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  • Anvisa aprova novo medicamento para câncer colorretal metastático

    Anvisa aprova novo medicamento para câncer colorretal metastático

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (31/8), o registro do medicamento Fruzaqla (fruquintinibe). O produto é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer colorretal metastático (CCRm) que foram previamente tratados com quimioterapia à base de fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano, uma terapia anti-VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) e, se RAS selvagem e clinicamente apropriado, uma terapia anti-EGFR (receptor do fator de crescimento endotelial).

    O estudo que comprovou a eficácia do medicamento demonstrou benefício clínico significativo em pacientes com câncer colorretal metastático previamente tratados, ao promover aumento estatisticamente significativo da sobrevida global (SG) e da sobrevida livre de progressão (SLP) em comparação ao placebo associado ao melhor cuidado de suporte.

    Qual é a ação do fruquintinibe?

    O fruquintinibe é um medicamento que bloqueia, de forma específica, alguns receptores chamados VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3. Esses receptores são importantes para a ação do VEGF, substância que estimula a formação de novos vasos sanguíneos. A formação de novos vasos é essencial para que os tumores cresçam, pois eles precisam de sangue para receber oxigênio e nutrientes.

    O bloqueio dessa via é uma estratégia muito usada no tratamento do câncer, incluindo o câncer colorretal. Ao impedir a ação desses receptores, o novo medicamento reduz a formação de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor, dificultando seu crescimento. Em resumo, Fruzaqla “corta o suprimento” de sangue do tumor e assim ajuda a controlar a doença.

    Confira a Resolução 3.416/2026 no Diário Oficial da União (DOU).

  • Atlas Geoquímico de Minas Gerais relata a concentração de riquezas no solo do estado

    Atlas Geoquímico de Minas Gerais relata a concentração de riquezas no solo do estado

    O Serviço Geológico do Brasil (SGB) publicou o Atlas Geoquímico do Estado de Minas Gerais . A publicação reúne informações sobre a distribuição espacial e as concentrações de elementos químicos em diferentes matrizes amostradas: sedimentos de corrente, águas superficiais, águas destinadas ao abastecimento público e solos subsuperficiais.

    O material pode ser consultado por pesquisadores, órgãos ambientais e de regulação em estudos do meio físico, e demais interessados em estudos relacionados ao meio físico, à pesquisa mineral, ao meio ambiente, à agricultura e à agropecuária e saúde pública.

    O Atlas reúne 50 mapas de amostragem de sedimentos de corrente, 39 de águas superficiais, 39 de águas de abastecimento e 50 de solos subsuperficiais, elaborados a partir da  caracterização analítica de aproximadamente 10 mil amostras. Em virtude da extensão territorial de Minas Gerais, o levantamento foi estruturado em 15 sub-bacias hidrográficas, com etapas de campo executadas entre 2009 a 2013.

    A integração dos dados permitiu caracterizar os padrões de distribuição dos elementos químicos, fornecendo parâmetros fundamentais sobre a qualidade da água e sedimento nos rios, e dos solos por toda a extensão do estado. As informações podem ser utilizadas em estudos ambientais e geocientíficos, principalmente na identificação das origens de altas concentrações dos elementos que podem ser nocivos ou possuem interesse econômico.

    Resultados

    Dentre os principais resultados encontrados, estão a delimitação de uma grande área com ocorrência de fluorita no norte do estado e a definição de 104 áreas que precisam de estudos mais detalhados. Para chegar a essas áreas, os pesquisadores cruzaram regiões onde foram identificadas cerca de 24 mil concentrações de elementos químicos acima dos limites previstos em normas ambientais e internacionais. Desse total, quase 11 mil foram registradas em sedimentos, 6,3 mil em águas superficiais, 1,5 mil em águas de abastecimento e 5,2 mil em solos. Os elementos que mais frequentemente ultrapassaram esses limites foram ferro, cromo, manganês, vanádio, alumínio e níquel.

