento presencialmente, o interessado deve se dirigir à Junta de Serviço Militar (JSM) mais próxima de sua residência, com os seguintes documentos:

    1. certidão de nascimento ou casamento;
    2. carteira de identidade ou Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
    3. comprovante de residência recente.

    Consequências

    O prazo se encerra em 30 de junho. Os homens que ainda não tiverem se alistado até essa data, precisarão pagar multa para regularizar a situação militar. Quem não fizer o procedimento, enfrentará restrições para:

  • obter passaporte;
  • assumir cargos públicos;
  • matricular-se em instituições de ensino;
  • participar de concursos públicos;
  • receber benefícios sociais
  • No caso das mulheres, o alistamento é voluntário e somente poderá ocorrer dentro do prazo estabelecido. Após 30 de junho, não será mais possível se candidatar para o processo seletivo.

    Formação profissional e oportunidades

    Durante a prestação do serviço militar, os jovens são orientados a lidar com disciplina, liderança e responsabilidade e podem participar do Projeto Soldado-Cidadão. O programa oferece cursos de capacitação em diversas áreas e ampliam as chances de inserção no mercado de trabalho ao término do serviço militar.

    Previsão legal

    O Serviço Militar Inicial está previsto na Constituição e regulamentado pela Lei do Serviço Militar, que dispõe sobre o Serviço Militar no Brasil e estabelece as normas para o alistamento e a prestação do serviço às Forças Armadas.

    Próximas fases

    O alistamento é apenas a primeira etapa. Após o alistamento, o cidadão receberá o Certificado de Alistamento Militar (CAM) e deverá consultar o site periodicamente para saber se foi dispensado ou se deve comparecer à etapa de seleção geral, no segundo semestre de 2026.

    Aqueles que não foram dispensados ou dispensadas de imediato serão convocados para exames médicos e odontológicos; testes de aptidão física e entrevistas sobre suas habilidades e interesse em servir.

    Caso seja dispensado por excesso de contingente ou more em município que não contribui com pessoal para o serviço militar inicial obrigatório, a pessoa deverá participar da cerimônia de juramento à bandeira para receber o Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI).

    Os demais não dispensados passarão ainda pelas etapas seguintes de: designação, seleção complementar e incorporação ou matrícula em uma das três Forças Armadas (Exército, Marinha ou Aeronáutica).

    O serviço militar terá início em 2027, com duração de um ano.

  • SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

    SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

    SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

    O Ministério da Saúde (MS) anunciou nesta quinta-feira (21/5) um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). O chamado Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. Segundo o MS, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

    A estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, hoje o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa do INCA para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos.

    O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.

    O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

    Entre as principais vantagens do exame FIT estão:

  • não exige preparo intestinal;
  • não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
  • pode ser feito com apenas uma amostra;
  • é menos invasivo;
  • tem maior adesão da população.
  • Governo Federal lança edital para inscrições de organizações na Plataforma Juventude Solidária

    Governo Federal lança edital para inscrições de organizações na Plataforma Juventude Solidária

    Governo Federal lança edital para inscrições de organizações na Plataforma Juventude Solidária

    A Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), lança nesta quinta-feira (21) o primeiro edital da Plataforma Juventude Solidária, iniciativa que conecta jovens de 16 a 29 anos a organizações da sociedade civil e órgãos públicos para fortalecer políticas públicas em territórios vulneráveis em todo o país.

    Resultado de uma ação conjunta entre a Secretaria-Geral e os ministérios da Educação e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o Juventude Solidária estimula o protagonismo juvenil por meio do voluntariado e da cidadania ativa, articulando o engajamento dos jovens a projetos em diversas áreas, como educação, cultura, assistência social, meio ambiente, segurança pública, entre outras.

    Integrada ao Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve) e à Plataforma Brasil Participativo, a nova ferramenta digital representa mais um passo na construção de uma política pública participativa e territorializada.