    Dados ajudam a acompanhar mudanças ambientais

    O levantamento geoquímico registra as condições atuais e cria uma “linha base” para acompanhar mudanças ao longo do tempo, sendo uma ferramenta indispensável para a gestão de crises e fiscalização contínua. Esses dados ajudam a medir com precisão o impacto de desastres ambientais, como os rompimentos de barragens de mineração em Mariana e Brumadinho.

    O Serviço Geológico do Brasil (SGB) comparou os teores dos metais antes e depois dos eventos críticos, permitindo avaliar os impactos e facilitando a cobrança de reparações ambientais fundamentadas em evidências. Esses resultados já estão disponibilizados ao público em relatórios específicos e nos Atlas Geoquímicos das Bacias do Rio Doce (rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/18058 ) e do Rio São Francisco em Minas Gerais ( rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/20939 ), publicados em 2016 e 2019 respectivamente e disponíveis no RIGeo do SGB.

    Série Atlas Geoquímicos Estadual

    A publicação faz parte  da série de Atlas Geoquímicos Estaduais do Brasil, desenvolvida pelo SGB no âmbito do Programa de Levantamento Geoquímico de Baixa Densidade, realizado desde 2003. Os dados e produtos do projeto estão disponíveis para consulta no GeoSGB, plataforma de informações geocientíficas do SGB.

    Atualmente, o programa cobre cerca de 40% do território nacional. Além de Minas Gerais, já foram publicados os atlas estaduais de Roraima, Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Alagoas, Distrito Federal, São Paulo e Sergipe. Os Atlas do Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul encontram-se em fase final de publicação.

  • População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

    População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

    Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada na última quinta-feira (27) a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

    A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

    Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

    A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

    As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

    Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

    “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

    Próximos passos

    Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

    Comunidades quilombolas

    Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

    Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

    Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

  • Pauta do Plenário de quarta inclui minerais críticos e Estatuto do Aprendiz

    Pauta do Plenário de quarta inclui minerais críticos e Estatuto do Aprendiz

    a sessão de votações desta quarta-feira (2) no Plenário do Senado, parte do esforço concentrado previsto para a semana, um dos itens da pauta é o projeto de lei que cria uma política nacional de investimentos em minerais críticos e estratégicos. O foco é o processamento no território nacional, com rastreabilidade, inovação e controle estatal (PL 2.780/2024).

    Os minerais críticos e estratégicos são essenciais para projetos de transição energética e de tecnologias de ponta, como painéis solares, smartphones, notebooks e carros elétricos. Também são importantes para a indústria militar.

    A política nacional prevê a possibilidade de investimentos de até R$ 7 bilhões no setor, por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais.

    O projeto consta da lista de prioridades legislativas definidas semana passada pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, em conjunto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Câmara, Hugo Motta. O relator é o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

    Aprendizes

    Também está pautado para votação no Plenário o projeto de lei que institui o Estatuto do Aprendiz (PL 6.461/2019). A proposta reorganiza as regras da aprendizagem profissional e agrega em uma só lei regras que hoje estão dispersas em diferentes decretos. O relator da matéria no Senado é Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

    A atual redação do projeto prevê a obrigação de contratação de aprendizes por empresas, com um percentual de no mínimo 5% e de no máximo 15% dos trabalhadores. Para alguns estabelecimentos, a cota tem regras específicas (como empresas do setor de saúde e prestadoras de serviços a terceiros).

    Transporte escolar

    Também deve ser votado o projeto que autoriza que professores e outros estudantes possam utilizar assentos que estejam sobrando nos veículos do transporte escolar rural, desde que isso não prejudique os alunos da educação básica pública que vivem no campo. O PL 743/2023 é relatado pela senadora Jussara Lima (PSD-PI).

    A prioridade continuará sendo dos alunos da educação básica pública residentes em áreas rurais. Somente quando houver lugares disponíveis, e sem prejudicar esse atendimento, os veículos poderão transportar os professores desses alunos e estudantes da zona urbana, da educação superior e da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

  • Após denúncias, MPAM ajuíza ação civil pública ambiental por incêndios florestais em Manicoré

    Após denúncias, MPAM ajuíza ação civil pública ambiental por incêndios florestais em Manicoré

    Incêndios florestais de grandes proporções registrados na zona rural de Manicoré motivaram o Ministério Público do Amazonas (MPAM), via Promotoria de Justiça local, a ajuizar ação civil pública ambiental (ACPA) contra dois homens, pai e filho, pelo crime, ocorrido em uma grande região florestal. A área atingida fica na Estrada do Barro Alto, em uma região estadual, e alcança 797,97 hectares.

    A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Venâncio Antônio Castilhos de Freitas Terra, aponta que o primeiro acusado, o filho, teria realizado queima de material vegetal e ateado fogo à vegetação ao ar livre, sem a autorização prévia e obrigatória do órgão ambiental competente.

    Conforme os autos, a ocorrência foi registrada entre os dias 16 e 21 de agosto, com monitoramento geoespacial e detecção via satélite.

    Segundo a apuração, mesmo diante da extensão e da propagação das chamas, o denunciado teria deixado de acionar as autoridades competentes para tentar conter o avanço do incêndio. A conduta teria contribuído para a proliferação de fumaça tóxica, além de danos à fauna e à flora e impactos sobre a saúde pública e a segurança coletiva.

    Após a autuação, novos focos de incêndio foram identificados na mesma região, o que levou ao deslocamento de bombeiros e brigadistas para o combate às chamas. No dia 24 de agosto, o pai do primeiro acusado também teria realizado o mesmo ato — ateando fogo à vegetação no mesmo local, igualmente sem autorização ambiental.

    Os acusados ainda teriam derrubado árvores de grande porte em via para tentar impedir acesso de órgãos de fiscalização.

    O promotor Venâncio Castilhos Terra destacou que, diante de um cenário de mudanças climáticas, estiagem e fenômenos naturais severos, a atuação do MP, em parceria com as demais instituições, é determinante.

    “Em resposta aos desmatamentos e queimadas criminosas que vem ocorrendo nas proximidades à zona urbana do município, desde a última semana, o Ministério Público esteve no local e se deparou com um cenário bastante assombroso, na medida em que uma grande área foi alvo de queimadas criminosas que geraram fumaça tóxica”, informou o promotor de Justiça.

    Além da responsabilização criminal, o MPAM ajuizou a ACPA para buscar a reparação integral dos danos causados. Entre os pedidos, está a recuperação da área degradada por meio de projeto de recuperação (prad), bem como o pagamento de indenização por danos materiais e morais causados à coletividade.

    Para os danos materiais, o Ministério Público calculou o valor de R$ 8.571.793,74, considerando a área de 797,97 hectares e o parâmetro de R$ 10.742 por hectare indicado em nota técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Também foi requerida indenização de R$ 1 milhão por danos morais difusos, em razão dos impactos ambientais e da fumaça que alcançou o município de Manicoré.

    O documento prevê, caso os acusados reconheçam a prática e decidam colaborar com a reparação dos danos ambientais causados, a celebração de um termo de ajustamento de conduta (TAC).

  • Massacre no Haiti: Gangues armadas provocam sessão urgente na ONU

    Massacre no Haiti: Gangues armadas provocam sessão urgente na ONU

    O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta sexta-feira para debater os episódios recentes de violência extrema no Haiti.

    Na noite de 23 de agosto, cerca de 150 membros de gangues fortemente armados invadiram a comuna de Kenscoff, nos arredores da capital, Porto Príncipe, e abriram fogo contra moradores que tentavam fugir pelas ruas.