    INSCRIÇÕES PARA ORGANIZAÇÕES

    O primeiro edital é voltado ao cadastramento de entidades e projetos. Podem participar organizações que atuem em territórios de vulnerabilidade social ou disponham de equipamentos públicos, desde que suas iniciativas estejam vinculadas a políticas públicas existentes.

    As inscrições serão realizadas exclusivamente por meio do sítio eletrônico oficial da Plataforma Juventude Solidária , que estará ativo apenas a partir desta quinta (22).

    As organizações selecionadas poderão receber apoio de até R$ 12 mil, divididos em seis parcelas. Os coordenadores dos projetos aprovados também terão uma ajuda de custo no mesmo valor.

    INSCRIÇÕES PARA JOVENS VOLUNTÁRIOS

    Em uma segunda etapa, que será lançada após a seleção dos projetos, jovens de 16 a 29 anos poderão se cadastrar na plataforma, indicando seus eixos temáticos de interesse e o território onde desejam atuar. O sistema cruzará automaticamente o perfil dos jovens inscritos com as vagas disponibilizadas pelas organizações participantes, facilitando o encontro entre quem quer contribuir e quem precisa de apoio. Os jovens selecionados também receberão uma ajuda de custo.

    EIXOS TEMÁTICOS DO JUVENTUDE SOLIDÁRIA

    – Saúde, Assistência e Segurança Alimentar

    – Comunicação e Tecnologia

    – Direito a Cidade, Moradia e Território

    – Participação Social, Educação e Democracia

    – Renda, Trabalho e Empreendedorismo

    – Cultura, Esporte e Lazer

    – Sustentabilidade e Meio Ambiente

    – Acesso à Justiça e Segurança Pública

     

    Mais informações para imprensa: sgpr.ascom@presidencia.gov.br

  • Formação de professores a distância mostra desempenho 53,1% inferior

    Formação de professores a distância mostra desempenho 53,1% inferior

    Formação de professores a distância mostra desempenho 53,1% inferior

    Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quarta-feira (20) mostram que 53,1% dos concluintes de cursos de licenciaturas na modalidade de educação a distância (EaD), em 2025, tiveram desempenho insuficiente no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas do ano passado.

    Entre todos os formandos, em 2025, 40% estudaram em cursos presenciais e 60%, nos cursos de EAD.

    O levantamento aponta que os concluintes de cursos presenciais apresentaram desempenho significativamente superior ao observado na educação a distância. Segundo os dados oficiais, 73,9% deles foram avaliados como proficientes, ou seja, atingiram o nível considerado adequado de conhecimento ou habilidade em área.

    Em coletiva na sede do MEC, em Brasília, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que medidas regulatórias recentes adotadas pela pasta, entre elas, a de que todos os cursos de licenciatura EAD existentes serão extintos até maio de 2027.

    “Aqueles alunos que estavam matriculados nesses cursos [100% EAD] não poderão migrar para outros cursos. Mas, todos esses cursos estão migrando para uma situação de semi-presencialidade ou presencialidade.”

    Conceito Enade

    O Conceito Enade é um indicador de qualidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que avalia os cursos de graduação com base no desempenho dos estudantes concluintes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas. Ele é expresso em uma escala contínua e em faixas de 1 a 5, onde 5 é a nota máxima de excelência.

    Os resultados mostram que, no total, foram avaliados 1.127 cursos EaD, 3.420 presenciais e outros 401 que tinham menos de dois alunos e, por isso, estes últimos não tiveram conceito Enade.

    Entre os 4.547 cursos formação de professores efetivamente avaliados no Enade das Licenciaturas, 56,8% alcançaram desempenho de pelo menos 60% da prova, nos conceitos 3, 4 e 5, sendo que aproximadamente 31,9% estão classificados com as notas mais altas (4 e 5).

    Por outro lado, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 1.730 cursos (35% dos 4.547 cursos) tiveram classificação 1 e 2. O rendimento corresponde a menos de 60% de estudantes proficientes.

    Modalidade de ensino

    Entre os cursos com conceito Enade, quando considerada a modalidade de ensino, dos 1.730 cursos das faixas mais baixas do indicador de qualidade, 682 cursos são a distância e 1.048 presenciais.