    Execuções e ameaças

    Em seguida, os agressores perseguiram mais de 50 pessoas que haviam buscado refúgio em uma igreja. Após forçá-los a sair do local, teriam sido executados 22 deles no pátio e outros 12 nos fundos do templo.

    Ao recuarem do centro de Kenscoff, os membros da gangue sequestraram 52 pessoas, incluindo um menino e quatro meninas. Em uma gravação de áudio compartilhada nas redes sociais em 24 de agosto, a gangue ameaçou executá-las caso as operações de segurança contra o grupo continuassem.

    Pelo menos 47 pessoas foram mortas no ataque de 23 de agosto, incluindo três meninos e duas meninas e outras 22 ficaram feridas.

     Fluxo ilícito de armas de fogo

    A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmou nesta sexta-feira que o ataque armado em Kenscoff é “um lembrete contundente da brutalidade da violência de gangues”.

    Marta Hurtado disse que o massacre ressalta a necessidade urgente de as autoridades nacionais reforçarem a proteção da população, especialmente das comunidades que vivem em áreas afetadas pela violência.

    Em sua declaração, ela adicionou que o fluxo ilícito de armas de fogo e munições para o Haiti continua a fortalecer e empoderar gangues armadas.

    Em 24 de agosto, outra gangue que atua em Porto Príncipe exibiu, nas redes sociais, o que parecia ser uma nova remessa de armas chegando do exterior, apesar do embargo de armas da ONU ao Haiti, em vigor desde 2022.

    Dados alarmantes

    Entre 1º de abril e 30 de junho deste ano, o Serviço de Direitos Humanos do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti, Binuh, registrou 1.408 pessoas mortas e 656 feridas no contexto da violência relacionada a gangues.

    No mesmo período, 326 pessoas foram vítimas de violência sexual, segundo dados coletados. Mas os números reais são potencialmente mais altos, pois muitas vítimas não fazem denúncias devido ao medo de represálias e do estigma social.

  • Operação Bairro Seguro e Ocupação reforça policiamento em todas as zonas de Manaus

    Operação Bairro Seguro e Ocupação reforça policiamento em todas as zonas de Manaus

    A Operação Bairro Seguro e Ocupação teve início nesta segunda-feira (31), em Manaus, com o objetivo de reforçar o policiamento preventivo e o combate à criminalidade em todas as zonas da capital.

    Coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a operação reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos do sistema de segurança pública em ações integradas.

    A iniciativa é dividida em duas frentes. A Operação Ocupação concentra as equipes em áreas apontadas pelos dados de criminalidade, com atuação voltada ao combate ao crime organizado. Já a Operação Bairro Seguro reforça o policiamento preventivo e ostensivo nos bairros.

    A ação conta com mais de 500 alunos soldados da Polícia Militar, que iniciaram o estágio operacional supervisionado. Eles atuarão em patrulhamentos a pé e motorizados, abordagens e atendimento à população, sempre acompanhados por policiais experientes.

    Do total, 286 alunos soldados atuarão no radiopatrulhamento a pé, principalmente em áreas de grande circulação. Outros 160 serão empregados em viaturas nos Pontos de Relacionamento Comunitário e Visibilidade (PRCVs), enquanto 55 atuarão no radiopatrulhamento motorizado de duas rodas, integrados às Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam).

    Também participam da operação 120 alunos oficiais da PMAM, distribuídos em dois turnos para acompanhar as equipes e auxiliar na supervisão das atividades em campo.

    A operação prevê ainda a utilização de diferentes modalidades de policiamento, com viaturas de duas e quatro rodas, além da atuação integrada das forças de segurança em pontos estratégicos de Manaus.

  • Briga entre vizinhos termina com mulher baleada em Manaus

    Briga entre vizinhos termina com mulher baleada em Manaus

    Uma mulher foi baleada na tarde desta segunda-feira (31), durante uma briga entre vizinhos no bairro São José 1, na Zona Leste de Manaus.