    A conclusão é que 6 em cada 10 (60,51%) cursos de formação de professores na modalidade de educação a distância (EAD) tiveram desempenhos 1 e 2 do Conceito Enade.

    Durante a apresentação, a secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, Marta Abramo, demonstrou otimismo com a divulgação dos resultados. classificando as avaliações como marcos divisores para a fiscalização do ensino superior no país.

    “Em 2026, temos a divulgação dos resultados do Enade, assim como o Enamed [Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina], que trazem, pela primeira vez, parâmetros muito claros do que é o desempenho esperado para um estudante concluinte de um curso”, afirmou.

    A secretária do MEC destacou a importância das mudanças nos exames nacionais de avaliação de estudantes em 2026. “Do ponto de vista da regulação e da supervisão, é muito relevante. Só agora, temos a clareza do que se espera que um curso entregue para a sociedade, qual que é o nível de proficiência que esse formando tem que ter”, explicou Marta.

    A gestora comemorou o atual Enade das Licenciaturas, com aplicação anual, que permitirá a comparação dos índices de desempenhos dos cursos e dos concluintes ao longo dos anos, o que ela considera importante para a regulação e a supervisão dos cursos superiores, o que não existia no formato do Enade anterior.

    Monitoramento para melhorar a qualidade

    Os cursos que obtiveram conceitos Enade 1 e 2, considerados insatisfatórios, terão os desempenhos acompanhados pelo Ministério da Educação, por meio de monitoramento sistemático da evolução dos indicadores de qualidade no período de transição de dois anos, estabelecido pela Portaria MEC nº 381/2025, que trata das regras para aplicação do Decreto Presidencial nº 12.456/2025, de regulação da oferta de cursos de graduação a distância.

    Outra iniciativa da portaria é a suspensão da renovação automática de reconhecimento de cursos, ou seja, sem visitas para avaliação in loco.

    As medidas e o acompanhamento da performance dos estudantes devem evitar que não alcancem rendimento satisfatório até o fim do curso, segundo o ministro Leonardo Barchini.

    “Levando em consideração que temos quase a metade dos estudantes formados em cursos EAD proficientes, é possível que os próximos se formem de maneira proficiente.”

    Federais e estaduais lideram Enade 2025

    O balanço oficial do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas de 2025 mostra que estudantes de instituições públicas federais e estaduais concentram os melhores resultados.

    Quando consideradas as categorias administrativas, foram avaliados como proficientes:

  • 75,9% dos concluintes de pública federal;
  • 73,3% dos concluintes de pública estadual;
  • 70,8% dos concluintes de comunitárias;
  • 46,5% dos concluintes de privadas.
  • Regulação da EAD

    Pela nova política de educação a distância, todos os cursos de licenciatura deverão ser ofertados exclusivamente nos formatos presencial ou semipresencial, sendo vedada a oferta a distância. Assim, todos os cursos de licenciatura EaD foram colocados em extinção até maio de 2027.

    O MEC estabeleceu que os cursos presenciais de licenciatura também devem adequar a oferta de vagas, limitando o ensino a distância ao percentual determinado pelo decreto até maio de 2027.

    Já os recém-criados cursos semipresenciais devem iniciar seu funcionamento de acordo com as novas regras do decreto presidencial.

    Para induzir a qualidade dos cursos de graduação brasileiros e aumentar o desempenho geral dos concluintes nas próximas edições futuras do Enade das Licenciaturas, adicionalmente, todos os cursos de licenciatura passarão por avaliação in loco, após o período de transição que se encerrará em maio de 2027.

    Enade das Licenciaturas

    O Enade das Licenciaturas tem o objetivo de avaliar a qualidade da formação inicial de professores oferecida pelos cursos de licenciatura no país.

    O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, destacou que o Enade Licenciaturas é uma iniciativa inédita no Brasil.

    “São 30 anos de trabalho e expectativas associadas à introdução do sistema de avaliação da formação docente no país.”

    O MEC entende que o exame serve de ferramenta para direcionar as políticas de melhoria e regulação da formação docente com melhor qualidade da educação básica no Brasil.

  • Influenciadora Deolane Bezerra é presa em ação da Polícia Civil de SP

    Influenciadora Deolane Bezerra é presa em ação da Polícia Civil de SP

    Influenciadora Deolane Bezerra é presa em ação da Polícia Civil de SP

    A influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Ela foi detida numa operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.

    A Operação Vérnix investiga lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília, também é alvo da operação.

    A ação é resultado de uma investigação que ocorre há anos e que identificou um esquema milionário ligado à cúpula do PCC.

    Os policiais civis cumprem seis prisões mandados de preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

    A as investigações da Vérnix também se concentraram na Itália, Espanha e Bolívia, com os investigados entrando na Lista Vermelha da Interpol.

    A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais.

  • Brasil tem internet mais veloz que média mundial; pequenos e médios provedores são maioria

    Brasil tem internet mais veloz que média mundial; pequenos e médios provedores são maioria

    Brasil tem internet mais veloz que média mundial; pequenos e médios provedores são maioria

    O Brasil alcançou a 26ª posição entre 153 países no ranking global de velocidade de banda larga fixa do Speedtest Global Index. Em março, a velocidade média de download no país chegou a 221,53 Mbps (mais que o dobro da média mundial, de 120,52 Mbps) e superou, com ampla vantagem, países vizinhos, como o México (104,25 Mbps), além de economias de porte semelhante, como Itália (117,11 Mbps) e Alemanha (103,72 Mbps).

    Outro dado que chama atenção no estudo é a forte presença de provedores regionais no mercado brasileiro. Atualmente, quase 60% da banda larga fixa no país é fornecida por empresas de pequeno e médio porte, cenário que contrasta com o observado na maior parte do mundo, onde o setor costuma ser concentrado em poucas grandes operadoras.

    Segundo a Ookla, empresa especializada em avaliar a qualidade da banda larga fixa e/ou móvel por meio de metodologias de crowdsourcing, o crescimento desse segmento é resultado de um marco regulatório deliberadamente estruturado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao Ministério das Comunicações.

    “Estamos provando que um marco regulatório moderno e menos burocrático é a melhor ferramenta para universalizar o acesso digital e colocar o Brasil na vanguarda da economia tecnológica global. O modelo adotado no Brasil e implementado pela Anatel, a partir das políticas públicas propostas pelo Ministério das Comunicações, pode servir de base para outros países”, ressalta o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

    Segundo a Anatel, entre as medidas regulatórias que contribuem para esses dados positivos estão a ampla desoneração regulatória para os provedores de pequeno porte; a criação do Plano Geral de Metas de Competição; e as revisões do Regulamento Geral de Interconexão e do Regulamento de Compartilhamento de Infraestrutura de Suporte à Prestação de Serviço de Telecomunicações, que tornaram a dinâmica de compartilhamento menos burocratizada e mais alinhada aos interesses das partes.

    “Ressalta-se, ainda, a formação do Comitê de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações de Pequeno Porte junto à Anatel, criado para assessorar e subsidiar o Conselho Diretor da Agência em temas relacionados aos interesses das prestadoras de pequeno porte. O comitê também pode propor aprimoramentos na regulamentação setorial e medidas de estímulo à prestação de serviços por essas empresas”, detalha o superintendente de Competição da Anatel, José Borges.

    De acordo com a Ookla, os resultados mostram que os provedores brasileiros de internet fixa ainda possuem amplo espaço para crescimento e expansão. O setor deve continuar avançando à medida que tecnologias mais antigas, baseadas em cobre e cabo, forem substituídas por conexões de fibra óptica mais eficientes, além da ampliação da cobertura para novas localidades.

    No segmento móvel, a velocidade média de download brasileira é de 265,79 Mbps, colocando o país em 5º lugar no ranking mundial de velocidade de internet, à frente de países como Estados Unidos (10º lugar), China (26º) e França (28º).