    Segundo informações preliminares, o desentendimento entre os moradores evoluiu até o uso de uma arma de fogo. A vítima foi atingida durante a confusão e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.

    Após o disparo, policiais foram acionados e apreenderam a arma que teria sido utilizada no crime.

    O caso foi encaminhado ao 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que ficará responsável pela investigação. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde da vítima nem sobre a motivação da discussão.

    A Polícia Civil deverá ouvir os envolvidos e testemunhas para esclarecer as circunstâncias do disparo e identificar o responsável.

  • Homem é preso suspeito de tentar matar jovem com facada no peito em Itacoatiara

    Homem é preso suspeito de tentar matar jovem com facada no peito em Itacoatiara

    Um homem de 41 anos foi preso pela Polícia Militar no sábado (29), suspeito de tentar matar um jovem de 22 anos com uma facada no peito, em Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus. O crime ocorreu por volta das 22h38, na Rua 1, no bairro São Jorge.

    Segundo a Polícia Militar, a equipe do 2º Batalhão foi acionada inicialmente para atender a uma denúncia de tentativa de invasão de domicílio. No local, os policiais constataram que se tratava de uma tentativa de homicídio.

    Moradores tentavam deter o suspeito, que foi interceptado e preso pela guarnição. A faca usada na agressão não foi localizada.

    De acordo com os policiais, o homem teria confessado o ataque e relatado que consumia bebidas alcoólicas quando se desentendeu com a vítima. Já o jovem afirmou no hospital que não conhecia o agressor e que foi atacado repentinamente.

    O suspeito foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Itacoatiara, onde permanece à disposição da Justiça. O estado de saúde atualizado da vítima não foi informado.

  • PF destrói estruturas logísticas de grupos criminosos transnacionais

    PF destrói estruturas logísticas de grupos criminosos transnacionais

    Tabatinga/AM. A Polícia Federal e a Policía Nacional del Perú (PNP), no âmbito da Operação Amazônia 2026, desenvolvida mediante cooperação internacional, realizaram operações de interdição aérea, fluvial e terrestre na província de Mariscal Ramón Castilla, na região de Loreto, no Peru, voltadas à inutilização da infraestrutura logística utilizada por organizações criminosas transnacionais.

    As ações resultaram na localização e na destruição de quatro laboratórios clandestinos de processamento de drogas, além da identificação de centros de armazenamento de insumos químicos, de depósitos de armas e de estruturas de apoio aos grupos criminosos. Também foram inutilizadas cinco pistas de pouso clandestinas utilizadas para o transporte aéreo de drogas na região de fronteira.

    Durante as operações, foram destruídas, aproximadamente, 6,2 toneladas de sulfato de cocaína, mais de 12 toneladas de insumos químicos fiscalizados e cerca de 5,5 toneladas de insumos químicos não fiscalizados empregados na produção de entorpecentes. As equipes também localizaram cerca de 84 hectares de plantações de coca, além da destruição de, aproximadamente, 4 toneladas de folhas de coca em processo de beneficiamento.

    As intervenções resultaram, ainda, na apreensão de um fuzil tipo AR-15/M4, pistolas, revólver, espingardas, arma artesanal do tipo submetralhadora com silenciador,  carregadores e dezenas de munições de diversos calibres, além de aparelhos celulares, documentos, equipamentos de comunicação e seis coletes balísticos.

    Em uma das ações, um cidadão colombiano foi preso por suspeita de envolvimento com atividades relacionadas ao tráfico de drogas. No local também foram apreendidas porções de maconha, pasta básica de cocaína e insumos químicos utilizados na produção de entorpecentes.

    A Operação Amazônia 2026 contou ainda com o apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), por meio do Programa de Assistência para Reduzir o Desmatamento de Florestas Tropicais (LEAP), que tem entre seus objetivos fortalecer redes de cooperação e as capacidades de aplicação da lei.

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