  • País registra redução no sub-registro de nascimentos e de óbitos

    País registra redução no sub-registro de nascimentos e de óbitos

    País registra redução no sub-registro de nascimentos e de óbitos

    Em 2024, o percentual estimado de sub-registro de nascimentos foi de 0,95%, o menor da série histórica iniciada em 2015, e a primeira vez que o indicador nacional esteve abaixo de 1%. 

    Essa taxa representa redução de 3,26 pontos percentuais em relação a 2015, quando a taxa era de 4,21%. Essa evolução positiva indica avanços significativos na cobertura do sistema de Estatísticas do Registro Civil.

    Os dados estão nas Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos (2024) divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O maior percentual de subnotificação foi verificado nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%).

    Em contraste, as menores taxas foram registradas no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%).

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    Em 2015, estimou-se que 3,94% dos nascimentos ocorridos em hospitais não foram registrados em cartório; em 2024, esse percentual caiu para 0,83%.

    Os nascidos vivos de mães com menos de 15 anos de idade tiveram o maior percentual de sub-registro (6,10%) em comparação com outras idades. Esse percentual vai se reduzindo com o aumento da idade e chega ao seu menor valor na faixa dos 35 aos 39 anos (0,63%).

    Segundo o IBGE, historicamente o sub-registro de nascimentos tem sido uma preocupação das políticas públicas brasileiras, especialmente em regiões mais remotas ou entre populações vulneráveis.

    O marco legal inicial foi o Decreto nº 6.289/2007, que instituiu o Compromisso Nacional pela Erradicação do Sub-registro Civil de Nascimento e Ampliação do Acesso à Documentação Básica. Em 2019, esse decreto foi substituído pelo Decreto nº 10.063/2019, que atualizou e ampliou o compromisso nacional para a erradicação do sub-registro civil de nascimentos e a ampliação do acesso à documentação básica.

    Essa política federal se articula com normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre as medidas previstas, destacam-se a gratuidade universal do registro de nascimento; a instalação de unidades interligadas de registro civil em maternidades e hospitais; a realização de mutirões de regularização documental; e a integração de sistemas informatizados entre cartórios e estabelecimentos de saúde.

    Essas iniciativas são particularmente relevantes, considerando que o sub-registro de nascimentos e óbitos afeta desproporcionalmente as populações mais vulneráveis, incluindo comunidades rurais, povos indígenas e grupos em situação de pobreza.

    “Essa invisibilidade estatística perpetua as desigualdades e dificulta o desenho de políticas públicas efetivas para garantir os direitos de todas as crianças e adolescentes. Portanto, o aprimoramento contínuo dos sistemas de registro civil e de informação em saúde constitui estratégia essencial para a redução das iniquidades sociais e territoriais e para o fortalecimento da cidadania desde o nascimento”, afirma o IBGE.

    Óbitos

    Em 2024, a proporção estimada de sub-registro de óbitos no país foi de 3,40%, representando redução de aproximadamente 1,5 ponto percentual em relação a 2015, quando a taxa era de 4,89%.

    Os maiores percentuais estavam no Maranhão (24,48%), Amapá (17,47%), Piauí (16,15%), Pará (16,10%) e Roraima (10,91%). Em contraste, as menores taxas foram registradas no Rio de Janeiro (0,14%), Distrito Federal (0,17%), Paraná (0,56%) e São Paulo (0,65%).

    As menores taxas de sub-registro foram observadas em hospitais (2,85%) e em outros estabelecimentos de saúde sem internação (2,55%).

    Por idade do morto, as maiores estimativas de sub-registro foram observadas para os menores de 1 ano (mortalidade infantil), com taxa de 10,80%, e de 1 a 4 anos (mortalidade na infância), com taxa de 7,74%.

    A estimativa de sub-registro de mortalidade infantil nas Grandes Regiões atingiu maiores valores na Região Norte (26,55%) e na Região Nordeste (17,58%). A Região Sudeste registrou a menor taxa (2,67%), seguida pelas regiões Sul (2,96%) e Centro-Oeste (5,86%)

    Esses resultados representam continuidade na tendência de melhoria observada ao longo da série histórica, refletindo os esforços de integração e qualificação dos sistemas de informação sobre mortalidade.

    As estimativas de sub-registro e subnotificação constituem insumos fundamentais para o cálculo das projeções populacionais e das tábuas de mortalidade do país, além de subsidiar a avaliação da qualidade dos sistemas de informação em saúde.

    A Meta 16.9, parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), estabelece o objetivo de fornecer identidade legal para todos, incluindo o registro de nascimento. Essa meta reconhece o registro de nascimento como um direito fundamental para garantir acesso a serviços essenciais.

  • IRPF 2026: declarações superam 25 milhões e retenção em malha cai para 5,6%

    IRPF 2026: declarações superam 25 milhões e retenção em malha cai para 5,6%

    IRPF 2026: declarações superam 25 milhões e retenção em malha cai para 5,6%

    Receita Federal recebeu, até a manhã de segunda-feira (18/5), 25.342.349 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026.

    Do total de declarações enviadas até o momento, 1.410.027 foram retidas em malha fiscal, o que corresponde a 5,6% do total apresentado.

    O percentual atual reforça a redução contínua nas retenções, conforme demonstrado na evolução ao longo das últimas semanas:

    Os dados confirmam que, com o avanço do processamento das informações e a regularização de inconsistências por contribuintes e fontes pagadoras, o volume proporcional de retenções vem diminuindo gradualmente.

    Orientações aos contribuintes

    O prazo final de entrega é o último minuto do dia 29 de maio de 2026.

    Acesse Meu Imposto de Renda , faça sua declaração e tire dúvidas

    A Receita Federal reforça a importância de:

  • Não deixar o envio da declaração para os últimos dias;
  • Verificar atentamente as informações antes da transmissão;
  • Monitorar o processamento da declaração por meio do aplicativo oficial ou pelo portal Gov.br;
  • Regularizar rapidamente eventuais pendências para evitar permanência em malha.
  • Cursos de enfermagem têm novas diretrizes curriculares

    Cursos de enfermagem têm novas diretrizes curriculares

    Cursos de enfermagem têm novas diretrizes curriculares

    Os cursos de graduação em enfermagem de todo o país deverão ter formato presencial, duração de cinco anos e carga horária mínima de 4 mil horas. Além disso, o estágio supervisionado obrigatório deverá corresponder a 30% da carga horária total, no mínimo.

    As mudanças estão previstas em resolução do Ministério da Educação publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (19) e servem para as modalidades bacharelado e licenciatura.

    As instituições de ensino têm até 30 de junho de 2028 para se adaptar às novas regras.

    A medida define princípios, estrutura curricular e critérios para a formação de profissionais da área em todo o país, alinhados aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na promoção da saúde, na redução de desigualdades e no respeito à diversidade.

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    Entre os pontos principais, o texto destaca a integração entre ensino, pesquisa e extensão, além da articulação entre teoria e prática desde o início da graduação.

    As novas diretrizes também detalham as competências esperadas dos profissionais, após a formação:

  • atuação no cuidado individual e coletivo,
  • gestão de serviços de saúde,
  • desenvolvimento de ações educativas e
  • participação na formulação de políticas públicas.
  • O currículo deve contemplar áreas como cuidado em saúde, gestão, pesquisa, desenvolvimento profissional e educação em saúde.

    Para a formação em licenciatura, a norma prevê a atuação prioritária na educação profissional técnica de nível médio, com foco na formação de docentes para cursos técnicos em enfermagem.

    O projeto pedagógico deverá seguir diretrizes específicas da formação docente e valorizar princípios como inclusão, democracia e compromisso com o SUS.

    De acordo com a resolução, as mudanças buscam atualizar a formação em enfermagem diante das demandas contemporâneas da saúde e fortalecer a qualificação dos profissionais que atuam no sistema público e privado.

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